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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Fluminense 0 x 3 Grêmio. Mais uma na conta do Abel!

Que mancada, heim, Abel Braga? (foto: Terra.com.br / Mauro Pimentel)

A equipe foi repetida por justiça e coerência. Eles foram muito bem na Venezuela. Se eu entro com Deco e Thiago Neves e perco, a pergunta seria por que mudar o time que venceu. Nossa vitória na ocasião não foi valorizada e hoje passou a ser, até porque o Caracas foi ao Chile e venceu o Huachipato”.  Abel Braga.

Mais preocupante que a acachapante derrota foram as palavras de nosso treinador proferidas ao término da partida.

As justificativas sem sentido, além de exacerbarem uma soberba inconcebível, elimina qualquer indício de que a derrota possa servir de lição para a correção de erros crassos, que têm ocorrido em sequencia.

E parece ser o Grêmio o adversário favorito para as mais estapafúrdias lambanças do Abelão.

No Brasileirão passado, jogou no Olímpico com três zagueiros (Gum, Leandro Euzébio e Anderson) e dois cabeças de área eméritos desperdiçadores de passes (Edinho e Fabio Braga), deixando a tarefa de armar a cargo de Thiago Neves, que nunca foi armador na vida.

O time não conseguiu atacar e perto do fim uma bobeada deu a Kleber a chance de marcar e aconteceu a derrota mais do que provável.

No Engenhão, após a virada, o tradicional recuo e a permissão do empate a cinco minutos do fina e com os gaúchos com dez em campo.

Assim, um adversário que quase não assustava passou a posar de “carrasco”, “pedra na chuteira” e outras baboseiras.

Dito isso, voltemos à jornada inglória da noite de ontem.

Pela declaração, Abel não escalou Deco e Thiago Neves de início, porque temia perdê-los e ser obrigado a fazer duas substituições.

Mas não foi exatamente isso que aconteceu?  A criatividade a cargo de Wagner e Sobis era um indício claro que duas substituições teriam que ser feitas mais cedo ou mais tarde.

Desde cedo se viu que a equipe teria problemas na criação de jogadas, o que forçou a primeira alteração logo no intervalo, Deco por Wagner.

O que poderia ter sido a solução mostrou-se um desastre e a previsão do Pedro antes mesmo do jogo começar foi vista por todos.

Deco entrou devagar quando todos os demais já estavam a 100 km/h e antes que conseguisse esquentar e entrar no jogo, a desvantagem já era de dois gols.

E aí de nada adiantou dispormos de um Deco combalido em campo, porque o Grêmio plantou-se na defesa e conseguiu a vitória sem esforço.

A entrada de Thiago Neves veio aos 17’ e para surpresa de todos no lugar de Wellington Nem, o que levou os torcedores à loucura e o bem merecido grito de “burro”.

Wellington Nem realmente não estava numa de suas melhores jornadas, ainda mais quando Luxemburgo corrigiu a marcação do lado esquerdo de sua defesa dando mais apoio ao André Santos, mas ainda assim representava a única válvula de escape para um possível contra ataque, ao passo que Rafael Sobis nada fazia em campo.

Parece que os elogios recebidos da Torcida fizeram Abel perceber a bobagem, que ele tratou de corrigir um minuto depois quando sacou o nulo Sobis.

Mas aí o banco não tinha Marcos Junior e por que não tinha? Justamente porque duas vagas foram ocupadas por titulares incontestes.

Entrou Samuel, tentou jogar pelas pontas e como não é a dele, nada conseguiu.

E assim, o time continuou se arrastando em campo sem ameaçar a meta gremista uma única vez sequer. 

Durante os noventa minutos nenhum contra ataque foi armado, nenhuma defesa de Dida.

Quarenta e dois passes errados, vinte e três bolas alçadas para a área do Grêmio, todas sem direção.

E o Grêmio, sem ter nada com isso, aproveitou as chances que teve e venceu com tranquilidade.

Tanta tranquilidade que não possibilita nenhuma contestação sobre a desastrada atuação do Paulo Cesar de Oliveira, (mais uma!), ao ignorar o pênalti de Cris em Wellington Nem, não ver a mão de Barcos no primeiro gol e o impedimento de André Santos no segundo.

As lambanças do Abel foram de tal monta que ainda que o soprador de apito tivesse assinalado todas essas irregularidades, não tenho dúvida em afirmar que o Grêmio sairia vencedor.

