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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Bahia 0 x 2 Fluminense. Rala, Secador!

Custou, mas chegou a vez do Bruno.  (foto: Nelson Perez / Fluminense F. C.) 


E o tetra cada vez mais perto.

Embora possua o melhor aproveitamento do campeonato, o maior número de vitórias, o melhor saldo de gols, o ataque mais positivo, a defesa menos vazada, o maior artilheiro e de lambuja ter a vantagem de nove pontos sobre o segundo colocado, a mídia cretina e seus incautos seguidores teimam em desconsiderar a qualidade do Fluminense.

Nesses mais de cinquenta anos em que acompanho a saga tricolor jamais vi a negação do óbvio de forma tão arraigada. Parece um sentimento mesclado de bairrismo, recalque, sei lá. Talvez frustração por não terem o privilégio de ser tricolor.

Quase sempre empunham a bandeira de que o time não joga bem e vence a maioria das vezes por pura sorte. Fazem chacotas com as oito vitórias por 1 a 0 e deitam loas ao Atlético-MG, hoje por eles eleito como o “suprassumo”, esquecendo-se de que os mineiros obtiveram sete vitórias pelo mesmo placar.

Preferem negar a superioridade do elenco líder e enaltecer as qualidades de um time que só consegue jogar bem quando dispõe de seu onze titular e quase sempre no alçapão de BH, de dimensões reduzidas. Ignoram que em campos maiores, o seu “time mágico” não anda e já acumula cinco derrotas.

E o que falam sobre as arbitragens? Erros a favor do Fluminense são temas de debates infindáveis durante toda a semana. Impedimentos por um ou dois centímetros de diferença e impossíveis de serem detectados a olho nu são mostrados exaustivamente de todos os ângulos possíveis, enquanto que os erros contra são discretamente comentados e logo empurrados para debaixo do tapete.

Chegam ao cúmulo de questionar a importância de nossos craques maiores, muitas vezes ausentes pelas infindáveis contusões.

Deviam ficar satisfeitos porque se Fred e Deco estivessem em campo em todas as rodadas, a essa altura do campeonato o título certamente já estaria decidido.

E é assim que eles sofrem. Em vez de se preocuparem com os clubes de sua preferência, transferem sua admiração para outros menos emblemáticos como forma de denegrir a imagem dos virtuais vencedores.


E nesse momento mágico do Tricolor é que sinto uma satisfação imensa em deliciar-me com o desespero desse recalque disfarçado a ponto de reproduzir o “quadro dos malas” para regozijo de toda a Família Tricolor e para os quais apenas a única mensagem a ser endereçada é a do título da postagem: 

Rala moçada porque esse ano não tem pra ninguém!

O jogo em Salvador seguiu o script de sempre. Enaltecidos com os elogios pela ótima campanha no segundo turno, os jogadores do Bahia partiram para o ataque e impuseram aquela pressão que a defesa tricolor já está acostumada a sofrer.

Quando conseguiam desvincilhar-se da marcação paravam nas mãos de Cavalieri ou nas traves tricolores, uma tradição desde os tempos do inesquecível Carlos Castilho.

E como sempre, o Fluminense foi se recompondo aos poucos até dar os golpes mortais, que colocam os adversários fora de combate.

E nesta noite, com o esplendor de Deco e Fred um tanto ofuscados, surgiram novos protagonistas para estufar as redes adversárias.

Primeiro foi o Bruno, com um golaço digno de craques das melhores estirpes. O balão de cabeça em Jussandro, o drible seco em Titi e o arremate certeiro foram coisas de cinema.


Fred comemora junto a Sobis 
(foto: Netflu.com.br / Fluminense F. C. / BP)

Mais tarde, voltou a brilhar a estrela de Rafael Sobis com um petardo indefensável para Marcelo Lomba.


A partir daí o jogo estava ganho e a Torcida exultava aos gritos de “olé!” e “é campeão!”.
  
Com o chocolate que o Atlético-MG levou em Porto Alegre, ouso afirmar que agora ninguém mais poderá obter esse título, o Fluminense é que poderá jogá-lo fora.


Arrisco-me mesmo a dizer que não se trata mais de saber quem será o campeão, mas sim em que rodada o título será confirmado.

