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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As mirabolâncias do Dr. Celso.




Incontestável que a figura do Dr. Celso Barros é quase uma unanimidade entre os torcedores do Fluminense. Digo quase, porque em qualquer sociedade existem sempre os descontentes, aqueles que se caracterizam pelo desejo de apenas “ser do contra”.

A verdade nua e crua é que sem o apoio irrestrito desse apaixonado tricolor as conquistas atuais jamais teriam sido obtidas.

Mas, apesar da dedicação impar, o ilustre Dr. Celso vez por outra causa preocupações demasiadas aos tricolores, principalmente aqueles que analisam o futebol com mais cuidado e colocam a razão acima da paixão clubística.

E isso acontece quando resolve “sair contratando” jogadores com base apenas em seus gostos pessoais.

Tanto é verdade que durante os mais de dez anos de patrocínio muitos dos contratados não vingaram, como provam os títulos de campeão brasileiro,  só alcançados a partir de 2010.

A bola da vez é a ideia de tentar trazer Ronaldinho Gaúcho, aposta por demais arriscada.

A começar pelo salário estratosférico a ser pedido pelo esperto irmão e procurador do jogador e depois sob o ponto de vista tático.

Abel já declarou que se dispusesse dele no elenco iria utilizá-lo do mesmo modo que fez o Cuca, ou seja, colocando-o centralizado e “solto" para criar.

Surgem então algumas questões básicas.

A primeira, qual dos titulares atuais seria descartado para que o novo contratado pudesse jogar solto?

Wellington Nem, nem pensar. Aqueles que acompanharam o desempenho tricolor no decorrer de todo o ano puderam observar nitidamente que Nem foi a válvula de escape do time. Às suas esfuziantes investidas, Fred deve a maioria de seus gols.

Nas ocasiões em que esteve ausente, a equipe tricolor jogou de modo previsível a ponto de perder pontos preciosos para adversários mais fracos.

Nesse particular, não consigo entender como pode ser voz recorrente dentro do clube a vontade de negociá-lo, se ainda não existe nenhum substituto à altura.

Além disso, uma negociação mais adiante será mais vantajosa em termos financeiros.

Deco é o equilíbrio, porque além de municiar os atacantes com maestria arruma o meio de campo defensivamente, o que faz com que a defesa seja pouco vazada, ainda que não conte com zagueiros tão virtuosos como Thiago Silva.

Se Abel não tivesse uma verve defensiva tão acentuada poderia recuar o Jean e jogar sem “cabeças de área botinudos”, tentando se aproximar do que faz o Barcelona, com o aumento do tempo de posse de bola.

Como ninguém de sã consciência pensaria em sacar o Fred da equipe, pode sobrar então para o Thiago Neves, sabidamente muito inferior tecnicamente que a nova contratação, mas desempenhando uma função tática improvável que Ronaldinho queira assumir.

Não pretendo questionar os dotes técnicos nem a habilidade excepcional do Ronaldinho. Seria leviandade não reconhecer o seu futebol fenomenal.

O que me preocupa é que justo agora que o Fluminense voltou a jogar com “o coração na ponta das chuteiras”, como diz o velho chavão já desgastado e vencer o campeonato com tremenda facilidade é a incerteza de saber se o Ronaldo estaria disposto realmente a se engajar no esquema de doação por completo.

Quem garante, por exemplo, que estando no Rio não voltará às frequentes festanças barulhentas, motivo de desespero de seus vizinhos de condomínio, como já reportado em revista de grande circulação nacional?

Seria uma preocupação extra, que acredito a maioria dos tricolores não deseja ganhar como presente de fim de ano.

Já que parece ser impossível a contratação do Conca em 2013, que se tente o Montillo, aproveitando o interesse do Cruzeiro em manter o Martinuccio, que acabou encontrando o seu futebol em Belo Horizonte.

Conca voltaria em 2014 para substituir Deco, que até lá já deve estar pendurando as chuteiras.

Sonhar não custa.

E que o Dr. Celso, Peter Siemsen, Rodrigo Caetano, Sandrão e demais dirigentes cheguem a um consenso e resolvam deixar a ideia de lado. Os torcedores do Atlético-MG ficarão felizes e a maioria dos tricolores mais ainda.

