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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Fluminense 1 x 1 Boca Juniors. Eliminação amarga!


A Torcida compareceu, apoiou e mais uma vez saiu frustrada.   (foto: Lancenet / Bruno de Lima)


O Flu jogou melhor. No primeiro tempo, então, o Boca não viu a cor da bola.

Na etapa final, os argentinos equilibraram um pouco, mas ainda fomos superiores, tanto que Cavalieri não fez uma defesa sequer.

E então por que o Fluminense não saiu vitorioso?

Não é preciso apelar para desculpas de falta de sorte ou reclamar da arbitragem calamitosa do jogo de ida e nem ao destempero do Carlinhos, que acabou sendo justamente expulso, porque hoje o Fluminense poderia e deveria ter vencido e até com certa facilidade.

Após a partida, Abel declarou que não encontrava razões para a derrota.

E esse é o fato mais preocupante, porque denota total falta de consciência sobre as causas que culminaram com a queda diante de uma equipe mais fraca.

Lembra-me aquele zagueiro que levanta o braço e olha para os árbitros clamando por impedimentos dos atacantes adversários, quando é justamente ele que dá a condição de jogo.

Abel nessa noite trágica encarnou esse zagueiro de forma patética.

E por quê? Simplesmente porque voltou ao erro recorrente de substituições equivocadas.

Primeiro, demorou demais para colocar Wellington Nem em campo. Deveria tê-lo colocado no intervalo ou no máximo aos quinze minutos da etapa final.

Depois errou redondamente ao sacar o Wagner e desmantelar o meio de campo, voltando a insistir no esquema de três atacantes sem municiamento por não perceber que Thiago Neves já estava exaurido.

Além disso, esqueceu-se de que esse esquema já se mostrara ineficiente nas derrotas contra os times fraquíssimos do campeonato estadual.

Abel até agora não percebeu que para vencer a pesada defesa do Boca, o ataque teria que ter bastante movimentação, o que é impossível de ser obtido com Rafael Moura “paradão” no meio da área.

Deveria ter sido ele a sair para dar lugar ao Nem, ainda mais nesse jogo em que estava muito mal, errando praticamente tudo. Em último caso sacrificaria o Sobis, nunca o meio de campo.

Enfraquecendo o setor mais importante da equipe, aumentou as possibilidades para Riquelme criar a jogada mortal que tanto queria e como o craque argentino falou, bastou uma única oportunidade para o Boca marcar.

Pouco antes do empate, Abel tinha feito outra bobagem: substituído Sobis por Marcos Junior, ou seja, retirava um batedor de pênalti “cascudo” e lançava um garoto inexperiente em seu lugar.

O Boca agradece.

A eliminação, entretanto, começou a se desenhar muito antes, lá na decisão do estadual: nos 4 a 1, quando Fred sentiu a contusão, o que pode ser imputado ao acaso e no jogo seguinte, quando Deco em vez de ser poupado por suas precárias condições físicas, foi escalado para uma partida em que o campeonato já estava decidido, prova inconteste de falha de planejamento.

Ai que saudades do Conca, o craque que nunca se eximiu das grandes decisões.

Mas apesar de tudo,


DÁ-LHE FLUZÃO, RUMO AO TETRA DO BRASILEIRÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 1 Boca Juniors

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ);  Data: 23/05/2012

Árbitro: Enrique Osses (Fifa-CHI)

Auxiliares: Francisco Mondría (Fifa-CHI) e Carlos Astroza (Fifa-CHI)

Público: 36.276 presentes

Gols: Carleto, aos 17'do primeiro tempo e Santiago Silva, aos 45' do segundo

Cartões amarelos: Jean (Fluminense); Orión e, Mouche (Boca)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Anderson e Carleto; Edinho, Jean e Wagner (Wellington Nem, 29'/2ºT); Thiago Neves, Rafael Sobis (Marcos Júnior 44'/2ºT) e Rafael Moura - Técnico: Abel Braga.

BOCA JUNIORS: Orión; Roncaglia, Schiavi, Insaurralde e Clemente Rodríguez; Rivero, Erbes (Sánchez Miño, 34'/2ºT), Erviti e Riquelme; Santiago Silva e Cvitanich (Mouche, 21'/2ºT) - Técnico: Julio Cesar Falcioni.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Boca Juniors 1 x 0 Fluminense. Dá pra virar!


La mano invisible. (www.ole.com.ar)


Estava com o pressentimento de que o Fluminense não perderia esse jogo.

O time completo certamente conseguiria outra vitória, mas sem as maiores estrelas tinha a quase certeza de que pelo menos um empate seria conseguido.

E a previsão não estava errada, como provaram os primeiros quinze minutos de jogo.

