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quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que será feito do dinheiro da venda do Nem?


€ 9.000: preço justo?
 
Peter Siemsen não resistiu à tentação e acabou por repetir o mesmo erro das administrações desastrosas que infestaram o Fluminense a partir da década de 90.
A cessão de um atacante raro como Wellington Nem ao Shakhtar Donetsk por € 9.000 quando o mesmo clube ofereceu € 13.000 por um volante comum é a prova cabal de que negociações não são o forte do Fluminense.

É compreensível a necessidade de o clube fazer caixa, principalmente pela redução em suas arrecadações face à interdição dos dois maiores estádios da cidade, mas a tão decantada “reorganização financeira” preconizada por Siemsen, Caetano e Cia poderia passar por outras opções, como por exemplo, a tentativa de rescisão do esdrúxulo contrato com a Traffic, assinado na última semana da gestão Horcades, ou até mesmo o adiamento do projeto da equipe de basquete, que para deixar de ser presa fácil para o maior rival demandará investimentos maciços.
O fato, porém, está consumado e a questão que surge nas mentes tricolores é o de será feito com os R$ 17,5 milhões que cabem ao clube.

Caetano já sinalizou que a indenização ao São Paulo pelo passe de Jean poderá sair daí, mas e o resto?
Será totalmente utilizado para saldar compromissos que talvez nem devessem ter sido assumidos?

É claro que situações extremas terão que ser contornadas, mas por que não aproveitar pelo menos a metade do montante para reforçar a equipe que visa o penta ou para iniciar as obras do CT, carro chefe da campanha de Siemsen?
Abel, protetor contumaz do elenco que dispõe, declarou que Marcos Junior será o substituto de Nem, coisa que qualquer cidadão medianamente conhecedor de futebol sabe não ser verdade.

Marcos Junior ainda é uma promessa e para chegar ao estágio de Nem ainda vai precisar de muito chão, isso se conseguir emendar uma sequencia de jogos sem se contundir.
A alternativa poderia ser Maicon Bolt, que ano passado quase veio para o Vasco. Esse sim substituiria Wellington Nem com sobras.

Outra opção seria tentar antecipar a volta do Conca, porque desde que Deco praticamente se despediu o meio de campo da equipe ficou acéfalo.
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Botafogo 1 x 1 Fluminense. Noite de Wellington Nem!

Ninguém segura o Nem.  (foto: Terra.com.br / Cleber Mendes)


O empate bastou para garantir a liderança e pelo o que até aqui apresentaram os concorrentes do Grupo poderá ser mantida sem muito esforço.

Pena que a vitória não veio e tudo pela insistência irritante do Abel em colocar o time para jogar com três volantes.

A impossibilidade de última hora de Edinho atuar pareceu-me a oportunidade ideal para a volta da formação com dois meias criativos.

Que nada! Nosso treinador demonstrou novamente que essa possibilidade passa longe do seu pensamento, haja vista ter preterido de uma tacada só o Wagner, o Higor, o Eduardo ou até o Felipe, mesmo sem estar ainda na plenitude de sua forma, para escalar o Diguinho, seu eterno preferido.  

O resultado não poderia ter sido outro, empate na melhor das hipóteses.

E desse modo o Fluminense mantém a inquietante regularidade de não conseguir vencer ninguém quando tem três volantes em campo.

Questionado na coletiva sobre a manutenção dos três volantes, Abel rebateu o repórter, afirmando que não atuara com três volantes porque o Jean com sua boa saída de bola jogaria mais adiantado e foi por isso mesmo que o técnico adversário incumbiu o Jadson de marcá-lo de perto.

E o que se viu foi um Jean aparecendo menos do que das outras vezes, simplesmente porque não pôde executar com precisão suas surpreendentes saídas da defesa para o ataque. Já estava adiantado e com isso facilitou a marcação alvinegra.

Jean é um volante que sabe jogar, como Arouca, Paulinho e Renato, os únicos que atuam no Brasil, mas volante é volante, daí a ser meia criativo vai uma diferença enorme.