E, finalmente, vivas ao Abel por ter deixado de lado a idéia de retrancar o time sempre que abre a contagem.


E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!


DETALHES:

Bahia 0 x 2 Fluminense.

Local: Pituaçu, Salvador (BA);  Data: 10/10/2012

Árbitro: Raphael Claus (SP)

Auxiliares: Kleber Lucio Gil (SC) e Thiago Gomes Brígido (Fifa/CE)

Gols: Bruno, aos13' e Rafael Sobis, aos 29' do segundo tempo

Cartões Amarelos:  Edinho, Deco e Wellington Nem

Bahia: Marcelo Lomba; Neto, Danny Morais, Titi e Jussandro; Fahel, Diones, Hélder (Fabinho, 24'/2ºT) e Zé Roberto (Cláudio Pitbull, 18'/2ºT); Gabriel e Elias (Lulinha, no intervalo). Técnico: Jorginho

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Digão, Gum, Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Wagner, 28'/2ºT); Rafael Sobis (Samuel, 35'/2ºT), Fred e Wellington Nem (Marcos Júnior, 27'/2ºT). Técnico: Abel Braga

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Flamengo 0 x 1 Fluminense. Ninguém mais segura o Fluzão!

Goleiro e Artilheiro Notas Dez.
(fotos: Lancenet.com.br / Bruno de Lima e Nelson Perez / Fluminense F.C.)


A partir da vitória sobre o Atlético-MG, os rubro-negros passaram a considerar como favas contadas os três pontos do Fla-Flu.

Fazendo coro com a massa torcedora, a mídia tendenciosa não cansou de fazer comparações entre os momentos dos dois clubes no campeonato, comparações que sempre pendiam para o maior poderio urubu.

Os “malas” protagonistas da postagem anterior e mais alguns que ficaram de fora por absoluta falta de espaço, azucrinaram as mentes tricolores de tal modo que muitos chegaram a temer pelo pior.

“O time que derrotou brilhantemente o Galo não deverá ter dificuldades para ganhar o Fla-Flu”. Essa e outras aleivosias foram repetidas por diversas vezes até pelos que se dizem tricolores.

Pois bem, chegada a hora do jogo tão esperado bastaram alguns poucos momentos de brilho dos craques tricolores para que a vitória fosse consumada.

E através de outro gol antológico de Fred, num misto de voleio e bicicleta só possível para os craques privilegiados.

E o que falar do cruzamento magistral de Deco? Poucos armadores têm a capacidade de pressentir para onde os atacantes irão se deslocar. E ontem, ele anteviu a corrida de Fred e colocou a bola exatamente na posição ideal para o arremate certeiro.

Mas, o jogo não foi nada fácil. Foi uma batalha digna dos Fla-Flu’s __ o clássico incomparável, o melhor e mais charmoso do mundo.

O Flamengo empolgado pelas últimas vitórias, tal como Fênix parecia ressurgir das cinzas. Atacava com ímpeto encurralando o Tricolor, que se retraia à espera da oportunidade para contra atacar.

As investidas rubro-negras não assustaram no início e só surtiram efeito após o gol tricolor quando mais uma vez brilhou Cavalieri.

No segundo tempo, o Fluminense recuou mais ainda e permitiu que o Flamengo tivesse várias oportunidades, perdidas nas defesas de Cavalieri ou na imprecisão dos chutes de seus atacantes.

Apesar da maior posse de bola dos adversários, o Fluminense teve as suas chances, em especial com Thiago Neves, que acertou as traves de Felipe por duas vezes.

A coisa piorou para o Tricolor mais uma vez pela cabeça teimosa de seu treinador, quando Fred sentiu câimbras e pediu para sair, aos trinta e oito minutos de jogo.

A entrada de Rafael Sobis, que seria o normal para qualquer cidadão medianamente esclarecido, não foi a opção de Abel.

E, repetindo o erro que já havia feito contra Figueirense e Náutico, colocou mais um volante e pior, escolheu o Diguinho.

Na oportunidade comentei com amigos que agora o Flamengo passaria a ter as oportunidades de faltas nas imediações da área, especialidade do volante escolhido.

Já imaginava as “bombas” de Renato Abreu zunindo perto de Cavalieri.

Mas, não aconteceu. Dessa vez o estabanado “cabeça de área” esmerou-se e cometeu um pênalti bobo e desnecessário.

Ainda bem que Cavalieri estava imbuído do espírito de Castilho e fez a defesa que garantiu a vitória.

Vitória suada, mas com um sabor todo especial que coloca o Fluminense com a mão na Taça, isso se o Abel não insistir em atrapalhar.


E DÁ-LHE FLUZÃO!   T E T R A C A M P E Ã O!


DETALHES:

Flamengo 0 x 1 Fluminense

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 30/9/2012

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)

Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa/RJ) e Ediney Guerreiro Marcarenhas (RJ)

Gol: Fred, aos 18' do primeiro tempo.

Cartões amarelos:; Digão, Edinho, Jean e Thiago Neves

Flamengo:  Felipe, Wellington Silva, Frauches, Marcos González e Ramon; Amaral (Renato, 26'/2ºT), Ibson, Léo Moura (Bottinelli, 20'/2ºT) e Cleber Santana; Liedson (Nixon, 20'/2ºT) e Vagner Love - Técnico: Dorival Júnior.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco e Thiago Neves (Wagner, 35'/2°T); Fred (Diguinho, 38'/2°T) e Wellington Nem (Marcos Júnior, 27'/2°T) - Técnico: Abel Braga.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Portuguesa 0 x 2 Fluminense. Vitória de campeão!



Jean abriu o caminho para a vitória. (foto: Terra.com.br / Léo Pinheiro)

E não é que o Abel insistiu no esquema “cauteloso” com três volantes?

O resultado, é claro, só podia ser aquele que qualquer tricolor lúcido do céu ou da terra já sabia: sufoco total.

A exemplo do que havia feito Luxemburgo na única derrota até agora, Geninho armou marcação cerrada sobre Thiago Neves e o meio de campo desandou.

Como é inegável a supremacia de Jean sobre Diguinho, Abel sempre que tem uma chance dá uma “forçada de barra” para escalar mais um de seus protegidos.

Justiça seja feita, até que individualmente Diguinho não foi tão mal. Foi dele o passe preciso para Fred na jogada em que foi agarrado dentro da área paulista, em pênalti claro mais uma vez ignorado pela arbitragem.

Ainda assim, não deixou de fazer falta perigosa nas imediações da grande área e tivesse a Lusa um cobrador com a categoria do João Paulo, do Figueirense, a chance de termos sofrido o primeiro gol seria bastante grande.

O problema desses “esquemas cautelosos” do Abel é que eles forçam Jean a jogar mais adiantado, quase como um meia de ofício, o que não é sua especialidade e com isso o time perde a saída de bola e não ganha um armador eficiente.

O fato do Tricolor só ter tido duas chances de gol durante todo o primeiro tempo confirma a tese.

Ainda bem que dessa vez Abel percebeu o equívoco mais cedo e tratou de desfazê-lo no intervalo.

Embora Rafael Sobis não tenha tido uma atuação brilhante, sua entrada permitiu o recuo de Jean para a sua verdadeira posição, restabelecendo o equilíbrio do meio de campo.


Cavalieri mais uma vez salvou o Fluminense
A Portuguesa continuou melhor, teve mais chances e só não marcou graças à fase irretocável de Cavalieri.

O Fluminense, no entanto, melhorou um pouco, o suficiente para que a categoria de seus jogadores decidisse a partida em dois lances. o primeiro com Jean num chute certeiro de fora da área  e o outro com Wellington Nem, que aproveitou a falha do zagueiro, roubou a bola, driblou Dida e completou para o gol vazio. 

(foto: Terra.com.br / Léo Pinheiro)
Após os gols, a Lusa ficou meio desorientada e o Fluminense teve algumas chances de aumentar o placar, só não o conseguindo por excesso de individualismo ou de preciosismo.

Nos últimos minutos, Fred recebeu cartão amarelo por xingar o árbitro de “cara de pau”. Foi o seu terceiro e tenho a impressão de que o forçou para ficar zerado.

Ao final, Abel declarou que a vitória havia sido injusta, porque em sua visão a Lusa dominou a partida e teve várias chances de abrir o placar.

Só esqueceu-se de dizer que foi ele o responsável pelo crescimento da Portuguesa ao adotar um sistema de jogo retrancado, ultrapassado e que não leva a lugar algum.

