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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Flamengo 0 x 1 Fluminense. Ninguém mais segura o Fluzão!

Goleiro e Artilheiro Notas Dez.
(fotos: Lancenet.com.br / Bruno de Lima e Nelson Perez / Fluminense F.C.)


A partir da vitória sobre o Atlético-MG, os rubro-negros passaram a considerar como favas contadas os três pontos do Fla-Flu.

Fazendo coro com a massa torcedora, a mídia tendenciosa não cansou de fazer comparações entre os momentos dos dois clubes no campeonato, comparações que sempre pendiam para o maior poderio urubu.

Os “malas” protagonistas da postagem anterior e mais alguns que ficaram de fora por absoluta falta de espaço, azucrinaram as mentes tricolores de tal modo que muitos chegaram a temer pelo pior.

“O time que derrotou brilhantemente o Galo não deverá ter dificuldades para ganhar o Fla-Flu”. Essa e outras aleivosias foram repetidas por diversas vezes até pelos que se dizem tricolores.

Pois bem, chegada a hora do jogo tão esperado bastaram alguns poucos momentos de brilho dos craques tricolores para que a vitória fosse consumada.

E através de outro gol antológico de Fred, num misto de voleio e bicicleta só possível para os craques privilegiados.

E o que falar do cruzamento magistral de Deco? Poucos armadores têm a capacidade de pressentir para onde os atacantes irão se deslocar. E ontem, ele anteviu a corrida de Fred e colocou a bola exatamente na posição ideal para o arremate certeiro.

Mas, o jogo não foi nada fácil. Foi uma batalha digna dos Fla-Flu’s __ o clássico incomparável, o melhor e mais charmoso do mundo.

O Flamengo empolgado pelas últimas vitórias, tal como Fênix parecia ressurgir das cinzas. Atacava com ímpeto encurralando o Tricolor, que se retraia à espera da oportunidade para contra atacar.

As investidas rubro-negras não assustaram no início e só surtiram efeito após o gol tricolor quando mais uma vez brilhou Cavalieri.

No segundo tempo, o Fluminense recuou mais ainda e permitiu que o Flamengo tivesse várias oportunidades, perdidas nas defesas de Cavalieri ou na imprecisão dos chutes de seus atacantes.

Apesar da maior posse de bola dos adversários, o Fluminense teve as suas chances, em especial com Thiago Neves, que acertou as traves de Felipe por duas vezes.

A coisa piorou para o Tricolor mais uma vez pela cabeça teimosa de seu treinador, quando Fred sentiu câimbras e pediu para sair, aos trinta e oito minutos de jogo.

A entrada de Rafael Sobis, que seria o normal para qualquer cidadão medianamente esclarecido, não foi a opção de Abel.

E, repetindo o erro que já havia feito contra Figueirense e Náutico, colocou mais um volante e pior, escolheu o Diguinho.

Na oportunidade comentei com amigos que agora o Flamengo passaria a ter as oportunidades de faltas nas imediações da área, especialidade do volante escolhido.

Já imaginava as “bombas” de Renato Abreu zunindo perto de Cavalieri.

Mas, não aconteceu. Dessa vez o estabanado “cabeça de área” esmerou-se e cometeu um pênalti bobo e desnecessário.

Ainda bem que Cavalieri estava imbuído do espírito de Castilho e fez a defesa que garantiu a vitória.

Vitória suada, mas com um sabor todo especial que coloca o Fluminense com a mão na Taça, isso se o Abel não insistir em atrapalhar.


E DÁ-LHE FLUZÃO!   T E T R A C A M P E Ã O!


DETALHES:

Flamengo 0 x 1 Fluminense

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 30/9/2012

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)

Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa/RJ) e Ediney Guerreiro Marcarenhas (RJ)

Gol: Fred, aos 18' do primeiro tempo.

Cartões amarelos:; Digão, Edinho, Jean e Thiago Neves

Flamengo:  Felipe, Wellington Silva, Frauches, Marcos González e Ramon; Amaral (Renato, 26'/2ºT), Ibson, Léo Moura (Bottinelli, 20'/2ºT) e Cleber Santana; Liedson (Nixon, 20'/2ºT) e Vagner Love - Técnico: Dorival Júnior.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco e Thiago Neves (Wagner, 35'/2°T); Fred (Diguinho, 38'/2°T) e Wellington Nem (Marcos Júnior, 27'/2°T) - Técnico: Abel Braga.


sábado, 1 de setembro de 2012

Figueirense 2 x 2 Fluminense. Abel entrega o jogo e a liderança de bandeja!

A vitória não veio por culpa exclusiva da covardia do Abel.

No dia de seu aniversário, Abel presenteou a Torcida Tricolor com um autêntico “presente de grego”.


