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quinta-feira, 24 de março de 2011

Fluminense 3 x 2 América-MEX. E a saga dos guerreiros ressurgiu!

crédito: terra.com. br / Photocamera

Não era o Maracanã, não eram os mais de sessenta mil torcedores, mas os poucos mais de treze mil que compareceram ao Engenhão tiveram seu momento de êxtase e uma ideia aproximada do Fluminense mágico da Libertadores de 2008.

Finalmente foram recompensados de tantas decepções após a fantástica conquista do tricampeonato.

A equipe tricolor com inigualável espírito de grupo mostrou que está cada vez mais unida e ciente das dificuldades que terá que superar, ao contrário do deixaram transparecer as várias notícias veiculadas na mídia após a intempestiva saída de Muricy.

Saída que acabou sendo benéfica para a equipe, porque sinceramente tenho dúvidas se o antigo treinador teria a coragem de substituir Mariano por Deco e principalmente um lateral (Júlio César) por um atacante (Araújo).

Provavelmente, como já fez em outras oportunidades, deixaria o time entrincheirado para “não tomar gols”, e a Torcida Tricolor poderia estar agora lamentando uma precoce desclassificação.

É incontestável a capacidade de Muricy Ramalho. O Fluminense deve a ela grande parcela pela conquista do título do ano passado, mas também é inconcebível a bajulação de quase toda a mídia desportiva, mesmo quando seus erros são claros e notórios.

O exemplo mais categórico, para citar apenas um, foi o jogo contra o Nacional em que uma vitória seria essencial para a definição da classificação sem atropelos.

Pois bem, numa ocasião em que tínhamos que vencer a todo custo o time, mesmo jogando em casa, foi escalado com três zagueiros, três volantes e apenas um atacante, o pobre do Rafael Moura, que meio contundido e sem a espada de Gray Skull pouco pode fazer. O resultado não poderia ser outro: 0 x 0.

Na postagem do dia 24/02,  logo após o empate, já manifestava meu descontentamento com o desempenho tricolor e pior com o fato do Muricy ter-se mostrado satisfeito com a atuação do time.

Pois bem, chegou o Enderson e de cara desfez a estratégia de jogar com três volantes e ousou mais ainda nas substituições dos laterais, trocando-os por jogadores que com vocação para o ataque.

E o resultado foi um Fluminense ofensivo, ainda com muitos defeitos, mas jogando pra frente o tempo todo e se não fosse o natural nervosismo de alguns, a vitória poderia ter sido bem mais fácil.

A grande maioria dos cronistas não teve a coragem de mostrar a diferença entre os dois Fluminenses, o de ontem e o do jogo contra o Nacional. Um dos poucos que colocaram o dedo na ferida foi o José Ilan na postagem de hoje de seu blog, onde enaltece o ressurgimento do Fluminense ofensivo.

O Fluminense está classificado? Não. Vai se classificar? Não sabemos, mas temos a certeza de que irá partir pra cima dos adversários para tentar o único resultado que interessa, a vitória, que mesmo que não venha, deixará o torcedor satisfeito, confiante que com esse elenco e jogando pra frente, o Fluminense terá todas as condições de lutar pelo tetracampeonato.


crédito:globoesporte.com / Celso Pupo - Agência Estado
O grande destaque da noite foi o retorno do Deco. Depois de uma eternidade fora da equipe, participou de várias jogadas, sendo fundamental no passe certeiro para o Araújo e na conclusão da jogada do terceiro gol, o seu primeiro em Libertadores.


Dos Emirados, Abel  vibrou com a vitória tricolor.

É isso aí, tricolores. Jogando pra frente vai dar.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

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crédito: globoesporte.com / Thiago Fernandes
Patética foi a atitude da PM, quando um transtornado soldado subiu as escadarias das arquibancadas para arrancar uma faixa que fazia alusão à covardia do Muricy por deixar o clube numa situação crítica.

Depois de levar vários dribles dos torcedores, finalmente o jovem soldado conseguiu surrupiar a faixa, não sem antes ser saudado com um corinho tradicional que deve ter deixado sua mamãezinha ruborizada.

Se esse soldado guardasse sua energia para usá-la contra os marginais que infestam a nossa cidade, certamente teríamos uma população mais segura e feliz.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Muricy já foi. Que Siemsen tenha paciência e sabedoria para esperar o Abel!

Amigos Tricolores,

Passados alguns dias da intempestiva saída de Muricy Ramalho, as verdadeiras causas permanecem obscuras. Creio mesmo que a verdade nua e crua nunca virá à tona de maneira clara.

Muricy declarou que deixava o clube pela falta de estrutura, alegando não ter condições para treinar e que não via perspectivas de que a situação iria se alterar.

Em sua metralhadora giratória contra tudo e contra todos, fugiu da verdade, ou talvez tenha mesmo se enganado quando afirmou que perdia jogadores a toda hora devido às condições precárias do campo das Laranjeiras.

Esqueceu-se de que Fred, Emerson e Deco se contundiram durante jogos no Engenhão, Diguinho machucou-se na partida contra o Vasco da Gama, ainda no Maracanã e Digão já vinha com lesões crônicas desde o ano passado.

Dos contundidos com gravidade, apenas Rodriguinho lesionou-se nas Laranjeiras e assim mesmo lesão muscular.

Muricy sabia de antemão que um Centro de Treinamento não poderia ser conseguido da noite para o dia, daí fica difícil de engolir a alegação apenas dois meses após a posse do novo presidente.

