![]() |
| La mano invisible. (www.ole.com.ar) |
Estava com o pressentimento de que o Fluminense não perderia esse jogo.
O
time completo certamente conseguiria outra vitória, mas sem as maiores estrelas
tinha a quase certeza de que pelo menos um empate seria conseguido.
E
a previsão não estava errada, como provaram os primeiros quinze minutos de jogo.
A
pressão inicial do Boca, alardeada pelos profetas do apocalipse, não se
consumou e o foi o Fluminense que tomou a iniciativa de atacar, tendo perdido
duas ótimas oportunidades, a primeira com Jean que passou rente a trave e a
outra logo em seguida por Rafael Moura que por pouco não alcançou o cruzamento de
Sobis.
Aos
poucos o Boca começou a equilibrar as ações, mas não conseguia penetrar na
defesa tricolor e nas poucas vezes que conseguiu esbarrou na atuação segura de
Cavalieri.
Apesar
do aparente domínio argentino, assistia ao jogo tranquilo, cada vez mais tendo
a certeza de que o Fluminense não tinha a mínima condição de perder aquela
partida.
E
aí se deu o imponderável: a infantilidade de Carlinhos em dois lances quase
seguidos e que acabaram provocando sua justa expulsão. O Boca teria então um homem a mais durante onze
minutos do primeiro tempo e todo o segundo, além dos acréscimos para tentar aumentar a pressão.
Abel
imediatamente mandou Carleto para o aquecimento, mas inexplicavelmente declarou ao reporter de campo que ainda não sabia quem iria tirar de campo.
Deslocou
Wagner para cobrir a lateral e observou passivamente os adversários deitarem e
rolarem pela lateral até o final do primeiro tempo.
Após
o intervalo entrou com Carleto, mas ao retirar Sobis matou qualquer
possibilidade de contra-ataque.
Rafael
Moura é um jogador útil e bom substituto para o Fred, mas só funciona quando
tem o apoio irrestrito de um meia da estirpe do Deco e das jogadas de linha de
fundo. Sem isso, é uma peça nula e por isso mesmo deveria ter sido ele o
sacado.
Abel
percebeu o engano e tentou corrigi-lo com a entrada de Marcos JR, só que aí o
time ficou sem ninguém para dialogar com o garoto.
Ao
final das contas, o “um a zero” acabou sendo um prejuízo menor, perfeitamente
capaz de ser revertido no Engenhão com o apoio da torcida, a repetição da maturidade
demonstrada e também pela volta de alguns titulares, porque afinal de contas o
Boca não é tudo isso que as pitonisas apregoam.
E DÁ-LHE FLUZÃO!
DETALHES:
Boca Juniors 1 x 0 Fluminense
Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (ARG) Data: 17/05/2012
Árbitro: Jose Hernando Buitrago (COL)
Auxiliares: Abraham Gonzalez (COL) e Wilmar Navarro (COL)
Gol: Mouche 6'/2ºT
Cartões amarelos: Clemente Rodriguez e Erviti (Boca) e
Carlinhos, Carleto, Wagner e Edinho (Fluminense)
Cartão vermelho: Carlinhos 33'/1ºT
Boca Juniors: Orión, Roncaglia, Schiavi, Inssuralde e
Clemente Rodriguez; Rivero, Erbes (Blandi, intervalo), Erviti e Riquelme;
Cvitanich (Araujo, aos 43'/2ºT) e Mouche. Técnico: Julio César Falcioni.
Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Anderson e
Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Thiago Neves (Digão, aos 39'/2ºT); Rafael Sobis
(Carleto, intervalo) e Rafael Moura (Marcos Júnior, aos 21'/2ºT). Técnico: Abel Braga.
____________________________________________________________________
O árbitro
O
que falar de soprador de apito fajuto, tendencioso e safado, quando um dos mais
apaixonados e bairristas jornais de Buenos Aires __ Diário Olé__ fala pelos
tricolores ao reconhecer o pênalti claro não marcado quando o jogo ainda estava
empatado?
A
seguir a íntegra da notícia:
LIBERTADORES / BOCA - FLUMINENSE
Le dio uma mano
Anderson cabeceó solito y solo delante del arco y Roncaglia - de espaldas- metió la derecha em la trayectoria de la pelota. El árbitro colombiano, José Buitrago, no pitó um claro penal para Fluminense em la Bombonera.
El partido igualado 0-0, Boca com um jugador más em el campo de juego y Fluminense que tenía um corner a favor. Em eso Anderson le ganó a Facundo Roncaglia, cabeceó solito y solo ante el arco y el defensor del Xeneize, de espaldas, metió la derecha em la trayectoria de la pelota.
Iban 46’ de la primera parte y el conjunto brasileño pudo haberse ido arriba al vestuário. El árbitro colombiano, José Buitrago, decidió no pitar el claro penal para Flu y así le dio uma mano a los de Julio César Falcioni.
Quem quiser conferir é só entrar no link abaixo:
http://www.ole.com.ar/futbol-internacional/libertadores/dio-mano_0_701930170.html