Continuo sem conseguir entender a cabeça do Abel. Talvez ele só pense em trabalhar com dois volantes quando o Deco estiver em condições e como esse fato só acontece em ocasiões fortuitas, o jeito é ter que ir aguentando a mediocridade do time em termos de criação de jogadas.

Gostaria de ver o meio de campo tricolor escalado com Edinho (ou Valencia), Jean, Thiago Neves e Felipe (ou Wagner), mas nunca com três volantes.

E se não fosse pedir demais, com um lateral esquerdo que não deixasse tantos buracos em suas costas e que acertasse pelo menos um cruzamento durante os jogos. Será Monzón esse homem? Tomara!

Ainda bem que temos o Wellington Nem, que sozinho consegue desarrumar as defesas adversárias.

Quando o Fred voltar a possibilidade de vitória irá aumentar e com ela o título estadual, mas em termos de Libertadores, sei não!  


Ainda assim, DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Botafogo 1 x 1 Fluminense

Local: Engenhão (RJ);  Data: 27/1/2013

Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)

Assistentes: Andréa Maffra Marcelinho de Sá (RJ) e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ)

Gols: Wellington Nem, aos 42’ do primeiro tempo e Bolivar, aos 28’ do segundo. 

Cartões amarelos: Diguinho, Valencia e Wellington Nem

Botafogo: Jefferson, Gilberto, Antônio Carlos, Bolívar e Márcio Azevedo (Julio Cesar, 41'/2ºT); Marcelo Mattos, Jadson (Seedorf, 7'/2ºT), Fellype Gabriel, Lodeiro e Andrezinho (Vitinho, 25'/2º T); Bruno Mendes. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia, Diguinho (Wagner, 35'/2ºT) e Jean; Thiago Neves (Rhayner, 20'/2ºT), Wellington Nem e Rafael Sobis (Samuel, 29'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fluminense 3 x 1 Olaria. Céu de Brigadeiro!

Jean e Wellington Nem marcaram.  (foto: Terra.com.br / Daniel  Ramalho)


Não há muito que comentar sobre a vitória do Tricolor, que praticamente não precisou de esforço quase algum para alcançar os três gols.

Não fosse a patuscada que resultou no gol do Olaria, provavelmente o placar teria sido maior.

No lance em si, Euzébio lançou Valencia um tanto “na fogueira”, mesmo assim em condições plenas de ganhar a jogada.

O colombiano, entretanto, enrolou-se todo com a bola e deu a chance que o Leo Rocha precisava para marcar.

Na primeira etapa Valencia foi ainda responsável por um contra-ataque que quase resultou em gol ao tentar um passe de letra e acabar servindo um adversário.

Lances capitais para fortalecer a titularidade do Edinho, que dessa vez surpreendeu positivamente.

Uma pena porque creio que agora teremos que aturar o gajo. Pelo menos Diguinho ficou fora, o que não deixa de ser um alento.

O planejamento da Comissão Técnica vem funcionando a contento, mas não se pode deixar de criticar o famigerado esquema com três volantes tão apreciado pelo Abel Braga e que poderá trazer dissabores aos tricolores no decorrer dos jogos da Libertadores.

Resta a esperança de que a entrada de Felipe ou a recuperação do Deco eliminem de vez a possibilidade de escalações repletas de cabeças de área.

Outro ponto questionável é deixar de dar ritmo de jogo a Cavalieri, que para brilhar precisa estar condicionado no máximo de sua capacidade física para não haver repetição do ocorrido nos primeiros jogos de 2011.


E DÁ-LHE FLUZÃO!



DETALHES:

Fluminense 3 x 1 Olaria

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 24/1/2013

Árbitro: Daniel de Sousa Macedo (RJ)

Euzébio fez o primeiro.
(foto: Terra.com.br / Daniel Ramalho)
Auxiliares: Eduardo de Souza Couto (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ)

Gols: Leandro Euzébio, aos 4' do primeiro tempo; Wellington Nem, aos 2', Jean, aos 5'  e Léo Rocha, aos 9' do segundo.

