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quinta-feira, 28 de março de 2013

Fluminense 3 x 1 Macaé. Enfim uma vitória convincente!



Garotada incendeia o jogo.  (foto: Bruno Lima / LancePress)

Depois de um longo e tenebroso inverno uma vitória digna de um time campeão. E não foi preciso nenhuma mágica ou tática mirabolante, bastou aumentar o ritmo.

Há muito tempo essa pedra já vinha sendo cantada pela grande maioria dos tricolores, cansados que estavam de ver medalhões se arrastando em campo, tentando sem conseguir cadenciar o ritmo para suplantar times mais fracos, que apenas jogam na base da correria.

Abel custou a perceber que nome e passado não ganham jogo e injetou sangue novo na equipe.

Embora seja fã incondicional do Deco, não concordo com sua presença em campo enquanto não recuperar suas condições físicas ideais.

Talvez fosse melhor nem colocá-lo no banco e sim dar a ele um período de treinamento especial, já que as contusões sucessivas o impediram de fazer uma pré-temporada completa.

O mesmo poderia ser aplicado a Thiago Neves, que nesse ano ainda não conseguiu nem de longe ser a sombra do que foi no campeonato passado.

O fato é que as presenças de Marcos Junior, Michael e Rhayner incendiaram o time e foram as responsáveis pela maior mobilidade e velocidade do ataque.

A dedicação de Rhayner foi marcante, tanto nas jogadas de ataque, como na recomposição da marcação no meio.

Poderia ter deixado o campo num patamar mais alto tivesse a humildade de deixar a cobrança do pênalti para quem sabe fazê-lo.

Marcos Junior, de volta do incompreensível ostracismo a que vinha sendo submetido, correspondeu plenamente e se transformou numa preocupação constante para a defesa do Macaé.

E Michael voltou a brilhar, do mesmo jeito que havia feito no jogo contra o Atlético Goianiense, quando em meio à apatia geral marcou um belo gol e quase conseguiu o empate numa bicicleta defendida pelo bom goleiro Marcio.

Estava merecendo outra chance e seus gols comprovaram o acerto de sua escalação.

Mostrou personalidade ao roubar a bola e disparar em direção à meta adversária e bater com tranquilidade na saída do goleiro, no carrinho oportuno do segundo gol e no belo e preciso chute de fora da área para fazer o terceiro.

Com as constantes movimentações de Rhayner e Marcos Junior, Wagner se sentiu à vontade para fazer a ligação e teve uma das melhores atuações desde que chegou ao clube. 

Participou diretamente de dois gols e o passe de calcanhar no terceiro foi coisa de cinema.

A velocidade imposta pelos quatro acabou contagiando os demais que também trataram de sair da zona de conforto e correr um pouco mais.

O ritmo da equipe subiu, embora Carlinhos ainda tenha “andado” boa parte do tempo e com isso o domínio foi quase total.

As oportunidades continuaram surgindo na etapa final e o placar só não foi dilatado pelos erros nas conclusões e pelas boas defesas de Luís Henrique.

Que a exibição de hoje mexa com a cabeça de Abel para que mais oportunidades sejam dadas aos jovens da base, pelo menos nesses jogos contra os pequenos do campeonato estadual.

Como apreciador do bom futebol, gostaria de ver algum dia uma escalação livre de Edinhos, Diguinhos, Carlinhos, enfim grande parte de turminha que a comissão técnica tanto aprecia e que apesar de terem contribuído para o título de 2012, hoje se arrastam em campo.

E que Siemsen, Caetano, Sandrão e Celso se conscientizem que para ganhar o pentacampeonato será fundamental o retorno do Conca.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 3 x 1 Macaé

Local: Estádio de São Januário, Rio de Janeiro (RJ); Data: 27/3/2013
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Silbert Faria Sisquim e Eduardo de Souza Couto
Gols: Douglas Assis, aos 14' e Michael, aos 23', 27' e 45' do primeiro tempo.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Wallace, 43'/2ºT), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Rhayner, Marcos Júnior (Rafael Sobis, 23'2ºT) e Michael (Samuel, 42'/2ºT) - Técnico: Abel Braga.

Macaé: Luís Henrique, Daniel (Edson, 23'/2ºT), Diego, Douglas Assis e Rodrigo Fernandes; Gedeil, Lenon, Norton (Danilo, 13'/2ºT), Michel e Marco Goiano (Jones, 13'/2ºT); Anderson Costa - Técnico: Toninho Andrade.

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E quando a Seleção não consegue marcar, o jeito é pedir ajuda ao Fluzão.

E dá-lhe Fred! E dá-lhe Xerém!


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quissamã 0 x 3 Fluminense. Azeitando a máquina para a Libertadores.

Em sua verdadeira posição, Jean brilhou em campo.
 (foto: Terra.com.br / Ricardo Ayres / Photocamera)


Foi a estreia da equipe titular na temporada, ou melhor, a maior parte dela porque Wellington Nem, Gum e Deco estavam às voltas com o Departamento Médico.

Mesmo assim a vitória foi tranquila e trouxe a satisfação de ver a evolução de nosso técnico, que finalmente desistiu da ideia de jogar com três volantes.

Jean jogando em sua posição de origem foi o melhor em campo e ainda fez um golaço de falta.

Abel reconheceu também o melhor momento do Valencia e o manteve como titular. A presença de Edinho na reserva eliminou a necessidade de qualquer outro volante no banco, o que não deixa de ser um alento para aqueles que gostam do bom futebol.

Marcos Junior, enquanto teve fôlego, esteve bem e mostrou ser mais útil que Rhayner.

A preocupação ficou por conta do time ter entrado com menos um homem criativo no meio de campo, o que sobrecarregou Thiago Neves e refletiu em alguns buracos no setor.

No segundo tempo o problema foi corrigido com as entradas de Wagner e Felipe.

Fred, que aos poucos vai adquirindo a forma, também esteve bem. Dois arremessos de fora da área com endereço certo, salvos pelo goleiro adversário, uma tabela perfeita no gol do Wagner e a mortal batida de pênalti.

Ao final, Abel declarou que o time está pronto para a Libertadores.

Diria que está quase pronto, necessita de um pouco mais de entrosamento e melhoria na condição física.

E também, colocar o Carlinhos para treinar cruzamentos.

Agora é encarar o Vasco e esperar a Libertadores.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Quissamã 0 x 3 Fluminense

Local: Estádio Claudio  Moacyr, Macaé (RJ); Data: 02/02/2013

Árbitro: André Rodrigo Rocha (RJ)

Auxiliares: Francisco Pereira de Sousa (RJ) e Thiago Henrique Farinha (RJ)

Gols: Jean, aos 45' do priemiro tempo; Wagner, aos 28’ e Fred, aos 40’ do segundo.

Cartões amarelos:  Digão, Valencia  e Diego Cavalieri.

Quissamã: Ricardo, Bruno Reis, Edson, Juan e Thiago Reis; Ricardinho, Bruno Neves, Cleiton e Marquinho (Pedrinho, 35'/2ºT); Thiago Trindade (John, 35'/2ºT) e Rinaldo (Fabrício, 13'/2ºT) - Técnico: Marcelo Buarque.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Edinho, 29'/2ºT), Jean e Thiago Neves; Marcos Júnior (Felipe,  29'/2ºT), Rafael Sobis (Wagner,  18'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Nova Iguaçu 0 x 2 Fluminense. Até quando Abel insistirá com três volantes?

Além dos gols, Wagner mudou a dinâmica do jogo. (foto: Terrra.com.br / Bruno Turano / Photocamera)


Quarenta e oito minutos do primeiro tempo mais vinte do segundo e apenas um chute no gol adversário.

Foi o resultado de mais uma jornada do abominável esquema com três volantes do Abel.

Volantes é o modo de dizer, na realidade trata-se de autênticos “cabeças de área”, ou se preferirem “cabeças de bagre”, pelo menos dois deles sobejamente conhecidos da Torcida Tricolor.

Com essa formação, o Fluminense poderia jogar durante semanas seguidas sem jamais conquistar um golzinho sequer.

A presença do meio de campo sem criatividade foi sentida pelos demais, em especial por Sobis e Samuel, que ficaram todo esse tempo sem receber uma bola em condições razoáveis para o arremate.

Pior para Sobis, que teve que recuar na tentativa de mudar alguma coisa e acabou sucumbindo em campo, do mesmo modo que acontece com Thiago Neves quando recebe a incumbência de criar as jogadas de ataque não tendo ninguém ao lado para dialogar.

Ainda bem que Abel curvou-se às evidências e colocou Wagner em campo, que mesmo depois de mais de dois meses parado mostrou que o meio de campo é para quem tem habilidade.

