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domingo, 20 de janeiro de 2013

Nova Iguaçu 0 x 2 Fluminense. Até quando Abel insistirá com três volantes?

Além dos gols, Wagner mudou a dinâmica do jogo. (foto: Terrra.com.br / Bruno Turano / Photocamera)


Quarenta e oito minutos do primeiro tempo mais vinte do segundo e apenas um chute no gol adversário.

Foi o resultado de mais uma jornada do abominável esquema com três volantes do Abel.

Volantes é o modo de dizer, na realidade trata-se de autênticos “cabeças de área”, ou se preferirem “cabeças de bagre”, pelo menos dois deles sobejamente conhecidos da Torcida Tricolor.

Com essa formação, o Fluminense poderia jogar durante semanas seguidas sem jamais conquistar um golzinho sequer.

A presença do meio de campo sem criatividade foi sentida pelos demais, em especial por Sobis e Samuel, que ficaram todo esse tempo sem receber uma bola em condições razoáveis para o arremate.

Pior para Sobis, que teve que recuar na tentativa de mudar alguma coisa e acabou sucumbindo em campo, do mesmo modo que acontece com Thiago Neves quando recebe a incumbência de criar as jogadas de ataque não tendo ninguém ao lado para dialogar.

Ainda bem que Abel curvou-se às evidências e colocou Wagner em campo, que mesmo depois de mais de dois meses parado mostrou que o meio de campo é para quem tem habilidade.

A entrada de Michael em substituição a um exaurido Sobis também foi benéfica e a partir das mudanças o time acordou, arrematou cinco vezes e marcou dois gols.

Vitória insossa, três pontos na bagagem e a eterna pergunta: Quando será que Abel irá aprender a não escalar três volantes?

Estreias discretas de Wellington Silva e Rhayner, justificável pela tensão inicial, o esquema cuidadoso do adversário e o péssimo estado do gramado.

Boas atuações de Fernando, embora tenha jogado ora como meia, ora como lateral e Ronan, que já se apresentara com desenvoltura na Copa São Paulo.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Nova Iguaçu 0 x 2 Fluminense

Local: São Januário, Rio de Janeiro; Data: 20/1/2013

Árbitro: Pathrice Maia (RJ)

Auxiliares: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Marcos Sivolella do Nascimento

Gols: Wagner, aos 33' e 45’ do segundo tempo.

Nova Iguaçu: Jeferson, Marcelinho, Leonardo, Rodrigo Almeida e Uallace; Filipe Alves, Rodrigo Souza, Léo Salino, Dieguinho; Glaúber (Talles Cunha, 22' /2ºT) e Lukian (Flávio, 11' /2ºT) - Técnico: Leonardo Condé.

Fluminense: Ricardo Berna, Wellington Silva, Elivélton, Anderson e Fernando (Ronan, 32'/2ºT); Valencia, Diguinho e Fábio Braga (Michael, 19'/2ºT); Rhayner, Rafael Sobis (Wagner, 19'/2ºT)e Samuel - Técnico: Abel Braga.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Tsunami pode pintar nas Laranjeiras!

A ameaça da volta do engodo de 2005


Difícil entender as mentes dos dirigentes e da comissão técnica tricolores.

Há poucos dias, o próprio Abel Braga declarou que um bom time sem união não ganha nada, ao passo que um time regular unido pode ganhar.

Nesse particular, o Tricolor está bem servido. Dispõe de um ótimo time, um elenco primoroso e um ambiente inigualável para os padrões brasileiros.

Jogadores que seriam titulares absolutos em muitas das equipes da série A aceitam a reserva com naturalidade por comungarem da filosofia da Comissão Técnica, ou seja: joga quem estiver melhor.

Verdade seja dita que alguns poucos privilegiados de Abel jogam sempre, mesmo sem serem os melhores e ainda assim nada consegue empanar o equilíbrio e a tranquilidade reinante.

Não fossem as frequentes contusões de Deco e também as deficiências físicas de Wagner, contratado para ser seu substituto natural, o elenco atual com as chegadas dos laterais Wellington Silva e Fabian Monzón estaria preparado para as competições do ano.

Mas, o meio de campo continua como o calcanhar de Aquiles. Deco joga pouco, Wagner também, o retorno do Conca no momento mostrou-se inviável e como consequência inviabilizou a contratação de qualquer outro meia de nível, face às cifras pedidas pelos detentores de seus direitos.

Sob esse aspecto vivas aos dirigentes, porque seria inconcebível gastar "fortunas” para trazer para a posição jogadores inferiores ao ídolo argentino.

Melhor mesmo é aguardar mais seis meses e tentar trazê-lo no meio do ano a um custo razoável.

O passar do tempo e as boas contratações dos principais concorrentes acabaram por trazer intranquilidade a Abel, que sabe muito bem que poderá perder o Deco em momentos cruciais de decisões importantes, como sempre ocorreu desde a sua chegada.

Lucas Patinho, que poderia ser uma tentativa de solução, foi emprestado e talvez nem volte ao clube.

