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segunda-feira, 21 de março de 2016

Flamengo 0 x 0 Fluminense. A força de Flamengo e Fluminense!



Fla-Flu histórico. Não pela importância da competição em si, mas pela novidade do jogo na capital paulista depois de tanto tempo.

O jogo em si foi morno, longe de suas tradições, com poucos lances de emoção.

Para a Torcida Tricolor a satisfação de ver o Fluminense em campo com uma cara de time, cara feia ainda, mas uma cara.

Pela primeira vez nos últimos dois anos não tivemos um bando em campo.

Falta muita coisa ainda, a começar pela necessidade de equilibrar o elenco, como Levir Culpi pode perceber logo nos primeiros treinos.

O tão decantado elenco estelar não é tão estelar assim. Temos Fred, Cícero, Diego Souza, Cavalieri; Scarpa e Marlon, duas boas promessas que ainda precisam amadurecer mais, além de Gerson, que breve seguirá para a Itália.

O resto é formado por jogadores comuns supervalorizados pelos elevados salários obtidos em negociações realizadas por quem não entende do riscado.


Mas mesmo assim poderíamos ter vencido com a cabeçada do Cícero rente à trave, o puxão na camisa de Fred não marcado, o excesso de individualismo de Scarpa preferindo chutar em cima de Paulo Victor do que passar para o Fred, livre a seu lado.


A amostra foi boa e a sensação é de que com mais um atacante de peso poderemos voltar a nos orgulhar do Tricolor.

O resultado em si foi o que menos importou. O jogo mostrou a civilidade das duas torcidas, além de atestar uma vez mais que a dupla Flamengo e Fluminense é muito mais importante do que dirigentes medíocres, que transformaram a federação carioca num antro de apadrinhamento e picaretagem. O público presente, mais de trinta mil, é a prova cabal.

E o que não consigo entender é como tanto Eduardo Bandeira como Peter Siemsen ainda não perceberam o óbvio e continuam subjugados pela direção da FERJ e seus asseclas.

Pode ser que algum dia eles realmente entendam a força da dupla Fla-Flu.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Flamengo 0 x 0 Fluminense

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu, São Paulo, SP; Data: 20/03/2016
Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Auxiliares: Silbert Faria Sisquim (RJ) e Michael Correia (RJ)
Cartões amarelos: Pierre, Diego Souza e Henrique

Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar; Willian Arão, Ederson (Alan Patrick, 25'/2T), Marcelo Cirino (Gabriel, 28'/2T), Emerson Sheik e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho.


Fluminense: Cavalieri, Jonathan, Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre, Cícero; Gerson, Diego Souza (Marcos Júnior, 21'/2T) e Gustavo Scarpa (Magno Alves, 40'/2T); Diego Souza (Marcos Junior, 21'/2T) eT Fred (Osvaldo, 12'/2T). Técnico: Levir Culpi.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Flamengo 0 x 0 Fluminense. O bonde não é tão sem freio como apregoam!


 Guerreiros Tricolores, agora é com vocês.

Amigos Tricolores,

Tivemos um Fla-Flu sem muitas emoções, onde o empate acabou sendo justo, visto que cada clube dominou uma parte do jogo.

Depois da entrada de Souza, o Fluminense tomou conta do jogo e com um pouquinho de sorte a bola que beijou a trave do Felipe teria entrado e dado a vitória ao Fluzão.

Não tenho dúvidas de que o Fluminense com todos os titulares em forma tem amplas condições de vencer o Flamengo. O problema é um dia conseguir ver o Fred jogando os noventa minutos de um Fla-Flu. É provável que o mundo acabe e isso nunca aconteça.

O jogo em si já não valia muito. Para nós tricolores então, pouco importava se tivéssemos vencido por 5 x 0 ou mesmo levado goleada igual da urubuzada.

Nossa preocupação durante toda a semana foi com a turbulência política no clube, que culminou com a perda do melhor treinador do Brasil.

Um episódio em que todos erraram.

Errou o Muricy ao largar o barco em plena disputa de uma classificação na Libertadores. Jogou para o alto toda aquela falação sobre honrar os compromissos assumidos e como um garoto mimado fez beicinho e saltou de banda.

Em nota divulgada por sua assessoria, enfatizou que já havia tomado esta decisão há alguns dias, mas devido ao clássico de hoje achou correto esperar o jogo. Aí eu pergunto: E os jogos contra América, Nacional e Argentinos Juniors?

Afirma ainda que quando chegou ao clube foram prometidas duas condições: uma equipe para ser campeã e a melhoria na estrutura física do clube, o que, no entanto, não aconteceu.

O que será que pensa o Muricy? Será que acredita em Papai Noel ou na Jeannie, o gênio? Como poderia o novo presidente, que assumiu em janeiro, tirar da cartola um centro de treinamento em dois meses e meio?

Cortina de fumaça para encobrir a verdadeira causa de sua demissão. Dessa vez Muricy pisou na bola e pisou feio, dando um péssimo exemplo, deixando na mão um grupo de atletas de elevado nível e toda uma torcida apaixonada pelo seu clube de coração, além de também ficar mal perante seus familiares para quem sempre apregoou a necessidade de respeitar os compromissos assumidos.

No episódio, também errou Peter Siemsen e errou feio ao permitir a saída do treinador sem nenhum esforço para mantê-lo. Em sua coletiva, visivelmente nervoso, titubeando e escolhendo as palavras, declarou que não gostava de trabalhar com pessoas insatisfeitas.

Em suma, liberou o Muricy do pagamento da multa rescisória de R$ 20 milhões, como se o clube fosse uma empresa sua e em situação tal que pudesse dispensar tal quantia. Quantia essa que poderia ser utilizada para pagar a multa rescisória do Abel Braga, por exemplo.

Poderia e deveria ter forçado o treinador a ficar ao menos até o fim da Libertadores. Não fez nada disso e mostrou uma desagradável faceta de incompetência como administrador.

Já havia errado na demissão do Alcides Antunes. Não que eu ache que ele devesse continuar. Suas atitudes com relação às cessões de direitos das jovens revelações à Traffic são pra lá de contestáveis. O caso do Maicon, abordado nesse blog por diversas vezes, merece uma auditoria profunda.

O momento da demissão é que foi a grande falha. Se Alcides não era homem de sua confiança, deveria ter sido afastado no dia da posse e não deixá-lo no cargo para trazer problemas futuros.

Agora Peter tem a missão de arranjar um substituto à altura. A Torcida Tricolor espera que ele não venha com algum técnico “meia-boca”, como os que estão por aí desempregados e retornando após fracassos no exterior.

Creio que seja a hora de rezar para João de Deus, pois dois meses e meio é muito pouco tempo para tanta lambança.

E apesar dos pesares, DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: Terra.com.br / Photocamera)