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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Flamengo 0 x 1 Fluminense. Ninguém mais segura o Fluzão!

Goleiro e Artilheiro Notas Dez.
(fotos: Lancenet.com.br / Bruno de Lima e Nelson Perez / Fluminense F.C.)


A partir da vitória sobre o Atlético-MG, os rubro-negros passaram a considerar como favas contadas os três pontos do Fla-Flu.

Fazendo coro com a massa torcedora, a mídia tendenciosa não cansou de fazer comparações entre os momentos dos dois clubes no campeonato, comparações que sempre pendiam para o maior poderio urubu.

Os “malas” protagonistas da postagem anterior e mais alguns que ficaram de fora por absoluta falta de espaço, azucrinaram as mentes tricolores de tal modo que muitos chegaram a temer pelo pior.

“O time que derrotou brilhantemente o Galo não deverá ter dificuldades para ganhar o Fla-Flu”. Essa e outras aleivosias foram repetidas por diversas vezes até pelos que se dizem tricolores.

Pois bem, chegada a hora do jogo tão esperado bastaram alguns poucos momentos de brilho dos craques tricolores para que a vitória fosse consumada.

E através de outro gol antológico de Fred, num misto de voleio e bicicleta só possível para os craques privilegiados.

E o que falar do cruzamento magistral de Deco? Poucos armadores têm a capacidade de pressentir para onde os atacantes irão se deslocar. E ontem, ele anteviu a corrida de Fred e colocou a bola exatamente na posição ideal para o arremate certeiro.

Mas, o jogo não foi nada fácil. Foi uma batalha digna dos Fla-Flu’s __ o clássico incomparável, o melhor e mais charmoso do mundo.

O Flamengo empolgado pelas últimas vitórias, tal como Fênix parecia ressurgir das cinzas. Atacava com ímpeto encurralando o Tricolor, que se retraia à espera da oportunidade para contra atacar.

As investidas rubro-negras não assustaram no início e só surtiram efeito após o gol tricolor quando mais uma vez brilhou Cavalieri.

No segundo tempo, o Fluminense recuou mais ainda e permitiu que o Flamengo tivesse várias oportunidades, perdidas nas defesas de Cavalieri ou na imprecisão dos chutes de seus atacantes.

Apesar da maior posse de bola dos adversários, o Fluminense teve as suas chances, em especial com Thiago Neves, que acertou as traves de Felipe por duas vezes.

A coisa piorou para o Tricolor mais uma vez pela cabeça teimosa de seu treinador, quando Fred sentiu câimbras e pediu para sair, aos trinta e oito minutos de jogo.

A entrada de Rafael Sobis, que seria o normal para qualquer cidadão medianamente esclarecido, não foi a opção de Abel.

E, repetindo o erro que já havia feito contra Figueirense e Náutico, colocou mais um volante e pior, escolheu o Diguinho.

Na oportunidade comentei com amigos que agora o Flamengo passaria a ter as oportunidades de faltas nas imediações da área, especialidade do volante escolhido.

Já imaginava as “bombas” de Renato Abreu zunindo perto de Cavalieri.

Mas, não aconteceu. Dessa vez o estabanado “cabeça de área” esmerou-se e cometeu um pênalti bobo e desnecessário.

Ainda bem que Cavalieri estava imbuído do espírito de Castilho e fez a defesa que garantiu a vitória.

Vitória suada, mas com um sabor todo especial que coloca o Fluminense com a mão na Taça, isso se o Abel não insistir em atrapalhar.


E DÁ-LHE FLUZÃO!   T E T R A C A M P E Ã O!


DETALHES:

Flamengo 0 x 1 Fluminense

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 30/9/2012

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)

Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa/RJ) e Ediney Guerreiro Marcarenhas (RJ)

Gol: Fred, aos 18' do primeiro tempo.

Cartões amarelos:; Digão, Edinho, Jean e Thiago Neves

Flamengo:  Felipe, Wellington Silva, Frauches, Marcos González e Ramon; Amaral (Renato, 26'/2ºT), Ibson, Léo Moura (Bottinelli, 20'/2ºT) e Cleber Santana; Liedson (Nixon, 20'/2ºT) e Vagner Love - Técnico: Dorival Júnior.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco e Thiago Neves (Wagner, 35'/2°T); Fred (Diguinho, 38'/2°T) e Wellington Nem (Marcos Júnior, 27'/2°T) - Técnico: Abel Braga.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ceará 1 x 2 Fluminense. O mais difícil está por vir.