A entrada de Michael em substituição a um exaurido Sobis também foi benéfica e a partir das mudanças o time acordou, arrematou cinco vezes e marcou dois gols.

Vitória insossa, três pontos na bagagem e a eterna pergunta: Quando será que Abel irá aprender a não escalar três volantes?

Estreias discretas de Wellington Silva e Rhayner, justificável pela tensão inicial, o esquema cuidadoso do adversário e o péssimo estado do gramado.

Boas atuações de Fernando, embora tenha jogado ora como meia, ora como lateral e Ronan, que já se apresentara com desenvoltura na Copa São Paulo.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Nova Iguaçu 0 x 2 Fluminense

Local: São Januário, Rio de Janeiro; Data: 20/1/2013

Árbitro: Pathrice Maia (RJ)

Auxiliares: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Marcos Sivolella do Nascimento

Gols: Wagner, aos 33' e 45’ do segundo tempo.

Nova Iguaçu: Jeferson, Marcelinho, Leonardo, Rodrigo Almeida e Uallace; Filipe Alves, Rodrigo Souza, Léo Salino, Dieguinho; Glaúber (Talles Cunha, 22' /2ºT) e Lukian (Flávio, 11' /2ºT) - Técnico: Leonardo Condé.

Fluminense: Ricardo Berna, Wellington Silva, Elivélton, Anderson e Fernando (Ronan, 32'/2ºT); Valencia, Diguinho e Fábio Braga (Michael, 19'/2ºT); Rhayner, Rafael Sobis (Wagner, 19'/2ºT)e Samuel - Técnico: Abel Braga.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Fluminense favorito na Libertadores? Será?




O Fluminense venceu com sobras o Campeonato Brasileiro.

Apesar das infundadas reclamações dos eternos perdedores, tão logo a equipe titular passou a participar da competição a cada rodada o título ficava mais perto.

Poderia até ser obtido com mais facilidade não fossem os erros recorrentes de escalações e substituições, a ressaca pós conquista e a falta de humildade de alguns que há pouco saíram dos cueiros e já se julgam no mesmo nível de Messi ou de Ronaldinho Gaúcho.

Fatos incontestáveis que fizeram com que a euforia tomasse conta dos torcedores, que com os egos mais insuflados ainda pela flapress, curintiapress e outros espertos componentes da mídia cretina, passaram a considerar a vitória na Libertadores como favas contadas.

Como tricolor de quatro costados e otimista por excelência também acho que o título pode ser nosso.

O que me preocupa, entretanto, é esse ufanismo exagerado não só da torcida, como também dos cronistas, da comissão técnica, da diretoria e do patrocinador tricolores.

O Fluminense tem sim o melhor time do Brasil, mas apenas no papel.

Seu meio de campo, por exemplo, é formado por jogadores virtuais. Deco e Wagner não jogaram metade dos jogos do Brasileirão e nada indica que em 2013 será diferente.

Fred é outro, cuja ausência o elenco nem de longe consegue suprir.

A eliminação nas quartas de finais para o Boca é um exemplo clássico e pior ainda ter sido para um das formações mais medíocres da história do campeão argentino.

Jean e Wellington Nem são mais dois cujas faltas transformam o Time de Guerreiros num esquadrão comum.

Um leve comparativo entre os dois jogos com o Atlético Mineiro serve bem para exemplificar a diferença.

Enquanto no Engenhão, Ronaldinho não conseguiu aparecer e a vitória só não veio pela interferência de um bandeirinha mal intencionado, no Independência marcado pelo Diguinho, o Gaúcho só faltou fazer chover.

E é por isso que o meio de campo deve ser considerado prioritariamente como o setor a ser reforçado não só com o objetivo de suprir as ausências constantes de Deco e Wagner, como também para não deixar margem alguma para que Abel insista em escalar a equipe com três volantes, o que já está mais do que provado que não funciona.

Resumindo, se não contratarmos um meio campista e que jogue pra valer, Libertadores e Pentacampeonato não passarão de uma hipótese. DE NOVO!

Conca ainda é o sonho.

Espero que os tricolores reflitam sobre isso!


E DÁ-LHE FLUZÃO!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Internacional 0 x 1 Fluminense. Firme na ponta!



