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sexta-feira, 18 de março de 2011

Muricy já foi. Que Siemsen tenha paciência e sabedoria para esperar o Abel!

Amigos Tricolores,

Passados alguns dias da intempestiva saída de Muricy Ramalho, as verdadeiras causas permanecem obscuras. Creio mesmo que a verdade nua e crua nunca virá à tona de maneira clara.

Muricy declarou que deixava o clube pela falta de estrutura, alegando não ter condições para treinar e que não via perspectivas de que a situação iria se alterar.

Em sua metralhadora giratória contra tudo e contra todos, fugiu da verdade, ou talvez tenha mesmo se enganado quando afirmou que perdia jogadores a toda hora devido às condições precárias do campo das Laranjeiras.

Esqueceu-se de que Fred, Emerson e Deco se contundiram durante jogos no Engenhão, Diguinho machucou-se na partida contra o Vasco da Gama, ainda no Maracanã e Digão já vinha com lesões crônicas desde o ano passado.

Dos contundidos com gravidade, apenas Rodriguinho lesionou-se nas Laranjeiras e assim mesmo lesão muscular.

Muricy sabia de antemão que um Centro de Treinamento não poderia ser conseguido da noite para o dia, daí fica difícil de engolir a alegação apenas dois meses após a posse do novo presidente.

Na realidade, após a conquista do título, Muricy cometeu alguns erros graves. A começar pelas indicações das contratações, todas de jogadores inferiores aos que estavam no clube.

E o pior é que bancou a titularidade de todos os novos “reforços”, mesmo quando o time desandou. Chegou ao cúmulo de declarar em entrevista ao Lancenet, publicada em 07/02, que Ricardo Berna não havia sido excelente porque só havia jogado nove jogos como titular e que o Diego havia chegado fora de forma porque na Europa eles não treinam goleiro, mas que os treinos daqui o iriam colocar em forma novamente.

Deduzi desse raciocínio que excelente é o Cavalieri, mesmo tendo amargado quase três anos de reserva, atuando nesse período menos que as nove vezes do Berna.

A consequência é que deixamos de vencer na estreia da Libertadores pela falha grotesca do Diego.

O apoio incondicional ao Edinho, ainda que com sua entrada a outrora melhor defesa do Campeonato Brasileiro tenha se desintegrado, levou a torcida ao desespero. Enfim veio a barração do time titular, mas a permanência no banco de reservas ainda custou a derrota no México.

Em minha opinião, Muricy fugiu da raia e passou a forçar uma batida de frente com os dirigentes para se livrar do problema que ele mesmo havia criado.

Em seu blog, o jornalista Renato Maurício Prado publicou sob o título Garganta Profunda no Flu, a íntegra de um e-mail supostamente endereçado por um ex-dirigente do clube, que contesta a versão divulgada pela assessoria do treinador.

Afirma o ex-dirigente que após o jogo com o América, Celso Barros cobrou do treinador uma posição sobre os reforços que foram contratados estarem fora do time titular e que Muricy não aceitara as ponderações, o que gerou uma insatisfação mútua e foi o estopim para o início do distrato entre as partes.

Celso Barros tratou de desmentir a versão, de modo que ficou o dito pelo não dito.

De qualquer forma dois fatos parecem corroborar com a versão de que Muricy tenha mesmo sido demitido: a liberação do pagamento da polpuda multa rescisória e a carranca do treinador durante o Fla-Flu.

Qualquer que seja a verdade, provavelmente nós torcedores que amamos e sofremos com o Fluminense jamais saberemos.

Quanto à saída do Alcides, como torcedor fico aliviado, porque não consigo aceitar a facilidade com que nossos craques revelados em Xerém foram repassados à Traffic sem nenhum ou quase nenhum benefício para o Fluminense.

Embora seja uma pena ter perdido o melhor técnico do Brasil por questões que poderiam ter sido contornadas, a vida segue e precisamos nos unir para ajudar o Fluzão a se classificar na Libertadores.

A presença em massa da torcida no jogo contra o América-Mex será fundamental para a arrancada para a classificação, porque time melhor nós temos. É só ninguém querer inventar.

Sobre o novo comandante, a maioria dos nomes ventilados pela imprensa não me agradam. Adilson Batista, Caio Junior, Levir Culpi, Paulo Autuori, nenhum deles será capaz de conquistar a Libertadores e o Brasileirão.

Dorival Junior seria a pedida, mas sua saída do Atlético Mineiro no momento é inviável.

Falam também na mala do Felipão, que há muito não apresenta um trabalho de vulto, além do irritável mau humor e também se tratar de uma negociação igualmente difícil.