Fred e Sobis desmantelaram a defesa do Ceará


Uma pane inesperada no computador atrasou a postagem sobre a grande vitória obtida em Fortaleza.
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A essa altura creio não ser oportuno entrar em detalhes sobre o que aconteceu em campo porque certamente todo torcedor tricolor já viu e reviu os vídeos, ouviu as declarações pós-jogo e os comentários dos mais diversos veículos desportivos.
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Ainda assim não se pode deixar de ressaltar a bela apresentação da equipe, que não se deixou influenciar pela pressão do caldeirão em que se transformou o estádio Presidente Vargas.
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Num segundo tempo quase perfeito, em que Cavalieri foi apenas um espectador privilegiado, nenhum sobressalto para os tricolores, à exceção de duas faltas nas proximidades da área, ainda bem que não aproveitadas pelo adversário.
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É verdade que também não se pode deixar passar em branco os erros de Marcio Rosário nos instantes iniciais. O zagueiro que já havia “entregado o ouro” em jogos anteriores, dessa vez superou-se e cometeu erros absurdos, como definiu o próprio Abel. Tivessem um pouco mais de tranquilidade os atacantes do Ceará poderiam ter definido o jogo antes dos quinze minutos.
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A sucessão de falhas foi tão evidente que causou irritação em Abel, que chegou a mandar o Diguinho para o aquecimento. Pena que não teve a coragem necessária para consumar a substituição. Resolveu correr o risco de jogar por terra a esperança do tetra e até a vaga na Libertadores.   
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Menos mal que a equipe se equilibrou e com Fred numa noite de gala, o que poderia ter sido trágico transformou-se num regalo para os olhos dos tricolores.
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Além do passe genial para o gol de empate, Fred ainda colocou Carlinhos, Sobis e Marquinho em condições de marcar. A tabela com Marquinho foi mágica e com um pouquinho mais de tranquilidade, o placar já estaria revertido na primeira etapa.
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No segundo tempo o domínio foi total com o Fluminense senhor absoluto das ações e não fossem as várias defesas difíceis de Fernando Henrique, a bola na trave e as chances desperdiçadas o escore poderia ter sido acachapante.
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Merecem destaque também o ressurgimento gradativo dos laterais e a grata surpresa em que se constituiu a estreia do Elivelton.
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À medida que a equipe evoluía em campo, veio-me à mente aquela apatia inaceitável demonstrada no jogo com o Atlético. Três pontos perdidos de forma tosca, três pontos que hoje colocariam o Fluzão a dois pontos dos líderes e a frente dos demais concorrentes.
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Dirão os imediatistas que os retornos de Fred, Deco e Marquinho foram os responsáveis diretos pela mudança.
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Inegável quem com eles o Fluminense fica mais forte, entretanto, mesmo sem eles a equipe teria todas as condições de derrotar os mineiros no Engenhão, não fosse o erro recorrente de nosso treinador em insistir com escalações repletas de volantes, com as quais não conseguiu obter uma única vitória durante todo o campeonato.
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E naquele sábado fatídico, a infelicidade foi maior por conta da escalação de Fernando Bob e Rodrigo, jovens atletas que ainda não estão em condições de jogar no time titular. A insistência com eles poderá alijar o Fluminense da luta pelo título e até da vaga para a Libertadores.
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A derrota inesperada para o Atlético impõe uma vitória sobre a forte equipe do Internacional, tarefa dificílima, mas não impossível.
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A suspensão de Marcio Rosário é um alívio para a nação tricolor e se o Abel estiver inspirado e colocar para jogar o que realmente tem de melhor, talvez possamos vencer.
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Caso contrário, adeus título e só sobrará o consolo da Libertadores, ainda com dificuldade.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!
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domingo, 12 de junho de 2011

Corinthians 2 x 0 Fluminense. Não foi a estreia dos sonhos!