A pressão inicial do Boca, alardeada pelos profetas do apocalipse, não se consumou e o foi o Fluminense que tomou a iniciativa de atacar, tendo perdido duas ótimas oportunidades, a primeira com Jean que passou rente a trave e a outra logo em seguida por Rafael Moura que por pouco não alcançou o cruzamento de Sobis.

Aos poucos o Boca começou a equilibrar as ações, mas não conseguia penetrar na defesa tricolor e nas poucas vezes que conseguiu esbarrou na atuação segura de Cavalieri.

Apesar do aparente domínio argentino, assistia ao jogo tranquilo, cada vez mais tendo a certeza de que o Fluminense não tinha a mínima condição de perder aquela partida.

E aí se deu o imponderável: a infantilidade de Carlinhos em dois lances quase seguidos e que acabaram provocando sua justa expulsão. O Boca teria então um homem a mais durante onze minutos do primeiro tempo e todo o segundo, além dos acréscimos para tentar aumentar a pressão.

Abel imediatamente mandou Carleto para o aquecimento, mas inexplicavelmente declarou ao reporter de campo que ainda não sabia quem iria tirar de campo.

Deslocou Wagner para cobrir a lateral e observou passivamente os adversários deitarem e rolarem pela lateral até o final do primeiro tempo.

Após o intervalo entrou com Carleto, mas ao retirar Sobis matou qualquer possibilidade de contra-ataque.

Rafael Moura é um jogador útil e bom substituto para o Fred, mas só funciona quando tem o apoio irrestrito de um meia da estirpe do Deco e das jogadas de linha de fundo. Sem isso, é uma peça nula e por isso mesmo deveria ter sido ele o sacado.

Abel percebeu o engano e tentou corrigi-lo com a entrada de Marcos JR, só que aí o time ficou sem ninguém para dialogar com o garoto.

Ao final das contas, o “um a zero” acabou sendo um prejuízo menor, perfeitamente capaz de ser revertido no Engenhão com o apoio da torcida, a repetição da maturidade demonstrada e também pela volta de alguns titulares, porque afinal de contas o Boca não é tudo isso que as pitonisas apregoam.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Boca Juniors 1 x 0 Fluminense

Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (ARG)  Data: 17/05/2012

Árbitro: Jose Hernando Buitrago (COL)

Auxiliares: Abraham Gonzalez (COL) e Wilmar Navarro (COL)

Gol: Mouche 6'/2ºT

Cartões amarelos: Clemente Rodriguez e Erviti (Boca) e Carlinhos, Carleto, Wagner e Edinho (Fluminense)

Cartão vermelho: Carlinhos 33'/1ºT

Boca Juniors: Orión, Roncaglia, Schiavi, Inssuralde e Clemente Rodriguez; Rivero, Erbes (Blandi, intervalo), Erviti e Riquelme; Cvitanich (Araujo, aos 43'/2ºT) e Mouche. Técnico: Julio César Falcioni.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Thiago Neves (Digão, aos 39'/2ºT); Rafael Sobis (Carleto, intervalo) e Rafael Moura (Marcos Júnior, aos 21'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

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O árbitro

O que falar de soprador de apito fajuto, tendencioso e safado, quando um dos mais apaixonados e bairristas jornais de Buenos Aires __ Diário Olé__ fala pelos tricolores ao reconhecer o pênalti claro não marcado quando o jogo ainda estava empatado?

A seguir a íntegra da notícia:

LIBERTADORES / BOCA - FLUMINENSE 
Le dio uma mano 
Anderson cabeceó solito y solo delante del arco y Roncaglia - de espaldas- metió la derecha em la trayectoria de la pelota. El árbitro colombiano, José Buitrago, no pitó um claro penal para Fluminense em la Bombonera.

El partido igualado 0-0, Boca com um jugador más em el campo de juego y Fluminense que tenía um corner a favor. Em eso Anderson le ganó a Facundo Roncaglia, cabeceó solito y solo ante el arco y el defensor del Xeneize, de espaldas, metió la derecha em la trayectoria de la pelota. 
Iban 46’ de la primera parte y el conjunto brasileño pudo haberse ido arriba al vestuário. El árbitro colombiano, José Buitrago, decidió no pitar el claro penal para Flu y así le dio uma mano a los de Julio César Falcioni.

Quem quiser conferir é só entrar no link abaixo:
http://www.ole.com.ar/futbol-internacional/libertadores/dio-mano_0_701930170.html

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Fluminense 2 x 1 Internacional. A vaga é nossa!


Euzébio, Neves e Fred, os construtores da vitória.  (foto: Terra.com.br / AFP)



Impedido de ir ao estádio, a alternativa foi assistir ao jogo pela TV.