Por causa dessa mania, perdemos o jogo para o Grêmio e sofremos um empate ridículo com o Figueirense.

Espero que tenha aprendido a lição e não a repita nos próximos jogos.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

DETALHES:

Portuguesa 0 x 2 Fluminense

Local: Canindé, São Paulo (SP); Data: 12/09/2012

Árbitro: Jailson Macedo de Freitas (BA)

Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Fabiano da Silva Ramires (ES)

Gols: Jean, aos 28' e Wellington Nem, aos 30' do segundo tempo.

Cartões amarelos:  Diguinho, Digão e Fred

Portuguesa: Dida, Luis Ricardo, Gustavo, Rogério e Marcelo Cordeiro; Ferdinando (Diego Viana, 31'/2ºT), Leo Silva, Moisés e Boquita; Ananias e Bruno Mineiro. Técnico: Geninho.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Digão, Gum e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Rafael Sobis, intervalo), Jean e Thiago Neves (Fábio, 35'/2ºT); Fred e Wellington Nem (Higor, 43'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fluminense 1 x 0 Palmeiras. Quase lá!



Jean comemora o seu primeiro gol pelo Fluminense.  (foto: Lancenet.com.br / Paulo Sergio)

Foi no sufoco, tomamos duas na trave, sofremos pressão, mas no final brilhou a estrela de Jean.

Assim o Tricolor conseguiu mais uma vitória, ultrapassou o Vasco e está a apenas três pontos do líder. Estaria na ponta não fosse um bandeirinha safado que beneficiou vergonhosamente o Atlético Mineiro no jogo entre os dois clubes.

Temos que comemorar a boa campanha, mas não podemos deixar de nos preocupar que a sorte é volúvel e de uma hora para outra pode pender para o outro lado.

Até quando a equipe vai suportar o excesso alarmante de desfalques?

Após o jogo Abel declarou que Fred jogou no sacrifício, assim é provável que se torne mais uma ausência nos próximos compromissos.

É inconcebível que um clube que investe fortunas em seu plantel conviva com esse estado da arte sem que seus dirigentes se preocupem com o fato.

Afinal, qual a causa de tantas lesões?

No princípio, culpava-se o gramado das Laranjeiras até os jogadores começarem a se lesionar nos diversos estádios em que o clube jogava: Beira Rio, Couto Pereira, Engenhão, Bombonera, entre outros.

Marcos Junior sentiu o músculo no último treino realizado no forte da Urca e juntou-se a um infindável batalhão de contundidos.

Depois, as “idades avançadas” dos atletas mais experientes passaram a ser a causa primeira.

Foi quando tivemos: Elivelton, Bruno, Digão, Matheus Carvalho, Wellington Nem, duas vezes, quase que seguidas e por último Marcos Junior.

Enquanto isso, Araújo que não conseguiu sequer emplacar uma sequencia no Fluminense, hoje participa normalmente dos jogos do Náutico.

A causa do problema, então, poderá ser outra que não o estado dos gramados, ou as idades dos atletas.

Poderia ser excesso de carga de exercícios definidos pelos fisiologistas, aparelhos ultrapassados, falta de atualização das práticas médicas, ou exagero da Comissão Técnica quanto aos treinamentos?

Com a palavra o Gerente de Futebol.

Quanto ao jogo, a bola aérea não funcionou dessa vez, em parte pela forte marcação da jogada imposta pelo Palmeiras e também pelos erros recorrentes dos laterais ao tentar os cruzamentos.

A falta de criatividade do meio de campo foi notória, principalmente pela falta de ritmo de Thiago Neves, que custa a ser recuperar da artroscopia, tal qual ocorreu com Conca, no início do ano passado.

A contusão de Wagner agravou a situação e por pouco o time paulista não abriu a contagem.

Abel comentou que a equipe não ficou defensiva com a utilização de três volantes porque deu liberdade a Jean para avançar. Acrescentou que não tinha meias no banco, como se não fosse dele a responsabilidade pela escolha dos reservas.

Ao concordar com o empréstimo de Lucas Patinho, devia ter em mente a possibilidade do aproveitamento de algum meia da base, Higor ou Eduardo, por exemplo. Se não confia neles, nem para uma emergência, não deveria ter concordado com a negociação.

