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terça-feira, 22 de maio de 2012

Atenção Peter: “Os apressados comem cru”!



A mídia divulgou:
Por Thiago Silva, City estaria disposto

a pagar R$ 128,6 milhões mais Tevez
Roberto Mancini, técnico do Manchester City, confirmou a proposta ao Milan para a transferência de Thiago Silva. Segundo Mancini, a proposta do campeão inglês gira em torno de £ 40 milhões (R$ 128,6 milhões) mais os direitos de Tevez, atacante que interessa ao clube italiano.

Embora saibamos que dificilmente um clube brasileiro conseguirá obter quantias tão vultosas quando da negociação de seus craques, nada justifica as transferências prematuras concretizadas pelo Fluminense.

Sob esse aspecto, as administrações passadas foram pródigas em permitir a saída de várias revelações que hoje brilham nos campos europeus, em negociações nas quais sempre os beneficiados foram outros que não o clube.

A Torcida Tricolor acredita que a chegada de Peter Siemsen reverta esse estado da arte e que nosso mandatário tenha a sapiência necessária para que as revelações do momento só venham a ser negociadas depois de se firmarem no cenário futebolístico, porque só agindo desse modo é que essas transferências poderão realmente proporcionar superávit ao Fluminense.

A diretoria tricolor não pode continuar refém de empresários espertos que levam sempre a maior fatia e deixam apenas migalhas para os cofres do clube.

E para a consecução desse objetivo, mais cedo ou mais tarde, Peter Siemsen perceberá que não poderá deixar de trabalhar com afinco no sentido do rompimento do contrato com a Traffic, empresa que mesmo sem proporcionar nenhum benefício palpável ao Fluminense, já possui grandes parcelas dos direitos federativos de muitos garotos revelados em Xerém.


No quadro acima, alguns exemplos da debandada desordenada. Alan, Wellington Silva e Maicon, as últimas revelações "descartadas"; Marcelo, que ainda deu algum lucro porque resistiu a pressão para ir para a Rússia; os gêmeos Rafael e Fábio, que jamais atuaram no time principal e Diego Souza, negociado a preço vil.

sábado, 5 de maio de 2012

A falta de criatividade de Rodrigo Caetano!


Bastou um mes de titularidade para Wellington Nem ser cobiçado pelos abutres que infestam as Laranjeiras.
 (foto: Marco Terranova)

As equipes vencedoras do Fluminense jamais prescindiram de contar com craques revelados nas divisões de base.

Do primeiro título brasileiro, em 1970, eram titulares Marco Antônio, Denilson, Cafuringa e Didi e até mesmo da Máquina Tricolor idealizada por Francisco Horta e famosa por contar com craques excepcionais da Seleção Brasileira, várias pratas da casa como Edinho, Marco Antônio, Carlos Alberto Pintinho, Cleber e o “retornado” Carlos Alberto Torres participavam da equipe titular.

O ápice do aproveitamento das revelações tricolores ocorreu em 1980, quando a equipe campeã contava com nada menos que nove titulares formados no clube, ficando as exceções por conta do meia Gilberto, revelado pelo Atlético Goianiense e do atacante Cláudio Adão, que despontou no Santos.

Dentre os campeões nacionais de 1984 figuravam Ricardo Gomes e Deley, além de Jandir, Branco e Tato, que vieram do sul diretamente para a equipe de juniores.

A situação foi revertida nos anos 90 quando administrações caóticas, lideradas por dirigentes amadores e despreparados, alguns mal intencionados até, transformaram o Vale das Laranjeiras em manancial para locupletar os cofres de empresas e empresários inescrupulosos, que passaram a se aproveitar do clube, para o qual sobraram poucas migalhas.

Nesse mister, os períodos de Roberto Horcades se sobressaíram e uma série infindável de craques deixou o clube __ Marcelo, Diego Souza, os gêmeos Rafael e Fábio, Carlos Alberto, Wellington Silva, Antônio Carlos, Júnior César, Dalton, Marinho, Maicon, Alan__ alguns deles sem ter disputado uma única partida pela equipe principal. Arouca ficou um pouco mais e participou de jornadas importantes, em compensação sua "cessão gratuita" para o São Paulo até hoje não foi explicada.

