Mostrando postagens com marcador Olimpia 2 x 1 Fluminense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Olimpia 2 x 1 Fluminense. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Olimpia 2 x 1 Fluminense. Eliminação amarga!


Amarga, mas previsível, embora a paixão e a esperança pelo Tricolor não permitissem que os torcedores enxergassem que a possibilidade de desclassificação era maior do que poderiam supor.
O jogo foi uma comédia de erros.
A começar pela ausência de Felipe do banco de reservas. Além da equipe entrar em campo sem meia armador algum, Abel abriu mão do único jogador que poderia cadenciar o jogo em caso de necessidade.
Essa postura do treinador já extrapolou os limites do aceitável.
Depois vem o Rhayner, que poderia sair consagrado pelo gol da classificação não fosse a falta desnecessária e infantil que originou o empate.
Lógico que ele não poderia prever a falha grotesca de Cavalieri na cobrança, fato que não o redime da jogada.
Revendo o lance sem a emoção da partida é que me pergunto por que o Abel ainda não conseguiu corrigir esse erro de fundamento recorrente nesse bom jogador?
São faltas perigosas nas laterais do campo jogo após jogo, verdadeiros sufocos para a nossa defesa. Será que o treinador já percebeu a deficiência?
Cavalieri também não foi a costumeira muralha e isso sempre ocorre após as semanas em que só fica “treinando”. Poupar goleiro é coisa típica do Abel e prática dispensada pelos técnicos de ponta do país.
Aí vem a lambança do Digão: um pênalti infantil, que poderia ser facilmente evitado. Bastaria cercar o atacante que a jogada morreria por si.
Do que decorre outro questionamento às táticas do Abel. Se o empate ainda servia, por que cargas d’água o time deixou desprotegida uma zaga com poucos recursos?
Com a vantagem a seu lado, os paraguaios voltaram ao estilo retrancado do jogo de ida e então a deficiência tricolor mostrou-se ainda mais nítida.
Sem dispor de homem de criação, que soubesse executar lançamentos de longa distância, as ações ofensivas resumiram-se em chuveirinhos inócuos facilmente afastados pela defesa contrária.
Nenhuma defesa de vulto de Martín Silva e as poucas oportunidades que Carlinhos teve foram desperdiçadas com chutões para o alto, em vez de passes para companheiros em melhores posições.
O passar do tempo sem que nada acontecesse fez com que Abel resolvesse alterar a equipe, o que acabou resultando numa série de desacertos.
Colocou Thiago Neves e sacou Bruno, sempre ele, deixando em campo um apático Wellington Nem, que nada de útil fez nos mais de cento e oitenta minutos dos dois jogos.
Quando Jean sentiu uma contusão, preferiu Samuel em detrimento de Sobis, artilheiro da equipe na temporada e único atacante com poder de chute de fora da área.
Só oito minutos depois é que se conscientizou da nulidade de Nem e o substituiu por Sobis. Nessa hora, porém, já estavam consumados o “cai-cai”, a cera desmedida, o sumiço das bolas e as faltas desclassificantes, contemporizadas pelo árbitro.
E assim, fomos novamente alijados de uma semifinal.
As palavras de Abel na coletiva de que não faltou luta e que o adversário foi sufocado parece choro de perdedor.
Dizer que está orgulhoso do grupo que teve dignidade também não leva a nada.
Seria dignidade empenhar-se durante a partida? Isso não é mais do que obrigação para um grupo de atletas regiamente remunerados, alguns dos quais com salários superiores aos que deveriam ser pagos por suas qualidades técnicas.  
Menos Abel, menos. Por que você não cuida de fazer o time jogar como no tempo do Cuca?
Não desejo transformar a postagem do dia em uma caça às bruxas.
Mais culpado do que Abel e os atletas são os responsáveis pela montagem do elenco, que não conseguem ver que há carência de zagueiros de qualidade e criatividade no meio de campo.
Celso Barros já questionou, por exemplo, os custos benefício das contratações de Deco e Thiago Neves pelo alto número de lesões.
Deco pior ainda porque, além das lesões, demonstrou irresponsabilidade ao tomar medicamentos manipulados em que contaminações podem ocorrer com frequência.
Talvez se Barros agisse com mais eficiência poderia direcionar esses investimentos para um meia armador, um atacante e pelo menos um zagueiro de categoria.
Agora só nos resta torcer pelo pentacampeonato, que será difícil face aos reforços contratados pelos principais adversários.

Ainda assim, DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Olimpia 2 x 1 Fluminense

Local: Defensores del Chaco, Assunção (PAR); Data: 29/5/2013
Árbitro: Daniel Fedorczuk (Fifa-URU)
Auxiliares: Miguel Nievas (Fifa-URU) e Carlos Pastorino (Fifa-URU)
Gols: Rhayner, aos 9' e Salgueiro, aos 34' e 40' do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Digão e Jean

Olimpia: Martín Silva; Miranda, Manzur e Candia; A. Silva, Caballero (Ferreyra, 20'/1ºT) (Báez, 43'/2ºT), Ortíz, Pérez e Salinas; Bareiro e Salgueiro (Paredes, 36'/2°T) - Técnico: Ever Almeida.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Thiago Neves, 17'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean (Samuel, 23'/2ºT) e Wagner; Rhayner, Wellington Nem (Rafael Sobis, 31'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga.