quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fluminense 2 x 2 Argentinos Juniors. Decepção na estreia.


He-Man confirmou a boa fase e salvou a noite
Por volta das 19 horas, parti com um grupo de amigos para o longínquo Engenhão, esperando reviver as jornadas épicas daquele time mágico de 2008.
Sonhava com jogadas maravilhosas, gols extraordinários como o de Dodô e uma atuação ao nível daquela estreia no Maracanã contra outro clube argentino.
Mal o jogo começou, comecei a me dar conta que agora não temos mais o Thiago Silva, o Arouca, o Cícero, o Thiago Neves, o Gabriel, o Júnior César e pasmem, nem o Fernando Henrique, que foi brilhante naquela Libertadores.
Sofremos os primeiros quarenta e cinco minutos com um futebol ridículo, levando pressão de um time tecnicamente mais fraco e que atualmente ocupa a décima terceira colocação no campeonato argentino.
A bola parecia queimar os pés de muitos, principalmente Willians, Carlinhos, Mariano e Souza, que não pareciam estar em campo.
Diego também passava insegurança, não só à torcida como também ao resto da defesa.
O 1 x 0 do primeiro tempo acabou sendo uma dádiva pelo que a equipe jogou.
Para a etapa complementar, Muricy desfez parte da invenção, substituindo Willians por Rodriguinho que, embora também não seja decisivo, pareceu sentir menos o peso do jogo e aprontou correria para cima dos adversários.
Com Conca ainda se ressentindo de melhores condições físicas e Souza abaixo da crítica, a criatividade do time deixava a desejar.
Ainda bem que Rafael Moura mostrou sua ótima fase e evitou a derrota quase certa. Mostrou habilidade, principalmente em seu primeiro gol, pois não é qualquer atacante que acertaria aquela cabeçada.
Mariano melhorou e foi decisivo na jogada do segundo gol. Carlinhos também esteve melhor, mas apenas ofensivamente. Continuou permitindo uma avenida pelo seu setor, por onde os argentinos deitaram e rolaram.
Senti falta do Diogo e do Tartá, que são muito mais combativos do que muitos dos que atuaram. Até agora ainda não consegui compreender porque o Muricy desfez a defesa do título, a menos vazada do campeonato, em favor de outra que até agora não apresentou nenhuma atuação segura. Foram 11 gols em 7 jogos, cinco dos quais contra times sem nenhuma expressão.
Capítulo à parte foi a atuação de nosso goleiro. Diego Cavalieri está nitidamente fora de ritmo, o que seria lícito esperar em se tratando de um atleta que em três anos só participou de dez partidas oficiais. Ultimamente no Cesena vejam bem... no Cesena, não ficava nem no banco de reservas.
Falhou bisonhamente no segundo gol ao não interceptar o cruzamento na pequena área, que resultou no segundo gol de Niell, um atacante de 1,62 metros de altura. Outra falha grotesca, que passou despercebida de muitos, aconteceu aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Salcedo cruzou da esquerda para a dividida entre ele e Niell. O atacante venceu o duelo e não fosse o esforço do André Luiz para salvar em cima da linha, teríamos outro gol na bagagem do Diego.
Diego não é um mau goleiro. Quando jogava no Palmeiras, mostrou habilidade e senso de colocação, a ponto de ser contratado pelo Liverpool. Não tenho a menor dúvida que poderá vir a ser titular absoluto do Fluminense quando recuperar a forma, mas quando recuperar a forma. Dar a ele a condição de titular absoluto no momento atual é uma atitude que não condiz com a postura que sempre foi a marca registrada de Muricy.
Belletti e Araujo, por exemplo, também contratados com pompa e galhardetes amargam uma justa reserva até conseguirem entrar em forma.
Essa teimosia do Muricy é que deixa a torcida de cabelos em pé.  Nosso treinador, em entrevista à ESPN Brasil, publicada no Lancenet, justificou a insegurança de Cavalieri pela falta de preparação recebida em sua estada no futebol europeu.  _ “Lá eles não treinam goleiro, por isso chegou fora de forma. Mas aqui o Diego está se recuperando. Ele não chegou bem. Mas os treinos daqui vão colocá-lo em forma novamente” – disse.
Muricy reclamou das vaias ao Diego e dos grito da torcida em favor de Ricardo Berna. É isso Muricy, você tem que se acostumar. A Torcida Tricolor não é burra e quando vê uma teimosia desmedida costuma botar a boca no trombone, ainda mais se for levado em consideração o fato de que no único jogo do ano em que o Fluminense não levou gol o goleiro era o Berna.
Não tenho a menor dúvida que com o decorrer do tempo, Diego voltará a sua antiga forma, mas tentar recuperá-la em jogos da Libertadores e nos clássicos do campeonato carioca poderá sair muito caro para as aspirações tricolores.
Teremos em sequência sete encontros desenhados para o Diego aperfeiçoar sua forma: Madureira, Resende, Nova Iguaçu, Boavista, Volta Redonda, América e Americano.
Insistir com ele na Libertadores será a repetição do erro do Renato Gaúcho, que por conta da proteção desmedida ao seu apadrinhado Ygor jogou fora o título de 2008.
O jogo ao menos serviu para Muricy perceber que no momento a melhor dupla de ataque é aquela formada por Fred e Rafael Moura, já que Rodriguinho, Willians e Araújo ainda não vingaram e Emerson é um eterno contundido.
Espero que o bom senso prevaleça no melhor técnico do Brasil.
E dá-lhe Fluzão!
(crédito da foto: Terra.com.br/Photocamera)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fluminense 2 x 3 Botafogo. Uma derrota anunciada!

 
Rafael Moura, a boa surpresa para a Torcida Tricolor

Não foi por falta de aviso. As pífias apresentações da defesa tricolor contra equipes menos qualificadas já sinalizavam que as coisas poderiam não ir bem nos clássicos cariocas e principalmente na Libertadores.

As alterações efetuadas na defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro acabaram por enfraquecê-la e os seis jogos do ano serviram para comprovar que existe uma verdadeira avenida no meio campo tricolor.

Já vinha batendo nessa tecla desde as primeiras rodadas do campeonato, pois nem Diego Cavalieri nem Edinho reúnem atualmente melhores condições de jogo que Ricardo Berna e Diogo. Têm que treinar bastante até recuperarem a forma anterior e aí sim batalharem pela titularidade, que lhes caiu do céu com base apenas em suas famas anteriores.

Por estar fora do Rio de Janeiro, assisti ao jogo pela TV e depois ouvi os comentários do Gerson, que para minha satisfação estavam na mesma linha.

O "canhota" desceu a lenha na defesa, taxando-a até exageradamente como horrorosa, mas foi enfático ao afirmar que Edinho e Fernando Bob se limitaram a dar toquinhos para o lado, sem objetividade alguma. Acrescentou que eles não têm habilidade para sair jogando e são incapazes de chutar de fora da área com precisão.

Aliás, a entrada do Bob no lugar do Rafael Moura foi uma grande mancada do Muricy.

Fernando não é mau jogador, mas não tem o perfil adequado para um jogo pegado como o de ontem. Tartá, Marquinho ou até mesmo o Willians teriam sido melhores opções, embora o mais simples fosse a entrada do Araújo, mantendo o Souza em campo porque, mesmo não estando bem, poderia num lampejo criar alguma jogada objetiva.

Essa sucessão de erros teve como resultado o fato do Fluminense tomar três gols de um time nitidamente retranqueiro, o que preocupa bastante porque é quase certo que Argentinos Juniors e Nacional virão ao Brasil entrincheirados para apostar nos contra ataques e em alguma bola vadia.

Ainda bem que perdemos um jogo na hora em que podíamos perder. Enfrentar o Flamengo na semifinal será pior, mas de qualquer forma para ser campeão, o confronto será inevitável.

Mas nem tudo foi perdido, o retorno do Rafael Moura foi bastante positivo e dá esperanças que nosso ataque funcione na quarta-feira, já que Fred e o eternamente lesionado Emerson estarão de fora.

Que a clarividência do Muricy volte a inspirá-lo para escalar o melhor time e o melhor banco para o início da nova epopeia da Libertadores.

E nós Verdadeiros Tricolores teremos que fazer o nosso papel, lotando o Engenhão e empurrando o Fluzão para mais uma conquista.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: Terra.com.br/Photocamera)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fluminense 3 x 1 Duque de Caxias. E só dá Fred!

Fred desequilibrou apesar da grande atuação de Fernando

Gozando merecidas férias em Guarapari, assisti a vitória tricolor pela TV. Embora sem a sensação gostosa de “participar” do jogo que a presença no estádio proporciona, pela TV pude testemunhar em tempo atual as reações das personagens, principalmente as broncas do Muricy quando a coisa desandava.

Apesar dos contumazes sustos, a vitória acabou vindo até com certa tranquilidade, graças à presença incomparável de Fred. Nos três gols decisivos que fez mostrou sua habilidade em arrematar com precisão.

Artilheiro absoluto do campeonato com oito gols em cinco jogos tem tudo para ser o craque do ano do futebol brasileiro. Resta esperar que não volte a ficar envolvido com a série de contusões que tanto atrapalharam seu futebol no ano que passou.

 
A marcação implacável não conseguiu segurar o Conca

Outro monstro foi o Conca, que não deu bola para a recente cirurgia, não fugindo de nenhuma jogada, mesmo as mais ríspidas e ainda mostrou sua categoria com os passes açucarados para Fred e Carlinhos, algo realmente de cinema.




Mariano mais uma vez esteve bem e Carlinhos, embora um pouco abaixo, também não comprometeu.

Souza foi um monstro no meio campo, principalmente na etapa complementar. Pena que tenha desperdiçado um passe primoroso de Fred por excesso de preciosismo.

A estreia de Araújo foi dentro do esperado, após tanto tempo sem jogar. Chutou uma bola no travessão e deu o centro para o primeiro gol de Fred. Pelo que apresentou deve ter garantido a vaga para o jogo inaugural da Libertadores, ao lado do Rafael Moura.


Os destaques negativos ficaram por conta de Diego Cavalieri e Edinho.

O volante ainda não conseguiu dar à zaga a mesma proteção que davam Diogo ou Valencia. Deveria ser preservado até que readquira sua forma física ideal.

Diego fez duas boas defesas, mostrando que debaixo dos paus já está muito bem. Problemas são os cruzamentos na frente da área em que permanece estático na maioria das vezes, como no gol que tomou ontem e os chutes de longa distância, ocasiões em que costuma bater roupa. Tem lembrado a fase insegura do Fernando Henrique, quando ganhou a alcunha de “mão de maionese”.


Enquanto isso, Ricardo Berna teve esquecidas sua atuações nos jogos decisivos do título do ano passado e amarga injusta reserva.


Muricy, após o empate do Duque de Caxias, esbravejou contra Diego. Não devia, porque afinal a decisão de escolhê-lo foi dele e de ninguém mais.


A Torcida Tricolor, entretanto, sabe que com o passar do tempo, a clarividência do Muricy irá se sobressair e os que estiverem em melhores condições serão os escolhidos para entrar em campo.

(crédito das fotos: Terra.com.br/Photocamera)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cabofriense 2 x 4 Fluminense. E só dá Fred!

Fred foi decisivo uma vez mais

A sequência dos jogos da Taça Guanabara continua mostrando claramente o esvaziamento de nosso campeonato, inchado com muitos times fracos.

As poucas surpresas que acontecem devem-se apenas às diferenças nas condições físicas dos atletas.

E assim vai o Fluminense vencendo sem maiores problemas os seus compromissos até o jogo contra o Botafogo, quando terá que mostrar muito mais do que fez até hoje.

Muricy tem se recusado a comentar as falhas constantes da defesa, mas é inegável que esse é um fato que preocupa e muito a Torcida Tricolor.

As falhas têm ocorrido em todos os setores defensivos e ontem a equipe não fugiu a regra, tomando dois gols de um time que não havia feito um sequer nas três partidas anteriores.

O fato que Muricy não quer encarar é que, com as modificações sofridas, a defesa atual tem apresentado desempenho nitidamente inferior que a do time campeão.