Bem, já que Abel tem como formação a faculdade de não reconhecer seus erros e, como todos sabem que “o pior cego é aquele que não quer ver”, aqui vão algumas indagações para sua reflexão.

Por que em vez de sacar o Wellington Nem não usou um pouco de criatividade deslocando-o para a esquerda, já que no intervalo Luxemburgo corrigiu a marcação deficiente de Andre Santos?
Por que não treinou marcação especial sobre Barcos nos escanteios em vez de deixar a marcação a cargo de Bruno, lateral de pouca impulsão e onze centímetros mais baixo?

Por que não deixar Marcos Junior no banco no lugar de Diguinho, já que numa emergência Digão poderia desempenhar (e melhor) a função de volante cabeça de área?

Por que manteve o Gum em campo por noventa minutos contra o Volta Redonda depois de uma inatividade de mais de dois meses?

Por que insistiu tanto na contratação do Felipe, se não o coloca em campo para ganhar ritmo nos jogos modorrentos contra times medíocres do campeonato estadual?

Por que não dá descanso ao Bruno e principalmente ao Carlinhos?

Cabe acrescentar não ser a intenção de imputar todas as mazelas ao Abel. De modo algum.

O problema vai além e alcança a alta cúpula do clube, que pelo fato do Fluminense ter vencido o tetracampeonato com facilidade, julgou que dispunha de um super elenco.

Para o Brasileirão passado até que deu. Só que os principais adversários se reforçaram e muito. O Grêmio mesmo é um exemplo gritante. O Corinthians, apesar dos títulos da Libertadores e Campeão do Mundo, trouxe Alexandre Pato, Renato Augusto e outros menos famosos.

O Fluminense não trouxe ninguém de peso e mesmo assim os que chegaram não têm tido nenhuma oportunidade de mostrar a que vieram.

E aí quando os milagres de Cavalieri, os gols do Fred, as arrancadas de Wellington Nem, os passes de Deco e Jean, a inspiração de Thiago Neves e a sorte do Abel não acontecem, o desastre é certo.

Para relembrar como o problema não é de hoje, a transcrição de excertos da postagem de dezembro do ano passado.

 "SÁBADO, 29 DE DEZEMBRO DE 2012
O fim do ano chegou e os reforços não vieram!


O time é bom, sobrou no campeonato brasileiro.
Agora, porém, os principais adversários estão se reforçando.
Preocupa-me o fato do Fluminense partir para a disputa da Libertadores sem meio de campo confiável.
Deco jogou apenas dezesseis  partidas do Brasileirão e também esteve ausente nos dois jogos decisivos contra o Boca Juniors.  Seu histórico de contusões não nos dá esperanças de melhoras.
Wagner, seu substituto natural, esteve fora de onze jogos  da campanha do tetra e o pior é que na maioria deles Deco também estava contundido.
E sem os dois, a tendência do Abel é a de escalar o meio de campo com três volantes e quase sempre o Diguinho como esse terceiro, recuando Thiago Neves para cuidar da armação.
E aí a coisa pega. Diguinho há muito perdeu sua forma dos tempos de Botafogo e Thiago Neves nunca foi meia armador, ou seja, o time perde um terceiro atacante efetivo e não ganha um meia armador."

DETALHES:

Fluminense 0 x 3 Grêmio

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ); Data: 20/02/2013
Árbitro (?): Paulo César de Oliveira (Fifa/SP)
Assistentes: Márcio Santiago (Fifa/MG) e Fabrício Vilarinho (Fifa/GO)
Gols: Barcos, na realidade Bruno contra, aos 33' do primeiro tempo; André Santos, aos 9' e Vargas, aos 24' do segundo.
Cartões amarelos: Anderson

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, e Wagner (Deco, no intervalo); Wellington Nem (Thiago Neves, 17'/2ºT), Fred e Rafael Sobis (Samuel, 18'/2ºT). Técnico: Abel Braga

Grêmio: Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza (Adriano, 35'/2ºT), Elano (Marco Antônio, 33'/2ºT) e Zé Roberto; Vargas (Welliton, 37'/2ºT) e Barcos. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fluminense favorito na Libertadores? Será?




O Fluminense venceu com sobras o Campeonato Brasileiro.

Apesar das infundadas reclamações dos eternos perdedores, tão logo a equipe titular passou a participar da competição a cada rodada o título ficava mais perto.