Também não deve ter percebido que Diguinho ainda está muito aquém de sua condição física para entrar num jogo tão complicado. A facilidade com que Obina passou por ele deveria servir de alerta, pois a jogada só não resultou em gol graças à forma excepcional que Cavalieri atravessa.

A estratégia deu certo dessa vez. Jean fez uma bela conclusão, depois de receber um passe bem elaborado de Rafael Sobis, mas se não fossem as traves e as defesas de nosso goleiro, poderíamos estar amargando a derrota para mais um clube que se encontra na zona de rebaixamento.

Os quatorze arremates palmeirenses contra nove tricolores e as cinco defesas de Cavalieri contra uma única do Bruno dão a dimensão exata do perigo que o time passou.

Ao final, porém, tudo deu certo. Valeu a estrela do Abel e o que a Torcida Tricolor tem que fazer é comemorar a vice-liderança e torcer para que algum dos lesionados possa reforçar a equipe no difícil duelo contra o Cruzeiro.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 0 Palmeiras

Local: Engenhão (RJ);  Data: 12/8/2012

Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)

Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Fábio Ferreira (TO): - 

Gol: Jean, aos 38' do segundo tempo.

Fluminense:  Diego Cavalieri;   Wallace, Gum,  Leandro Euzébio,  Carlinhos;  Edinho (Matheus   Carvalho, 31'/2T),   Jean,   Wagner  (Diguinho,   intervalo),  Thiago Neves (Samuel, 25'/2T), Rafael Sobis e Fred. Técnico: Abel Braga.

Palmeiras:  Bruno;  Artur (Betinho, 41'/2T),  Thiago Heleno, Maurício Ramos,  Juninho, Henrique, Marcos Assunção, Patrik (João Vitor, 29'/2T), Fernandinho, Obina (Mazinho, 14'/2T) e Barcos. Técnico: Flávio Murtosa.

domingo, 1 de julho de 2012

Náutico 0 x 2 Fluminense. Dá-lhe São Cavalieri!


Cavalieri esteve perfeito e parou os atacantes do Náutico.  (foto: Globoesporte.com / Antonio Carneiro)

Nem a tremenda pressão pernambucana, nem o gramado estranho foram suficientes para derrotar o Tricolor.

O resultado deixou o Fluminense a apenas um ponto da liderança quaisquer que sejam os demais resultados da rodada e essa vitória vaticina a sorte de campeão.

Sorte porque apesar das inúmeras lambanças de nossa defesa conseguimos chegar ao fim do jogo sem levar gol.  

Mas não foi apenas sorte.

A irretocável atuação de Diego Cavalieri fez com que os menos jovens se lembrassem das soberbas atuações de Castilho e mais recentemente de Paulo Vitor. Foram inúmeras defesas, seis delas com bastante dificuldade e, mesmo assim, a sorte nos sorriu quando nas poucas vezes em que esteve batido os atacantes do Náutico erraram o alvo.


foto: Lancenet.com.br / Antonio Carneiro

A arte de Deco também esteve presente mais uma vez e bastaram dois passes de mestre para a construção do placar.


Samuel começa a ganhar espaço e ameaçar a suplência cativa
de Rafael Moura, que frequentemente está fora de combate.
(foto: Lancenet.com.br / Antonio Carneiro)
Samuel parece que desencantou de vez e mostrou oportunismo nas duas conclusões precisas.

A continuar assim poderá ser a alternativa para os jogos com os clubes não tão fortes

Assim, Abel poderia utilizar o Fred somente nos clássicos, o que talvez possa contribuir para diminuir suas passagens pelo Departamento Médico.


A entrada de Valencia deu mais consistência à defesa, que sofre com os eternos erros da zaga.

Deveria ser titular, mas a dificuldade reside no favoritismo desmedido que Edinho desfruta com nosso treinador. Chega a ser uma preferência extrassensorial, semelhante àquela que o Renato Gaúcho tinha pelo Ygor.  

Já que Abel cada vez mais dá demonstrações de que jamais barrará o Edinho, poderia recuá-lo para a zaga, abrindo vaga para Valencia no meio de campo.

Seria bom para a equipe, que passaria a ter um volante com melhor senso de marcação, ao mesmo tempo em que ficaria livre do Anderson, cuja condição de titular absoluto é difícil de ser entendida por qualquer pessoa medianamente inteligente.