A vantagem do conforto da poltrona de casa sobre as acanhadas acomodações do Engenhão, a possibilidade de ver por diversas vezes a repetição dos lances perdem em muito para a satisfação de estar junto à massa tricolor, gritando e vibrando com o Fluzão.

Confesso que fiquei preocupado em enfrentar um clube brasileiro logo nas oitavas e pior, um dos mais cascudos.

A confiança na classificação nunca deixou de existir, mas um calafrio sempre era sentido quando lembrava a pixotada do Edinho no jogo do Beira Rio que originou um dos pênaltis mais bisonhos da história.

Cheguei a pensar se não teria sido melhor empatar com o Arsenal. Estaríamos no lugar do Corinthians e pegaríamos uma baba de quiabo.

Como a sorte madrasta resolveu premiar o primeiro colocado com os embates mais difíceis, o jeito era se preparar da melhor maneira possível para encarar as dificuldades.

E a primeira seria o Inter, com Oscar e com a vantagem de jogar pelo empate. As pitonisas de plantão tentaram minar a confiança dos tricolores, arguindo inclusive as duas eliminações no Brasileiro de 1975 e na Copa do Brasil de 1992, essa com a ajuda absurda de um árbitro descaradamente mal intencionado.

O jogo começou com o time meio que preso. Notava-se claramente o nervosismo estampado nos rostos dos atletas.

Os gaúchos devem ter sentido essa instabilidade e começaram forçando o jogo.

Leandro Damião perdeu a primeira chance chutando para fora, mas logo depois aos 14 minutos marcou após receber passe de Oscar.

Esse momento foi desesperador porque Edinho, designado para dar o primeiro combate a Oscar, perdia todas e nesse lance do gol, apesar da falha maior ter sido do Leandro Euzébio, pela TV pode-se ver claramente o volante do Abel “correndo bem devagar”, tentando alcançar o meia colorado.

O Fluminense, no entanto, é um clube predestinado, fadado a vencer as dificuldades e logo na saída, Leandro Euzébio corrige o seu erro e empata de cabeça ao receber um centro magistral de Thiago Neves.

O empate aliviou a tensão, mas o resultado ainda eliminava o Tricolor, que não tinha outra opção a não ser partir em busca do desempate.

E então o Internacional teve algumas chances claras, a melhor propiciada por um erro grosseiro de Gum ao rebater a bola nos pés de Datollo que parou nas mãos de Cavalieri, outra vez com boa atuação.

No finalzinho do primeiro tempo, outra cobrança perfeita de Thiago Neves e gol de Fred, resultado que classificava o Flu.

Como não podia deixar de ser, na etapa final o Inter voltou-se todo para o ataque.

Foi um sufoco constante, facilitado pela apagada atuação de Deco que em vez de lançamentos tentava sair jogando sem muita objetividade.

Dorival encheu a sua equipe de atacantes e a bola rondou a área de Cavalieri quase o tempo todo.

Das poucas estocadas tricolores, uma cobrança de falta de Thiago Neves na trave de Muriel foi a mais perigosa.

Abel substitui Deco por Valencia tentando dar mais consistência à defesa, mas a pressão continuou, embora seja verdade que poucas oportunidades reais surgiram.

Ao final, prevaleceu a garra tricolor, o Fluminense sustentou a vitória e eliminou os gaúchos.

Aliás, o Internacional não foi desclassificado em razão do jogo de hoje e sim pelas pífias apresentações na fase de grupo, quando conseguiu a proeza de ser o último dos classificados.

Agora é esperar o Boca Juniors novamente, pra mim uma disputa antecipada do título.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:


Fluminense 2 X 1 Internacional

Local: Engenhão (RJ); Data: 10/5/2012

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)

Auxiliares:Carlos Berkenbork (Fifa-SP) e Marcelo Van Gasse (Fifa-SP)

Gols: Leandro Damião, aos 13'); Leandro Euzébio, aos 15' e Fred, aos 45' do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Bruno, Carlinhos e Jean (Fluminense); Índio e Rodrigo Moledo (Inter)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Valencia, 29'/2ºT) e Thiago Neves; Rafael Sobis (Marcos Júnior, 38'/2ºT) e Fred (Rafael Moura, 25'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

Internacional: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Guiñazu (Dagoberto,27'/2ºT), Sandro Silva, Tinga (Jô,35'/2ºT), Dátolo (Jajá,15'/2ºT) e Oscar; Leandro Damião - Técnico: Dorival Júnior.



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Tartá apronta mais uma!