Pode-se entender que com o decorrer do tempo seja bem provável que Diego Cavalieri e Edinho venham a ser titulares absolutos, mas no momento estão em condições bem inferiores as apresentadas por Ricardo Berna, Valencia e mesmo o Diogo.

Entende-se que para pegar ritmo de jogo, eles têm que jogar, o que deve continuar a ser feito nesses jogos de mentirinha do campeonato. Para os clássicos e os jogos da Libertadores, entretanto, creio que Muricy deveria repensar sua estratégia.  

Pode-se arguir que o ataque está desfalcado, que Tartá, Rodriguinho e Marquinho perdem gols feitos a toda hora, mas foi com eles mesmos que a equipe campeã teve a defesa menos vazada na conquista do campeonato brasileiro.

Bom é que o Fred está desequilibrando e fazendo os gols que têm garantido as vitórias.
Mariano e Carlinhos também vão subindo de produção e para mim a surpresa desse início de ano tem sido o Willians, muito criticado no passado e que agora tem tido alguns lampejos bem oportunos.

Com a nova contusão grave do Deco, Souza deverá se firmar ao lado de Conca e Araújo ou Rafael Moura poderão fazer a companhia que Fred tanto precisa.

De resto é esperar os jogos contra o Botafogo e Argentinos Juniors para ver se realmente teremos um ano de glórias como toda a torcida espera. Tomara.

E DÁ-LHE FLUZÃO!


(crédito da foto: Photo Câmera)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fluminense 3 x 1 Macaé. Treino de luxo!

(crédito: terra.com.br/Photocamera)

Foi uma vitória tranquila, a mais fácil do campeonato até aqui

Muricy comemorou o fato de não termos levado sustos. Realmente não levamos, embora não se possa deixar de considerar a fragilidade do ataque adversário.

As alterações na defesa não foram as responsáveis pela melhor atuação. Edinho, ainda sem ritmo, não acrescentou nada de mais ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo Valencia, apesar do penalti bobo e desnecessário cometido contra o Olaria.

Ainda não estou convencido que essas opções sejam melhores que o Diogo. Aliás, anda sumido, contundido talvez.

Diego Cavalieri confirmou o que já sabíamos, completamente fora de forma. Não é pra menos depois de passar três anos atuando apenas dez vezes.

É compreensível a atitude do Muricy em escalar os dois novos contratados, porque só jogando é que poderão ganhar ritmo de jogo.

E nada melhor para isso do que esses joguinhos contra os pequenos do campeonato carioca.

Nas partidas para valer, entretanto, a insistência nessa fórmula poderá ser fatal. Principalmente na Libertadores, onde falhas como a de ontem dificilmente poderão ser recuperadas.

Espero que Muricy continue escalando tanto o Diego quanto o Edinho nesses jogos menos importantes e volte com Berna e Valência ou Diogo nos clássicos e na Libertadores.

Pelo que demonstraram os novos contratados ainda levarão um bom tempo para terem condições de se tornarem titulares na equipe campeã brasileira.

O placar do jogo foi enganoso. Não fosse a falta de sorte do Fred naquela bicicleta que terminou no travessão, sua displicência na batida do penalti e a falha grotesca do Diego no gol do Macaé, teríamos outra goleada impiedosa.


(crédito: lancenet.com.br)
Dessa vez, os destaques foram os laterais, principalmente Carlinhos com um belo gol e o passe para outro e Souza, que mostrou oportunismo no segundo gol e a habilidade que  faltava ao elenco para cobranças de faltas nas imediações da área.

Se algum dia no futuro, o Deco conseguir se livrar das contusões e reeditar ao menos cinquenta por cento de suas atuações na Europa, quem sabe poderemos ver o Souza jogando de segundo volante no lugar do Diguinho? Aí sim o Fluminense passaria a ter um meio campo de respeito.

Apesar de não ter marcado, Fred voltou a ter boa atuação. Fez boas jogadas, passes de primeira, pena que não aproveitados por Rodriguinho, que sempre parece afobado na frente do gol. Dependendo de como entrar, o Araújo poderá resolver o problema, já que Emerson é outro com quem podemos contar muito pouco.

Mas valeu a vitória tranquila e os 100% de aproveitamento. Tudo indica que,  depois de muito tempo, o Fluminense chegará à final da Taça Guanabara.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fluminense 6 x 2 Olaria. E começou o show do Tricolor!



Livre das contusões Fred tem tudo para ser titular absoluto da Seleção

Aos poucos o time vai se acertando, mesmo sem o seu maestro insuperável.

Fred em noite de gala comandou a equipe com dois gols e vários passes açucarados para os companheiros. O de letra para Marquinho marcar o primeiro foi coisa de gênio.

Além disso, batalhou o tempo todo e deu tranqüilidade à equipe até nos momentos em que o adversário vencia o jogo.

Tartá continua amadurecendo e subindo de produção. Confirma o acerto de Muricy em acreditar em sua recuperação, ao contrário do que aconteceu com técnicos menos experientes, que acabaram por se deixar envolver pelo boicote descarado de que foi vítima.

Deco não esteve bem. A rigor só o passe certeiro para Fred marcar o seu primeiro gol. Logo depois voltou a sentir a coxa e passa a ser, do mesmo modo que Emerson, um atleta que dá toda a pinta com o qual não se poderá contar na maratona de 2011.

Marquinho e Rodriguinho se movimentaram bem e dentro de suas limitações contribuíram com dois gols cada. Aliás, o segundo de Marquinho foi uma pintura. Até que enfim apareceu alguém no time do Fluminense que conseguiu fazer um gol de falta. Muricy deveria treiná-lo mais e proibir qualquer outro de efetuar cobranças.

Mariano mais uma vez demonstrou ser um dos melhores na posição e Carlinhos voltou a mostrar que é superior a Julio Cesar.

Berna confirmou a segurança dos últimos jogos e deve deixar o Diego em compasso de espera.

A preocupação recai sobre os volantes. Valencia e Diguinho não deram à zaga a proteção esperada e foi justamente por esse setor que o Olaria conseguiu assustar nos primeiros vinte minutos.

O importante, entretanto, é que o time vai suplantando as dificuldades e com o comando eficiente de Muricy tem tudo para chegar às finais do campeonato.

