sexta-feira, 7 de junho de 2013

Coritiba 2 x 1 Fluminense. Não era jogo para perder!

Difícil entender como Abel está custando a ver onde estão os erros.

Chances claras desperdiçadas, uma bola perfeitamente defensável, muito embora a defesa não devesse ter dado tanta liberdade para o Alex na hora do chute, além das tradicionais mexidas erradas acabaram por custar caro ao Fluzão.

O time até que se apresentou bem, mesmo sem os selecionáveis, apesar de ser quase certo afirmar que Cavalieri não aceitaria o gol do Alex e Fred não perderia a chance que teve o Samuel, que na cara do gol chutou em cima do goleiro.

Lamentável também o conformismo de Rodrigo Caetano, que poderia pelo menos ter tentado o adiamento do jogo contra o adversário mais forte dessas primeiras cinco rodadas.

Quanto ao jogo em si, a não ser pela blitz dos primeiros quinze minutos o Coritiba assustou pouco.

Passado o impacto do gol de Robinho, o Fluminense conseguiu encaixar a marcação e foi senhor da partida durante a maior parte do tempo. No total foram treze chutes contra a meta de Vanderlei e apenas seis contra a de Berna.

E bastaram sete minutos de domínio para o empate chegar através do oportunismo de Carlinhos, que ontem voltou a apresentar um bom futebol.

O panorama não se alterou na etapa complementar e a rigor o Coritiba só teve duas chances claras com Alex, a primeira defendida por Berna e o gol de fora da área.

Tanto é verdade que a torcida do coxa já vaiava o seu time quando Alex conseguiu o gol com a ajuda do Berna. 

Antes do segundo gol dos paranaenses, o Fluminense teve várias chances para marcar e só não o conseguiu pelas boas defesas de Vanderlei ,além das chances incríveis perdidas, em especial a de Sobis que isolou um “gol feito” e como quem não faz leva, perdemos a invencibilidade e a liderança absoluta.

Na coletiva, Abel lamentou a derrota e acrescentou a injustiça do placar. Reclamou da má fase do Thiago Neves, mas não explicou a estapafúrdia substituição de Rhayner __ o melhor do lado tricolor__ por Biro Biro, de quem fez rasgados elogios, mesmo sem que ele tenha conseguido desenvolver algo de útil.

Pouco antes do final chegou a planejar o recuo da equipe com a entrada de mais um volante, mas com o gol de desempate resolveu “ousar”, substituindo Edinho por Felipe.

Aliás, o que ele pretendia que o Felipe fizesse em três minutos? Um gol salvador, ou quem sabe dois?

Se o próprio treinador reconhece que Thiago Neves ainda não atingiu o ápice de sua forma após a grave contusão que o acometeu, a insistência com ele tantas vezes antes de um preparo adequado é incompreensível, pelo menos para as mentes pensantes.

E por que o boicote sistemático ao Felipe? Levou-o ao Paraguai e não o colocou nem no banco e ontem extrapolou, mandando-o a campo com o jogo praticamente encerrado.

Estou desconfiado que esteja tentando essas artimanhas para provocar o atleta, talvez na esperança vã de que ele não aguente e cometa algum ato de indisciplina.

Aí ele poderia afastá-lo do time sem que ninguém contestasse a decisão. Mais ético seria falar para a diretoria que não deseja contar com o atleta no plantel e solicitar a rescisão de seu contrato.

Pode ser que eu esteja vendo penugem em casca de ovo, mas não consigo imaginar outro motivo para um boicote que já dura quase seis meses.  

Enquanto isso, bastou o adversário possuir um meia habilidoso para que a vitória fosse obtida.

Será que nem assim, Siemsen, Caetano e Barros estão convencidos de que o plantel precisa de melhorar a criatividade de seu meio de campo?

Está mais do que na hora de rescindir amigavelmente o contrato de Deco e usar um pouco da grana do Nem para trazer o Conca de volta, se é que eles pensam realmente em conseguir o penta.

E apesar de todas essas lambanças,

DÁ-LHE FLUZÃO!