Poderia até ser obtido com mais facilidade não fossem os erros recorrentes de escalações e substituições, a ressaca pós conquista e a falta de humildade de alguns que há pouco saíram dos cueiros e já se julgam no mesmo nível de Messi ou de Ronaldinho Gaúcho.

Fatos incontestáveis que fizeram com que a euforia tomasse conta dos torcedores, que com os egos mais insuflados ainda pela flapress, curintiapress e outros espertos componentes da mídia cretina, passaram a considerar a vitória na Libertadores como favas contadas.

Como tricolor de quatro costados e otimista por excelência também acho que o título pode ser nosso.

O que me preocupa, entretanto, é esse ufanismo exagerado não só da torcida, como também dos cronistas, da comissão técnica, da diretoria e do patrocinador tricolores.

O Fluminense tem sim o melhor time do Brasil, mas apenas no papel.

Seu meio de campo, por exemplo, é formado por jogadores virtuais. Deco e Wagner não jogaram metade dos jogos do Brasileirão e nada indica que em 2013 será diferente.

Fred é outro, cuja ausência o elenco nem de longe consegue suprir.

A eliminação nas quartas de finais para o Boca é um exemplo clássico e pior ainda ter sido para um das formações mais medíocres da história do campeão argentino.

Jean e Wellington Nem são mais dois cujas faltas transformam o Time de Guerreiros num esquadrão comum.

Um leve comparativo entre os dois jogos com o Atlético Mineiro serve bem para exemplificar a diferença.

Enquanto no Engenhão, Ronaldinho não conseguiu aparecer e a vitória só não veio pela interferência de um bandeirinha mal intencionado, no Independência marcado pelo Diguinho, o Gaúcho só faltou fazer chover.

E é por isso que o meio de campo deve ser considerado prioritariamente como o setor a ser reforçado não só com o objetivo de suprir as ausências constantes de Deco e Wagner, como também para não deixar margem alguma para que Abel insista em escalar a equipe com três volantes, o que já está mais do que provado que não funciona.

Resumindo, se não contratarmos um meio campista e que jogue pra valer, Libertadores e Pentacampeonato não passarão de uma hipótese. DE NOVO!

Conca ainda é o sonho.

Espero que os tricolores reflitam sobre isso!


E DÁ-LHE FLUZÃO!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Botafogo 1 x 1 Fluminense. E que venha o Boca Juniors!

À exceção do lampejo inicial de Diguinho, ninguém ajudou Fred a ser artilheiro.