E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Palmeiras 1 x 2 Fluminense. A quatro pontos dos líderes.


Com Fred em forma o sonho do tetra é possível.    (foto: Terra / Fernando Borges)

A vitória sobre o Palmeiras na capital paulista demonstra que o Fluminense está vivo na luta pelo tetra.
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Apesar do início arrasador, que colocou os defensores palmeirenses em polvorosa, as inúmeras oportunidades perdidas contribuíram para o sufoco que o time sofreu em boa parte do segundo tempo.
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Pelo que o time jogou, a partida poderia ter sido liquidada antes do intervalo.
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Ainda bem que, a cada jogo, Fred vai readquirindo a sua velha forma e o “faro” inigualável para as redes.
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A presença de Deco acrescentou a qualidade do passe que faltava e o domínio do meio de campo tornou a defesa menos exposta, tanto que não cometeu nenhuma falta frontal nas imediações da área.
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Mariano e Carlinhos também se apresentaram bem. O centro da esquerda para o primeiro gol de Fred foi milimétrico e se Mariano tivesse acertado o último passe, após receber um “bolão” do Deco, certamente Fred teria marcado mais um.
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As coisas só começaram a se complicar depois da contusão do “Luso” aos 12 minutos da etapa final, porque foi nessa hora que uma vez mais Abel foi infeliz na substituição.
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Ao optar por Diogo, que anda longe de estar em forma, chamou o Palmeiras para cima.
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Quatro minutos mais tarde, ao perceber que Marquinho já se arrastava em campo, cometeu outro equívoco recorrente ao substituí-lo por Martinuccio, voltando àquele esquema ineficaz com três atacantes sem alguém com um mínimo de habilidade para municiá-los.
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O Palmeiras passou a dominar as ações até conseguir o empate aos 27 minutos.
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É verdade que na jogada do penalti nem falta houve. Todas as imagens comprovaram que Martinuccio sequer tocou em Luan, que se jogou na área e o juiz caiu na cilada.
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Só depois do empate, aos 27, Abel percebeu o erro e promoveu a entrada de Lanzini no lugar de Sobis, que ainda não está preparado para jogar uma partida completa.
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Nessa hora o time voltou a se acertar e passou a ter novas oportunidades de gol, até que  o oportunismo de Martinuccio foi coroado, quando ele avançou pelo lado esquerdo e aproveitando um chutão de Marcio Rosário, centrou com precisão para Fred desempatar.
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A vitória manteve acesa a chama do tetracampeonato, pois como diz o nosso hino: “quem espera sempre alcança”.
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O sonho continua, mas para consegui-lo será necessário desempenho quase idêntico ao obtido nas oito últimas rodadas do campeonato de 2009, ou seja, seis vitórias e dois empates.
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Os atuais líderes apresentam até agora aproveitamento de 60%, ou seja, 54 pontos em 90 disputados. Se pelo menos um deles mantiver o mesmo rendimento totalizará 69 pontos. O Botafogo também chegará aos mesmos 69 pontos mantendo o desempenho e o Flamengo terá que melhorar o rendimento para chegar lá.
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Para obter pontuação idêntica, o Fluminense terá que vencer seis e empatar um dos oito jogos, a menos que os adversários caiam de produção. Tarefa dificílima, mas não impossível para o Time  de Guerreiros.
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Para isso, entretanto, Abel tem que passar do discurso à ação. De nada adianta condenar posturas defensivas quando coloca em campo equipes recheadas de volantes sem habilidade para conduzir a bola ou acertar passes.
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Ao final do jogo com o Palmeiras, declarou: “- Nada justifica a maneira como encolhemos no segundo tempo. O Palmeiras está em um momento delicado e o chamamos para o nosso campo. Pagamos o preço do recuo com o gol sofrido. Não adianta entrar em campo atrás, fechado. Não estou preocupado em empatar, quero ganhar”.
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Esqueceu-se o bom técnico que foi ele mesmo quem acovardou o time com suas injustificadas substituições e que em todas as vezes que escalou um monte de cabeças de área não conseguiu vencer. O caso mais patético aconteceu em Curitiba contra o Atlético-PR, quando escalou quatro volantes inócuos em termos de ataque.
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O próximo jogo deverá ser um dos mais difíceis. Com as ausências de Fred e Marquinho e as dúvidas sobre as presenças de Deco e Rafael Moura, o Fluminense corre o perigo de seu técnico voltar a escalar uma equipe repleta de cabeças de área e nesse caso será quase impossível marcar, porque o desesperado Atlético Mineiro deverá vir todo entrincheirado atrás, esperando uma falha para tentar o gol.
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Já foi assim no turno, quando mesmo jogando em Minas Gerais, a postura atleticana exageradamente defensiva o irritou de tal modo, que surpreso com o fato, esbravejou: Sabíamos que seria difícil pela pressão que o Atlético vivia, mas não se vê um time em casa com dez jogadores atrás da linha da bola. Isso nos atrapalhou muito".
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Espero que Abel aprenda essas lições e coloque o Lanzini no lugar do suspenso Marquinho e que se o Deco não se recuperar a tempo que tente o Souza, porque se entrar em campo com mais de dois volantes será impossível vencer.
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Que João de Deus ilumine suas ideias.
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E DÁ-LHE FLUZÃO! 
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sábado, 24 de setembro de 2011

