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| Goleiro e Artilheiro Notas Dez. (fotos: Lancenet.com.br / Bruno de Lima e Nelson Perez / Fluminense F.C.) |
A
partir da vitória sobre o Atlético-MG, os rubro-negros passaram a considerar
como favas contadas os três pontos do Fla-Flu.
Fazendo
coro com a massa torcedora, a mídia tendenciosa não cansou de fazer comparações
entre os momentos dos dois clubes no campeonato, comparações que sempre pendiam
para o maior poderio urubu.
Os
“malas” protagonistas da postagem
anterior e mais alguns que ficaram de fora por absoluta falta de espaço,
azucrinaram as mentes tricolores de tal modo que muitos chegaram a temer pelo
pior.
“O time que derrotou
brilhantemente o Galo não deverá ter dificuldades para ganhar o Fla-Flu”. Essa e outras aleivosias foram
repetidas por diversas vezes até pelos que se dizem tricolores.
Pois
bem, chegada a hora do jogo tão esperado bastaram alguns poucos momentos de
brilho dos craques tricolores para que a vitória fosse consumada.
E
através de outro gol antológico de Fred, num misto de voleio e bicicleta só
possível para os craques privilegiados.
E
o que falar do cruzamento magistral de Deco? Poucos armadores têm a capacidade
de pressentir para onde os atacantes irão se deslocar. E ontem, ele anteviu a
corrida de Fred e colocou a bola exatamente na posição ideal para o arremate
certeiro.
Mas,
o jogo não foi nada fácil. Foi uma batalha digna dos Fla-Flu’s __ o clássico
incomparável, o melhor e mais charmoso do mundo.
O
Flamengo empolgado pelas últimas vitórias, tal como Fênix parecia ressurgir das
cinzas. Atacava com ímpeto encurralando o Tricolor, que se retraia à espera da
oportunidade para contra atacar.
As
investidas rubro-negras não assustaram no início e só surtiram efeito após o
gol tricolor quando mais uma vez brilhou Cavalieri.
No
segundo tempo, o Fluminense recuou mais ainda e permitiu que o Flamengo tivesse
várias oportunidades, perdidas nas defesas de Cavalieri ou na imprecisão dos chutes
de seus atacantes.
Apesar
da maior posse de bola dos adversários, o Fluminense teve as suas chances, em
especial com Thiago Neves, que acertou as traves de Felipe por duas vezes.
A
coisa piorou para o Tricolor mais uma vez pela cabeça teimosa de seu treinador,
quando Fred sentiu câimbras e pediu para sair, aos trinta e oito minutos de
jogo.
A
entrada de Rafael Sobis, que seria o normal para qualquer cidadão medianamente
esclarecido, não foi a opção de Abel.
E,
repetindo o erro que já havia feito contra Figueirense e Náutico, colocou mais
um volante e pior, escolheu o Diguinho.
Na
oportunidade comentei com amigos que agora o Flamengo passaria a ter as
oportunidades de faltas nas imediações da área, especialidade do volante
escolhido.
Já
imaginava as “bombas” de Renato Abreu
zunindo perto de Cavalieri.
Mas,
não aconteceu. Dessa vez o estabanado “cabeça
de área” esmerou-se e cometeu um pênalti bobo e desnecessário.
Ainda
bem que Cavalieri estava imbuído do espírito de Castilho e fez a defesa que
garantiu a vitória.
Vitória
suada, mas com um sabor todo especial que coloca o Fluminense com a mão na
Taça, isso se o Abel não insistir em atrapalhar.
E DÁ-LHE FLUZÃO! T E T R A C A M P E Ã O!
DETALHES:
Flamengo 0 x 1 Fluminense
Local:
Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 30/9/2012
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
(Fifa/RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa/RJ) e
Ediney Guerreiro Marcarenhas (RJ)
Gol: Fred, aos 18' do primeiro tempo.
Cartões
amarelos:; Digão,
Edinho, Jean e Thiago Neves
Flamengo:
Felipe,
Wellington Silva, Frauches, Marcos González e Ramon; Amaral (Renato, 26'/2ºT),
Ibson, Léo Moura (Bottinelli, 20'/2ºT) e Cleber Santana; Liedson (Nixon,
20'/2ºT) e Vagner Love - Técnico: Dorival Júnior.
Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum,
Digão e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco e Thiago Neves (Wagner, 35'/2°T); Fred
(Diguinho, 38'/2°T) e Wellington Nem (Marcos Júnior, 27'/2°T) - Técnico: Abel
Braga.
