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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Fluminense 3 x 1 Santos. É LÍDER!

E dá-lhe Xerém!

Dessa vez o Fluminense não perdeu a oportunidade de ultrapassar o Galo.


A mídia cretina continuará alardeando que o Atlético-MG tem um jogo a menos.

E eu pergunto: e daí? Desde quando um jogo por fazer é garantia de vitória?

Essa insistência me lembra do campeonato de 2010, quando os mesmos cretinos, menosprezando a liderança tricolor, não se cansavam de alertar que o Corinthians ainda tinha dois jogos a realizar.  

Pois bem, na hora H o Corinthians perdeu os dois jogos e ao final nem o vice-campeonato conseguiu.

A vitória foi categórica. O Santos estava esfacelado é verdade, mas o Fluminense também e dos seus dois maiores craques, além de um zagueiro mais experiente.

E é aí que está a diferença. Enquanto o Fluminense conseguiu manter a regularidade nas vinte e duas rodadas, ainda que seu técnico não tenha conseguido mandar a campo a força máxima uma vez sequer, os adversários quando desfalcados de uma ou duas de suas estrelas não conseguem vencer.

E é por isso que se Abel mantiver a calma e não recuar o time exageradamente, como já fez em algumas ocasiões, o tetra virá naturalmente.

O domínio do Fluminense foi inequívoco, dezenove arremates a gol contra apenas oito do Santos.

Não significa dizer que a partida tenha sido totalmente tranquila, porque alguns erros de posicionamento e falhas individuais proporcionaram aos santistas contra ataques perigosos, a maioria perdida por falta de pontaria de seus atacantes, além de duas boas defesas de Cavalieri.

Se não mostraram aquele futebol mágico de outras jornadas, pelo menos em termos de vibração e garra os atletas tricolores sobraram em campo.

Os bons desempenhos de Wellington Nem e Samuel demonstraram uma vez mais que um elenco mesclado de jogadores da base com os craques renomados é a solução ideal para as conquistas.

Várias equipes vencedoras do passado confirmam a assertiva. Na campanha mágica da Libertadores de 2008 Fernando Henrique,Thiago Silva, Junior Cesar e Arouca eram titulares absolutos; o time de guerreiros de 2009 tinha Digão, Dalton, Maicon Bolt e Alan.

Ricardo e Deley eram esteios no time campeão de 1984 e Jandir, Branco e Tato, tal como Samuel, vieram do Sul para as divisões de base antes de estourarem nos profissionais.

Até mesmo a Máquina do Horta contava com Carlos Alberto Pintinho e Kleber, que se ombreavam com os “craques fora de série” da Seleção e mesmo no título de 2010 é inegável a participação fundamental de Tartá nas vitórias sobre Vasco e Palmeiras.   

Dessa vez Abel não inventou e quando Wellington Nem pediu para sair, substituiu-o por Rafael Sobis, “esquecendo” o Diguinho. Ainda bem, pois nos vinte minutos que faltavam ele provavelmente ele iria arrumar uma ou duas faltas nas imediações de nossa área.

Merece destaque ainda a excelente participação do Jean, que cada vez mais se afirma como titular absoluto.

Domingo, uma pedreira. O Internacional, mesmo com desfalques, deverá vir com tudo porque se perder terá uma distância irrecuperável para o título.

Caberá ao time de guerreiros manter a calma e jogar com sabedoria para conseguir a vitória.

Que Abel mantenha o time ofensivo!


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 3 x 1 Santos.

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 06/9/2012 

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)

Auxiliares: Marcio Eustaquio Santiago (Fifa-MG) e Thiago Gomes Brigido (CE)

Gols: Wellington Nem, aos 20' e 43’ e André 28' do primeiro tempo e Samuel, aos 32' do segundo.

Cartões amarelos: Wagner e Wellington Nem

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos (Wallace, 34'/2ºT); Edinho, Jean e Wagner; Wellington Nem (Rafael Sobis, 28'/2ºT), Thiago Neves (Fábio, 43'/2ºT) e Samuel - Técnico: Abel Braga.

SANTOS: Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Everton Páscoa (Bernardo, 26'/2ºT), Adriano, Gérson Magrão e Felipe Anderson; Bill (Patito Rodríguez, 9'/2ºT) e André - Técnico: Muricy Ramalho.


É Muricy, "o destino pune!"

domingo, 19 de agosto de 2012

Fluminense 1 x 0 Sport. Foi dureza, mas valeu!

