quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Planejamento para 2013 começa de forma duvidosa.

(foto: Globoesporte.com / Dhavid Normando / Photocamera)


Com a iminente conquista do tetracampeonato os dirigentes tricolores começam a planejar a reformulação do elenco para o próximo ano.

E as notícias veiculadas já começam a causar inquietação aos torcedores, calejados por negociações desastrosas praticadas pelas administrações anteriores durante anos a fio.

A venda de Wallace, possíveis negociações com Ronaldinho Gaúcho e Carlinhos Paraíba e a aparente indiferença com o retorno de Conca fazem parte do primeiro ensaio.

A negociação de Wallace, revelação de apenas dezoito anos, já havia sido equacionada quando das tratativas para a liberação de Deco, ocasião em que o Chelsea passou a ser detentor de 40% de seus direitos econômicos.

A imprensa divulgou que restantes 60% foram repassados ao clube inglês por 5,5 milhões de euros, pouco mais que R$ 14 milhões a serem pagos em parcelas.

Os dirigentes tricolores ainda negam que a negociação esteja fechada, mas o próprio Abel já confirmou a saída do lateral, que deverá ficar por empréstimo até meados do próximo ano.

A saída de Wallace confirma a tendência tricolor de se desfazer de suas revelações precocemente e com tal atitude deixar de auferir lucros consideráveis com os atletas mais amadurecidos.

Que ao menos esses 14 milhões sejam reinvestidos na recomposição do plantel.

Outro balão de ensaio divulgado foi o interesse na contratação de Carlinhos Paraíba, ao que tudo indica mais um brasileiro que não se deu bem no exterior. O articulista que assinou a notícia sinalizou que a chegada de Paraíba seria para compensar a possível saída de Diguinho, cujo contrato termina no final do ano.

Se realmente o pensamento for esse, palmas para a negociação porque afinal seria uma possibilidade palpável para o rompimento do cordão umbilical que liga Abel a Diguinho.

Falam-se também do interesse de Celso Barros por Ronaldinho, o que provavelmente seria mais uma bola fora porque apesar do Gaúcho ter renascido como atleta em Belo Horizonte trazê-lo de volta ao Rio de Janeiro pode ser uma operação arriscada.

É compreensível a preocupação do patrocinador em reforçar o meio de campo tricolor, hoje carente de um jogador que seja o cérebro da equipe.

Temos o Deco, muitos dirão o que é uma verdade inegável. Mas a pergunta que se segue é a seguinte: “Temos o Deco realmente?”.

O Fluminense dispõe de um craque fora de série, mas em muito poucas ocasiões. Deco é aquele tipo de craque que não pode ser escalado seguidamente. Deve ser preservado para os jogos contra os adversários mais fortes.

A estatística não mente. No atual campeonato, até agora ele participou apenas de 15 (quinze) rodadas e estará fora na próxima, ou seja, em 57% das vezes em que o time esteve em campo, nosso maestro não pode atuar devido às contusões.

Na Copa Libertadores, quando o Fluminense mais precisou , não possível contar com ele e a consequência foi a eliminação para uma das mais fracas equipes do Boca Juniors de todos os tempos.

Enquanto isso o advogado de Conca, Bichara Neto, esteve na China e depois de muita conversa e ponderações com o atleta, chegaram à conclusão de que o ciclo terminou e que é chegada a hora de voltar ao Brasil.

A negociação será longa e difícil, uma rescisão litigiosa será dispendiosa, razão pela qual o advogado tenta uma solução amigável, porque embora desejem a permanência do Conca, os chineses estão abertos a propostas.

O estranho é o marasmo tricolor em relação à possibilidade de ter novamente o grande artífice do título de 2010.

Quem sabe um pouquinho de vontade, parte da quantia recebida pelo Wallace e uma ajudazinha da Unimed não resolveria o problema?

Uma coisa é certa: para ganhar a Libertadores precisaremos de um meia armador que esteja presente em todos os jogos.

Que Deus ilumine Peter Siemsen, Rodrigo Caetano e Celso Barros para que não voltem a fazer contratações caras e que não deem retorno ao clube.

E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO BRASILEIRO!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

São Paulo 1 x 1 Fluminense. É CAMPEÃO!


Fred e Samuel comemoram o gol de empate. (foto: Netflu.com.br) 

Se ainda existia dúvida, agora não existe mais.

A vitória do São Paulo, no Morumbi, era considerada como favas contadas para aqueles que ainda teimavam em considerar o título em aberto.

Realmente, esse seria o divisor de águas, o jogo que poderia dar mais algum alento aos adeptos do Atlético Mineiro e torcedores de outros clubes simpatizantes do Galo.