Cartões amarelos: Fernando, Edinho, Digão

Fluminense: Ricardo Berna, Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Fernando; Edinho, Valencia, Jean e Thiago Neves (Wellington Nem - intervalo); Rafael Sobis (Rhayner, 28'/2ºT) e Samuel (Wagner, 18'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

Olaria: Rafael Moreno, Gil, Rafael, Cléberson e Calisto; Pablo (Emílio, 21'/2ºT), Assis, Vítor Lemos e Léo Rocha; Robert (Leozinho, 12'/2ºT) e Douglas (Leandrão, 31'/2ºT). Técnico: Chiquinho de Assis.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fluminense favorito na Libertadores? Será?




O Fluminense venceu com sobras o Campeonato Brasileiro.

Apesar das infundadas reclamações dos eternos perdedores, tão logo a equipe titular passou a participar da competição a cada rodada o título ficava mais perto.

Poderia até ser obtido com mais facilidade não fossem os erros recorrentes de escalações e substituições, a ressaca pós conquista e a falta de humildade de alguns que há pouco saíram dos cueiros e já se julgam no mesmo nível de Messi ou de Ronaldinho Gaúcho.

Fatos incontestáveis que fizeram com que a euforia tomasse conta dos torcedores, que com os egos mais insuflados ainda pela flapress, curintiapress e outros espertos componentes da mídia cretina, passaram a considerar a vitória na Libertadores como favas contadas.

Como tricolor de quatro costados e otimista por excelência também acho que o título pode ser nosso.

O que me preocupa, entretanto, é esse ufanismo exagerado não só da torcida, como também dos cronistas, da comissão técnica, da diretoria e do patrocinador tricolores.

O Fluminense tem sim o melhor time do Brasil, mas apenas no papel.

Seu meio de campo, por exemplo, é formado por jogadores virtuais. Deco e Wagner não jogaram metade dos jogos do Brasileirão e nada indica que em 2013 será diferente.

Fred é outro, cuja ausência o elenco nem de longe consegue suprir.

A eliminação nas quartas de finais para o Boca é um exemplo clássico e pior ainda ter sido para um das formações mais medíocres da história do campeão argentino.

Jean e Wellington Nem são mais dois cujas faltas transformam o Time de Guerreiros num esquadrão comum.

Um leve comparativo entre os dois jogos com o Atlético Mineiro serve bem para exemplificar a diferença.

Enquanto no Engenhão, Ronaldinho não conseguiu aparecer e a vitória só não veio pela interferência de um bandeirinha mal intencionado, no Independência marcado pelo Diguinho, o Gaúcho só faltou fazer chover.

E é por isso que o meio de campo deve ser considerado prioritariamente como o setor a ser reforçado não só com o objetivo de suprir as ausências constantes de Deco e Wagner, como também para não deixar margem alguma para que Abel insista em escalar a equipe com três volantes, o que já está mais do que provado que não funciona.

Resumindo, se não contratarmos um meio campista e que jogue pra valer, Libertadores e Pentacampeonato não passarão de uma hipótese. DE NOVO!

Conca ainda é o sonho.

Espero que os tricolores reflitam sobre isso!


E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Portuguesa 0 x 2 Fluminense. Vitória de campeão!



Jean abriu o caminho para a vitória. (foto: Terra.com.br / Léo Pinheiro)

E não é que o Abel insistiu no esquema “cauteloso” com três volantes?

O resultado, é claro, só podia ser aquele que qualquer tricolor lúcido do céu ou da terra já sabia: sufoco total.

A exemplo do que havia feito Luxemburgo na única derrota até agora, Geninho armou marcação cerrada sobre Thiago Neves e o meio de campo desandou.

Como é inegável a supremacia de Jean sobre Diguinho, Abel sempre que tem uma chance dá uma “forçada de barra” para escalar mais um de seus protegidos.

Justiça seja feita, até que individualmente Diguinho não foi tão mal. Foi dele o passe preciso para Fred na jogada em que foi agarrado dentro da área paulista, em pênalti claro mais uma vez ignorado pela arbitragem.