O que o Fluminense precisa é de alguém que vista a camisa, alguém que tenha vínculos afetivos com o clube e nesse quesito Abel Braga é imbatível.

Não interessa que só poderá assumir em maio. Até lá um interino poderá levar o barco. Josué Teixeira ou mesmo Leomir poderiam ser essa pessoa.

Espero que Peter Siemsen decida com sabedoria porque será bem melhor esperar um pouco pelo Abel do que ter que demitir qualquer um desses outros no meio do Brasileirão.

Que Deus ilumine sua decisão.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Belletti dá adeus.



Belletti encerrou seu ciclo no Fluminense.

Contrastando com a grossura e falta de educação de Muricy Ramalho, Belletti saiu pela porta da frente.

Em sua mensagem de despedida, o atleta enalteceu o clube e agradeceu o respeito e a dedicação recebidos.

A seguir a íntegra de sua nota:
"Quero deixar aqui meu agradecimento aos jogadores e funcionários do Fluminense FC pelo respeito e dedicação nessa etapa em que estive no tricolor carioca.

Gostaria de ter ajudado mais o time, mas algumas coisas que fogem ao meu controle me atrapalharam, e muito.

Aprendi a admirar ainda mais esse clube que tantos títulos conquistou ao longo de sua historia.

Obrigado também a Unimed RIO, através de seu presidente Celso Barros, por ter me proporcionado essa volta ao Brasil.

Boa sorte, Fluzão!!!
E boa sorte Belletti!

domingo, 12 de setembro de 2010

Atlético Goianiense 2 x 1 Fluminense. Outra bobeada no final!

Não adianta chiar Muricy, uma vez mais o castigo veio pela insistência com Belletti.

Mais uma vez o Fluminense deixou escapar três pontos fáceis, inúmeras foram as chances perdidas. Um pouco menos de ansiedade e o jogo poderia ter sido resolvido ainda na primeira etapa.

Mesmo empatando o Fluminense via a distância para o Corinthians aumentar, pelo menos até Muricy uma vez mais usar da "poção mágica para tomar gol" e promover a entrada de Belletti.
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Como já havia acontecido em jogos anteriores, Belletti não só perdeu de forma bisonha a jogada que originou o contra- ataque mortal dos goianos, como também não teve forças para correr e tentar pelo menos atrapalhar o arremate de Juninho, retornando para a defesa em ritmo de trote.

Não se trata de fazer carga contra o atleta, mas o fato é que ele não reúne as mínimas condições físicas para entrar em partidas da primeira divisão do campeonato brasileiro. Nitidamente fora de ritmo irá necessitar de uma sequência de jogos para poder vir a ser útil.
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O fato preocupante é que não dá para promover essa recuperação em jogos difíceis como do atual campeonato, afinal de contas já são 5 (cinco) os pontos perdidos pela equipe por falhas individuais do Belletti. Além do de ontem, os outros quatro aconteceram nos jogos contra o Botafogo, cujo gol de empate foi obtido numa falha bastante semelhante à ocorrida no Serra Dourada e São Paulo em que uma falta boba e completamente desnecessária na entrada da área propiciou o gol de Rogério Ceni.

Muricy deve estar com a consciência pesada por ter avalizado a sua contratação, mas cada vez que colocá-lo em campo nessas condições correrá grandes riscos de tomar gols bizarros.

A questão que vem à mente dos tricolores é de que adianta abrir mão de valores promissores como Maicon e Alan para garantir a permanência do Conca, fazer contratações milionárias como a de Fred, Emerson e Deco, se na hora H teremos que ver o Belletti entregar o ouro?

Para entregar o ouro já temos o Fernando Henrique e basta.

Aliás, ridícula a discussão entre ele e Rafael, cada um se julgando melhor do que o outro. A origem da desavença é a vaidade de cada um, incapazes de reconhecer as falhas corriqueiras que cometem.

Se FH falhou contra São Paulo e Guarani, Rafael também já havia falhado de forma idêntica nos jogos contra o Corinthians e Botafogo, esse no campeonato estadual, quando o time perdeu de virada depois de dois frangos indesculpáveis.

No fim mesmo a culpa é dos dirigentes, que não tiveram a capacidade de contratar um goleiro à altura da equipe.
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Ao final da partida, apesar de mostrar uma visível irritação, Muricy evitou críticas ao elenco, declarando que o Fluminense pagou pela sua postura ofensiva dos minutos finais. “Nosso time procura o ataque durante todo o tempo, por isso leva alguns gols”, declarou.

É caro Muricy, realmente atacamos o tempo todo, mais uma forte razão para manter o Belletti fora do time, sob pena de perdermos um campeonato que se desenha à feição do Fluminense.