Muricy deverá se concentrar agora em definir a dupla de ataque para a estréia na Libertadores, já que não poderá contar com Emerson e Fred.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Bangu 0 x 1 Fluminense. E dá-lhe Fred e dá-lhe Tartá!


E começou a jornada. E dentro do esperado. Vítimas de um calendário imbecil, os favoritos, em sua maioria ainda fora de suas condições físicas ideais, penaram em jogos que deveriam vencer com tranquilidade.

E o “privilégio” não foi só do Rio de Janeiro, aconteceu também nos demais estados.

E o nosso Fluminense não poderia fugir à regra. Conseguiu a vitória, mas com muito sufoco.

O time apresentou muito pouco. Apenas com Fred como atacante nato, que ainda assim voltava muito para buscar jogo, as jogadas ofensivas foram raras principalmente durante a primeira etapa.

A rigor ninguém se destacou e o time demonstrou claramente a falta que sentiu do Conca. A diferença do Fluminense com ou sem ele é a mesma da água para o vinho.

Deco não disse ao que veio. Souza, que havia “arrebentado” nos treinos, sentiu na pele a máxima do Didi e viu que jogo e treino são coisas bem diferentes. Apenas alguns lampejos, conclusões falhas e uma expulsão desnecessária.

Muricy reclamou com razão da falha na saída de bola que acabou ocasionando o segundo amarelo, mas o primeiro foi uma falta boba, inadmissível para um jogador que pretende ser titular.

É claro que é muito cedo para fazer uma avaliação consistente, mas o jogo de ontem diminuiu minhas esperanças de vê-lo jogando como segundo volante no lugar do Diguinho.

Julio César continua o mesmo, não apoia e falha na marcação. Carlinhos, mesmo vindo de contusão, se apresentou melhor.

No segundo tempo, depois da expulsão do zagueiro banguense, o time melhorou e partiu para o ataque, mas o natural desentrosamento defensivo ainda causou sustos. Ainda bem que Ricardo Berna manteve a segurança das últimas rodadas do campeonato passado e tenha contado com a ajuda do travessão para não ser vazado.

Gostei do Tartá, principalmente depois que ele passou a atuar na sua real posição. Vindo de trás ele é bem melhor e foi assim que fez a bela jogada do gol, completada com a maestria pelo Fred.

O jogo serviu para confirmar que o elenco tricolor carece de atacantes.

Alguns poderão arguir que a melhor dupla de ataque ainda é do Fluminense. Ledo engano, pois não se pode contar Emerson, vítima que é de seguidas contusões e daquelas que levam meses para recuperação.

A terrível administração anterior se desfez dos atacantes revelados em Xerém e a atual abriu mão de duas promessas, Adriano “Michael Jackson” e Alex, para poder contar com o Edinho. Torço para que o Muricy não tenha se equivocado na escolha.

O fato é que com a suspensão do Fred, o time não terá ataque para a estreia na Libertadores contra o adversário mais difícil do grupo.

Só nos resta torcer para que o Araújo reúna o mínimo de condição física para ao menos um golzinho, ou que a diretoria consiga trazer alguém para o lugar do Washington em tempo hábil.

E por falar em Washington, o melhor da noite mesmo foi a homenagem prestada pelo clube e torcida ao grande artilheiro.

Washington pela sua postura e comportamento angariou a simpatia não só da Torcida Tricolor como também das demais, como provaram os aplausos da torcida do Botafogo.

Parabéns Washington e mais uma vez muito obrigado.

(crédito da foto:lancenet.com.br)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Valeu Washington!



...“Deixo o futebol jogando no clube que passei a amar. Encerro minha carreira sendo campeão brasileiro. Penduro as chuteiras com uma gratidão imensa a todos que me ajudaram e estão ao meu lado.

Para finalizar, desejo todo o sucesso que este grupo do Fluminense merece, pois vejo nele a capacidade de ganhar muitos títulos. Foi bom demais viver este sonho. OBRIGADO." Washington



É isso aí Washington. Bastaram dois anos para você se transformar num Verdadeiro Tricolor.

Tenha a certeza de que a imensa Torcida Pó de Arroz também tem muito a lhe agradecer.

A dedicação, o empenho, a vibração, as jornadas épicas, os gols decisivos na Libertadores de 2008 e por que não dizer os dez no último campeonato brasileiro, sem os quais não teríamos conseguido ser campeões.

E que maravilha aquele toque sutil que propiciou ao Emerson o gol do título de Tricampeão Brasileiro

Sucesso na nova fase da vida, a começar pelo título da Libertadores 2011, agora na função de “Embaixador do Fluzão”.

Valeu mesmo, Washington Coração Valente.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Elenco para 2011 fechado. E dá-lhe Fluzão!

Para os grandes desafios do ano, o Fluminense contará com o seguinte elenco:

GOLEIROS:
Ricardo Berna, 31; Diego Cavalieri, 28; Rafael, 26

LATERAIS:
Mariano, 24; Marquinhos, 27; Carlinhos, 24; Julio Cesar, 28

ZAGUEIROS:
Leandro Euzébio, 29; Gum, 25; André Luiz, 31; Digão, 22; Thiago Sales, 23

VOLANTES:
Diguinho, 27; Diogo, 24; Fernando Bob, 23; Valencia, 25

MEIAS:
Conca, 27; Deco, 33; Belletti, 34; Marquinho, 24; Tartá, 21; Souza, 31; Willians, 22

ATACANTES:
Fred, 27; Emerson, 32; Washington, 35; Rodriguinho, 28; Alex, 20; Araujo, 33

A base de 2010 foi praticamente mantida. Deixaram o clube: Équi Gonzáles, Cássio, Fernando Henrique e Thiaguinho.

Équi, vítima de muitas contusões quase não atuou, sua saída era prevista e Cássio não caiu nas graças do Muricy.

Com a chegada de Diego Cavalieri, um goleiro teria que sair. FH se antecipou e acertou com o Ceará. Embora não tenha caído no agrado da torcida por sua irregularidade, ainda é melhor que Rafael.

