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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fluminense 5 x 4 Grêmio. A garra voltou!


Fred, Deco e Sobis as esperanças tricolores nessa reta final.

Vitória sofrida sobre um Grêmio que parecia estar disputando a final de uma Copa do Mundo. Tivessem os gaúchos atuações parecidas, poderiam estar entre os primeiros do campeonato.

A jornada acabou sendo épica para o Fluminense, principalmente pelas oscilações do marcador.

Abel não cometeu os costumeiros erros de escalação e também esteve bem nas substituições. Dessa vez manteve em campo o que tinha de melhor e o resultado acabou chegando.

Ainda assim, ansiedade e sobressalto estiveram presentes durante todo o tempo. A começar pela desastrada atuação de Cavalieri, que em noite de Fernando Henrique, falhou nos dois primeiros gols adversários e em pelo menos outras três ocasiões, não aproveitadas pelos gremistas.

Mariano também fez questão de adicionar mais sensação à partida com aquela estranha inversão de jogada, que acabou se convertendo num “passe açucarado” para a construção da jogada que originou o quarto gol gaúcho.

Após esse lance, passou pela minha mente o filme de 2005, quando cinco derrotas seguidas alijaram o Flu da disputa pelo título e da vaga para a Libertadores.

Ainda bem que as atuações Fred, em noite de Gala e Deco sempre com seus passes certeiros conseguiram superar as lambanças defensivas tão comuns nessa reta final.

Rafael Sobis pareceu-me um pouco desgastado, mas ainda assim contribuiu com um golaço.

O time mostrou aquela mesma raça que estava sumida e não esmoreceu em momento algum mesmo depois do Grêmio voltar a comandar o placar aos trinta minutos da etapa final.

Com o empenho semelhante nos jogos contra Atlético-MG e América-MG talvez o Fluzão pudesse estar mais perto do Corinthians.

Domingo próximo outra pedreira contra o Figueirense em Florianópolis. Com dedicação e cuidado a vitória poderá ser obtida e sacramentar de vez a participação na Libertadores 2012.

Espero que a diretoria faça valer o direito de vetar a presença de Wellington Nem, que deverá estar de volta ao fim do campeonato.

Agora é só apoiar a equipe e sonhar com tropeços do Corinthians.

E DÁ-LHE FLUZÃO! 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Palmeiras 1 x 2 Fluminense. A quatro pontos dos líderes.


Com Fred em forma o sonho do tetra é possível.    (foto: Terra / Fernando Borges)

A vitória sobre o Palmeiras na capital paulista demonstra que o Fluminense está vivo na luta pelo tetra.
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Apesar do início arrasador, que colocou os defensores palmeirenses em polvorosa, as inúmeras oportunidades perdidas contribuíram para o sufoco que o time sofreu em boa parte do segundo tempo.
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Pelo que o time jogou, a partida poderia ter sido liquidada antes do intervalo.
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Ainda bem que, a cada jogo, Fred vai readquirindo a sua velha forma e o “faro” inigualável para as redes.
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A presença de Deco acrescentou a qualidade do passe que faltava e o domínio do meio de campo tornou a defesa menos exposta, tanto que não cometeu nenhuma falta frontal nas imediações da área.
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Mariano e Carlinhos também se apresentaram bem. O centro da esquerda para o primeiro gol de Fred foi milimétrico e se Mariano tivesse acertado o último passe, após receber um “bolão” do Deco, certamente Fred teria marcado mais um.
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As coisas só começaram a se complicar depois da contusão do “Luso” aos 12 minutos da etapa final, porque foi nessa hora que uma vez mais Abel foi infeliz na substituição.
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Ao optar por Diogo, que anda longe de estar em forma, chamou o Palmeiras para cima.
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Quatro minutos mais tarde, ao perceber que Marquinho já se arrastava em campo, cometeu outro equívoco recorrente ao substituí-lo por Martinuccio, voltando àquele esquema ineficaz com três atacantes sem alguém com um mínimo de habilidade para municiá-los.
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O Palmeiras passou a dominar as ações até conseguir o empate aos 27 minutos.
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É verdade que na jogada do penalti nem falta houve. Todas as imagens comprovaram que Martinuccio sequer tocou em Luan, que se jogou na área e o juiz caiu na cilada.
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Só depois do empate, aos 27, Abel percebeu o erro e promoveu a entrada de Lanzini no lugar de Sobis, que ainda não está preparado para jogar uma partida completa.
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Nessa hora o time voltou a se acertar e passou a ter novas oportunidades de gol, até que  o oportunismo de Martinuccio foi coroado, quando ele avançou pelo lado esquerdo e aproveitando um chutão de Marcio Rosário, centrou com precisão para Fred desempatar.
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A vitória manteve acesa a chama do tetracampeonato, pois como diz o nosso hino: “quem espera sempre alcança”.
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O sonho continua, mas para consegui-lo será necessário desempenho quase idêntico ao obtido nas oito últimas rodadas do campeonato de 2009, ou seja, seis vitórias e dois empates.
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Os atuais líderes apresentam até agora aproveitamento de 60%, ou seja, 54 pontos em 90 disputados. Se pelo menos um deles mantiver o mesmo rendimento totalizará 69 pontos. O Botafogo também chegará aos mesmos 69 pontos mantendo o desempenho e o Flamengo terá que melhorar o rendimento para chegar lá.
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Para obter pontuação idêntica, o Fluminense terá que vencer seis e empatar um dos oito jogos, a menos que os adversários caiam de produção. Tarefa dificílima, mas não impossível para o Time  de Guerreiros.
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Para isso, entretanto, Abel tem que passar do discurso à ação. De nada adianta condenar posturas defensivas quando coloca em campo equipes recheadas de volantes sem habilidade para conduzir a bola ou acertar passes.
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Ao final do jogo com o Palmeiras, declarou: “- Nada justifica a maneira como encolhemos no segundo tempo. O Palmeiras está em um momento delicado e o chamamos para o nosso campo. Pagamos o preço do recuo com o gol sofrido. Não adianta entrar em campo atrás, fechado. Não estou preocupado em empatar, quero ganhar”.
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Esqueceu-se o bom técnico que foi ele mesmo quem acovardou o time com suas injustificadas substituições e que em todas as vezes que escalou um monte de cabeças de área não conseguiu vencer. O caso mais patético aconteceu em Curitiba contra o Atlético-PR, quando escalou quatro volantes inócuos em termos de ataque.
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O próximo jogo deverá ser um dos mais difíceis. Com as ausências de Fred e Marquinho e as dúvidas sobre as presenças de Deco e Rafael Moura, o Fluminense corre o perigo de seu técnico voltar a escalar uma equipe repleta de cabeças de área e nesse caso será quase impossível marcar, porque o desesperado Atlético Mineiro deverá vir todo entrincheirado atrás, esperando uma falha para tentar o gol.
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Já foi assim no turno, quando mesmo jogando em Minas Gerais, a postura atleticana exageradamente defensiva o irritou de tal modo, que surpreso com o fato, esbravejou: Sabíamos que seria difícil pela pressão que o Atlético vivia, mas não se vê um time em casa com dez jogadores atrás da linha da bola. Isso nos atrapalhou muito".
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Espero que Abel aprenda essas lições e coloque o Lanzini no lugar do suspenso Marquinho e que se o Deco não se recuperar a tempo que tente o Souza, porque se entrar em campo com mais de dois volantes será impossível vencer.
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Que João de Deus ilumine suas ideias.
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E DÁ-LHE FLUZÃO! 
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fluminense 3 x 1 Coritiba. Ainda no páreo!


Fred voltou a desequilibrar e destroçou a defesa do Coritiba.    (foto: Dhavid Normando / Photocamera)


A vitória sobre o Coritiba jogou por terra as previsões apocalípticas dos idiotas da objetividade.
Apesar de continuar vendo a conquista do tetra com certo ceticismo, é inegável que após a grande reação de 2009, nada pode ser considerado definitivo com relação às pretensões do Fluminense.
E na noite de ontem o Tricolor mostrou mais uma vez que dele tudo se pode esperar.
Contra um adversário enjoado, que não era derrotado desde 2003 e que começou melhor, os guerreiros tricolores conseguiram se recuperar e obter uma vitória maiúscula.
O apoio da torcida durante todo o tempo também foi fundamental para o êxito. 
Mas a vitória não veio apenas por esses fatores. Veio porque os craques voltaram a render o que deles se espera.
Mariano, Deco e principalmente Fred desequilibraram para o lado tricolor.
Cavalieri também passou segurança, embora continue perdido nas faltas nas proximidades da área. Toma gol de tudo quanto é jeito, de longe, de perto, por cima ou por fora da barreira. Os jogos contra Grêmio, Atlético Goianiense e Flamengo confirmam. Talvez seja melhor não armar barreiras, que afinal de contas acabam por facilitar os bons cobradores.
Fred teve esteve numa jornada inspirada, perfeita se não fosse o penalti desperdiçado.
Mariano com os seus dois passes milimétricos descadeirou os paranaenses e Sobis, que ainda não apresenta condições para jogar os noventa minutos, foi brilhante na combinação com Fred na jogada do terceiro gol.
Problema sério continua sendo a saída de bola. Os volantes do elenco não conseguem acertar um passe mesmo que a dois metros de distância. E não adianta treinos específicos porque falta habilidade a todos eles.
Dessa vez Abel conseguiu melhorar o desempenho recuando o Deco, mas fica a dúvida se ele terá condições físicas de jogar nessa posição por muito tempo.
O fato é que o planejamento do elenco para a próxima temporada não poderá prescindir da contratação de pelo menos um volante de categoria, do nível daqueles revelados em Xerém e que hoje brilham com camisas adversárias.
A lateral esquerda é outro ponto fraco. Carlinhos está longe do rendimento do ano passado e tem demonstrado um individualismo irritante, tentando definir a jogada por si próprio ao invés de passar para os companheiros em melhores condições de arremate. E o pior é que continua como titular absoluto.
Uma vitória sobre o Palmeiras poderá sacramentar a vaga na Libertadores e colocar o Fluminense mais perto do título, porque alguns dos concorrentes em melhores posições na classificação deverão ter muitas dificuldades para vencer, em especial os que jogam fora de casa.
Para conseguir a vitória, Abel deve se espelhar no posicionamento do Botafogo contra o Corinthians, ou seja, partir para cima e tentar liquidar o jogo no primeiro tempo.
E dá-lhe FLUZÃO!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fluminense 1 x 0 Corinthians. Libertadores, o Fluzão voltou!

Fred, decisivo outra vez.    (foto: Terra / Photocamera / Dhavid Normando).

Domingo perfeito. Quarta vitória consecutiva e distância dos demais concorrentes diminuída de forma significativa.
Com o apoio da torcida mágica, o Tricolor cresce e pode superar qualquer adversário. E ontem o sinergismo transformou o Fluzão, que não tomou conhecimento do líder, massacrando-o num primeiro tempo exuberante, apesar do placar minguado.
A presença ainda poderia ter sido maior se dois setores nobres do campo fossem disponibilizados.
Confesso que quando vi a escalação do trio de arbitragem, capitaneado pelo gaúcho Leandro Pedro Vuarden, árbitro que já havia demonstrado ter certa aversão ao Fluzão em outras ocasiões, temi pelo pior.
Temor que se dissipou já aos 9 minutos de jogo, quando Fred com um passe magistral colocou Ciro na cara do gol.  Tivesse ele rolado a bola para o Lanzini, livre de marcação, a chance de gol seria infinitamente maior.
 Aos 12 minutos, Chicão safou o Corinthians ao tirar de cima da linha a bola chutada por Ciro, após boa jogada em que driblou até o goleiro e, aos 17, foi a vez de Julio Cesar livrar o primeiro gol ao defender chute forte de Fred.
A pressão continuou intensa até que finalmente o gol saiu aos 21 minutos, com Fred cobrando falta que desviou na barreira e entrou mansamente.
A partir daí, o Fluminense diminuiu o ritmo, mas continuou controlando as ações, tanto que o Corinthians praticamente não ameaçou. A rigor mesmo, só um chute de William para fora. A tranquilidade de Cavalieri foi tanta, que deveria ter sido obrigado a pagar ingresso.
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O segundo tempo foi mais nervoso. O recuo excessivo deu alento ao Corinthians, que tentou partir para o ataque, mas esbarrou num sólido sistema defensivo. Perigo mesmo só em duas oportunidades: aos 21 minutos num chute de Jorge Henrique, que passou perto e no abafa do último lance, quando Paulo André cabeceou por cima do travessão.
A tática deu certo, mas ficou perigosa quando Fred, Lanzini e Ciro cansaram e os contra ataques sumiram. A entrada de Martinuccio deu novo gás e não fosse um impedimento mal marcado, a chance do segundo seria real porque o atacante só tinha pela frente o goleiro Julio Cesar.
Fred voltou a ser fundamental para a vitória. Correu, marcou, deu passes precisos e ainda fez o gol da vitória. Pena que ainda não esteja na plenitude da forma física.
A defesa também esteve bem. Leandro Euzébio não deu chances a Liedson, que não conseguiu um arremate sequer.
Vualden continuou aprontando, dessa vez com cartões em demasia para os tricolores. Na falta que originou o gol, a falta de Alex foi semelhante a que Mariano havia feito e tomado cartão. Para o corintiano, nada. Coisas de gaúcho recalcado.
Ao final, a choradeira dos perdedores, reclamando que o time jogou mal, Tite alegando cansaço, tudo na tentativa de encobrir o que realmente aconteceu: o Fluminense foi muito superior e não deu chances a eles.
Libertadores, cada vez mais palpável. Se continuar crescendo, quem sabe o Fluzão não chega ao título.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Força Super Ézio!

A Torcida Tricolor ora e torce por você, principalmente aqueles que se deliciaram com os seus mais de cem gols. Dá-lhe Super Ézio!  

domingo, 28 de agosto de 2011

Fluminense 1 x 2 Botafogo. Ainda pagando pela ausência do Conca!

Hora de descruzar os braços. As falhas são sempre cometidas pelos mesmos. Por que não reciclá-los e dar chances a outros?


Toda rodada é a mesma coisa. O Fluminense joga bem, mas não vence. Os solitários atacantes até que se esforçam e conseguem marcar, mas a defesa e o meio de campo inevitavelmente têm entregado o ouro.
Contra o Botafogo, a coisa foi além da conta. O primeiro gol originou-se de cobrança de lateral em que Marcio Rosário com sua força bruta foi batido facilmente pelo veloz Elkeson, que depois passou por Gum com a tranquilidade de quem rouba doce de criancinha.
No segundo, um contra-ataque comandado por Loco Abreu, que carregou a bola desde a sua intermediária sem ser molestado por nenhum defensor tricolor.  É mole, ou quer mais? Equipe completamente atabalhoada, posicionando-se de modo errado numa cobrança de escanteio a seu favor.
Após os jogos, as lamentações de sempre. Primeiro com Abel e sua declaração recorrente de que “o Fluminense precisa vencer, em primeiro lugar. Não tem jogado de maneira que não possa ganhar. Precisamos ganhar para voltar à confiança. Temos jogadores que fazem a diferença”.
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A assertiva final da declaração é que deixa a Torcida preocupada, porque não os temos mais. O melhor do campeonato passado foi “liberado” quase que graciosamente para um clube chinês, o outro meia que deveria desequilibrar não sai do departamento médico, o atacante que se deslocava e infernizava as defesas adversárias hoje joga no líder do atual campeonato e Mariano perdeu o “punch”. Restou apenas o Fred, que sempre às voltas com contusões, não é nem sombra do que foi nas campanhas anteriores.
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Se houvesse realmente a possibilidade de vendê-lo para o clube turco, não pelos míseros € 6 milhões, (R$ 14 milhões) oferecidos e sim por pelo menos  R$ 25 milhões, valor ainda muito abaixo do que estabelece a multa rescisória, o clube estaria em condições de trocar seu artilheiro por um local para a construção do sonhado CT.
Abel  lamentou também o modo como a virada foi conseguida pelo adversário: “- No primeiro gol, o jogador rodou em cima do meu de maneira infantil. No segundo, aconteceu após um escanteio a meu favor” e ainda completou com essa pérola: “as pessoas pensam que fazemos milagre ou mágica”.
Não, caro Abel, as pessoas não pensam e não querem que o treinador faça milagres ou mágicas. O que elas pensam é que o treinador tem a obrigação de dar um padrão de jogo a sua equipe, posicionar seus defensores de modo adequado, com base nos erros cometidos durante as disputas e afastar os atletas que não estejam em condições físicas ideias ou que cometem repetidas falhas. Nesse particular, vários se enquadram nessa situação, como: Marcio Rosário, Digão, Gum, Carlinhos, Rafael Sobis, Souza, Marquinho e Fernando Bob.
As pessoas esperam que o treinador esteja consciente de que nada adianta encher uma equipe de atacantes se desguarnece o seu meio de campo, pois sem criatividade a bola não chega à frente em condições de arremate. Sobram os chutões dos zagueiros e volantes, que invariavelmente voltam para os pés dos adversários.
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A verdade nua e crua é que as pessoas começam a perceber que a temporda nos Emirados transformou Abel num técnico sem a antiga criatividade e audácia para barrar os titulares que não estão bem.A realidade
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Abel ainda fala em reação no segundo turno. Pode ser que aconteça, mas para isso terá que reformular totalmente a equipe, abrindo mão daqueles que não souberam aproveitar as inúmeras oportunidades oferecidas.
Depois do treinador, os tricolores ainda tiveram o dissabor de tomar conhecimento das críticas do Gum, ao afirmar que “a equipe bobeou, permitindo a virada e não deveria ter tomado os gols da maneira que tomou”. Estranha declaração, visto ter tido ele papel preponderante na lambança no gol do Elkeson.
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E por falar no Elkeson, os comentaristas cantaram loas a sua atuação, chegando a dizer que o meia botafoguense ganhou de Lanzini por nocaute e outras baboseiras.
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 Esqueceram de olhar para o lado. A supremacia não foi de Elkeson sobre Lanzini e sim do meio campo do Botafogo sobre o do Fluminense. Enquanto Elkeson era auxiliado por Renato, Maicosuel e Marcelo Matos, Lanzini tinha que se virar com Diogo, Edinho e Souza. Esse desafio só mesmo o Conca  seria capaz de suplantar.
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Mas o que incomoda mesmo é o fato de que Elkeson poderia estar jogando a favor. O dinheiro mal aplicado na renovação do Marquinho ou o que é gasto com o Araújo, por exemplo, seriam mais do que suficientes para trazê-lo para as Laranjeiras.
Essa situação, porém, parece não ter fim. Trocas de presidentes são insuficientes para que o clube aprenda a contratar. Influências malignas de empresários espertos e alguns inescrupulosos parece ser a tônica do Fluzão.
Haja paciência!  

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Libertad 3 x 0 Fluminense. Postura inaceitável!


Eta semana ruim! Deu tudo errado. A começar pelas baboseiras ditas por Emerson na entrevista coletiva, que deve ter deliciado a mídia mulamba.

Clima tenso, um jogo importante pela frente e o nosso bravo técnico interino não se deu conta em tempo algum que os 3 x 1 obtidos uma semana antes no Engenhão havia sido obra do acaso, porque os paraguaios já tinham jogado melhor.

Infelizmente Enderson não sacou que aquele gol antológico do Marquinho havia sido obra do acaso, ou de Telê como comentado na postagem do jogo e manteve o mesmo onze titular para jogar no Paraguai.

Três volantes sem habilidade e o pobre do Conca, que ainda não se recuperou totalmente da cirurgia, sozinho para tentar municiar os dois atacantes escolhidos.

Alguns tricolores ilustres culparam a suposta soberba tricolor pela débâcle. Não creio que tenha sido assim. A causa maior do insucesso veio justamente do comando frouxo da equipe.

Cabe acrescentar que não se trata de caça às bruxas e nem de menosprezar o trabalho do Enderson Moreira, por sinal bastante superior ao Murimouse nos jogos da Libertadores.

O que se procura fazer, além de agradecer sua colaboração, é mostrar uma vez mais que, independentemente do elenco, uma equipe para se tornar vencedora necessita fundamentalmente de um treinador tarimbado e com coragem para tomar as decisões ousadas na hora certa.

Não deve haver “jogadores de confiança” do técnico, nem “intocáveis” por maiores que sejam os salários e os feitos passados. Futebol é momento e deve privilegiar sempre quem está em melhores condições físicas e técnicas. Não fosse assim, Romerito ainda estaria usando a nossa camisa 7.

Voltando ao Emerson, podemos observar que mesmo em seu desvario ele tocou num ponto que volta e meia vinha à minha mente: a insegurança do treinador quanto à tomada de decisão, em especial a substituição das estrelas.

Várias vezes esse blog citou que em alguns jogos teria sido melhor a saída do Fred do que a recorrente substituição do Rafael Moura e que em hipótese alguma Marquinho seria o cara para tratar da armação das jogadas.

O que aconteceu na aziaga noite de ontem já estava previsto, apenas nós tricolores não queríamos aceitar o óbvio.

Pois bem, ontem Enderson perdeu-se de vez. A começar pela postura ridiculamente defensiva. As tentativas de justificativa de que “os anfitriões se impuseram em campo” e que apesar de “nunca ter dito que o time iria jogar atrás, o Libertad qualificado nos fez jogar assim” não fazem o menor sentido.

O jogo realmente não estava para o Flu, mas Enderson manteve-se impassível e nada fez no intervalo, deixando o Deco no banco, mesmo ao ver que o inteligente técnico paraguaio conseguia anular quase todas as jogadas do Conca. Se não viu, foi pior ainda.

Até mesmo quando Marquinho fez a sua única boa jogada, como é de praxe na maioria das partidas em que participa e deu o passe milimétrico para o Fred, nosso comandante, ainda visivelmente fora de ritmo, perdeu o gol cara a cara com Vargas. Uma bola que qualquer profissional medianamente capacitado empurraria para dentro do gol. Decorriam 27 minutos da etapa final e o empate àquela altura significaria a classificação.

Logo depois Rafael Moura foi substituído por Araújo e Fred continuou em campo, apesar de não estar fazendo nada de útil. O mesmo já havia ocorrido na quinta-feira anterior, quando Fred apesar de perder dois gols feitos,  continuou em campo até o fim.

E sem falar no afastamento do Souza, preterido até do banco, barrado pelo esforçado Willians.

Após a desclassificação, Enderson, em sua incredulidade, declarou que “os paraguaios já tinham dificultado o triunfo no Rio de Janeiro”. Incompreensível como não tomou nenhuma providência para reverter a situação.

Outro fato que me incomodou muito foi a declaração sobre a falha do Berna no primeiro gol: "Um goleiro da condição do Berna sabe que poderia ter feito a defesa no primeiro gol. Mas fez defesas importantíssimas no jogo. Não tenho como lamentar". (sic)

Que Berna tem altos e baixos todos sabem, mas cabe à torcida e unicamente a ela pegar no pé do goleiro, como modo de incentivá-lo a aprimorar seus treinamentos. O fato citado pelo treinador soa como tentativa de desviar o foco sobre a verdadeira causa da derrota: a falta de um esquema que privilegiasse o ataque e a presença dos mais habilidosos, além da insatisfação de muitos pelos constantes erros de escalação.

É isso, caros Tricolores, estamos todos tristes, cabisbaixos, de luto até, porque sabemos que essa era uma classificação tranquila.
Mas fazer o que? A gora é só esperar que o Abel mude o estilo de jogo desse elenco e o transforme numa equipe não só guerreira, mas também que saiba jogar o futebol bonito que seus craques tem condições de praticar.
Que use as melhores peças, que não descarte jogadores talentosos como Souza e Deco e que bote o time pra frente. SEMPRE!
E a julgar por suas declarações em entrevista à Rádio Globo, reproduzidas abaixo, parece que o nosso comandante está imbuído desse objetivo.
-“ Não gostei da postura (contra o Libertad). Você não pode administrar vantagem, e foi o que aconteceu. A situação atual não é nada favorável e não condiz com a grandeza do clube. Muito disse me disse, muitos problemas. O momento era extremamente importante e a coisa desandou”. (Abel Braga)

Ao Enderson fica o agradecimento pela colaboração e votos para que faça um bom trabalho junto às divisões de base para no futuro, quem sabe, o Tricolor voltar a ser aquele formador de talentos para que a atual administração os possa aproveitar na equipe principal sem se desfazer deles a preços irrisórios, como fizeram as anteriores.
E apesar dos pesares, DÁ-LHE FLUZÃO!   

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fluminense 0 x 0 Nacional. Urge a volta dos “canelinhas de vidro”.

Muricy terá que quebrar a cabeça para fazer o ataque voltar a funcionar

Escolado com o vexame contra o Boavista, decidi não comparecer ao Engenhão. A escalação com apenas Rafael Moura formando o ataque prenunciava que o gol não iria sair mesmo, assim preferi a TV para sofrer compensado ao menos pelo conforto de minha poltrona.

Menos mal que não tomamos gol. Muricy enfim vislumbrou que a presença de Edinho tornava a defesa vulnerável, porque o volante contratado para ser melhor que Diogo até hoje ainda não tem consciência se é zagueiro ou volante. Alguns já começavam a considerá-lo como o Ygor 2011.

Nos jogos em que atuou, ou se posicionava muito atrás deixando um buraco no meio do campo, ou avançava em demasia tornando a zaga exposta, além das infindáveis faltas desnecessárias, inclusive a determinante na vitória do Boavista.

A montoeira de gols que o time tomou dos poderosos ataques do Olaria, Macaé, Cabofriense, Duque de Caxias e Boavista, além dos cinco sofridos ante Botafogo e Argentinos Juniors, parecem ter convencido o treinador de que a contratação desse reforço foi uma bola fora. E pensar que para sua liberação, o Fluminense teve que ceder ao Palmeiras um atacante promissor, que já mostrou ontem seu faro de artilheiro, um atacante da base e uma quantia em dinheiro ao Internacional, um verdadeiro negócio da china para os adversários.

Decididamente, contratação não é o forte do Fluminense. Se a diretoria acertou ao montar a equipe para 2010, com a ressalva que optou por medalhões próximos ao fim de suas carreiras, voltou a errar ao escolher os “quatro reforços pontuais” para a campanha de 2011.

Como disse o caro amigo “Tricolor” na postagem de 20/02 passado “a questão é que os barrados no time, substituídos pelos “reforços”, são no mínimo do mesmo nível destes. Perdeu-se entrosamento sem que houvesse melhoria do nível técnico da equipe”.

E na noite de ontem seria cômico se não fosse trágico ver os quatro salvadores da pátria sentados lado a lado no banco de reservas.

Uma coisa é certa e nenhum tricolor pode se abstrair dela. Ganhamos o campeonato do ano passado em grande parte devido às atuações irrepreensíveis do Conca. Agora, enquanto se recupera da cirurgia e até que volte a ostentar a sua forma atlética ideal, o resto da equipe tem que comer grama e passar a raciocinar mais um pouco em campo como único meio de suprir suas deficiências. Muricy também precisa se conscientizar desse fato e não contar tanto com os milagres do argentino.

Perdemos a classificação? Ainda não. Argentinos Juniors e Nacional são times inferiores. Jogam com raça sim, mas retrancados na espera dos erros do adversário e fazem cera o tempo todo. O América, pelo que mostrou no jogo com o Nacional, não é lá essas coisas e pode ser derrotado duas vezes pelo Fluminense. Para isso, entretanto, será necessário um esforço maior de Fred, Emerson e até do Deco para afinal conseguirem uma sequência de jogos.

Sem eles, poderemos vir a amargar uma desclassificação precoce, inconcebível após o tricampeonato.

O jogo de ontem serviu também para mostrar que Digão aos poucos vem adquirindo a forma da defesa do time de guerreiros e, se continuar assim, poderá voltar a ser titular da zaga, barrando um dos atuais. Entretanto, se isso acontecer, o Flu correrá sério risco de perdê-lo de graça, porque a maior parte de seus direitos pertence à "parceira" aproveitadora.

Muricy minimizou o empate, afirmando que a classificação no grupo ainda está em aberto. Mostrou-se satisfeito com o fato do time ter ido para cima do adversário o tempo todo com mais de sessenta por cento de posse de bola e muitas finalizações, o que é verdade.

Pena que se abstraiu de que todos os chutes foram para fora e que o goleiro uruguaio saiu de campo com o uniforme limpinho. Precisa treinar mais arremates porque chutões por cima do gol não ganham jogo.

Um fato é certo, o time tem que jogar com dois atacantes de ofício, mesmo que estejam fora de forma. Se Rodriguinho, que nada de útil fez, foi escalado em vários jogos, por que não entrar de cara com Araújo ou Tartá em jogos que temos a obrigação de vencer?

VAMOS LÁ FLUZÃO, QUE AINDA DÁ!
(crédito da foto: terra.com.br/Photocamera)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fluminense 3 x 1 Duque de Caxias. E só dá Fred!

Fred desequilibrou apesar da grande atuação de Fernando

Gozando merecidas férias em Guarapari, assisti a vitória tricolor pela TV. Embora sem a sensação gostosa de “participar” do jogo que a presença no estádio proporciona, pela TV pude testemunhar em tempo atual as reações das personagens, principalmente as broncas do Muricy quando a coisa desandava.

Apesar dos contumazes sustos, a vitória acabou vindo até com certa tranquilidade, graças à presença incomparável de Fred. Nos três gols decisivos que fez mostrou sua habilidade em arrematar com precisão.

Artilheiro absoluto do campeonato com oito gols em cinco jogos tem tudo para ser o craque do ano do futebol brasileiro. Resta esperar que não volte a ficar envolvido com a série de contusões que tanto atrapalharam seu futebol no ano que passou.

 
A marcação implacável não conseguiu segurar o Conca

Outro monstro foi o Conca, que não deu bola para a recente cirurgia, não fugindo de nenhuma jogada, mesmo as mais ríspidas e ainda mostrou sua categoria com os passes açucarados para Fred e Carlinhos, algo realmente de cinema.




Mariano mais uma vez esteve bem e Carlinhos, embora um pouco abaixo, também não comprometeu.

Souza foi um monstro no meio campo, principalmente na etapa complementar. Pena que tenha desperdiçado um passe primoroso de Fred por excesso de preciosismo.

A estreia de Araújo foi dentro do esperado, após tanto tempo sem jogar. Chutou uma bola no travessão e deu o centro para o primeiro gol de Fred. Pelo que apresentou deve ter garantido a vaga para o jogo inaugural da Libertadores, ao lado do Rafael Moura.


Os destaques negativos ficaram por conta de Diego Cavalieri e Edinho.

O volante ainda não conseguiu dar à zaga a mesma proteção que davam Diogo ou Valencia. Deveria ser preservado até que readquira sua forma física ideal.

Diego fez duas boas defesas, mostrando que debaixo dos paus já está muito bem. Problemas são os cruzamentos na frente da área em que permanece estático na maioria das vezes, como no gol que tomou ontem e os chutes de longa distância, ocasiões em que costuma bater roupa. Tem lembrado a fase insegura do Fernando Henrique, quando ganhou a alcunha de “mão de maionese”.


Enquanto isso, Ricardo Berna teve esquecidas sua atuações nos jogos decisivos do título do ano passado e amarga injusta reserva.


Muricy, após o empate do Duque de Caxias, esbravejou contra Diego. Não devia, porque afinal a decisão de escolhê-lo foi dele e de ninguém mais.


A Torcida Tricolor, entretanto, sabe que com o passar do tempo, a clarividência do Muricy irá se sobressair e os que estiverem em melhores condições serão os escolhidos para entrar em campo.

(crédito das fotos: Terra.com.br/Photocamera)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fluminense 6 x 2 Olaria. E começou o show do Tricolor!



Livre das contusões Fred tem tudo para ser titular absoluto da Seleção

Aos poucos o time vai se acertando, mesmo sem o seu maestro insuperável.

Fred em noite de gala comandou a equipe com dois gols e vários passes açucarados para os companheiros. O de letra para Marquinho marcar o primeiro foi coisa de gênio.

Além disso, batalhou o tempo todo e deu tranqüilidade à equipe até nos momentos em que o adversário vencia o jogo.

Tartá continua amadurecendo e subindo de produção. Confirma o acerto de Muricy em acreditar em sua recuperação, ao contrário do que aconteceu com técnicos menos experientes, que acabaram por se deixar envolver pelo boicote descarado de que foi vítima.

Deco não esteve bem. A rigor só o passe certeiro para Fred marcar o seu primeiro gol. Logo depois voltou a sentir a coxa e passa a ser, do mesmo modo que Emerson, um atleta que dá toda a pinta com o qual não se poderá contar na maratona de 2011.

Marquinho e Rodriguinho se movimentaram bem e dentro de suas limitações contribuíram com dois gols cada. Aliás, o segundo de Marquinho foi uma pintura. Até que enfim apareceu alguém no time do Fluminense que conseguiu fazer um gol de falta. Muricy deveria treiná-lo mais e proibir qualquer outro de efetuar cobranças.

Mariano mais uma vez demonstrou ser um dos melhores na posição e Carlinhos voltou a mostrar que é superior a Julio Cesar.

Berna confirmou a segurança dos últimos jogos e deve deixar o Diego em compasso de espera.

A preocupação recai sobre os volantes. Valencia e Diguinho não deram à zaga a proteção esperada e foi justamente por esse setor que o Olaria conseguiu assustar nos primeiros vinte minutos.

O importante, entretanto, é que o time vai suplantando as dificuldades e com o comando eficiente de Muricy tem tudo para chegar às finais do campeonato.

Muricy deverá se concentrar agora em definir a dupla de ataque para a estréia na Libertadores, já que não poderá contar com Emerson e Fred.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Bangu 0 x 1 Fluminense. E dá-lhe Fred e dá-lhe Tartá!


E começou a jornada. E dentro do esperado. Vítimas de um calendário imbecil, os favoritos, em sua maioria ainda fora de suas condições físicas ideais, penaram em jogos que deveriam vencer com tranquilidade.

E o “privilégio” não foi só do Rio de Janeiro, aconteceu também nos demais estados.

E o nosso Fluminense não poderia fugir à regra. Conseguiu a vitória, mas com muito sufoco.

O time apresentou muito pouco. Apenas com Fred como atacante nato, que ainda assim voltava muito para buscar jogo, as jogadas ofensivas foram raras principalmente durante a primeira etapa.

A rigor ninguém se destacou e o time demonstrou claramente a falta que sentiu do Conca. A diferença do Fluminense com ou sem ele é a mesma da água para o vinho.

Deco não disse ao que veio. Souza, que havia “arrebentado” nos treinos, sentiu na pele a máxima do Didi e viu que jogo e treino são coisas bem diferentes. Apenas alguns lampejos, conclusões falhas e uma expulsão desnecessária.

Muricy reclamou com razão da falha na saída de bola que acabou ocasionando o segundo amarelo, mas o primeiro foi uma falta boba, inadmissível para um jogador que pretende ser titular.

É claro que é muito cedo para fazer uma avaliação consistente, mas o jogo de ontem diminuiu minhas esperanças de vê-lo jogando como segundo volante no lugar do Diguinho.

Julio César continua o mesmo, não apoia e falha na marcação. Carlinhos, mesmo vindo de contusão, se apresentou melhor.

No segundo tempo, depois da expulsão do zagueiro banguense, o time melhorou e partiu para o ataque, mas o natural desentrosamento defensivo ainda causou sustos. Ainda bem que Ricardo Berna manteve a segurança das últimas rodadas do campeonato passado e tenha contado com a ajuda do travessão para não ser vazado.

Gostei do Tartá, principalmente depois que ele passou a atuar na sua real posição. Vindo de trás ele é bem melhor e foi assim que fez a bela jogada do gol, completada com a maestria pelo Fred.

O jogo serviu para confirmar que o elenco tricolor carece de atacantes.

Alguns poderão arguir que a melhor dupla de ataque ainda é do Fluminense. Ledo engano, pois não se pode contar Emerson, vítima que é de seguidas contusões e daquelas que levam meses para recuperação.

A terrível administração anterior se desfez dos atacantes revelados em Xerém e a atual abriu mão de duas promessas, Adriano “Michael Jackson” e Alex, para poder contar com o Edinho. Torço para que o Muricy não tenha se equivocado na escolha.

O fato é que com a suspensão do Fred, o time não terá ataque para a estreia na Libertadores contra o adversário mais difícil do grupo.

Só nos resta torcer para que o Araújo reúna o mínimo de condição física para ao menos um golzinho, ou que a diretoria consiga trazer alguém para o lugar do Washington em tempo hábil.

E por falar em Washington, o melhor da noite mesmo foi a homenagem prestada pelo clube e torcida ao grande artilheiro.

Washington pela sua postura e comportamento angariou a simpatia não só da Torcida Tricolor como também das demais, como provaram os aplausos da torcida do Botafogo.

Parabéns Washington e mais uma vez muito obrigado.

(crédito da foto:lancenet.com.br)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Fluminense 0 x 3 Santos. Acidente de percurso!

                              Eta departamento médico bão!

Uma noite para esquecer, deu tudo errado.

A começar pela escolha do substituto do Mariano. Muricy esqueceu a máxima de que para jogar em time grande é preciso mais do que alguns poucos treinos.

Desde o início, Marquinhos mostrou que não estava muito à vontade em campo. Sentiu claramente o peso da camisa de um time líder, compreensível para um jogador que até pouco tempo jogava sem nenhuma pressão num clube da série B.

Não se trata de crucificar um jovem atleta, mas a decisão de escalá-lo foi precipitada. Não que Thiaguinho seja o cara, mas pelo menos tem a experiência de já ter sido campeão pelo Botafogo e jogado algumas vezes no próprio Fluminense.

No lance do primeiro gol do Santos, a bola no segundo chute do Neymar nitidamente ia pra fora. A intervenção atabalhoada e desnecessária do Marquinhos a fez chocar-se com a trave e voltar límpida para Zé Eduardo marcar.

No terceiro gol, não estava na posição e nem se preocupou em tentar voltar, obrigando Diogo a um esforço hercúleo na tentativa de fazer a cobertura.

Em suma Marquinhos em momento algum conseguiu apoiar o ataque com objetividade e deixou uma avenida pelo seu setor. Sua substituição no intervalo certamente teria sido mais produtiva que a entrada do André Luis.

Outra questão delicada foi a entrada de Fred no intervalo. Depois de setenta dias parado, mesmo que não voltasse a sentir a contusão, a probabilidade dele não aguentar todo o segundo tempo era muito grande. Se tivesse entrado de início, poderia ter dado lugar ao Washington logo aos três minutos e o time jogado completo toda a partida.

Certo fez o Adilson com relação ao Dentinho. Entrou com o atacante desde o início e quando ele sentiu simplesmente o substituiu e o Corinthians jogou completo, sem sobrecarregar ninguém.

Aliás, sob esse aspecto cabe comentar a diferença de postura dos médicos dos dois clubes após os respectivos jogos.

Enquanto o do Corinthians declarava que iria investigar a fundo a causa de tantas contusões musculares em Dentinho, anormais em atletas jovens, nada se ouviu a respeito por parte do médico tricolor.

Lembro o caso do Roni, que ficou inativo por quase um ano por conta de uma distensão “incurável”, até a descoberta de um foco inflamatório que impedia sua recuperação. Não seria o caso de procurar também no Fred as causas de tantas contusões musculares? Com a palavra o conturbado departamento médico tricolor.

Para completar a sucessão de equívocos, a formação do banco. Questiono a presença de Belletti, já que ele nunca é utilizado. Muricy deixa transparecer que ainda não confia completamente nele e talvez por isso mesmo fosse mais efetiva a presença de Équi Gonzáles ou Tartá, jogadores que podem alterar o andamento de uma partida, já que Marquinho pouco vem acrescentando à equipe há bastante tempo.

Apesar de todos esses fatos nem tudo está perdido, porque nenhum dos demais candidatos ao título venceu na rodada. A exceção ficou por conta do Santos, que ainda está dez pontos atrás.

Do jogo em si nada mais a destacar, pois como já foi dito deu tudo errado. Resta elogiar a postura da Torcida Tricolor, aplaudindo o time mesmo na derrota. Afinal, o Fluminense continua líder e se o Goiás der uma mãozinha hoje à noite, a distância continuará a mesma.

Domingo, uma batalha quase decisiva. Se realmente puder contar com Emerson, Deco e Diguinho as chances de vitória aumentam, afinal o Cruzeiro não é tudo isso que a mídia cretina propala.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: globo.com)