Para quem não assistiu ao jogo, o placar de 2 a 0 pode dar uma falsa impressão de que o Fluminense tenha sido completamente dominado em campo.
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Na realidade não foi o que aconteceu. Houve bastante equilíbrio, tendo o Tricolor mais posse de bola durante toda a partida.
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Nos chutes a gol o equilíbrio também foi marcante; onze chutes do Fluminense contra dez do Corinthians.
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Qual teria sido então a causa da vitória até certo ponto tranquila da equipe, paulista. Onde estaria a diferença?
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A diferença ficou claramente espelhada nas atuações dos goleiros. Enquanto Julio Cesar praticou cinco defesas bastante difíceis, nos dois únicos chutes perigosos em que foi chamado a intervir Berna falhou.
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E  pior, a primeira falha foi logo aos seis minutos. Desatento, o goleiro não percebeu que o único lugar em que Willian poderia cabecear era justamente em seu canto direito porque a proximidade do Gum impediria o direcionamento para o outro lado.
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Mais uma vez, Berna se posicionou mal e acabou pulando atrasado e tomando o gol. O lance não pode ser caracterizado como “frango”, mas que foi uma falha primária, lá isso foi.
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No lance que originou o penalti, a rebatida foi um tanto esquisita e para frente da área, equívoco primário, que não pode ser aceito em nenhum goleiro de time de ponta.
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Esse blog que clamou pela escalação do Berna no início do ano, por não concordar com o modo como ele havia sido barrado pelo Muricy depois das magníficas exibições nas últimas rodadas do Brasileirão passado, está a cavaleiro para pedir um tempo para o Berna.
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As falhas têm sido recorrentes e só para citar as principais: gol do Thiago Neves na semifinal da Taça Rio, os gols do América-MEX no Engenhão, o gol do Libertad também no Engenhão, muito semelhante ao de Thiago Neves, o primeiro gol do Nacional em Montevideu e o primeiro gol do Libertad em Assunção.
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Todas essas falhas pulverizaram o saldo conquistado no tricampeonato brasileiro. Hoje, Berna está devendo e o melhor para ele e para o Fluminense é que seja afastado para uma reciclagem com o novo treinador de goleiros.
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Abel é macaco velho, deve ter observado com cuidado as deficiências mais gritantes e não deve demorar a dar nova chance a Diego Cavalieri.
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Cavalieri que ainda não justificou o alto investimento em sua contratação, mas que poderá se firmar agora com a sequência de treinamentos e jogos.
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Abel estranhou a incidência de contusões musculares. Edinho, Araújo, Rodriguinho, Deco, tudo na mesma semana. Cioso e experiente como é deve dar uma olhada com mais cuidado na preparação física do clube, afinal Enderson declarou que na inter-temporada na Granja Comary a ênfase foi direcionada à preparação física em detrimento da parte tática.
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O time que Abel mandou a campo demonstrou personalidade, principalmente depois do abatimento pelos gols sofridos por falhas bobas. A meu ver, entretanto, houve falhas suas, tanto na escalação, como nas substituições.
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A primeira foi a colocação do Tartá no lugar do Araújo. Tartá nunca foi atacante, desde as divisões de base tem jogado melhor como meia. O resultado foi o isolamento de Fred, que pouco conseguiu produzir. Poderia ter tentado o Matheus Carvalho, atacante de ofício, ou mesmo ter começado com Rafael Moura, formação que ele já declarou não gostar, mas teve que lançar mão, face à inoperância do ataque.
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Quando Deco sentiu a contusão __ mais uma__, provavelmente influenciado pelas informações de seu antecessor, entrou com Marquinhos. Aí mesmo que tive a certeza de que a vaca iria para o brejo de vez.
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Marquinho corre que nem um maluco, mas produz muito pouco para equipe. Às vezes, saca um ou outro gol espírita, como aquele contra o Libertad, mas não passa disso.
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A pedida ali era a entrada de Souza, que tem mais habilidade para ajudar o Conca a municiar o ataque.
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Quando o Edinho sentiu, aí sim não tinha jeito mesmo a não ser o Marquinho.
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No fundo, não desgostei da equipe. Com o tempo, Abel tem tudo para consertar as coisas e escalar realmente os que tiverem em melhores condições.
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Preocupante apenas o fato que dos quatro atacantes do elenco, três estejam sempre às voltas com contusões, por isso a regularização do Ciro poderá vir a ser a solução que o Fluminense precisa.
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Como último pitaco, gostaria que o Abel pensasse com carinho na possibilidade de repatriar o Cícero como forma de dar mais consistência ao nosso meio campo porque não só eu, mas também grande parte dos tricolores, não acredita mais na recuperação física do Deco.
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Espero estar enganado, mas o fato é que quem já abriu mão do Thiago Neves não pode repetir o erro abrindo mão do Cícero.
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Mas nem tudo está perdido. Lembrem caros tricolores que no ano passado, na quarta rodada o Fluzão também estava com seis pontos.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!

domingo, 5 de junho de 2011

Fluminense 2 x 1 Cruzeiro. A volta do bom futebol.