O Diego Cavalieri dos tempos do Palmeiras tem tudo para ser titular. O reserva por três anos na Europa é uma aposta. Tomara que dê certo. Ainda não o vejo como dono absoluto da posição, primeiro quero vê-lo jogar.

A lateral direita preocupa. O reserva está muito aquém do titular. Se o Mariano continuar nos planos do Mano Menezes, poderemos ter problemas porque a atuação do Marquinhos contra o Santos foi decepcionante. Terá que melhorar muito, ou Muricy não terá alternativa a não ser o deslocamento do Souza para suprir as eventuais ausências do Mariano.

Para a posição de primeiro volante, Muricy conta com a chegada do Edinho, de ótima passagem pelo Internacional e não tão brilhante no Palmeiras. Terá que ralar para barrar o Diogo ou o Valência.

As meias devem ser ocupadas por Conca e Deco, com Souza correndo por fora. Se Deco se livrar das contusões, Souza poderá acabar brigando por uma vaga de segundo volante com Diguinho ou Fernando Bob. A saída de bola melhoraria e as cobranças de faltas também. Tartá e Marquinho são boas opções para substituir os titulares nas maratonas que estão por vir.

Belletti e Willians, a meu ver, terão poucas chances de aparecer na equipe principal.

De qualquer modo, Muricy terá que quebrar a cabeça para achar a melhor formação do meio campo, porque o Urubu com Willians, Maldonado, Ronaldinho e Thiago Neves promete dar trabalho.

Os titulares do ataque deverão mesmo ser Fred e Emerson, com Washington e Araujo entrando nas brechas pelas contumazes contusões dos titulares. Rodriguinho será opção, o mesmo acontecendo com Alex. Existe a possibilidade de aproveitamento do Matheus Carvalho, jovem revelação de Xerém, se a gananciosa Traffic não forçar sua venda para fazer caixa.

Sobre Araujo, o do Goiás será bem-vindo, o do Cruzeiro será uma dor de cabeça. Esperemos que venha o do Goiás.

O Departamento Médico também está sendo reformulado com a volta do Dr. Victor Favilla como Coordenador Médico e a chegada do Dr. Celso Nardini de Barros, cardiologista, filho do Dr. Celso Barros.

Esperemos que em 2011 a atividade médica seja mais eficaz, diminuindo o tempo de recuperação dos atletas. A notícia da falta de previsão para o retorno do Emerson não é um bom presságio e mantém a torcida com “a pulga atrás da orelha”.

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Vejam como são as coisas. Enquanto a Traffic banca substancial parcela do salário de Ronaldinho para o Flamengo, no Fluminense ela encosta o Willians.

Espero que Peter Siemsen abra bem os olhos e rescinda essa parceria absurda que já custou a perda de Maicon, Allan e Dalton e que já tem seus tentáculos estendidos sobre Digão, Fernando Bob, Matheus Carvalho e outros da base em acordos mantidos em segredo pela caótica administração do Horcades.

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Boa Sorte, Fernando Henrique!

Afinal foram dez anos dedicados ao clube, desde as categorias de base. 264 jogos defendendo a baliza tricolor. Nunca foi unanimidade perante a torcida, mas é inegável que teve momentos brilhantes, como as campanhas das Copas do Brasil de 2007 e da Libertadores de 2008.

Que encontre a felicidade no Ceará e repita os bons desempenhos que teve no Fluminense.


(crédito da foto: terra.com.br)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Boas Festas!


Nesse período de boatos e cavadas por parte da imprensa e dos empresários, o Blog do Tricolor Verdadeiro entra em recesso, devendo voltar apenas para a análise do plantel tricolor 2011 quando de sua definição.


Que 2011 seja um ano feliz para todos e em especial para o nosso Fluminense, finalmente livre dessa trupe de dirigentes aproveitadores, que há décadas o administram de modo amador e sempre em detrimento dos interesses do clube.


E que consigamos nos livrar dessa erva daninha que é a Traffic, ainda dona do Digão e agora também do Fernando Bob, Matheus Carvalho e duas jovens promessas ainda mantidas em sigilo, cedidos ao apagar das luzes pelo abominável Horcades.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A última ursada de Horcades.

Título conquistado após longa espera, melhor técnico do Brasil e principais craques do elenco com contratos estendidos, possibilidade de reforços pontuais de qualidade.

Roberto Horcades tinha tudo para deixar a presidência em paz com a torcida. A vitória no Campeonato Brasileiro poderia servir de cortina de fumaça para esconder os desmandos e descalabros de sua gestão.

Se esses fatos não fossem suficientes para fazer os torcedores tricolores de coração esquecer, ao menos serviriam para aplacar os desmandos e os descalabros não só de sua administração como também das anteriores geridas pelo mesmo grupo de pessoas, que pensam mais em termos pessoais do que em benefício do Fluminense.

Ledo engano. Demonstrando mais uma vez que sempre tratou o Fluminense como instrumento para promover sua vaidade, não levando em consideração se suas decisões seriam prejudiciais ou não ao clube, Horcades manteve-se fiel a sua falta de ética ao demonstrar total falta de colaboração no que tange à transição do poder.

Não bastasse essa atitude mesquinha, indigna de um verdadeiro desportista, assinou novo contrato com a Traffic mesmo depois de ser fragorosamente derrotado nas últimas eleições.

O acordo __ pasme Torcida Tricolor __ tem a validade de dez anos e estabelece a participação da empresa na gestão do marketing do clube, justamente um dos pontos cruciais abordados na campanha do presidente recém eleito.

Seria leviano de parte de qualquer pessoa condenar os termos desse acordo sem ter conhecimento do mesmo em profundidade, mas a quase nenhuma contribuição da Traffic nos últimos anos deixa uma sensação de que novamente o Fluminense pode ser passado para trás.

Essa conclusão está alicerçada no procedimento deletério da parceira insaciável, que se aproveitando da “ingenuidade” da diretoria engordou sua conta bancária com a venda de Maicon e Alan, além de levar de lambuja por conta do caso Dalton os direitos federativos de mais três jovens de Xerém, cujos detalhes até agora não foram divulgados. Acrescente-se ainda que a liberação do Maicon foi feita pela metade do valor da multa estabelecida em seu contrato.