Ainda assim, não deixou de fazer falta perigosa nas imediações da grande área e tivesse a Lusa um cobrador com a categoria do João Paulo, do Figueirense, a chance de termos sofrido o primeiro gol seria bastante grande.

O problema desses “esquemas cautelosos” do Abel é que eles forçam Jean a jogar mais adiantado, quase como um meia de ofício, o que não é sua especialidade e com isso o time perde a saída de bola e não ganha um armador eficiente.

O fato do Tricolor só ter tido duas chances de gol durante todo o primeiro tempo confirma a tese.

Ainda bem que dessa vez Abel percebeu o equívoco mais cedo e tratou de desfazê-lo no intervalo.

Embora Rafael Sobis não tenha tido uma atuação brilhante, sua entrada permitiu o recuo de Jean para a sua verdadeira posição, restabelecendo o equilíbrio do meio de campo.


Cavalieri mais uma vez salvou o Fluminense
A Portuguesa continuou melhor, teve mais chances e só não marcou graças à fase irretocável de Cavalieri.

O Fluminense, no entanto, melhorou um pouco, o suficiente para que a categoria de seus jogadores decidisse a partida em dois lances. o primeiro com Jean num chute certeiro de fora da área  e o outro com Wellington Nem, que aproveitou a falha do zagueiro, roubou a bola, driblou Dida e completou para o gol vazio. 

(foto: Terra.com.br / Léo Pinheiro)
Após os gols, a Lusa ficou meio desorientada e o Fluminense teve algumas chances de aumentar o placar, só não o conseguindo por excesso de individualismo ou de preciosismo.

Nos últimos minutos, Fred recebeu cartão amarelo por xingar o árbitro de “cara de pau”. Foi o seu terceiro e tenho a impressão de que o forçou para ficar zerado.

Ao final, Abel declarou que a vitória havia sido injusta, porque em sua visão a Lusa dominou a partida e teve várias chances de abrir o placar.

Só esqueceu-se de dizer que foi ele o responsável pelo crescimento da Portuguesa ao adotar um sistema de jogo retrancado, ultrapassado e que não leva a lugar algum.

Por causa dessa mania, perdemos o jogo para o Grêmio e sofremos um empate ridículo com o Figueirense.

Espero que tenha aprendido a lição e não a repita nos próximos jogos.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

DETALHES:

Portuguesa 0 x 2 Fluminense

Local: Canindé, São Paulo (SP); Data: 12/09/2012

Árbitro: Jailson Macedo de Freitas (BA)

Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Fabiano da Silva Ramires (ES)

Gols: Jean, aos 28' e Wellington Nem, aos 30' do segundo tempo.

Cartões amarelos:  Diguinho, Digão e Fred

Portuguesa: Dida, Luis Ricardo, Gustavo, Rogério e Marcelo Cordeiro; Ferdinando (Diego Viana, 31'/2ºT), Leo Silva, Moisés e Boquita; Ananias e Bruno Mineiro. Técnico: Geninho.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Digão, Gum e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Rafael Sobis, intervalo), Jean e Thiago Neves (Fábio, 35'/2ºT); Fred e Wellington Nem (Higor, 43'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Internacional 0 x 1 Fluminense. Firme na ponta!



Ninguém mais segura o Fluzão!  (foto: Lancenet.com.br / Ricardo Rímoli)

A boa notícia sobre a volta do Fred aumentou minhas esperanças numa boa vitória em Porto Alegre.

Afinal, o Inter estaria sem D’Alessandro, Damíão e Guiñazu. Não considerei a ausência de Forlán como desfalque por julgar que Dagoberto tem jogado melhor que ele. Mas, isso é problema dos gaúchos.

O jogo começou e a contusão de Wagner logo aos quatro minutos soou como uma ducha de água fria.

A TV mostrou Sobis e Diguinho no aquecimento e pensei que dessa vez Abel iria fazer o óbvio: entrar com Sobis e dar a Thiago Neves a tarefa de armação.