Rafael Moura, correu, brigou e marcou os dois gols.  (crédito:Terra.com.br / Rafael Moraes / Photocamera)

Enfim consegui ver no jogo de ontem um vislumbre de time de futebol. E não foi contra um adversário qualquer e sim o Cruzeiro, há bem pouco tempo badalado como a melhor equipe brasileira.
Pois bem, dessa vez o Fluminense venceu com autoridade um dos candidatos reais ao título desse ano e por isso mesmo conseguiu uma verdadeira “vitória de seis pontos”.
Não que a apresentação tricolor beirasse às raias da perfeição, mas demonstrou claramente a nova filosofia de jogo da nova comissão técnica, que apenas com algumas modificações táticas alterou a postura de um time que só tentava se defender (e mal), transformando-o num outro que tentou partir para o ataque o tempo todo.
Tanto assim que foram cerca de vinte chutes ao gol de Rafael, cuja atuação evitou que o Cruzeiro sofresse um revés ainda maior.  
Deco fez uma das melhores partidas no Fluminense, jogou à vontade, talvez por saber de antemão que não seria substituído sem mais nem menos, como acontecia frequentemente.  Só não tirou nota dez porque deixou que Brandão lhe tomasse a bola na jogada que deu início ao gol de empate.
Com a companhia de outro meia criativo, Conca sobe de produção e em breve voltará a ser o mesmo craque do campeonato passado.
Destaque também para a participação de Valência, que não deu vida mansa para o Montillo, acertou um passe de mestre para Rafael Moura marcar o segundo e ainda salvou o empate no final em mais uma saída em falso de Berna.
O ataque com Araújo fica mais encorpado e até hoje não consegui entender nem aceitar o porquê de seu afastamento até do banco de reservas. Rodriguinho é esforçado, corre muito, mas é só isso e deve ser utilizado quando muito em condições especiais em que correrias sejam a única saída.
Rafael Moura foi outro que se destacou. Correu, brigou e fez o que se espera de um atacante de área, os dois gols da vitória.
Com a orientação para que atacassem mais, os laterais se soltaram e melhoraram seu rendimento, embora ainda estejam devendo em relação às apresentações passadas, principalmente Mariano. Com a sequência de jogos devem melhorar ainda mais.
Souza é outro que ainda mostrará sua utilidade. Nos poucos minutos em que esteve em campo quase faz um gol antológico.
E aí vai o Fluminense que a torcida gosta, sem chutões, com bola no chão, atacando sempre sem se importar quem tem pela frente.
E DÁ-LHE FLUZÃO! E DÁ-LHE ABEL! E DÁ-LHE LEOMIR!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atlético Goianiense 0 x 1 Fluminense. A despedida de Enderson.

Leandro Euzébio salvou o Flu.  (foto: globoesporte.com / André Costa / Agência Estado)


Terminou a era do Enderson Moreira a testa da equipe do Fluminense.
Menos mal que a despedida tenha sido com uma vitória. Vitória importante porque os três pontos ganhos contra o Atlético Goianiense terão o mesmo valor que os obtidos em eventuais vitórias sobre Flamengo, Internacional, Cruzeiro, Corinthians ou Santos.
De positivo mesmo foi o desempenho do Deco, demonstrando cada vez mais que está retornando a sua condição ideal.
Satisfeito estou, como toda a Torcida Tricolor, afinal foi a primeira vitória no campeonato e no campo do adversário.
Entretanto, o jogo em si foi decepcionante, uma demonstração genérica do "Muricybol", como diria o Rica Perrone, uma preocupação exagerada em se defender.
A tática retranqueira só funciona com o seu criador, que tem lá suas artimanhas para ganhar títulos, tanto assim que é tetracampeão brasileiro.
Tentativas de imitação não costumam dar certo e esse foi o grande pecado do Enderson enquanto comandou o Fluminense.
Mostrou certa aversão em escalar craques, preferindo eternizar a presença de jogadores que nitidamente só servem para compor plantel.
Tirou qualquer chance para que o Araújo tivesse a oportunidade de tentar voltar a sua forma e de certo modo fez o mesmo com o Souza, ao contrário do que aconteceu com Rodriguinho, Marquinho e Willians, que tiveram inúmeras oportunidades mesmo sem jogar bem, além da eterna mania de sacar o Deco.
Em suas declarações de despedida, Enderson enfatizou que deu o seu melhor. De qualquer modo, temos que agradecê-lo porque na realidade foi o único a ter coragem de assumir uma equipe abandonada e achincalhada pela covardia de seu antecessor, que fugiu do barco, deixando-a numa situação incômoda por ele mesmo criada.  
A partir de quarta-feira, começa a nova era. Espero pela redenção do bom futebol. Não que Leomir transforme a equipe num passe de mágica, mas será o primeiro ensaio da Comissão Técnica do Abel.
Pelo que demonstrou em outras oportunidades, Abel deverá observar o elenco com cuidado e definir os titulares por suas condições físicas e técnicas atuais, sem sofrer influência de quem quer que seja. E com isso, o Fluminense aos poucos deverá começar a exibir um futebol mais vistoso, jogando pra frente, como aquele time campeão estadual de 2005.
É o que realmente espero com a chegada do Abel, que teve a sua personalidade forjada nas Laranjeiras.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ciro chegou e a Traffic dançou!


