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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Olimpia 2 x 1 Fluminense. Eliminação amarga!


Amarga, mas previsível, embora a paixão e a esperança pelo Tricolor não permitissem que os torcedores enxergassem que a possibilidade de desclassificação era maior do que poderiam supor.
O jogo foi uma comédia de erros.
A começar pela ausência de Felipe do banco de reservas. Além da equipe entrar em campo sem meia armador algum, Abel abriu mão do único jogador que poderia cadenciar o jogo em caso de necessidade.
Essa postura do treinador já extrapolou os limites do aceitável.
Depois vem o Rhayner, que poderia sair consagrado pelo gol da classificação não fosse a falta desnecessária e infantil que originou o empate.
Lógico que ele não poderia prever a falha grotesca de Cavalieri na cobrança, fato que não o redime da jogada.
Revendo o lance sem a emoção da partida é que me pergunto por que o Abel ainda não conseguiu corrigir esse erro de fundamento recorrente nesse bom jogador?
São faltas perigosas nas laterais do campo jogo após jogo, verdadeiros sufocos para a nossa defesa. Será que o treinador já percebeu a deficiência?
Cavalieri também não foi a costumeira muralha e isso sempre ocorre após as semanas em que só fica “treinando”. Poupar goleiro é coisa típica do Abel e prática dispensada pelos técnicos de ponta do país.
Aí vem a lambança do Digão: um pênalti infantil, que poderia ser facilmente evitado. Bastaria cercar o atacante que a jogada morreria por si.
Do que decorre outro questionamento às táticas do Abel. Se o empate ainda servia, por que cargas d’água o time deixou desprotegida uma zaga com poucos recursos?
Com a vantagem a seu lado, os paraguaios voltaram ao estilo retrancado do jogo de ida e então a deficiência tricolor mostrou-se ainda mais nítida.
Sem dispor de homem de criação, que soubesse executar lançamentos de longa distância, as ações ofensivas resumiram-se em chuveirinhos inócuos facilmente afastados pela defesa contrária.
Nenhuma defesa de vulto de Martín Silva e as poucas oportunidades que Carlinhos teve foram desperdiçadas com chutões para o alto, em vez de passes para companheiros em melhores posições.
O passar do tempo sem que nada acontecesse fez com que Abel resolvesse alterar a equipe, o que acabou resultando numa série de desacertos.
Colocou Thiago Neves e sacou Bruno, sempre ele, deixando em campo um apático Wellington Nem, que nada de útil fez nos mais de cento e oitenta minutos dos dois jogos.
Quando Jean sentiu uma contusão, preferiu Samuel em detrimento de Sobis, artilheiro da equipe na temporada e único atacante com poder de chute de fora da área.
Só oito minutos depois é que se conscientizou da nulidade de Nem e o substituiu por Sobis. Nessa hora, porém, já estavam consumados o “cai-cai”, a cera desmedida, o sumiço das bolas e as faltas desclassificantes, contemporizadas pelo árbitro.
E assim, fomos novamente alijados de uma semifinal.
As palavras de Abel na coletiva de que não faltou luta e que o adversário foi sufocado parece choro de perdedor.
Dizer que está orgulhoso do grupo que teve dignidade também não leva a nada.
Seria dignidade empenhar-se durante a partida? Isso não é mais do que obrigação para um grupo de atletas regiamente remunerados, alguns dos quais com salários superiores aos que deveriam ser pagos por suas qualidades técnicas.  
Menos Abel, menos. Por que você não cuida de fazer o time jogar como no tempo do Cuca?
Não desejo transformar a postagem do dia em uma caça às bruxas.
Mais culpado do que Abel e os atletas são os responsáveis pela montagem do elenco, que não conseguem ver que há carência de zagueiros de qualidade e criatividade no meio de campo.
Celso Barros já questionou, por exemplo, os custos benefício das contratações de Deco e Thiago Neves pelo alto número de lesões.
Deco pior ainda porque, além das lesões, demonstrou irresponsabilidade ao tomar medicamentos manipulados em que contaminações podem ocorrer com frequência.
Talvez se Barros agisse com mais eficiência poderia direcionar esses investimentos para um meia armador, um atacante e pelo menos um zagueiro de categoria.
Agora só nos resta torcer pelo pentacampeonato, que será difícil face aos reforços contratados pelos principais adversários.