Ninguém mais segura o Fluzão!  (foto: Lancenet.com.br / Ricardo Rímoli)

A boa notícia sobre a volta do Fred aumentou minhas esperanças numa boa vitória em Porto Alegre.

Afinal, o Inter estaria sem D’Alessandro, Damíão e Guiñazu. Não considerei a ausência de Forlán como desfalque por julgar que Dagoberto tem jogado melhor que ele. Mas, isso é problema dos gaúchos.

O jogo começou e a contusão de Wagner logo aos quatro minutos soou como uma ducha de água fria.

A TV mostrou Sobis e Diguinho no aquecimento e pensei que dessa vez Abel iria fazer o óbvio: entrar com Sobis e dar a Thiago Neves a tarefa de armação.

Preocupei-me quando vi Diguinho tirando o colete e entrando em campo.

Sem entender o que se passava na cabeça do Abel, temi pela repetição do filme do jogo com o Figueirense: o time com três volantes e tomando gol de falta da entrada da área.

Foi só um susto. Dessa vez Diguinho não fez falta perto da área. Até que sua atuação não chegou a comprometer.

Talvez pela ajuda de Wellington Nem, que em mais uma jornada inspirada infernizou a defesa colorada, que só conseguia pará-lo com faltas, algumas desclassificantes.

A atuação de Nem e a segurança de ter Fred em campo minimizaram o ultrapassado esquema “retrancado de três volantes”.

E aí foi só assistir o domínio tricolor durante quase toda a partida.

Wellington Nem, o nome do jogo.
 (foto: Terra.com.br / Alexandre Auler)

E esse domínio solidificou-se aos vinte e oito minutos com outra jogada genial de Wellington Nem, que recebeu a bola no campo tricolor, percorreu mais de cinquenta metros, passou por dois adversários e sem se jogar ao chão, apesar de ter sofrido duas faltas, serviu a Fred, que só teve o trabalho de completar para o gol.   


Após o gol, o Inter passou a pressionar mais, embora de forma desorganizada.

O esquema com três volantes facilitava o avanço dos gaúchos, mas deixava o caminho livre para as arrancadas de Wellington Nem.

Na segunda etapa, as avançadas de Nem continuaram dando dor de cabeça aos defensores colorados, que só conseguiam pará-lo com faltas até que, aos doze minutos, Ney recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

No minuto seguinte, o árbitro não observou a cotovelada de Índio em Leandro Euzébio num lance claro de pênalti, mas viu o revide do zagueiro tricolor que chutou o colorado infantilmente e acabou sendo expulso.

O Inter continuou forçando sem organização e sofrendo contra ataques perigosos, a maioria puxada por Wellington Nem, o melhor jogador em campo.

E o Flu estava mais próximo de conquistar o segundo do que o Inter o empate.

O panorama não se alterou até os vinte e oito minutos, quando Abel uma vez mais sacou Wellington do time, substituindo-o por mais um homem de área.

Mesmo que a intenção fosse descansar o atacante para a próxima rodada, Rafael Sobis seria a opção mais racional.

Os contra ataques praticamente sumiram e a pressão do Inter aumentou, obrigando os defensores a se desdobrarem para manter a vitória.

Coisas do Abel.

Mas o que interessa mesmo é que o Fluminense jogou bem, dominou a maior parte do jogo e manteve a liderança isolada e de quebra com o ataque mais positivo, a defesa menos vazada e o artilheiro isolado do campeonato.


E DÁ-LHE FLUZÃO, RUMO AO TETRA!


DETALHES:

Internacional 0 x 1 Fluminense

Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS); Data: 09/09/2012 

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)

Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Guilherme Dias Camilo (MG)

Gol: Fred, aos 28' do primeiro tempo

Cartões amarelos: Gum, Edinho, Diego Cavalieri e Wallace 

Cartões vermelhos: Leandro Euzébio

Internacional: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Elton, Josimar (Bolatti, 41'/2ºT), Fred e Dátolo (Mike, 31'/2ºT); Dagoberto e Cassiano (Lucas Lima, 24'/2ºT) - Técnico: Fernandão.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos (Wallace, 27'/2ºT); Edinho e Jean; Wellington Nem (Samuel, 28'/2ºT), Wagner (Diguinho, 9'/1ºT) e Thiago Neves; Fred - Técnico: Abel Braga.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Fluminense 1 x 1 Corinthians. Ainda não foi dessa vez!

