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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Fluminense 2 x 1 Internacional. A vaga é nossa!


Euzébio, Neves e Fred, os construtores da vitória.  (foto: Terra.com.br / AFP)



Impedido de ir ao estádio, a alternativa foi assistir ao jogo pela TV.

A vantagem do conforto da poltrona de casa sobre as acanhadas acomodações do Engenhão, a possibilidade de ver por diversas vezes a repetição dos lances perdem em muito para a satisfação de estar junto à massa tricolor, gritando e vibrando com o Fluzão.

Confesso que fiquei preocupado em enfrentar um clube brasileiro logo nas oitavas e pior, um dos mais cascudos.

A confiança na classificação nunca deixou de existir, mas um calafrio sempre era sentido quando lembrava a pixotada do Edinho no jogo do Beira Rio que originou um dos pênaltis mais bisonhos da história.

Cheguei a pensar se não teria sido melhor empatar com o Arsenal. Estaríamos no lugar do Corinthians e pegaríamos uma baba de quiabo.

Como a sorte madrasta resolveu premiar o primeiro colocado com os embates mais difíceis, o jeito era se preparar da melhor maneira possível para encarar as dificuldades.

E a primeira seria o Inter, com Oscar e com a vantagem de jogar pelo empate. As pitonisas de plantão tentaram minar a confiança dos tricolores, arguindo inclusive as duas eliminações no Brasileiro de 1975 e na Copa do Brasil de 1992, essa com a ajuda absurda de um árbitro descaradamente mal intencionado.

O jogo começou com o time meio que preso. Notava-se claramente o nervosismo estampado nos rostos dos atletas.

Os gaúchos devem ter sentido essa instabilidade e começaram forçando o jogo.

Leandro Damião perdeu a primeira chance chutando para fora, mas logo depois aos 14 minutos marcou após receber passe de Oscar.

Esse momento foi desesperador porque Edinho, designado para dar o primeiro combate a Oscar, perdia todas e nesse lance do gol, apesar da falha maior ter sido do Leandro Euzébio, pela TV pode-se ver claramente o volante do Abel “correndo bem devagar”, tentando alcançar o meia colorado.

O Fluminense, no entanto, é um clube predestinado, fadado a vencer as dificuldades e logo na saída, Leandro Euzébio corrige o seu erro e empata de cabeça ao receber um centro magistral de Thiago Neves.

O empate aliviou a tensão, mas o resultado ainda eliminava o Tricolor, que não tinha outra opção a não ser partir em busca do desempate.

E então o Internacional teve algumas chances claras, a melhor propiciada por um erro grosseiro de Gum ao rebater a bola nos pés de Datollo que parou nas mãos de Cavalieri, outra vez com boa atuação.

No finalzinho do primeiro tempo, outra cobrança perfeita de Thiago Neves e gol de Fred, resultado que classificava o Flu.

Como não podia deixar de ser, na etapa final o Inter voltou-se todo para o ataque.

Foi um sufoco constante, facilitado pela apagada atuação de Deco que em vez de lançamentos tentava sair jogando sem muita objetividade.

Dorival encheu a sua equipe de atacantes e a bola rondou a área de Cavalieri quase o tempo todo.

Das poucas estocadas tricolores, uma cobrança de falta de Thiago Neves na trave de Muriel foi a mais perigosa.

Abel substitui Deco por Valencia tentando dar mais consistência à defesa, mas a pressão continuou, embora seja verdade que poucas oportunidades reais surgiram.

Ao final, prevaleceu a garra tricolor, o Fluminense sustentou a vitória e eliminou os gaúchos.

Aliás, o Internacional não foi desclassificado em razão do jogo de hoje e sim pelas pífias apresentações na fase de grupo, quando conseguiu a proeza de ser o último dos classificados.

Agora é esperar o Boca Juniors novamente, pra mim uma disputa antecipada do título.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:


Fluminense 2 X 1 Internacional

Local: Engenhão (RJ); Data: 10/5/2012

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)

Auxiliares:Carlos Berkenbork (Fifa-SP) e Marcelo Van Gasse (Fifa-SP)

Gols: Leandro Damião, aos 13'); Leandro Euzébio, aos 15' e Fred, aos 45' do primeiro tempo.

Cartões amarelos: Bruno, Carlinhos e Jean (Fluminense); Índio e Rodrigo Moledo (Inter)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Valencia, 29'/2ºT) e Thiago Neves; Rafael Sobis (Marcos Júnior, 38'/2ºT) e Fred (Rafael Moura, 25'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

Internacional: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Guiñazu (Dagoberto,27'/2ºT), Sandro Silva, Tinga (Jô,35'/2ºT), Dátolo (Jajá,15'/2ºT) e Oscar; Leandro Damião - Técnico: Dorival Júnior.



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Tartá apronta mais uma!



Herói nas vitórias sobre Vasco e Palmeiras no título de 2010 e preterido inexplicavelmente pelas administrações e comissões técnicas tricolores, Tartá ressurgiu das cinzas e ajudou a eliminar o Botafogo da Copa do Brasil em pleno Engenhão. Torço por sua reintegração após o empréstimo, porque ele ainda poderá ser mais útil que muitos atletas caros que nada produzem.



Tem gente que é cega!