Na realidade, após a conquista do título, Muricy cometeu alguns erros graves. A começar pelas indicações das contratações, todas de jogadores inferiores aos que estavam no clube.

E o pior é que bancou a titularidade de todos os novos “reforços”, mesmo quando o time desandou. Chegou ao cúmulo de declarar em entrevista ao Lancenet, publicada em 07/02, que Ricardo Berna não havia sido excelente porque só havia jogado nove jogos como titular e que o Diego havia chegado fora de forma porque na Europa eles não treinam goleiro, mas que os treinos daqui o iriam colocar em forma novamente.

Deduzi desse raciocínio que excelente é o Cavalieri, mesmo tendo amargado quase três anos de reserva, atuando nesse período menos que as nove vezes do Berna.

A consequência é que deixamos de vencer na estreia da Libertadores pela falha grotesca do Diego.

O apoio incondicional ao Edinho, ainda que com sua entrada a outrora melhor defesa do Campeonato Brasileiro tenha se desintegrado, levou a torcida ao desespero. Enfim veio a barração do time titular, mas a permanência no banco de reservas ainda custou a derrota no México.

Em minha opinião, Muricy fugiu da raia e passou a forçar uma batida de frente com os dirigentes para se livrar do problema que ele mesmo havia criado.

Em seu blog, o jornalista Renato Maurício Prado publicou sob o título Garganta Profunda no Flu, a íntegra de um e-mail supostamente endereçado por um ex-dirigente do clube, que contesta a versão divulgada pela assessoria do treinador.

Afirma o ex-dirigente que após o jogo com o América, Celso Barros cobrou do treinador uma posição sobre os reforços que foram contratados estarem fora do time titular e que Muricy não aceitara as ponderações, o que gerou uma insatisfação mútua e foi o estopim para o início do distrato entre as partes.

Celso Barros tratou de desmentir a versão, de modo que ficou o dito pelo não dito.

De qualquer forma dois fatos parecem corroborar com a versão de que Muricy tenha mesmo sido demitido: a liberação do pagamento da polpuda multa rescisória e a carranca do treinador durante o Fla-Flu.

Qualquer que seja a verdade, provavelmente nós torcedores que amamos e sofremos com o Fluminense jamais saberemos.

Quanto à saída do Alcides, como torcedor fico aliviado, porque não consigo aceitar a facilidade com que nossos craques revelados em Xerém foram repassados à Traffic sem nenhum ou quase nenhum benefício para o Fluminense.

Embora seja uma pena ter perdido o melhor técnico do Brasil por questões que poderiam ter sido contornadas, a vida segue e precisamos nos unir para ajudar o Fluzão a se classificar na Libertadores.

A presença em massa da torcida no jogo contra o América-Mex será fundamental para a arrancada para a classificação, porque time melhor nós temos. É só ninguém querer inventar.

Sobre o novo comandante, a maioria dos nomes ventilados pela imprensa não me agradam. Adilson Batista, Caio Junior, Levir Culpi, Paulo Autuori, nenhum deles será capaz de conquistar a Libertadores e o Brasileirão.

Dorival Junior seria a pedida, mas sua saída do Atlético Mineiro no momento é inviável.

Falam também na mala do Felipão, que há muito não apresenta um trabalho de vulto, além do irritável mau humor e também se tratar de uma negociação igualmente difícil.

O que o Fluminense precisa é de alguém que vista a camisa, alguém que tenha vínculos afetivos com o clube e nesse quesito Abel Braga é imbatível.

Não interessa que só poderá assumir em maio. Até lá um interino poderá levar o barco. Josué Teixeira ou mesmo Leomir poderiam ser essa pessoa.

Espero que Peter Siemsen decida com sabedoria porque será bem melhor esperar um pouco pelo Abel do que ter que demitir qualquer um desses outros no meio do Brasileirão.

Que Deus ilumine sua decisão.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Belletti dá adeus.



Belletti encerrou seu ciclo no Fluminense.

Contrastando com a grossura e falta de educação de Muricy Ramalho, Belletti saiu pela porta da frente.

Em sua mensagem de despedida, o atleta enalteceu o clube e agradeceu o respeito e a dedicação recebidos.

A seguir a íntegra de sua nota:
"Quero deixar aqui meu agradecimento aos jogadores e funcionários do Fluminense FC pelo respeito e dedicação nessa etapa em que estive no tricolor carioca.

Gostaria de ter ajudado mais o time, mas algumas coisas que fogem ao meu controle me atrapalharam, e muito.

Aprendi a admirar ainda mais esse clube que tantos títulos conquistou ao longo de sua historia.

Obrigado também a Unimed RIO, através de seu presidente Celso Barros, por ter me proporcionado essa volta ao Brasil.

Boa sorte, Fluzão!!!
E boa sorte Belletti!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Flamengo 0 x 0 Fluminense. O bonde não é tão sem freio como apregoam!


 Guerreiros Tricolores, agora é com vocês.

Amigos Tricolores,

Tivemos um Fla-Flu sem muitas emoções, onde o empate acabou sendo justo, visto que cada clube dominou uma parte do jogo.

Depois da entrada de Souza, o Fluminense tomou conta do jogo e com um pouquinho de sorte a bola que beijou a trave do Felipe teria entrado e dado a vitória ao Fluzão.

Não tenho dúvidas de que o Fluminense com todos os titulares em forma tem amplas condições de vencer o Flamengo. O problema é um dia conseguir ver o Fred jogando os noventa minutos de um Fla-Flu. É provável que o mundo acabe e isso nunca aconteça.