Preocupei-me quando vi Diguinho tirando o colete e entrando em campo.

Sem entender o que se passava na cabeça do Abel, temi pela repetição do filme do jogo com o Figueirense: o time com três volantes e tomando gol de falta da entrada da área.

Foi só um susto. Dessa vez Diguinho não fez falta perto da área. Até que sua atuação não chegou a comprometer.

Talvez pela ajuda de Wellington Nem, que em mais uma jornada inspirada infernizou a defesa colorada, que só conseguia pará-lo com faltas, algumas desclassificantes.

A atuação de Nem e a segurança de ter Fred em campo minimizaram o ultrapassado esquema “retrancado de três volantes”.

E aí foi só assistir o domínio tricolor durante quase toda a partida.

Wellington Nem, o nome do jogo.
 (foto: Terra.com.br / Alexandre Auler)

E esse domínio solidificou-se aos vinte e oito minutos com outra jogada genial de Wellington Nem, que recebeu a bola no campo tricolor, percorreu mais de cinquenta metros, passou por dois adversários e sem se jogar ao chão, apesar de ter sofrido duas faltas, serviu a Fred, que só teve o trabalho de completar para o gol.   


Após o gol, o Inter passou a pressionar mais, embora de forma desorganizada.

O esquema com três volantes facilitava o avanço dos gaúchos, mas deixava o caminho livre para as arrancadas de Wellington Nem.

Na segunda etapa, as avançadas de Nem continuaram dando dor de cabeça aos defensores colorados, que só conseguiam pará-lo com faltas até que, aos doze minutos, Ney recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

No minuto seguinte, o árbitro não observou a cotovelada de Índio em Leandro Euzébio num lance claro de pênalti, mas viu o revide do zagueiro tricolor que chutou o colorado infantilmente e acabou sendo expulso.

O Inter continuou forçando sem organização e sofrendo contra ataques perigosos, a maioria puxada por Wellington Nem, o melhor jogador em campo.

E o Flu estava mais próximo de conquistar o segundo do que o Inter o empate.

O panorama não se alterou até os vinte e oito minutos, quando Abel uma vez mais sacou Wellington do time, substituindo-o por mais um homem de área.

Mesmo que a intenção fosse descansar o atacante para a próxima rodada, Rafael Sobis seria a opção mais racional.

Os contra ataques praticamente sumiram e a pressão do Inter aumentou, obrigando os defensores a se desdobrarem para manter a vitória.

Coisas do Abel.

Mas o que interessa mesmo é que o Fluminense jogou bem, dominou a maior parte do jogo e manteve a liderança isolada e de quebra com o ataque mais positivo, a defesa menos vazada e o artilheiro isolado do campeonato.


E DÁ-LHE FLUZÃO, RUMO AO TETRA!


DETALHES:

Internacional 0 x 1 Fluminense

Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS); Data: 09/09/2012 

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)

Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Guilherme Dias Camilo (MG)

Gol: Fred, aos 28' do primeiro tempo

Cartões amarelos: Gum, Edinho, Diego Cavalieri e Wallace 

Cartões vermelhos: Leandro Euzébio

Internacional: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Elton, Josimar (Bolatti, 41'/2ºT), Fred e Dátolo (Mike, 31'/2ºT); Dagoberto e Cassiano (Lucas Lima, 24'/2ºT) - Técnico: Fernandão.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos (Wallace, 27'/2ºT); Edinho e Jean; Wellington Nem (Samuel, 28'/2ºT), Wagner (Diguinho, 9'/1ºT) e Thiago Neves; Fred - Técnico: Abel Braga.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Fluminense 3 x 1 Santos. É LÍDER!

E dá-lhe Xerém!

Dessa vez o Fluminense não perdeu a oportunidade de ultrapassar o Galo.


A mídia cretina continuará alardeando que o Atlético-MG tem um jogo a menos.

E eu pergunto: e daí? Desde quando um jogo por fazer é garantia de vitória?