DETALHES:

Coritiba 2 x 1 Fluminense

Local: Couto Pereira, em Coritiba (PR); Data: 6/6/2013
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Jesmar Benedito Miranda de Paula (GO)
Gols: Robinho,aos 15' e Carlinhos, aos 22' do primeiro tempo e Alex, aos 43' do segundo.
Cartões amarelos: Diguinho

Coritiba: Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Chico e Diogo; Gil (Bottinelli, 13'/2°T), Junior Urso (Everton Costa, 26'/2°T), Robinho (Willian, 41'/2°T) e Alex; Rafinha e Deivid. Técnico: Marquinhos Santos

Fluminense: Ricardo Berna; Wellington Silva, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho (Felipe, 43'/2°T), Diguinho e Wagner; Rhayner (Biro-Biro, 36'/2°T), Rafael Sobis e Samuel (Thiago Neves, 21'/2°T). Técnico: Abel Braga


quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que será feito do dinheiro da venda do Nem?


€ 9.000: preço justo?
 
Peter Siemsen não resistiu à tentação e acabou por repetir o mesmo erro das administrações desastrosas que infestaram o Fluminense a partir da década de 90.
A cessão de um atacante raro como Wellington Nem ao Shakhtar Donetsk por € 9.000 quando o mesmo clube ofereceu € 13.000 por um volante comum é a prova cabal de que negociações não são o forte do Fluminense.

É compreensível a necessidade de o clube fazer caixa, principalmente pela redução em suas arrecadações face à interdição dos dois maiores estádios da cidade, mas a tão decantada “reorganização financeira” preconizada por Siemsen, Caetano e Cia poderia passar por outras opções, como por exemplo, a tentativa de rescisão do esdrúxulo contrato com a Traffic, assinado na última semana da gestão Horcades, ou até mesmo o adiamento do projeto da equipe de basquete, que para deixar de ser presa fácil para o maior rival demandará investimentos maciços.
O fato, porém, está consumado e a questão que surge nas mentes tricolores é o de será feito com os R$ 17,5 milhões que cabem ao clube.

Caetano já sinalizou que a indenização ao São Paulo pelo passe de Jean poderá sair daí, mas e o resto?
Será totalmente utilizado para saldar compromissos que talvez nem devessem ter sido assumidos?

É claro que situações extremas terão que ser contornadas, mas por que não aproveitar pelo menos a metade do montante para reforçar a equipe que visa o penta ou para iniciar as obras do CT, carro chefe da campanha de Siemsen?
Abel, protetor contumaz do elenco que dispõe, declarou que Marcos Junior será o substituto de Nem, coisa que qualquer cidadão medianamente conhecedor de futebol sabe não ser verdade.

Marcos Junior ainda é uma promessa e para chegar ao estágio de Nem ainda vai precisar de muito chão, isso se conseguir emendar uma sequencia de jogos sem se contundir.
A alternativa poderia ser Maicon Bolt, que ano passado quase veio para o Vasco. Esse sim substituiria Wellington Nem com sobras.

Outra opção seria tentar antecipar a volta do Conca, porque desde que Deco praticamente se despediu o meio de campo da equipe ficou acéfalo.
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Fluminense 3 x 0 Criciúma. Dentro do script.

(foto: LancePress / Paulo Sergio)