Vencendo por dois gols de diferença um adversário desmantelado, desmotivado e completamente batido em campo, que tentava atacar desordenadamente e deixava a defesa exposta aos contra ataques, nosso técnico resolveu reviver os dias inglórios do recuo ineficaz.

E o fez da pior maneira possível ao substituir Wellington Nem por Diguinho.

Enquanto Wellington Nem atacava e prendia pelo menos dois defensores catarinenses em sua defesa, Diguinho entrou para fazer o que sempre faz: errar passes e afrouxar a marcação

Ninguém entendeu tal atitude, principalmente por suas palavras ditas que ao final do jogo: “... quando abrimos a vantagem, eles foram para o ataque com Almir, Fernandes, Caio, Aloísio... Naquele momento estávamos muito mais perto de fazer o terceiro gol do que de sofrer o primeiro”.

Se essa era sua leitura do jogo, por que colocar o Diguinho e justamente no lugar de Wellington Nem quando ainda faltavam vinte e cinco minutos para o final?

E bastou um minuto apenas para mostrar que a desastrada alteração não iria dar certo, porque Diguinho em vez de partir para cima de Elsinho ficou tentando cercá-lo à distância e acabou permitindo que o lateral efetuasse sem dificuldade alguma o cruzamento para Aloísio marcar.

O gol reviveu o Figueirense, que de morto em campo passou a atacar com agressividade. Ainda assim, o jogo continuou equilibrado com o Fluminense esboçando alguns contra ataques.

Numa noite em que Sobis poderia brilhar,
Abel preferiu Matheus Carvalho.

Isso até os trinta e quatro minutos, quando Abel se perdeu de vez ao substituir Rafael Sobis pelo inócuo Matheus Carvalho. 


Esse equívoco trouxe o Figueirense mais para frente e aí foi um sufoco só.



E quando todos esperavam que a tormenta fosse passar e a defesa conseguir segurar o resultado, eis que Diguinho aparece novamente e com a sua especialidade mais marcante: a falta desnecessária na entrada da área.

Era o empate, devido aos erros recorrentes que volta e meia obscurecem a mente de nosso treinador, que teima em não reconhecê-los, utilizando-se de cortinas de fumaça, como a ênfase a falhas individuais de um de seus jogadores, ao declarar sem nenhum constrangimento: “__... em determinado lance falou simplicidade. Prefiro falar dessa maneira. Faltou humildade para dar um bicão, chutar a bola para frente. Nosso jogador estava com a bola dominada, de frente para o campo de ataque e virou para trás dando um passe de três dedos”.

E nesses momentos é que me pergunto: de que adianta ter um elenco forte, diferenciado, se de uma hora para outra nosso técnico deixa aflorar sua covardia e tenta armar retrancas ineficazes? 

De que adianta o clube dispor de bons jogadores, se os escolhidos quase sempre são os queridinhos ruins de bola e que não reúnem condições de serem titulares com a camisa tricolor?

Como torcedor tricolor, acostumado muito mais a vencer, gostaria que o nosso Presidente proibisse o Abel de escalar três volantes em qualquer hipótese.

Presidente Peter, se com Edinho já é uma tormenta, com Edinho e Diguinho, só  plagiando o Gerson:
“É  b r i n c a d e i r a !”


DETALHES:

Figueirense 2 X 2 Fluminense

Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC); Data: 1/9/2012

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)

Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Márcio Luiz Augusto (SP)

Gols: Digão, ao 1º; Rafael Sóbis, aos 7'; Aloísio, aos 22' e João Paulo, aos 41'do segundo tempo.

Cartões Amarelos: Leandro Euzébio, Digão e Bruno

Figueirense: Wilson, Elsinho, Edson, João Paulo e Hélder; Túlio, Jackson, Claudinei (Almir, aos 10'/2ºT) e Fernandes; Caio (Jean, aos 36'/2ºT) e Aloísio. Técnico: Márcio Goiano.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner (Higor, aos 37'/2ºT); Wellington Nem (Diguinho, aos 22'/2ºT), Rafael Sobis (Matheus Carvalho, aos 34'/2ºT) e Samuel.  Técnico: Abel Braga.

(fotos: Terra.com.br / Cristiano Andujar / Photocamera)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fluminense 1 x 0 Palmeiras. Quase lá!



Jean comemora o seu primeiro gol pelo Fluminense.  (foto: Lancenet.com.br / Paulo Sergio)

Foi no sufoco, tomamos duas na trave, sofremos pressão, mas no final brilhou a estrela de Jean.