 (foto: Terra.com.br / Rafael Moraes / Photocamera)



Aleluia! Pela primeira vez desde que se enraizou nas Laranjeiras a parceira indigesta perdeu uma queda de braço.
Até que enfim, o Fluminense não permitiu que seus interesses fossem prejudicados.
A contragosto da Traffic, Willians rescindiu seu contrato com o Flu e acertou com o Sport, o que abriu caminho para a chegada de Ciro.
Se ele irá resolver o problema do ataque tricolor ainda não sabemos, mas que para a torcida ter outra opção que não seja Rodriguinho já é um alento.
E se o Araújo tiver o bom senso de esperar um pouco mais, quem sabe não voltará a ter chance com a chegada do Abel?
Enquanto isso torçamos para que o Ciro confirme as esperanças nele depositadas. Que seja bem vindo!
Mas não pensem amigos tricolores que a nefasta entubou a derrota pacificamente, pois já está mexendo seus pauzinhos para levar o Fernando Bob para o Santos para satisfazer pedido da ratazana-mor.
Entretanto, como o Sandrão disse que vai ouvir o Abel antes de liberar, ainda resta uma esperança de que não percamos de graça mais uma revelação de Xerém.
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Auxiliar de Abel chega ao Rio no dia 1º de junho

Sandrão, Leomir e Abel   (foto: Divulgação / FluminenseFC)

Parece até que o Abel ouviu nossos anseios e está enviando o Leomir, ex-jogador do Fluminense, para comandar o Fluminense contra o Cruzeiro.

Sem dúvida a melhor opção, porque por mais que o Enderson se esforce, o fato dos atletas passarem a trabalhar mais cedo com um membro da nova comissão técnica é um fator positivo, além de aumentar a motivação.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Traffic tenta mais uma cafajestada contra o Flu.

Por pouco a contratação de Ciro vai para o espaço. E o entrave partiu da Traffic, a cobra peçonhenta plantada por Horcades e sua trupe pouco antes de deixar a presidência do Fluminense.  Essa parceira deletéria tentou (ou ainda tenta) de todas as maneiras evitar a liberação do Willians para o Sport .

Alegando que com a chegada do Abel, talvez o seu pupilo tivesse oportunidade de se firmar entre os titulares, na realidade a parceira vampira não queria (ou não quer) ver Willians disputando a segunda divisão.  

Não consigo entender o porque do nosso bravo Enderson ter ido resgatar o Willians do ostracismo em que ele se encontrava depois que Muricy cansou de suas pífias apresentações.

Não fosse esse fato, talvez esses investidores espertos não teriam a coragem e a cara de pau de forçar a permanência de Willians nas Laranjeiras.

Torçamos para que, pelo menos dessa vez, os gananciosos empresários não consigam prejudicar o Fluminense.
A seguir, a transcrição das notícias veiculadas no site Terra.com.br.

"Sem acerto com Willians, Sport trava ida de Ciro ao Flu
 
24 de maio de 2011 12h13 atualizado às 12h41


A dificuldade do Sport para o acerto com o meia-atacante Willians deve emperrar a contratação do atacante Ciro pelo Fluminense. O jogador ainda está em Recife e sua apresentação nas Laranjeiras é esperada para esta quarta-feira. Mas o clube pernambucano pretende segurar o atleta até que seja recompensado pelo acordo com o time carioca, selado na última semana.

No acerto que resultou na venda de Ciro para um grupo de investidores, o Sport ficou com o poder de decidir o destino do atacante. O Fluminense ofereceu Willians e ganhou a concorrência. Mas a transferência do meia-atacante para a Ilha do Retiro encontra o entrave da Traffic, que ainda luta para que seu jogador permaneça nas Laranjeiras.

Se isso não acontecer, a empresa tem outras prioridades: Bahia e Ceará, clubes da Série A que ainda brigam por Willians. "O Sport fez a melhor proposta salarial, mas o Bahia e o Ceará querem o jogador e, se igualarem a proposta, terão prioridade", disse Fernando Gonçalves, diretor da Traffic.
"Mas a nossa vontade é que ele continue no Fluminense, porque o Abel Braga está chegando e pensamos que ele poderá ser melhor aproveitado. Se nenhuma das hipóteses acontecer, então abriremos as negociações com o Sport", afirmou.

Sem Willians, o acordo por Ciro não será necessariamente desfeito e o Sport ainda poderá cobrar alguma compensação financeira da equipe carioca. Mas, segundo o presidente do clube de Recife, Gustavo Dubeux, essa possibilidade ainda não foi conversada. O dirigente espera que as negociações sejam concluídas de forma positiva ainda nesta terça-feira.
"O Ciro está pronto para embarcar para o Rio. Só estamos esperando a negociação com o Willians. Chegamos a um acordo financeiro e acertamos o salários e comissões. Só está faltando o Fluminense acertar a rescisão com a Traffic", disse o mandatário do time rubro-negro, que não descartou a possibilidade de o jogador ter outro destino.

"Ainda há clubes do exterior interessados nele. Mas nossa prioridade será sempre essa triangulação com o Fluminense", completou Dubeux. "

 Eta parceria boa! Fora Traffic!

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Abel avisa que não foi ele quem escalou o time.

 As declarações de Enderson após a péssima apresentação contra o São Paulo sinalizaram para a possibilidade de Abel estar dando palpites na escalação da equipe.
Apesar de em momento algum Enderson ter feito formalmente essa afirmação,  Abel tratou de dirimir qualquer dúvida, declarando que não foi ele quem havia escalado o time.
Ainda bem, porque muitos foram os equívocos, tanto  na escalação como nas substituições.
Nas reportagens, publicadas no site do Globoesporte.com , Abel confirma sua estréia na quarta rodada contra o Corinthians e informa estar trabalhando para que Leomir, seu assistente técnico, assuma o time já na terceira rodada contra o Cruzeiro.
Tomara que consiga!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fluminense 0 x 2 São paulo. A continuar assim, adeus tetra!

Impressionante como em tão pouco tempo, Enderson Moreira conseguiu transformar uma equipe campeã, saudada por todos, inclusive pela mídia mulamba, como “time de guerreiros” em um bando sem criatividade e a mínima concepção tática e o que é pior sem demonstrar nenhuma vontade de jogar pra valer.

As duas semanas livres após a derrota vexatória para o Libertad de nada serviram para a melhoria do padrão de jogo.
Tentando justificar tanta apatia, Enderson finalmente afirmou que o ocupante de um cargo interino não tem tanta autonomia assim para implantar suas ideias, justificativa difícil de aceitar porque nenhumas das escolhas que vem fazendo para a equipe foram contestadas pela diretoria ou por quem quer que seja.
Afastamento de atletas da equipe e até mesmo do banco de reservas, escolhas contestáveis pela grande maioria da torcida como as titularidades absolutas de Berna, Marquinho e Júlio César, a predileção por Willians como salvador da pátria em detrimento de atletas de maior habilidade, só têm sido contestadas pelos torcedores, que via de regra e principalmente no caso do Flu, são mais entendidos que essa tropa de dirigentes amadores que assola o clube desde a década de 90.
Mais incrível ainda foi a declaração de que a derrota para o São Paulo era um ônus já esperado diante da realização de praticamente uma nova temporada com foco na parte física.
Confessa assim que não treinou a parte tática, deficiência notada ontem quando o time parecia perdido em campo, verdadeiros peladeiros dignos dos campeonatos do Aterro.
Dizem que Abel solicitou a escalação de Edinho como volante. Pode ser e acredito mesmo que o futuro treinador tenha feito tal pedido. Abel, talvez por desconhecer o medo exacerbado de Enderson  para escalar um time ofensivo, não deve ter esclarecido bem a sua ideia.  

Ao colocar Diogo como segundo volante para fazer a função do Diguinho, Enderson demonstrou uma vez mais que tem receio de atacar e se com o titular o meio de campo não vai lá das pernas, o que dizer então de um “cabeça de área” nato, que só sabe quando muito desarmar.
Aí sobrou para o Edinho tentar as saídas de bola já que Deco ainda estava fora de ritmo e Conca severamente vigiado pelo esquema de Carpegiani.
Edinho não resolveu na frente e a zaga desprotegida foi um convite à valsa para Lucas, Dagoberto e Casemiro. Pois é, o esquema de Enderson foi derrotado por apenas três jogadores do adversário. Um verdadeiro fiasco.
Até a declaração sobre a ênfase na parte física soa estranho, porque o time se arrastou em campo e perdeu todas as divididas para os adversários.
Alguns ilustres tricolores tentam tapar o sol com a peneira, imputando a culpa da débâcle tricolor às insatisfações que pipocam aqui e ali dentro do elenco.
É claro que insatisfações declaradas através da mídia nunca devem ser aceitas e muito menos incentivadas, mas se voltarmos um pouco no tempo veremos que esses fatos não ocorreram durante o campeonato passado.
E por que isso? Simplesmente porque os titulares escalados pelo Muricy eram incontestavelmente os melhores do elenco. Washington, por exemplo, sabia que havia sido contratado para jogar nas ausências do Fred.  Deu sorte, tantas foram as brechas deixadas pelo titular.
Marquinho sabia de antemão que nunca barraria Deco e Conca e por isso mesmo esperou resignadamente as oportunidades. Também deu sorte, porque Deco passou mais tempo no Departamento Médico do que em campo.
O mesmo pode ser dito de Rodriguinho, que jogou várias partidas no lugar de Emerson, outro chinelinho contumaz.
A conclusão é lógica. As reclamações desse ano têm origem na teimosia do treinador, que ao longo desses dois meses e pouco errou muito, privilegiando atletas de qualidade inferior em detrimento de outros mais habilidosos, que até mesmo do banco foram banidos.
Araújo, Souza, Tartá e também Diego Cavalieri não tiveram outras oportunidades para reaver a forma, apesar das falhas constantes dos titulares preferidos por Enderson.
Amigos tricolores, a coisa está preta. Pelas informações veiculadas Enderson ficará a testa do time por mais duas rodadas, contra Atlético Goianiense e Cruzeiro e se não se conscientizar de que um ataque formado por Rodriguinho e Rafael Moura não nos levará a lugar algum, periga do Fluminense levar mais duas bordoadas. Ah, e também que meio campo com dois cabeças de área brucutus não dá mais.
E aí o Abelão só poderá mesmo brigar por uma vaga na Libertadores.
Tomara que eu queime minha língua.
Sobre o jogo, recuso-me a comentar a pasmaceira, falta de comprometimento e principalmente falta de padrão de um time que até bem pouco tempo era o melhor do Brasil.
Que Enderson passe a ocupar a função para a qual foi contratado porque pelo que mostrou nesse pequeno lapso de tempo ainda está muito verde para comandar um clube do padrão do Fluminense.
Chega logo Abel, ou pelo menos manda o Leomir.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fluminense 3 x 2 América-MEX. E a saga dos guerreiros ressurgiu!

crédito: terra.com. br / Photocamera

Não era o Maracanã, não eram os mais de sessenta mil torcedores, mas os poucos mais de treze mil que compareceram ao Engenhão tiveram seu momento de êxtase e uma ideia aproximada do Fluminense mágico da Libertadores de 2008.

Finalmente foram recompensados de tantas decepções após a fantástica conquista do tricampeonato.

A equipe tricolor com inigualável espírito de grupo mostrou que está cada vez mais unida e ciente das dificuldades que terá que superar, ao contrário do deixaram transparecer as várias notícias veiculadas na mídia após a intempestiva saída de Muricy.

Saída que acabou sendo benéfica para a equipe, porque sinceramente tenho dúvidas se o antigo treinador teria a coragem de substituir Mariano por Deco e principalmente um lateral (Júlio César) por um atacante (Araújo).

Provavelmente, como já fez em outras oportunidades, deixaria o time entrincheirado para “não tomar gols”, e a Torcida Tricolor poderia estar agora lamentando uma precoce desclassificação.

É incontestável a capacidade de Muricy Ramalho. O Fluminense deve a ela grande parcela pela conquista do título do ano passado, mas também é inconcebível a bajulação de quase toda a mídia desportiva, mesmo quando seus erros são claros e notórios.

O exemplo mais categórico, para citar apenas um, foi o jogo contra o Nacional em que uma vitória seria essencial para a definição da classificação sem atropelos.

Pois bem, numa ocasião em que tínhamos que vencer a todo custo o time, mesmo jogando em casa, foi escalado com três zagueiros, três volantes e apenas um atacante, o pobre do Rafael Moura, que meio contundido e sem a espada de Gray Skull pouco pode fazer. O resultado não poderia ser outro: 0 x 0.

Na postagem do dia 24/02,  logo após o empate, já manifestava meu descontentamento com o desempenho tricolor e pior com o fato do Muricy ter-se mostrado satisfeito com a atuação do time.

Pois bem, chegou o Enderson e de cara desfez a estratégia de jogar com três volantes e ousou mais ainda nas substituições dos laterais, trocando-os por jogadores que com vocação para o ataque.

E o resultado foi um Fluminense ofensivo, ainda com muitos defeitos, mas jogando pra frente o tempo todo e se não fosse o natural nervosismo de alguns, a vitória poderia ter sido bem mais fácil.

A grande maioria dos cronistas não teve a coragem de mostrar a diferença entre os dois Fluminenses, o de ontem e o do jogo contra o Nacional. Um dos poucos que colocaram o dedo na ferida foi o José Ilan na postagem de hoje de seu blog, onde enaltece o ressurgimento do Fluminense ofensivo.

O Fluminense está classificado? Não. Vai se classificar? Não sabemos, mas temos a certeza de que irá partir pra cima dos adversários para tentar o único resultado que interessa, a vitória, que mesmo que não venha, deixará o torcedor satisfeito, confiante que com esse elenco e jogando pra frente, o Fluminense terá todas as condições de lutar pelo tetracampeonato.


crédito:globoesporte.com / Celso Pupo - Agência Estado
O grande destaque da noite foi o retorno do Deco. Depois de uma eternidade fora da equipe, participou de várias jogadas, sendo fundamental no passe certeiro para o Araújo e na conclusão da jogada do terceiro gol, o seu primeiro em Libertadores.