Herói nas vitórias sobre Vasco e Palmeiras no título de 2010 e preterido inexplicavelmente pelas administrações e comissões técnicas tricolores, Tartá ressurgiu das cinzas e ajudou a eliminar o Botafogo da Copa do Brasil em pleno Engenhão. Torço por sua reintegração após o empréstimo, porque ele ainda poderá ser mais útil que muitos atletas caros que nada produzem.



Tem gente que é cega!


terça-feira, 8 de maio de 2012

Por que tanta preocupação com Oscar?


Nos dias que antecedem a definição do classificado as quartas de finais da Libertadores, o Fluminense não deve entrar na paranoia da mídia desportiva e dos colorados sobre o imbróglio envolvendo o meia Oscar.

Muito mais importante será a definição dos atletas tricolores que estarão em campo para essa dificílima batalha.

Afinal, vencemos duas vezes os gaúchos no Brasileirão do ano passado com Oscar, D’Alessandro e companhia, inclusive no Beira Rio lotado de colorados.

Preocupar-se agora com questões jurídicas envolvendo atletas do Internacional, clube useiro e vezeiro em aliciar craques de coirmãos__ só do Fluminense foram três nos últimos dois anos__ poderá acabar desviando o foco principal que é a preparação daqueles que deverão estar em campo.

Oscar já provou que é craque e uma das esperanças do Brasil nas Olimpíadas, se o Mano Menezes não seguir insistindo com medalhões ultrapassados, mas o Fluminense tem  Deco, Thiago Neves, Fred e Diego Cavalieri.

Até a ausência de Wellington Nem, o atacante de melhor rendimento até se contundir, tem sido superada por atuações consistentes de Rafael Sobis.

Além disso, se por um lado a presença de Oscar melhora sobremodo a criatividade colorada no meio de campo, sua ausência permitirá que Lourival escale mais um volante botinudo, o que certamente dificultará nossas ações ofensivas.

Preocupa-me muito mais do que a escalação de Oscar a presença de Edinho, cujas últimas atuações proporcionaram chances reais para os adversários; contra o Internacional a intervenção desastrada que originou o pênalti bobo em Leandro Damião e contra o Botafogo a falha grotesca que permitiu o cruzamento de Fellype Gabriel para o gol de Renato.

As condições do duelo com o Inter são agora mais preocupantes e qualquer deslize semelhante poderá colocar em cheque a sequência na Libertadores.

Sinceramente fiquei de cabelos em pé ao ler a palavras do Abel proferidas após os 4 a 1: - “O Valencia sem dúvidas terá condição de jogo. Mas agora ele vai passar o que o Edinho passou. Eu fiquei deslumbrado com o Edinho diante do Botafogo. Então vamos ver como será a semana. Foi o próprio Edinho que disse uma vez que no Fluminense você não pode perder nem o alongamento. É por aí mesmo”.

Que dureza conviver com proteções descabidas.

Mesmo assim ainda tenho uma tênue esperança que na Hora H Abel tenha o bom senso de escalar o Valencia.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Internacional 0 x 0 Fluminense. Decisão no Engenhão!

Cavalieri, o dono da noite no Beira Rio.  (foto: Lancenet.com.br / Ricardo Rimoli) 


O Fluminense manteve a sequência de jogos sem derrota para o Internacional. Dessa vez, porém, o resultado não foi tão bom quanto o desejado.

Isso porque a partir de agora novo empate beneficia o Internacional e manter a defesa incólume será sempre uma tarefa árdua para uma equipe que conta com a presença constante de Edinho, mesmo quando atravessa uma das piores, senão a pior, fase de sua carreira.

Sem ritmo de jogo, atabalhoado, até quando não quer acaba fazendo faltas incríveis, como o pênalti em Leandro Damião.

A situação poderia melhorar com o provável retorno de Valencia no jogo de volta, mas a contusão de Diguinho dará a chance que Abel esperava para manter o seu protegido na equipe.

Apesar de tudo, se o Fluminense jogar metade do que jogou na Bombonera ou na decisão da Taça Guanabara não deve ter dificuldades de bater os gaúchos novamente, time muito badalado, mas que depois da conquista do bi da Libertadores vem patinando nas horas decisivas.

O retorno de Wellington Nem poderá ser a surpresa agradável para furar a quase certa retranca colorada, o que poderá ser facilitado se Thiago Neves voltar a jogar um pouquinho do que sabia em 2008.

Não tenho dúvidas que em sua passagem pelas plagas urubulinas esqueceu-se daquele futebol fulgurante do passado. A continuar assim que venha o Lanzini, que em pouco tempo em campo mostrou que pode ser mais útil.

A destacar ainda a estreia do Marcos Júnio, ainda discreta mas que certamente dará frutos, se a vontade férrea de Peter Siemsen de não o negociar agora prevalecer sobre os aproveitadores de plantão.