Fred fez o gol do Flu e assumiu a artilharia isolada.  (Foto: Lancenet.com.br / Paulo Sergio)

Uma vez mais o Fluminense não conseguiu aproveitar o vacilo do Atlético Mineiro para assumir a liderança. E pior, viu a aproximação perigosa do Grêmio.

Apesar da forte retranca armada por Tite, o Tricolor arrematou quatorze vezes ao gol de Cássio, que realizou duas defesas difíceis.

O Corinthians, por sua vez, conseguiu chutar apenas cinco vezes e a sua única chance de gol deveu-se a uma falha grotesca de Wagner, que tinha várias opções para se livrar da bola em vez de tentar o drible em Ralph numa situação.

O chute de Emerson ainda resvalou em Gum e tirou as chances de Cavalieri defender.

Taticamente bem postado, o Fluminense dominou a maior parte do jogo contra um adversário que mostrava nítidos sinais de estar satisfeito com o empate.  

O gol achado facilitou as coisas para os paulistas, que se encastelaram ainda mais em seu campo defensivo, além de abusar da cera.

Abel tentou de todos os modos furar a retranca com substituições ousadas que e acabaram dando certo.

Fez  muito bem ao colocar o Sobis no lugar do Gum, que já estava jurado pelo árbitro e melhor ainda quando recuou Edinho para a zaga.

Aliás, se não voltar a ficar inebriado pela presença do Anderson, deveria manter o Edinho na zaga e promover a volta do Valencia no difícil jogo contra o Figueirense.

Abel ainda substituiu Wagner por Michael e a pressão continuou até mesmo depois do gol de empate.

Ao final, o empate com gosto de derrota só não foi pior graças à Ponte Preta, que parou o “todo poderoso Galo”, o atual eleito pela mídia cretina.

É difícil não falar da arbitragem. Não vou nem contestar o impedimento inexistente de Rafael Sobis, prontamente assinalado pelo bandeira, mas a não marcação do pênalti clamoroso de Alessandro em Carlinhos, na cara do árbitro, é duro de engolir.


Fred tenta argumentar com Ricci, impassível do alto de sua "ortoridade".
(Foto: Terra.com.be / Mauro Pimentel)
A lamentar ainda o fato do Fred não ter percebido que a arbitragem de um modo geral anda doida para tirá-lo de campo com a aplicação de cartões absurdos. 

Talvez fosse até melhor passar a tarja de capitão para outro jogador, porque do jeito que está não há como manter diálogo racional com a máfia do apito.


Só espero que o Corinthians mantenha a mesma aplicação contra o Atlético-MG no próximo domingo e nos devolva a condição de finalmente poder alcançar a liderança.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 1 Corinthians

Local:  Engenhão, RJ ; Data: 29 de agosto de 2012

Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-PE)

Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Kléber Lúcio Gil (SC) :

Gols: Emerson, aos 36’ do primeiro tempo e Fred, aos 37’ do segundo.

Cartões Amarelos: Fred, Thiago Neves e Gum

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum (Rafael Sóbis), Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner (Michael) e Thiago Neves; Wellington Nem e Fred. Técnico: Abel Braga

Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Wallace e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Douglas (Guilherme); Romarinho (Giovanni) e Emerson (Edenílson). Técnico: Tite

domingo, 19 de agosto de 2012

Fluminense 1 x 0 Sport. Foi dureza, mas valeu!

Samuel fez o gol da vitória.  (foto: Terra.com.br / Paulo Sergio)


Valeram pelos três pontos, pela manutenção da proximidade com o Atlético-MG e também pelo domínio na maior parte do tempo.

Não fossem os erros de conclusão e a extraordinária participação de Magrão, o Fluminense poderia ter conseguido uma goleada contra o aguerrido time do Sport.

O tempo passava e nada de gol e a impressão é de amargaríamos mais um empate imprevisto.

Mas, depois de tanto tentar, o gol chegou dos pés de Samuel, bem colocado na área, lugar onde sempre deve jogar. Pena a irresponsabilidade de tirar a camisa e ganhar um cartão bobo.

O mais gratificante de tudo, no entanto, foi o fato do time ter tentado o ataque o tempo todo, finalizando dezoito vezes contra a meta do Sport, o que pode ser a sinalização de que Abel abandonou de vez aquele sistema covarde e ineficiente apresentado contra o Grêmio.