O jogo em si já não valia muito. Para nós tricolores então, pouco importava se tivéssemos vencido por 5 x 0 ou mesmo levado goleada igual da urubuzada.

Nossa preocupação durante toda a semana foi com a turbulência política no clube, que culminou com a perda do melhor treinador do Brasil.

Um episódio em que todos erraram.

Errou o Muricy ao largar o barco em plena disputa de uma classificação na Libertadores. Jogou para o alto toda aquela falação sobre honrar os compromissos assumidos e como um garoto mimado fez beicinho e saltou de banda.

Em nota divulgada por sua assessoria, enfatizou que já havia tomado esta decisão há alguns dias, mas devido ao clássico de hoje achou correto esperar o jogo. Aí eu pergunto: E os jogos contra América, Nacional e Argentinos Juniors?

Afirma ainda que quando chegou ao clube foram prometidas duas condições: uma equipe para ser campeã e a melhoria na estrutura física do clube, o que, no entanto, não aconteceu.

O que será que pensa o Muricy? Será que acredita em Papai Noel ou na Jeannie, o gênio? Como poderia o novo presidente, que assumiu em janeiro, tirar da cartola um centro de treinamento em dois meses e meio?

Cortina de fumaça para encobrir a verdadeira causa de sua demissão. Dessa vez Muricy pisou na bola e pisou feio, dando um péssimo exemplo, deixando na mão um grupo de atletas de elevado nível e toda uma torcida apaixonada pelo seu clube de coração, além de também ficar mal perante seus familiares para quem sempre apregoou a necessidade de respeitar os compromissos assumidos.

No episódio, também errou Peter Siemsen e errou feio ao permitir a saída do treinador sem nenhum esforço para mantê-lo. Em sua coletiva, visivelmente nervoso, titubeando e escolhendo as palavras, declarou que não gostava de trabalhar com pessoas insatisfeitas.

Em suma, liberou o Muricy do pagamento da multa rescisória de R$ 20 milhões, como se o clube fosse uma empresa sua e em situação tal que pudesse dispensar tal quantia. Quantia essa que poderia ser utilizada para pagar a multa rescisória do Abel Braga, por exemplo.

Poderia e deveria ter forçado o treinador a ficar ao menos até o fim da Libertadores. Não fez nada disso e mostrou uma desagradável faceta de incompetência como administrador.

Já havia errado na demissão do Alcides Antunes. Não que eu ache que ele devesse continuar. Suas atitudes com relação às cessões de direitos das jovens revelações à Traffic são pra lá de contestáveis. O caso do Maicon, abordado nesse blog por diversas vezes, merece uma auditoria profunda.

O momento da demissão é que foi a grande falha. Se Alcides não era homem de sua confiança, deveria ter sido afastado no dia da posse e não deixá-lo no cargo para trazer problemas futuros.

Agora Peter tem a missão de arranjar um substituto à altura. A Torcida Tricolor espera que ele não venha com algum técnico “meia-boca”, como os que estão por aí desempregados e retornando após fracassos no exterior.

Creio que seja a hora de rezar para João de Deus, pois dois meses e meio é muito pouco tempo para tanta lambança.

E apesar dos pesares, DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: Terra.com.br / Photocamera)

quinta-feira, 3 de março de 2011

América-MEX 1 x 0 Fluminense. Por um fio!



Autor de quatro gols na vitória do Palmeiras, Adriano "Michael Jackson" foi cedido para permitir a vinda do Edinho. Negócio da China para os palmeirenses.

Muito pouco o que comentar sobre o jogo de ontem. Um jogo em que mais uma vez a equipe tricolor foi um arremedo do campeão brasileiro do ano passado.

Uma sucessão de erros após a conquista foi determinante para a pífia campanha nesse início de 2011.

A começar pela contratação de reforços jurássicos, jogadores encostados ou em fim de carreira, que nada acrescentaram até agora, além de nas vezes em que entraram em campo terem enfraquecido sensivelmente a equipe.

E ontem não foi diferente, as entradas dos “reforços” em nada adiantaram. Edinho conseguiu mais uma vez desequilibrar o sistema defensivo que vinha bem. Após a saída de Valencia, a defesa se perdeu e se não fossem as três defesas milagrosas de Berna, o resultado poderia ter sido mais catastrófico ainda. Araújo não conseguiu concluir uma jogada sequer. Sem ritmo de jogo, muito lento, mais se assemelha a um ex-jogador em atividade.

Se com Conca a criação não estava bem, com Souza aí mesmo é que ela desapareceu.

Muricy ainda tem esperanças na classificação. – “Eu acredito sempre. Enquanto tiver esperança, temos que acreditar. Esse time já fez coisas que não davam para acreditar. Contra o rebaixamento em 2009, no ano passado com o time desmantelado foi campeão. Esse time pode fazer qualquer coisa”, declarou após o jogo.

Esqueceu o nosso competente treinador que o time da fabulosa arrancada de 2009 era completamente diferente. Só para relembrar: a zaga era formada por Gum, Digão e Dalton, os volantes eram Diogo e Diguinho. Dieguinho e João Paulo revezavam-se na lateral esquerda e  mesmo não sendo craques de primeira grandeza “comiam a grama” em cada partida. O ataque era formado por Maicon, o motor dos contra ataques e que só era parado com falta e Fred, ainda com a panturrilha inteira. E o ataque ainda se dava ao luxo de ter o Alan como reserva, além de Tartá e Marquinho, que sempre entravam bem.

Como tricolor de quatro costados, confesso que no fundo também sonho com as três vitórias, mas precisaremos desesperadamente de um milagre. Um não, três pelo menos.