Dessa vez os gols saíram com facilidade.
Digão fez a festa ante a fraca zaga catarinense. Valeu a dedicação e o oportunismo.
Elogiado pela crônica e pelo próprio treinador, declarou estar recuperado da falha que custou a eliminação na Libertadores.
Ótimo que esteja, porque eu não estou e penso que a maior parte da torcida também não.
Digão é um desses zagueiros folclóricos: fora da área até que se sai bem. O problema é quando está dentro dela. Bom seria se fosse adaptado para outra posição: primeiro volante, quem sabe?
O Fluminense foi melhor praticamente durante todo o tempo. Três gols, uma bola no travessão em complemento a uma jogada perfeita, além de algumas boas defesas do goleiro adversário.
Gostei das barrações de Bruno, Leandro Euzébio e Wellington Nem, que desde há muito vinham apresentando futebol fraco e se comportavam como se fossem os donos absolutos das posições.
Teria sido melhor se Nem tivesse permanecido no banco até o fim.
Entrou a quinze minutos do fim, sofreu o pênalti e como “rei da cocada” arvorou-se em dono da bola e decidiu que iria cobrar.
Bateu bem, mas deixou a impressão que dentro do campo o treinador não apita muito, pelo menos sob o meu ponto de vista.
Ao sair de campo deu uma declaração inusitada, afirmando que a sua barracão teria outras causas que o mau futebol apresentado e que depois todos saberiam.
Mais tarde veio a notícia de que estaria sendo cobiçado pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, que já teria oferecido € 8.000 (R$ 22,4 milhões) pelo seu passe.
Inteligente como é, resiste à insistência da diretoria em vendê-lo para um mercado pouco atrativo.
Custo a crer que tenha sido esse o motivo de ele ter sido barrado porque a causa real já era por demais conhecida: o futebol ruim apresentado durante todos os cinco meses do ano.
Cabe acrescentar em defesa de Nem que para que seu futebol apareça há necessidade de alguém com capacidade de fazer lançamentos precisos, de modo que possa utilizar sua velocidade e suplantar os adversários na corrida.
Desde a perda do Deco, esses lançamentos desapareceram e sem eles também o brilho de Nem.
Ontem, bastaram três minutos para que Felipe o colocasse na posição ideal e o resultado foi o sucesso na jogada.
Enquanto Abel insistir com atacantes nas funções de armadores, dificilmente o Fluminense conseguirá vencer as equipes mais fortes ou melhores armadas na defesa.
Pouca coisa mais a ser registrada face à fragilidade do adversário, a não ser o fato do ótimo início com seis pontos em dois jogos, o que é um indício consistente de que o Fluzão entra firme na campanha do penta.
Rumores também sobre uma proposta do Galatasaray, da Turquia, pelo Carlinhos por € 5,5 mi (R$ 15,2 mi).
Ávida por dinheiro como está é bem provável que a diretoria se desfaça não só do lateral, como também do Wellington Nem, cuja venda renderia aos cofres do clube R$ 15,6 milhões, já que o Flu detém apenas 70% dos direitos econômicos.
Só espero que, se concretizadas as negociações, o total de R$ 30,8 milhões não fujam pelos dedos.
Vai aí uma sugestão para Siemsen e Barros: usar boa parte desse dinheiro para reforçar ainda mais o elenco, mediante duas trocas: a primeira Wellington Nem por Maicon Bolt, já que o Lokomotiv, clube de Maicon, também demonstrou interesse por Nem e a outra rescisão do contrato de Deco e recontratação do Conca.
O que vocês acham da ideia?

E DÁ-LHE FLUZÃO, RUMO AO PENTA!

DETALHES:

Fluminense 3 x 0 Criciúma

Local:  Macaé (RJ); Data: 2/6/2013
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP)
Gols: Digão, aos 24' e  33' do primeiro tempo e Wellington Nem, aos 35' do segundo.

Fluminense: Ricardo Berna; Wellington Silva, Digão, Gum, Carlinhos; Edinho, Diguinho e Wagner (Felipe, 32'/2ºT); Rhayner (Thiago Neves, 24'/2ºT), Rafael Sobis e Samuel (Wellington Nem, 30'/2ºT) - Técnico:  Abel Braga.


Criciúma: Bruno, Pacheco, Matheus Ferraz, Eweton Páscoa e Marlon (Gilson, 29'/2ºT); Tiago Dutra (Tartá, 31'/1ºT), Elton, Serginho, João Vitor (Daniel Carvalho, 17'/2ºT); Lins e Marcel  -Técnico: Vadão.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A meta agora é o Penta!

(foto: Terra.com.br / Paulo Sergio)

A Libertadores passou, não adianta mais chorar o leite derramado.

Os tricolores de bom senso esperam que dirigentes, patrocinador e comissão técnica tenham aprendido que as conquistas obtidas não garantem a repetição do êxito.

Agora concentração total direcionada ao Campeonato Brasileiro, mais difícil esse ano.

Isso porque os principais concorrentes, ao contrário do Flu, não dormiram nos louros dos bons desempenhos de 2012 e trataram de reforçar suas equipes.

Tite recomendou a contratação de um zagueiro, um meia e um atacante mesmo com o título de campeão mundial.  Não se preocupou se iria melindrar algum de seus campeões.

Cuca solicitou a volta do Tardelli e ainda trouxe o Luan para suprir as ausências de Bernard, o Cruzeiro trouxe Diego Souza e Dedé e o Grêmio Vargas e Barcos.

Internacional, São Paulo e Flamengo também correm atrás de reforços, mas o Fluminense não.

Abel sente-se satisfeito com a equipe campeã, mesmo sabendo que o elenco está desequilibrado e possui muita gente de qualidade questionável.

Bastou que perdêssemos o Deco, hoje muito mais um jogador virtual do que realidade, para as deficiências ficarem evidentes.

A criatividade sumiu e sem os lançamentos  em profundidade o futebol de Wellington Nem desapareceu.

A zaga mostrou toda a sua fraqueza antes camuflada pelos virtuoses do ataque e os laterais caíram de produção.

Assim, o nosso Tricolor continua devendo, não tendo feito apresentação alguma que fosse digna de elogios nesses primeiros cinco meses do ano.

Dos clássicos estaduais empatou um e perdeu três, com direito a passeio da urubuzada e na Libertadores, além da sova que levou do Grêmio em pleno Engenhão, não conseguiu ameaçar equipes nitidamente mais fracas.

A responsabilidade do título recairá nas costas de Fred, Jean, Sobis e na esperança que Cavalieri volte a ser aquela muralha e que Wellington Nem e Thiago Neves recuperem as condições anteriores.

E quem sabe Celso Barros não resolva trazer um zagueiro de classe e um meio campista efetivo, condição indispensável para a conquista do penta.

Nesse ambiente de caos, a reabertura do Maracanã pode ser um fator positivo e nós, torcedores tricolores, teremos que nos esforçar em dobro para empurrar o Fluzão rumo ao penta.


E DÁ-LHE FLUZÃO, PENTACAMPEÃO!   

A receita do penta é conhecida, basta saber se a diretoria atentou para o fato.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Olimpia 2 x 1 Fluminense. Eliminação amarga!


Amarga, mas previsível, embora a paixão e a esperança pelo Tricolor não permitissem que os torcedores enxergassem que a possibilidade de desclassificação era maior do que poderiam supor.
O jogo foi uma comédia de erros.
A começar pela ausência de Felipe do banco de reservas. Além da equipe entrar em campo sem meia armador algum, Abel abriu mão do único jogador que poderia cadenciar o jogo em caso de necessidade.
Essa postura do treinador já extrapolou os limites do aceitável.
Depois vem o Rhayner, que poderia sair consagrado pelo gol da classificação não fosse a falta desnecessária e infantil que originou o empate.
Lógico que ele não poderia prever a falha grotesca de Cavalieri na cobrança, fato que não o redime da jogada.
Revendo o lance sem a emoção da partida é que me pergunto por que o Abel ainda não conseguiu corrigir esse erro de fundamento recorrente nesse bom jogador?
São faltas perigosas nas laterais do campo jogo após jogo, verdadeiros sufocos para a nossa defesa. Será que o treinador já percebeu a deficiência?
Cavalieri também não foi a costumeira muralha e isso sempre ocorre após as semanas em que só fica “treinando”. Poupar goleiro é coisa típica do Abel e prática dispensada pelos técnicos de ponta do país.
Aí vem a lambança do Digão: um pênalti infantil, que poderia ser facilmente evitado. Bastaria cercar o atacante que a jogada morreria por si.
Do que decorre outro questionamento às táticas do Abel. Se o empate ainda servia, por que cargas d’água o time deixou desprotegida uma zaga com poucos recursos?
Com a vantagem a seu lado, os paraguaios voltaram ao estilo retrancado do jogo de ida e então a deficiência tricolor mostrou-se ainda mais nítida.
Sem dispor de homem de criação, que soubesse executar lançamentos de longa distância, as ações ofensivas resumiram-se em chuveirinhos inócuos facilmente afastados pela defesa contrária.
Nenhuma defesa de vulto de Martín Silva e as poucas oportunidades que Carlinhos teve foram desperdiçadas com chutões para o alto, em vez de passes para companheiros em melhores posições.
O passar do tempo sem que nada acontecesse fez com que Abel resolvesse alterar a equipe, o que acabou resultando numa série de desacertos.
Colocou Thiago Neves e sacou Bruno, sempre ele, deixando em campo um apático Wellington Nem, que nada de útil fez nos mais de cento e oitenta minutos dos dois jogos.
Quando Jean sentiu uma contusão, preferiu Samuel em detrimento de Sobis, artilheiro da equipe na temporada e único atacante com poder de chute de fora da área.
Só oito minutos depois é que se conscientizou da nulidade de Nem e o substituiu por Sobis. Nessa hora, porém, já estavam consumados o “cai-cai”, a cera desmedida, o sumiço das bolas e as faltas desclassificantes, contemporizadas pelo árbitro.
E assim, fomos novamente alijados de uma semifinal.
As palavras de Abel na coletiva de que não faltou luta e que o adversário foi sufocado parece choro de perdedor.
Dizer que está orgulhoso do grupo que teve dignidade também não leva a nada.
Seria dignidade empenhar-se durante a partida? Isso não é mais do que obrigação para um grupo de atletas regiamente remunerados, alguns dos quais com salários superiores aos que deveriam ser pagos por suas qualidades técnicas.  
Menos Abel, menos. Por que você não cuida de fazer o time jogar como no tempo do Cuca?
Não desejo transformar a postagem do dia em uma caça às bruxas.
Mais culpado do que Abel e os atletas são os responsáveis pela montagem do elenco, que não conseguem ver que há carência de zagueiros de qualidade e criatividade no meio de campo.
Celso Barros já questionou, por exemplo, os custos benefício das contratações de Deco e Thiago Neves pelo alto número de lesões.
Deco pior ainda porque, além das lesões, demonstrou irresponsabilidade ao tomar medicamentos manipulados em que contaminações podem ocorrer com frequência.
Talvez se Barros agisse com mais eficiência poderia direcionar esses investimentos para um meia armador, um atacante e pelo menos um zagueiro de categoria.
Agora só nos resta torcer pelo pentacampeonato, que será difícil face aos reforços contratados pelos principais adversários.

Ainda assim, DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Olimpia 2 x 1 Fluminense

Local: Defensores del Chaco, Assunção (PAR); Data: 29/5/2013
Árbitro: Daniel Fedorczuk (Fifa-URU)
Auxiliares: Miguel Nievas (Fifa-URU) e Carlos Pastorino (Fifa-URU)
Gols: Rhayner, aos 9' e Salgueiro, aos 34' e 40' do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Digão e Jean

Olimpia: Martín Silva; Miranda, Manzur e Candia; A. Silva, Caballero (Ferreyra, 20'/1ºT) (Báez, 43'/2ºT), Ortíz, Pérez e Salinas; Bareiro e Salgueiro (Paredes, 36'/2°T) - Técnico: Ever Almeida.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Thiago Neves, 17'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean (Samuel, 23'/2ºT) e Wagner; Rhayner, Wellington Nem (Rafael Sobis, 31'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga.



segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fluminense 2 x 1 Atlético-PR. Valeu como ensaio!



Gols de Sobis e Samuel garantiram os três pontos.
 (foto: Terra.com.br / Ricardo Ayres / Photocamera) 

Abel acertou em optar por resguardar a equipe principal para o jogo da Libertadores. Errou, porém, ao retornar com o esquema de três zagueiros e dois volantes.

O curioso é que essa retranca adorada pelo Abel não consegue permanecer sem tomar gols por falhas bisonhas de marcação.

E dessa vez aconteceu de novo, u defesa recheada de zagueiros e volantes deixou o zagueiro adversário livre para fazer o gol de empate.

Em suma o Atlético sufocou a maior parte do tempo, chegando a mandar duas bolas nas traves tricolores.

O Atlético sufocou a maior parte do tempo, chegando a mandar duas bolas na trave e a rigor oportunidade de gol para o Flu apenas a que resultou no pênalti convertido por Sobis.

O acaso ajudou e a contusão de Anderson, (mais uma), possibilitou que o sistema dantesco fosse abandonado.

O segundo tempo foi melhor. A entrada de Eduardo, mesmo ainda verde, deu mais equilíbrio à equipe e com isso o desempenho de Sobis melhorou.

Mas Abel, como de costume, não deixou de recuar novamente e sacou Sobis para a entrada de mais um volante e assim o sufoco foi terrível até o apito final, como comprova o número de arremates: dezenove do Atlético contra apenas oito do Fluminense.

Ainda bem que a boa atuação de Berna garantiu a vitória.

Nas quatro próximas rodadas ainda não podermos contar com Cavalieri, Jean e Fred e não consigo entender como a diretoria não moveu uma palha sequer para tentar o adiamento dos jogos.

Rodrigo Caetano ainda proferiu a pérola de que o regulamento do campeonato não prevê a situação, quando é sabido que qualquer clube que tenha três ou mais jogadores convocados para a Seleção Brasileira tem o direito de pleitear o adiamento de seus jogos.

Bola fora Rodrigo!

O foco agora passa ser o Olimpia e se não cairmos na esparrela de jogar recuados, a classificação é bem plausível.

E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 2 x 1 Atlético-PR
Local: Moacyrzão, Macaé (RJ); Data: 26/05/2013
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Marcelo Carvalho (SP)
Gols: Rafael Sobis, aos 15' e Manoel, aos 27' do primeiro tempo e Samuel, aos 8' do segundo
Cartões amarelos: Diguinho e Ricardo Berna

Fluminense: Ricardo Berna, Elivélton, Gum e Anderson (Eduardo, intervalo); Wellington Silva, Fábio, Diguinho, Felipe (Rhayner) e Monzón; Rafael Sobis (Willian) e Samuel - Técnico: Abel Braga

Atlético-PR: Weverton, Léo, Manoel, Cleberson e Pedro Botelho; Deivid, João Paulo, Felipe (Paulo Baier) e Everton; Marcelo e Éderson (Ciro) -  Técnico: Ricardo Drubscky


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fluminense 0 x 0 Olimpia. Empate amargo, mas ainda dá!

A grande chance que um atacante não perderia.
 (foto: Globoesporte.com / Nelson Perez / Fluminense F. C.)


Repetiu-se o de sempre. Contra retrancas bem montadas o Fluminense não consegue vencer.

De nada adiantaram os 72% de posse se o time não conseguiu proporcionar a Fred uma única condição de arremate.

O esquema do Olimpia foi armado para jogar por uma bola vadia e ela veio através de mais uma falha grotesca de Edinho, desperdiçada pelo atacante paraguaio que errou o cruzamento.

Sem dispor de um meio campista de ofício e baseando seus esquemas em tentativas de adaptações de atacantes para executar a função, temo que esse enredo se arraste até o fim do próximo campeonato brasileiro.

No ano passado, tínhamos o Deco, quando conseguia jogar. Esse ano, porém, o meia pode ser considerado carta fora do baralho porque tem estado contundido ainda que sem jogar.

Mesmo ignorando a palhaçada da tentativa de suspensão por “doping”, estou cético quanto ao seu retorno ao nível anterior.

Felipe poderia ser condicionado para executar a função, mas Abel não demonstrou até agora a mínima intenção de torná-la realidade, preferindo privilegiar os antigos, ainda que não venham jogando bem.  

A favor do treinador conta a irregularidade dos laterais, bestiais em alguns jogos e verdadeiras bestas em outros, como dizia Otto Glória, se não me falha a memória.

Mesmo assim, a vitória poderia ter vindo em três lances claros de gol.

O primeiro logo aos quatro minutos com Leandro Euzébio, cuja demora em concluir permitiu a intervenção do bom goleiro paraguaio.

A jogada ensaiada no escanteio até que foi bem tramada; pecou pelo fato de ser concluída por um zagueiro.

Os demais ficaram por conta de Rhayner, que errou o chute após passar pelo goleiro e do individualismo exacerbado de Wellington Nem que desperdiçou o ótimo lançamento de Felipe, chutando sem ângulo em vez de passar para companheiros em melhores condições.

O provável retorno de Thiago Neves na partida de volta poderá melhorar a consistência do meio de campo.

Só espero que Abel não saque o Rhayner para a sua entrada porque no momento atual quem está merecendo ficar no banco é Wellington Nem, pelo menos por meio tempo.

A decisão nos Defensores Del Chaco será outra pedreira, mas ainda acredito no Fluminense, mesmo sabendo que lá a postura do adversário será totalmente diferente.

Se a defesa não falhar, Abel não fizer bobagens e Wellington Nem deixar a individualidade excessiva de lado, a vaga estará garantida.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 0 x 0 Olimpia (PAR)

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ); Data: 22/05/2013
Árbitro: Roberto Silvera (Fifa-URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Carlos Changala (URU)
Cartões amarelos: Bruno, Jean e Edinho

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Rafael Sobis, 27'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho (Samuel, 40'/2ºT), Jean e Wagner (Felipe, 31'/2ºT); Wellington Nem, Rhayner e Fred - Técnico: Abel Braga.

Olimpia: Silva; Manzur, Miranda e Candia; Gimenez (Pérez, 20'/2ºT), Aranda, Ortíz, Báez (Ariosa, 10'/2ºT) e Salinas; Salgueiro (Castorino, intervalo) e Bareiro - Técnico: Ever Almeida.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fluminense 2 x 0 Emelec. Com Fred em campo, deu a lógica!


Bastou uma única chance para Fred marcar. (foto: Terra.com.br / EFE)
Mas foi nada fácil porque apostando na vantagem, o Emelec entrou em campo disposto a praticar o anti-futebol, todo retrancado, retardando ao máximo as cobranças de tiros de meta e de laterais e parando as jogadas com inúmeras faltas.

