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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Boa Peter! Agora é a hora do Cuca. Você deve essa satisfação à Torcida depois de tantas experiências frustrantes!



Não se esqueça de que a culpa maior pelos seguidos insucessos é somente sua ao escolher uma dupla de neófitos acéfalos para comandar o futebol tricolor, outrora tantas vezes campeão.

Você está em débito com os torcedores, principalmente aqueles que acreditaram que com o Programa Sócio Torcedor as glórias voltariam às Laranjeiras.

Não regateie na negociação com o Cuca, o único treinador brasileiro capaz de rivalizar com o Tite na atualidade, além de ser o preferido disparado dos torcedores de todas as facções.

É caro? Só pretende voltar ao trabalho em abril?

Sim, mas as facilidades oferecidas pelos contratados anteriormente não serviram para nada. Três anos de acúmulo de vergonhosos vexames.

Esperar um mês e meio pelo Cuca não seria nada de mais, afinal já esperamos três pelo Abel e fomos campeões.

Coloque o treinador do sub-20 para levar o time no insípido campeonato carioca, desenhado nitidamente para favorecer os amigos da federação.  

A pedida de R$ 600 mil para Cuca e sua comissão técnica é alta? Claro que é, mas para quem paga R$ 450 mil para o Henrique e outros salários astronômicos para jogadores que frequentam o banco de reservas tal quantia não se apresenta como inaceitável.

Use a criatividade, tente uma composição.

Se o caixa não dispõe de R$ 600 mil, por que não propor dois anos de contrato com R$ 400 mil nos primeiros doze meses e R$ 800 nos doze subsequentes, de modo que ao final dos dois anos o total recebido pelos profissionais seja o mesmo?

Até lá certamente teremos conseguido um patrocinador de fato e quem sabe um novo contrato de TV em melhores condições que o atual. E possivelmente nos livrado de muitas barangas que só servem para inchar a folha.

Tente Peter, tente. Não deixe passar mais uma vez a chance de contratar um técnico campeão da Libertadores e com vitoriosa história no Tricolor.

A Torcida Mágica merece e você deve isso a ela.


CUCA JÁ, DÁ-LHE FLUZÃO E RUMO AO PENTA!  

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DETALHES DOS ÚLTIMOS JOGOS SOB O COMANDO DE BAPTISTA:

Fluminense 1 x 2 Flamengo

Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília, DF; Data: 21/02/2016
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique e Thiago Henrique Neto (RJ)
Gols: William Arão, aos 13' do primeiro tempo; Guerrero, aos 2' e Scarpa, aos 38' do segundo
Cartões amarelos: Leo, Renato Chaves e  Douglas
Cartão vermelho: Marcos Júnior

Fluminense: Cavalieri; Wellington Silva, Henrique, Renato Chaves, Leo (Douglas, Intervalo); Pierre, Cícero (Gerson, 20'/2ºT) Gustavo Scarpa, Diego Souza (Osvaldo, 25'/2ºT)  e Marcos Júnior; Fred. Técnico: Eduardo Baptista.

Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, César Martins, Wallace e Jorge; Cuéllar, William Arão e Mancuello (Márcio Araújo, 12'/2ºT); Marcelo Cirino (Gabriel, 45'/2ºT), Emerson (Everton, 37'/2º) e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho.

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Botafogo 2 x 0 Fluminense

Local: Estádio Kléber Andrade, Cariacica, ES; Data: 24/02/2016
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Auxiliares: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Diogo Carvalho Silva (RJ)
Gols: Gegê, aos 6' e Ribamar, aos 23' da etapa inicial
Cartões amarelos: Pierre e Gerson.

Botafogo: Jefferson, Luís Ricardo, Carli, Emerson e Diogo Barbosa; Airton, Bruno Silva e Rodrigo Lindoso; Ribamar e Gegê (Salgueiro, 31'/2ºT); Luís Henrique (Neilton, 21'/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes.

Fluminense:Cavalieri, Wellignton Silva, Henrique, Renato Chaves e Gustavo Scarpa; Pierre (Edson, 20'/2ºT), Douglas (Gerson, 35'/1ºT), Cícero e Diego Souza; Osvaldo (Felipe Amorim, Intervalo) e Fred. Técnico: Eduardo Baptista.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Atenção Peter: “Os apressados comem cru”!



A mídia divulgou:
Por Thiago Silva, City estaria disposto

a pagar R$ 128,6 milhões mais Tevez
Roberto Mancini, técnico do Manchester City, confirmou a proposta ao Milan para a transferência de Thiago Silva. Segundo Mancini, a proposta do campeão inglês gira em torno de £ 40 milhões (R$ 128,6 milhões) mais os direitos de Tevez, atacante que interessa ao clube italiano.