Jean é outro que cada vez mais sobe de produção a ponto de fazer a torcida esquecer-se de Diguinho.

A vitória foi muito importante porque o Náutico demonstrou ser uma equipe muito forte quando joga em seus domínios e deverá tirar pontos dos principais concorrentes ao título, como já fez com Botafogo, Grêmio e Cruzeiro.

As duas próximas rodadas reservam os clássicos com Flamengo e Botafogo, que possuem atacantes que não permitirão que os erros crassos de Anderson passem em branco.

Será preciso que o ataque segure mais a bola para que a defesa não fique tão vulnerável.

E para isso, seria oportuno que Fred tivesse condições de jogo e finalmente jogasse um Fla-Flu, anseio de todos os tricolores.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Náutico 0 x 2 Fluminense

Local: Estádio dos Aflitos, Recife (PE); Data: 30/6/2012.

Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)


Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Pedro Santos de Araújo (AL)


Gols: Samuel, aos 30' do primeiro tempo e aos 26' do segundo.

Cartões amarelos:  Deco e Jean

Náutico: Felipe, Alessandro, Ronaldo Alves, Márcio Rosário e Lúcio (Breitner, 40'/2ºT); Elicarlos, Derley, Martinez e Souza (Cleverson, 21'/2ºT); Rhayner e Kim (Romero, 28'/2ºT) - Técnico: Alexandre Gallo.

Fluminense:
 Diego Cavalieri, Bruno (Wallace, intervalo), Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho e Jean; Wagner (Valencia, 18'/2ºT) e Deco (Thiago Neves, 28'/2ºT); Wellington Nem e Samuel  Técnico: Abel Braga.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Internacional 0 x 0 Fluminense. Decisão no Engenhão!

Cavalieri, o dono da noite no Beira Rio.  (foto: Lancenet.com.br / Ricardo Rimoli) 


O Fluminense manteve a sequência de jogos sem derrota para o Internacional. Dessa vez, porém, o resultado não foi tão bom quanto o desejado.

Isso porque a partir de agora novo empate beneficia o Internacional e manter a defesa incólume será sempre uma tarefa árdua para uma equipe que conta com a presença constante de Edinho, mesmo quando atravessa uma das piores, senão a pior, fase de sua carreira.

Sem ritmo de jogo, atabalhoado, até quando não quer acaba fazendo faltas incríveis, como o pênalti em Leandro Damião.

A situação poderia melhorar com o provável retorno de Valencia no jogo de volta, mas a contusão de Diguinho dará a chance que Abel esperava para manter o seu protegido na equipe.

Apesar de tudo, se o Fluminense jogar metade do que jogou na Bombonera ou na decisão da Taça Guanabara não deve ter dificuldades de bater os gaúchos novamente, time muito badalado, mas que depois da conquista do bi da Libertadores vem patinando nas horas decisivas.

O retorno de Wellington Nem poderá ser a surpresa agradável para furar a quase certa retranca colorada, o que poderá ser facilitado se Thiago Neves voltar a jogar um pouquinho do que sabia em 2008.

Não tenho dúvidas que em sua passagem pelas plagas urubulinas esqueceu-se daquele futebol fulgurante do passado. A continuar assim que venha o Lanzini, que em pouco tempo em campo mostrou que pode ser mais útil.

A destacar ainda a estreia do Marcos Júnio, ainda discreta mas que certamente dará frutos, se a vontade férrea de Peter Siemsen de não o negociar agora prevalecer sobre os aproveitadores de plantão.

O jogo em si foi muito chato. O primeiro tempo, então, foi pior.

No segundo, o Inter botou pressão no início, mas não conseguiu marcar, graças à boa atuação de Cavalieri e a espetacular defesa do pênalti.

Paulo César de Oliveira mostrou uma vez mais sua verve anti-tricolor ao marcar com firmeza o pênalti de Edinho, que realmente existiu, mas ignorou o empurrão de Muriel em Gum antes de fazer uma defesa no primeiro tempo.

Estranho é que nenhum locutor ou comentarista tenha feito menção a esse pênalti nítido e que poderia ter mudado o rumo do jogo.   

Ainda bem que em noite inspirada nosso goleiro manteve o zero e tornou a classificação menos difícil e livre desse juizinho medíocre as chances do Fluminense aumentam.