Ainda assim, DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Olimpia 2 x 1 Fluminense

Local: Defensores del Chaco, Assunção (PAR); Data: 29/5/2013
Árbitro: Daniel Fedorczuk (Fifa-URU)
Auxiliares: Miguel Nievas (Fifa-URU) e Carlos Pastorino (Fifa-URU)
Gols: Rhayner, aos 9' e Salgueiro, aos 34' e 40' do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Digão e Jean

Olimpia: Martín Silva; Miranda, Manzur e Candia; A. Silva, Caballero (Ferreyra, 20'/1ºT) (Báez, 43'/2ºT), Ortíz, Pérez e Salinas; Bareiro e Salgueiro (Paredes, 36'/2°T) - Técnico: Ever Almeida.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Thiago Neves, 17'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean (Samuel, 23'/2ºT) e Wagner; Rhayner, Wellington Nem (Rafael Sobis, 31'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fluminense 0 x 0 Olimpia. Empate amargo, mas ainda dá!

A grande chance que um atacante não perderia.
 (foto: Globoesporte.com / Nelson Perez / Fluminense F. C.)


Repetiu-se o de sempre. Contra retrancas bem montadas o Fluminense não consegue vencer.

De nada adiantaram os 72% de posse se o time não conseguiu proporcionar a Fred uma única condição de arremate.

O esquema do Olimpia foi armado para jogar por uma bola vadia e ela veio através de mais uma falha grotesca de Edinho, desperdiçada pelo atacante paraguaio que errou o cruzamento.

Sem dispor de um meio campista de ofício e baseando seus esquemas em tentativas de adaptações de atacantes para executar a função, temo que esse enredo se arraste até o fim do próximo campeonato brasileiro.

No ano passado, tínhamos o Deco, quando conseguia jogar. Esse ano, porém, o meia pode ser considerado carta fora do baralho porque tem estado contundido ainda que sem jogar.

Mesmo ignorando a palhaçada da tentativa de suspensão por “doping”, estou cético quanto ao seu retorno ao nível anterior.

Felipe poderia ser condicionado para executar a função, mas Abel não demonstrou até agora a mínima intenção de torná-la realidade, preferindo privilegiar os antigos, ainda que não venham jogando bem.  

A favor do treinador conta a irregularidade dos laterais, bestiais em alguns jogos e verdadeiras bestas em outros, como dizia Otto Glória, se não me falha a memória.

Mesmo assim, a vitória poderia ter vindo em três lances claros de gol.

O primeiro logo aos quatro minutos com Leandro Euzébio, cuja demora em concluir permitiu a intervenção do bom goleiro paraguaio.

A jogada ensaiada no escanteio até que foi bem tramada; pecou pelo fato de ser concluída por um zagueiro.

Os demais ficaram por conta de Rhayner, que errou o chute após passar pelo goleiro e do individualismo exacerbado de Wellington Nem que desperdiçou o ótimo lançamento de Felipe, chutando sem ângulo em vez de passar para companheiros em melhores condições.

O provável retorno de Thiago Neves na partida de volta poderá melhorar a consistência do meio de campo.

Só espero que Abel não saque o Rhayner para a sua entrada porque no momento atual quem está merecendo ficar no banco é Wellington Nem, pelo menos por meio tempo.

A decisão nos Defensores Del Chaco será outra pedreira, mas ainda acredito no Fluminense, mesmo sabendo que lá a postura do adversário será totalmente diferente.

Se a defesa não falhar, Abel não fizer bobagens e Wellington Nem deixar a individualidade excessiva de lado, a vaga estará garantida.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 0 x 0 Olimpia (PAR)

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ); Data: 22/05/2013
Árbitro: Roberto Silvera (Fifa-URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Carlos Changala (URU)
Cartões amarelos: Bruno, Jean e Edinho

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Rafael Sobis, 27'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho (Samuel, 40'/2ºT), Jean e Wagner (Felipe, 31'/2ºT); Wellington Nem, Rhayner e Fred - Técnico: Abel Braga.

Olimpia: Silva; Manzur, Miranda e Candia; Gimenez (Pérez, 20'/2ºT), Aranda, Ortíz, Báez (Ariosa, 10'/2ºT) e Salinas; Salgueiro (Castorino, intervalo) e Bareiro - Técnico: Ever Almeida.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fluminense 2 x 0 Emelec. Com Fred em campo, deu a lógica!


Bastou uma única chance para Fred marcar. (foto: Terra.com.br / EFE)
Mas foi nada fácil porque apostando na vantagem, o Emelec entrou em campo disposto a praticar o anti-futebol, todo retrancado, retardando ao máximo as cobranças de tiros de meta e de laterais e parando as jogadas com inúmeras faltas.

Algumas delas com uso de violência desnecessária, o que acabou causa de expulsão de dois de seus jogadores no segundo tempo do jogo.

Agarra-agarra foi a tônica.
(foto: Terra.com.br / AFP)

O Flu não conseguia fazer valer a maior posse de bola e quase não ameaçava a meta de Dreer e mercê de duas tentativas erradas de inversão de jogo de Thiago Neves permitiu dois contra ataques dos equatorianos que não se concretizaram em gols devido a uma boa defesa de Cavalieri e um chute fraco de Valencia.

O bom é que Fred estava em campo e na primeira chance que teve tirou o zero do placar. E aí fica a pergunta: e quando Fred não puder jogar?

Perdendo a vantagem, o Emelec mudou a postura e tentou pressionar.

O segundo tempo foi quase todo de uma angústia só.

As tradicionais tentativas de saídas por chutões eram sempre recuperadas pelos adversários, que estiveram muito perto do empate.

Para aumentar a dose de tensão, Jean também errou uma saída de bola permitindo mais um contra ataque perigoso.

A essa altura, o preparo físico já era precaríssimo, o que facilitava as ações do Emelec.

Carlinhos teve destacada atuação
(foto: Terra.com.br / Mauro Pimentel)

Abel tentou dar mais consistência ao meio de campo com a entrada de Rhayner, mas o panorama quase não se alterou e o segundo gol só saiu quando tínhamos a vantagem de dois homens.

E mesmo com a superioridade numérica e dois gols de vantagem o sufoco continuou até o apito final, face à pressão adversária na busca de um gol que levaria a decisão para os pênaltis.

Enfim, a vitória suada e a classificação.


O mais estranho é que todos se doaram ao máximo e de um modo geral tiveram boas atuações individuais, exceção aos erros de passes de Thiago Neves, que nitidamente ainda não recuperou a sua forma antiga e o baixo rendimento de Wellington Nem, muito aquém daquele atacante esfuziante do ano passado.

O problema, entretanto, vai além das atuações dos atletas, falta padrão de jogo e saídas de bola com mais qualidade.

Hoje Abel tenta tapar o sol com a peneira tentando montá-lo com Wagner e Thiago Neves ou Rhayner, ou seja, todos terceiros atacantes.

As apresentações da equipe sinalizam não ser esse o caminho e a necessidade da contratação de um meia armador, que cadencie e dê ritmo ao jogo torna-se cada vez mais latente, ainda mais agora com a perda quase que definitiva do Deco.

Celso Barros já declarou que irá contratar no caso do Deco encerrar a carreira, mas para a grande maioria da torcida ele já a encerrou desde o ano passado.

Aguardemos as quartas. Torço para que o adversário seja o Tigre, pela chance de decidir em casa, quem sabe no Maracanã?


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 2 x 0 Emelec

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ); Data: 08/05/2013
Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER)
Auxiliares: Jonny Bossio (PER) e César Escano (PER)
Gols: Fred, aos 28' do primeiro tempo e Carlinhos, aos 39' do segundo
Cartão amarelo: Thiago Neves

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Diguinho, 25'/2°T), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Thiago Neves (Rhayner, 21'/2°T); Wellington Nem e Fred (Samuel, 37'/2°T). Técnico: Abel Braga.

Emelec: Dreer; Narváez, Achilier, Nasuti e Bagüi; Quiñonez, Wila (Zeballos, 25'/2°T), Valencia (Caicedo, 16'/2°T), Jimenez e Mondaini; De Jesus (Gaibor, 40'/2ºT). Técnico: Gustavo Quinteros.

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Por onde será que anda o Marcos Junior?

Primeiro os dirigentes ensaiaram a sua venda __ provavelmente a preços ridículos, como sempre__ depois veio a contusão num treino e aí ele sumiu, nenhuma notícia.

O que poderia ser um estímulo para que Wellington Nem tratasse de se recuperar o mais breve possível virou uma sombra do passado.

Não sei se alguma fatia de Marcos Junior pertence à Traffic, pois geralmente essas aberrações não são difundidas.

Torço para que não, porque se for o caso, poderemos ter em breve mais uma afronta aos interesses do clube.

Aliás, esse mutismo em relação à “parceira gananciosa” sempre me deixou com a “pulga atrás da orelha”.

Abra os olhos, Peter.    

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Emelec 2 x 1 Fluminense. A uma semana da classificação!



O golaço de Wagner deu tranquilidade para a revanche. (foto: Terra.com.br / AFP)

Sim, derrotar o Emelec no Rio de Janeiro é certeza quase que absoluta.

Impossível imaginar que o elenco tricolor vá sucumbir perante um time mediano.

Na noite de ontem nada deu certo. As estrelas que vinham brilhando tiveram atuações discretas e os que não brilham tanto, reuniram o que têm de pior numa única jornada.

E mesmo assim, a superioridade do Fluminense foi notória. Excetuando-se os minutos iniciais de correria aprontada pelos equatorianos, tivemos mais chances de desempatar e acabamos perdendo por um “pênalti mandrake”.

Mas, chororô de lado por ser postura exclusiva de botafoguenses e atleticanos, o fato concreto é que faltou malícia ao Carlinhos, que deixou que o atacante do Emelec com ele se enroscasse dentro da área.

A lamentar apenas a falta de um meio de campo de ofício, porque para jogar com três atacantes é imprescindível que se tenha um meia armador que realmente entenda do riscado.

Wagner não é esse homem, como também todos os outros a que Abel tenta impingir essa função.

Deco, às voltas com contusões sucessivas e agora sob a ameaça da ridícula suspensão por doping, é carta fora do baralho e Felipe, que poderia fazer a função, custa a adquirir ritmo de jogo por opção exclusiva do Abel.

Daí a campanha para a volta do Conca, que sozinho comandou o meio de campo tricolor no título de 2010, mesmo com o ataque reserva na maioria dos jogos.

Bem, se não temos armadores qualificados, o meio de campo não pode prescindir de Thiago Neves e Wagner, que somente juntos poderão dar alguma consistência ao setor e evitar que a defesa fique sem proteção.

Fora o equívoco de achar que Wagner é meia de ligação, Abel escalou o melhor disponível, embora tenha falhado nas substituições, principalmente na de Wellington Nem por Samuel, que mal tocou na bola.

Na quarta-feira, porém, Fred estará de volta e com ele a possibilidade de gols é a garantia total da eliminação do Emelec.

Que assim seja!


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Emelec 2 x 1 Fluminense

Local: Estádio George Capwell (EQU); Data: 2/5/2013
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Eduardo Diaz (COL) e Wilson Berrio (COL)
Gols: Leandro Euzébio (contra), aos 32' e Wagner, aos 43' do primeir tempo; Gaibor, aos 42' do segundo....

Cartão amarelo: Leandro Euzébio

Emelec: Dreer; Vera, Narváez, Morante e Bagüi; Pedro Quiñonez, Valencia, Jimenez (Caicedo, 7'/2ºT) e Corozo (Gaibor, 32'/2ºT); Mondaini e De Jesus (Angulo, 28'/2ºT) - Técnico: Gustavo Quinteros.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner (Felipe, 27'/2ºT); Wellington Nem (Samuel, 32'/2ºT), Rhayner (Thiago Neves, 18'/2ºT) e Rafael Sobis - Técnico: Abel Braga.

sábado, 20 de abril de 2013

Fluminense 1 x 0 Caracas. E que venha o Emelec!

(Foto: Terra.com.br / AFP)


Não foi tão fácil como esperavam os torcedores, mas no fim prevaleceu a maior qualidade técnica do Fluminense.

Também não faltou empenho a ninguém; até o Carlinhos dessa vez correu, quase chegando aos 40 por hora.

A sorte que abandonou o Tricolor na Libertadores passada dessa vez não foi tão madrasta; em vez de Internacional o adversário das oitavas será o Emelec e nas quartas não teremos o indigesto Boca Juniors e sim o vencedor do confronto entre Olimpia e Tigre.

A classificação em primeiro lugar deve ser comemorada com entusiasmo pela massa tricolor e que por isso mesmo precisa estar presente em maior número nas batalhas vindouras.

A formação do ataque com Rafael Sobis centralizado mostrou mais eficiência que as opções com Michael e Samuel, bons jogadores, mas ainda verdes para a responsabilidade de substituir Fred.

Ainda que a vitória fosse o único resultado que interessava ao Caracas, os venezuelanos mantiveram-se totalmente recuados a maior parte do jogo e mesmo assim por três ou quatro vezes quase conseguiram marcar, o que não deixa de ser um fato preocupante.

Além da ausência de Fred a inoperância do meio de campo mais uma vez foi notada.

Wagner não chegou a jogar mal, mas nunca foi um homem de criação, do mesmo modo que Thiago Neves e Sobis, algumas vezes escalados na posição.

A rigor o tão badalado elenco multimilionário só conta com dois armadores: Deco, quase sempre ausente por distensões diversas e Felipe, quase sempre ausente por opção do treinador.

Lucas Patinho e Higor, que poderiam ser possíveis opções foram emprestados.

Para vencer a Libertadores torna-se imprescindível a contratação de um meia armador habilidoso e que realmente esteja em campo na maioria das partidas.  

Como as finais só ocorrerão no mês de julho, quem sabe os dirigentes não se conscientizem da necessidade de trazer o Conca de volta?

E de lambuja, a sua presença aumentaria muito as chances de mais um título do Brasileirão.

O investimento é alto, mas o retorno garantido: Conca não se contunde e não toma cartões bobos. Torço para que esse sonho se realize.

Até lá resta apoiar o time com todas as forças na tentativa de recriar aquela simbiose vencedora de outrora.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 0 Caracas

Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ); Data: 18/04/2013
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Auxiliares: Diego Bonfa (ARG) e Ernesto Uziga (ARG)
Gol: Rafael Sobis, aos 8' do segundo tempo
Cartões amarelos: Edinho e Wellington Nem

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner (Felipe, 30'/2ºT) ; Rafael Sobis (Monzón, 44'/2ºT), Rhayner e Wellington Nem (Samuel, 40'/2ºT) - Técnico: Abel Braga.

Caracas: Vega; Flores, Sanchez, Quijada e Amaral; Guerra (Hinestroza, 31'/1ºT), Jiménez, Otero, Peña (Meza, 26'/2ºT), Farías (Cabezas, 16'/2ºT) e Cure. Técnico: Ceferino Bencomo.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Grêmio 0 x 0 Fluminense. Há uma vitória da liderança!

Miopia, despreparo ou medo da pressão gremista fizeram o bandeirinha
anular o gol legítimo de Rhayner. (foto: Ricardo Rimoli / LancePress)


Frustração para os gremistas que esperavam encontrar aquele time modorrento do jogo do Engenhão.

Hoje comemoram o empate conseguido graças à atuação de Dida e a deletéria ação de mais um bandeirinha míope dos tantos que permeiam os caminhos do Fluminense.

Pois é, quando o Tricolor deixa de lado a soberba e “põe o coração nas pontas das chuteiras” não tem pra ninguém.

E o que se viu na noite de ontem na arena do Grêmio foi um Fluminense vibrante, senhor das ações a maior parte do tempo e que deveria ter saído com a vitória.

Wanderley e sua trupe ainda tiveram a cara de pau de considerar exagerada a expulsão do Cris depois da agressão covarde a Sobis.

Aliás, Cris é aquele mesmo que quando jogava pelo Cruzeiro foi punido com suspensão de seis meses, aliviada pelo esdrúxulo efeito suspensivo tão comum na verdadeira babel que é o STJD.

O fato é que a superioridade sobre o genérico do sul foi incontestável, a atuação precisa não permitiu os sobressaltos do passado e a não ser por uns chutes de fora da área o Grêmio não conseguiu assustar.

A dedicação de todos fez com que a ausência das principais estrelas não fosse sentida, à exceção de Fred, já que tanto Michael como Samuel praticamente não apareceram.

Michael nitidamente sentiu a responsabilidade de ser o matador num jogo de extrema importância, mas nada que possa comprometer o futuro brilhante que o aguarda.

A ausência de Fred realmente foi uma pena, porque estivesse ele em campo certamente teria convertido uma daquelas bolas que andaram pererecando pela área gremista.

Destaque para a atuação de Rhayner, que novamente correu o campo todo, defendendo e atacando com a garra que delicia a torcida. Poderia ter sido o herói da noite não tivesse o seu gol mal anulado.

A transformação da equipe logo em seguida as mexidas do Abel sinaliza para uma conclusão quase que definitiva; a de que o tempo de Deco está acabando.

Por isso urge uma ação imediata por parte da diretoria e patrocinador para o regresso do Conca, melhor opção para dotar o meio de campo da consistência imprescindível para confrontos com equipes melhor estruturadas.

Agora é descansar para vencer o Caracas e garantir o primeiro lugar do grupo, posição importante para evitar o confronto prematuro com o Atlético-MG em meio a tantos desfalques.

Espero que no Fla-Flu Abel dê folga aos atletas sem substitutos no momento, como os laterais, Leandro Euzébio, Rhayner e Wagner, atletas sem substitutos no momento.

Gum poderia ser incluído na relação, mas como já ficou parado tanto tempo não aparenta estar tão esgotado.

Considerando que o Fla-Flu não passará de um mero amistoso, será uma boa oportunidade para dar ritmo de jogo a Thiago Neves e Wellington Nem e colocar o Felipe para jogar desde o início.

Que assim seja.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Grêmio 0 x 0 Fluminense

Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS). Data: 10/4/2013
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Fábio Pereira (Fifa-TO)
Cartões amarelos:  Bruno e Rhayner

Grêmio: Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza, Marco Antonio (Kleber, intervalo) e Zé Roberto; Vargas (Bressan, intervalo) e Barcos (Adriano, 22'/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Rhayner (Monzón, 44'/2ºT), Rafael Sobis (Felipe, 38'/2ºT) e Michael (Samuel, 24'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Fluminense 1 x 1 Huachipato. Liderança mentirosa!

"Que dureza jogar com essa defesa", parece dizer a
expressão de Thiago Neves.       (foto: Globoesporte.com)


Outra noite frustrante, empatar com uma equipe fraquíssima não passava pela cabeça de nenhum tricolor.

Mas o Fluminense jogou bem, fez um primeiro tempo primoroso, arguirão alguns.

Será que jogou mesmo? O adversário não existe, provavelmente não conseguiria vencer o último colocado do nosso combalido estadual.

Não se trata de apenas criticar, mas é preciso realmente avaliar as intrincadas conexões que transformam um time vencedor num que perde ou empata com frequência.

Comecemos pelas palavras do Abel na coletiva:
 “- O time é o mesmo, o treinador é o mesmo, a filosofia de trabalho é a mesma... No ano passado sofríamos muito para vencer e em 2013 de repente estamos sofrendo menos. Mas a grande diferença é que ganhávamos mais do que estamos ganhando hoje. Não sei o porquê. Até esperamos alguns jogadores adquirirem melhor ritmo de jogo. O Gum, por exemplo, não foi bem contra o Vasco e diante do Huachipato voltou a jogar bem”.

