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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fluminense 1 x 0 Palmeiras. Quase lá!



Jean comemora o seu primeiro gol pelo Fluminense.  (foto: Lancenet.com.br / Paulo Sergio)

Foi no sufoco, tomamos duas na trave, sofremos pressão, mas no final brilhou a estrela de Jean.

Assim o Tricolor conseguiu mais uma vitória, ultrapassou o Vasco e está a apenas três pontos do líder. Estaria na ponta não fosse um bandeirinha safado que beneficiou vergonhosamente o Atlético Mineiro no jogo entre os dois clubes.

Temos que comemorar a boa campanha, mas não podemos deixar de nos preocupar que a sorte é volúvel e de uma hora para outra pode pender para o outro lado.

Até quando a equipe vai suportar o excesso alarmante de desfalques?

Após o jogo Abel declarou que Fred jogou no sacrifício, assim é provável que se torne mais uma ausência nos próximos compromissos.

É inconcebível que um clube que investe fortunas em seu plantel conviva com esse estado da arte sem que seus dirigentes se preocupem com o fato.

Afinal, qual a causa de tantas lesões?

No princípio, culpava-se o gramado das Laranjeiras até os jogadores começarem a se lesionar nos diversos estádios em que o clube jogava: Beira Rio, Couto Pereira, Engenhão, Bombonera, entre outros.

Marcos Junior sentiu o músculo no último treino realizado no forte da Urca e juntou-se a um infindável batalhão de contundidos.

Depois, as “idades avançadas” dos atletas mais experientes passaram a ser a causa primeira.

Foi quando tivemos: Elivelton, Bruno, Digão, Matheus Carvalho, Wellington Nem, duas vezes, quase que seguidas e por último Marcos Junior.

Enquanto isso, Araújo que não conseguiu sequer emplacar uma sequencia no Fluminense, hoje participa normalmente dos jogos do Náutico.

A causa do problema, então, poderá ser outra que não o estado dos gramados, ou as idades dos atletas.

Poderia ser excesso de carga de exercícios definidos pelos fisiologistas, aparelhos ultrapassados, falta de atualização das práticas médicas, ou exagero da Comissão Técnica quanto aos treinamentos?

Com a palavra o Gerente de Futebol.

Quanto ao jogo, a bola aérea não funcionou dessa vez, em parte pela forte marcação da jogada imposta pelo Palmeiras e também pelos erros recorrentes dos laterais ao tentar os cruzamentos.

A falta de criatividade do meio de campo foi notória, principalmente pela falta de ritmo de Thiago Neves, que custa a ser recuperar da artroscopia, tal qual ocorreu com Conca, no início do ano passado.

A contusão de Wagner agravou a situação e por pouco o time paulista não abriu a contagem.

Abel comentou que a equipe não ficou defensiva com a utilização de três volantes porque deu liberdade a Jean para avançar. Acrescentou que não tinha meias no banco, como se não fosse dele a responsabilidade pela escolha dos reservas.

Ao concordar com o empréstimo de Lucas Patinho, devia ter em mente a possibilidade do aproveitamento de algum meia da base, Higor ou Eduardo, por exemplo. Se não confia neles, nem para uma emergência, não deveria ter concordado com a negociação.

Também não deve ter percebido que Diguinho ainda está muito aquém de sua condição física para entrar num jogo tão complicado. A facilidade com que Obina passou por ele deveria servir de alerta, pois a jogada só não resultou em gol graças à forma excepcional que Cavalieri atravessa.

A estratégia deu certo dessa vez. Jean fez uma bela conclusão, depois de receber um passe bem elaborado de Rafael Sobis, mas se não fossem as traves e as defesas de nosso goleiro, poderíamos estar amargando a derrota para mais um clube que se encontra na zona de rebaixamento.

Os quatorze arremates palmeirenses contra nove tricolores e as cinco defesas de Cavalieri contra uma única do Bruno dão a dimensão exata do perigo que o time passou.