O jogo em si foi muito chato. O primeiro tempo, então, foi pior.

No segundo, o Inter botou pressão no início, mas não conseguiu marcar, graças à boa atuação de Cavalieri e a espetacular defesa do pênalti.

Paulo César de Oliveira mostrou uma vez mais sua verve anti-tricolor ao marcar com firmeza o pênalti de Edinho, que realmente existiu, mas ignorou o empurrão de Muriel em Gum antes de fazer uma defesa no primeiro tempo.

Estranho é que nenhum locutor ou comentarista tenha feito menção a esse pênalti nítido e que poderia ter mudado o rumo do jogo.   

Ainda bem que em noite inspirada nosso goleiro manteve o zero e tornou a classificação menos difícil e livre desse juizinho medíocre as chances do Fluminense aumentam.

Só nos resta preparar bem a equipe e repetir as atuações dos dois últimos campeonatos brasileiros no Rio de Janeiro para seguir em frente.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Arsenal-ARG 1 x 2 Fluminense. Foi no sufoco, na emoção, na sorte!

Apesar de atuação apagada,  Rafael Moura decidiu.    (foto: Juan Mabromata / AFP)


O Fluminense complicou uma partida que poderia ter sido bem tranquila.

A falta de interesse do Arsenal, que mandou a campo apenas três de seus titulares e a ausência da torcida argentina pareciam ser indicativos de vitória fácil, insofismável.

Mas não foi o que se viu na noite de ontem, o Fluminense se enrolou e quase perde não só a liderança geral, como também o primeiro lugar do grupo.

E por que isso aconteceu? Quais seriam as verdadeiras causas?

A primeira vista poderiam ser as contusões de Wellington Nem e Euzébio. Mas não foi o caso, Sobis entrou bem no jogo e foi o autor do passe para o gol de Carlinhos e para a jogada que resultou no penalti desperdiçado pelo Thiago Neves.

Gum e Euzébio se equivalem, sendo que Gum tem sobre os titulares a virtude de conhecer bem suas limitações e por isso mesmo não brincar em serviço, evitando as tentativas de sair jogando para não perder a bola bisonhamente como fazem os atuais titulares.

Parte da resposta está evidenciada nas palavras de Rafael Sobis: _” Enfrentamos tudo isso por nossa culpa. Deveríamos ter mais gana de vencer o jogo. O Arsenal colocou jogadores altos e passou a buscar o empate por cima. Nós abusamos do chutão e tivemos dificuldades. Tudo isso serve de lição para a gente na sequência do campeonato”.

O abuso dos chutões tem sido a tônica do Fluminense nessa Libertadores.

À exceção do jogo na Bombonera, nos demais o time foi incapaz de armar jogadas a partir de sua defesa. Invariavelmente todos procuraram livra-se da bola da maneira mais tosca, dando bicos pra frente e entregando quase sempre a bola aos adversários.

Desde a saída de Thiago Silva, Arouca e Cícero o problema tornou-se crônico e vem piorando a cada dia que passa, sem que ninguém no clube atente para o fato.

Mas o Fluminense foi campeão brasileiro sem eles, poderão dizer alguns. É fato, mas aquele time foi exceção à regra, devido à presença de um jogador como o Conca, o que não ocorre no caso presente.

Abel pisou na bola outra vez.  (foto: AP)
Outro fato causador das oscilações do futebol apresentado parte da postura do Abel Braga, que constantemente insiste em escalar medalhões e mantê-los em campo mesmo que seus desempenhos não estejam à altura de sua fama.

A bola da vez no jogo de ontem foi Thiago Neves, que errou tudo que tentou. Perdeu gols incríveis, um pênalti contra um goleiro improvisado e mesmo assim permaneceu em campo durante todo o tempo.

Um treinador regiamente pago como o nosso tem que ter o discernimento e a coragem necessários para efetuar as alterações na equipe, sacando até as principais estrelas quando elas não estiverem bem.

Se tivesse substituído o Thiago Neves pelo Lanzini logo após a perda daquele gol certo de forma ridícula, o desfecho poderia ter sido menos desgastante.

Outra mania que Abel adquiriu recentemente é o fato de querer dar moral a jogadores que não estejam bem, atribuindo a eles a responsabilidade de cobrar penalidades máximas.

Como já havia acontecido na semana passada contra o Boca, dessa vez Abel escolheu Thiago em detrimento de Sobis e Deco, que estavam bem melhor na partida.

Dessa vez o Sobrenatural de Almeida ajudou e o cruzamento preciso de Lanzini colocou as coisas no lugar. Mas até quando será assim?