E aí surgem os famosos oferecimentos e cavações que tiram os torcedores do sério, porque  é nessa hora que os raciocínios parecem ficar embotados e a coerência desaparece a ponto de influenciar o Abel a fazer coro para a contratação de Felipe.

Logo quem, o rei do chinelinho, o maior criador de casos dentre os jogadores em disponibilidade, o mesmo que recentemente insurgiu-se de modo veemente contra a reserva no Vasco da Gama.

Abel sonha com o Felipe de 2004, aquele craque impar que praticamente sozinho levou o Flamengo ao título do campeonato estadual.

Aquele Felipe não mais existe. Aliás, depois daquela fase maravilhosa o que fez ele de bom?

Já no ano seguinte foi um verdadeiro “come-dorme” com a camisa tricolor. Não bastasse a suspensão de seis meses por uma agressão covarde ao zagueiro do Campinense num jogo da Copa do Brasil, ainda teve o desplante de ao final da pena apresentar-se contundido.

Depois disso, quase nada fez em campo e o Fluminense teve que se virar no Campeonato Brasileiro sem a sua “estrela”.

Acabou deixando o clube de maneira pouco ética com alegação de que não jogava por culpa dos preparadores físicos.

Se Felipe já era assim sete anos mais novo, o que esperar dele agora?

Titularidade absoluta? Nem pensar. Faltam condições físicas para tal, então o que sobrará serão participações esporádicas em substituição a Deco e provavelmente a Wagner.

Conformar-se-á com essa situação? Tenho muitas dúvidas e também 70% dos demais torcedores, conforme demonstrou a recente pesquisa realizada.

A mídia noticiou também que o elenco não está coeso quanto à contratação. Será que vale a pena arriscar?

Tomara que o bom senso prevaleça e a união do grupo seja mantida, única solução para a sonhada conquista da Libertadores.

Que Peter, Celso, Sandrão e Rodrigo abram os olhos e não arrisquem estragar o que está quase perfeito.

Para evitar o retorno de Felipe até a contratação de Riquelme passa a ser uma boa.


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Nova safra de craques a caminho!


Vitórias por 2 x 0 e 3 x 1 garantiram o título de juniores.  (foto:  Globoesporte.com / Fred Huber)

Mais importante para o Fluminense do que as duas vitórias sobre o Nova Iguaçu, campeão da Taça Rio e a consequente conquista do campeonato carioca de juniores é a possibilidade real de revelar novas promessas, que poderão em breve estar brilhando com a camisa tricolor.

Ao contrário das  administrações desastrosas do passado, que não permitiram que potenciais craques revelados em Xerém viessem a ser uteis à equipe principal, o atual mandatário tricolor, Peter Siemsen, em recente entrevista ao site Netflu.com.br, prometeu lutar para a manutenção das revelações no próprio clube, admitindo abrir negociações somente em casos de propostas extraordinárias.

Torçamos para que a promessa seja para valer porque até agora os rumores sobre a perda prematura das principais revelações tem sido uma constante nas hostes tricolores.

   Perdas prematuras: Alan, hoje o substituto ideal para o Fred, 
brilhou  na Sul Americana de 2009 e no Brasileiro de 2010, Maicon
ficou menos  e saiu logo depois da reação guerreira e Wellington 
Silva não teve tempo de mostrar seu talento com a camisa tricolor. 

Lucas Patinho, que despontou como uma alternativa à provável saída de Lanzini,  já está comprometido e pelo que anuncia a mídia, sua cessão definitiva dependerá apenas das vontades do próprio jogador e do clube que irá defender.

Se a notícia for verdadeira é mais uma bola fora tricolor.



Da geração atual, Wellington Nem brilha na equipe principal e já começa a conquistar um lugar na Seleção Brasileira, o que de certo  modo causa apreensão à Torcida Tricolor, ciente de que dirigentes afoitos já começam a fazer planos para negociá-lo sem ter a necessária paciência para esperar o melhor momento e assim auferir lucros que estabilizem de vez as finanças do clube.

Já chegaram a argumentar que Wellington Nem e Marcos Junior tem estilos parecidos e que, portanto, o clube não sentiria muito a perda de um deles.

Para esses visionários, nunca é demais lembrar que “o apressado come cru”.

Do time campeão, aposto em Higor, exímio cobrador de faltas e dono de passe diferenciado, Michael e Caio, atacantes com presença de área e arremates certeiros e quem sabe algum dia Fernando não virá a ser a solução para a lateral esquerda?

Poderia citar ainda o Eduardo, pela classe demonstrada nas partidas que vi, mas quase sempre contundido não me agrada muito. De fregueses contumazes do Departamento Médico bastam Fred, Sobis, Rafael Moura , Diguinho, etc.

As outras promessas precisam de mais amadurecimento para serem melhor avaliadas. 

Apesar de um tanto cético, prefiro deixar-me levar pela fantasia e sonhar que realmente  Peter irá cumprir a sua promessa, único modo de fazer com que o Fluminense volte a ter a grandeza  de outrora.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Atenção Peter: “Os apressados comem cru”!