Embora saibamos que dificilmente um clube brasileiro conseguirá obter quantias tão vultosas quando da negociação de seus craques, nada justifica as transferências prematuras concretizadas pelo Fluminense.

Sob esse aspecto, as administrações passadas foram pródigas em permitir a saída de várias revelações que hoje brilham nos campos europeus, em negociações nas quais sempre os beneficiados foram outros que não o clube.

A Torcida Tricolor acredita que a chegada de Peter Siemsen reverta esse estado da arte e que nosso mandatário tenha a sapiência necessária para que as revelações do momento só venham a ser negociadas depois de se firmarem no cenário futebolístico, porque só agindo desse modo é que essas transferências poderão realmente proporcionar superávit ao Fluminense.

A diretoria tricolor não pode continuar refém de empresários espertos que levam sempre a maior fatia e deixam apenas migalhas para os cofres do clube.

E para a consecução desse objetivo, mais cedo ou mais tarde, Peter Siemsen perceberá que não poderá deixar de trabalhar com afinco no sentido do rompimento do contrato com a Traffic, empresa que mesmo sem proporcionar nenhum benefício palpável ao Fluminense, já possui grandes parcelas dos direitos federativos de muitos garotos revelados em Xerém.


No quadro acima, alguns exemplos da debandada desordenada. Alan, Wellington Silva e Maicon, as últimas revelações "descartadas"; Marcelo, que ainda deu algum lucro porque resistiu a pressão para ir para a Rússia; os gêmeos Rafael e Fábio, que jamais atuaram no time principal e Diego Souza, negociado a preço vil.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A administração Siemsen e os novos rumos para o Vale das Laranjeiras.

Tricolores de todos os cantos esperam que a afirmação volte a se tornar realidade.

A entrevista de Marcelo Teixeira, gerente do futebol tricolor, publicada no site oficial do clube e repercutida pela mídia esportiva, sinaliza a intenção da atual administração em transformar radicalmente o Vale das Laranjeiras, fazendo com que os frutos gerados sejam canalizados exclusivamente para benefício do Fluminense.
Conhecido como “fábrica de craques”, o Centro de Treinamento de Xerém tem sido utilizado, desde a década de 90, como cortina de fumaça para encobrir os desmandos das administrações caóticas que tivemos que aturar.
Fundamental na montagem das equipes campeãs do passado, o Centro de Excelência há muito perdeu essa característica, passando a ser apenas um supridor de atletas para benefício de empresários espertos e especuladores gananciosos, sob o beneplácito de dirigentes, no mínimo, inocentes ou despreparados.
A consequência lógica foi o achincalhamento da mística tricolor e a queda vertiginosa na obtenção de vitórias e em todos os rankings desportivos.
Os dois últimos títulos de expressão conseguidos foram devidos muito mais à participação da Unimed do que a qualquer mérito da administração do clube, que tem ainda contra si a perda infindável de revelações da base, praticamente sem retorno algum para os cofres do clube.
Até hoje nenhum tricolor de sã consciência engoliu as inexplicáveis saídas de Arouca, Maicon, Alan e Dalton. As desastradas justificativas propaladas não têm o mínimo de credibilidade e a certeza de que o Fluminense foi prejudicado em todas elas será sempre inquestionável.
Marcelo, em sua entrevista, enaltece o trabalho de Abel ao trazer os jovens para treinar junto com os profissionais e explica a criação de duas frentes de atuação: contratação de grandes jogadores, em parceria com os patrocinadores e formação de atletas de ponta em Xerém, cujo destino será o grupo do futebol profissional. Acrescenta que aqueles que não forem aproveitados poderão ser colocados no mercado internacional, gerando valorização e recursos para o clube.
O dirigente enfatiza que já existem no elenco principal, cinco crias da base: Matheus Carvalho, Elivelton, Fernando Bob, Digão e Kléver. Pena que desses, Matheus, Bob e Digão já tenham seus direitos federativos abocanhados pela Traffic, de modo que se no futuro eles realmente estourarem, a tendência é que deixem as Laranjeiras nas mesmas condições de Maicon e Alan, ou seja, a parte do leão para os “investidores” e as migalhas, quando existirem, para o Fluminense.
Sinceramente, não consigo enxergar como qualquer projeto por mais elaborado que seja possa ser vitorioso quando se tem por perto uma “parceira” tão madrasta como esta.
Para que tudo dê certo será imprescindível livrar-se dessa erva daninha que se encontra enraizada no clube, um verdadeiro presente de grego de Horcades, dias antes de passar o bastão para a administração atual.
Que Teixeira e principalmente o nosso Presidente estejam atentos às manobras dessa turma, em especial com relação às novas promessas Lucas Patinho e Samuel.
Continuo a crer que Peter Siemsen possa fazer com que o Fluminense volte a ser o gigante de outrora, apesar dessa credibilidade ter sido abalada com a decisão errônea e irracional de "vender" o Conca.
A diferença entre o salário recebido pelo atleta símbolo da equipe e a irrecusável proposta chinesa poderia ser facilmente reduzida com os recursos provenientes das rescisões com Emerson, Belletti, Julio Cesar e até Araújo, que ainda não disse ao que veio e se saísse não faria falta alguma.
Lanzini é uma promessa que, se tiver sua contratação concretizada, será muito mais dispendiosa que a manutenção do Conca. Que tenha sido esse o último erro de avaliação de Siemsen.
O fato é que a torcida para que o plano de Teixeira dê certo é grande e que ele consiga realmente fazer com que os craques de Xerém revertam-se em lucro para o Fluminense, seja pelo aproveitamento nas equipes principais ou por negociações vantajosas para o clube.
Não tenho a menor dúvida que essa seja a intenção de Peter Siemsen, talvez a última esperança dos tricolores em ver o clube na posição invejável de outrora.
Que João de Deus o ilumine nessa difícil empreitada!
Até lá, a verdadeira Torcida Tricolor, única razão de ser do Fluminense, só conseguirá vislumbrar o brilho das revelações do Vale das Laranjeiras através das camisas de clubes rivais, como ilustra o painel a seguir.
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Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Maicon (Lokomotiv), Marcelo (Real Madrid), Diego Souza (Vasco), Thiago Silva (Milan), Rafael e Fábio (Manchester United), Dalton (Internacional), Arouca (Santos), Wellington Nem e Julio Cesar (Figueirense), Rodolfo (Grêmio), Wellington Silva (Arsenal), Roger (Cruzeiro), Alan (Red Bull Salzburg), Junior Cesar (Flamengo), Antônio Carlos (Botafogo), Tartá (Kashima Antlers), Rafael Pezão (em vias de se transferir para o Internacional) e Carlos Alberto (Bahia).


E APESAR DE TUDO, DÁ-LHE FLUZÃO!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Árduo trabalho para o novo Gerente de Futebol.

Depois de muita espera o Fluminense tem finalmente o seu novo Gerente de Futebol.

Marcelo Teixeira foi diretor responsável pelas divisões de base entre 2002 e 2007, período dos mais vitoriosos do Fluminense, com vários campeonatos conquistados e revelações de craques como Antônio Carlos, Carlos Alberto, Arouca, Diego Souza, Marcelo, Toró, Maicon, Alan, Fabio e Rafael.

Retorna agora para gerir o futebol tricolor com o objetivo de precípuo de valorizar as categorias de base do clube.
Na entrevista coletiva, o novo mandatário do futebol tricolor revelou que pretende dar atenção especial às revelações de Xerém de modo a evitar que se repitam casos semelhantes ao dos gêmeos Rafael e Fabio, que hoje brilham no Manchester United sem jamais terem disputado qualquer partida pela equipe principal.    

- “Queremos que os jogadores formados em Xerém dêem retorno técnico para o clube e, se possível, se tornem ídolos da torcida antes de serem vendidos”, acrescentou.
Se conseguir êxito nessa missão terá realizado a maior façanha dos últimos tempos nas Laranjeiras, porque há muito as atitudes de nossas diretorias caminham em sentido diametralmente oposto a esse objetivo.

Peter Siemsen já deu alguns sinais no mesmo sentido, mas continuo cético quanto ao sucesso da empreitada quando vejo uma "parceira" aproveitadora e gananciosa como a Traffic caminhando ao lado.   
De qualquer modo, nenhuma administração poderá ser tão prejudicial ao Fluminense como a que terminou recentemente, apesar de ter conquistado o título nacional de 2010.
Outro ponto positivo de Teixeira foi considerar a Unimed como parceira estratégica para a contratação de jogadores consagrados, que têm contribuído para que o clube volte a disputar títulos importantes. Dentre suas atribuições está o fortalecimento da relação com a patrocinadora.

A experiência obtida nos quatro anos que trabalhou no Manchester United observando o mercado sul-americano certamente será bastante útil na escolha dos futuros alvos.
Sobre o fato, o presidente Peter Siemsen afirmou: "Ele tem mapeado todos os talentos da América do Sul e vai trazer para a gente um conhecimento bastante importante sobre o assunto. É uma filosofia que se encaixa com a do nosso patrocinador, de trazer jogadores renomados para mostrar a marca".

Quanto ao CT, Marcelo disse que o presidente está trabalhando arduamente para concretizá-lo e que no futuro ele será uma espécie de comandante do Centro de Treinamento.
Com relação ao assunto, Siemsen informou que Celso Barros quer participar da aquisição do CT. Acrescentou que a parceria com a Unimed vai ficar ainda mais forte com o novo modelo adotado e que os momentos de atribulação com o patrocinador já passaram e hoje tudo caminha bem. Aleluia!!!
Marcelo Teixeira também considera essencial a contratação de reforços e pretende usar sua experiência para indicar alguns nomes para a Comissão Técnica. Seu foco principal está voltado para o mercado argentino.

Torçamos pelo sucesso do Marcelo e do fortalecimento da parceria com a Unimed, sem a qual o clube ainda estaria na fila para um título nacional.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Flamengo 0 x 0 Fluminense. O bonde não é tão sem freio como apregoam!


 Guerreiros Tricolores, agora é com vocês.

Amigos Tricolores,

Tivemos um Fla-Flu sem muitas emoções, onde o empate acabou sendo justo, visto que cada clube dominou uma parte do jogo.

Depois da entrada de Souza, o Fluminense tomou conta do jogo e com um pouquinho de sorte a bola que beijou a trave do Felipe teria entrado e dado a vitória ao Fluzão.

Não tenho dúvidas de que o Fluminense com todos os titulares em forma tem amplas condições de vencer o Flamengo. O problema é um dia conseguir ver o Fred jogando os noventa minutos de um Fla-Flu. É provável que o mundo acabe e isso nunca aconteça.

O jogo em si já não valia muito. Para nós tricolores então, pouco importava se tivéssemos vencido por 5 x 0 ou mesmo levado goleada igual da urubuzada.

Nossa preocupação durante toda a semana foi com a turbulência política no clube, que culminou com a perda do melhor treinador do Brasil.

Um episódio em que todos erraram.

Errou o Muricy ao largar o barco em plena disputa de uma classificação na Libertadores. Jogou para o alto toda aquela falação sobre honrar os compromissos assumidos e como um garoto mimado fez beicinho e saltou de banda.

Em nota divulgada por sua assessoria, enfatizou que já havia tomado esta decisão há alguns dias, mas devido ao clássico de hoje achou correto esperar o jogo. Aí eu pergunto: E os jogos contra América, Nacional e Argentinos Juniors?

Afirma ainda que quando chegou ao clube foram prometidas duas condições: uma equipe para ser campeã e a melhoria na estrutura física do clube, o que, no entanto, não aconteceu.

O que será que pensa o Muricy? Será que acredita em Papai Noel ou na Jeannie, o gênio? Como poderia o novo presidente, que assumiu em janeiro, tirar da cartola um centro de treinamento em dois meses e meio?

Cortina de fumaça para encobrir a verdadeira causa de sua demissão. Dessa vez Muricy pisou na bola e pisou feio, dando um péssimo exemplo, deixando na mão um grupo de atletas de elevado nível e toda uma torcida apaixonada pelo seu clube de coração, além de também ficar mal perante seus familiares para quem sempre apregoou a necessidade de respeitar os compromissos assumidos.

No episódio, também errou Peter Siemsen e errou feio ao permitir a saída do treinador sem nenhum esforço para mantê-lo. Em sua coletiva, visivelmente nervoso, titubeando e escolhendo as palavras, declarou que não gostava de trabalhar com pessoas insatisfeitas.

Em suma, liberou o Muricy do pagamento da multa rescisória de R$ 20 milhões, como se o clube fosse uma empresa sua e em situação tal que pudesse dispensar tal quantia. Quantia essa que poderia ser utilizada para pagar a multa rescisória do Abel Braga, por exemplo.

Poderia e deveria ter forçado o treinador a ficar ao menos até o fim da Libertadores. Não fez nada disso e mostrou uma desagradável faceta de incompetência como administrador.

Já havia errado na demissão do Alcides Antunes. Não que eu ache que ele devesse continuar. Suas atitudes com relação às cessões de direitos das jovens revelações à Traffic são pra lá de contestáveis. O caso do Maicon, abordado nesse blog por diversas vezes, merece uma auditoria profunda.

O momento da demissão é que foi a grande falha. Se Alcides não era homem de sua confiança, deveria ter sido afastado no dia da posse e não deixá-lo no cargo para trazer problemas futuros.

Agora Peter tem a missão de arranjar um substituto à altura. A Torcida Tricolor espera que ele não venha com algum técnico “meia-boca”, como os que estão por aí desempregados e retornando após fracassos no exterior.

Creio que seja a hora de rezar para João de Deus, pois dois meses e meio é muito pouco tempo para tanta lambança.

E apesar dos pesares, DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: Terra.com.br / Photocamera)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A última ursada de Horcades.

Título conquistado após longa espera, melhor técnico do Brasil e principais craques do elenco com contratos estendidos, possibilidade de reforços pontuais de qualidade.

Roberto Horcades tinha tudo para deixar a presidência em paz com a torcida. A vitória no Campeonato Brasileiro poderia servir de cortina de fumaça para esconder os desmandos e descalabros de sua gestão.

Se esses fatos não fossem suficientes para fazer os torcedores tricolores de coração esquecer, ao menos serviriam para aplacar os desmandos e os descalabros não só de sua administração como também das anteriores geridas pelo mesmo grupo de pessoas, que pensam mais em termos pessoais do que em benefício do Fluminense.

Ledo engano. Demonstrando mais uma vez que sempre tratou o Fluminense como instrumento para promover sua vaidade, não levando em consideração se suas decisões seriam prejudiciais ou não ao clube, Horcades manteve-se fiel a sua falta de ética ao demonstrar total falta de colaboração no que tange à transição do poder.

Não bastasse essa atitude mesquinha, indigna de um verdadeiro desportista, assinou novo contrato com a Traffic mesmo depois de ser fragorosamente derrotado nas últimas eleições.

O acordo __ pasme Torcida Tricolor __ tem a validade de dez anos e estabelece a participação da empresa na gestão do marketing do clube, justamente um dos pontos cruciais abordados na campanha do presidente recém eleito.

Seria leviano de parte de qualquer pessoa condenar os termos desse acordo sem ter conhecimento do mesmo em profundidade, mas a quase nenhuma contribuição da Traffic nos últimos anos deixa uma sensação de que novamente o Fluminense pode ser passado para trás.

Essa conclusão está alicerçada no procedimento deletério da parceira insaciável, que se aproveitando da “ingenuidade” da diretoria engordou sua conta bancária com a venda de Maicon e Alan, além de levar de lambuja por conta do caso Dalton os direitos federativos de mais três jovens de Xerém, cujos detalhes até agora não foram divulgados. Acrescente-se ainda que a liberação do Maicon foi feita pela metade do valor da multa estabelecida em seu contrato.

Além disso, a Traffic ainda detém os direitos sobre o Digão, que provavelmente só permaneceu no clube em razão de suas seguidas contusões.

Vale ainda lembrar o ocorrido com Tartá, que após recusar que seus direitos federativos fossem repassados à parceira gananciosa passou a ser relegado a segundo plano, sofrendo uma verdadeira via crucis, que por pouco não o afastou do clube. Coincidência? Será? Ainda bem que com Muricy não tem mutreta e Tartá reintegrado foi o responsável direto pelas vitórias sobre Vasco e Palmeiras.

Peter Siemsen, a ser empossado no próximo dia 20, reclamou da postura da atual diretoria, deixando claro que não esperava procedimento diferente.

No que tange ao contrato com a Traffic disse ter necessidade de conhecê-lo em detalhes para ver o que pode fazer.

Espero que, independentemente do teor desse acordo, ele tente obter na Justiça a sua rescisão em vista do comportamento abusivo da “parceira” desde que chegou às Laranjeiras.

A seguir a transcrição da entrevista com Peter Siemsen feita por Cahê Mota e Diego Rodrigues e publicada no Globoesporte.com


11/12/2010 07h45 - Atualizado em 11/12/2010 10h08

Novo presidente, Peter Siemsen reclama de postura da diretoria atual

Mandatário fala ainda sobre possibilidade de fazer leilão de ingressos, sócio-torcedor, parceria com a Traffic e novos investimentos da Unimed

Por Cahê Mota e Diego Rodrigues Rio de Janeiro
 
Peter Siemsen durante eleição nas Laranjeiras
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O momento é de alegria. A situação no clube parece tranquila, mas uma questão política incomoda a nova diretoria, que tomará posse no dia 20 deste mês em cerimônia nas Laranjeira. Sem muitas informações, o novo presidente, Peter Siemsen, responsável por comandar o clube nos próximos três anos, reclamou da postura da diretoria atual em relação a falta de colaboração no momento de transição do poder.

- Não esperava outra coisa. Por isso sou oposição há tanto tempo. São atitudes que não considero adequadas, mas respeito e vou procurar trabalhar dentro do que existe.

Um dos casos que chamou a atenção de Peter Siemsen foi a assinatura de um contrato com a Traffic nos últimos dias. O acordo é válido pelos próximos dez anos com participação da empresa na gestão do marketing do clube.

- Tenho que ver o contrato e o que posso fazer com ele. A Traffic pode ser um forte parceiro, mas preciso conhecer os termos do contrato e a proposta do projeto. Pode ser fantástico, mas tenho que analisar. Não tenho nenhum juízo sobre isso enquanto eu não conhecer.

Apesar dos problemas, o presidente espera um 2011 melhor. A primeira iniciativa é ampliar a receita e equilibrar as finanças do clube com uma reestruturação das dívidas. Para isso, não descarta contar com a ajuda do patrocinador em áreas fora do futebol - atualmente a Unimed paga parte dos salários de jogadores e comissão técnica.

Outro projeto do novo mandatário é em relação ao sócio-torcedor. Peter Siemsen acredita que, com uma boa estrutura, pode criar um vínculo maior entre torcida e clube e diminuir as confusões na venda de ingressos, por exemplo. O presidente não descartou ainda o leilão de ingressos.

- Estamos avaliando soluções possíveis e até mesmo a solução usada na Copa da África do Sul, onde houve leilão dos últimos blocos de ingresso. É uma possibilidade.

Peter Siemsen contou ainda que o futebol tricolor pode deixar Laranjeiras no ano que vem e se mudar para um centro de treinamentos já pronto, com uma estrutura melhor que a da sede do clube - o local seria utilizado até a contrução de um CT próprio.

GLOBOESPORTE.COM: O Fluminense assinou nos últimos dias um contrato de parceria com a Traffic em relação ao marketing. O que você sabe sobre esse acordo?

Peter Siemsen: Está assinado desde semana passada. Não conheço.

Mas você tem o poder de reprovar se for algo que não o agrade?

Tem que ver o contrato e o que posso fazer com ele. A Traffic pode ser um forte parceiro, mas preciso conhecer os termos do contrato e a proposta do projeto. Pode ser fantástico, mas tenho que analisar. Não tenho nenhum juízo sobre isso enquanto eu não conhecer.

Como você, que vai comandar o clube nos próximos três anos, se vê nessa situação de chegar de mãos atadas, com contrato assinado?

Eu já sabia que ia encontrar este tipo de situação em vários sentidos. Inclusive o site do clube está cedido por cinco anos por um valor ínfimo. Eu não esperava outra coisa. Eu esperava encontrar situações onde eu teria que avaliar estrategicamente qual é a situação, qual é o custo, qual é o benefício e tomar decisões, o que é normal. Sei que a BWA tem contrato com o Fluminense até o final de 2012. Não conheço os termos do contrato. O Horcades (atual presidente) não falou comigo desde a eleição, nem no dia da eleição. Estou conversando com os funcionários do clube para tentar preparar a transição. Todas as questões do clube serão analisadas. No momento meu maior problema é fluxo de caixa. Meu foco no momento é finalizar o ano em dia. Hoje o Fluminense tem um problema grave para fechar o ano.

Ao que parece, então, a grande questão é a falta de boa vontade da gestão atual para colaborar que 2011 seja mais tranquilo.

Não esperava outra coisa. Por isso sou oposição há tanto tempo. São atitudes que não considero adequadas, mas respeito e vou procurar trabalhar dentro do que existe. Teve apenas uma pessoa (da diretoria) que ligou e se colocou à disposição, que foi o vice de marketing, o Daniel. Foi o único que ligou para oferecer o apoio necessário.

Até que ponto esse período até o dia 20 (dia da posse) pode fazer falta, já que você poderia chegar com tudo um pouco mais preparado?

Atrapalha um pouco, mas meu foco hoje é financeiro, cumprir compromissos. Essa é a coisa mais importante no momento. O projeto de CT está em andamento e é uma coisa que independe do foco nas finanças. E o futebol será tratado em breve com a comissão técnica.

Nos últimos dias tem conversado sobre negociações?

Nós temos conversado muito é sobre orçamento e planejamento. A parte técnica não porque envolve um time que estava na disputa do campeonato. Agora teremos o relatório da comissão técnica avaliando o grupo e apontando objetivos. Em cima disso vamos trabalhar de formas conjuntas.

Há a possibilidade do Alcides Antunes continuar como vice de futebol?

Não sei. Procurei preservar o futebol da situação política nos últimos meses. A eleição foi em uma reta final de Brasileiro e o time estava disputando o título, por isso procurei blindar o futebol em relação à política. Agora o pessoal acho que ainda está meio de ressaca, comemorando as festas e acho natural começar a discutir no final desta semana.

Como vai ficar o cargo do vice de futebol, já que você planeja ter um gerente de futebol?

Fica mais institucional, até porque o cargo não é remunerado.

Já tem um nome para assumir essa função?

Não. O mercado tem alguns nomes, mas ainda estamos trabalhando. Eu não fiz a reunião com ninguém do futebol desde que ganhei a eleição e desde que o Fluminense foi campeão. Não dá para adiantar nada.

A Libertadores é o grande foco?

O ano inteiro vai ser o foco. O estilo Muricy é de muito trabalho. Quando faz o estilo de muito trabalho, você foca em todos os jogos. Cada jogo é uma competição. Ele foca o ano inteiro.

Em relação à Unimed, o investimento vai aumentar, até em função da disputa da Libertadores?

O investimento vai continuar, mas por enquanto não discutimos números absolutos. A Unimed mantém o investimento, que é considerável. E se houver a oportunidade de conversar para aumentar o investimento, melhor. No Fluminense tudo que for planejado tem que casar com o orçamento.

Mas esse investimento do patrocinador pode existir também fora do futebol, além de jogadores e comissão técnica, como no modelo atual?

Temos uma relação de confiança e respeito mútuo. Até questões que não estão no contrato podem ser trabalhadas como opções, como no caso de Xerém, por exemplo. Tudo depende de orçamento, do planejamento e da vontade mútua de alcançar outros objetivos.

O Fluminense nos últimos anos perdeu muitos jogadores da base, como o Wellington Silva, os gêmeos Rafael e Fábio e agora pode perder o Rafael Pernão para o Chelsea pela negociação que teve para contratar o Deco. É uma coisa que vai buscar blindar, já que os jogadores da base viraram mais uma moeda de troca?

A ideia é que a base se torne um projeto da presidência. Já tenho meus nomes e no dia 20 serão anunciados. Quem vem acompanhando o Fluminense percebe que Xerém vem caindo muito. É uma situação muito ruim, de emergência e ações pontuais. O Fluminense não teve o cuidado necessário nos últimos anos com Xerém, o que causou um prejuízo grande. E para retomar precisa uma reestruturação grande, com mudança de pessoas.

Mas o fato de não ter muitos jogadores da base no time principal também não passa pelo grande número de estrelas que são pagas pelo patrocinador?

Não. Acho que não está havendo um trabalho correto de transição. Normalmente eles aparecem quando o clube está mal. E depois de um bom desempenho, são vendidos para pagar salários atrasados. Isso é um problema de planejamento do clube, não do patrocinador.

Em relação ao Centro de Treinamento, estipula um prazo para que o Fluminense já se mude para esse CT?

Não posso estipular prazo, pois prazo depende de recursos e a obra anda mais rápido ou mais devagar conforme o recurso vai sendo utilizado. A ideia é tentar resolver até janeiro o terreno, a estrutura financeira, já que o Fluminense não tem recurso. Hoje o recurso do Fluminense tem que ser usado na troca de uma dívida cara por uma dívida barata. O Fluminense tem um custo financeiro alto. Nosso foco é reestruturar a dívida e promover o choque de gestão do clube, reavaliando funções, valores, avaliar política de remuneração, passar um pente fino em tudo.

Mas o Fluminense segue nas Laranjeiras enquanto não constrói o CT ou pode treinar em um local já pronto?

Temos uma situação bem encaminhada em um local para o ano que vem. Ainda precisamos acertar os detalhes da negociação e o problema é que não há aparelhos de musculação e fisioterapia. Mas não posso divulgar o local, pois se trata de uma instituição conhecida.

Pretende usar esse momento, com o Fluminense campeão brasileiro, para criar um plano de sócio-torcedor?

O momento é ímpar para criar uma relação. Precisa de duas coisas: criar relação de associação com a torcida em número alto, para que o torcedor realmente se torne um cidadão tricolor, tenha dever cívico com clube e possa cobrar em uma troca equilibrada. Eu pago, contribuo, tenho uma série de benefícios, tenho o canal de venda com o maior conforto possível, devo ter o direito de cobrar transparência e organização, mas para isso tem que pagar. E tem que criar outro modelo de relacionamento com a torcida que é o de cadastramento dela. O Fluminense hoje quando vende uma propriedade de marketing, ele vende uma exposição de marketing. Não tem métrica de quanto ele consegue atingir de fato, a não ser a exposição. A ideia é cadastrar a torcida e ter um banco de dados para, na hora de vender a propriedade, dizer que tem um canal de comunicação para o consumidor direto, para venda direta ao consumidor por classes, por idade, localização, renda... Temos dois caminhos: o de criar uma base e outro de criar relação de compra e venda. O cara paga para ter benefício envolvendo ingresso anual, facilidade de compra de comunicação, acesso à conteúdo restrito do torcedor, envolvendo também voto e uma série de outras coisas.

Isso pode ajudar a evitar casos como da venda de ingressos, que ficou marcado pela desorganização nos últimos anos?

Não tem dúvida. Nosso foco é acabar com isso. Mas tem que lembrar sempre que aqui no Brasil tem uma discussão muitas vezes problemática. Não se pode transformar a defesa do consumidor em um ato de prejuízo ao mercado. A discussão de preço tem que ser sempre equilibrada, em um cálculo baseado na oferta e procura. Se a oferta é demasiada para a procura, vai sobrar ingresos e tem que ter um ponto de equilíbrio. Se a demanda é muito maior que a oferta, como no caso do jogo com Guarani (jogo do título), você acaba enriquecendo intermediários, no caso os cambista. Estamos avaliando soluções possíveis até mesmo a solução usada na Copa da África do Sul, onde houve leilão dos últimos blocos de ingressos. É uma possibilidade. Hoje tem diversos sites com promoções de venda. Isso é muito bacana. Se isso é permitido em benefício do consumidor para um fim de semana no hotel, serviço em loja de fotografia, para venda de produto e teatro, porque não pode fazer para um jogo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Peter Siemsen, esperança de dias melhores!

 
Em 20.08.2009, o amigo João Marcelo Garcez publicou no Blog do torcedor Tricolor a seguinte nota:

Eleição presidencial: em palestra realizada há algumas semanas no Globo, Roberto Horcades dava como certa a vitória da situação das urnas no pleito do ano que vem. Respaldando-se nos piscineiros do clube e nos sócios não-tricolores, disparou. “Já estou eleito. Torcida não vota”.
Atrevimento tem limite… Tricolor, associe-se JÁ e, pelo amor que você tem pelo Fluminense, faça a diferença nas urnas.
Dentre muitas outras manifestações, a chamada sensibilizou a Torcida Tricolor, como prova a esmagadora vitória de Siemsen.

A esperança no retorno das glórias do passado está presente nas mentes da maioria dos torcedores, cansados de décadas de insucessos e desmandos.

A bola agora está com Peter e tomara que ele consiga colocar novamente o Fluminense nos caminhos da vitória.

Suas idéias são boas, em especial a criação de uma receita fidelizada com a associação em massa da torcida, o fortalecimento das ações de marketing do clube e a construção de um Centro de Treinamento, localizado o mais próximo possível de onde normalmente os jogadores moram.

O novo presidente vislumbrou que a transferência da atividade dos profissionais para Xerém é utópica, provavelmente em virtude do tempo gasto em deslocamentos, o que inviabilizaria os treinamentos em tempo integral, por exemplo.

A manutenção da parceria com a Unimed é outro ponto positivo. Embora o modelo de gestão não seja o ideal, talvez seja o único possível no status quo vigente. A imposição de novas condições para o patrocínio, pretendidas pelo candidato derrotado, com a exigência de que as verbas passassem a entrar diretamente nos cofres do clube parece inexeqüível no momento, principalmente face aos inúmeros processos trabalhistas demandados por ex-atletas e que, de um modo geral, tem contado com a simpatia da Justiça sempre em detrimento do Fluminense.

A chegada de Muricy certamente eliminará de uma vez por todas a possibilidade de transformação do clube num paraíso para os empresários que tendem a empurrar jogadores sem qualquer critério vinculado ao seu mérito profissional. A partir de agora teremos planejamento e trabalho, ô meu, como diz o nosso treinador.

Espero que Peter tenha a grandeza necessária para reconhecer e adotar as boas idéias de Julio Bueno, a principal a meu ver a que concerne ao afastamento dos empresários que cercam os garotos da base, de modo que o Fluminense tenha os direitos federativos de todos os seus jogadores.

Se de todo não for possível essa situação, que ao menos seja feito como alguns dos principais clubes de ponta do país, que detêm no mínimo de 70 a 80% desses direitos.

Outro ponto para o qual gostaria que o novo mandatário tricolor olhasse com atenção é a nefasta parceria com a Traffic, cujo único objetivo até agora foi exclusivamente de se apoderar dos direitos das melhores revelações de Xerém para repassá-las sem nenhum ou pouquíssimo benefício para o clube.

Peter tem um grande desafio: devolver ao Fluminense a pujança do passado e fazer com que sua imensa torcida tenha realmente orgulho de ser tricolor.

Boa sorte, Presidente e conte com todos aqueles tricolores de coração.

(crédito da foto: terra.com.br/Flusocio/Divulgação)