O primeiro deles seria que Fred e Emerson conseguissem manter-se de pé durante esses 270 minutos fundamentais, esperar o mesmo do Deco já seria pedir demais. E que nesse período crucial, as duas estrelas agissem com um pouco mais de profissionalismo, eximindo-se de atividades que possam prejudicar a total recuperação. Jogar peladas, como irresponsavelmente fez o Emerson, surfar ou dançar durante as folgas Fred deveria guardar para outras oportunidades.

O segundo milagre, que Conca recuperasse pelo menos metade de suas condições físicas e técnicas que fizeram dele o melhor jogador do campeonato brasileiro.

E o terceiro é que nesses jogos, Muricy não abrisse mão de ter dois atacantes de ofício, mesmo que algum deles não ostente a forma ideal e que não volte a insistir com o Edinho nessa fase da Libertadores.

Se os milagres acontecerem, tenho fé que o Fluminense consigará as três vitórias necessárias, pois, cá entre nós, os adversários não têm nada demais.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Notícias dão conta da provável saída do Alcides Antunes. Conquanto ele tenha prestado bons serviços no passado, seu desempenho deixou a desejar após sua aliança com a tropa do Horcades, principalmente nos episódios de cessão das revelações de Xerém para a Traffic. Até agora ainda não engoli a estranha venda do Maicon, principalmente sua defesa patética tentando justificar a redução de 50% no valor da multa rescisória. Os argumentos utilizados na ocasião soaram como insulto à inteligência de qualquer cidadão com QI medianamente razoável. Se for verdadeiro, o fato poderá ser considerado como o quarto milagre.

(crédito da foto: terra.com.br)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fluminense 0 x 0 Nacional. Urge a volta dos “canelinhas de vidro”.

Muricy terá que quebrar a cabeça para fazer o ataque voltar a funcionar

Escolado com o vexame contra o Boavista, decidi não comparecer ao Engenhão. A escalação com apenas Rafael Moura formando o ataque prenunciava que o gol não iria sair mesmo, assim preferi a TV para sofrer compensado ao menos pelo conforto de minha poltrona.

Menos mal que não tomamos gol. Muricy enfim vislumbrou que a presença de Edinho tornava a defesa vulnerável, porque o volante contratado para ser melhor que Diogo até hoje ainda não tem consciência se é zagueiro ou volante. Alguns já começavam a considerá-lo como o Ygor 2011.

Nos jogos em que atuou, ou se posicionava muito atrás deixando um buraco no meio do campo, ou avançava em demasia tornando a zaga exposta, além das infindáveis faltas desnecessárias, inclusive a determinante na vitória do Boavista.

A montoeira de gols que o time tomou dos poderosos ataques do Olaria, Macaé, Cabofriense, Duque de Caxias e Boavista, além dos cinco sofridos ante Botafogo e Argentinos Juniors, parecem ter convencido o treinador de que a contratação desse reforço foi uma bola fora. E pensar que para sua liberação, o Fluminense teve que ceder ao Palmeiras um atacante promissor, que já mostrou ontem seu faro de artilheiro, um atacante da base e uma quantia em dinheiro ao Internacional, um verdadeiro negócio da china para os adversários.

Decididamente, contratação não é o forte do Fluminense. Se a diretoria acertou ao montar a equipe para 2010, com a ressalva que optou por medalhões próximos ao fim de suas carreiras, voltou a errar ao escolher os “quatro reforços pontuais” para a campanha de 2011.

Como disse o caro amigo “Tricolor” na postagem de 20/02 passado “a questão é que os barrados no time, substituídos pelos “reforços”, são no mínimo do mesmo nível destes. Perdeu-se entrosamento sem que houvesse melhoria do nível técnico da equipe”.

E na noite de ontem seria cômico se não fosse trágico ver os quatro salvadores da pátria sentados lado a lado no banco de reservas.

Uma coisa é certa e nenhum tricolor pode se abstrair dela. Ganhamos o campeonato do ano passado em grande parte devido às atuações irrepreensíveis do Conca. Agora, enquanto se recupera da cirurgia e até que volte a ostentar a sua forma atlética ideal, o resto da equipe tem que comer grama e passar a raciocinar mais um pouco em campo como único meio de suprir suas deficiências. Muricy também precisa se conscientizar desse fato e não contar tanto com os milagres do argentino.

Perdemos a classificação? Ainda não. Argentinos Juniors e Nacional são times inferiores. Jogam com raça sim, mas retrancados na espera dos erros do adversário e fazem cera o tempo todo. O América, pelo que mostrou no jogo com o Nacional, não é lá essas coisas e pode ser derrotado duas vezes pelo Fluminense. Para isso, entretanto, será necessário um esforço maior de Fred, Emerson e até do Deco para afinal conseguirem uma sequência de jogos.

Sem eles, poderemos vir a amargar uma desclassificação precoce, inconcebível após o tricampeonato.

O jogo de ontem serviu também para mostrar que Digão aos poucos vem adquirindo a forma da defesa do time de guerreiros e, se continuar assim, poderá voltar a ser titular da zaga, barrando um dos atuais. Entretanto, se isso acontecer, o Flu correrá sério risco de perdê-lo de graça, porque a maior parte de seus direitos pertence à "parceira" aproveitadora.

Muricy minimizou o empate, afirmando que a classificação no grupo ainda está em aberto. Mostrou-se satisfeito com o fato do time ter ido para cima do adversário o tempo todo com mais de sessenta por cento de posse de bola e muitas finalizações, o que é verdade.