Depois do jogo do Flu, tive a oportunidade de assistir a vitória do Corinthians sobre o Deportivo Tachira e constatar que o grande diferencial do time paulista é a presença de dois volantes habilidosos, que além de saber marcar também conseguem sair para o jogo sem perder a bola infantilmente.

Em consequência o time não sofre sobressaltos e consegue desenvolver um futebol eficiente.

Pode ser que com a volta do Valencia a situação melhore um pouco, mas para obter sucesso é imprescindível que todos se doem em campo o tempo todo, porque só com aplicação total é que os defeitos da maioria poderão ser compensados.

Agora é só aguardar o próximo adversário, que só não será o Emelec em caso de derrota do Internacional no jogo de hoje.


E DÁ-LHE FLUZÃO! 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Fluminense 0 x 2 Boca Juniors. Deu tudo errado!

Vida dura de Cavalieri: jogar atrás dos zagueiros e volantes tricolores.   (foto: EFE)


Finalmente chegou o dia do grande jogo. A angústia da espera esvaiu-se quando parti para o Engenhão.

Após a exibição de gala na Bombonera, passei a imaginar a repetição de outra noite de pura magia, semelhante aquela do Maracanã quando a atuação soberba de um Fluminense encantado desbancou o até então carrasco de clubes brasileiros.

Sim, porque depois da derrota para o Santos de Pelé nos idos de 1963 até a data mágica de cinco de junho de 2008, o Boca Juniors vinha destroçando um a um os brasileiros que encontrava pela frente.

Foram dez eliminações na Libertadores, sendo que em sete os argentinos venceram os brasileiros em seus próprios domínios e destas quatro em finais, onde Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio viram ruir seus sonhos de ganhar as Américas.

E foi imbuído dessa certeza que parti para o Engenhão, confiante em outra jornada inesquecível.

No longo percurso até o estádio via tricolores espalhados pelas ruas. Carros, ônibus, metrô e trens repletos de seres felizes e abençoados pelo simples fato de serem tricolores, tricolores verdadeiros, apaixonados pelo melhor clube do mundo.

Após o tradicional e insidioso périplo até o estádio já se podia sentir a pulsação de todos que se amontoavam nas catracas, ávidos por alcançar um bom lugar nas arquibancadas.

E à medida que o tempo passava os lugares iam sendo tomados pela multidão unida em um só pensamento: a vitória.

E quanto mais perto chegava a hora da bola rolar, o Engenhão tornava-se cada vez mais bonito. Não tinha a imponência do Maracanã, aliás, nenhum estádio no mundo a possui, mas a presença maciça dos tricolores até que o tornavam menos feio e desajeitado, charmoso até.

Olhei para o placar e conferi a escalação tricolor. Leandro Euzébio, Edinho... Foi o bastante para me transportar para 2008. Só conseguia lembrar de Thiago Silva, Arouca, Cícero... com esses três no time de hoje o título já estaria no papo. 

Foi o primeiro sinal de preocupação porque se o volante não vinha jogando nada quando bem fisicamente, o que esperar dele entrando à meia bomba?

Vi com bastante clareza em minha mente a passagem de filme semelhante ao ocorrido em 2008. Abel protege Edinho, o seu pupilo preferido, do mesmo modo que Renato Gaúcho fazia com Ygor. Concluí que o Edinho de hoje é o Ygor de 2008 e um misto de preocupação e até certo temor começou a assolar meus pensamentos, que logo se dissiparam com a entrada triunfal da equipe.

Duas mil e quinhentas bandeiras, que haviam sido distribuídas para saldar a equipe na entrada em campo e em momentos de comemoração, foram desfraldadas.  Afinal temer o quê se tínhamos o Deco, o Fred, a grata surpresa Wellington Nem, o Thiago Neves, o remanescente da jornada heroica e o Cavalieri, agora em grande forma.

Além disso, a mídia mulamba, provavelmente com o intuito de diminuir a importância da vitória tricolor em Buenos Aires, já havia decretado a falência do Boca Juniors atestando a fragilidade de sua equipe atual quando comparada com as do passado.

Ingenuamente passei a comungar desse pensamento e passei a achar que a vitória viria normalmente.

E o jogo começou e o martírio também.

E como havia pressentido, logo no início Edinho confirmou o mau presságio em quatro tentativas de saída de bola ao errar os passes e propiciar oportunidades de ataque aos adversários, que felizmente não conseguiram dar sequência às jogadas.

Sabendo da fragilidade da defesa tricolor, a equipe argentina cuidou de marcar seus principais jogadores e ficar no aguardo de mais lambanças para dar o golpe fatal.

E não precisou esperar muito porque aos trinta e quatro minutos Leandro Euzébio, de modo bisonho, cabeceou para trás e serviu ao bom atacante Cvitanich, que ganhou de Diguinho e assinalou o primeiro gol.