Atlético-PR 1 x 1 Fluminense. Dois pontos na conta do Abel.

Antes tarde do que nunca, a dupla argentina entrou para ajudar no empate.    (foto: Terra.com.br / Photocamera)


Não quis acreditar quando vi a equipe que Abel resolveu colocar em campo. Para jogar com mais um adversário que se encontra na zona de rebaixamento e com vários desfalques importantes, além do desespero de sua torcida, o Fluminense foi escalado sem ninguém com um mínimo de criatividade em seu meio campo.


Um meio de campo composto por Edinho, Diogo, Diguinho e Marquinho fará qualquer time jogar até trezentos minutos sem construir nenhuma jogada efetiva de gol.


E a comprovação veio pelo fato do goleiro paranaense não ter sido incomodado uma única vez no primeiro tempo. Os poucos arremates para a sua meta, cinco para ser mais exato, foram todos de média distância e para fora.


Abel justificou a sandice dizendo que os laterais teriam ampla liberdade para atacar. Tal fato poderia até ser verdadeiro pelo lado do Mariano, mas esperar alguma coisa de útil por parte do Carlinhos, na atual fase em que ele se encontra, é acreditar por demais na sorte.


A propósito foi dele a falha grotesca originária do contra ataque que resultou no gol de Paulo Bayer, aos 18 minutos do segundo período.

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E só depois da porta arrombada é que Abel teve a coragem de alterar a formação covarde com as entradas de Lanzini e Martinuccio.
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Ainda assim mexeu errado e irritou os torcedores que continuaram sendo obrigados a ver o Deco no banco, enquanto Diguinho e Marquinho corriam como baratas tontas sem nada produzir.


Menos mal que no final Lanzini foi derrubado na área e Fred empatou.


Nas duas próximas rodadas os adversários serão Santos e Flamengo e a menos que queira desperdiçar novamente a chance de disputar a Libertadores, Abel não poderá abrir mão de escalar Deco e Lanzini desde o início.


O Santos vem de uma derrota em casa e com três gols feitos por craques revelados em Xerém __ que dureza __ e terá a volta de Neymar. Já o Fla é o adversário mais próximo na pontuação. Vitórias sobre os dois serão os únicos objetivos a serem alcançados.


Torço para que Abel se arrependa da asneira que fez e escale os atletas com capacidade de tornar o meio de campo criativo.

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E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fluminense 3 x 1 Avaí. E a luta continua!