Pena que se abstraiu de que todos os chutes foram para fora e que o goleiro uruguaio saiu de campo com o uniforme limpinho. Precisa treinar mais arremates porque chutões por cima do gol não ganham jogo.

Um fato é certo, o time tem que jogar com dois atacantes de ofício, mesmo que estejam fora de forma. Se Rodriguinho, que nada de útil fez, foi escalado em vários jogos, por que não entrar de cara com Araújo ou Tartá em jogos que temos a obrigação de vencer?

VAMOS LÁ FLUZÃO, QUE AINDA DÁ!
(crédito da foto: terra.com.br/Photocamera)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fluminense 2 x 2 Boavista (2 x 4 nos penaltis). Conca tem crédito, mas e o resto?

Por tudo que tem feito pelo Tricolor, Conca tem crédito com a torcida e certamente dará a volta por cima. 

Amigos tricolores.

Fica difícil falar sobre uma jornada tão infeliz como a de ontem. A eliminação para o Boavista é uma vergonha maior ainda que aquela para o São Caetano na Copa João Havelange.

E o pior de tudo é que após a eliminação os jogadores tricolores a consideraram normal, justificando o vexame com a afirmação de que o Boavista jogou muito bem.

Pelo que entendi, com esse pensamento toda vez que um adversário por mais fraco que seja jogar bem, o Fluminense terá grandes possibilidades de perder o jogo.

No último post do ano passado, logo após a conquista do tricampeonato, escrevi que “pela primeira vez em muitos anos, chegava ao fim do ano despreocupado com os rumos do meu Tricolor”.

Estava enganado, os rumos mudaram. Contratações mal feitas voltaram a ser a tônica. Os “reforços” contratados só serviram para enfraquecer o time e tirar dele aquela “pegada de guerreiro”.

O dinheiro gasto com as contratações de Diego Cavalieri, Souza, Araújo e Edinho daria com sobras para trazer de volta Thiago Neves e Rodolfo, perdidos para rivais, além da contratação de um goleiro em forma, como fez o Flamengo, por exemplo, que trouxe o Felipe sem dificuldade alguma.

Cabem aqui uns parênteses. Não que Diego seja um mau goleiro. Seu problema é que ficou parado durante três anos, amargando a reserva no Liverpool e no Cesena.

Caso semelhante ao do Carini, quase contratado pela diretoria anterior, cujo desempenho no Atlético Mineiro confirmou que não se pode apostar de imediato num goleiro sem sequência de jogos.

Diego tem tudo para recuperar a forma com os treinamentos, desde que conte com um treinador de goleiros capacitado para tal.

Souza, pelo que tem apresentado, poderá ser na melhor das hipóteses um substituto eventual para o Deco e ainda assim terá que disputar a posição com o Tartá.

Sobre Araújo, a sua barracão pelo Rodriguinho fala por si só. Veio com status de estrela para substituir o eterno lesionado Emerson e se não fosse o Rafael Moura, contratado como alternativa à desistência do Washington, a situação estaria pior.

E Edinho? Contratado por recomendação do Muricy, que idealizava aquele volante que vira no Internacional. No Palmeiras já tinha dado sinais de queda de rendimento e no Fluminense até agora não conseguiu uma partida sequer ao nível das do Diogo do ano passado. Perdido no posicionamento, não consegue roubar nenhuma bola sem praticar falta e não tem pique para disputar jogadas em velocidade, perdendo a maioria delas.

Não se pode negar que o Fluminense de hoje é um time burocrático, previsível e abaixo daquele brilhante campeão.

A defesa que já foi a menos vazada do campeonato, hoje falha demais. Não tem pegada nos volantes e sem apoio dos meias fica muito exposta. Quando o Conca readquirir a sua condição física ideal o problema será minimizado, mas o time continuará precisando de alguém para ajudá-lo na função. Será que o Deco volta mesmo?

Sobre o jogo em si muito pouco a falar. Apenas dez chutes a gol mostram a ineficiência da equipe.

E o pífio desempenho na decisão por penaltis continuará sendo a marca registrada do clube enquanto seus atletas continuarem com o discurso de que "penalti é loteria". 

Muricy dessa vez também teve sua parcela de culpa. A primeira delas referente à definição do banco de reservas. Se não pretendia utilizar o Araújo, deveria tê-lo substituído pelo Tartá, que provavelmente teria feito mais que o Souza.

O engano maior foi na relação de cobradores. Definir o Conca como primeiro batedor, mesmo sabendo que ele ainda não se encontra em condições ideais, foi uma maldade com o grande craque tricolor. E escalar Rodriguinho então foi o fim da picada.

Mas nem tudo está perdido. Foi só um turno de campeonato com importância reduzida.

Quarta-feira, outra oportunidade virá. Com muita garra e aquele espírito guerreiro do ano passado dá pra ganhar do Nacional e com sobras. Tenho fé.

Tricolores verdadeiros, todos ao Engenhão.


E DÁ-LHE FLUZÃO TRICAMPEÃO!

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Deu no lancenet.com.br

Traffic vai ocupar sala na sede do Fluminense

DE PRIMA
Publicada em 15/02/2011 às 10:17

A Traffic deve ocupar ainda esta semana uma sala na sede do Fluminense, nas Laranjeiras. No local havia uma locadora de filmes, cujo contrato acabou. A Traffic vai vender ali ingressos e pacotes do Guerreiro Tricolor. A empresa não pagará aluguel, pois a cessão do espaço ao parceiro estava prevista em contrato.

