Impressionante como em tão pouco tempo, Enderson Moreira conseguiu transformar uma equipe campeã, saudada por todos, inclusive pela mídia mulamba, como “time de guerreiros” em um bando sem criatividade e a mínima concepção tática e o que é pior sem demonstrar nenhuma vontade de jogar pra valer.
As duas semanas livres após a derrota vexatória para o Libertad de nada serviram para a melhoria do padrão de jogo.
Tentando justificar tanta apatia, Enderson finalmente afirmou que o ocupante de um cargo interino não tem tanta autonomia assim para implantar suas ideias, justificativa difícil de aceitar porque nenhumas das escolhas que vem fazendo para a equipe foram contestadas pela diretoria ou por quem quer que seja.
Afastamento de atletas da equipe e até mesmo do banco de reservas, escolhas contestáveis pela grande maioria da torcida como as titularidades absolutas de Berna, Marquinho e Júlio César, a predileção por Willians como salvador da pátria em detrimento de atletas de maior habilidade, só têm sido contestadas pelos torcedores, que via de regra e principalmente no caso do Flu, são mais entendidos que essa tropa de dirigentes amadores que assola o clube desde a década de 90.
Mais incrível ainda foi a declaração de que a derrota para o São Paulo era um ônus já esperado diante da realização de praticamente uma nova temporada com foco na parte física.
Confessa assim que não treinou a parte tática, deficiência notada ontem quando o time parecia perdido em campo, verdadeiros peladeiros dignos dos campeonatos do Aterro.
Dizem que Abel solicitou a escalação de Edinho como volante. Pode ser e acredito mesmo que o futuro treinador tenha feito tal pedido. Abel, talvez por desconhecer o medo exacerbado de Enderson para escalar um time ofensivo, não deve ter esclarecido bem a sua ideia.
Ao colocar Diogo como segundo volante para fazer a função do Diguinho, Enderson demonstrou uma vez mais que tem receio de atacar e se com o titular o meio de campo não vai lá das pernas, o que dizer então de um “cabeça de área” nato, que só sabe quando muito desarmar.
Ao colocar Diogo como segundo volante para fazer a função do Diguinho, Enderson demonstrou uma vez mais que tem receio de atacar e se com o titular o meio de campo não vai lá das pernas, o que dizer então de um “cabeça de área” nato, que só sabe quando muito desarmar.
Aí sobrou para o Edinho tentar as saídas de bola já que Deco ainda estava fora de ritmo e Conca severamente vigiado pelo esquema de Carpegiani.
Edinho não resolveu na frente e a zaga desprotegida foi um convite à valsa para Lucas, Dagoberto e Casemiro. Pois é, o esquema de Enderson foi derrotado por apenas três jogadores do adversário. Um verdadeiro fiasco.
Até a declaração sobre a ênfase na parte física soa estranho, porque o time se arrastou em campo e perdeu todas as divididas para os adversários.
Alguns ilustres tricolores tentam tapar o sol com a peneira, imputando a culpa da débâcle tricolor às insatisfações que pipocam aqui e ali dentro do elenco.
É claro que insatisfações declaradas através da mídia nunca devem ser aceitas e muito menos incentivadas, mas se voltarmos um pouco no tempo veremos que esses fatos não ocorreram durante o campeonato passado.
E por que isso? Simplesmente porque os titulares escalados pelo Muricy eram incontestavelmente os melhores do elenco. Washington, por exemplo, sabia que havia sido contratado para jogar nas ausências do Fred. Deu sorte, tantas foram as brechas deixadas pelo titular.
Marquinho sabia de antemão que nunca barraria Deco e Conca e por isso mesmo esperou resignadamente as oportunidades. Também deu sorte, porque Deco passou mais tempo no Departamento Médico do que em campo.
O mesmo pode ser dito de Rodriguinho, que jogou várias partidas no lugar de Emerson, outro chinelinho contumaz.
A conclusão é lógica. As reclamações desse ano têm origem na teimosia do treinador, que ao longo desses dois meses e pouco errou muito, privilegiando atletas de qualidade inferior em detrimento de outros mais habilidosos, que até mesmo do banco foram banidos.
Araújo, Souza, Tartá e também Diego Cavalieri não tiveram outras oportunidades para reaver a forma, apesar das falhas constantes dos titulares preferidos por Enderson.
Amigos tricolores, a coisa está preta. Pelas informações veiculadas Enderson ficará a testa do time por mais duas rodadas, contra Atlético Goianiense e Cruzeiro e se não se conscientizar de que um ataque formado por Rodriguinho e Rafael Moura não nos levará a lugar algum, periga do Fluminense levar mais duas bordoadas. Ah, e também que meio campo com dois cabeças de área brucutus não dá mais.
E aí o Abelão só poderá mesmo brigar por uma vaga na Libertadores.
Tomara que eu queime minha língua.
Sobre o jogo, recuso-me a comentar a pasmaceira, falta de comprometimento e principalmente falta de padrão de um time que até bem pouco tempo era o melhor do Brasil.
Que Enderson passe a ocupar a função para a qual foi contratado porque pelo que mostrou nesse pequeno lapso de tempo ainda está muito verde para comandar um clube do padrão do Fluminense.
Chega logo Abel, ou pelo menos manda o Leomir.