Essa insistência me lembra do campeonato de 2010, quando os mesmos cretinos, menosprezando a liderança tricolor, não se cansavam de alertar que o Corinthians ainda tinha dois jogos a realizar.  

Pois bem, na hora H o Corinthians perdeu os dois jogos e ao final nem o vice-campeonato conseguiu.

A vitória foi categórica. O Santos estava esfacelado é verdade, mas o Fluminense também e dos seus dois maiores craques, além de um zagueiro mais experiente.

E é aí que está a diferença. Enquanto o Fluminense conseguiu manter a regularidade nas vinte e duas rodadas, ainda que seu técnico não tenha conseguido mandar a campo a força máxima uma vez sequer, os adversários quando desfalcados de uma ou duas de suas estrelas não conseguem vencer.

E é por isso que se Abel mantiver a calma e não recuar o time exageradamente, como já fez em algumas ocasiões, o tetra virá naturalmente.

O domínio do Fluminense foi inequívoco, dezenove arremates a gol contra apenas oito do Santos.

Não significa dizer que a partida tenha sido totalmente tranquila, porque alguns erros de posicionamento e falhas individuais proporcionaram aos santistas contra ataques perigosos, a maioria perdida por falta de pontaria de seus atacantes, além de duas boas defesas de Cavalieri.

Se não mostraram aquele futebol mágico de outras jornadas, pelo menos em termos de vibração e garra os atletas tricolores sobraram em campo.

Os bons desempenhos de Wellington Nem e Samuel demonstraram uma vez mais que um elenco mesclado de jogadores da base com os craques renomados é a solução ideal para as conquistas.

Várias equipes vencedoras do passado confirmam a assertiva. Na campanha mágica da Libertadores de 2008 Fernando Henrique,Thiago Silva, Junior Cesar e Arouca eram titulares absolutos; o time de guerreiros de 2009 tinha Digão, Dalton, Maicon Bolt e Alan.

Ricardo e Deley eram esteios no time campeão de 1984 e Jandir, Branco e Tato, tal como Samuel, vieram do Sul para as divisões de base antes de estourarem nos profissionais.

Até mesmo a Máquina do Horta contava com Carlos Alberto Pintinho e Kleber, que se ombreavam com os “craques fora de série” da Seleção e mesmo no título de 2010 é inegável a participação fundamental de Tartá nas vitórias sobre Vasco e Palmeiras.   

Dessa vez Abel não inventou e quando Wellington Nem pediu para sair, substituiu-o por Rafael Sobis, “esquecendo” o Diguinho. Ainda bem, pois nos vinte minutos que faltavam ele provavelmente ele iria arrumar uma ou duas faltas nas imediações de nossa área.

Merece destaque ainda a excelente participação do Jean, que cada vez mais se afirma como titular absoluto.

Domingo, uma pedreira. O Internacional, mesmo com desfalques, deverá vir com tudo porque se perder terá uma distância irrecuperável para o título.

Caberá ao time de guerreiros manter a calma e jogar com sabedoria para conseguir a vitória.

Que Abel mantenha o time ofensivo!


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 3 x 1 Santos.

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 06/9/2012 

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)

Auxiliares: Marcio Eustaquio Santiago (Fifa-MG) e Thiago Gomes Brigido (CE)

Gols: Wellington Nem, aos 20' e 43’ e André 28' do primeiro tempo e Samuel, aos 32' do segundo.

Cartões amarelos: Wagner e Wellington Nem

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos (Wallace, 34'/2ºT); Edinho, Jean e Wagner; Wellington Nem (Rafael Sobis, 28'/2ºT), Thiago Neves (Fábio, 43'/2ºT) e Samuel - Técnico: Abel Braga.

SANTOS: Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Everton Páscoa (Bernardo, 26'/2ºT), Adriano, Gérson Magrão e Felipe Anderson; Bill (Patito Rodríguez, 9'/2ºT) e André - Técnico: Muricy Ramalho.


É Muricy, "o destino pune!"

sábado, 1 de setembro de 2012

Figueirense 2 x 2 Fluminense. Abel entrega o jogo e a liderança de bandeja!