Diguinho poderia ter tentado o penalti como último recurso, mas por já ter recebido amarelo ao distribuir botinadas inconsequentes, desistiu do intento para não ser expulso.

A vantagem facilitou a estratégia do Boca que se entrincheirou a espera de novas falhas para se aventurar ao ataque.

O Fluminense continuava com o domínio aparente da partida, mas muito apático parecia anestesiado, talvez acreditando também nas baboseiras propaladas sobre a fragilidade do Boca.

Afirmar que houve “salto alto” seria uma afirmação leviana demais, mas o fato é que faltou aquela garra presente em tantas ocasiões. Ao observar os chutões descalibrados todos os presentes, por mais incrível que possa parecer, sentiram saudades da vibração de Valência, Digão e também de Gum, que nem sei se está inscrito para essa fase da competição.

Nossos atacantes tentavam sem a inspiração de antes.  Wellington Nem serviu a Fred com grandes chances de marcar se chutasse de primeira, mas o atacante tentou ajeitar e perdeu; Carlinhos quase acertou o gol num cruzamento estranho.

O segundo tempo foi mais nervoso, embora igualmente apático.

Abel reconheceu a mancada e substituiu Edinho por Jean. Para seu azar, o que deveria ser a solução acabou se transformando na consolidação da derrota, quando Jean com autêntico “pé de moça” deixou a bola à feição para Sanchez Miño marcar o segundo. Pelo menos tentou e se tiver juízo não deverá mais utilizar o seu queridinho na equipe principal, pelo menos até que ele volte a ter desempenho semelhante ao que tinha no Internacional. 

O esquema de jogo, se é que isso pode ser chamado de esquema, mantinha a equipe trocando passes em sua intermediária, mais ou menos com havia feito contra o Zamora, esperando a hora de dar o bote.

Só que do outro lado estava o Boca Juniors, time matreiro e já com a vantagem recebida de presente.

A situação piorou quando Fred sentiu a coxa e foi substituído por Rafael Moura.

Aí ficou evidenciada a falta de criatividade, a mesmice, sei lá, do treinador. Parece que ele possui uma tabelinha de substituições. Sai Fred, entra Moura; sai Nem, entra Sobis e assim por diante.

Rafael Moura não está em boa fase. Ele mesmo já declarou isso, enfatizando ainda que não só tecnicamente, mas também psicologicamente pela perda de uma tia querida.

Então, por que insistir com ele no momento? E pior ainda, por que dar a ele a responsabilidade da cobrança de um penalti numa situação estressante como aquela?

Essa resposta Abel ficará devendo aos tricolores.

Ao final da partida, Abel declarou que não houve desleixo nem soberba e que o Boca foi exatamente o que o Flu havia sido na Bombonera. Comparou os estilos de jogo ao dizer que o adversário aproveitou os dois contra ataques que teve, do mesmo modo que o Fluminense teve lá.

Só esqueceu-se de dizer que os de lá foram criados por jogadas de nossos craques e os daqui por falhas bisonhas de zagueiros e volantes com categoria inferior ao que seria lícito esperar daqueles que envergam a tradicional camisa tricolor.

Completou ainda com a pérola de que “hoje não temos que lamentar nada. O Boca jogou melhor, quase não tivemos chances de gol e que uma derrota para o Boca Juniors, em casa, é um resultado normal”.

Poderia até ser, desde que o Fluminense apresentasse um futebol digno e não uma pantomima como a presenciada por mais de trinta e seis mil frustrados torcedores.

Abel continuou dizendo não ser normal em um grupo desses, considerado difícil, ter 100% de aproveitamento e que perdemos quando podíamos perder. Pior seria se tivéssemos que ganhar o último jogo lá na Argentina, diante do Arsenal, o que não acontece porque já estamos classificados.

Que declaração tosca, abstraiu-se de que agora a vitória sobre o Arsenal é o único modo de conseguir o primeiro lugar do Grupo e como consequência enfrentar adversários mais fracos nas primeiras fases dos jogos “mata-mata”. Ou será que ele pensa que existe alguma possibilidade do Boca não derrotar o Zamora na Bombonera?

 Nem, o oasis em meio ao deserto tricolor. (foto: Dhavid Normando)
As palavras de Wellington Nem resumem bem melhor o sentimento de toda a Torcida Tricolor e deveria servir de exemplo para os demais e  para reflexão do treinador: 

_“Fizemos uma atuação abaixo da média. Não conseguimos fazer o que vínhamos fazendo. Não sei o que aconteceu. A gente deu mole e saiu com a derrota. Temos que mudar a postura, entrar com mais vontade para sair com a vitória”.