Agora sim é que a raposa está literalmente dentro do galinheiro.

Cuidado Peter! Abra bem os olhos para esses aproveitadores espertos!

(crédito da foto: terra.com.br / Agência Lance)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fluminense 2 x 2 Argentinos Juniors. Decepção na estreia.


He-Man confirmou a boa fase e salvou a noite
Por volta das 19 horas, parti com um grupo de amigos para o longínquo Engenhão, esperando reviver as jornadas épicas daquele time mágico de 2008.
Sonhava com jogadas maravilhosas, gols extraordinários como o de Dodô e uma atuação ao nível daquela estreia no Maracanã contra outro clube argentino.
Mal o jogo começou, comecei a me dar conta que agora não temos mais o Thiago Silva, o Arouca, o Cícero, o Thiago Neves, o Gabriel, o Júnior César e pasmem, nem o Fernando Henrique, que foi brilhante naquela Libertadores.
Sofremos os primeiros quarenta e cinco minutos com um futebol ridículo, levando pressão de um time tecnicamente mais fraco e que atualmente ocupa a décima terceira colocação no campeonato argentino.
A bola parecia queimar os pés de muitos, principalmente Willians, Carlinhos, Mariano e Souza, que não pareciam estar em campo.
Diego também passava insegurança, não só à torcida como também ao resto da defesa.
O 1 x 0 do primeiro tempo acabou sendo uma dádiva pelo que a equipe jogou.
Para a etapa complementar, Muricy desfez parte da invenção, substituindo Willians por Rodriguinho que, embora também não seja decisivo, pareceu sentir menos o peso do jogo e aprontou correria para cima dos adversários.
Com Conca ainda se ressentindo de melhores condições físicas e Souza abaixo da crítica, a criatividade do time deixava a desejar.
Ainda bem que Rafael Moura mostrou sua ótima fase e evitou a derrota quase certa. Mostrou habilidade, principalmente em seu primeiro gol, pois não é qualquer atacante que acertaria aquela cabeçada.
Mariano melhorou e foi decisivo na jogada do segundo gol. Carlinhos também esteve melhor, mas apenas ofensivamente. Continuou permitindo uma avenida pelo seu setor, por onde os argentinos deitaram e rolaram.
Senti falta do Diogo e do Tartá, que são muito mais combativos do que muitos dos que atuaram. Até agora ainda não consegui compreender porque o Muricy desfez a defesa do título, a menos vazada do campeonato, em favor de outra que até agora não apresentou nenhuma atuação segura. Foram 11 gols em 7 jogos, cinco dos quais contra times sem nenhuma expressão.
Capítulo à parte foi a atuação de nosso goleiro. Diego Cavalieri está nitidamente fora de ritmo, o que seria lícito esperar em se tratando de um atleta que em três anos só participou de dez partidas oficiais. Ultimamente no Cesena vejam bem... no Cesena, não ficava nem no banco de reservas.
Falhou bisonhamente no segundo gol ao não interceptar o cruzamento na pequena área, que resultou no segundo gol de Niell, um atacante de 1,62 metros de altura. Outra falha grotesca, que passou despercebida de muitos, aconteceu aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Salcedo cruzou da esquerda para a dividida entre ele e Niell. O atacante venceu o duelo e não fosse o esforço do André Luiz para salvar em cima da linha, teríamos outro gol na bagagem do Diego.
Diego não é um mau goleiro. Quando jogava no Palmeiras, mostrou habilidade e senso de colocação, a ponto de ser contratado pelo Liverpool. Não tenho a menor dúvida que poderá vir a ser titular absoluto do Fluminense quando recuperar a forma, mas quando recuperar a forma. Dar a ele a condição de titular absoluto no momento atual é uma atitude que não condiz com a postura que sempre foi a marca registrada de Muricy.
Belletti e Araujo, por exemplo, também contratados com pompa e galhardetes amargam uma justa reserva até conseguirem entrar em forma.
Essa teimosia do Muricy é que deixa a torcida de cabelos em pé.  Nosso treinador, em entrevista à ESPN Brasil, publicada no Lancenet, justificou a insegurança de Cavalieri pela falta de preparação recebida em sua estada no futebol europeu.  _ “Lá eles não treinam goleiro, por isso chegou fora de forma. Mas aqui o Diego está se recuperando. Ele não chegou bem. Mas os treinos daqui vão colocá-lo em forma novamente” – disse.
Muricy reclamou das vaias ao Diego e dos grito da torcida em favor de Ricardo Berna. É isso Muricy, você tem que se acostumar. A Torcida Tricolor não é burra e quando vê uma teimosia desmedida costuma botar a boca no trombone, ainda mais se for levado em consideração o fato de que no único jogo do ano em que o Fluminense não levou gol o goleiro era o Berna.
Não tenho a menor dúvida que com o decorrer do tempo, Diego voltará a sua antiga forma, mas tentar recuperá-la em jogos da Libertadores e nos clássicos do campeonato carioca poderá sair muito caro para as aspirações tricolores.
Teremos em sequência sete encontros desenhados para o Diego aperfeiçoar sua forma: Madureira, Resende, Nova Iguaçu, Boavista, Volta Redonda, América e Americano.
Insistir com ele na Libertadores será a repetição do erro do Renato Gaúcho, que por conta da proteção desmedida ao seu apadrinhado Ygor jogou fora o título de 2008.
O jogo ao menos serviu para Muricy perceber que no momento a melhor dupla de ataque é aquela formada por Fred e Rafael Moura, já que Rodriguinho, Willians e Araújo ainda não vingaram e Emerson é um eterno contundido.
Espero que o bom senso prevaleça no melhor técnico do Brasil.
E dá-lhe Fluzão!
(crédito da foto: Terra.com.br/Photocamera)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fluminense 3 x 1 Duque de Caxias. E só dá Fred!