A vitória não veio por culpa exclusiva da covardia do Abel.

No dia de seu aniversário, Abel presenteou a Torcida Tricolor com um autêntico “presente de grego”.


Vencendo por dois gols de diferença um adversário desmantelado, desmotivado e completamente batido em campo, que tentava atacar desordenadamente e deixava a defesa exposta aos contra ataques, nosso técnico resolveu reviver os dias inglórios do recuo ineficaz.

E o fez da pior maneira possível ao substituir Wellington Nem por Diguinho.

Enquanto Wellington Nem atacava e prendia pelo menos dois defensores catarinenses em sua defesa, Diguinho entrou para fazer o que sempre faz: errar passes e afrouxar a marcação

Ninguém entendeu tal atitude, principalmente por suas palavras ditas que ao final do jogo: ... quando abrimos a vantagem, eles foram para o ataque com Almir, Fernandes, Caio, Aloísio... Naquele momento estávamos muito mais perto de fazer o terceiro gol do que de sofrer o primeiro”.

Se essa era sua leitura do jogo, por que colocar o Diguinho e justamente no lugar de Wellington Nem quando ainda faltavam vinte e cinco minutos para o final?

E bastou um minuto apenas para mostrar que a desastrada alteração não iria dar certo, porque Diguinho em vez de partir para cima de Elsinho ficou tentando cercá-lo à distância e acabou permitindo que o lateral efetuasse sem dificuldade alguma o cruzamento para Aloísio marcar.

O gol reviveu o Figueirense, que de morto em campo passou a atacar com agressividade. Ainda assim, o jogo continuou equilibrado com o Fluminense esboçando alguns contra ataques.

Numa noite em que Sobis poderia brilhar,
Abel preferiu Matheus Carvalho.

Isso até os trinta e quatro minutos, quando Abel se perdeu de vez ao substituir Rafael Sobis pelo inócuo Matheus Carvalho. 


Esse equívoco trouxe o Figueirense mais para frente e aí foi um sufoco só.



E quando todos esperavam que a tormenta fosse passar e a defesa conseguir segurar o resultado, eis que Diguinho aparece novamente e com a sua especialidade mais marcante: a falta desnecessária na entrada da área.

Era o empate, devido aos erros recorrentes que volta e meia obscurecem a mente de nosso treinador, que teima em não reconhecê-los, utilizando-se de cortinas de fumaça, como a ênfase a falhas individuais de um de seus jogadores, ao declarar sem nenhum constrangimento: “__... em determinado lance falou simplicidade. Prefiro falar dessa maneira. Faltou humildade para dar um bicão, chutar a bola para frente. Nosso jogador estava com a bola dominada, de frente para o campo de ataque e virou para trás dando um passe de três dedos”.

E nesses momentos é que me pergunto: de que adianta ter um elenco forte, diferenciado, se de uma hora para outra nosso técnico deixa aflorar sua covardia e tenta armar retrancas ineficazes? 

De que adianta o clube dispor de bons jogadores, se os escolhidos quase sempre são os queridinhos ruins de bola e que não reúnem condições de serem titulares com a camisa tricolor?

Como torcedor tricolor, acostumado muito mais a vencer, gostaria que o nosso Presidente proibisse o Abel de escalar três volantes em qualquer hipótese.

Presidente Peter, se com Edinho já é uma tormenta, com Edinho e Diguinho, só  plagiando o Gerson:
“É  b r i n c a d e i r a !”


DETALHES:

Figueirense 2 X 2 Fluminense

Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC); Data: 1/9/2012

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)

Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Márcio Luiz Augusto (SP)

Gols: Digão, ao 1º; Rafael Sóbis, aos 7'; Aloísio, aos 22' e João Paulo, aos 41'do segundo tempo.