Além disso, a Traffic ainda detém os direitos sobre o Digão, que provavelmente só permaneceu no clube em razão de suas seguidas contusões.

Vale ainda lembrar o ocorrido com Tartá, que após recusar que seus direitos federativos fossem repassados à parceira gananciosa passou a ser relegado a segundo plano, sofrendo uma verdadeira via crucis, que por pouco não o afastou do clube. Coincidência? Será? Ainda bem que com Muricy não tem mutreta e Tartá reintegrado foi o responsável direto pelas vitórias sobre Vasco e Palmeiras.

Peter Siemsen, a ser empossado no próximo dia 20, reclamou da postura da atual diretoria, deixando claro que não esperava procedimento diferente.

No que tange ao contrato com a Traffic disse ter necessidade de conhecê-lo em detalhes para ver o que pode fazer.

Espero que, independentemente do teor desse acordo, ele tente obter na Justiça a sua rescisão em vista do comportamento abusivo da “parceira” desde que chegou às Laranjeiras.

A seguir a transcrição da entrevista com Peter Siemsen feita por Cahê Mota e Diego Rodrigues e publicada no Globoesporte.com


11/12/2010 07h45 - Atualizado em 11/12/2010 10h08

Novo presidente, Peter Siemsen reclama de postura da diretoria atual

Mandatário fala ainda sobre possibilidade de fazer leilão de ingressos, sócio-torcedor, parceria com a Traffic e novos investimentos da Unimed

Por Cahê Mota e Diego Rodrigues Rio de Janeiro
 
Peter Siemsen durante eleição nas Laranjeiras
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O momento é de alegria. A situação no clube parece tranquila, mas uma questão política incomoda a nova diretoria, que tomará posse no dia 20 deste mês em cerimônia nas Laranjeira. Sem muitas informações, o novo presidente, Peter Siemsen, responsável por comandar o clube nos próximos três anos, reclamou da postura da diretoria atual em relação a falta de colaboração no momento de transição do poder.

- Não esperava outra coisa. Por isso sou oposição há tanto tempo. São atitudes que não considero adequadas, mas respeito e vou procurar trabalhar dentro do que existe.

Um dos casos que chamou a atenção de Peter Siemsen foi a assinatura de um contrato com a Traffic nos últimos dias. O acordo é válido pelos próximos dez anos com participação da empresa na gestão do marketing do clube.

- Tenho que ver o contrato e o que posso fazer com ele. A Traffic pode ser um forte parceiro, mas preciso conhecer os termos do contrato e a proposta do projeto. Pode ser fantástico, mas tenho que analisar. Não tenho nenhum juízo sobre isso enquanto eu não conhecer.

Apesar dos problemas, o presidente espera um 2011 melhor. A primeira iniciativa é ampliar a receita e equilibrar as finanças do clube com uma reestruturação das dívidas. Para isso, não descarta contar com a ajuda do patrocinador em áreas fora do futebol - atualmente a Unimed paga parte dos salários de jogadores e comissão técnica.

Outro projeto do novo mandatário é em relação ao sócio-torcedor. Peter Siemsen acredita que, com uma boa estrutura, pode criar um vínculo maior entre torcida e clube e diminuir as confusões na venda de ingressos, por exemplo. O presidente não descartou ainda o leilão de ingressos.

- Estamos avaliando soluções possíveis e até mesmo a solução usada na Copa da África do Sul, onde houve leilão dos últimos blocos de ingresso. É uma possibilidade.

Peter Siemsen contou ainda que o futebol tricolor pode deixar Laranjeiras no ano que vem e se mudar para um centro de treinamentos já pronto, com uma estrutura melhor que a da sede do clube - o local seria utilizado até a contrução de um CT próprio.

GLOBOESPORTE.COM: O Fluminense assinou nos últimos dias um contrato de parceria com a Traffic em relação ao marketing. O que você sabe sobre esse acordo?

Peter Siemsen: Está assinado desde semana passada. Não conheço.

Mas você tem o poder de reprovar se for algo que não o agrade?

Tem que ver o contrato e o que posso fazer com ele. A Traffic pode ser um forte parceiro, mas preciso conhecer os termos do contrato e a proposta do projeto. Pode ser fantástico, mas tenho que analisar. Não tenho nenhum juízo sobre isso enquanto eu não conhecer.

Como você, que vai comandar o clube nos próximos três anos, se vê nessa situação de chegar de mãos atadas, com contrato assinado?

Eu já sabia que ia encontrar este tipo de situação em vários sentidos. Inclusive o site do clube está cedido por cinco anos por um valor ínfimo. Eu não esperava outra coisa. Eu esperava encontrar situações onde eu teria que avaliar estrategicamente qual é a situação, qual é o custo, qual é o benefício e tomar decisões, o que é normal. Sei que a BWA tem contrato com o Fluminense até o final de 2012. Não conheço os termos do contrato. O Horcades (atual presidente) não falou comigo desde a eleição, nem no dia da eleição. Estou conversando com os funcionários do clube para tentar preparar a transição. Todas as questões do clube serão analisadas. No momento meu maior problema é fluxo de caixa. Meu foco no momento é finalizar o ano em dia. Hoje o Fluminense tem um problema grave para fechar o ano.

Ao que parece, então, a grande questão é a falta de boa vontade da gestão atual para colaborar que 2011 seja mais tranquilo.

Não esperava outra coisa. Por isso sou oposição há tanto tempo. São atitudes que não considero adequadas, mas respeito e vou procurar trabalhar dentro do que existe. Teve apenas uma pessoa (da diretoria) que ligou e se colocou à disposição, que foi o vice de marketing, o Daniel. Foi o único que ligou para oferecer o apoio necessário.

Até que ponto esse período até o dia 20 (dia da posse) pode fazer falta, já que você poderia chegar com tudo um pouco mais preparado?

Atrapalha um pouco, mas meu foco hoje é financeiro, cumprir compromissos. Essa é a coisa mais importante no momento. O projeto de CT está em andamento e é uma coisa que independe do foco nas finanças. E o futebol será tratado em breve com a comissão técnica.

Nos últimos dias tem conversado sobre negociações?

Nós temos conversado muito é sobre orçamento e planejamento. A parte técnica não porque envolve um time que estava na disputa do campeonato. Agora teremos o relatório da comissão técnica avaliando o grupo e apontando objetivos. Em cima disso vamos trabalhar de formas conjuntas.

Há a possibilidade do Alcides Antunes continuar como vice de futebol?

Não sei. Procurei preservar o futebol da situação política nos últimos meses. A eleição foi em uma reta final de Brasileiro e o time estava disputando o título, por isso procurei blindar o futebol em relação à política. Agora o pessoal acho que ainda está meio de ressaca, comemorando as festas e acho natural começar a discutir no final desta semana.

Como vai ficar o cargo do vice de futebol, já que você planeja ter um gerente de futebol?

Fica mais institucional, até porque o cargo não é remunerado.

Já tem um nome para assumir essa função?

Não. O mercado tem alguns nomes, mas ainda estamos trabalhando. Eu não fiz a reunião com ninguém do futebol desde que ganhei a eleição e desde que o Fluminense foi campeão. Não dá para adiantar nada.

A Libertadores é o grande foco?

O ano inteiro vai ser o foco. O estilo Muricy é de muito trabalho. Quando faz o estilo de muito trabalho, você foca em todos os jogos. Cada jogo é uma competição. Ele foca o ano inteiro.

Em relação à Unimed, o investimento vai aumentar, até em função da disputa da Libertadores?

O investimento vai continuar, mas por enquanto não discutimos números absolutos. A Unimed mantém o investimento, que é considerável. E se houver a oportunidade de conversar para aumentar o investimento, melhor. No Fluminense tudo que for planejado tem que casar com o orçamento.

Mas esse investimento do patrocinador pode existir também fora do futebol, além de jogadores e comissão técnica, como no modelo atual?

Temos uma relação de confiança e respeito mútuo. Até questões que não estão no contrato podem ser trabalhadas como opções, como no caso de Xerém, por exemplo. Tudo depende de orçamento, do planejamento e da vontade mútua de alcançar outros objetivos.

O Fluminense nos últimos anos perdeu muitos jogadores da base, como o Wellington Silva, os gêmeos Rafael e Fábio e agora pode perder o Rafael Pernão para o Chelsea pela negociação que teve para contratar o Deco. É uma coisa que vai buscar blindar, já que os jogadores da base viraram mais uma moeda de troca?

A ideia é que a base se torne um projeto da presidência. Já tenho meus nomes e no dia 20 serão anunciados. Quem vem acompanhando o Fluminense percebe que Xerém vem caindo muito. É uma situação muito ruim, de emergência e ações pontuais. O Fluminense não teve o cuidado necessário nos últimos anos com Xerém, o que causou um prejuízo grande. E para retomar precisa uma reestruturação grande, com mudança de pessoas.

Mas o fato de não ter muitos jogadores da base no time principal também não passa pelo grande número de estrelas que são pagas pelo patrocinador?

Não. Acho que não está havendo um trabalho correto de transição. Normalmente eles aparecem quando o clube está mal. E depois de um bom desempenho, são vendidos para pagar salários atrasados. Isso é um problema de planejamento do clube, não do patrocinador.

Em relação ao Centro de Treinamento, estipula um prazo para que o Fluminense já se mude para esse CT?

Não posso estipular prazo, pois prazo depende de recursos e a obra anda mais rápido ou mais devagar conforme o recurso vai sendo utilizado. A ideia é tentar resolver até janeiro o terreno, a estrutura financeira, já que o Fluminense não tem recurso. Hoje o recurso do Fluminense tem que ser usado na troca de uma dívida cara por uma dívida barata. O Fluminense tem um custo financeiro alto. Nosso foco é reestruturar a dívida e promover o choque de gestão do clube, reavaliando funções, valores, avaliar política de remuneração, passar um pente fino em tudo.

Mas o Fluminense segue nas Laranjeiras enquanto não constrói o CT ou pode treinar em um local já pronto?

Temos uma situação bem encaminhada em um local para o ano que vem. Ainda precisamos acertar os detalhes da negociação e o problema é que não há aparelhos de musculação e fisioterapia. Mas não posso divulgar o local, pois se trata de uma instituição conhecida.

Pretende usar esse momento, com o Fluminense campeão brasileiro, para criar um plano de sócio-torcedor?

O momento é ímpar para criar uma relação. Precisa de duas coisas: criar relação de associação com a torcida em número alto, para que o torcedor realmente se torne um cidadão tricolor, tenha dever cívico com clube e possa cobrar em uma troca equilibrada. Eu pago, contribuo, tenho uma série de benefícios, tenho o canal de venda com o maior conforto possível, devo ter o direito de cobrar transparência e organização, mas para isso tem que pagar. E tem que criar outro modelo de relacionamento com a torcida que é o de cadastramento dela. O Fluminense hoje quando vende uma propriedade de marketing, ele vende uma exposição de marketing. Não tem métrica de quanto ele consegue atingir de fato, a não ser a exposição. A ideia é cadastrar a torcida e ter um banco de dados para, na hora de vender a propriedade, dizer que tem um canal de comunicação para o consumidor direto, para venda direta ao consumidor por classes, por idade, localização, renda... Temos dois caminhos: o de criar uma base e outro de criar relação de compra e venda. O cara paga para ter benefício envolvendo ingresso anual, facilidade de compra de comunicação, acesso à conteúdo restrito do torcedor, envolvendo também voto e uma série de outras coisas.

Isso pode ajudar a evitar casos como da venda de ingressos, que ficou marcado pela desorganização nos últimos anos?

Não tem dúvida. Nosso foco é acabar com isso. Mas tem que lembrar sempre que aqui no Brasil tem uma discussão muitas vezes problemática. Não se pode transformar a defesa do consumidor em um ato de prejuízo ao mercado. A discussão de preço tem que ser sempre equilibrada, em um cálculo baseado na oferta e procura. Se a oferta é demasiada para a procura, vai sobrar ingresos e tem que ter um ponto de equilíbrio. Se a demanda é muito maior que a oferta, como no caso do jogo com Guarani (jogo do título), você acaba enriquecendo intermediários, no caso os cambista. Estamos avaliando soluções possíveis até mesmo a solução usada na Copa da África do Sul, onde houve leilão dos últimos blocos de ingressos. É uma possibilidade. Hoje tem diversos sites com promoções de venda. Isso é muito bacana. Se isso é permitido em benefício do consumidor para um fim de semana no hotel, serviço em loja de fotografia, para venda de produto e teatro, porque não pode fazer para um jogo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fluminense 1 x 0 Guarani. Levanta a taça Galera!



Chegou a hora. A hora de soltar o grito preso na garganta há vinte e seis anos porque finalmente o nosso Tricolor é tricampeão brasileiro.

O Engenhão lotado prenunciava uma tarde nitidamente tricolor. Sentia-se no ar a possibilidade de outra jornada mágica, como as da arrancada do ano passado ou as apresentações soberbas da Libertadores.

A alegria e a confiança estavam estampadas nos rostos de cada um. Jovens e não tão jovens compartilhavam da mesma sensação. Os mais jovens ávidos por presenciar a conquista de um título de campeão brasileiro, só conhecido através de jornais, revistas ou programas de retrospectivas.

Os não tão jovens saudosos dos tempos áureos, quando o Fluminense era o clube tantas vezes campeão.

A presença de vários campeões de 1984 inebriava os torcedores e aumentavam a certeza da vitória.

Caminhando pelas ruas vizinhas ao estádio fui deparando com torcedores de todos os cantos do Brasil: Taguatinga, São Luiz, Manaus, Florianópolis, Fortaleza, Blumenau e até dois integrantes da Fluruguay.

Não encontrei os amigos da SAMPAFLU, mas sei que também estavam lá. Tampouco a Tutu Mesquita, que mesmo sem conseguir comprar o ingresso pela Internet, pedira ajuda aos blogueiros sobre alguma dica porque estava disposta a vir para o Rio de qualquer modo.

Não sei se conseguiu ou se mesmo recebeu minha informação, que afinal de contas acabou sendo imprecisa, porque o que mais vi nas cercanias do Engenhão foi cambista oferecendo ingressos, além de uma confusão no Portão Leste, devida a uma catraca quebrada que permitia a entrada de várias pessoas sem necessidade de passar o ingresso. Ah Tutu, se pudesse adivinhar, você teria entrado sem problema algum.

O jogo a princípio aparentemente fácil foi-se tornando em momentos de angústia. Mas tinha que ser assim, difícil como todos os títulos tricolores.

O fechamento do Maracanã antes da hora, arbitragens conturbadas, algumas calamitosas até, como o do jogo com o Corinthians no Pacaembu, acabaram por equilibrar um campeonato que teria tudo para ser uma verdadeira barbada.

À medida que o tempo passava e o gol não saia a angústia aumentava.

Todos estavam ansiosos demais e por isso não conseguiam jogar bem. Não acertavam os passes por mais simples que fossem, erravam posicionamentos e arremates.

O receio de não ver concretizada a coroação do trabalho, as baboseiras plantadas durante as últimas semanas sobre entregas, malas brancas e pretas, arbitragens tendenciosas contribuíram em muito para desestabilizar um pouco não só a equipe do Fluminense como as demais postulantes ao título.

Em contrapartida, os jogadores do Guarani pareciam estar disputando o jogo da vida, diferentemente do que fizeram durante todo o campeonato.

O nervosismo era geral, a ponto de alguns ensaiarem um princípio de vaia ao final da primeira etapa, felizmente prontamente suplantada por palmas e gritos de incentivo da maioria mais esclarecida.

Muricy conseguiu mexer com os brios da turma e fazer com que o time viesse mais solto para o segundo tempo.

O treinador estava inspirado, suas substituições foram precisas e depois do gol aos dezessete minutos, foi só administrar o jogo até o apito final.

Era a consagração, o título há tanto tempo esperado e a justa explosão dos torcedores, gritando a plenos pulmões: TRICAMPEÃO!

Conca, Washington, Fred e o mito Assis extravasando a alegria
A premunição de Muricy acabou se concretizando. Em seu sonho, o sorriso do inesquecível Telê era o sinal que mesmo com sofrimento o Fluminense seria o campeão.

Quem sabe o temporal que se abateu sobre a cidade pouco depois do final da partida não tenha sido causado pelas lágrimas de emoção do próprio Telê e outros tricolores ilustres que viam em Muricy um novo messias para a ressurreição tricolor.



O fato é que a postura do Muricy de dar o mesmo tipo de tratamento a todos sem distinção foi um fator decisivo para o sucesso da equipe.

Tanto as premiações da CBF/Globo como da revista Placar/ESPN foram unânimes em escolher o Conca em todas as categorias que concorreu. Mariano, Leandro Euzébio e, claro, Muricy também foram agraciados.


Para a Torcida Tricolor, entretanto, todos os guerreiros são merecedores de lauréis. Desde Ricardo Berna, que entrou na fogueira até Tartá _ o último a ser integrado ao elenco, cada um contribuiu de certa forma para a conquista do título.

O craque do Brasileirão 2010

Incontestável a importância do Conca na conquista do título. Melhor jogador do campeonato para a grande maioria dos cronistas esportivos. A unanimidade só não veio porque alguns que se julgam acima da verdade não deram a ele o Troféu Armando Nogueira, ignorando ainda o fato de ter sido ele o único jogador de linha a participar de todos os 38 jogos. Mas como disse o Fernando Calazans: "ainda bem que o Armando não sabe disso".


Pela primeira vez em muitos anos, chego ao fim do ano despreocupado com os rumos do meu Tricolor.

Elenco equilibrado, com a maioria com contratos em vigor, necessidade apenas de poucas contratações pontuais e acima de tudo um treinador com os pés no chão, que não deixará de jeito algum que o título encubra as deficiências do clube, principalmente em termos de infra-estrutura para treinamento e recuperação dos atletas.

Tomara que eu esteja certo e que o Fluminense consiga repetir o desempenho em 2011, de preferência com o título da Libertadores e do Mundial.

E DÁ-LHE FLUZÃO TRICAMPEÃO!
Assistir a primeira conquista do Campeonato Brasileiro ao vivo a gente nunca esquece
 TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO   TRICAMPEÃO