Fred desequilibrou apesar da grande atuação de Fernando

Gozando merecidas férias em Guarapari, assisti a vitória tricolor pela TV. Embora sem a sensação gostosa de “participar” do jogo que a presença no estádio proporciona, pela TV pude testemunhar em tempo atual as reações das personagens, principalmente as broncas do Muricy quando a coisa desandava.

Apesar dos contumazes sustos, a vitória acabou vindo até com certa tranquilidade, graças à presença incomparável de Fred. Nos três gols decisivos que fez mostrou sua habilidade em arrematar com precisão.

Artilheiro absoluto do campeonato com oito gols em cinco jogos tem tudo para ser o craque do ano do futebol brasileiro. Resta esperar que não volte a ficar envolvido com a série de contusões que tanto atrapalharam seu futebol no ano que passou.

 
A marcação implacável não conseguiu segurar o Conca

Outro monstro foi o Conca, que não deu bola para a recente cirurgia, não fugindo de nenhuma jogada, mesmo as mais ríspidas e ainda mostrou sua categoria com os passes açucarados para Fred e Carlinhos, algo realmente de cinema.




Mariano mais uma vez esteve bem e Carlinhos, embora um pouco abaixo, também não comprometeu.

Souza foi um monstro no meio campo, principalmente na etapa complementar. Pena que tenha desperdiçado um passe primoroso de Fred por excesso de preciosismo.

A estreia de Araújo foi dentro do esperado, após tanto tempo sem jogar. Chutou uma bola no travessão e deu o centro para o primeiro gol de Fred. Pelo que apresentou deve ter garantido a vaga para o jogo inaugural da Libertadores, ao lado do Rafael Moura.


Os destaques negativos ficaram por conta de Diego Cavalieri e Edinho.

O volante ainda não conseguiu dar à zaga a mesma proteção que davam Diogo ou Valencia. Deveria ser preservado até que readquira sua forma física ideal.

Diego fez duas boas defesas, mostrando que debaixo dos paus já está muito bem. Problemas são os cruzamentos na frente da área em que permanece estático na maioria das vezes, como no gol que tomou ontem e os chutes de longa distância, ocasiões em que costuma bater roupa. Tem lembrado a fase insegura do Fernando Henrique, quando ganhou a alcunha de “mão de maionese”.


Enquanto isso, Ricardo Berna teve esquecidas sua atuações nos jogos decisivos do título do ano passado e amarga injusta reserva.


Muricy, após o empate do Duque de Caxias, esbravejou contra Diego. Não devia, porque afinal a decisão de escolhê-lo foi dele e de ninguém mais.


A Torcida Tricolor, entretanto, sabe que com o passar do tempo, a clarividência do Muricy irá se sobressair e os que estiverem em melhores condições serão os escolhidos para entrar em campo.

(crédito das fotos: Terra.com.br/Photocamera)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fluminense 6 x 2 Olaria. E começou o show do Tricolor!



Livre das contusões Fred tem tudo para ser titular absoluto da Seleção

Aos poucos o time vai se acertando, mesmo sem o seu maestro insuperável.

Fred em noite de gala comandou a equipe com dois gols e vários passes açucarados para os companheiros. O de letra para Marquinho marcar o primeiro foi coisa de gênio.

Além disso, batalhou o tempo todo e deu tranqüilidade à equipe até nos momentos em que o adversário vencia o jogo.

Tartá continua amadurecendo e subindo de produção. Confirma o acerto de Muricy em acreditar em sua recuperação, ao contrário do que aconteceu com técnicos menos experientes, que acabaram por se deixar envolver pelo boicote descarado de que foi vítima.

Deco não esteve bem. A rigor só o passe certeiro para Fred marcar o seu primeiro gol. Logo depois voltou a sentir a coxa e passa a ser, do mesmo modo que Emerson, um atleta que dá toda a pinta com o qual não se poderá contar na maratona de 2011.

Marquinho e Rodriguinho se movimentaram bem e dentro de suas limitações contribuíram com dois gols cada. Aliás, o segundo de Marquinho foi uma pintura. Até que enfim apareceu alguém no time do Fluminense que conseguiu fazer um gol de falta. Muricy deveria treiná-lo mais e proibir qualquer outro de efetuar cobranças.

Mariano mais uma vez demonstrou ser um dos melhores na posição e Carlinhos voltou a mostrar que é superior a Julio Cesar.

Berna confirmou a segurança dos últimos jogos e deve deixar o Diego em compasso de espera.

A preocupação recai sobre os volantes. Valencia e Diguinho não deram à zaga a proteção esperada e foi justamente por esse setor que o Olaria conseguiu assustar nos primeiros vinte minutos.

O importante, entretanto, é que o time vai suplantando as dificuldades e com o comando eficiente de Muricy tem tudo para chegar às finais do campeonato.

Muricy deverá se concentrar agora em definir a dupla de ataque para a estréia na Libertadores, já que não poderá contar com Emerson e Fred.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fluminense 1 x 0 Guarani. Levanta a taça Galera!



Chegou a hora. A hora de soltar o grito preso na garganta há vinte e seis anos porque finalmente o nosso Tricolor é tricampeão brasileiro.