Apesar das recentes mancadas em escalações e principalmente nas substituições, Muricy é o cara. Creio que ainda não teve tempo de conhecer todas as facetas do elenco. Espero que em breve ele vislumbre a virtude de alguns relegados a segundo plano, como por exemplo, o Tartá, que com uma pequena sequência poderá vir a ser mais efetivo que o Marquinho.

No jogo de ontem, após a expulsão, talvez a entrada de um driblador como o Wellington Silva fosse mais eficaz do que a mesmice de sempre.

Agora não adianta mais chorar o leite derramado, mas a vitória sobre o Corinthians na próxima rodada passou a ser mandatária.

Torcida Tricolor, temos que lotar o Engenhão para evitar que a paulistada o faça. Time por time, o nosso é melhor, técnico por técnico, o nosso é melhor, torcida por torcida, a nossa é melhor, mas precisamos provar tudo isso na quarta-feira. NÃO FALTE. Até lá.

E DÁ-LHE FLUZÃO, CAMPEÃO!
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(crédito da foto: espn.com.br)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fluminense 2 x 2 São Paulo. Não era o dia!

Ontem decididamente não era o dia. Uma série de equívocos acabou por fazer com que o Fluminense perdesse dois pontos daqueles que não se pode perder.

A bem da verdade o problema começou a se desenhar na quarta-feira, quando o Emerson levou aquele cartão bobo contra o Goiás quando o Fluminense já vencia por 2 a 0.

A situação piorou quando Muricy resolveu escalar o time com apenas um atacante.

A princípio a ideia não assustou, talvez porque tenha sido ensaiada em Goiânia com a entrada do Marquinho no lugar do suspenso Emerson.

Terrificou mesmo quando o placar do Maracanã anunciou a escalação do Belletti. Na parte das arquibancadas brancas onde me encontrava o ceticismo foi geral. Baixou o astral da galera, ciente de que o atleta ainda não reúne a mínima condição física para enfrentar um jogo no Maracanã e que provavelmente poderia fazer outra lambança como já havia feito no jogo contra o Botafogo.

E bastaram pouco mais de vinte minutos para Belletti começar a se arrastar em campo, até fazer a falta na entrada da área bem ao estilo para Rogério Ceni empatar.

Mas como desgraça pouca é bobagem, logo depois Fernando Henrique saiu do gol como se estivesse caçando borboleta e fez ressurgir a famigerada “mão de alface”.

Depois do jogo tentou se justificar dizendo que é “melhor falhar tentando do que se omitir” ou algo parecido, mas o fato é que a bola estava muito mais pra ele do que para o Fernandão. Falha grosseira e inadmissível para goleiro de time que pretende ser campeão.

No intervalo, Muricy desfez a lambança na escalação substituindo Belletti por Rodriguinho e o que se viu foi um jogo completamente diferente. O Fluminense passou a encurralar o São Paulo e após desperdiçar algumas chances, conseguiu o empate e um penalti.

Aí a casa caiu de novo. A atitude do Washington ao colocar a bola debaixo do braço, como aqueles meninos donos das bolas que se escalam em todas as peladas do bairro, mostrou uma vez mais toda a sua soberba, do mesmo modo que já tinha mostrado contra o Botafogo numa semifinal de estadual.

Apesar da decepção, ouvi alguém falar: “só perde quem bate”, a quem respondi “só devia bater quem sabe”.

Surpreendeu-me a declaração do Muricy ao dizer que pelos treinamentos os batedores são Washington e Conca. No momento, aí entra a confiança. O Washington estava confiante e resolveu bater. (sic).
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Ora, o Conca também estava confiante, tanto que todos no estádio viram que ele tentou pegar a bola. Muricy só esqueceu de dizer que quando a confiança fosse mútua deveria bater quem tem mais classe.
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O mais intrigante é que Muricy afeito a frases de efeito, esqueceu da máxima do Didi: "treino é treino, jogo é jogo".
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Embora o treinamento seja indispensável, nas cobranças de penaltis decisivos é imprescindível que o atleta possua equilíbrio emocional, atributo que em ocasiões passadas o Washington já havia demonstrado não possuir, como nos jogos contra a LDU e Botafogo, citado anteriormente.
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E como o próprio Muricy não se cansa de dizer "a bola pune" e dessa vez puniu mesmo.
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O treinador também evitou criticar Belletti: _ "Não falo sobre ninguém individualmente. Pode ser que eu tenha errado na escalação, mas não o jogador”.
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É isso, caro Muricy, os atletas não tem culpa, quem escala é você e dessa vez você errou feio, mas tem crédito, muito crédito.

E numa tarde de muitas lambanças o fato do time sair de campo sem ser derrotado é um bom augúrio de que com Muricy o título será do Fluminense.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!