Samuel fez o gol da vitória.  (foto: Terra.com.br / Paulo Sergio)


Valeram pelos três pontos, pela manutenção da proximidade com o Atlético-MG e também pelo domínio na maior parte do tempo.

Não fossem os erros de conclusão e a extraordinária participação de Magrão, o Fluminense poderia ter conseguido uma goleada contra o aguerrido time do Sport.

O tempo passava e nada de gol e a impressão é de amargaríamos mais um empate imprevisto.

Mas, depois de tanto tentar, o gol chegou dos pés de Samuel, bem colocado na área, lugar onde sempre deve jogar. Pena a irresponsabilidade de tirar a camisa e ganhar um cartão bobo.

O mais gratificante de tudo, no entanto, foi o fato do time ter tentado o ataque o tempo todo, finalizando dezoito vezes contra a meta do Sport, o que pode ser a sinalização de que Abel abandonou de vez aquele sistema covarde e ineficiente apresentado contra o Grêmio.

O Sport também assustou em três oportunidades, duas com Rithely, a primeira concluída rente à trave esquerda e a segunda bem defendida por Cavalieri, que ainda salvou a meta numa cobrança de falta bem executada, que resvalou na barreira.

Não concordo com aqueles que dizem que o Tricolor jogou desfalcado de oito atletas.
Bruno, na melhor da hipótese, está no mesmo nível de Wallace e Anderson não pode ser considerado titular depois das inúmeras lambanças que aprontou.


Valencia  (foto: Terra.com.br / Dhavid Normando / Photocamera)
A suspensão de Edinho foi uma benção dos céus, porque só assim Valência teria nova oportunidade de voltar ao time. 

E aconteceu exatamente o esperado, o colombiano entrou e mesmo sem o ritmo de antes deu mais consistência à defesa e segurança à zaga.


Embora tenha entrado bem, com três passes preciosos, inclusive o que deu origem ao gol, Diguinho ainda está nitidamente abaixo de Jean e deverá amargar a reserva por um bom tempo.

Desfalques de peso mesmo somente Fred, Deco, Wellington Nem e também Marcos Junior, porque na fase atual tem sido uma dureza aguentar o Sobis, dispersivo, fora de sintonia e com chutões para a lua. Necessita de um descanso para se condicionar melhor.

Gostei da apresentação do Thiago Neves. Demonstrou vontade e alguns lampejos de que breve poderá se aproximar do brilho que teve em 2008.

Wagner é outro que vem se acostumando à titularidade e aprimorando seu padrão de jogo. Deverá ser um dos responsáveis pelo meio de campo tricolor em virtude das constantes contusões do Deco e os tempos inimagináveis para sua recuperação.

Higor, uma esperança a mais.

Higor é mais uma promessa que deve ser olhada com cuidado. Entrou bem no jogo, parecendo até um veterano sem sentir o peso da camisa. Após o jogo, Abel o elogiou bastante e afirmou que ele vai vingar como jogador de ponta.  

Michael é outro que poderá despontar num futuro próximo. Parece ser melhor do que Matheus Carvalho, mas precisa ser melhor avaliado.


Agora resta torcer para que o Botafogo consiga aprontar uma surpresa para o Atlético-MG, resultado que traria a justiça ao campeonato, porque os mineiros só estão à nossa frente na tabela graças ao bandeirinha safado.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:
Fluminense 1 x 0 Sport

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ); Data: 18/08/2012

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Auxiliares: Tatiana Jacques de Freitas (RS) e Rafael da Silva Alves (RS)

Gol: Samuel, aos 37’ do segundo tempo.

Cartões Amarelos: Leandro Euzébio, Samuel (FLU)

Cartões Vermelhos: Tobi (SPT)

Fluminense: Diego Cavalieri; Wallace (Diguinho, intervalo), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Higor, 32'/2ºT), Jean, Wagner e Thiago Neves; Rafael Sobis (Michael, 32'/2ºT) e Samuel. Técnico: Abel Braga.

Sport:  Magrão;  Cicinho  (Marquinhos Gabriel, 30'/2ºT),  Aílson (Bruno Aguiar, 25’ / 1ºT),  Diego Ivo e  William Rocha; Tobi,  Rithelly, Naldinho (Renan,15'/2ºT) e Hugo; Magno Alves e Felipe Azevedo. Técnico: Gustavo Bueno.

domingo, 1 de julho de 2012

Náutico 0 x 2 Fluminense. Dá-lhe São Cavalieri!