Assim o Tricolor conseguiu mais uma vitória, ultrapassou o Vasco e está a apenas três pontos do líder. Estaria na ponta não fosse um bandeirinha safado que beneficiou vergonhosamente o Atlético Mineiro no jogo entre os dois clubes.

Temos que comemorar a boa campanha, mas não podemos deixar de nos preocupar que a sorte é volúvel e de uma hora para outra pode pender para o outro lado.

Até quando a equipe vai suportar o excesso alarmante de desfalques?

Após o jogo Abel declarou que Fred jogou no sacrifício, assim é provável que se torne mais uma ausência nos próximos compromissos.

É inconcebível que um clube que investe fortunas em seu plantel conviva com esse estado da arte sem que seus dirigentes se preocupem com o fato.

Afinal, qual a causa de tantas lesões?

No princípio, culpava-se o gramado das Laranjeiras até os jogadores começarem a se lesionar nos diversos estádios em que o clube jogava: Beira Rio, Couto Pereira, Engenhão, Bombonera, entre outros.

Marcos Junior sentiu o músculo no último treino realizado no forte da Urca e juntou-se a um infindável batalhão de contundidos.

Depois, as “idades avançadas” dos atletas mais experientes passaram a ser a causa primeira.

Foi quando tivemos: Elivelton, Bruno, Digão, Matheus Carvalho, Wellington Nem, duas vezes, quase que seguidas e por último Marcos Junior.

Enquanto isso, Araújo que não conseguiu sequer emplacar uma sequencia no Fluminense, hoje participa normalmente dos jogos do Náutico.

A causa do problema, então, poderá ser outra que não o estado dos gramados, ou as idades dos atletas.

Poderia ser excesso de carga de exercícios definidos pelos fisiologistas, aparelhos ultrapassados, falta de atualização das práticas médicas, ou exagero da Comissão Técnica quanto aos treinamentos?

Com a palavra o Gerente de Futebol.

Quanto ao jogo, a bola aérea não funcionou dessa vez, em parte pela forte marcação da jogada imposta pelo Palmeiras e também pelos erros recorrentes dos laterais ao tentar os cruzamentos.

A falta de criatividade do meio de campo foi notória, principalmente pela falta de ritmo de Thiago Neves, que custa a ser recuperar da artroscopia, tal qual ocorreu com Conca, no início do ano passado.

A contusão de Wagner agravou a situação e por pouco o time paulista não abriu a contagem.

Abel comentou que a equipe não ficou defensiva com a utilização de três volantes porque deu liberdade a Jean para avançar. Acrescentou que não tinha meias no banco, como se não fosse dele a responsabilidade pela escolha dos reservas.

Ao concordar com o empréstimo de Lucas Patinho, devia ter em mente a possibilidade do aproveitamento de algum meia da base, Higor ou Eduardo, por exemplo. Se não confia neles, nem para uma emergência, não deveria ter concordado com a negociação.

Também não deve ter percebido que Diguinho ainda está muito aquém de sua condição física para entrar num jogo tão complicado. A facilidade com que Obina passou por ele deveria servir de alerta, pois a jogada só não resultou em gol graças à forma excepcional que Cavalieri atravessa.

A estratégia deu certo dessa vez. Jean fez uma bela conclusão, depois de receber um passe bem elaborado de Rafael Sobis, mas se não fossem as traves e as defesas de nosso goleiro, poderíamos estar amargando a derrota para mais um clube que se encontra na zona de rebaixamento.

Os quatorze arremates palmeirenses contra nove tricolores e as cinco defesas de Cavalieri contra uma única do Bruno dão a dimensão exata do perigo que o time passou.

Ao final, porém, tudo deu certo. Valeu a estrela do Abel e o que a Torcida Tricolor tem que fazer é comemorar a vice-liderança e torcer para que algum dos lesionados possa reforçar a equipe no difícil duelo contra o Cruzeiro.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 0 Palmeiras

Local: Engenhão (RJ);  Data: 12/8/2012

Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)

Assistentes: Altemir Hausmann (RS) e Fábio Ferreira (TO): - 

Gol: Jean, aos 38' do segundo tempo.

Fluminense:  Diego Cavalieri;   Wallace, Gum,  Leandro Euzébio,  Carlinhos;  Edinho (Matheus   Carvalho, 31'/2T),   Jean,   Wagner  (Diguinho,   intervalo),  Thiago Neves (Samuel, 25'/2T), Rafael Sobis e Fred. Técnico: Abel Braga.

Palmeiras:  Bruno;  Artur (Betinho, 41'/2T),  Thiago Heleno, Maurício Ramos,  Juninho, Henrique, Marcos Assunção, Patrik (João Vitor, 29'/2T), Fernandinho, Obina (Mazinho, 14'/2T) e Barcos. Técnico: Flávio Murtosa.