A derrocada do Tricolor como time de ponta só não se consumou graças ao forte patrocínio, que permitiu algumas vitórias de expressão nesse caos generalizado.

Mas mesmo assim, em todas as ocasiões em que o Fluminense brilhou a presença de craques da base continuou sendo a constante.

Na Copa do Brasil de 2007 Fernando Henrique, Thiago Silva, Arouca, Carlos Alberto e Júnior César foram titulares absolutos e Romeu, Anderson, Lenny e Maurício também tiveram sua parcela de contribuição.

Na brilhante campanha da Libertadores 2008 destacaram-se Fernando Henrique, Thiago Silva, Arouca e Junior César como titulares, além de Alan e Tartá e no famoso "time de guerreiros", que proporcionou a histórica arrancada de 2009, estavam Maicon, Alan, Dalton, Digão, Dieguinho e João Paulo.

Mas como não há mal que sempre dure, ao ser eleito, Peter Siemsen destinou a Marcelo Teixeira a missão de conduzir o projeto de transformação de Xerém, de modo que os frutos gerados fossem integralmente destinados ao clube.

A posterior contratação de Rodrigo Caetano fortaleceu a ideia de que dessa vez o Tricolor iria realmente deslanchar e recuperar a hegemonia perdida nas décadas aziagas.


E não era pra menos, afinal Caetano era um dos dirigentes mais conceituados pela mídia que não cansava de enaltecer suas excelentes passagens por Grêmio e Vasco da Gama.

A badalação era tal que cheguei a imaginar que finalmente o Fluminense dera a guinada há tanto esperada e que agora sim o Vale das Laranjeiras faria jus aos investimentos ali realizados.

Ledo engano, porque após poucos meses de atuação Rodrigo já começou a dar mostras de que seu método de trabalho não difere muito daqueles dos antigos dirigentes e usando dos mesmos artifícios veio a público sinalizar com a venda de Wellington Nem.

Em entrevista ao site Lancenet, o dirigente pronunciou as seguintes pérolas:
– “Não é segredo para ninguém as dificuldades financeiras que o Fluminense atravessa. Nenhum clube no Brasil sobrevive sem receita extraordinária, que vem da venda de atletas formados no clube. Só espero que ele retarde esse momento de sair. Até porque, se ele for convocado para a Seleção olímpica aumentará o valor dele”.

– “O torcedor tem de saber que se faz necessária em um momento a venda. Temos de tentar retardar isso, mas vai ter uma hora em que vai ser difícil manter. É sabido que de onde saiu o Nem, podem sair outros garotos”.

É claro não ser segredo para ninguém as marés de dívidas que envolvem os clubes brasileiros, principalmente depois da promulgação da espúria Lei Pelé, mas não será desfazendo-se por preços irrisórios de promessas que ainda estão despontando que as finanças do Fluminense serão salvas.

Mantendo a calma e esperando o momento propício, os lucros auferidos em negociações dos craques revelados na base serão muito mais proveitosos, além de sua permanência por mais dois ou três anos possibilitar a conquista de títulos que contribuirão para melhorar a projeção do clube e consequentes maiores arrecadações.

Caetano deixou de avaliar alternativas como a rescisão de contratos de atletas caros e que nada produzem, dos quais Wagner e Araújo são exemplos típicos, a intensificação da negociação com a Roma para a cessão de Marquinho, que poderá render cerca de R$ 11 milhões e até mesmo a venda do Martinuccio.


Mantendo a posição gananciosa de vender a qualquer custo jamais conseguirá a compreensão da torcida por mais que peça.

A época em que resolveu trazer o assunto à baila, uma semana antes de duas decisões dificílimas, é outra prova cabal de sua inabilidade para gerir o futebol do Fluminense. Parece até que está jogando contra!

Espero que a Torcida Tricolor não permaneça na passividade de sempre e não permita que as ações desastrosas do passado continuem a minar a grandeza do nosso clube de coração.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O "Vale dos Sonhos".