Ao final, porém, tudo deu certo. Valeu a estrela do Abel e o que a Torcida Tricolor tem que fazer é comemorar a vice-liderança e torcer para que algum dos lesionados possa reforçar a equipe no difícil duelo contra o Cruzeiro.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 0 Palmeiras

Local: Engenhão (RJ);  Data: 12/8/2012

Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)

Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Fábio Ferreira (TO): - 

Gol: Jean, aos 38' do segundo tempo.

Fluminense:  Diego Cavalieri;   Wallace, Gum,  Leandro Euzébio,  Carlinhos;  Edinho (Matheus   Carvalho, 31'/2T),   Jean,   Wagner  (Diguinho,   intervalo),  Thiago Neves (Samuel, 25'/2T), Rafael Sobis e Fred. Técnico: Abel Braga.

Palmeiras:  Bruno;  Artur (Betinho, 41'/2T),  Thiago Heleno, Maurício Ramos,  Juninho, Henrique, Marcos Assunção, Patrik (João Vitor, 29'/2T), Fernandinho, Obina (Mazinho, 14'/2T) e Barcos. Técnico: Flávio Murtosa.

domingo, 24 de julho de 2011

Fluminense 1 x 0 Palmeiras. O Campeão voltou!

Marquinho voltou bem e marcou dois gols, o primeiro erroneamente anulado. 

Vitória justa, difícil, contra um adversário bem armado e que contou com o beneplácito da arbitragem para dar botinadas durante todo o jogo.
Com Souza, Deco e Marquinho o meio de campo foi bem mais objetivo do que aquele da rodada anterior.
Entretanto, o maior volume de jogo só foi efetivo quando Fred passou a ter um atacante de ofício a seu lado. Durante todo o primeiro tempo, jogou isolado e a rigor o Tricolor teve apenas três oportunidades para marcar: uma cabeçada à queima-roupa de Fred, um chute de fora da área de Edinho, ambos defendidos pelo Marcos e outra quando Diguinho, de dentro da área, tentou dominar a bola e a deixou escapar.
O esquema com um só atacante já havia sido experimentado pelo Muricy na Copa Libertadores e mostrou-se desastroso, tanto assim que em três jogos apenas um ponto foi conseguido.
A entrada de Ciro deu mais mobilidade ao ataque e as chances cresceram e logo no início do segundo tempo, em jogada de Marquinho pela lateral esquerda, o zagueiro Maurício Ramos cortou o centro com a mão, penalti ignorado pelo juiz.
O Fluminense continuou pressionando e conseguiu o seu gol aos 24 minutos, num contra-ataque rápido e bem concluído por Marquinho. Inexplicavelmente o assistente desatento ou sei lá o quê, assinalou impedimento que só ele viu.
O time não se abateu e continuou no ataque até que cinco minutos depois, ao receber um centro na medida de Mariano, Marquinho cabeceou sem apelação.
Depois do gol, o Palmeiras partiu em busca do empate e passou a ter mais posse de bola. Abel, que já havia substituído Deco por Rafael Sobis, sacou Marquinho e colocou Valencia.
Os minutos finais foram de fortes emoções, com os paulistas partindo a toda para o ataque. Ainda bem que dessa vez a defesa não deu as costumeiras bobeiras.
O Fluminense mostrou que tem condições de ocupar melhor colocação na tabela e se o Abel conseguir armar um meio de campo mais criativo e descobrir um volante que saiba sair para o jogo, pelo menos a vaga da Libertadores não será difícil de ser alcançada.
Destaque para Marquinho, que fez uma boa partida e acabou sendo o responsável pela vitória.
Rafael Sobis teve uma estreia por demais discreta e terá que melhorar muito para conseguir uma vaga de titular.
E DÁ-LHE FLUZÃO!  

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fluminense 1 x 0 Palmeiras. Só faltam quatro!