Merece destaque ainda que depois dessa apresentação patética os promotores da Festa das Bandeiras desitiram de recolhê-las, ao contrário do que haviam divulgado nas instruções distribuídas à entrada do estádio.

E o Abel não está nem aí para mais um vexame, causado em grande parte por culpa sua.

Que os deuses do futebol iluminem a sua cabeça dura!

E apesar de tudo,


DÁ-LHE FLUZÃO!  

sexta-feira, 30 de março de 2012

Zamora-VEN 0 x 1 Fluminense. Primeiro classificado para as oitavas!

Sobis e Lanzini, do banco para a vitória. (foto: Terra.com.br / AP)

  
O jogo foi monótono. Os jogadores, à exceção do Wellington Nem, pareciam estar desmotivados, ninguém querendo nada.

Nem mesmo o fato do Zamora não demonstrar apetite para a vitória serviu de estímulo ao Fluminense para atacar.

A equipe ficou plantada quase a totalidade do tempo, passando a bola de um lado para o outro e o que é pior em sua zona de defesa, o que é um verdadeiro perigo quando é sabido que o setor não conta com atletas que primam pela habilidade.

Pode ser que o estado escorregadio do gramado tenha assustado os atletas que resolveram não correr riscos de contusões.

Mas a despeito do jogo feio, o que interessa são os doze pontos conquistados, façanha não conseguida por nenhum dos papões queridinhos da mídia.

De que adiantou a Hungria de 1954, a Holanda de 1974 e 1978 e o Brasil de 1950 e 1982 apresentarem um futebol fantástico e não conseguirem ser campeões? 

Vencer jogando bonito é o ideal, mas entre vencer jogando feio e perder jogando bonito, prefiro a primeira opção.

E por isso mesmo, a Torcida Tricolor tem é que comemorar e lotar o Engenhão no próximo confronto com o Boca Juniors para confirmar o primeiro lugar geral.

E para aqueles que desdenharam da força do atual campeão argentino, torço apenas para que seus clubes preferidos o encontrem nas oitavas.

Portanto, amigos tricolores é hora de comemorar a liderança absoluta dentre os trinta e dois clubes que disputam a Libertadores desse ano.

É certo que o time não poderá mais realizar apresentações tão fracas como a da noite de ontem, mas basta mostrar a vontade exibida na Bombonera para que o caneco dessa vez venha para as Laranjeiras.

O jogo

Mesmo atuando em casa o Zamora manteve postura idêntica a do jogo do Engenhão.

Recuado desde o início, praticamente não deu trabalho a Cavalieri, um espectador privilegiado.

A maior posse de bola tricolor, entretanto, não surtiu efeito face à lentidão com que se apresentaram seus atletas.

Velocidade mesmo só com Wellington Nem, que por duas vezes assustou o adversário, a primeira aos doze minutos com um chute defendido por Forero e logo depois quando sofreu penalti do goleiro, ignorado pela arbitragem.  

Fred ainda teve uma chance clara, após receber passe preciso de Deco, mas tentando encobrir o goleiro chutou por cima do travessão.

A rigor, apenas uma vez a meta tricolor chegou a ser ameaçada, quando aos vinte e três minutos Zambrano recebeu livre da direita e chutou por cima.

O panorama não se modificou na segunda etapa. O Fluminense tentava pressionar, mas falhava constantemente no último passe.

Chance real mesmo só aos vinte e três minutos quando Fred querendo fazer um gol “à La Barça” perdeu a bola do jogo e permitiu que um zagueiro salvasse quase em cima da linha.

O jogo se arrastava para um decepcionante zero a zero quando Abel resolveu dar uma sacudida no time, sacando Thiago Neves e Wellington Nem, que a aquela altura já não conseguia atacar com a mesma eficiência.

Entraram Lanzini e Rafael Sobis, que acabaram sendo os protagonistas da vitória. Lanzini numa bela arrancada sofreu falta nas imediações da grande área, cobrada com maestria por Sobis. Era o gol da liderança absoluta, aos trinta e três minutos.

A partir daí, algumas escaramuças foram tentadas, todas infrutíferas.

Rafael Moura entrou no lugar de Fred, mas não teve tempo para aparecer.

Destaque para os torcedores que enfrentaram uma verdadeira maratona para apoiar o time.

(foto: Tera.com.br / Dhavid Normando / Photocamera)
  
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E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Valeu Millôr!

Há que se registrar a perda de mais um ilustre tricolor, ocorrida no último dia 29.

Millôr Fernandes, torcedor emérito, que deve ter assistido lá do céu a mais uma vitória do nosso Fluminense ao lado de Nelson Rodrigues, Mario Lago, Telê Santana e uma infinidade de gente de bom gosto.