Numa despedida de envergonhar os tricolores adeptos do bom futebol, o Fluminense conseguiu a vaga para a fase de grupos da Copa Libertadores da América 2012.
Ainda que em péssima fase, o Botafogo  manteve o domínio durante a maior parte do jogo  e mesmo quando o desanimo de seus jogadores era visível,  pois os demais resultados da rodada  os eliminavam de qualquer possibilidade de participar da maior competição continental, a equipe de Abel não conseguiu se encontrar em campo.
Acostumado às jornadas épicas do Fluzão, confesso que senti vergonha de ver o clube de meu coração fazendo cera desde cedo.
O começo até que foi promissor, com um gol de Fred logo aos quatro minutos. Os tricolores de todos os cantos do planeta pensaram que a turma iria tentar jogar para que o camisa 9 conseguisse a artilharia do campeonato.
Nada disso ocorreu e foi duro ter o Lanzini no banco e ver Valencia, Diguinho e Marquinho em campo.
Deco sobrecarregado não conseguia repetir as atuações anteriores. E quando Abel,  ou Leomir sei lá, optou pela entrada do camisa 11 argentino, imaginei melhoras no meio de campo com a dupla Deco-Lanzini.   Surpresa desagradável foi ver Deco ser sacado e os outros meio campistas permanecerem em campo e com o agravante de dois deles já estarem amarelados.
Não deu outra, o domínio alvinegro  continuou e Valencia acabou sendo expulso. Mais uma idiossincrasia de nossa Comissão Técnica.
Para quem não acompanhou o campeonato de perto, a terceira colocação com a consequente vaga na Libertadores pode parecer um bom desempenho, mas quem viveu intensamente  a campanha tricolor pôde constatar que o título desse ano poderia ter sido obtido com mais facilidade que o do ano passado.
Não é preciso nem falar das decisões amadoras de nosso presidente, como a venda do Conca,  citada como a razão fundamental para a perda do título pelo amigo Paulo Cezar Filho, na postagem em seu blog Jornalheiros.
É claro que a saída do ídolo pesou, principalmente porque Deco, que seria o seu sucessor, apenas conseguiu estar em campo por dezoito vezes.
Saída conturbada do Muricy-mouse, técnico interino inexperiente, Abel chegando completamente desatualizado com relação ao futebol do país, arbitragens desastrosas, é claro que tudo isso contribuiu para a queda de rendimento durante o campeonato.
Mesmo assim, só ficamos a oito pontos do campeão e esses pontos poderiam ter sido obtidos no segundo turno, época da na fase mágica da equipe, não fossem as  derrotas inconcebíveis para América-MG e Atlético MG, além do empate de hoje.
Agora não adianta chorar o leite derramado. É preciso planejar muito bem o elenco para o próximo ano.
A contratação de um zagueiro experiente e mais habilidoso é imperiosa. A zaga realmente bateu cabeça na maioria dos jogos, mas não devemos nos esquecer de que foi com a dupla Gum e Leandro Euzébio que o time foi campeão de 2011.
A conclusão é óbvia, é imprescindível que se tenha volantes que saibam sair para o jogo e um outro meia para ajudar o Deco na armação das jogadas. Para alguns, a contratação do Wagner, ex-Cruzeiro, é dada como certa. Se voltar naquela antiga forma será um reforço de peso. Caso contrário, apenas mais um come-dorme dispendioso.
De qualquer modo, não podemos deixar de clamar pela contratação de um volante de qualidade, porque voltar à Libertadores com Edinho, Diguinho, Valencia, Diogo, Fernando Bob, etc. vai ser dureza.
O Fluminense terá o Boca Juniors em seu grupo, indicativo de necessidade de se reforçar.
Pelas últimas declarações de nossos dirigentes e membros da Comissão Técnica, depreende-se que eles consideram o elenco atual capaz de levantar o título inédito.
Postura ingênua, porque basta verificar quem do plantel de hoje seria titular em 2008. Com muito esforço, só consegui vislumbrar vaga para Fred e Deco, esse se jogar todas as partidas.
Mas seja o que Deus quiser.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

(foto: Terra.com.br / Photocamera)

domingo, 27 de novembro de 2011

Fluminense 1 x 2 Vasco. O sonho acabou!

Sem a ajuda dos parceiros, os hábeis Fred e Deco não conseguiram suplantar o Vasco.


A brilhante campanha do segundo turno não foi suficiente para manter o Fluzão na briga até o final.
Na realidade, as inconcebíveis derrotas para Atlético-MG e América-MG em pleno Engenhão já haviam selado de vez a sorte tricolor nesse campeonato.
Aquela chama que se manteve acesa nos corações tricolores até a tarde desse domingo foi muito mais fruto das recordações das viradas memoráveis do que da racionalidade.
Mas não foram essas derrotas os únicos fatores que nos roubaram o título. As decisões incoerentes e estapafúrdias, começadas ainda na administração Horcades e continuadas na de Siemsen, acabaram sendo mais fortes que a garra do time de guerreiros. Na postagem do meio de semana, o assunto será abordado com maior profundidade.
 Quanto ao jogo com o Vasco, o equilíbrio foi a tônica. Do mesmo modo que perdemos, poderíamos ter vencido. Faltou aquela tranquilidade na hora do arremate final. Euzébio escorregou na cara do Prass, Marquinho desperdiçou o ótimo passe de Fred depois de boa trama do ataque e Sobis se apavorou com o gol escancarado a sua frente, após a jogada genial de Deco.
E como quem não faz leva, recebemos o castigo, até certo ponto merecido.
Analisando o jogo em detalhes uma diferença latente nos salta à vista: a composição dos meios de campo das duas equipes.
Enquanto o Vasco contava com Juninho, Felipe, Diego Souza e ainda o Bernardo para a criação das jogadas de ataque, o Fluminense dependia apenas da criatividade do Deco. E como bem diz o ditado... Uma só andorinha não é capaz de fazer o verão. Lanzini, que poderia desafogar o trabalho de Deco, entrou tarde demais, como sempre.
Mas dos males o menor. Se tivesse vencido, o Fluminense contribuiria para o título antecipado do Corinthians para gáudio dos anti éticos dirigentes da CBF.
Que o Vasco levante o campeonato e mantenha a hegemonia brasileira no futebol carioca.
O mais importante agora é que o elenco para 2012 seja melhor planejado e que passe a dispor de dois meias criativos e volantes mais habilidosos, único modo do Fluminense conseguir o título de campeão das Américas.
A contratação do Wagner, ex-Cruzeiro, pode ser um indicativo de que diretoria, comissão técnica e patrocinador finalmente estejam levando essa possibilidade em consideração.
A dúvida reside em saber o estado em que se encontra o Wagner. Se chegar igual ao Araújo, Belletti, Gustavo Nery e tantos outros de nada adiantará a sua contratação. Embora mais complicadas, contratações de jogadores que joguem no Brasil poderiam garantir um sucesso maior.
Restou o consolo da vaga na Libertadores, que poderá ser direta para a fase de grupos com um simples empate contra o Botafogo.
Enganam-se, porém, os que pensam que a tarefa será fácil. Pelo contrário, o time do Botafogo está em frangalhos, mas é justamente contra clubes em situações como essa que a nossa equipe empacou durante o decorrer do campeonato.
 E DÁ-LHE FLUZÃO, FUTURO CAMPEÃO DA LIBERTADORES!
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Atenção Galera Tricolor!
É amanhã o lançamento da “Verdadeira Máquina Tricolor”. Prestigie.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Figueirense 0 x 4 Fluminense. Mais um show tricolor!