O Engenhão lotado prenunciava uma tarde nitidamente tricolor. Sentia-se no ar a possibilidade de outra jornada mágica, como as da arrancada do ano passado ou as apresentações soberbas da Libertadores.

A alegria e a confiança estavam estampadas nos rostos de cada um. Jovens e não tão jovens compartilhavam da mesma sensação. Os mais jovens ávidos por presenciar a conquista de um título de campeão brasileiro, só conhecido através de jornais, revistas ou programas de retrospectivas.

Os não tão jovens saudosos dos tempos áureos, quando o Fluminense era o clube tantas vezes campeão.

A presença de vários campeões de 1984 inebriava os torcedores e aumentavam a certeza da vitória.

Caminhando pelas ruas vizinhas ao estádio fui deparando com torcedores de todos os cantos do Brasil: Taguatinga, São Luiz, Manaus, Florianópolis, Fortaleza, Blumenau e até dois integrantes da Fluruguay.

Não encontrei os amigos da SAMPAFLU, mas sei que também estavam lá. Tampouco a Tutu Mesquita, que mesmo sem conseguir comprar o ingresso pela Internet, pedira ajuda aos blogueiros sobre alguma dica porque estava disposta a vir para o Rio de qualquer modo.

Não sei se conseguiu ou se mesmo recebeu minha informação, que afinal de contas acabou sendo imprecisa, porque o que mais vi nas cercanias do Engenhão foi cambista oferecendo ingressos, além de uma confusão no Portão Leste, devida a uma catraca quebrada que permitia a entrada de várias pessoas sem necessidade de passar o ingresso. Ah Tutu, se pudesse adivinhar, você teria entrado sem problema algum.

O jogo a princípio aparentemente fácil foi-se tornando em momentos de angústia. Mas tinha que ser assim, difícil como todos os títulos tricolores.

O fechamento do Maracanã antes da hora, arbitragens conturbadas, algumas calamitosas até, como o do jogo com o Corinthians no Pacaembu, acabaram por equilibrar um campeonato que teria tudo para ser uma verdadeira barbada.

À medida que o tempo passava e o gol não saia a angústia aumentava.

Todos estavam ansiosos demais e por isso não conseguiam jogar bem. Não acertavam os passes por mais simples que fossem, erravam posicionamentos e arremates.

O receio de não ver concretizada a coroação do trabalho, as baboseiras plantadas durante as últimas semanas sobre entregas, malas brancas e pretas, arbitragens tendenciosas contribuíram em muito para desestabilizar um pouco não só a equipe do Fluminense como as demais postulantes ao título.

Em contrapartida, os jogadores do Guarani pareciam estar disputando o jogo da vida, diferentemente do que fizeram durante todo o campeonato.

O nervosismo era geral, a ponto de alguns ensaiarem um princípio de vaia ao final da primeira etapa, felizmente prontamente suplantada por palmas e gritos de incentivo da maioria mais esclarecida.

Muricy conseguiu mexer com os brios da turma e fazer com que o time viesse mais solto para o segundo tempo.

O treinador estava inspirado, suas substituições foram precisas e depois do gol aos dezessete minutos, foi só administrar o jogo até o apito final.

Era a consagração, o título há tanto tempo esperado e a justa explosão dos torcedores, gritando a plenos pulmões: TRICAMPEÃO!

Conca, Washington, Fred e o mito Assis extravasando a alegria
A premunição de Muricy acabou se concretizando. Em seu sonho, o sorriso do inesquecível Telê era o sinal que mesmo com sofrimento o Fluminense seria o campeão.

Quem sabe o temporal que se abateu sobre a cidade pouco depois do final da partida não tenha sido causado pelas lágrimas de emoção do próprio Telê e outros tricolores ilustres que viam em Muricy um novo messias para a ressurreição tricolor.



O fato é que a postura do Muricy de dar o mesmo tipo de tratamento a todos sem distinção foi um fator decisivo para o sucesso da equipe.

Tanto as premiações da CBF/Globo como da revista Placar/ESPN foram unânimes em escolher o Conca em todas as categorias que concorreu. Mariano, Leandro Euzébio e, claro, Muricy também foram agraciados.


Para a Torcida Tricolor, entretanto, todos os guerreiros são merecedores de lauréis. Desde Ricardo Berna, que entrou na fogueira até Tartá _ o último a ser integrado ao elenco, cada um contribuiu de certa forma para a conquista do título.

O craque do Brasileirão 2010

Incontestável a importância do Conca na conquista do título. Melhor jogador do campeonato para a grande maioria dos cronistas esportivos. A unanimidade só não veio porque alguns que se julgam acima da verdade não deram a ele o Troféu Armando Nogueira, ignorando ainda o fato de ter sido ele o único jogador de linha a participar de todos os 38 jogos. Mas como disse o Fernando Calazans: "ainda bem que o Armando não sabe disso".


Pela primeira vez em muitos anos, chego ao fim do ano despreocupado com os rumos do meu Tricolor.

Elenco equilibrado, com a maioria com contratos em vigor, necessidade apenas de poucas contratações pontuais e acima de tudo um treinador com os pés no chão, que não deixará de jeito algum que o título encubra as deficiências do clube, principalmente em termos de infra-estrutura para treinamento e recuperação dos atletas.

Tomara que eu esteja certo e que o Fluminense consiga repetir o desempenho em 2011, de preferência com o título da Libertadores e do Mundial.

E DÁ-LHE FLUZÃO TRICAMPEÃO!
Assistir a primeira conquista do Campeonato Brasileiro ao vivo a gente nunca esquece
 TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO