segunda-feira, 31 de maio de 2010

Atlético Mineiro 1 x 3 Fluminense. Esse é o Fluzão!

Olhem do que o Grêmio se livrou. (crédito das fotos: terra.com.br)

Nem o susto relâmpago foi capaz de desequilibrar a equipe tricolor. Depois do vacilo inicial, o Fluminense manteve a mesma postura dos jogos anteriores e passou a pressionar o Atlético em seu próprio campo.

A rigor o Atlético Mineiro ameaçou de fato apenas mais uma vez e a prova disso é que Rafael praticamente não teve trabalho algum no decorrer de todo o primeiro tempo.

Fred perdeu duas boas chances... Ah se ele já estivesse na plenitude da forma! Na verdade, o Fluminense jogava bem, mas não conseguia criar oportunidades cristalinas para o empate.

Veio o intervalo e aí é que se pôde notar o dedo de um técnico de ponta, que sabe ler o jogo e com uma simples mexida alterar o panorama de uma partida.

Entrou com Alan e sacou Rodriguinho, que dessa vez não estava tão brilhante como nas anteriores.

A pressão aumentou e bastaram vinte minutos para que a virada acontecesse.
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Apesar da vantagem, o Fluminense não esmoreceu, continuou a pressão e só não ampliou graças à boa atuação do goleiro Marcelo e ao fato do Fred ainda estar carecendo de um melhor preparo físico.
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Nos minutos finais o Atlético partiu para uma pressão kamikaze e por pouco não chegou ao empate numa bola incrível perdida por Tardelli.

O time mineiro pagou pela ousadia e levou o golpe final com o gol de Fred, numa pintura de tabela realizada com Alan, após contra ataque fulminante.
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Muricy fez ainda duas alterações, entrando com Júlio César no lugar do extenuado Marquinho e Digão no finalzinho, só pra ganhar o bicho.
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Nosso técnico na realidade parece estar tirando leite de pedras ao conseguir fazer com que jogadores normais joguem como autênticos craques e começa a encorpar o time, como observou o Fred ao final do jogo.
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Com o fortalecimento do elenco quando contar com as novas contratações ora em andamento, o Fluminense passa a ser um candidato real à conquista do título. Aleluia!
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Ave Muricy e DÁ-LHE FLUZÃO!

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Dá-lhe Conca!
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(crédito da foto:globoesporte.com)

Contra o Atlético Mineiro, Conca completou o 150º jogo defendendo as cores do Fluminense.
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Merece destaque o comportamento do craque argentino que soube incorporar em suas veias o espírito de verdadeiro tricolor.
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Ainda bem que o Maradona anda um tanto míope e o deixou por aqui para delírio da galera tricolor.
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Obrigado Conca. Pela raça, fidelidade e principalmente pela técnica inigualável.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Fluminense 2 x 1 Flamengo. Olê, olê, olê, olá...Conca, Conca!



Acabou o incômodo de ficar tanto tempo sem vencer o maior rival. O grito de vitória estava engasgado na garganta dos tricolores desde o último passeio, quando Thiago Neves introduziu o “creu” no Maraca.

De lá pra cá, o “Sobrenatural de Almeida” andou perambulando pelos estádios sempre atrapalhando o querido Fluminense.

Até mesmo quando mostrava um futebol exuberante, como o apresentado no primeiro tempo do último Fla-Flu quando o 3 a 1 foi um placar por demais mentiroso, vinha sempre o desastre na etapa complementar.

Essa noite o pesadelo acabou. O domínio foi total e o escore só não foi mais elástico por detalhes.
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Ao perceberem que estavam irremediavelmente batidos, os jogadores rubro-negros passaram a apelar para os pontapés e o estranho é que os mais violentos foram os criados em Xerém. De certo modo, é até compreensível. Acostumados a ganhar a maioria dos Fla-Flu’s, provavelmente esqueceram de que agora estão do outro lado e terão que ralar muito para voltar a vencer o clássico das multidões.

Fernando foi expulso, enquanto Toró inexplicavelmente continuou em campo, mesmo após os golpes de caratê no Conca sob os olhares benevolentes de “sua senhoria”. Mas esperar o que daquela mala?

A midia cretina justificou a derrota com base nos desfalques do Flamengo, usando termos como “time remendado” e outras baboseiras. Desfalques são fatos recorrentes numa equipe de futebol, acontecem a todo instante. Os nobres rubro-negros da midia esqueceram, por exemplo, que o Fred não jogou o último Fla-Flu e que talvez o Fluminense tenha sido eliminado da Copa do Brasil por perder inesperadamente o seu ataque titular.

Botinadas e choradeiras flamenguistas à parte, o time demonstra que está assimilando os ensinamentos do Muricy e aos poucos vai ganhando corpo.

Não chego a ser tão otimista como o amigo Paulo Cezar, achando que o tri está no papo. Não está, não com essa formação. Alguns jogadores certamente serão úteis na composição do elenco, mas para a titularidade absoluta ainda carecem de técnica e habilidade.
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Muricy sabe bem disso e já declarou seu desejo de só contratar jogadores diferenciados e que cheguem para decidir, o que pelo menos garante à Torcida Tricolor a tranquilidade de que o Fluminense não deverá continuar ficando a mercê de empresários, que nos últimos anos têm enchido o clube de muita gente mediana, alguns bem piores do que aqui já estavam.

Hoje, porém, é um dia de alegria e devemos saborear a vitória enaltecendo a equipe que brilhou.
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Conca foi o nome do jogo. Depois de passar com quis pela zaga adversária, serviu milimetricamente para Rodriguinho marcar o primeiro gol. E o chute do segundo? Uma pintura, além da raça de sempre.

Fred demonstrou que ainda não está na plenitude da forma, mas basta sua presença em campo para deixar a defesa contrária em polvorosa.

Diguinho e Marquinho até que jogaram bem. Carlinhos apareceu novamente melhor do que Julio Cesar e a continuar assim, poderá dar alegrias.

Rodriguinho se movimentou bastante, tende a melhorar, embora sua titularidade pareça ter prazo de validade pela insistência dos dirigentes em contratar o Araújo.

Não consigo entender porque não ficaram com o Maicon, entrosado com Fred e certamente muito menos dispendioso. Desconfio que tenha dedo da Traffic nessa venda incompreensível.

Mariano melhorou, mas ainda está longe daquele jogador do time de guerreiros. A zaga ainda não transmite tranquilidade e Rafael, apesar de duas excelentes defesas, é presa fácil para os adversários nas cobranças de faltas de fora da área. Diogo fez o papel de cão de guarda e não comprometeu.

No final das contas, o que valeu foi a satisfação de derrotar o time das mídias... E os três pontos, é claro.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

domingo, 23 de maio de 2010

Corinthians 1 x 0 Fluminense. Vitória de Ali-Babá e seus asseclas.


Caros tricolores, não gosto de justificar derrotas por conta de arbitragens, ainda mais porque esse negócio de chororô pertence a outras torcidas. Dessa vez, porém, não dá para ignorar a atuação calamitosa do trio no jogo de hoje.

A começar pelo critério adotado pelo Gaciba na marcação das faltas. Qualquer choque por menor que fosse era falta contra o Fluminense, inclusive a que originou o gol, quando Dentinho nitidamente se jogou ao chão. Em contra partida, vistas grossas contra o Corinthians, em especial a entrada desclassificante do Jorge Henrique no Rodriguinho, que nem chegou a ser considerada faltosa.

Não bastasse isso, três lances legais claríssimos foram invalidados pelo bandeira caseiro e mal intencionado, dois dos quais acabaram nas redes corintianas.

Assim fica difícil e o pior é que essa camarilha deverá continuar a desfilar a sua “incompetência” pelos estádios impunemente. Pena para os torcedores.

Quanto ao jogo em si, deu o esperado. Domínio tricolor e a eterna dificuldade de meter a bola nas redes adversárias. Até que Fred recupere o ritmo de jogo vai ser assim, porque os outros atacantes fazem apenas figuração.

Gostei da estreia do Carlinhos. Começou inibido perdendo uma boa chance, onde nem chutou nem cruzou para a área, mas acabou redimindo-se num centro preciso para a cabeça de Fred que passou triscando a trave direita do Felipe. Com o correr dos jogos poderá vir a ser bastante útil. Pena que Mariano esteve muito mal. Errou mais do que acertou.

Quanto ao gol, Rafael demonstrou mais uma vez que não tem muita noção de colocação e armação de barreiras nas faltas daquela distância. Um gol que poderia ter sido evitado.

A quantidade de erros de passe continua assustadora e não deverá terminar até que Diogo, Diguinho, Marquinho e também o Everton, hoje na reserva, continuem formando o meio campo tricolor.

Muricy já deve ter percebido que com eles não dá, tamanha é a insistência na contratação de dois volantes e um meia. Só não consigo entender como é que não dá uma chance sequer ao Equi Gonzáles no lugar do Marquinho ou mesmo do Diguinho porque por mais que errar, certamente acertará bem mais que eles. E, além disso, sabe chutar a gol com precisão.

Que venham Cleber Santana, Edinho e talvez o Deco, única maneira da Torcida Tricolor livrar-se definitivamente desses volantes e meias sem inspiração.

E por falar em Deco, vocês não acham que seria muito mais fácil e mais barato contratar o Diego Souza?

E DÁ-LHE FLUZÃO!

domingo, 16 de maio de 2010

Fluminense 1 x 0 Atlético - Go. Que seja a primeira de muitas!


Marcação cerrada, agarros e puxões de camisa ... tudo pelo empate.

Finalmente o Fluminense conseguiu vencer. Vitória suada, contra uma equipe que veio nitidamente para tentar o 0 x 0.

Apesar da dificuldade, o time melhorou. Chutou mais a gol e poderia até ter conseguido um resultado mais amplo não fossem as traves e a boa atuação do goleiro Édson.

Mesmo assim, ainda falta muito para que o Fluminense volte a impor aos adversários o mesmo respeito que impôs na arrancada final do último campeonato. Afinal mais de quarenta passes errados é inadmissível para uma equipe de ponta.

Com a volta de Fred a torcida poderá voltar a sonhar com gols, principalmente nas casas dos adversários.

Alan também será ótima opção para Muricy, que declarou estar satisfeito com o que viu nos treinos. Ele ou Rodriguinho deverão formar a dupla com Fred.

A chegada do Carlinhos deve esquentar a disputa pela lateral esquerda. Ou o Júlio César engrena de vez ou vai ter vaga cativa no banco de reservas. Pelo meu gosto, o Dieguinho já teria tido uma oportunidade nesse time.

Marquinho é a incógnita de sempre. Limitado, mas de vez em quando faz seu golzinho. E o pior é que o Muricy está gostando dele. Quem sabe se com as orientações do mestre ele possa realmente melhorar? Pelo menos enquanto não tivermos outro meia, estou sentindo a titularidade do Marquinho cada vez mais provável.

E o Conca? Melhorou, mas demonstra nitidamente que está cansado. Também não é para menos, com a floresta de pernas de pau que assolam o meio campo tricolor.

E por falar em meio de campo, por que será que o Diguinho é “imexível”? Na era Cuca até que dava para entender a amizade solidificada desde os tempos do Botafogo. Agora, porém, não dá para aceitar como numa posição em que é preciso ter habilidade para criar, o Fluminense permanece com um jogador que não tem a mínima noção do que é passar uma bola. É incrível como ele consegue errar mais de 90% das jogadas.

A exemplo do mole que deu contra o Ceará, ontem mais uma vez perdeu uma bola que quase se transformou em gol para o adversário. Equi Gonzáles deve estar muito mal das pernas para não conseguir uma oportunidade para jogar.

Após o jogo contra o Grêmio, Muricy declarou que esperava mais acertos de passe por parte do Equi. Realmente ele errou mais do que acertou, no entanto o Diguinho erra muito mais e continua firme. Mistérios tricolores.

A zaga continua mal, com pouquíssimas opções. Creio que com o tempo, Muricy dará um jeito nela.

O positivo é que, além da vitória, o time mostrou evolução e com o decorrer do tempo e a chegada de reforços, mas reforços na acepção da palavra, tenho fé de que o Fluminense fará boa figura nesse Brasileirão.

E DÁ-LHE FLUZÃO!
(crédito das fotos: terra.com.br - Marino Azevedo / Photocamera)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O "planejamento" tricolor.

Desde a década de 90 os torcedores tricolores vêm sofrendo com a falta de capacidade dos dirigentes que não conseguem montar elencos minimamente competitivos.

Os não tão jovens em especial, depois de viverem as glórias da Máquina Tricolor, do timaço dos anos 80 e até mesmo dos "timinhos" vencedores, são os que mais sofrem.

Algumas parcas exceções à regra surgem de vez em quando, como as equipes de 1995 e 2005, campeões estaduais que encheram de orgulho os milhões de aficionados pelo Fluminense.

Houve também um bom trabalho do Branco quando da montagem dos planteis de 2007/2008, campeões da Copa do Brasil e vice da Libertadores.

Mas foi apenas um sonho numa noite de verão, porque a incompetência rapidamente voltou a aflorar e os craques tricolores foram deixando as Laranjeiras um a um, do mesmo modo que as pombas do Raymundo Correa, sem que o clube auferisse qualquer benefício.

Acrescente-se o pecado que foi a saída do Arouca, pois o mesmo Branco não se interessou em tratar da renovação a tempo de evitar a assinatura de um pré-contrato com outro clube, conforme declarações do próprio Arouca.

No ano em curso, pelo menos até agora, não houve mudanças. Contratações de jogadores inferiores aos que já estavam além das tentativas atabalhoadas de obter reforços a qualquer preço. Negociaram quase quatro meses com Tinga e ele foi para outro clube, do mesmo modo que Fernandão e Zé Roberto.

A negociação com Deco, outro medalhão especulado, já ganha a concorrência do Sporting e as últimas notícias veiculadas dão conta de que ele já está em São Paulo abrindo negociação com o Palmeiras por preferir morar em São Paulo e ... assim a coisa vai.

A única esperança é que finalmente, depois de vários tiros n’água, a diretoria contratou um técnico de ponta, habilidoso e experiente e que tem tudo para por a casa em ordem.

Evitando menosprezar a qualidade do plantel atual, Muricy lamentou apenas o seu tamanho, mas deixou um recado claro para a importância de um planejamento melhor.

A possível contratação do Edinho pode ser um ponto de partida. Os dirigentes do Palmeiras reclamaram de falta de ética, fato real. O inusitado, porém, é que eles esqueceram completamente que foram eles mesmos que começaram essa disputa, ao aliciarem o Thiago Neves, com a ajuda de um empresário nada ético. O episódio custou ao Fluminense a liberação do Leny sem ônus.

Com Edinho, se vier, e com Carlinhos, outra aposta que pode vingar e a contratação de outro meio campista habilidoso, Muricy terá condições de armar um time que poderá render frutos.

E por falar em meio campista habilidoso, por que não tentar dar um aperto na Traffic para trazer o Diego Souza pelo menos até o final do ano? Seria muito melhor do que essa velharia que anda sendo especulada e que dificilmente virá.

Diego joga como meia e também como volante e já deixou clara a gratidão que tem ao Fluminense.

Sobre o incômodo de alguns sobre a sua volta pelo fato dele ter jogado no Flamengo, é preciso deixar claro que o episódio aconteceu por puro descaso de nossa diretoria para com o atleta, como ele mesmo declarou numa entrevista ao Globoesporte.com em 30/07/09, da qual alguns trechos estão reproduzidos a seguir.

30/07/09 - 00h31 - Atualizado em 30/07/09 - 00h44

Craque do Verdão, Diego Souza revela detalhes de sua saída conturbada do Flu

Revelado nas categorias de base tricolor, meia diz que clube não quis pagar uma diferença cambial para tê-lo de volta, por empréstimo, do Benfica

GLOBOESPORTE.COM São Paulo

"-Queria voltar do Benfica para o Fluminense, pois permaneceria no Time B lá em Portugal. E naquela época, o presidente da patrocinadora do clube, Celso Barros, havia me pedido para eu ficar, mas naquela época o clube (Fluminense), precisava fazer caixa, e eu já havia me comprometido. Quando quis voltar, eles já tinham contratado o Petkovic e também tinha uma diferença de câmbio (cerca de R$ 500 mil), e como eles já tinham contratado outro meia... Eu era menino ainda e o Fluminense não quis pagar essa diferença de câmbio para que eu ficasse por mais um ano" – revelou.

"-Eu não queria ir para um clube rival, de início, o Flamengo, pois apesar de eu ser flamenguista quando pequeno, fiz uma história no Fluminense, venci todos os clássicos que disputei pelo Fluminense. Quando fui para o Flamengo, eles (Fluminense), chegaram e disseram que eu dei uma rasteira neles. Essa história ninguém sabia, estou dizendo agora para vocês", concluiu.

A hora é essa, aproveitar a posição da Traffic com relação ao destino do atleta porque a parceira do Palmeiras garantiu que Diego não jogará no Corinthians por não desejar reforçar um rival.

Afinal, com relação ao Fluminense até agora a única coisa que a Traffic tem feito foi apoderar-se dos direitos federativos de nossas principais revelações para negociá-las a preços vis para o clube, como já fez com o Maicon.

Enfim hoje temos o Muricy e essa é a única esperança para uma mudança de postura. Que Deus ilumine o nosso simpático "ranzinza" para que ele consiga fazer a reviravolta de que o clube tanto precisa.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

terça-feira, 11 de maio de 2010

E dá-lhe monstro! E dá-lhe Fluminense!



E lá está Xerém novamente exportando craques para a Seleção.

Embora muitos não saibam, Thiago Silva aperfeiçoou sua técnica nos campos de treinamento do Vale das Laranjeiras.

Do mesmo modo que aconteceu com inúmeros craques que andam pelo mundo afora defendendo outras agremiações, Thiago passou despercebido por muita gente, inclusive pela diretoria acéfala, que permitiu sua saída antes mesmo de alcançar a maturidade na equipe principal.

Ainda bem que, graças ao Ivo Wortmann, Thiago retornou e se transformou no monstro da técnica e da raça tricolor. Thiago Silva sabe como ninguém que muito do sucesso de hoje é devido ao Fluminense e por isso mesmo o próprio craque já manifestou por diversas vezes sua gratidão ao clube, declarando inclusive que pretende encerrar sua carreira defendendo a camisa tricolor.

Que tenha sucesso na África do Sul e ajude o Brasil a trazer o Hexa.

Outra cria das divisões de base do Fluminense que está na “lista dos 30” é o lateral Marcelo, hoje atuando no Real Madrid.

Dalton poderia ser o próximo a seguir os passos de Thiago. Ao trabalhar com um técnico de ponta como Muricy Ramalho, certamente teria seu trabalho facilitado para futuras convocações.
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Preferiu, porém, seguir as orientações de especuladores gananciosos. Uma pena para o Fluminense e principalmente para ele.

Acorda Dalton enquanto é tempo.

domingo, 9 de maio de 2010

Ceará 1 x 0 Fluminense. E a sina continua!


Amigos tricolores, pilantragens à parte da dupla Paulo César de Oliveira/Ednilson Corona, velhos conhecidos de outros carnavais, a apresentação do Fluminense em Fortaleza foi decepcionante.

A começar pela ressurreição do Willians, justamente sepultado pelo Cuca. Entendo que o Muricy chegou a pouco e ainda não conhece o elenco, mas daí a escalar o Willians, seu velho conhecido dos tempos de Palmeiras, é uma atitude incompreensível.

O resultado foi óbvio: jogamos meio tempo com menos um. No intervalo, Muricy se deu conta da besteira que havia feito e retornou com o Everton, outro que não merece ser titular, mas que é infinitamente melhor do que o Willians, presente de grego da Traffic.

Ao final do jogo, Muricy declarou que o time melhorou no segundo tempo, mesmo jogando com um homem a menos. É claro, mesmo atabalhoado e sem criar nenhuma jogada ofensiva digna de nota, Everton correu mais e desarmou melhor, melhorando a defesa e com isso propiciando que Mariano avançasse mais. Que essa tenha sido a última tentativa com o Willians.

Também é de doer ver Diguinho, Marquinho e Júlio César em campo, enquanto Equi Gonzáles amarga uma inexplicável reserva. É certo que está fora de forma porque, desde que foi contratado, nunca chegou a ser aproveitado numa sequência razoável. Mesmo assim, se jogar apenas em lampejos, será mais útil que qualquer um dos três atletas citados.

Outro ponto que precisa ser revisto é a escalação do André Lima sozinho no ataque. Se fosse com o Fred, a situação já seria difícil, com André, então, é impossível a marcação de qualquer gol em canchas adversárias, até mesmo na do Ceará.

Muricy é inteligente e certamente já percebeu que esse elenco do Fluminense foi formado por gente que não entende do riscado e por isso mesmo precisa ser reforçado o quanto antes. Mas até os reforços chegarem, serão sete rodadas e já perdemos a primeira.

E por falar em reforços, o Fluminense continua sua predileção pela dificuldade. Seus dirigentes anunciam tentativas complicadas de contratação, a maioria impossível até. Tinga, Fernandão, Cleber Santana, Edinho, Jorge Henrique, Tcheco, Deco e agora o último delírio, Lugano.

Fernandão já foi para o São Paulo, Tinga prefere o Inter, Cleber Santana, Edinho e Jorge Henrique jogaram por seus clubes nessa primeira rodada. Sobrou o Tcheco, que nem no time misto do Corinthians joga e tomara que fique mesmo por lá.

Deco e Lugano têm contrato em vigor em países onde não existe a excrescência da Lei Pelé.
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Talvez fosse mais fácil tentar o retorno do Diego Souza, pois até agora a Traffic, detentora de seus direitos, só mostrou presença nas Laranjeiras para “roubar” suas promessas a preço de banana.

De qualquer modo, confio no trabalho do Muricy. Mais cedo ou mais tarde ele nos livrará de Diguinho, Everton, Marquinho, Júlio César e Willians, indicando jogadores de melhor qualidade para suas posições. Só espero que não demore muito.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

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ACORDA DALTON!

Dalton veja se acorda desse delírio em que você se meteu por influências maléficas de seus mentores, que certamente querem aumentar a participação em seu salário.

Você já perdeu duas vezes e deverá perder outras tantas, porque o Judiciário já percebeu as manobras de má fé de seu advogado.

A insistência na ausência do clube é uma tentativa desesperada na esperança de que o Fluminense alegue abandono de emprego, o que de certo modo facilitaria a sua liberação.

Não caia nessa, dessa vez a Torcida Tricolor está atenta e não permitirá que a diretoria cometa mais uma bobagem em detrimento do clube.

Aproveite a chegada do Muricy, com o qual as suas chances de ser titular aumentam infinitamente e dê um bico nesses mercenários que o orientam de modo inadequado, visando apenas o bem estar DELES.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Grêmio 2 x 0 Fluminense. Agora só resta o Brasileirão!


Por mais que a Torcida Tricolor estivesse otimista, no fundo sabia que não ia dar e mais uma vez ficou comprovado que sem Fred a atual equipe do Fluminense é incapaz de fazer um golzinho que seja em campos adversários.

Muricy até que tentou, procurando inovar, fugindo daquela mesmice irritante das comissões técnicas anteriores.

Não deu certo e certamente não dará nunca com o elenco atual. Estou a cavaleiro para falar do elenco de 2010, pois desde a sua montagem, ainda sob a batuta do Cuca, mostrei minha insatisfação com os “reforços” contratados. À exceção de Júlio César, que enganou a todos, nenhum dos demais mereceu elogios desse blog nas postagens da época, “Que fim levou o time de guerreiros?”, de 19/02/2010 e “Elenco Tricolor definido para 2010. Acertos e pecados do Cuca”, de 11/01/2010).

Todos eles, sem exceção, no máximo poderão ser mantidos para compor elenco e serem aproveitados só mesmo em última instância.

Everton, Marquinho, Thiaguinho, André Lima, Adeilson, Wellington Silva, para entradas esporádicas ainda poderão ser tolerados. Leandro Euzébio, Willians, Júlio César e Fábio Neves nem para emergências.

Confortável saber que agora o Fluminense dispõe de um técnico de primeira linha, na opinião de muitos o melhor do Brasil, que já identificou as carências com apenas dois jogos no comando da equipe.

Ainda que com cuidado para não criar melindres, Muricy se expressou de forma enfática ao final do jogo de ontem: “-O elenco é limitado. Sem querer desmerecer os jogadores, mas é limitado no sentido de que às vezes até faltam atletas para treinar. Outro dia fiz uma atividade com dez de cada lado. Temos poucos nomes e o Brasileiro exige um elenco maior, pois é um campeonato grande”.

E é aí que reside a esperança dos tricolores, na capacidade de Muricy de montar um elenco capaz de disputar o Campeonato Brasileiro dentro das tradições do Fluminense, tão distantes nos últimos tempos.

Sobre o jogo em si, nada a acrescentar. Conca mais uma vez ficou sobrecarregado sem a companhia de um companheiro lúcido no meio de campo e pouco produziu. O ataque inexistiu e praticamente não chegou a ameaçar de verdade o bom goleiro gremista.

Nas substituições , Muricy dessa vez não foi feliz. Ao substituir Wellington Silva, não poderia nunca ter escolhido o Willians, que já jogava mal no Palmeiras e mais uma vez nada acrescentou de útil. A bola da vez seria o Équi Gonzáles, que poderia ter até entrado de início.

Ao ver Júlio César em campo e com o placar de 0 x 2, desisti do jogo, mudei de canal e passei assistir a Libertadores porque sabia de antemão que com essa dupla em campo nada de criativo poderia ser esperado.

Tenho fé de que Muricy perceberá rapidamente que não dá para tentar melhorar o desempenho da equipe com base nessas duas malas.

Que venha o Brasileirão e

DÁ-LHE FLUZÃO!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fluminense 2 x 3 Grêmio. Ficou difícil!

Muricy sentiu que vai ter muito trabalho para tornar o Fluminense campeão.

Apesar da derrota, o desempenho da equipe foi bom. Nada de covardia, nem lamentações sobre o leite derramado.

Sorte do Grêmio, que já enfrentaria o Flu sem o Conca e ganhou a ultima hora a ausência do Fred, acometido por crise aguda de apendicite, igualmente ao que havia acontecido com Alan no jogo da semana passada contra a Portuguesa.

Aliadas a esse fato as falhas catastróficas da defesa permitiram aos gaúchos a virada do jogo ainda no primeiro tempo.

Muricy observou e certamente irá tirar suas conclusões para definir melhor os titulares. Deve ter sentido que a falta de ritmo do Digão foi a responsável maior pelo segundo gol gremista. Deve ter visto também o vareio de bola que o Leandro Euzébio levou no primeiro gol do e pelo seu jeito de ser, se a diretoria conseguir resolver o imbróglio Dalton, brevemente a torcida deverá ficar livre dessa mala que o Cruzeiro não quis.

Em Porto Alegre as coisas continuarão difíceis, vencer o Grêmio por dois gols de diferença não será tarefa fácil, ainda mais sem Fred e Mariano, mas com uma semana de treinamento pode ser que aconteça algum milagre.

Espero que Muricy chegue logo à conclusão de que Júlio César precisa de um afastamento para recondicionamento técnico e que Willians não tem condições de vestir a camisa tricolor.

De positivo, nada de chororô, conforme comprovam as palavras de Muricy na coletiva após a partida: “-Teremos dias para pensar e estudar a nós mesmos, não o adversário, que já conhecemos. Temos que ver as possibilidades, achar o esquema ideal e colocar em campo o que temos de melhor. Vamos para Porto Alegre com o pensamento de vitória”.

Desde a saída do Abel, não sinto um astral vencedor nas Laranjeiras. É isso Muricy, tenho certeza, como muitos tricolores, que se a classificação não vier, o desempenho no Brasileirão levará o Fluminense pelo menos de volta à Libertadores.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!
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(crédito da foto: terra.com.br)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Seja bem-vindo, Muricy!



Depois de longa expectativa, finalmente o elenco tricolor passará a ser dirigido por Muricy Ramalho.

No site oficial do clube, Alcides Antunes, vice de futebol, enfatizou que "a chegada do Muricy representa o início de uma nova era no Fluminense. Trata-se de um treinador diferenciado e com um currículo incontestável, já que foi eleito o melhor técnico em quatro das cinco últimas edições do Campeonato Brasileiro (2005, 2006, 2007 e 2008). Com ele no comando da equipe, tenho certeza de que vamos dar à nossa torcida as alegrias que ela tanto merece".

Muricy chega às Laranjeiras com a missão precípua de devolver ao Fluminense os dias de glória com o futebol mágico de outrora.

Em sua primeira entrevista como técnico do Fluminense, Muricy destacou a "vontade de melhorar a estrutura" como decisiva para o acerto, já que se considera com um pouco de experiência no assunto.
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Sob esse aspecto, a Torcida Tricolor espera que ele também consiga modificar a estratégia até então adotada para aproveitamento dos craques revelados em Xerém, que ultimamente deixam o clube antes mesmo de se firmarem no elenco profissional e na quase totalidade das vezes sem nehuma vantagem econômica.

Outro ponto positivo de seu discurso foi a valorização do elenco, elogiado principalmente pela arrancada de superação nas rodadas finais do campeonato passado.

Face à exiguidade de tempo, Muricy pretende manter a sequência de trabalho de Cuca até a interrupção das atividades em função da Copa do Mundo, quando então começará a implantar a sua filosofia.

Questionado sobre a duração do contrato, Muricy mostrou a lisura de seu caráter ao rejeitar um compromisso de três anos. Alegou que não seria justo para o clube um contrato tão longo antes que seu trabalho fosse conhecido de perto. Optou por um período menor, que poderá ser renovado automaticamente se o Fluminense assim o desejar. Numa época em que o esporte brasileiro está tomado por mercenários, há que se louvar atitude como essa.
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O novo técnico realizará seu primeiro treino nesta segunda-feira à tarde, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador e na próxima quinta-feira já dirigirá o time no jogo contra o Grêmio pelas quartas de finais da Copa do Brasil.

O Fluminense contratou também o auxiliar técnico Tatá.


Perfil

Dono de personalidade forte, o treinador tem como características os intensos trabalhos táticos e a exigência por disciplina, provavelmente herdadas de Telê Santana, à época em que trabalhava como seu auxiliar técnico.

Muricy conquistou o tricampeonato brasileiro pelo São Paulo nos anos de 2006/2007/2008. Foi vice em 2005 pelo Internacional e só não se sagrou campeão naquele ano devido aos lamentáveis acontecimentos extra campo.

Outros títulos: Campeão da Copa da China em 1998 pelo Shanghai Shenhua; bicampeão pernambucano pelo Náutico em 2001/2002; campeão gaúcho pelo Internacional em 2003 e 2005 e campeão paulista pelo São Caetano em 2004.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fluminense 3 x 2 Portuguesa. Acesa a luz vermelha!

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Fred, sempre ele, com três gols ajudou a eliminar a Portuguesa.


Parti para o Maracanã na esperança de ver algo novo, alguma alteração que deixasse de lado a mesmice dos últimos meses e talvez reerguesse o time de guerreiros.

Ledo engano. Mário Marques repetiu os mesmos erros que vinham acontecendo nesse início de 2010. Colocou o time em campo com os intrusos que até agora nada acrescentaram. Pior ainda, ressuscitou o Júlio César, que mais uma vez entrou, nada fez e acabou sendo substituído (DE NOVO!).

O time começou bem, aproveitando o presente dado pelo goleiro Fábio logo aos dois minutos. O gol no início inibiu a tática que a Portuguesa usou em São Paulo de ficar na retranca e esperar que um gol caísse do céu. E como teve que se abrir, mostrou sua fragilidade, tanto que aos vinte minutos o placar já estava 3 x 0 e, como sempre, graças ao Fred.

Primeiro tempo tranquilo, sem sustos, um jogo até que meio xôxo face à fragilidade do adversário.

Mas veio o segundo tempo, no qual o Fluminense jogou apenas nos quinze primeiros minutos. A partir daí recuou, perdeu o interesse e permitiu que a Lusa desse um sufoco homérico.

A zaga tonta e atabalhoada não conseguia desarmar as jogadas. Leandro Euzébio cansou de errar. É inconcebível como se permite que o Dalton seja reserva nessa defesa. Talvez seja por isso que o seu ganancioso empresário tenha conseguido convencê-lo a deixar o clube.

Gum, sem o apoio que tinha antes de Dalton e Digão não rende a mesma coisa e aí é um tal de “bate-cabeça” e falta por todo o lado.

Das arquibancadas tinha-se a noção exata das falhas de marcação e da irritante sequência de erros. Fred de artilheiro passou a zagueiro, tantas foram as vezes que teve que recuar para ajudar a zaga e o goleiro atrapalhados nas bolas altas.

E Mário nada via, ou se via nada fazia. Todos viam que era hora de mudar para dar mais gás e criatividade à equipe. E nada foi feito.

E à medida que o tempo passava a coisa piorava. As bolas eram alçadas na área e os zagueiros se enrolavam todos. Filme visto e revisto nos vários jogos desse ano. Até que depois de tantos desacertos, a bola sobrou limpa para Luís Ricardo, que fuzilou Rafael.

A pressão continuou e logo depois, Paulo Sérgio fez o segundo de falta. Das arquibancadas via-se claramente que do modo como a barreira havia sido armada, bastaria ao atacante encobri-la para fazer o gol. Realmente não está em boa fase o nosso goleiro. Precisa de um descanso urgente, sob pena de sermos eliminados antes da hora.

E Mário nada fazia. Meu amigo e eu perguntávamos por que o González não entrava. Conca estava sobrecarregado e obrigado a marcar. Não deu outra, dois amarelos e expulsão. Jogadores como Conca têm que ser marcados e não marcar, no máximo cercar o adversário. Toda vez que tiverem a missão de marcar serão grandes suas chances de expulsão.

E para não dizer que não fez nada, depois do primeiro gol adversário, Mário entrou com Dieguinho aos 29 minutos. E Gonzáles continuou fora, até que Conca foi expulso. A partir daí não teve jeito, a não ser assumir a pequenez do time e botar Diogo para bloquear as investidas lusas.

Se eu estava preocupado com o fato de ter que encarar o Santos na semifinal, a preocupação passou por completo, porque se jogar desse jeito contra o Grêmio, o Fluminense não terá a mínima chance de prosseguir na competição.

Que venha logo um técnico gabaritado, Muricy quem sabe, e tenha coragem de por para jogar os melhores e não os que foram contratados mais recentemente.

Não consigo entender como Everton é titular em detrimento do Equi. Ele se esforça, corre, mas não constrói nada, nenhum passe preciso, nenhum lançamento, nenhum chute certeiro (até agora só contra o Americano).
Poucos clubes tem condições de escalar dois meias criativos como Equi e Conca e continuamos vendo o primeiro amargar o banco de reservas e o segundo trabalhar sozinho num deserto de criatividade.

Perdemos também o Alan por uma crise de apendicite. Já vinha sentindo dores e foi para o sacrifício. Mais uma para a conta de nosso Departamento Médico.

O treinador amenizou as vaias, afirmando que o que valeu foi a classificação.

Meu caro Mário, a Torcida Tricolor é sábia. As vaias não foram para a vitória nem para a classificação e sim um presságio do que poderá acontecer contra o Grêmio se mudanças drásticas na equipe não forem realizadas.

Sem Conca, só espero que você não tenha a ousadia de escalar três cabeças de área porque aí é que vai ser dureza.
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UM TÉCNICO DE PONTA, URGENTE!
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E DÁ-LHE FLUZÃO!
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(crédito da foto: lancenet.com.br)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Parabéns Botafogo!

foto: globoesporte.com
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Muitos torcedores devem estar estranhando o porque de um blog genuinamente tricolor abrir espaço para parabenizar um rival.

O fato principal é que com a conquista, o Botafogo impediu que a urubuzada aumentasse a vantagem de títulos estaduais sobre o Fluminense.

As outras razões advém do fato que a análise da campanha botafoguense mostrará pontos importantes, que cairão como uma luva nas hostes tricolores.

Primeiramente deve ser ressaltado que na zaga alvinegra também existe um atleta de Xerém: Antônio Carlos, que andou dando sopa por aí, mas a incompetência tricolor preferiu contratar outro zagueiro, provavelmente mais caro, a despeito de ter sido dispensado pelo seu antigo clube.

É mais uma prova que a finalidade da existência do Vale das Laranjeiras é qualquer uma menos reforçar o time do Fluminense.

Joel, ao assumir o cargo após uma impiedosa goleada de 6 x 0, tratou de dar moral a seu elenco e em momento algum vociferou sobre a necessidade de reforços, ao contrário do Fluminense, que a cada dia anuncia o interesse em um ou outro medalhão.

Ao ser eliminado da Copa do Brasil pelo Santa Cruz, clube que ainda briga em seu estadual para uma vaga na série D, não pôs a culpa em nenhum de seus atletas, mesmo os que falharam grotescamente, como foi o caso do goleiro Jefferson.

No Fluminense, ao contrário, Alan foi covardemente execrado por ter perdido um gol no jogo com o Botafogo quando o placar estava 2 x1 a nosso favor. O próprio Cuca deixou claro a crítica na entrevista coletiva logo após a partida. Deveria ter poupado o jovem como fez com a zaga, que falhou nos três gols, com Rafael, que engoliu dois frangos, com Fred, que perdeu um penalti e com ele mesmo, que não conseguiu posicionar a defesa adequadamente contra as jogadas aéreas por demais manjadas.

E é por tudo isso que o Botafogo ganha hoje espaço num blog exclusivamente tricolor, porque com um time inferior ao nosso encontrou a postura necessária para se sagrar campeão.

Parabéns Botafogo, parabéns Joel!

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E se a turma de cima não ganha títulos, a garotada continua soberana.
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Ao vencer o Macaé por 3 x 2, na tarde de sábado, o Fluminense sagrou-se campeão da Taça Guanabara de Juniores.
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O jogo foi marcado por alternativas, com o Fluminense abrindo o placar, levando a virada e novamente revertendo a contagem.

Os gols tricolores foram marcados por Bruno Veiga, (dois) e Matheus Carvalho, esse já nos acréscimos.
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Com a vitória, o Fluminense classificou-se para a final do campeonato com 36 pontos contra 35 do Botafogo, segundo colocado.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!
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Bruno Veiga (foto: lancenet.com.br)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Portuguesa 0 x 1 Fluminense. Vitória xôxa!



Ainda bem que o Fluminense tem o Fred


O jogo foi tão ruim que fica difícil escrever sobre ele.

Portuguesa e Fluminense proporcionaram um espetáculo horroroso, sem nenhuma técnica. O amor ao Tricolor foi a única justificativa para manter os torcedores à frente da TV. Certamente adeptos de outros clubes mudaram de canal ou caíram num sono profundo.

Ainda bem que temos o Fred, que mais uma vez definiu a partida num lance de categoria, ao receber um passe preciso de Mariano, outro destaque positivo na noite de ontem.

A situação da equipe fica pior porque dessa vez a torcida não pode cobrar a falta de empenho. A turma correu bastante, o que sinaliza mais uma vez que o problema pode estar na falta de versatilidade do "onze" escalado ou mesmo na qualidade do elenco.

No primeiro tempo praticamente nada de interessante ocorreu. Apesar da velocidade imprimida pelas duas equipes, as poucas oportunidades que surgiam eram desperdiçadas por chutes bisonhos.

Na etapa complementar o panorama alterou-se ligeiramente. A Lusa deixou a retranca um pouco de lado e começou a atacar, chegando a criar algumas escaramuças, contudo sem assustar o goleiro Rafael.

O Fluminense também teve suas chances com Everton e Marquinhos, que erraram as conclusões.

O marasmo só foi interrompido graças ao gol de Fred, obtido aos dezesseis minutos do segundo tempo, com um arremate da meia-lua, após dominar a bola passada por Mariano.

O jogo parecia liquidado, mas com a expulsão de Marquinho, Vagner Benazzi trocou um zagueiro e um volante por dois atacantes. Em contra partida, Cuca substituiu Alan, que não vinha bem, por Diogo, recuando Everton para cobrir a lateral.

A Portuguesa passou a jogar em seu campo de ataque, mas sem conseguir vencer a defesa tricolor apelou para chutes fora da área, até que num deles Rafael se enrolou e deu rebote, não aproveitado pelo atacante paulista.

O jogo seguiu assim até que quase em seu final, quando Willians cometeu falta nas proximidades da área, felizmente não aproveitada pela Portuguesa. Se o adversário fosse o Botafogo, Grêmio ou São Paulo, provavelmente estaríamos amargando um empate ao apagar das luzes.

Nas entrevistas, Cuca declarou que em mata-mata não tem jogo bonito, que se joga feio mesmo. Provavelmente não viu os jogos do Fluminense na Libertadores e também deve ter esquecido os de seu próprio time na recente Copa Sul-Americana. Isso sem falar no Santos, que atua com dois meias criativos e três atacantes.

Valeu pela vitória, pela vantagem obtida, mas serviu também para encher a torcida de preocupação ao ver que os adversários das próximas fases deverão ser Grêmio e Santos.
Depois de mais uma apresentação medíocre, a comparação entre esse time e o da arrancada do Brasileirão se faz necessária.

O meio campo continua rateando. Diguinho até que jogou bem, praticamente não fez faltas, mas Conca teve mais uma atuação apagada. Tem crédito, deve estar exaurido por ser o único jogador criativo do setor. Everton corre muito e produz pouco, muitos chutes de fora da área, a maioria sem direção. Creio que já tenha passado a hora do Cuca dar uma oportunidade para valer ao González, não apenas poucos minutos quando faz vez ou outra. Na forma ideal, Equi poderá dividir com Conca a armação das jogadas, além de aumentar a possibilidade de sucesso na cobrança de faltas. Sem entrar em campo, entretanto, nunca adquirirá ritmo de jogo. Os jogos “carne assada” com os pequenos durante a Taça Rio foram oportunidades de ouro jogadas fora.

A defesa, desde que o trio Gum, Digão e Dalton foi desfeito não transmite mais a confiança do fim do ano passado, principalmente porque qualquer bola alçada para a área é um “Deus nos acuda”.
Infelizmente pelo que parece, a reedição do trio está cada vez mais distante, pois influenciado por gente inescrupulosa, Dalton deseja desligar-se do clube por causa de míseros R$ 13 mil não depositados em sua conta de FGTS.

Mais uma lambança dessa diretoria acéfala, que já havia perdido Arouca por não ter renovado seu contrato em tempo hábil e vendido Maicon pela metade do valor de sua multa rescisória, além de tantas outras exaustivamente comentadas. As bobagens são tantas e tão constantes que a gente fica com a pulga atrás da orelha de se tratar realmente de incompetência.

Resta torcer para que a Juíza Adriana Malheiros,responsável pelo caso, enxergue com clareza a verdadeira intenção dessa demanda e dê ganho de causa ao Fluminense.

Cuca ressaltou que com a saída de Maicon o time perdeu suas jogadas de velocidade. Isso era o óbvio ululante para qualquer um que acompanhasse aquele mágico time de guerreiros. A pergunta que se faz é por que não demonstrou veemência contra a saída prematura do craque? Estaria acreditando que um menino de 17 anos, reserva do time de juniores, viria a ser a salvação da lavoura?

A lateral esquerda é outro problema crônico. Ao barrar justamente Julio Cesar, que ainda não conseguiu estrear com a camisa do Flu, Cuca escalou Marquinho, que já tinha tido milhões de oportunidades no setor, ora substituindo o próprio Julio Cesar, ora substituindo Dieguinho ou João Paulo. E não podia dar outra: nada fez de útil, além de conseguir uma expulsão boba.

Espero que um dia Cuca se lembre que o titular da posição era o Dieguinho, que mesmo sem ser um craque excepcional, mostrou melhor desempenho que as opções utilizadas até agora.

Alan, depois de ser execrado publicamente pelo gol perdido contra o Botafogo, perdeu a confiança. Não fez nada em campo, praticamente errou tudo. Talvez leve algum tempo para voltar a apresentar o futebol de outrora.

Capítulo à parte, o goleiro Rafael. Nitidamente nervoso por saber que se falhar irá para a reserva, quase põe tudo a perder aos 31 minutos do tempo final ao se enrolar todo e devolver a bola para o atacante da Lusa, que graças a Deus não soube o que fazer com ela.

Nesse caso, creio que Cuca errou feio. Se o goleiro está em má fase e não transmite confiança, talvez precisando de um reforço no treinamento, deve ser preservado antes que volte a falhar e colocar a equipe em dificuldades.

Não sou fã de Fernando Henrique, mas talvez seja a hora dele voltar, principalmente porque na Copa do Brasil a vaga poderá vir a ser decidida nos penaltis, condição impossível do Fluminense sair vitorioso com Rafael, que não tem a mínima noção de colocação nessas penalidades.

Só nos resta torcer para que o técnico abra seus olhos e escale o melhor possível para o jogo da volta e principalmente para as batalhas posteriores, porque levar sufoco desse time da Portuguesa é dureza.

Finalmente, uma pergunta que não quer calar: o que será que o nosso treinador estava pretendendo quando colocou o Willians? Talvez o recorde para o Guinness Book porque ele entrou aos 42’ e aos 46’ fez uma falta desnecessária nas proximidades da área. Fosse contra um adversário mais encorpado, bye-bye vitória.
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E apesar de tudo, DÁ-LHE FLUZÃO!


(crédito da foto: terra.com.br)


domingo, 11 de abril de 2010

Botafogo 3 x 2 Fluminense. Mais uma vez fora da decisão!

Rafael falhou novamente em momentos decisivos e reedita a síndrome da titularidade absoluta. Um "banquinho" talvez o livre da maldição da mão de maionese.


Após novo e inesperado fracasso, o elenco tricolor e sua comissão técnica se apressaram em colocar panos quentes na derrota, justificando-a com argumentos recorrentes como falta de sorte, falhas de arbitragem, erros individuais e outras baboseiras sobejamente conhecidas pela sofrida Torcida Tricolor. Torcida que, diga-se de passagem, o clube não tem feito por merecer, pelo menos nos últimos quinze anos.

Muitas coisas são ditas, esbravejadas até, ora pelos torcedores, ora pela mídia esportiva através de seus poucos representantes tricolores.

Os erros são tantos e tão palpáveis que qualquer análise sob o ângulo que for sempre acabará acertando algumas das causas da debacle atual do Fluminense.

João Garcez, por exemplo, sem deixar de apontar o erro grosseiro da arbitragem no terceiro gol do Botafogo, culpa a incapacidade de decisão da equipe, que poderia ter resolvido o clássico ainda no primeiro tempo ou no início do final se Alan não chutasse para as nuvens a bola açucarada recebida de Fred.

Culpa também a queda de produção no segundo tempo, que se tornou uma constante nesse início de temporada em 2010. Chegou mesmo a vaticinar o fim daquele time incansável, vibrante e seguro, o saudoso "time de guerreiros".

Paulo Cesar Filho prefere apontar suas baterias para o modelo de administração, que vende Maicon a preço de banana, quando o clube não possui um substituto à altura, que gasta fortunas e quase nunca produz times campeões, que se desfaz de craques revelados em casa sem praticamente nenhum benefício para o clube. Enfatiza ainda a constante troca de técnicos e o modelo derrotado que faz o Fluminense refém do patrocinador.

Como já salientado, as causas são tantas que, de certo modo, a razão estará sempre ao lado de qualquer tipo de crítica que se faça ao estado da arte tricolor.

E como torcedor irrestrito do Fluminense que teve o privilégio de desfrutar de equipes maravilhosas, verdadeiras campeãs em todos os sentidos, de frequentar as Laranjeiras antes mesmo do nascimento dos ilustres tricolores citados, gostaria de ir mais fundo na questão e acrescentar outros pontos que precisam ser avaliados pela imensa torcida tricolor.

Não se trata de "caça às bruxas" como diz PC, mas não se pode tentar tapar o sol com a peneira e achar que tudo é culpa do modelo de gestão ou da falta de garra da equipe, como sinaliza o Garcez.

Na realidade, as participações pífias do Fluminense ao longo dos últimos anos, com raríssimas exceções, advêm do somatório de todos esses fatores, inclusive sim o fato do clube não ter tido uma comissão técnica de porte desde a saída do Abel Braga. Excluo a recente passagem do Parreira, que parecia estar desmotivado e com a cabeça na lua.

Creio também que parte da culpa cabe a nós torcedores, que com base em pouquíssimas apresentações, passamos a endeusar um menino de dezessete anos como salvação da pátria, guindado imediatamente a postulante da vaga do Maicon, esquecendo-se de que Wellington nem sequer havia sido titular do time de juniores na recente Copa São Paulo.

Não quero em absoluto defender essa diretoria, no mínimo amadora e incompetente, mas de certo modo demos a ela a desculpa para mais uma estapafúrdia negociação com prejuízos manifestos ao clube. Há muito, já vínhamos alertando sobre a parceria funesta com a Traffic, que como disse o Galeano, ao assumir o cargo de coordenador técnico do Palmeiras, "é uma empresa investidora e que por isso mesmo prima por lucrar na venda os jogadores que se destacam".

A equipe montada em 2008 foi sem dúvida a melhor do Brasil. Poderia ter tido um dos melhores meios de campos jamais vistos, formado por Arouca, Cícero, Thiago Neves e Conca. Perdeu a Libertadores e deu vexame no Brasileirão em função exclusiva de ter em seu comando uma comissão técnica megalomaníaca, fanfarrona, incompetente e interesseira. Não devemos nos esquecer de que Dodô foi barrado e Cícero deslocado para o ataque para permitir a entrada do fabuloso Ygor.

Voltando à equipe atual, não se pode deixar de considerar que do time de guerreiros faltam cinco jogadores. Maicon foi embora, Dalton, Digão, Diogo e Dieguinho barrados por atletas que até agora não acrescentaram melhoria alguma em relação ao que era apresentado. A zaga inclusive é muito inferior e não consegue sequer anular as jogadas mais previsíveis dos adversários, tanto que em apenas três clássicos tomou onze gols. Dar a titularidade a Leandro Euzébio e Cássio em detrimento de Dalton e Digão é decisão inconcebível para quem enxerga um mínimo de futebol.

Além disso, a postura de "comer a grama" é uma atitude com prazo de validade, porque qualquer equipe só consegue manter pegada como aquela em curtos espaços de tempo e geralmente em períodos críticos. O próprio Cuca já havia conseguido façanha semelhante quando pegou o Goiás na última colocação de um campeonato. Passado o vendaval, o Goiás voltou ao marasmo.

Agora será preciso, além da garra, manter o equilíbrio, adaptar o time às particularidades dos adversários, coisa que não tem sido o forte do treinador tricolor. Começar os jogos bem e acabar mal é uma característica dos times dirigidos por Cuca, desde os tempos em que era técnico do Botafogo.

No jogo de ontem, começamos mal na escalação. Durante toda a semana Diogo treinou como titular e na hora H entrou o Alan. Estava claro para quem conhece o elenco que essa teria que ser a opção, então a questão é por que deixar o Alan fora dos treinos decisivos?

A ausência de Equi González no banco de reservas eliminava qualquer opção de melhorar a criatividade do meio-campo. E o que se viu, foi a repetição do que já havia ocorrido contra Flamengo e Vasco, pois enquanto seus técnicos promoviam substituições que alteravam a postura em campo de seus times, o Fluminense continuava com a mesmice de sempre, apelando para Marquinho, Wellington Silva e André Lima, que não apresentaram nada de positivo.

Outro fato que me desagrada profundamente é a carga que está sendo feita ao erro do Alan. Alan é ótimo jogador quando cai pelas pontas e serve aos companheiros, como fez com Fred no segundo gol. Imputar-lhe a culpa, esquecendo-se das falhas da lenta zaga e dos frangos do Rafael não me parece uma atitude coerente. Renato começou a perder o pulso do elenco exatamente quando passou a adotar atitude semelhante.

PC cita o aproveitamento de Cuca para justificar sua permanência, mas de que adianta ganhar jogos sem importância e nunca chegar às finais? O que interessa é que em 2010, em cinco clássicos, o Fluminense perdeu para Flamengo e Vasco, além de duas decisões de semifinais. A única vitória sobre o Botafogo numa fase em que praticamente o jogo não valia nada é muito pouco para a grandeza do Fluminense. A realidade é que, infelizmente, nosso técnico levou banhos táticos de Andrade, Gaúcho e Joel.

Não sei se a troca de treinador resolveria os problemas do Fluminense, como pergunta PC, mas o âmago da questão não se centraliza propriamente na troca de técnicos e sim na sua escolha. Nossa diretoria amadora os tem contratado no impulso sem levar em consideração os títulos conquistados, fator fundamental para a avaliação de suas qualidades. De qualquer modo, gostaria muito que o Abel voltasse ao comando do time.

Ainda temos a Copa do Brasil, que também tem um Santos que atua com dois meias criativos e três atacantes, um Grêmio eficiente, o Atlético, de Wanderley Luxemburgo e o próprio Vasco, que já nos venceu duas vezes nesse ano.

Pode ser que dê, mas com a postura e escalação atuais vai ser dureza.

E antes de tudo FORA TRAFFIC!

(crédito da foto: globoesporte.com)

domingo, 4 de abril de 2010

Fluminense 3 x 1 Macaé. Enfim, a classificação!

Uma vez mais, Conca foi o único vislumbre de clarividência no meio campo tricolor


Como era previsto, o Fluminense confirmou a classificação para a semifinal da Taça Rio. Classificação conseguida sem muito esforço porque afinal o que se viu foi a repetição do filme dos jogos contra os pequenos do Rio, todos sem exceção apresentando equipes muito fracas, incapazes de superar qualquer dos quatro grandes.

O jogo começou com o Macaé postado em sua defesa e à espera de uma oportunidade para contra-atacar. Por sua vez o Fluminense entrou um tanto desanimado, poupando-se em demasia, talvez pela quase impossibilidade de não disputar uma das semifinais, porque para não consegui-la, além de ser derrotado seria necessário que o Bangu goleasse o Botafogo.

A passividade inicial do Tricolor acabou por fazer com que o Macaé se arriscasse um pouco mais e quase abrisse o marcador aos vinte e sete minutos quando, ao ser lançado, Fernandão ganhou de Dalton na corrida e ao tentar driblar Rafael foi desarmado pelo goleiro.

Com o susto, o Fluminense apertou um pouco o ritmo e bastaram três minutos para que conseguisse o primeiro gol. Alan recebeu de Mariano, passou por dois adversários e fuzilou o arqueiro Jefferson.

Com o adversário ainda zonzo, a pressão foi mantida e o segundo gol foi marcado aos quarenta minutos por Everton de cabeça, após receber passe na medida de Wellington Silva.

Praticamente classificado, o Fluminense voltou para a etapa final com o objetivo claro de administrar o resultado, o que propiciou o avanço do Macaé que acabou por balançar as redes tricolores por duas vezes em lances bem anulados por impedimento.

Aos poucos o Flu retomou as rédeas, fez o seu terceiro gol e como sempre perdeu várias oportunidades para ampliar.

O Macaé diminuiu com André Gomes, aos quarenta minutos, em bela cobrança de falta.

Cuca fez três alterações para poupar os “pendurados” Gum, Everton e Mariano e o jogo continuou no mesmo ritmo até o fim.

Mariano e Conca foram mais uma vez os destaques. Alan também poderia ter sido, não fossem as diversas oportunidades claras perdidas.

Wellington Silva não esteve bem. A rigor, de positivo só a jogada do gol de Everton, única oportunidade em que deixou lado as firulas inconsequentes e procurou servir a um companheiro bem colocado. Pelo que tem apresentado ainda não se constitui em ameaça à titularidade do Alan, que apesar de continuar perdendo muitos gols, é mais objetivo.

Cuca dessa vez não inventou nada, embora tenha perdido uma grande oportunidade de ver como o time se comportaria com Équi Gonzáles ao lado do Conca.

Para cumprir sua promessa de vencer o Botafogo na semifinal e depois Flamengo ou Vasco na final, Cuca terá que reeditar aquele time brigador do final do ano passado e ter em mente que de nada valerão essas fáceis vitórias contra os clubes de menores investimentos se o Fluminense não vencer a Taça Rio.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: lancenet.com.br)



quinta-feira, 1 de abril de 2010

A cara do Fluminense.


João Marcelo Garcez, em matéria publicada no Blog do Torcedor Tricolor, tergiversou sobre qual seria a verdadeira cara do Flu.

Com a perspicácia de sempre, destacou com clareza vários pontos, em especial a confiança da torcida abalada pela derrota para um Vasco fragilizado, agravado pelo fato de ter sido dirigido por um técnico interino.

A interrogação sobre qual Fluminense será visto nas finais, se aquele exuberante da vitória contra o Botafogo ou o indolente e sonolento dos segundos tempos dos jogos contra o Flamengo e Vasco foi a principal questão deixada no ar pelo eminente tricolor.

Os comentários de vários torcedores foram solidários com Garcez. Muita coisa foi dita sob o impacto das decepções constantes, sejam pela falta de títulos ou pelo mau desempenho de suas diretorias desde os idos de 80.

Só para exemplificar, destaco as palavras da Luciane, que afirma que "depois do que viu no domingo passou a achar que vai ser mais um ano sem título algum e de luta contra rebaixamento" e do Oberdan, que simplesmente diz categoricamente que "o Fluminense não tem cara, é um time sem personalidade que tem uma dificuldade incrível quando enfrenta adversários tradicionais". Vários comentários seguem na mesma linha com a maioria questionando onde estaria aquele time de guerreiros.

Caros tricolores, exageros à parte, se deixarmos a paixão de lado e pensarmos somente com a razão, veremos claramente que o Fluminense de hoje, pelo menos o dos jogos contra Flamengo e Vasco, nada tem a ver com aquele time de guerreiros.

A cara do Fluminense de hoje é a cara de um Fluminense mutilado, dizimado pela incompetência de uns, subserviência de outros e ganância de terceiros, se é que me entendem.

Tentarei explicar. Creio que ninguém duvida de que o verdadeiro Fluzão da arrancada sensacional, o que deu a partida ao rolo compressor que atropelou todos os adversários na fase final do Brasileirão do ano passado foi aquele do segundo tempo do jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão.

Depois de um primeiro tempo ridículo, Cuca perdeu a paciência com alguns e finalmente achou a escalação ideal. Pois bem, se comparamos aquela equipe com a que foi derrotada pelo Vasco, iremos notar nada menos do que seis mudanças. Seis mudanças, 60% dos jogadores de linha, Digão, Dalton, Dieguinho, Tartá, Maicon e Fred.

Alguns lesionados e outros afastados para dar lugar a novos contratados, que chegaram com status de titulares absolutos e até agora não acrescentaram nada demais, à exceção dos jogos contra os times pequenos de qualidade duvidosa.

Aliada a esses fatos, houve a perda do Maicon, negociado por incompetência de nossa desastrada diretoria e interesses de terceiros com flagrante prejuízo para o clube.

A ausência de Maicon aniquilou a jogada mortal pela direita. Depois de sua saída, Mariano ficou órfão do companheiro que fazia as tabelas pela ponta. Aqueles que observaram os últimos jogos com atenção puderam constatar a aflição do Conca tendo que prender a bola em demasia porque ao olhar para a ponta direita não vê ninguém para lançar.

Dalton, o melhor dos zagueiros do time, foi barrado. O porquê até agora Cuca não conseguiu explicar. Pode ser que tenha sido pressionado para justificar a contratação do Leandro Euzébio, mas o que me deixa com a pulga atrás da orelha é o fato da barração do Dalton ter acontecido logo depois dele ter declarado que, ao contrário de Maicon e Wellington, tencionava permanecer no Fluminense por mais tempo.

Posso estar delirando, mas o acontecido com o Tartá contribui para que eu tenha uma ponta de desconfiança nesse sentido.

Digão também foi barrado, embora suas fracas atuações após a volta da contusão tenham contribuído para isso. Mas se não voltar a campo, jamais recuperará sua antiga forma.

Júlio César ainda não esquentou. Nem sei se chegará a esquentar algum dia, mas pelo que me lembro, no Goiás suas melhores jogadas aconteciam quando era lançado em velocidade pela ponta esquerda. No Flu, sempre afunila e nas poucas vezes que vai à linha de fundo não acerta os passes. Mais treinamentos táticos e uma passagem pelo banco de reservas devem resolver ou pelo menos minorar essa deficiência.

Júlio César tem sido substituído em todos os jogos, mas em nenhum deles Dieguinho teve uma oportunidade sequer. Não seria o caso de tentar pelo menos uma vez? Não é que Dieguinho seja um craque da bola, mas as várias tentativas com Marquinho e Thiaguinho não surtiram efeito algum.

A titularidade absoluta de Diguinho é outra coisa irritante. Tem raça, corre, briga, mas daí a querer que ele arme jogadas de ataque vai uma distância muito grande. No máximo, considerando ser peixe do técnico, poderia ser escalado como primeiro volante, mesmo sabendo-se que essa providência irá aumentar em muito as faltas na entrada da área. A presença de Diguinho na equipe titular só não é mais lamentada porque os tricolores estão conscientes de que antes a posição era ocupada por Fabinho e Ygor.

Os demais questionamentos técnicos do João, de um modo ou outro também já haviam sido abordados por aqui, como a escassez de oportunidades dadas ao Equi Gonzáles.
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Há também as idiossincrasias do Cuca, que volta e meia de baixo astral acaba por influenciar negativamente os atletas, além dos inúmeros casos de desentendimentos e rancor, como ocorreu com Dodô, Ruy, Adriano, Leo Moura, Pet, Paulo Cesar. Falta-lhe a vibração de um Abel Braga, por exemplo.
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Nunca fui partidário da troca constante de técnicos, mas no caso do Fluminense se dependesse de mim, o título do estadual seria o balizamento para a sua permanência, sob pena do clube vir a perder também a Copa do Brasil.

Garcez encerra o seu artigo com a certeza de que o Fluminense terá tempo suficiente para voltar a mostrar a aguerrida e desejada face do Time de Guerreiros de outrora no jogo com a Portuguesa pela Copa do Brasil e finais da Taça Rio, porque bola a molecada tem.

Espero que o caro amigo esteja certo, mas será imperioso que o Cuca realmente escale a molecada, repense a formação da zaga e a inocuidade da dupla Diguinho-Everton, dando talvez uma oportunidade ao Equi de mostrar o seu futebol ao lado do Conca.

E é lógico, que o Fred volte bem, única possibilidade de sucesso.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

domingo, 28 de março de 2010

Vasco 3 x 0 Fluminense. Vexame tricolor!

Carlos Alberto, mais uma revelação tricolor a serviço dos adversários.


O início do jogo deu a impressão de que o Fluminense venceria o clássico sem maiores dificuldades. Melhor postado em campo, a equipe tricolor impôs uma pressão inicial e criou duas boas oportunidades antes dos dez minutos que não foram convertidas pelos erros recorrentes de imprecisão no último passe e falha no arremate para o gol.

O Vasco sentiu a pressão inicial e se fechou na defesa, aguardando alguma oportunidade para contratar. Os deuses do futebol dessa vez sorriram para a equipe cruzmaltina e obrigaram Gaúcho a entrar com Carlos Alberto, que substituiu o lesionado Jeferson.

Mesmo acuado, o Vasco quase abriu a contagem, quando Philippe Coutinho, ao se livrar da marcação de Leandro Euzébio, obrigou Everton a chutar contra a própria meta. Para alívio dos tricolores, Rafael estava atento e colocou a bola para escanteio.

Após o susto, o Fluminense retomou o controle do jogo, mas longe de ser aquele time brigador de outras jornadas. Os jogadores pareciam sonolentos, com postura bem diferente daquele Tricolor de Guerreiros.

Aliás, sob esse aspecto, já havia colocado que para ganhar algum título com o elenco atual, o Fluminense terá que literalmente “comer a grama”, porque à exceção de Conca e de Fred, os demais são jogadores normais, sem nenhuma habilidade extraordinária.

Ainda assim Alan teve uma excelente oportunidade ao receber passe de Diguinho, avançar pela direita e chutar cruzado rente à trave direita de Fernando Prass.

Na segunda etapa, o jogo ficou todo à feição do Vasco que, precisando da vitória, lançou-se ao ataque e passou a acuar o Fluminense, que não conseguia concatenar a saída de bola.

O panorama não se alterou até que Thiago Martinelli conseguiu abrir a contagem, aproveitando falha geral da zaga tricolor na cobrança de escanteio.

Cuca tentou algumas alterações, entrando com Wellington Silva e Équi Gonzáles, sacando André Lima e Júlio César. Valeu a tentativa, embora não tenha surtido nenhum efeito.

A terceira substituição do Cuca é que foi de uma infantilidade a toda prova. Substituiu Cássio por Fábio Neves e embora a providência de retirar um zagueiro para tornar o time mais ofensivo pudesse parecer uma boa ideia, o fato de deixar em campo Leandro Euzébio, único da zaga que já tinha recebido cartão amarelo, foi uma bola fora.

E não deu outra, ao parar o Dodô com falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Do mesmo modo que a torcida tricolor, estou até agora querendo entender o que motivou o treinador tricolor a manter em campo o único zagueiro que já tinha sido advertido. Ainda mais em se tratando de Leandro Euzébio, se fosse o Thiago Silva até que a decisão seria válida. Mancada da grossa.

Aí mesmo que a vaca foi para o brejo, com o Vasco marcando mais duas vezes com Dodô e Fágner, recebendo passes milimétricos de Carlos Alberto. E então se desenhou claramente o drama tricolor: enquanto o Vasco armava seus contra-ataques com Carlos Alberto, o Fluminense tentava se virar com Diguinho. Que dureza!

A grande vantagem que tem sobre o Bangu, terceiro colocado na chave, deve garantir o Tricolor na semifinal, mas se jogar desse jeito e não tiver a volta do Fred, a classificação para a final vai ser muito difícil.
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E O MAICON, QUE FALTA FAZ, NÉ? FORA TRAFFIC!
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(crédito da foto: terra.com.br)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Madureira 1 x 3 Fluminense. A um milímetro da semi.

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O ímpeto avassalador do primeiro tempo, arrefeceu no segundo.
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O Fluminense voltou a reeditar o seu bom futebol no jogo de ontem, principalmente no tempo inicial quando toda a equipe esteve praticamente irretocável.

Antes mesmo do jogo esquentar a vantagem já estava decretada. Alan, mostrando o oportunismo que andou faltando nos jogos anteriores, antecipou-se à zaga do Madureira e serviu Mariano, que chutou firme para fazer o primeiro.

A pressão avassaladora continuou e depois de algumas oportunidades perdidas, Conca serviu na medida para André Lima, que só teve o trabalho de completar para as redes. Eram decorridos quinze minutos de jogo e a vantagem de dois gols sinalizava para uma noite tranquila para os tricolores.

O Fluminense não diminui o ímpeto e após várias bolas perdidas ou defendidas pelo bom goleiro Marcio, André Lima sofreu penalti, convertido com categoria pelo Conca. Foi uma apresentação quase perfeita, a rigor o Madureira só teve uma boa jogada que acabou com um chute por cima do travessão.

No segundo tempo, o Fluminense voltou ligado e a chance perdida por André Lima logo aos cinco minutos deu a entender que o jogo terminaria com uma goleada histórica, ainda mais pela vantagem numérica obtida com a expulsão de Edinho aos 33 minutos.

Ao notar que o Fluminense havia nitidamente “puxado o freio de mão”, o Madureira se assanhou e conseguiu o equilíbrio na base da correria. E aos treze minutos, foi recompensado com o seu gol, numa jogada muito boa de Bruno, que num toque se livrou de Mariano e Diguinho e acertou o ângulo com um chute certeiro.

Animado com o gol, o Madureira passou a ter mais posse de bola, mas não chegou a ameaçar. Cuca colocou Wellington Silva em substituição a Alan, que a essa altura estava meio sumido.

Dessa vez Wellington foi melhor do que das vezes anteriores. Teve duas ótimas oportunidades em jogadas pessoais, uma salva pelo zagueiro em cima da linha e outra defendida por Marcio com a ponta dos dedos. Poderia ter rendido mais se em algumas oportunidades passasse a bola para companheiros mais bem colocados.

Aos 23 minutos, Cuca fez entrar Équi Gonzáles. (Aleluia!). Uma surpresa agradável para a torcida porque Équi, nos poucos minutos que jogou, mostrou que tem habilidade suficiente para formar com Conca um meio campo de respeito. Tomara que o Cuca continue entrando com ele aos poucos para que possa recuperar a forma.

Até o final, os atacantes tricolores continuaram abusando dos gols perdidos, alguns até graças a defesas muito boas do goleiro Marcio.

Faltando pouco mais de dez minutos para o fim, Cuca fez o de costume, substituiu Júlio César por Marquinho e o resultado o mesmo, ou seja, nada se alterou.

O treinador elogiou a postura do time na primeira etapa, mas demonstrou preocupação com a queda de rendimento na segunda, chegando a declarar ter muito a corrigir. É bom que pense assim porque contra Resende e Madureira as vitórias foram conseguidas, mas contra os times mais fortes pode ser que não dê para segurar, como já aconteceu com a urubuzada.
Com um simples empate nas próximas duas rodadas, o Fluminense confirma sua presença na semifinal, embora o que a torcida deseje ver mais duas vitórias.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


E PARA QUE O FLUMINENSE NÃO PERCA TODOS OS SEUS CRAQUES, FORA TRAFFIC!
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(crédito da foto: terra.com.br)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fluminense 2 x 1 Resende. Sem muito alarde, o Fluzão vai chegando.

Cabeçada certeira de André Lima, que ontem foi o "cara".

Valeu pela vitória, valeu pelos quatro pontos de diferença para os terceiros colocados, valeu pela resposta do André.

O problema é que o adversário era o Resende, último colocado do grupo e que já havia sofrido quinze gols em apenas quatro jogos e o mínimo que se poderia esperar era uma goleada que recolocasse o Fluminense na liderança.

A equipe tricolor continua com a síndrome da perda de gols fáceis, parece até que não treina arremates. Bastaria que uma das oportunidades fosse aproveitada para evitar aquele sufoco final.

O Fluminense até que administrou bem a partida, principalmente depois que construiu a vantagem, mas como não concretizou o terceiro gol, veio aquela bola vadia, que quase põe tudo a perder. Mesmo assim, o futebol apresentado deu para o gasto.

A análise fria da partida evidencia que o Fluminense carece de um meio campo mais eficaz. É impressionante como jogo após jogo, nossos volantes continuam perdendo a maioria dos rebotes, não importando a qualidade do adversário. Quando pressionados, quase sempre a bola vai e volta. Cuca deveria olhar com mais atenção para esse setor, afim de e melhorar seu posicionamento.

Como o jogo foi morno, insosso mesmo, resolvi prender-me a atuação individual dos atletas.

Rafael fez boas defesas. Salvou o empate quase no fim do jogo numa falta bem cobrada. Falhou feio no gol do Resende, reeditando a velha mão de maionese. Tem crédito? É claro que tem, mas precisa ter humildade para reconhecer as falhas. Teria sido muito mais simples admiti-la do que ficar tentando tapar o sol com a peneira.

Mariano mais uma vez esteve bem, melhora a cada jogo. O passe para o primeiro gol foi milimétrico.

A zaga não chegou a comprometer o que não quer dizer muita coisa face à fragilidade do ataque adversário. Gum faz faltas demais e muitas delas nas imediações da grande área. Precisa perder esse vício, o que a essa altura não deve ser tarefa fácil. Cássio, um pouco lento, errou uma bola que se fosse em clássico provavelmente ocasionaria um gol adversário. Dalton esteve firme, o melhor dos três. Se Digão recuperar a forma do ano passado voltará à titularidade sem dificuldade.

Júlio César apresentou apenas alguns lampejos do craque que foi no Goiás. Ainda não disse ao que veio. Se não melhorar, poderia ir descansar um pouco no banco de reservas.

Diogo quando “come a grama” consegue aparecer melhor, querendo dar uma de craque, cadenciando jogadas e com chutes de longa distância, torna-se inócuo. Diguinho briga, corre e se mata em campo, mas não consegue acertar um passe. Quem se acostumou com a dupla Arouca e Cícero não consegue parar de comparar.

Conca, mais uma vez sozinho na criação, foi caçado o tempo todo com inúmeras faltas, mesmo assim conseguiu sobressair-se, como sempre. Tivesse ao lado alguém minimamente hábil, as oportunidades de gol certamente se multiplicariam. Quem sabe um dia quando o Équi recuperar a forma.

Alan me lembra uma montanha russa, ora está em cima, ora em baixo. Dois belos gols contra o Uberaba e ontem várias oportunidades perdidas. Aquela, na pequena área, após passar pelo goleiro é inadmissível.

André Lima. Salvou a pátria, lutou muito e fez os dois gols salvadores. Embora não me agrade uma dupla formada com Fred, as oscilações constantes do Alan poderão forçar uma tentativa nesse sentido.

Wellington Silva parece que sucumbiu aos elogios. Não fez nada de útil. A única vez em que apareceu foi no lance que precedeu o gol do Resende, quando ao tentar passar por três adversários, perdeu a bola que acabou sobrando para o chute de Tiago Bastos.

Sobre o lance, Cuca declarou: "Ele tinha acabado de entrar, estava frio e tem que saber que é preciso simplificar no primeiro momento, dar um passe curto para ganhar confiança. O guri ainda teve a infelicidade que no mesmo lance saiu o gol".

Não tenho dúvidas de que o Cuca conversará muito com o Wellington e irá lapidar o seu futebol, só discordo quando ele diz ser preciso simplificar no primeiro momento. Acho que terá que simplificar sempre, como faziam Pelé e Zico e Rivelino, sob pena de se tornar mais uma foca de circo, como existem várias por aí.

Wellington é jovem e, se por a cabeça no lugar, poderá dar frutos ainda esse ano.

E antes que percamos Dalton, Alan e Digão: FORA TRAFFIC!
(crédito da foto: lancenet.com.br)