Cavalieri esteve perfeito e parou os atacantes do Náutico.  (foto: Globoesporte.com / Antonio Carneiro)

Nem a tremenda pressão pernambucana, nem o gramado estranho foram suficientes para derrotar o Tricolor.

O resultado deixou o Fluminense a apenas um ponto da liderança quaisquer que sejam os demais resultados da rodada e essa vitória vaticina a sorte de campeão.

Sorte porque apesar das inúmeras lambanças de nossa defesa conseguimos chegar ao fim do jogo sem levar gol.  

Mas não foi apenas sorte.

A irretocável atuação de Diego Cavalieri fez com que os menos jovens se lembrassem das soberbas atuações de Castilho e mais recentemente de Paulo Vitor. Foram inúmeras defesas, seis delas com bastante dificuldade e, mesmo assim, a sorte nos sorriu quando nas poucas vezes em que esteve batido os atacantes do Náutico erraram o alvo.


foto: Lancenet.com.br / Antonio Carneiro

A arte de Deco também esteve presente mais uma vez e bastaram dois passes de mestre para a construção do placar.


Samuel começa a ganhar espaço e ameaçar a suplência cativa
de Rafael Moura, que frequentemente está fora de combate.
(foto: Lancenet.com.br / Antonio Carneiro)
Samuel parece que desencantou de vez e mostrou oportunismo nas duas conclusões precisas.

A continuar assim poderá ser a alternativa para os jogos com os clubes não tão fortes

Assim, Abel poderia utilizar o Fred somente nos clássicos, o que talvez possa contribuir para diminuir suas passagens pelo Departamento Médico.


A entrada de Valencia deu mais consistência à defesa, que sofre com os eternos erros da zaga.

Deveria ser titular, mas a dificuldade reside no favoritismo desmedido que Edinho desfruta com nosso treinador. Chega a ser uma preferência extrassensorial, semelhante àquela que o Renato Gaúcho tinha pelo Ygor.  

Já que Abel cada vez mais dá demonstrações de que jamais barrará o Edinho, poderia recuá-lo para a zaga, abrindo vaga para Valencia no meio de campo.

Seria bom para a equipe, que passaria a ter um volante com melhor senso de marcação, ao mesmo tempo em que ficaria livre do Anderson, cuja condição de titular absoluto é difícil de ser entendida por qualquer pessoa medianamente inteligente.


Jean é outro que cada vez mais sobe de produção a ponto de fazer a torcida esquecer-se de Diguinho.

A vitória foi muito importante porque o Náutico demonstrou ser uma equipe muito forte quando joga em seus domínios e deverá tirar pontos dos principais concorrentes ao título, como já fez com Botafogo, Grêmio e Cruzeiro.

As duas próximas rodadas reservam os clássicos com Flamengo e Botafogo, que possuem atacantes que não permitirão que os erros crassos de Anderson passem em branco.

Será preciso que o ataque segure mais a bola para que a defesa não fique tão vulnerável.

E para isso, seria oportuno que Fred tivesse condições de jogo e finalmente jogasse um Fla-Flu, anseio de todos os tricolores.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Náutico 0 x 2 Fluminense

Local: Estádio dos Aflitos, Recife (PE); Data: 30/6/2012.

Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)


Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Pedro Santos de Araújo (AL)


Gols: Samuel, aos 30' do primeiro tempo e aos 26' do segundo.

Cartões amarelos:  Deco e Jean

Náutico: Felipe, Alessandro, Ronaldo Alves, Márcio Rosário e Lúcio (Breitner, 40'/2ºT); Elicarlos, Derley, Martinez e Souza (Cleverson, 21'/2ºT); Rhayner e Kim (Romero, 28'/2ºT) - Técnico: Alexandre Gallo.

Fluminense:
 Diego Cavalieri, Bruno (Wallace, intervalo), Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho e Jean; Wagner (Valencia, 18'/2ºT) e Deco (Thiago Neves, 28'/2ºT); Wellington Nem e Samuel  Técnico: Abel Braga.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Atlético-GO 1 x 4 Fluminense. Esse é o Fluzão que a torcida quer!



Deco desequilibrou outra vez.     (foto: Lancenet.com.br / Francisco Stuckert) 
  
Uma vitória tranquila. À exceção do susto com o belo gol de Ernandes logo aos dez minutos de jogo, o Fluminense foi senhor absoluto das ações e não teve dificuldades para vencer o Atlético Goianiense em pleno Serra Dourada.