A mídia divulgou:
Por Thiago Silva, City estaria disposto

a pagar R$ 128,6 milhões mais Tevez
Roberto Mancini, técnico do Manchester City, confirmou a proposta ao Milan para a transferência de Thiago Silva. Segundo Mancini, a proposta do campeão inglês gira em torno de £ 40 milhões (R$ 128,6 milhões) mais os direitos de Tevez, atacante que interessa ao clube italiano.

Embora saibamos que dificilmente um clube brasileiro conseguirá obter quantias tão vultosas quando da negociação de seus craques, nada justifica as transferências prematuras concretizadas pelo Fluminense.

Sob esse aspecto, as administrações passadas foram pródigas em permitir a saída de várias revelações que hoje brilham nos campos europeus, em negociações nas quais sempre os beneficiados foram outros que não o clube.

A Torcida Tricolor acredita que a chegada de Peter Siemsen reverta esse estado da arte e que nosso mandatário tenha a sapiência necessária para que as revelações do momento só venham a ser negociadas depois de se firmarem no cenário futebolístico, porque só agindo desse modo é que essas transferências poderão realmente proporcionar superávit ao Fluminense.

A diretoria tricolor não pode continuar refém de empresários espertos que levam sempre a maior fatia e deixam apenas migalhas para os cofres do clube.

E para a consecução desse objetivo, mais cedo ou mais tarde, Peter Siemsen perceberá que não poderá deixar de trabalhar com afinco no sentido do rompimento do contrato com a Traffic, empresa que mesmo sem proporcionar nenhum benefício palpável ao Fluminense, já possui grandes parcelas dos direitos federativos de muitos garotos revelados em Xerém.


No quadro acima, alguns exemplos da debandada desordenada. Alan, Wellington Silva e Maicon, as últimas revelações "descartadas"; Marcelo, que ainda deu algum lucro porque resistiu a pressão para ir para a Rússia; os gêmeos Rafael e Fábio, que jamais atuaram no time principal e Diego Souza, negociado a preço vil.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fluminense 5 x 1 Friburguense. Vitória em ritmo de treino.

Wellington Silva, vendido antes mesmo de brilhar no Fluminense. Uma pena.

A primeira rodada da Taça Rio seguiu o mesmo enredo da Taça Guanabara nos jogos com os pequenos.

O Fluminense não tomou conhecimento do adversário, imprimiu seu ritmo durante toda a partida e se tivesse forçado mais poderia ter obtido um escore mais dilatado.

Ainda assim, a defesa continua com buracos. Na primeira fase propiciou duas boas oportunidades aos atacantes do Friburguense, uma chutada para fora por Vivinho e outra cabeçada muito bem defendida por Rafael. Na etapa final, cometeu dois penaltis, o primeiro feito pelo Gum quando o placar ainda estava 2 x 0 não foi marcado pelo juiz, que estava longe do lance por não conseguir acompanhar o contra-ataque do Friburguense.

Pelo andar da carruagem, se não acontecer nenhuma zebra homérica, o Fluzão deverá obter a classificação de modo tranquilo. Preocupa-me, entretanto, o quinteto formado por Gum, Cássio, Diogo, Diguinho e Everton. Quem observar os jogos com atenção verá claramente que existem buracos pelo meio da defesa. Contra times fracos, a falha não chega a tirar o sono, mas nos clássicos os atacantes mais qualificados poderão se aproveitar da deficiência. Que o digam Adriano e Vágner Love.

Em minha opinião, Cuca deveria remontar a defesa com três zagueiros, aproveitando esses jogos mornos para dar ritmo de jogo a Digão e até mesmo ao Dalton. O volante a ser sacado fica a seu critério.

Excelente a estreia do Wellington Silva. Mostrou personalidade, fez um belo gol e deu um passe primoroso para Everton assinalar o seu, além de boas jogadas pelo setor esquerdo. Pena que seja mais uma vítima da ganância desmedida da diretoria amadora, que já havia tratado de vendê-lo antes mesmo de seu acesso ao time profissional.

Bom também o retorno do Maicon, que mostrou a desenvoltura de sempre. Aos poucos deverá recuperar sua melhor forma e provavelmente retomar a titularidade, se não voltar a sentir novas distensões ou se não for vendido também por pressão da Traffic.

Fred também está voltando ao seu ritmo normal. Sua apresentação foi bem superior àquela mostrada em Aracaju. Gostei da maneira como repetiu a cobrança do penalti, sem fazer uso da paradinha.

Destaque também para as boas atuações de Conca, como sempre, Mariano e André Lima, nos poucos minutos que ficou em campo. Os demais também não comprometeram, embora não deve ser esquecida a fragilidade do adversário.

Cuca aos poucos vai fazendo com que o time readquira a consistência perdida. Espero que acabe concluindo que a melhor formação é aquela que contempla Gum, Digão e Dalton como zagueiros.

E DÁ-LHE FLUZÃO!
(crédito da foto: globo.com)