O Sport também assustou em três oportunidades, duas com Rithely, a primeira concluída rente à trave esquerda e a segunda bem defendida por Cavalieri, que ainda salvou a meta numa cobrança de falta bem executada, que resvalou na barreira.

Não concordo com aqueles que dizem que o Tricolor jogou desfalcado de oito atletas.
Bruno, na melhor da hipótese, está no mesmo nível de Wallace e Anderson não pode ser considerado titular depois das inúmeras lambanças que aprontou.


Valencia  (foto: Terra.com.br / Dhavid Normando / Photocamera)
A suspensão de Edinho foi uma benção dos céus, porque só assim Valência teria nova oportunidade de voltar ao time. 

E aconteceu exatamente o esperado, o colombiano entrou e mesmo sem o ritmo de antes deu mais consistência à defesa e segurança à zaga.


Embora tenha entrado bem, com três passes preciosos, inclusive o que deu origem ao gol, Diguinho ainda está nitidamente abaixo de Jean e deverá amargar a reserva por um bom tempo.

Desfalques de peso mesmo somente Fred, Deco, Wellington Nem e também Marcos Junior, porque na fase atual tem sido uma dureza aguentar o Sobis, dispersivo, fora de sintonia e com chutões para a lua. Necessita de um descanso para se condicionar melhor.

Gostei da apresentação do Thiago Neves. Demonstrou vontade e alguns lampejos de que breve poderá se aproximar do brilho que teve em 2008.

Wagner é outro que vem se acostumando à titularidade e aprimorando seu padrão de jogo. Deverá ser um dos responsáveis pelo meio de campo tricolor em virtude das constantes contusões do Deco e os tempos inimagináveis para sua recuperação.

Higor, uma esperança a mais.

Higor é mais uma promessa que deve ser olhada com cuidado. Entrou bem no jogo, parecendo até um veterano sem sentir o peso da camisa. Após o jogo, Abel o elogiou bastante e afirmou que ele vai vingar como jogador de ponta.  

Michael é outro que poderá despontar num futuro próximo. Parece ser melhor do que Matheus Carvalho, mas precisa ser melhor avaliado.


Agora resta torcer para que o Botafogo consiga aprontar uma surpresa para o Atlético-MG, resultado que traria a justiça ao campeonato, porque os mineiros só estão à nossa frente na tabela graças ao bandeirinha safado.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:
Fluminense 1 x 0 Sport

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ); Data: 18/08/2012

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Auxiliares: Tatiana Jacques de Freitas (RS) e Rafael da Silva Alves (RS)

Gol: Samuel, aos 37’ do segundo tempo.

Cartões Amarelos: Leandro Euzébio, Samuel (FLU)

Cartões Vermelhos: Tobi (SPT)

Fluminense: Diego Cavalieri; Wallace (Diguinho, intervalo), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Higor, 32'/2ºT), Jean, Wagner e Thiago Neves; Rafael Sobis (Michael, 32'/2ºT) e Samuel. Técnico: Abel Braga.

Sport:  Magrão;  Cicinho  (Marquinhos Gabriel, 30'/2ºT),  Aílson (Bruno Aguiar, 25’ / 1ºT),  Diego Ivo e  William Rocha; Tobi,  Rithelly, Naldinho (Renan,15'/2ºT) e Hugo; Magno Alves e Felipe Azevedo. Técnico: Gustavo Bueno.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Santos 1 x 1 Fluminense. Poderia ter sido melhor!


Carlinhos foi o nome do jogo.   (foto: Terra.com.br / Photocamera)


O resultado em si não foi ruim, porque num campeonato de pontos corridos o ponto conseguido contra o Santos na Vila poderá fazer a diferença no futuro, principalmente se o Fluminense confirmar a vitória no Rio de Janeiro, como fez no ano passado.

O ruim é que o time já cedeu dois empates em jogos que dominou a maior parte em consequência de falhas bisonhas, como a expulsão de Wallace contra o Figueirense e a pixotada de Edinho na noite de ontem, mais uma e dessa vez tão patética que chegou a ser reconhecida pelo próprio.

É difícil entender como o Abel insiste em mantê-lo no time titular. Acredito que toda a Torcida Tricolor espera que o retorno de Valencia o coloque definitivamente no banco de resevas.

O melhor mesmo seria que a Comissão Técnica estabelecesse um programa de reciclagem para Edinho com o objetivo de ver se ele consegue chegar perto da forma que tinha no tempo em que jogava no Internacional.