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Quando acontece a sinergia entre Torcida e Fluminense ninguém segura o Fluzão!
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Contrariando as simulações da grande maioria dos cronistas, o Fluminense não tomou conhecimento do então líder e desbancou o Palmeiras da liderança.
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Reclamaram os paulistas do gol anulado, realmente um lance polêmico. Apressaram-se em crucificar o árbitro sem ao menos perceber que o assistente já havia levantado a bandeira antes da conclusão da jogada e que o lance que originou o "gol anulado" foi de claro tiro de meta e não escanteio, como marcado pela arbitragem. Polêmica à parte, a Torcida Tricolor já perdeu a conta de quantas vezes o Fluminense foi prejudicado nesse mesmo campeonato.
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O interessante é que nas inúmeras vezes em que o Fluminense é prejudicado, a mídia cretina se cala ou noticia os fatos sem nenhuma ênfase. Mas quando se trata de Flamengo, Corinthians, São Paulo ou Palmeiras a choradeira é pra mais de mês.
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O jogo acabou, vida que segue. Chororô não leva a nada e além do mais o que fez o líder todo poderoso em campo? Nada de prático, o goleiro Rafael poderia ter sido substituído pelo do infantil que o placar seria o mesmo.
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Em contra partida, o Fluzão sobrou. O time empurrado pelos quase setenta mil torcedores encurralou o adversário. Nem parecia que há apenas três dias havia jogado no Chile, enfrentando não só as botinadas da Universidad, como também a selvageria de sua torcida.
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O Tricolor sobrou no físico, na raça e na técnica. Conca praticamente acabou com o meio de campo palmeirense. É por isso mesmo que sempre que tem uma oportunidade o Muricy tenta aliciá-lo para tirá-lo do Flu, ano passado para o São Paulo e mais recentemente para o Palmeiras. Doce ilusão do técnico ranzinza.
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E o que falar da defesa, cuja consistência aumentou consideravelmente com as entradas do Dalton e principalmente do Digão? Que fôlego, que raça. A continuar assim será certamente uma das revelações do campeonato.
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E a dupla Maicon-Fred? Cada dia que passa se entrosa mais e inferniza as defesas adversárias. Tivessem eles disponíveis desde o início do campeonato, não estaríamos na situação delicada que nos encontramos.
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E os substitutos? Tartá, Alan, Gonzalez, Urrutia quando entram, não deixam o padrão cair. Aos poucos Cuca vai formando um elenco eficaz e cada vez mais queimando minha língua, o que me faz bastante feliz. Mais feliz ficarei ainda quando ele rever a condição da titularidade inquestionável do Diguinho.
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Voltando aos prognósticos, como diria o grande Nelson Rodrigues, os idiotas da objetividade pensam diferente. Prevêem os resultados das partidas unicamente pelo critério da média. Cravaram vitórias do Atlético Mineiro, Cruzeiro e Palmeiras e vaticinaram prematuramente a queda do Fluminense. Um deles chegou ao cúmulo de dizer com todas as letras que a torcida do Atlético Mineiro seria maior que a do Fluminense no Maracanã. Outro, também muito conceituado, há algum tempo atrás, analisando os adversários de Palmeiras e São Paulo, declarou em uma Mesa Redonda que o Fluminense quando enfrentasse o Palmeiras, a essa altura já rebaixado, seria presa fácil.
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Quebraram a cara. Esqueceram ou não quiseram ver que o Fluminense de hoje é diferente do de pouco tempo atrás. O Fluzão atual é capaz de jogar de igual para igual com qualquer dos times da série A e certamente vencer a maioria deles.
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E quanto mais eles falam, mais se unem torcida e time. E quando essa simbiose acontece ninguém segura o Fluzão.
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Domingo próximo teremos outra batalha. Vamos lotar o Maracanã e empurrar o time para cima do Atlético Paranaense. Você, tricolor, não pode faltar. Até lá.
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E DÁ-LHE FLUZÃO, O PORCO JÁ ERA!
.(crédito das fotos: terra.com.br)