Deco: vinte minutos de show. Pena que não jogou com Lanzini.      (foto: Photocamera)

Um compromisso intempestivo privou-me de comparecer ao Engenhão, de modo que tive apelar para a TV.
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E longe do estádio o sofrimento é maior. Os passes errados e as falhas grotescas dos defensores, repetidos à exaustão, aumentam a sensação de impotência nas ocasiões em que o treinador não enxerga o óbvio.
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Para quem não assistiu ao jogo, o resultado de 3 a 1poderá dar uma falsa impressão de facilidade.  Muito pelo contrário, não fosse uma oportuna intervenção de Cavalieri e o Avaí teria conseguido a virada, o que complicaria sobremodo a vitória.
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Ainda bem que a sorte esteve do lado tricolor e a arbitragem, geralmente propensa a marcar impedimentos inexistentes de nossos atacantes, dessa vez dormiu no ponto e não viu Fred adiantado por ocasião do segundo gol.  
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A partir daí, o Fluminense controlou melhor o jogo e a não ser por uma cabeçada no travessão os catarinenses não chegaram a assustar tanto, embora um friozinho na barriga dos tricolores fosse sentido sempre que a bola pipocava junto aos pés de Digão ou Edinho, ambos numa noite terrível.
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Só consegui respirar melhor quando Abel colocou Deco e Martinuccio em campo, o que tornou o jogo mais tranquilo.
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Pena que ao retirar o Lanzini nos tenha privado de ver como a equipe se comportaria com dois meias criativos.
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Lanzini voltou a apresentar boa atuação com participação efetiva nos dois primeiros gols. Sucumbiu no segundo tempo, face à marcação ferrenha dos adversários e segundo Abel a oscilação é normal para um jogador de apenas dezoito anos.
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Abel destacou ainda a marcação individual que vem sendo exercida sobre “a jóia” e chegou a culpar a badalação da imprensa como causa.
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Calma, Abel, se o problema fosse só a badalação outros craques também não jogariam. Conca, Neymar, Ronaldinho, Montillo e tantos outros são exemplos marcantes.
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A única maneira de diminuir o assédio da marcação é colocar o Deco ao lado dele desde o início dos jogos, pelo menos enquanto o “luso” tiver condições de jogar, porque não vai ser o Marquinho que irá ajudar nesse sentido.
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O problema é que Marquinho corre demais e com isso acaba caindo nas graças dos treinadores, que acham ser possível ganhar campeonatos só com garra e raça.
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Se usar um pouquinho de criatividade, Abel verá que poderá aproveitá-lo em outra posição. Deslocado para a lateral esquerda ou abrindo mão de um cabeça de área, por exemplo, ou em último caso, colocando-o como opção no banco de reservas. O que não deve é abrir mão de contar com Deco e Lanzini jogando juntos.
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Martinuccio novamente entrou bem na partida e aos poucos vai mostrando ser a melhor opção para jogar ao lado de Fred.
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A próxima rodada é crucial. Se vencer o Atlético Paranaense, o Fluminense poderá até pensar em disputar o título. Se perder, terá que se contentar com a Libertadores.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bahia 3 x 0 Fluminense. Uma tarde para esquecer!

Uma jornada desastrosa, mas previsível ainda no decorrer do jogo com o Corinthians.
A euforia que tomou conta dos tricolores após a vitória incontestável sobre o então líder do campeonato mascarou o perigo que seria o jogo em Salvador.
Com Diogo e Mariano suspensos, a zaga tricolor voltaria a jogar desprotegida e sem essa proteção a chance da defesa voltar a ser um convite à valsa passou a ser uma realidade bastante palpável.
Abel não tinha outras opções que não fossem as entradas de Wallace e Rodrigo.
Wallace até que não teve atuação tão desastrosa, embora tenha cometido o erro de posicionamento no primeiro gol dos baianos, quando deixou Souza livre de marcação para completar o rebote de Cavalieri. Falha desculpável se for levada em consideração a tenra idade do atleta.
Ainda que aturdido com o gol, o Fluminense aos trancos e barrancos conseguia equilibrar as ações sem muito sucesso nas oportunidades de gol.
Ciro, nitidamente extenuado, não conseguia repetir com êxito a marcação exibida contra o Corinthians.
Abel percebeu a deficiência e o substituiu por Martinuccio, que deu mais movimentação ofensiva, mas no afã de conseguir modificar logo o placar, voltou com Fernando Bob.
É certo que Rodrigo estava discreto demais, mas ao trocá-lo por Bob, Abel abriu a porteira para os contra ataques.
Como Fernando Bob não marca ninguém, Gum ficou exposto ao primeiro combate e quando isso acontece a derrota é certa. E o desastre foi total, um gol contra ridículo, um penalti bobo e a consequente expulsão, prejuízo impossível de ser reparado.
Em minha opinião, Abel errou também ao escalar o Fred sem estar na plenitude de suas condições físicas. A atuação apagada e o gol perdido na boa jogada de Martinuccio são provas incontestes. O jogo era para Rafael Moura, que está voando fisicamente, e estaria em melhores condições para aguentar as botinadas do Titi.
Ainda que não tivesse a coragem de não escalar o Fred, que o substituísse quando da entrada de Rafael Moura. Ao preterir o Lanzini, voltou a insistir no erro de armar o time com três atacantes e deixar a cargo do Marquinho a criação no meio de campo. As inúmeras derrotas do primeiro turno comprovam que essa tática jamais funcionou, afinal Marquinho não é o Conca.
Abel é um técnico inteligente e cedo ou tarde irá perceber de que nada adianta insistir em formações como essa. Espero que não muito tarde.
O prejuízo só não foi maior porque Internacional e Flamengo também não andam muito bem das pernas e empataram seus jogos. Assim o Fluzão continua dependendo apenas de suas forças para garantir a vaga na Libertadores, embora a distância para o líder tenha aumentado.
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A apatia da equipe foi preocupante, mas não creio que tenha sido devido à falta de raça e empenho, como concluiram alguns dos mais renomados comentaristas tricolores. A pasmaceira em campo resultou da falta de condições físicas dos atacantes Ciro e Fred.
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Era jogo para Martinuccio e Rafael Moura entrarem desde o início. Abel não percebeu e se percebeu não teve coragem para efetuar as alterações. Num campeonato longo como esse é imprenscindível que o treinador use as peças do elenco de acordo com suas condições momentaneas. Histórias de "onze imexíveis" costumam acabar mal, como ficou claro nas duas últimas Copas do Mundo.
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Mas vida que segue. Na quarta-feira, a vitória sobre o Avaí é imperiosa e para isso será preciso o apoio irrestrito da torcida.
Vamos encher o Engenhão e empurrar “Pra cima o Fluzão”! 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fluminense 1 x 0 Corinthians. Libertadores, o Fluzão voltou!

Fred, decisivo outra vez.    (foto: Terra / Photocamera / Dhavid Normando).

Domingo perfeito. Quarta vitória consecutiva e distância dos demais concorrentes diminuída de forma significativa.
Com o apoio da torcida mágica, o Tricolor cresce e pode superar qualquer adversário. E ontem o sinergismo transformou o Fluzão, que não tomou conhecimento do líder, massacrando-o num primeiro tempo exuberante, apesar do placar minguado.
A presença ainda poderia ter sido maior se dois setores nobres do campo fossem disponibilizados.
Confesso que quando vi a escalação do trio de arbitragem, capitaneado pelo gaúcho Leandro Pedro Vuarden, árbitro que já havia demonstrado ter certa aversão ao Fluzão em outras ocasiões, temi pelo pior.
Temor que se dissipou já aos 9 minutos de jogo, quando Fred com um passe magistral colocou Ciro na cara do gol.  Tivesse ele rolado a bola para o Lanzini, livre de marcação, a chance de gol seria infinitamente maior.
 Aos 12 minutos, Chicão safou o Corinthians ao tirar de cima da linha a bola chutada por Ciro, após boa jogada em que driblou até o goleiro e, aos 17, foi a vez de Julio Cesar livrar o primeiro gol ao defender chute forte de Fred.
A pressão continuou intensa até que finalmente o gol saiu aos 21 minutos, com Fred cobrando falta que desviou na barreira e entrou mansamente.
A partir daí, o Fluminense diminuiu o ritmo, mas continuou controlando as ações, tanto que o Corinthians praticamente não ameaçou. A rigor mesmo, só um chute de William para fora. A tranquilidade de Cavalieri foi tanta, que deveria ter sido obrigado a pagar ingresso.
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O segundo tempo foi mais nervoso. O recuo excessivo deu alento ao Corinthians, que tentou partir para o ataque, mas esbarrou num sólido sistema defensivo. Perigo mesmo só em duas oportunidades: aos 21 minutos num chute de Jorge Henrique, que passou perto e no abafa do último lance, quando Paulo André cabeceou por cima do travessão.
A tática deu certo, mas ficou perigosa quando Fred, Lanzini e Ciro cansaram e os contra ataques sumiram. A entrada de Martinuccio deu novo gás e não fosse um impedimento mal marcado, a chance do segundo seria real porque o atacante só tinha pela frente o goleiro Julio Cesar.
Fred voltou a ser fundamental para a vitória. Correu, marcou, deu passes precisos e ainda fez o gol da vitória. Pena que ainda não esteja na plenitude da forma física.
A defesa também esteve bem. Leandro Euzébio não deu chances a Liedson, que não conseguiu um arremate sequer.
Vualden continuou aprontando, dessa vez com cartões em demasia para os tricolores. Na falta que originou o gol, a falta de Alex foi semelhante a que Mariano havia feito e tomado cartão. Para o corintiano, nada. Coisas de gaúcho recalcado.
Ao final, a choradeira dos perdedores, reclamando que o time jogou mal, Tite alegando cansaço, tudo na tentativa de encobrir o que realmente aconteceu: o Fluminense foi muito superior e não deu chances a eles.
Libertadores, cada vez mais palpável. Se continuar crescendo, quem sabe o Fluzão não chega ao título.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Força Super Ézio!

A Torcida Tricolor ora e torce por você, principalmente aqueles que se deliciaram com os seus mais de cem gols. Dá-lhe Super Ézio!  

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Fluminense e suas incríveis contratações!

Martinuccio, Sobis e Lanzini, os novos contratados.

Definitivamente é impossível compreender como funcionam os neurônios dos dirigentes tricolores.
Desfizeram-se do Conca, um atleta diferenciado, que se dedica ao máximo, raramente vai ao Departamento Médico, nunca é expulso e jamais participa de baladas e festinhas pouco recomendáveis.
A proposta dos chineses era irrecusável dirão alguns.  Será mesmo? Um aumento substancial, que diminuísse o abismo absurdo entre os salários, poderia ter segurado o Conca, que certamente iria pesar a diferença abissal que existe entre os costumes dos dois países.
Nossos dirigentes assim não pensaram e liberaram o ídolo e novamente pela metade do valor da multa rescisória.
Sem o Conca, o time voltou a apresentar aquela bola murcha das épocas em que brigava para não ser rebaixado.
Então baixou o desespero e começou a corrida contra o tempo para tentar remediar o mal que já estava feito.
E aí voltaram as idiossincrasias. Nada de contratações fáceis, haja vista que no Fluminense tudo tem que ser complicado.
Hoje, véspera do clube completar 109 anos, são anunciados três reforços: Martinuccio, Rafael Sobis e Manuel Lanzini.
Martinuccio. Tinha que ser novamente um atleta com um pré- contrato assinado com outro clube? E de novo o Palmeiras?  Não poderia ter servido de lição a malfadada contratação do Leandro Amaral?
Pois bem, está aí o badalado Martinuccio e promessas de brigas intermináveis com o Palmeiras, que diz não estar interessado em brecar a transação, mas garante que vai correr atrás da indenização a qual julga ter direito. Promessa de fortes emoções até que sua estreia seja concretizada.
Não sei se vale a pena tanta celeuma por um jogador que não apareceu em momento algum nas duas finais da Libertadores contra o Santos.
Rafael Sobis. Jogador que vem de lesão e parece ter uma sequela crônica. Ficou mais de um ano no Internacional e não conseguiu ser titular e olha que os atacantes do clube gaúcho não apresentam nada demais. Temo que seja mais um a desfilar pelas Laranjeiras, envergando chinelinhos tricolores, ao lado do Araújo.       
Preferia que o salário que vai receber fosse dado ao Conca para afastá-lo da China.
Lanzini. É um jovem, revelado pelo River Plate, o que não quer dizer muita coisa, já que o clube argentino há muito não anda bem das pernas.  Vem por empréstimo, talvez por isso valha a tentativa.
Enquanto isso, contratações fáceis como a de Cícero, Alex Silva e outros...  Nem pensar.
Torço para que dê certo, mas confesso estar com as barbas de molho.
Mas apesar de tudo, DÁ-LHE FLUZÃO!