Fred e Deco desmontaram o bom time do Figueirense.


Depois de equilíbrio inicial, na segunda etapa o Fluminense massacrou o Figueirense e acabou com a invencibilidade de quatorze jogos na casa do adversário.
Como disse o Abel após o jogo, quando o time joga assim fica impossível de ser batido.
Verdade pura. Com Deco e Fred em plenas condições físicas não tem pra ninguém. Pena que andaram as voltas com constantes contusões durante o decorrer do campeonato.
A entrada de Deco na equipe inibe também os erros de escalação de nosso treinador, que na ausência do Luso insiste em inventar formações de meio de campo capazes de levar às derrotas até o time do Barcelona.
Foi um show de bola, três gols de Fred, uma aula de contra ataque mostrada no gol de Marquinho e a tão sonhada classificação para a Copa Libertadores da América, que dessa vez deverá ter o retorno do Boca, exatamente como aconteceu em 2008 e de lambuja o ataque mais positivo do campeonato.
Seria a hora de comemorar e enaltecer a fantástica reação do Fluzão no segundo turno, mas não consigo esquecer as derrotas recentes para os mineiros Atlético e América, fruto de escalações dantescas.
Corinthians e Vasco venceram esses mesmos adversários quando jogaram em seus domínios e se o Fluminense tivesse feito o mesmo estaria na liderança absoluta e dependendo somente de suas forças para emplacar mais um título nacional.
Agora, com a sorte bafejando o Corinthians seguidamente resta esperar que o Figueirense ressurja das cinzas e vença os líderes no próximo domingo para que as chances permaneçam.
Vários foram os destaques da partida. Fred e Deco, sem dúvida os maiores. O primeiro pelos gols e o segundo pelos passes e segurança que dá ao meio campo tricolor.
Com o time ajustado, Lanzini demonstrou que pode ser útil ao time. Ainda espero vê-lo algum dia jogando ao lado do Deco.
Martinuccio jogou pouco, não apresentou nada demais, mas é um alento saber que Abel se desencantou de vez com Araújo.
Cavalieri esteve firme e conseguiu apagar a fraca atuação que teve contra o Grêmio. Mariano e Carlinhos apresentaram melhoras, mas ainda não conseguem a eficiência nos passes como outrora.
E a defesa, embora um tanto atabalhoada no início, conseguiu sair incólume depois de um longo período. Que continue assim nas rodadas finais.
Esperando tropeços do líder, vamos partir para cima do Vasco.
E DÁ-LHE FLUZÃO!   

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fluminense 1 x 0 Corinthians. Libertadores, o Fluzão voltou!

Fred, decisivo outra vez.    (foto: Terra / Photocamera / Dhavid Normando).