A equipe campeã de 1980. Em pé da esquerda para a direita: Paulo Goulart, Edevaldo, Tadeu, Delei, Edinho e Rubens Galaxe. Agachados: Robertinho, Cláudio Adão, Mário, Gilberto e Zezé. À exceção de Gilberto e Claudio Adão todos os demais foram formados nas divisões de base do clube.
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Em recente entrevista sobre a construção do futuro Centro de Treinamento para o elenco de profissionais, Alexandre Faria, coordenador de futebol do Fluminense, declarou enfaticamente que o CT Vale das Laranjeiras, em Xerém, servirá exclusivamente às divisões de base do clube.
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Notícia oportuna para a torcida tricolor, que vê cada vez mais distante a ideia insensata de transferir o futebol profissional para Xerém, fato que tenderia a afastar os jogadores de ponta, difíceis de se submeter ao fato de perder de três a quatro horas diárias para se deslocar de suas residências até o local de treinamento.
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Passando para o terreno da utopia, imagina-se como seria gratificante e rentável para o Fluminense se Xerém fosse administrado com seriedade e competência pelos nossos dirigentes.
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Poder-se-ia dispor de um esquadrão vencedor, comprometido com as glórias do clube, orgulho dos tricolores e motivo de medo e até certo ponto de inveja para a maioria dos adversários.
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Plagiando o filme "O campo dos Sonhos", onde hipoteticamente o autor forma um imbatível time com jogadores do passado, pode-se imaginar quão forte seria o Fluminense de hoje se ainda dispusesse de suas principais revelações.
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Se a memória não falha, a última vez que esse fato aconteceu foi em 1980, quando uma equipe composta por nada menos do que nove "crias da casa" sagrou-se campeã estadual. Ressalte-se ainda a importância dos campeonatos estaduais, àquela época praticamente no mesmo nível das competições nacionais.
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Se fosse possível agir como no filme e manter a maioria das revelações de Xerém, o Fluzão hoje poderia entrar em campo com uma formação que contasse com pelo menos oito titulares revelados pelo clube, além de vários outros que comporiam um elenco superior ao atual. Fernando Henrique, Jancarlos, Thiago Silva, Rodolfo e Marcelo; Arouca, Diego Souza, Conca e Carlos Alberto; Leandro Amaral e Fred.
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O plantel ainda teria Antônio Carlos, Júnior César, Toró, Leny, Tartá, Maicon e Alan, sem considerar o Roger, que hoje em dia anda mais interessado em namorar estrelas de TV do que propriamente jogar futebol.
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É claro que os idiotas da objetividade, como diria Nelson Rodrigues, contestarão o sonho. Questionarão a qualidade de alguns atletas, como Fernando Henrique e Jancarlos, dos quais realmente a torcida tricolor não tem razões para admirar, mas mesmo que fossem contratados novos atletas para essas posições ainda restariam seis revelações na equipe titular.
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Levantarão também mil dificuldades para mantê-los no clube, etc, etc. É claro que a dificuldade existe e existirá sempre, principalmente depois da criação da Lei Pelé, legislação definida por políticos desconhecedores dos meandros da formação de atletas profissionais, sob a orientação de futebolistas, quem sabe, com interesses escusos.
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Logicamente o o clube teria que negociar alguns deles, talvez o Marcelo e ainda assim a lateral esquerda continuaria melhor servida com Júnior César do que com os que lá estão atualmente.
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Embora o estado da arte reinante no momento favoreça a proliferação de empresários gananciosos e sem muito escrúpulos, ainda é possível a preservação de um mínimo das chamadas "pratas da casa".
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São Paulo, Internacional e Cruzeiro são bons exemplos dessa realidade. Suas revelações ao serem negociadas, o são por quantias suficientemente palpáveis para equilibrar suas finanças, o que não acontece com os craques revelados em Xerém, que deixam o clube praticamente sem retornos dignos de registro.
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As negociações dos co-irmãos não contemplam aquela plêiade de aproveitadores, como no caso do Fluminense, em que até dirigente da CBF já levou seu quinhão na venda de atletas, como foi o caso do Carlos Alberto.
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É isso, torcida tricolor, apenas um sonho de alguém que acompanhou de perto a grandeza do Fluminense de outrora e que talvez algum dia possa voltar a ser realidade.
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Domingo próximo, todos ao Maracanã. Nossa presença será fundamental para mais uma vitória.
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DÁ-LHE FLUZÃO!
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