Enquanto os medalhões que vivem lesionados não voltam, a garotada têm dado conta do recado e alguns demonstram a cada dia que passa que serão melhores suplentes que muitos dos jogadores contratados a peso de ouro e que pouco produzem.

Difícil é enfiar a ideia na cabeça do Peter que, do mesmo modo que seu antecessor, só fala na necessidade de vender, o que certamente contribui para a desvalorização das promessas que surgem.

Posturas como esta levam invariavelmente ao mesmo resultado: perda de craques liberados por preços vis para brilharem nos quatro cantos do mundo sem que o clube receba o benefício que seria lícito esperar.

Quanto ao jogo, à exceção do susto inicial com o gol de Reinteria, passei quase todo o tempo maior tranquilidade.

O Fluminense jogou melhor, teve mais posse de bola e poderia ter saído vitorioso não fosse o gol legítimo anulado por um impedimento inexistente. Aliás era um lance tão fácil de ser observado pela bandeirinha, que seu erro só pode ser explicado pela falta de qualidade, de visão ou por ser um cidadão caseiro.

Alguns dirão que a falta em Carlinhos foi fora da área. Pode até ser, embora em minha opinião o defensor santista começou o empurrão fora da área e só parou dentro dela, o que caracteriza o local da falta. Essa é uma das recentes modificações da regra que muitos comentaristas teimam ou fingem não saber.

Mas ainda que não tenha sido penalti, houve um outro lance muito mais claro e também ignorado pela arbitragem, que foi o agarrão de Edu Dracena em Gum, visível até do Pacaembu.

Os idiotas da objetividade, como diria o grande Nelson, deram destaque aos desfalques do Santos.

É verdade, sem Neymar o Santos é um time comum e ainda não contava com Arouca e Ganso.

E o Fluminense, quantos desfalques teve? Deco, Fred, Wellington Nem, Thiago Neves, além de Valencia, que se estivesse em campo evitaria a presença do Edinho.

Jean e Wagner, aos poucos vão produzindo mais, o mesmo acontecendo com Lanzini, apesar da pressão que pesa sobre ele à medida que se aproxima a hora de voltar para o River.

Carlinhos foi o nome do jogo. Há muito não o via com tanta disposição e objetividade. Se tivesse mostrado esse mesmo espírito na Bombonera, o Boca não teria vencido aquele jogo fatídico.

Até que enfim Abel se rendeu à categoria de Lucas Patinho e prometeu dar mais chances a nova revelação do meio de campo.

Marcos Junior incansável. Para ele não tem bola perdida. Com sua saída,o Fluminense esmoreceu e acabou levando um pequeno sufoco nos minutos finais.

Samuel e Matheus Carvalho continuam devendo. O primeiro nada fez de útil e ainda por cima não leva sorte, porque quando consegue marcar a arbitragem anula o gol. Talvez esteja passando da hora do Michael, que entrou no final, ter mais oportunidades nas ausências do Fred.

Matheus nada mostrou nas inúmeras oportunidades que recebeu. Como tem parte de seus direitos ligados à Traffic, fico com a pulga atrás da orelha sobre a real causa de tanta insistência.

Bem, esse jogo já passou e não adianta mais lamentar.

Agora o que interessa é o próximo contra o Inter e tomara que pelo menos o Deco e o Valencia reforcem a equipe para mais uma vitória sobre os colorados.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

  
DETALHES:

Santos 1 x 1 Fluminense

Local: Vila Belmiro, Santos (SP);  Data: 6/6/2012

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Assistentes: Adson Marcio Leal (BA) e Luiz Carlos Teixeira (BA)

Gols: Rentería, aos 4' e Carlinhos, aos 26' do primeiro tempo.

Cartões Amarelos: Edu Dracena, Adriano, Alan Kardec (Santos); Edinho (Fluminense)

Santos: Aranha, Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan (Felipe Anderson, 18'/2ºT); Adriano, Henrique, Elano (Geovânio, 32'/2ºT), Alan Kardec (Victor Andrade, 43'/2ºT) e Léo; Rentería. Técnico: Muricy Ramalho

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Lanzini (Lucas Patinho, 32'/2ºT); Marcos Júnior (Matheus Carvalho, 24'/2ºT) e Samuel (Michael,37'/2ºT). Técnico: Abel Braga