Domingo perfeito. Quarta vitória consecutiva e distância dos demais concorrentes diminuída de forma significativa.
Com o apoio da torcida mágica, o Tricolor cresce e pode superar qualquer adversário. E ontem o sinergismo transformou o Fluzão, que não tomou conhecimento do líder, massacrando-o num primeiro tempo exuberante, apesar do placar minguado.
A presença ainda poderia ter sido maior se dois setores nobres do campo fossem disponibilizados.
Confesso que quando vi a escalação do trio de arbitragem, capitaneado pelo gaúcho Leandro Pedro Vuarden, árbitro que já havia demonstrado ter certa aversão ao Fluzão em outras ocasiões, temi pelo pior.
Temor que se dissipou já aos 9 minutos de jogo, quando Fred com um passe magistral colocou Ciro na cara do gol.  Tivesse ele rolado a bola para o Lanzini, livre de marcação, a chance de gol seria infinitamente maior.
 Aos 12 minutos, Chicão safou o Corinthians ao tirar de cima da linha a bola chutada por Ciro, após boa jogada em que driblou até o goleiro e, aos 17, foi a vez de Julio Cesar livrar o primeiro gol ao defender chute forte de Fred.
A pressão continuou intensa até que finalmente o gol saiu aos 21 minutos, com Fred cobrando falta que desviou na barreira e entrou mansamente.
A partir daí, o Fluminense diminuiu o ritmo, mas continuou controlando as ações, tanto que o Corinthians praticamente não ameaçou. A rigor mesmo, só um chute de William para fora. A tranquilidade de Cavalieri foi tanta, que deveria ter sido obrigado a pagar ingresso.
.
O segundo tempo foi mais nervoso. O recuo excessivo deu alento ao Corinthians, que tentou partir para o ataque, mas esbarrou num sólido sistema defensivo. Perigo mesmo só em duas oportunidades: aos 21 minutos num chute de Jorge Henrique, que passou perto e no abafa do último lance, quando Paulo André cabeceou por cima do travessão.
A tática deu certo, mas ficou perigosa quando Fred, Lanzini e Ciro cansaram e os contra ataques sumiram. A entrada de Martinuccio deu novo gás e não fosse um impedimento mal marcado, a chance do segundo seria real porque o atacante só tinha pela frente o goleiro Julio Cesar.
Fred voltou a ser fundamental para a vitória. Correu, marcou, deu passes precisos e ainda fez o gol da vitória. Pena que ainda não esteja na plenitude da forma física.
A defesa também esteve bem. Leandro Euzébio não deu chances a Liedson, que não conseguiu um arremate sequer.
Vualden continuou aprontando, dessa vez com cartões em demasia para os tricolores. Na falta que originou o gol, a falta de Alex foi semelhante a que Mariano havia feito e tomado cartão. Para o corintiano, nada. Coisas de gaúcho recalcado.
Ao final, a choradeira dos perdedores, reclamando que o time jogou mal, Tite alegando cansaço, tudo na tentativa de encobrir o que realmente aconteceu: o Fluminense foi muito superior e não deu chances a eles.
Libertadores, cada vez mais palpável. Se continuar crescendo, quem sabe o Fluzão não chega ao título.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Força Super Ézio!

A Torcida Tricolor ora e torce por você, principalmente aqueles que se deliciaram com os seus mais de cem gols. Dá-lhe Super Ézio!  

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fluminense 3 x 1 Libertad. Os guerreiros estão de volta!


Fluminense e Libertadores, a combinação perfeita para noites mágicas e a de ontem prometia ser como as de 2008.
O palco, entretanto, não tinha a mesma grandeza. Pequeno, acanhado, situado em meio a ruas estreitas, com administração contestável e ultimamente com dificuldade de manter seus refletores acesos.
Para os torcedores obrigados a acordar cedo no dia seguinte, a marcação de um jogo para as vinte e duas horas em dias de semana é problemática. O que dizer então quando ocorre um atraso de uma hora?
Mas era a Copa Libertadores e com o Fluminense mais vivo que nunca. E aí todas as dificuldades passam a ser ignoradas.
A primeira satisfação _  a presença de Romerito disponível para fotos com os torcedores ao lado da Taça de 84 e solícito com todos.
Bela promoção do Tricolor, que criou um site específico para postar todas as fotos, tiradas por fotógrafo profissional. Clique aqui para ver as fotos.
Ninguém melhor para inspirar os guerreiros atuais do que o atleta paraguaio, líder do time campeão brasileiro de 1984 e tricampeão estadual. 
 
O jogo
O Fluminense entrou arrasador. A primeira chance logo no início foi desperdiçada por Fred e aos três minutos o gol de Rafael Moura. A impressão era de que poderíamos ter a repetição da vitória épica de 2008 contra o Arsenal.
Rafael sempre oportunista  (crédito: lancenet.com.br / Cleber Mendes)
Mas não foi o que aconteceu. Apesar de continuar com o domínio a maior parte do tempo, o placar não mais se movimentou na primeira etapa e o magro 1 x 0 deixava uma ponta de frustração na galera. Ainda mais pelo fato de pouco antes do intervalo Fred ter perdido um gol que não costuma perder.
Aconteceu ainda a contusão de Julio Cesar, substituído por Fernando Bob aos 42 minutos. Todos os tricolores vivos, moribundos e mortos inferiram que Marquinho seria deslocado para a lateral, mas não foi o que aconteceu e o Flu jogou torto os minutos finais.
Durante o intervalo, os comentários na arquibancada eram todos direcionados ao fato, com a maioria achando que a Comissão Técnica teria quinze minutos para consertar o erro.
Assim não aconteceu, porém o técnico paraguaio percebeu a avenida em que se tornou o lado esquerdo tricolor e colocou um jogador aberto por aquele lado.
 Os paraguaios melhoraram e conseguiram empatar aos quinze minutos, num lance semelhante ao do gol de Thiago Neves, onde mais uma vez Ricardo Berna não seguiu o mandamento básico para o goleiro, “ou sai ou fica” e do mesmo modo que no Fla-Flu deu dois passou e parou, facilitando a vida de Gamarra que o encobriu com uma cabeçada fraca.
A Torcida que tinha visto o mesmo filme quatro dias atrás não perdoou o goleiro e começou a vaiar.
Berna não se conformou e após uma boa defesa deu uma tradicional “banana” para a torcida, que eufórica pelos 3 a 1 já conquistados não deu a mínima.
Após o jogo, Berna desabafou mostrando-se revoltado com as vaias.
Pena que o nosso goleiro esteja tomando o caminho errado, porque não será com revoltas e bananas que conseguirá conquistar o carinho irrestrito dos tricolores. Parece até que ele, como também Vitor Hugo, o treinador de goleiros tricolor, ainda não se aperceberam de um detalhe não muito difícil de corrigir.
Após o gol, o Libertad continuou com o seu padrão, cozinhando o jogo a espera de outra oportunidade, chegando mesmo a estar melhor em campo.
Finalmente aos 26 minutos Enderson corrigiu seu equívoco e sacou Fernando Bob, substituindo-o por Araújo.
Um minuto após, Marquinho, que nada havia feito até então, desempatou a partida, sacando da cartola um gol antológico, verdadeiro golaço.
Marquinho autor de um gol antológico  (crédito: terra.com.br / Photocamera / Rafael Moraes)
Teria se inspirado em Romerito, Amoroso, Renato Gaúcho, outros craques que deram tantas alegrias vestindo camisa 7 tricolor? Pra mim, porém, foi coisa do Telê, outro mago da mesma camisa, que entristecido com os rumos do jogo e chateado com a cafajestada daquele que se diz seu pupilo, resolveu encarnar em Marquinho um pouco de sua técnica.
Para outros, foi coisa do Sobrenatural de Almeida, mas a verdade é que Marquinho afinal também teve o seu momento mágico.
Dois minutos depois, Conca ampliou a vantagem com uma cobrança magistral de falta que ele mesmo sofrera.
Libertad adotou marcação cerrada sobre Conca, único vislumbre de criatividade  (crédito:lancenet.com.br / Cleber Mendes)


Aos 34, Enderson reforçou a defesa com a entrada de Diogo no lugar de Rafael Moura, apesar de sua maior disposição e condição física do que Fred, que por isso mesmo deveria ter sido o escolhido para ser sido poupado dos minutos restantes.
Fim de papo, boa vantagem para o jogo de volta, apesar do jogo ter sido mais difícil do que o placar indica.
Merece registro ainda, o mea culpa de Enderson, ao assumir publicamente o erro de ter escalado o Fernando Bob numa posição diferente da sua.
Só espero que no caso do Carlinhos não se recuperar a tempo de ser utilizado no lugar do lesionado Julio Cesar, utilize o Marquinho na lateral, sem dúvida a única opção dentro do elenco atual.
E os guerreiros estão de volta  (crédito: terra.com.br / Photocamera / Rafael Moraes)

E DÁ-LHE FLUZÃO!