Só nos resta preparar bem a equipe e repetir as atuações dos dois últimos campeonatos brasileiros no Rio de Janeiro para seguir em frente.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Boca Juniors 1 x 2 Fluminense. Boca calada!

Fluzão calou a Bombonera.   (foto:Lancenet.com.br / Ricardo Ayres)


Logo após a Conmebol divulgar a composição do grupo D da Libertadores, começaram as previsões macabras das pitonisas de plantão, todas sinalizando para a quase certa derrota do Fluminense na Bombonera.
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O adversário era o todo poderoso Boca Juniors, invicto há 36 partidas e que, em quase cem confrontos internacionais em seu estádio, havia perdido menos que dez.
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O fraco desempenho contra o Arsenal chegou a colocar uma pitada de dúvida nos torcedores tricolores presentes ao Engenhão, por perceberem nitidamente que o time jogava travado, com os laterais engessados e sem nenhum atacante com velocidade suficiente para puxar os contra ataques.
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Felizmente Abel também percebeu o problema e bastou a efetivação de Wellington Nem para que a equipe mudasse da água para o vinho. As convincentes vitórias sobre Americano e Bangu cristalizaram a titularidade da mais nova promessa de Xerém, que em boa hora permaneceu nas Laranjeiras, apesar de alguns terem tentado forçar a sua venda no início do ano.
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A soberba vitória sobre o Vasco deu à Torcida Tricolor a certeza que o Fluzão despertara novamente e que agora seria um osso duro de roer para qualquer adversário.
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Ainda assim o estádio mítico preocupava e também o adversário, aquele mesmo que depois da derrota para o Santos de Pelé em 1963, manteve durante quarenta e cinco anos o tabu de não perder jogos eliminatórios para clubes brasileiros até ser eliminado pelo Fluminense na semifinal de 2008.
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Essa que poderia ser a senha da felicidade esbarrava em mais um argumento dos profetas do apocalipse, que afirmavam que naquela disputa o jogo na Argentina aconteceu em outro estádio, muito menos emblemático do que a Bombonera e que agora é que a coisa seria para valer.
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Apesar de todas essas baboseiras, no fundo os tricolores acreditavam numa reviravolta histórica. Tanto assim que cerca de quatro mil deles partiram para a Argentina e tomaram as ruas de Buenos Aires.
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E enfim chegou o dia e o Tricolor mostrou mais uma vez a sua força. Venceu com autoridade, sofrendo alguns sustos é verdade, mas não poderia ser de outra maneira, afinal estava jogando no templo sagrado do adversário, empurrado por mais de quarenta mil torcedores.
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E como num passe de mágica, o Fluminense brilhou. Parece até que os Anjos da Guarda de Castilho, Didi e Ademir vieram inspirar Diego Cavalieri, Deco e Fred, da mesma forma que o de Telê parecia orientar o nosso treinador.
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(fotos: 1 - EFE; 2, 3 e 4 - Terra.com.br / Ricardo Ayres / Photocamera)
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Deco arrasou e ganhou o pseudo duelo com Riquelme, com certa facilidade até. Fred, contundente como sempre, começou a desmontar a defesa argentina com uma cabeçada certeira antes mesmo do jogo esquentar.
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Cavalieri por sua vez teve uma atuação digna dos tradicionais goleiros tricolores, muralhas quase intransponíveis em batalhas memoráveis.
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A esteira do quarteto mágico contagiou Wellington Nem, que descadeirou o seu marcador e serviu com precisão a Deco para o arremate perfeito.
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Pena que Thiago Neves, sem as condições físicas ideais, não conseguia acompanhá-los.
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E loas também à defesa, que dessa vez não comprometeu e se apresentou mais consistente, talvez devido à presença de Valencia.
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E para gáudio dos tricolores, o Fluminense calou a Bombonera e ao final da partida só os gritos brasileiros ecoavam nas dependências tristes do outrora estádio imbatível.
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E o Fluminense, aos poucos, vai se transformando no carrasco do clube seis vezes campeão da Libertadores.
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E em meio à euforia tricolor, só restou a  Riquelme chorar uma vez mais.

(foto: AFP)
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E DÁ-LHE FLUZÃO!
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