É verdade que houve uma tênue instabilidade logo após o gol, mas em pouco tempo a equipe tricolor se reencontrou e passou a jogar em ritmo de treino.

Para isso contou mais uma vez com a maestria de Deco, sem dúvida um dos poucos remanescentes de meio campistas habilidosos, tão escassos no futebol brasileiro da atualidade.

Se não fosse tão propenso a contusões, não teria dúvidas em apontar o Fluminense como favorito absoluto a mais um título nacional.

E o problema se agrava pelo imenso abismo que existe entre a qualidade técnica de Deco e de seus eventuais substitutos.


(foto: Lancenet.com.br / Carlos Costa)
Samuel finalmente conseguiu aparecer. Um gol de oportunismo, na realidade o seu segundo gol no campeonato, porque o primeiro anotado contra o Santos lhe foi tirado pela arbitragem na “mão grande”.estacou-se também em outras jogadas, inclusive na que resultou a falta que originou o gol de desempate.

Se conseguir manter regularidade talvez possa vir a ser a opção primeira para as costumeiras ausências de Fred, visto que os Rafaeis tanto Moura como Sobis também vivem às voltas com o Departamento Médico.

Outra notícia alvissareira foi o retorno de Valencia. Com novas oportunidades irá readquirindo sua melhor condição e tornar a defesa menos vulnerável.

Wellington Nem, Marcos Junior e Lanzini, nos míseros minutos que teve, demonstraram sua para a equipe e os demais, sem serem brilhantes não comprometeram, embora os laterais ainda estejam abaixo dos demais.


Com as voltas de Fred e Thiago Neves, a tendência é que o Fluminense fique mais forte ainda e chegue rapidamente à liderança.

Desde que Deco, Fred, Thiago, Wellington, Valencia desfalquem menos a equipe, o que tem ocorrido com frequência indesejável e quase sempre nos momentos mais cruciais, como na recente decisão com o Boca, que agora sem o Fluminense pela frente, caminha célere para a conquista de mais um título da principal competição sul americana.

Enfim, ano que vem tem mais e dessa vez com a presença do Conca, se Deus quiser.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Atlético-GO 1 x 4 Fluminense.

Local: Serra Dourada, Goiânia (GO);  Data: 24/06/2012

Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)

Auxiliares: Altemir Haussmann (Fifa-RS) e Bruno Salgado Rizo (SP)

GOLS: Ernandes, aos 12'; Samuel, aos 18' e Gum, aos 25' do primeiro tempo e Gilson (contra), aos 5' e Deco, aos 48' do segundo.

Cartões amarelos: Carlinhos

Atlético-GO: Márcio; Marcos, Gilson, Gabriel e Eron; Marino, Joílson, Ernandes (Danilinho, 38'/2ºT) e Bida; Wesley e Marcão (Ricardo Bueno, Intervalo e depois Elias, 14'/2ºT). Técnico: Hélio dos Anjos

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Anderson, Gum e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco e Wágner (Lanzini, 40'/2ºT); Wellington Nem (Valencia, 34'/2ºT) e Samuel (Marcos Júnior, 27'/2ºT). Técnico: Abel Braga. 

domingo, 10 de junho de 2012

Fluminense 0 x 0 Internacional. Marasmo total!



Fred, Deco e Wellington Nem, ainda sem ritmo, não conseguiram brilhar

Atuando com uma apatia fora do normal, o Fluminense não conseguiu .furar o bloqueio do Internacional e perdeu a chance de colar de vez nos líderes.

Nem mesmo a volta das estrelas contribuiu para que o time tivesse uma atuação condigna com o valor de sua folha salarial.

É verdade que tanto Deco, como Fred e Nem ainda não ostentam o melhor de sua forma, mas mesmo assim enfrentando um Internacional desfalcado de seus cinco melhores jogadores, o mínimo que se poderia esperar seria uma pressão constante sobre os gaúchos.

A postura cautelosa do Inter, fechado na defesa a espera de um gol fortuito, era mais do que esperada, porque afinal o empate no Rio de Janeiro não seria um resultado de todo mal em vista das ausências de D'alessandro, Dátolo, Oscar, Leandro Damião e Guiñazu.

Abel deveria ter atentado para o detalhe e ter trabalhado mais a equipe no sentido de buscar furar a iminente retranca de iria enfrentar.

Mas como sempre ocorre, a equipe tricolor se enrola diante de adversários que jogam fechados e quase sempre empata, quando não perde.