Cartões Amarelos: Leandro Euzébio, Digão e Bruno

Figueirense: Wilson, Elsinho, Edson, João Paulo e Hélder; Túlio, Jackson, Claudinei (Almir, aos 10'/2ºT) e Fernandes; Caio (Jean, aos 36'/2ºT) e Aloísio. Técnico: Márcio Goiano.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner (Higor, aos 37'/2ºT); Wellington Nem (Diguinho, aos 22'/2ºT), Rafael Sobis (Matheus Carvalho, aos 34'/2ºT) e Samuel.  Técnico: Abel Braga.

(fotos: Terra.com.br / Cristiano Andujar / Photocamera)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Coritiba 0 x 2 Fluminense. Xô uruca!

Fred a um gol da artilharia.  (foto: Terra.com.br / Heuler Andre / AGF)

  
Existem fatos curiosos que só acontecem no futebol. Os jogos do Fluminense contra o Coritiba realizados no Paraná constituem um capítulo a parte nos confrontos entre os dois adversários.

É inexplicável como, independentemente da qualidade das equipes e seus momentos nos campeonatos, o Coritiba em seus domínios tem sido um osso duro de roer para os tricolores.

Diversas vezes, mesmo jogando melhor, a vitória não vinha, ou porque a defesa falhava em algum momento ou a arbitragem dava uma mãozinha ao time da casa.

E assim, desde o longínquo 1988, os torcedores tricolores têm acumulado frustrações contra os curitibanos.

Alegria mesmo só em 2009, quando o empate coroou a campanha dos guerreiros e manteve o Fluminense na primeira divisão.

Pois bem, depois de um longo e tenebroso período, o Fluminense venceu e venceu com autoridade, mantendo o domínio na maior parte do tempo.

Sofreu alguns percalços, é verdade, neutralizados por Cavalieri que se encontra na melhor fase desde que chegou ao clube.

Dessa vez nem os erros de arbitragem foram capazes de derrotar o Fluminense.  

Nem domina no ombro (foto: Terra.com.br / Heuler Andre / AGF) 

O primeiro lance polêmico surgiu aos vinte e oito minutos, quando Wellington Nem dominou na grande área e chutou para o fundo das redes. O lance foi anulado pelo assistente que marcou um suposto domínio de bola no  braço.

O outro, no início do segundo tempo, quando Fred recebeu de Deco, dominou a bola e ao ficar frente a frente com Vanderlei teve a jogada invalidada pela marcação de impedimento inexistente, já que um zagueiro que havia escorregado ao tentar sair da área dava totais condições ao atacante tricolor.

Confesso que cheguei a temer o pior quando Deco e Wellington Nem sentiram contusões antes dos quinze minutos, mas dessa vez Wagner e Marcos Junior entraram bem e acabaram contribuindo de forma decisiva para os gols da vitória há tanto tempo esperada.

(foto: Lancenet.com.br / Felipe Gabriel)

Alívio pela decisão de Abel, que em vez de embolar o ataque com a presença de dois centroavantes, como cansou de fazer em ocasiões semelhantes, optou pela manutenção do esquema com Wagner e Marcos Junior fazendo as mesmas funções.

Se mantiver a coerência nas próximas escalações, o Fluminense tem tudo para terminar o primeiro turno na liderança, ou bem perto dela, em que pesem as possíveis ausências de Deco e Wellington Nem.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Coritiba 0 x 2 Fluminense

Local: Couto Pereira, Curitiba (PR);  Data: 05/07/2012

Árbitro: Wagner Reway (MT)

Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Kleber Lúcio Gil (SC)
Gols: Pereira (contra), aos 37 e Fred, aos 39' do segundo período.
Cartões amarelos: Gum, Edinho e Digão.

Coritiba: Vanderlei, Ayrton, Pereira, Bonfim e Lucas Mendes; Junior Urso, Chico (Gil, 21'/2ºT), Lincoln (Thiago Primão, 26'/2ºT) e Robinho; Everton Costa (Roberto, 30'/2ºT) e Leonardo - Técnico: Marcelo Oliveira.

Fluminense: Diego Cavalieri, Wallace, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho Digão,41’/2ºT), Jean, Deco (Wagner, 9'/2ºT) e Thiago Neves; Wellington Nem (Marcos Júnior, 12'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga.