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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Bangu 0 x 1 Fluminense. E dá-lhe Fred e dá-lhe Tartá!


E começou a jornada. E dentro do esperado. Vítimas de um calendário imbecil, os favoritos, em sua maioria ainda fora de suas condições físicas ideais, penaram em jogos que deveriam vencer com tranquilidade.

E o “privilégio” não foi só do Rio de Janeiro, aconteceu também nos demais estados.

E o nosso Fluminense não poderia fugir à regra. Conseguiu a vitória, mas com muito sufoco.

O time apresentou muito pouco. Apenas com Fred como atacante nato, que ainda assim voltava muito para buscar jogo, as jogadas ofensivas foram raras principalmente durante a primeira etapa.

A rigor ninguém se destacou e o time demonstrou claramente a falta que sentiu do Conca. A diferença do Fluminense com ou sem ele é a mesma da água para o vinho.

Deco não disse ao que veio. Souza, que havia “arrebentado” nos treinos, sentiu na pele a máxima do Didi e viu que jogo e treino são coisas bem diferentes. Apenas alguns lampejos, conclusões falhas e uma expulsão desnecessária.

Muricy reclamou com razão da falha na saída de bola que acabou ocasionando o segundo amarelo, mas o primeiro foi uma falta boba, inadmissível para um jogador que pretende ser titular.

É claro que é muito cedo para fazer uma avaliação consistente, mas o jogo de ontem diminuiu minhas esperanças de vê-lo jogando como segundo volante no lugar do Diguinho.

Julio César continua o mesmo, não apoia e falha na marcação. Carlinhos, mesmo vindo de contusão, se apresentou melhor.

No segundo tempo, depois da expulsão do zagueiro banguense, o time melhorou e partiu para o ataque, mas o natural desentrosamento defensivo ainda causou sustos. Ainda bem que Ricardo Berna manteve a segurança das últimas rodadas do campeonato passado e tenha contado com a ajuda do travessão para não ser vazado.

Gostei do Tartá, principalmente depois que ele passou a atuar na sua real posição. Vindo de trás ele é bem melhor e foi assim que fez a bela jogada do gol, completada com a maestria pelo Fred.

O jogo serviu para confirmar que o elenco tricolor carece de atacantes.

Alguns poderão arguir que a melhor dupla de ataque ainda é do Fluminense. Ledo engano, pois não se pode contar Emerson, vítima que é de seguidas contusões e daquelas que levam meses para recuperação.

A terrível administração anterior se desfez dos atacantes revelados em Xerém e a atual abriu mão de duas promessas, Adriano “Michael Jackson” e Alex, para poder contar com o Edinho. Torço para que o Muricy não tenha se equivocado na escolha.

O fato é que com a suspensão do Fred, o time não terá ataque para a estreia na Libertadores contra o adversário mais difícil do grupo.

Só nos resta torcer para que o Araújo reúna o mínimo de condição física para ao menos um golzinho, ou que a diretoria consiga trazer alguém para o lugar do Washington em tempo hábil.

E por falar em Washington, o melhor da noite mesmo foi a homenagem prestada pelo clube e torcida ao grande artilheiro.

Washington pela sua postura e comportamento angariou a simpatia não só da Torcida Tricolor como também das demais, como provaram os aplausos da torcida do Botafogo.

Parabéns Washington e mais uma vez muito obrigado.

(crédito da foto:lancenet.com.br)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Valeu Washington!



...“Deixo o futebol jogando no clube que passei a amar. Encerro minha carreira sendo campeão brasileiro. Penduro as chuteiras com uma gratidão imensa a todos que me ajudaram e estão ao meu lado.

Para finalizar, desejo todo o sucesso que este grupo do Fluminense merece, pois vejo nele a capacidade de ganhar muitos títulos. Foi bom demais viver este sonho. OBRIGADO." Washington



É isso aí Washington. Bastaram dois anos para você se transformar num Verdadeiro Tricolor.

Tenha a certeza de que a imensa Torcida Pó de Arroz também tem muito a lhe agradecer.

A dedicação, o empenho, a vibração, as jornadas épicas, os gols decisivos na Libertadores de 2008 e por que não dizer os dez no último campeonato brasileiro, sem os quais não teríamos conseguido ser campeões.

E que maravilha aquele toque sutil que propiciou ao Emerson o gol do título de Tricampeão Brasileiro

Sucesso na nova fase da vida, a começar pelo título da Libertadores 2011, agora na função de “Embaixador do Fluzão”.

Valeu mesmo, Washington Coração Valente.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

São Paulo 1 x 4 Fluminense. Na reta final para o título!



As polêmicas que pipocaram durante toda a semana sobre entrega de jogos, malas brancas e outras baboseiras acabaram ofuscadas pelo show em Barueri.

Muricy não inventou nenhuma fórmula mágica e escalou o que o Fluminense tinha de melhor.

Com Diguinho e Mariano inspirados, Fred e Deco recuperando o ritmo de jogo e Conca uma vez mais desequilibrando, o Fluminense sobrou em campo e fez a torcida esquecer a apagada atuação do domingo anterior.

Pena que a ansiedade de Washington mais uma vez tenha comprometido sua atuação.

Com o empate do Corinthians, a liderança foi retomada e se o retorno do Emerson realmente se concretizar, o tri-campeonato passa a ser uma realidade bastante provável.

 
Ô ô ô ô... Ô ô ô ô...

Para pra ver, que começou

O show do meu Tricolor!

 
O jogo

Desde o início o Fluminense partiu para cima do São Paulo. Atacando pelas laterais acuou o adversário em busca do gol e logo aos quatro minutos teve a primeira oportunidade quando Washington cabeceou para fora um cruzamento de Conca.

Logo a seguir, Gum teve outra chance mais clara ainda ao cabecear para fora a bola vinda de um escanteio.

Aos nove minutos, finalmente Washington conseguiu balançar as redes, aproveitando o rebote dado por Rogério Ceni, após chute de Mariano. Infelizmente estava em posição de impedimento e teve o gol anulado acertadamente.

O São Paulo só apareceu efetivamente no ataque por volta dos dezoito minutos quando Ricardo Berna defendeu um arremate de Lucas.

O Fluminense continuou comandando a maioria das ações ofensivas, anuladas pela boa atuação do goleiro são-paulino ou desperdiçadas pelos seus atacantes.

O gol do Corinthians em Salvador aumentou a pressão sobre os jogadores do Fluminense, até o gol surgir aos 34 minutos mercê de uma cabeçada de Gum escorando um escanteio cobrado por Conca.

O São Paulo quase empatou a seguir, mas Ricardo Berna salvou para escanteio cabeçada de Lucas Gaucho.

A seguir um momento inusitado: as duas torcidas comemoravam o empate do Vitória que tirava a liderança do Corinthians.

O panorama da segunda etapa não se alterou e o Fluminense teve a chance de ouro para matar a partida logo aos 9 minutos, quando Washington recebeu de Deco livre à frente de Rogério Ceni e chutou para fora.

Dois minutos depois a velha máxima de “quem não faz leva” se fez presente e o São Paulo empatou com Lucas Gaúcho, que tocou de letra, a bola desviou em Gum e enganou Berna.

As justas expulsões de Xandão e Richarlyson aos 17 e 24 minutos, no entanto, mataram de vez a equipe do São Paulo e o que se viu a partir daí foi um total domínio do Fluminense, que chegou facilmente aos quatro gols com Fred e Conca, duas vezes e o placar só não foi maior graças às boas defesas de Rogério.

E DÁ-LHE FLUZÃO

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fluminense 2 x 0 Grêmio. A força do Fluzão!


Ainda sem poder contar com suas dispendiosas estrelas, o Fluminense deu um passo decisivo para a conquista do tricampeonato brasileiro.

Méritos para os jogadores que se desdobraram em campo e não fugiram da luta em momento algum, mesmo naqueles em que os gaúchos dominaram a partida.

Mérito para o Muricy que conseguiu armar uma equipe objetiva apesar das dificuldades conhecidas por todos.

As substituições também foram acertadas, principalmente a entrada de Thiaguinho, que em minha concepção deveria ter começado logo de início por seu maior poder de marcação, o que provavelmente poderia dar mais liberdade ao Mariano.

E mérito maior para a estrela máxima do elenco, o incomparável Conca, que apesar de sua classe inquestionável, joga sério, corre o tempo todo e não se exime nunca, mesmo jogando no sacrifício. Sua renovação se impõe antes que algum empresário esperto se beneficie com a demora.

Nos primeiros trinta e cinco minutos o jogo foi tranquilo, com o Fluminense bem postado e praticamente não dando chances ao Grêmio.

E bastaram apenas dezenove minutos para Conca mostrar toda a sua técnica e marcar um golaço com um chute indefensável até para o goleiro da seleção.

Nos dez minutos finais da primeira etapa o Grêmio se encontrou em campo e partiu para cima. Aí o sufoco foi grande. O Fluminense perdeu o domínio e só conseguia se livrar na base do chutão.

O panorama não se alterou no tempo final com a pressão gremista cada vez maior. O Fluminense ainda conseguiu armar alguns bons contra-ataques que quase sempre morriam no último passe. Exceção a um lançamento longo de Diguinho, desperdiçado por Julio Cesar quando estava cara a cara com Vitor.

A situação se tranquilizou para os tricolores aos trinta e seis minutos numa bola roubada por Thiaguinho, que propiciou a Conca o golpe final, após passe certeiro de Washington.

Alegria tricolor, a vitória estava confirmada e a liderança também.

Legal o gesto de Conca, indicando ser de Washington o maior mérito pela jogada.

O Grêmio reclamou muito de um possível penalti de Leandro Euzébio em Jonas, considerado como dupla trombada pelo árbitro.

Deitaram falação e a língua viperina de Renato Gaúcho mais uma vez deu o ar de sua graça, ou da falta dela, insinuando que “ganhar campeonato assim é mole” (sic).

Lances polêmicos sempre irão existir e o próprio Renato não se sentiu nem um pouco incomodado na vitória sobre o Cruzeiro quando o adversário teve um gol legítimo invalidado.

Se houvesse complô para favorecer o Fluminense, o segundo gol do Atlético Paranaense anotado em total impedimento, não teria sido confirmado. Isso sem levar em consideração o jogo do primeiro turno entre Corinthians e Fluminense, cujo bandeirinha deveria ter saído preso do estádio.

A Torcida Tricolor já sofreu demais com as posições estapafúrdias do Renato que já custaram uma Libertadores e o quase rebaixamento em 2008. Ainda bem que ele hoje está no Grêmio e tomara que fique lá por muitos e muitos anos.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


Adriano, jogador tricolor.


A Torcida Tricolor deve ficar atenta e exigir a reintegração do Adriano ao elenco em 2011.

Apesar de só dispor de quatro atacantes no plantel, a sublime diretoria do clube o emprestou ao Bahia.

Adriano tem sido o destaque do time na série B e sonha com o retorno ao Flu para a disputa da Libertadores.

Para os torcedores que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-lo, sugiro verificar a matéria de Rennan Soares e também o vídeo de alguns de seus gols, publicados no site do Lance:
http://www.lancenet.com.br/bahia/Michael-Jackson-Bahia-pronto-show_0_361763994.html

(crédito da foto: lancenet.com.br)
 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fluminense 3 x 1 Ceará. O Fluzão voltou!


Com um primeiro tempo exuberante o Fluminense não tomou conhecimento da até então menos vazada defesa do campeonato e definiu o jogo em trinta minutos. Não fossem as oportunidades claras perdidas o Ceará poderia ter sofrido uma goleada histórica.

Na etapa final o time diminuiu o ritmo e administrou o resultado sem correr riscos desnecessários, apesar de uma pane geral no finalzinho do jogo ter permitido o gol dos cearenses.

Washington voltou a marcar e provou que quando é acionado corretamente não tem dificuldades em mostrar o “faro” de artilheiro. Deixando de lado a vaidade perniciosa poderá ser muito útil na campanha do tri.

Conca barbarizou. Apesar de caçado desde o início, passeou em campo e foi disparado o melhor da partida.

Embora não seja adepto do esquema com três zagueiros, reconheço que o time voltou a jogar melhor com essa formação. Talvez por jogarem assim desde a épica arrancada do campeonato passado, os atletas se sintam mais confiantes com ele.

Os resultados obtidos sinalizam que a melhor opção talvez seja sua manutenção, mesmo quando Muricy tiver disponíveis todos os atacantes titulares, talvez abrindo mão de um dos volantes, notadamente uma das posições mais carentes do elenco.

Dessa vez Muricy aproveitou as substituições para dar descanso extra a alguns. A torcida temeu pela entrada do Belletti, ainda sem o ritmo necessário. Teve atuação discreta sem comprometer a vitória, mesmo assim não leva sorte, porque apenas seis minutos depois de sua entrada saiu o gol cearense.

Dessa vez não aconteceram as faltas nas imediações da área e como consequência não tivemos a famigerada “mão de alface”.

Se repetir a atuação contra o Atlético Goianiense, o Fluminense terá grandes chances de vencer e entrar com moral elevada no jogo com o Corinthians, a primeira das grandes decisões que o clube terá que enfrentar no ano.

Mas será preciso que a Torcida tricolor faça a sua parte. A presença no jogo de ontem foi ridícula e se continuar assim, correremos o risco do Corinthians promover uma invasão na próxima quarta-feira.
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TODOS AO ENGENHÃO E DÁ-LHE FLUZÃO!
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(crédito da foto: terra.com.br)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fluminense 2 x 2 São Paulo. Não era o dia!

Ontem decididamente não era o dia. Uma série de equívocos acabou por fazer com que o Fluminense perdesse dois pontos daqueles que não se pode perder.

A bem da verdade o problema começou a se desenhar na quarta-feira, quando o Emerson levou aquele cartão bobo contra o Goiás quando o Fluminense já vencia por 2 a 0.

A situação piorou quando Muricy resolveu escalar o time com apenas um atacante.

A princípio a ideia não assustou, talvez porque tenha sido ensaiada em Goiânia com a entrada do Marquinho no lugar do suspenso Emerson.

Terrificou mesmo quando o placar do Maracanã anunciou a escalação do Belletti. Na parte das arquibancadas brancas onde me encontrava o ceticismo foi geral. Baixou o astral da galera, ciente de que o atleta ainda não reúne a mínima condição física para enfrentar um jogo no Maracanã e que provavelmente poderia fazer outra lambança como já havia feito no jogo contra o Botafogo.

E bastaram pouco mais de vinte minutos para Belletti começar a se arrastar em campo, até fazer a falta na entrada da área bem ao estilo para Rogério Ceni empatar.

Mas como desgraça pouca é bobagem, logo depois Fernando Henrique saiu do gol como se estivesse caçando borboleta e fez ressurgir a famigerada “mão de alface”.

Depois do jogo tentou se justificar dizendo que é “melhor falhar tentando do que se omitir” ou algo parecido, mas o fato é que a bola estava muito mais pra ele do que para o Fernandão. Falha grosseira e inadmissível para goleiro de time que pretende ser campeão.

No intervalo, Muricy desfez a lambança na escalação substituindo Belletti por Rodriguinho e o que se viu foi um jogo completamente diferente. O Fluminense passou a encurralar o São Paulo e após desperdiçar algumas chances, conseguiu o empate e um penalti.

Aí a casa caiu de novo. A atitude do Washington ao colocar a bola debaixo do braço, como aqueles meninos donos das bolas que se escalam em todas as peladas do bairro, mostrou uma vez mais toda a sua soberba, do mesmo modo que já tinha mostrado contra o Botafogo numa semifinal de estadual.

Apesar da decepção, ouvi alguém falar: “só perde quem bate”, a quem respondi “só devia bater quem sabe”.

Surpreendeu-me a declaração do Muricy ao dizer que pelos treinamentos os batedores são Washington e Conca. No momento, aí entra a confiança. O Washington estava confiante e resolveu bater. (sic).
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Ora, o Conca também estava confiante, tanto que todos no estádio viram que ele tentou pegar a bola. Muricy só esqueceu de dizer que quando a confiança fosse mútua deveria bater quem tem mais classe.
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O mais intrigante é que Muricy afeito a frases de efeito, esqueceu da máxima do Didi: "treino é treino, jogo é jogo".
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Embora o treinamento seja indispensável, nas cobranças de penaltis decisivos é imprescindível que o atleta possua equilíbrio emocional, atributo que em ocasiões passadas o Washington já havia demonstrado não possuir, como nos jogos contra a LDU e Botafogo, citado anteriormente.
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E como o próprio Muricy não se cansa de dizer "a bola pune" e dessa vez puniu mesmo.
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O treinador também evitou criticar Belletti: _ "Não falo sobre ninguém individualmente. Pode ser que eu tenha errado na escalação, mas não o jogador”.
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É isso, caro Muricy, os atletas não tem culpa, quem escala é você e dessa vez você errou feio, mas tem crédito, muito crédito.

E numa tarde de muitas lambanças o fato do time sair de campo sem ser derrotado é um bom augúrio de que com Muricy o título será do Fluminense.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!