Aliás de um tempo para cá os treinamentos durante a semana só tem servido para causar contusões. Agora foi a vez de Carlinhos e Marcos Junior.

Não se sabe ao certo o que acontece, se o problema é devido ao campo, a excesso de carga,  a aparelhos obsoletos, o fato é que até jogador sem jogar por várias semanas por estar suspenso, como o caso do Rafael Moura, também aparece contundido.

Enquanto isso os que deixam o clube passam a voar em campo, como ocorre com o Araújo, que esteve presente nos quatro primeiros jogos do Náutico e correndo o tempo todo.

Quanto ao jogo em si, a monotonia foi o fato marcante.

O Fluminense até que começou apertando mais e teve uma chance de ouro logo aos dez minutos, quando Wellington Nem cortou o zagueiro adversário e chutou cruzado em vez de bater para o gol. Fred ainda se esticou para empurrar para a meta, mas não conseguiu alcançar a bola.   

À medida que o tempo passava, Deco, Fred e Wellington Nem começavam a dar mostras de cansaço e com os demais sem inspiração a equipe acabou esbarrando no sistema defensivo colorado e não conseguiu marcar.

Aos 29’ da etapa final, Wellington não aguentou mais e foi substituído por Matheus Carvalho e logo em seguida Abel retirou Wagner, que havia voltado à apatia do início de temporada, substituindo-o por Lanzini.

As alterações não surtiram o efeito desejado e então aos 29’ Abel substitui Fred pelo inócuo Samuel.

A partida continuou no mesmo ritmo, embora o Fluminense tenha tido duas boas oportunidades para chegar ao gol, ambas em jogadas de Matheus Carvalho.

Na primeira, centrou para Samuel que, sozinho,  cabeceou fraco para fácil defesa de Muriel e quase na sequencia, aos 40’, numa boa jogada iniciada por Deco, Matheus serviu Lanzini dentro da área, que em vez de chutar de primeira, tentou dominar e adiantou a bola para a defesa de Muriel.

Se conhecesse a máxima do Romário, teria chutado de primeira e dado a vitória ao Tricolor.

Ao final, Abel lamentou a falha dos “meninos”, ao dizer que eles tiveram duas chances de resolver a partida e erraram. Tivesse relacionado Michael e Lucas Patinho talvez não tivesse do que lamentar.

Aliás, gostaria de saber quem inventou o Samuel?

Dois jogos em casa: quatro pontos perdidos, a continuar assim vai ser difícil brigar pelo título.

Antes dos clássicos contra Flamengo e Botafogo, os três próximos adversários têm elencos inferiores e por isso mesmo o Fluminense não pode perder a chance de vencê-los.

Que os treinamentos da semana não lesionem mais ninguém.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

DETALHES:
Fluminense 0 x 0 Internacional
Local: Engenhão, Rio de Janeiro;  Data: 10/06/2012
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)

Auxiliares: Márcio Estáquio Santiago (MG) e Janette Mara Arcanjo (MG)
Renda/público: R$ 92.725,00 / 3.767 pagantes

Cartões amarelos: Edinho e Dagoberto

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Anderson e Carleto; Edinho, Jean, Wagner (Lanzini, aos  22'/2ºT) e Deco: Welington Nem (Matheus Carvalho, aos 19'/2ºT) e Fred (Samuel, aos  29'/2ºT). Técnico: Abel Braga

Internacional: Muriel, Nei, Índio, Rodrigo Moledo e Fabrício; Sandro Silva, Elton, Jajá e Marcos Aurélio (Mike 29'/2ºT); Dagoberto (Fred 24'/2ºT) e Gilberto (Maurides 39'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A administração Siemsen e os novos rumos para o Vale das Laranjeiras.

Tricolores de todos os cantos esperam que a afirmação volte a se tornar realidade.

A entrevista de Marcelo Teixeira, gerente do futebol tricolor, publicada no site oficial do clube e repercutida pela mídia esportiva, sinaliza a intenção da atual administração em transformar radicalmente o Vale das Laranjeiras, fazendo com que os frutos gerados sejam canalizados exclusivamente para benefício do Fluminense.
Conhecido como “fábrica de craques”, o Centro de Treinamento de Xerém tem sido utilizado, desde a década de 90, como cortina de fumaça para encobrir os desmandos das administrações caóticas que tivemos que aturar.
Fundamental na montagem das equipes campeãs do passado, o Centro de Excelência há muito perdeu essa característica, passando a ser apenas um supridor de atletas para benefício de empresários espertos e especuladores gananciosos, sob o beneplácito de dirigentes, no mínimo, inocentes ou despreparados.
A consequência lógica foi o achincalhamento da mística tricolor e a queda vertiginosa na obtenção de vitórias e em todos os rankings desportivos.
Os dois últimos títulos de expressão conseguidos foram devidos muito mais à participação da Unimed do que a qualquer mérito da administração do clube, que tem ainda contra si a perda infindável de revelações da base, praticamente sem retorno algum para os cofres do clube.
Até hoje nenhum tricolor de sã consciência engoliu as inexplicáveis saídas de Arouca, Maicon, Alan e Dalton. As desastradas justificativas propaladas não têm o mínimo de credibilidade e a certeza de que o Fluminense foi prejudicado em todas elas será sempre inquestionável.
Marcelo, em sua entrevista, enaltece o trabalho de Abel ao trazer os jovens para treinar junto com os profissionais e explica a criação de duas frentes de atuação: contratação de grandes jogadores, em parceria com os patrocinadores e formação de atletas de ponta em Xerém, cujo destino será o grupo do futebol profissional. Acrescenta que aqueles que não forem aproveitados poderão ser colocados no mercado internacional, gerando valorização e recursos para o clube.
O dirigente enfatiza que já existem no elenco principal, cinco crias da base: Matheus Carvalho, Elivelton, Fernando Bob, Digão e Kléver. Pena que desses, Matheus, Bob e Digão já tenham seus direitos federativos abocanhados pela Traffic, de modo que se no futuro eles realmente estourarem, a tendência é que deixem as Laranjeiras nas mesmas condições de Maicon e Alan, ou seja, a parte do leão para os “investidores” e as migalhas, quando existirem, para o Fluminense.
Sinceramente, não consigo enxergar como qualquer projeto por mais elaborado que seja possa ser vitorioso quando se tem por perto uma “parceira” tão madrasta como esta.
Para que tudo dê certo será imprescindível livrar-se dessa erva daninha que se encontra enraizada no clube, um verdadeiro presente de grego de Horcades, dias antes de passar o bastão para a administração atual.
Que Teixeira e principalmente o nosso Presidente estejam atentos às manobras dessa turma, em especial com relação às novas promessas Lucas Patinho e Samuel.
Continuo a crer que Peter Siemsen possa fazer com que o Fluminense volte a ser o gigante de outrora, apesar dessa credibilidade ter sido abalada com a decisão errônea e irracional de "vender" o Conca.
A diferença entre o salário recebido pelo atleta símbolo da equipe e a irrecusável proposta chinesa poderia ser facilmente reduzida com os recursos provenientes das rescisões com Emerson, Belletti, Julio Cesar e até Araújo, que ainda não disse ao que veio e se saísse não faria falta alguma.
Lanzini é uma promessa que, se tiver sua contratação concretizada, será muito mais dispendiosa que a manutenção do Conca. Que tenha sido esse o último erro de avaliação de Siemsen.
O fato é que a torcida para que o plano de Teixeira dê certo é grande e que ele consiga realmente fazer com que os craques de Xerém revertam-se em lucro para o Fluminense, seja pelo aproveitamento nas equipes principais ou por negociações vantajosas para o clube.
Não tenho a menor dúvida que essa seja a intenção de Peter Siemsen, talvez a última esperança dos tricolores em ver o clube na posição invejável de outrora.
Que João de Deus o ilumine nessa difícil empreitada!
Até lá, a verdadeira Torcida Tricolor, única razão de ser do Fluminense, só conseguirá vislumbrar o brilho das revelações do Vale das Laranjeiras através das camisas de clubes rivais, como ilustra o painel a seguir.
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Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Maicon (Lokomotiv), Marcelo (Real Madrid), Diego Souza (Vasco), Thiago Silva (Milan), Rafael e Fábio (Manchester United), Dalton (Internacional), Arouca (Santos), Wellington Nem e Julio Cesar (Figueirense), Rodolfo (Grêmio), Wellington Silva (Arsenal), Roger (Cruzeiro), Alan (Red Bull Salzburg), Junior Cesar (Flamengo), Antônio Carlos (Botafogo), Tartá (Kashima Antlers), Rafael Pezão (em vias de se transferir para o Internacional) e Carlos Alberto (Bahia).


E APESAR DE TUDO, DÁ-LHE FLUZÃO!