Dos Emirados, Abel  vibrou com a vitória tricolor.

É isso aí, tricolores. Jogando pra frente vai dar.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

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crédito: globoesporte.com / Thiago Fernandes
Patética foi a atitude da PM, quando um transtornado soldado subiu as escadarias das arquibancadas para arrancar uma faixa que fazia alusão à covardia do Muricy por deixar o clube numa situação crítica.

Depois de levar vários dribles dos torcedores, finalmente o jovem soldado conseguiu surrupiar a faixa, não sem antes ser saudado com um corinho tradicional que deve ter deixado sua mamãezinha ruborizada.

Se esse soldado guardasse sua energia para usá-la contra os marginais que infestam a nossa cidade, certamente teríamos uma população mais segura e feliz.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Gilson Kleina não será o homem!

Contrato tampão de três meses não seduziu Kleina

Não consegui entender a chiadeira de muitos torcedores sobre a escolha do Kleina ou qualquer outro técnico para um mandato tampão. Tudo bem que o clube não poderá dispor de um técnico consagrado de imediato, mas seria muito pior se tivéssemos que conviver com as malas cornetadas pela mídia após o piti do Muricy.

Meus amigos tricolores parem pra pensar. À exceção do Dorival Junior, sonho de uma noite de verão de Peter e Celso, o resto só iria nos dar dor de cabeça.

Felipão, Cuca, Levir, Adilson, se contratados, exigiriam contrato longo e acabariam inviabilizando a vinda do Abel, melhor opção para substituir o Muriçoca.

No momento atual, qualquer um que chegasse até mesmo o José Mourinho, não faria a mínima diferença para o jogo de quarta-feira, onde apenas a vitória mantém o Fluminense com chances de classificação.

Não se esqueçam de que o Fluminense de 2011 está mal por obra e graça do Sr. Muricy Ramalho, que errou seguidamente tanto nas escalações como nas substituições nos três jogos da Libertadores.

Com o elenco que tem, mesmo com alguns à meia bomba, o Fluminense poderá perfeitamente derrotar América-MEX, Nacional e Argentinos Juniors.

Bastará desfazer a escalação retrancada com três volantes para que o ataque volte a funcionar. Três volantes? Sim, porque ninguém conseguirá me convencer que Marquinho é meia. Aliás, se for confirmada a ausência do Carlinhos, ele poderia até ser novamente improvisado na lateral.

Com mais um jogador criativo ao lado do Conca, seja Deco, Souza ou mesmo o Tartá, o time tem tudo para passar pelo América e continuar vivo na competição.

Futebol é simples, os exemplos estão aí na nossa frente a toda hora. Para exemplificar cito a rodada de ontem do campeonato carioca.

O Flamengo sem os seus dois meias criativos, foi incapaz de fazer um golzinho sequer no até então lanterninha geral. E olha que teria perdido o jogo, se o adversário fosse um pouquinho melhor.

E o Vasco, que andava as traças, quando se livrou do monte de volantes e optou por um meio campo mais habilidoso atropelou o Botafogo e só não o goleou porque o Jefferson está numa fase iluminada.

Portanto, em vez de criticar quem for contratado, creio ser muito mais lucrativo abraçarmos a sua chegada e apoiar a equipe para a reversão da situação.

O clube chegou a anunciar a contratação de Gilson Kleina.

Paralelamente nos Emirados Árabes, segundo entrevista ao globoesporte.com, Abel afirmou que já havia acertado os valores com Celso Barros para assumir o time em Junho.

Na mesma ocasião deixou claro que tinha sua comissão técnica e que não abriria mão dela em hipótese alguma.

Talvez por isso, Kleina tenha desistido de aceitar o contrato, cujo prazo de duração ofertado (três meses) evidencia a intenção do clube de contratar o Abel.

Em minha opinião, o caso está se arrastando em demasia. A solução trivial, que afinal de contas é bem provável que prevaleça, seria a contratação do Josué Teixeira, que poderia voltar a trabalhar com o Abel.

Acorda Peter, Acorda Celso, chega de dar sopa pro azar. Quarta-feira é guerra!
 
E APESAR DAS LAMBANÇAS E INDECISÕES, DÁ-LHE FLUZÃO E TODOS AO ENGENHÃO!

“As chances de eu ir para o clube são bem claras. Os valores foram acertados. Se o Celso mantiver o combinado, chego em Junho e acabou.”

Abel Braga