Preocupa-me sobremodo o fato do nosso treinador não ter a mínima noção do porque o time não consegue mais vencer. A resposta é óbvia e não carece de maiores reflexões.

Gum esteve melhor do que contra o Vasco porque seria impossível jogar pior, mas voltou a falhar no gol do Huachipato já que teve a chance de isolar a bola antes mesmo do drible desconcertante sobre o Edinho.

Nossa defesa sempre foi fraca, os laterais, o miolo da zaga e o “cabeça de área” _ prefiro “cabeça de bagre” _ agora com o pomposo apelido de primeiro volante.

Mas foi a menos vazada e o time ganhava.

Verdade, mas por que conseguia ganhar?

Simples, porque dispunha de Cavalieri numa fase esplendorosa, de Deco, na plenitude de sua forma, um meia armador inigualável.

Dispunha também de Fred e Wellington Nem em estados de graça. Atacantes que não tomavam conhecimento de seus marcadores, qualquer que fosse o local das disputas.

Aliem-se a esses fatores as consistentes atuações de Jean e Thiago Neves, que ajudavam a empurrar o time para frente.

As habilidades desses seis serviram para aplacar as deficiências dos demais. Só um exemplo para aqueles de não tão boas memórias: o jogo do título. Dois cruzamentos e um escanteio, partidos da direita, que propiciaram o empate; a virada do Palmeiras só não veio em face de mais uma intervenção milagrosa de Cavalieri.

O quadro hoje é diferente: Cavalieri ainda é muito bom, mas não opera os milagres de outrora, Deco é um arremedo do que foi no ano passado e os demais ainda pecam pelas condições físicas.

Fato normal se for levado em consideração que quatro deles: Deco, Fred, Wellington Nem e Thiago Neves não participaram da pré-temporada, ou se participaram, o fizeram apenas parcialmente.

Além disso, os defensores literalmente “comiam a grama” e se doavam ao máximo, o que não ocorreu ainda nessa temporada.

É entrevista pra cá, entrevista pra lá, ambições de convocações para seleção e por aí vai.

Outro ponto importante é que o futebol de Wellington Nem deixou de ser solidário, não interessando a possibilidade de existir um companheiro melhor posicionado. O negócio dele tem sido tentar o gol SEMPRE, mesmo em lances sem ângulo apropriado para conclusão.

Ontem mesmo os passes para Fred foram negados em duas oportunidades claras de gol. E como dizia um rato conhecido: “a bola pune”!

Abel também não concorda com as alegações que os adversários já conhecem o estilo de jogo do Fluminense e, manifestando contrariedade, declarou:
“Não concordo. O adversário sabendo como jogamos veio de uma forma no primeiro tempo. Tivemos até jogada de gol com o Jean entrando pela meia esquerda. É muito simplista agora depois do resultado. Quem gosta de ver futebol, viu um futebol brilhante no primeiro tempo. Nós caímos um pouco, eles melhoraram um pouco, nós não conseguimos matar o jogo, e acabamos pecando.”

Impossível concordar com a assertiva do treinador, primeiro porque embora tenha jogado bem, o futebol apresentado ficou longe de ser brilhante.

Empatamos, poderíamos ter perdido não fossem dois erros de arbitragem: o carrinho com o pé sobre a bola dado pelo Edinho num atacante chileno, após uma saída errada do Digão, lance passível de cartão vermelho e o pênalti não marcado, que provavelmente daria a vitória aos chilenos.

O pior de tudo, entretanto, é que o estilo de jogo atual não passa de uma variante do “Muricyboll”, ou seja, bico para frente que os atacantes se viram.

Naquele tempo, tínhamos o Conca, que arredondava as jogadas; ano passado, o Deco. Hoje não temos ninguém e a consequência é a volta da bola, quase sempre pegando a defesa desarrumada.

Entendo, porém, que nada poderá ser feito para mudar esse estilo, enquanto tivermos defensores que não saibam sair jogando.

Abel deixou transparecer que poderá fazer mudanças na equipe e a insatisfação demonstrada com as atuações de Deco e Bruno sinaliza para as possíveis voltas de Wellington Silva e Wagner, ou seja, as alterações de sempre e que em nada têm contribuído para melhorar o estilo de jogo e a efetividade da equipe.

E é aí que aumenta a minha preocupação quanto à sequência da competição, preocupação essa que me faz retroceder a 2008, porque depois de eliminar São Paulo e Boca, o título da Libertadores era a consequência natural.

Na fase de classificação, o Fluminense já tinha batido o outro finalista, a LDU, no Maracanã e empatado no Equador.

Mas a vitória não veio e nada me tira da cabeça que por culpa exclusiva de Renato Gaúcho, o técnico que apadrinhava o seu pupilo Ygor, de amargas lembranças para a Torcida Tricolor.

A ligação entre os dois era tamanha que para mantê-la Renato teve a coragem de barrar Dodô, o melhor atacante da equipe.

O final da história é conhecido por todos: Ygor falhou nos dois jogos decisivos e a taça foi para um time muito inferior.

E o que teria Abel com isso?

A manutenção do mesmo estilo. Se por um lado Renato usou o nepotismo para manter seu privilegiado, Abel por sua vez pratica uma espécie de “nepotismo múltiplo”, tanto são os seus apadrinhados.

E, a meu ver, um dos modos que tem para manter o “status” é evitar que os substitutos melhorem suas condições físicas, barrando-os até mesmo do banco de reservas.

E aí o que temos é o de sempre: sai Bruno, entra Wellington Silva, ou pior: sai Bruno, desloca Jean; sai Deco, entra Wagner, enquanto Edinho, Carlinhos, etc. nunca saem.

A luz no fim do túnel é que agora temos um presidente que costuma posicionar-se e dar umas duras em comissões técnicas teimosas.

Quando questionou Muricy sobre a pífia campanha de 2011, o mimado treinador inventou a polêmica dos ratos e pediu o boné.

Recentemente, Siemsen deu uma chamada no Abel, sinal de que não está satisfeito com a situação atual.

Quem sabe agora, os rachões de fim de tarde não sejam abolidos, ou pelo menos minimizados em prol de treinamentos mais adequados a eliminar as deficiências do elenco e multi-nepotismo não seja reduzido?

Tomara, porque não acho que a solução passe pela saída do Abel, principalmente porque os técnicos brasileiros em sua maioria pensam da mesma forma.

A exceção fica por conta do Cuca, mas que enquanto não deixar de lado a pecha de chorão perseguido não conseguirá ganhar nenhum título expressivo.

Que o toque do Peter seja absorvido e faça com que Abel reflita sobre algumas questões, tais como:

  • Por que não dar nova chance ao Valencia?
  • Por que não escalar o Felipe no time titular desde o início, pelo menos uma vez?
  • O que falta para concluir que Wagner não é e nunca foi meia de ligação?
  • Por que desarrumar ainda mais o meio de campo, insistindo em deslocar o Jean se o clube tem no elenco mais dois laterais direitos?


REAJA FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 1 Huachipato (CHI)

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ); Data: 6/3/2013
Árbitro: Germán Delfino (ARG)
Auxiliares: Diego Bonfa (ARG) e Gustavo Rossi (ARG)
Gols: Fred, aos 30' do primeiro tempo e Nuñez, aos 25 'do segundo.
Cartões Amarelos: Carlinhos e Digão

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Rhayner, 32'/2ºT), Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean e Deco (Wagner, 24'/2ºT); Thiago Neves (Samuel, 47'/2ºT), Wellington Nem e Fred - Técnico: Abel Braga.
Huachipato: Veloso; Aceval, Labrín (Contreras, Intervalo), Muñoz e Crovetto; Nuñez, Yedro, Rodríguez (Arrué, 22'/1ºT) e Reyes; Falcone (Llanos,19'/2ºT) e Brian Rodríguez. - Técnico: Jorge Pellicer