Algumas delas com uso de violência desnecessária, o que acabou causa de expulsão de dois de seus jogadores no segundo tempo do jogo.

Agarra-agarra foi a tônica.
(foto: Terra.com.br / AFP)

O Flu não conseguia fazer valer a maior posse de bola e quase não ameaçava a meta de Dreer e mercê de duas tentativas erradas de inversão de jogo de Thiago Neves permitiu dois contra ataques dos equatorianos que não se concretizaram em gols devido a uma boa defesa de Cavalieri e um chute fraco de Valencia.

O bom é que Fred estava em campo e na primeira chance que teve tirou o zero do placar. E aí fica a pergunta: e quando Fred não puder jogar?

Perdendo a vantagem, o Emelec mudou a postura e tentou pressionar.

O segundo tempo foi quase todo de uma angústia só.

As tradicionais tentativas de saídas por chutões eram sempre recuperadas pelos adversários, que estiveram muito perto do empate.

Para aumentar a dose de tensão, Jean também errou uma saída de bola permitindo mais um contra ataque perigoso.

A essa altura, o preparo físico já era precaríssimo, o que facilitava as ações do Emelec.

Carlinhos teve destacada atuação
(foto: Terra.com.br / Mauro Pimentel)

Abel tentou dar mais consistência ao meio de campo com a entrada de Rhayner, mas o panorama quase não se alterou e o segundo gol só saiu quando tínhamos a vantagem de dois homens.

E mesmo com a superioridade numérica e dois gols de vantagem o sufoco continuou até o apito final, face à pressão adversária na busca de um gol que levaria a decisão para os pênaltis.

Enfim, a vitória suada e a classificação.


O mais estranho é que todos se doaram ao máximo e de um modo geral tiveram boas atuações individuais, exceção aos erros de passes de Thiago Neves, que nitidamente ainda não recuperou a sua forma antiga e o baixo rendimento de Wellington Nem, muito aquém daquele atacante esfuziante do ano passado.

O problema, entretanto, vai além das atuações dos atletas, falta padrão de jogo e saídas de bola com mais qualidade.

Hoje Abel tenta tapar o sol com a peneira tentando montá-lo com Wagner e Thiago Neves ou Rhayner, ou seja, todos terceiros atacantes.

As apresentações da equipe sinalizam não ser esse o caminho e a necessidade da contratação de um meia armador, que cadencie e dê ritmo ao jogo torna-se cada vez mais latente, ainda mais agora com a perda quase que definitiva do Deco.

Celso Barros já declarou que irá contratar no caso do Deco encerrar a carreira, mas para a grande maioria da torcida ele já a encerrou desde o ano passado.

Aguardemos as quartas. Torço para que o adversário seja o Tigre, pela chance de decidir em casa, quem sabe no Maracanã?


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 2 x 0 Emelec

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ); Data: 08/05/2013
Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER)
Auxiliares: Jonny Bossio (PER) e César Escano (PER)
Gols: Fred, aos 28' do primeiro tempo e Carlinhos, aos 39' do segundo
Cartão amarelo: Thiago Neves

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno (Diguinho, 25'/2°T), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Thiago Neves (Rhayner, 21'/2°T); Wellington Nem e Fred (Samuel, 37'/2°T). Técnico: Abel Braga.

Emelec: Dreer; Narváez, Achilier, Nasuti e Bagüi; Quiñonez, Wila (Zeballos, 25'/2°T), Valencia (Caicedo, 16'/2°T), Jimenez e Mondaini; De Jesus (Gaibor, 40'/2ºT). Técnico: Gustavo Quinteros.

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Por onde será que anda o Marcos Junior?

Primeiro os dirigentes ensaiaram a sua venda __ provavelmente a preços ridículos, como sempre__ depois veio a contusão num treino e aí ele sumiu, nenhuma notícia.

O que poderia ser um estímulo para que Wellington Nem tratasse de se recuperar o mais breve possível virou uma sombra do passado.

Não sei se alguma fatia de Marcos Junior pertence à Traffic, pois geralmente essas aberrações não são difundidas.

Torço para que não, porque se for o caso, poderemos ter em breve mais uma afronta aos interesses do clube.

Aliás, esse mutismo em relação à “parceira gananciosa” sempre me deixou com a “pulga atrás da orelha”.

Abra os olhos, Peter.