A confirmação das ausências de Deco e Wagner trouxe apreensão, um certo medo até, de que o Abel resolvesse escalar as tais formações cautelosas como aquela que usou contra o Grêmio no primeiro turno e que sempre afundam o time.

Embora os treinos realizados durante a semana assinalassem para o aproveitamento de Sobis com o recuo de Thiago Neves, a dúvida ainda persistia nas mentes tricolores. Sabe como é: gato escaldado...

A tranquilidade só veio com a divulgação da escalação oficial.

Era chegada a hora do Fluminense mostrar sua condição de líder, de campeão, enfim de tetracampeão, contra um adversário forte que jogaria em seus domínios com mais de cinquenta mil almas a lhe incentivar.

Nem mesmo a ausência de Deco tirava a confiança dos tricolores. Os de cá, é lógico, os verdadeiros.

Mas do outro lado estava um adversário de valor e apesar do equilíbrio na primeira parte do jogo, o Fluminense conseguiu ser mais incisivo e só não abriu a contagem devido aos erros no último passe.

Só Carlinhos perdeu duas chances: a primeira cruzando nos pés de Tolói e a outra quando preferiu chutar para a defesa de Rogério Ceni. Nos dois casos haviam  quatro tricolores completamente livres dentro da área.

O panorama da segunda etapa mudou logo aos quatro minutos, quando Gum se enrolou com a bola e permitiu que Luis Fabiano abrisse o marcador.

Foi uma falha incompreensível, digna de um “cabeça de bagre”, coisa que decididamente nosso melhor zagueiro não é.

Porém, ao contrário de se abater, Gum desculpou-se com os companheiros e pediu calma a todos. Seu gesto foi o sinal para que o Fluminense mostrasse sua garra e tomasse conta do jogo. A partir daí, o São Paulo praticamente não mais assustou.

As jogadas de ataque se sucederam e o empate chegou logo, pelos pés de Fred ao receber de Samuel, que havia roubado a bola de Tolói, também senhor de uma falha gritante.

O empate abalou o São Paulo e o Fluminense continuou melhor e dava a nítida impressão de que o segundo gol seria questão de tempo.

Até que Abel repetiu a sua velha fórmula e cometeu o seu erro recorrente: substituiu Wellington Nem, o melhor em campo, pelo Diguinho.

Se a troca de um atacante por um volante não costuma dar certo, o que dizer quando esse volante é o Diguinho e, pior ainda, longe de sua forma ideal?

Todos os tricolores ficaram atônitos, os presentes no estádio e também aqueles que estavam diante de seus televisores.

A reação de Wellington Nem foi sintomática. Perguntava ao Fred: “vai recuar o time”? “Fala com ele para esperar um pouco”.

De nada adiantou e só restou ao bravo Nem deixar o campo balançando a cabeça.
Diguinho dessa vez não fez falta na entrada da área e nem pênalti, mas o ataque perdeu o poder de fogo e o empate se consumou.

Ao deixar o campo, Fred demonstrou sua insatisfação e falou aos repórteres: “__ Jogamos contra um time forte como o São Paulo, mas temos a consciência de que poderíamos fazer uns dois ou três gols se agredíssemos um pouco mais”.

O resultado acabou sendo bom porque mais tarde o Atlético-MG confirmou não saber jogar fora do Independência e perdeu para o Coritiba, o que permitiu ao Fluminense voltar a abrir nove pontos de vantagem.

Para ao ser campeão agora o Tricolor precisa perder três dos quatro jogos restantes e o Atlético ganhar todos, fato impensável para quem tem acompanhado o Brasileirão com atenção e isenção, à exceção, é claro, do “rei do chororô”, que declarou que o campeonato ainda está em aberto.   

E é por isso que não tenho receio de afirmar: FLUZÃO TETRACAMPEÃO!

DETALHES:

São Paulo 1 x 1 Fluminense

Local: Estádio do Morumbi, SP. Data: 04/11/2012

Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa/PR)

Assistentes: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Guilherme Dias Camilo (Asp.Fifa/MG)

Gols: Luis Fabiano, aos 4' e Fred, aos 22 do segundo tempo.

Cartão amarelo: Gum

São Paulo: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Tolói, Rholdofo e Cortez; Denilson, Wellington, Lucas, Jadson (William José, 44'/2ºT) e Osvaldo (Ademilson, 35'/2ºT); Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Thiago Neves (Higor, 39'/2ºT); Wellington Nem (Diguinho, 36'/2ºT), Rafael Sobis (Samuel, 5'/2ºT) e Fred. Técnico: Abel Braga.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Por que o Fluminense incomoda tanto?




Primeiro falaram das arbitragens.

Independentemente do veículo em que trabalham os “imparciais” comentaristas utilizaram-se de todos os meios disponíveis para apontar os erros que ajudaram o Tricolor a alcançar a liderança absoluta do campeonato. Alguns realmente aconteceram, do mesmo modo que também ocorreram falhas nos jogos dos demais concorrentes.

A diferença abissal é que no caso do Fluminense os vídeos foram repetidos à exaustão e o assunto rolou durante semanas inteiras.

Utilizou-se de pareceres de ex-árbitros, como se infalíveis fossem. O próprio Leonardo Gaciba, consultado por diversas vezes, é aquele mesmo que anulou o gol de Rodriguinho contra o Corinthians por alegação de impedimento, quando o avante tricolor estava a uma distância de dois metros e quarenta centímetros atrás do último defensor, conforme demonstrou o “tira-teima”. Quem quiser conferir é só verificar a postagem do dia 23 de maio de 2010, ou procurar o lance no youtube.

Os erros contra são logo esquecidos e citados apenas ocasionalmente. Só para exemplificar, nenhuma ênfase foi dada ao gol de Wellington Paulista com a ajuda da mão, ao gol de Samuel contra o Santos, anulado por impedimento mal assinalado e muito menos sobre o gol de Fred contra o endeusado Galo no Engenhão, erros esses que se não tivessem sido cometidos aumentariam a distância para o segundo colocado em sete pontos.

Sempre com o cuidado de deixar claro que não acreditam em esquemas ou teorias de conspiração, os constantes questionamentos dirigidos quase sempre ao mesmo clube serviram apenas para incitar as torcidas.

O exemplo mais impressionante foi o comportamento dos adeptos do Atlético Mineiro, cujas imagens deixavam transparecer um ódio incompreensível e que nunca havia ocorrido antes. Parecia até que alguns deles soltavam fogo pelas ventas.

A proliferação dos erros nos jogos dos outros clubes esvaziou um pouco o assunto e, então, o foco passou a ser direcionado para a contestação do futebol apresentado.

Embora sempre enfatizando a maior qualidade do elenco tricolor, procuram sempre usar de artifícios para diminuir a campanha histórica do Fluminense.

Não basta ter o melhor aproveitamento da época dos pontos corridos, o melhor saldo, o ataque mais positivo, a defesa menos vazada e o artilheiro do campeonato, porque para eles o time nunca joga bem e vence a maioria das vezes por pura sorte.

Fazem chacotas com as sete vitórias por 1 a 0 ignorando o fato de que o Atlético, para eles “o time da moda”, também venceu pelo placar de 1 x 0 as mesmas sete vezes.

O clímax foi alcançado por Guilherme Abrahão e Luiz Gustavo Moreira, talvez rubro-negros ou corintianos enrustidos, sei lá, no artigo publicado no Lancenet e logo acolhido pelos doutos “senhores da verdade” da ESPN.

O artigo traça um paralelo com a equipe campeã de 1951, que sob o comando de Zezé Moreira, ganhou várias partidas pelo escore mínimo e passou a ser apelidada de “Timinho”.

Sob o aspecto histórico, o artigo até que tem o seu valor. O problema é a distorção dos dados, como demonstra o trecho reproduzido a seguir, que sinaliza claramente a tendência de contestar a eficiência do líder:

“62% DE VITÓRIAS MAGRAS”
“Neste Campeonato Brasileiro, o Fluminense soma a incrível marca de 21 vitórias em 33 rodadas. Contudo, 62% dessas vitórias foram por apenas um gol diferença. São 13 triunfos conquistados pela diferença mínima. Nos clássicos, por exemplo, o Fluminense soma quatro vitórias, todas desta forma: 1 a 0, duas vezes, sobre o Flamengo; 1 a 0 sobre o Botafogo; e 2 a 1 sobre o Vasco.
Para completar, das últimas seis vezes que o Fluminense deixou o campo com os três pontos na bagagem, cinco vitórias ocorreram pela diferença mínima.”.

Muitos devem estar se perguntando por que considero o artigo tendencioso. Simplesmente pelo fato de que neste campeonato as vitórias por diferenças mínimas  não são exclusividade do Fluminense.

Basta compará-los com os do Atlético Mineiro para verificar facilmente a manipulação estatística.

Se por um lado o Fluminense obteve 61,9% das vitórias por um gol, o Atlético obteve 61,1% de suas vitórias também por diferença mínima, ou seja, desempenho semelhante, estrategicamente esquecido pelos articulistas.

A tabela a seguir compara os desempenhos dos dois clubes.

                                                       Fluminense             Atlético-MG
Vitórias por 1 x 0                                  7                                 7
Vitórias por diferença de 1 gol            6                                 4
% sobre vitórias:                         (13/21) = 61,9%         (11/18) = 61,1%


E é por isso que a pergunta continua: Por que o Fluminense incomoda tanto?


E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fluminense 2 x 1 Coritiba. Falta pouco!



Autor do primeiro gol e do passe para o segundo,
Wellington Nem destruiu a defesa do Coritiba
  
Jogaço, emoção do princípio ao fim. Nenhuma polêmica infundada sobre arbitragem, embora o Luiz Carlos Junior, durante a transmissão, fizesse questão de conferir um impedimento de Wellington Nem não assinalado simplesmente porque a bola correu mais que ele e morreu nos braços do bom goleiro Vanderlei.

Marcar a infração numa condição dessas só serviria para atrasar o jogo.

Posturas inoportunas como a desse jornalista estão entre as causas que acirram as desavenças com as torcidas e só servem para enfurecer os ânimos.

O Fluminense jogou como autêntico campeão. Apoiado por quase trinta e quatro mil tricolores, buscou o gol desde o início e logo no primeiro lance teve uma bola na trave na falta cobrada por Thiago Neves.

O Coritiba também jogava bem, equilibrava a posse de bola, mas não conseguia arrematar contra a meta de Cavalieri, tanto assim que o goleiro só chegou a ser incomodado nos minutos finais da primeira etapa.

Wellington Nem, em noite de gala, aproveitou-se de um erro de passe para arrancar para cima da defesa paranaense e assinalar o primeiro aos quinze minutos.

A registrar o fato de que Nem procura sempre manter-se de pé sem usar o artifício desonesto de muitos atletas, que se jogam ao chão a qualquer simples contato com o objetivo de confundir os árbitros.

No lance, foi agarrado e empurrado por Escudero e ainda assim consegui livrar-se e completar para o gol.

Poderia ter-se consagrado marcando mais dois gols, perdidos de dentro da grande área por excesso de preciosismo. Corrigindo esse pequeno senão tem tudo para evoluir cada vez mais.



Na jogada do segundo gol mostrou serenidade ao procurar o companheiro melhor posicionado e colocou a bola com açúcar na cabeça de Thiago Neves.




Cavalieri confirmou sua ótima fase e apareceu bem quando foi necessário. Não teve culpa nenhuma no gol sofrido.

Bruno teve outra boa atuação. O gol salvo de bicicleta foi uma jogada antológica.

Jean ditou o ritmo do meio de campo. Fecha o setor como poucos e ainda tem habilidade para armar jogadas de ataque.

Já Digão voltou a deixar a torcida com os cabelos em pé, atabalhoado e autor de uma furada impressionante no último lance do jogo, que por sorte, não se transformou no empate.

E o pior que essas falhas grotescas só ocorrem nos finais das partidas, vide o gol de empate do Grêmio.

Preocupante as condições físicas de Deco e Wagner.

Suas frequentes contusões têm privado o Fluminense da criatividade no setor de meio campo e se a Diretoria Tricolor estiver realmente pensando em disputar a próxima Libertadores para ganhar não poderá abster-se de considerar seriamente o retorno do Conca, jogador que nunca é expulso, não leva cartão amarelo e praticamente não  se contunde e que por isso mesmo foi a mola mestra do título de 2010.

Apesar de todos os percalços, o sufoco curitibano não vinha sendo dos maiores até o momento em que o Abel resolveu “reforçar” a defesa colocando mais um volante.

Foi como sinalizasse para o Coritiba: “Podem atacar, porque eu vou me defender”. E a repetição do filme foi inevitável.

Após o jogo, nosso treinador declarou: "Estou ficando muito velho para aguentar essas emoções".

E aí que eu acrescento: “Então para de botar o Diguinho?”



DETALHES:

Fluminense 2 x 1 Coritiba

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 25/10/2012

Árbitro: André Luís Castro (GO)

Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa/MG) e Fabiano Ramires (ES)

Gols: Wellington Nem, aos 15' do primeiro tempo; Thiago Neves, aos 25' e Éverton Ribeiro, aos 36' do segundo.

Cartões amarelos: Deco

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Wagner, 12'/2ºT, depois Diguinho, 26'/2ºT) e Thiago Neves (Rafael Sobis, 39'/2ºT); Wellington Nem e Fred. Técnico: Abel Braga.

Coritiba: Vanderlei, Victor Ferraz (Ruidiaz, 31'/2ºT), Luccas Claro, Escudero e Denis Neves (Pereira, 31'/2ºT); Gil (Anderson Aquino, 42'/2ºT), Willian Farias, Everton Ribeiro, Lincoln e Rafinha; Deivid. Técnico: Marquinhos Santos.


E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!

(fotos: Lancenet.com.br / Paulo Sergio)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Atlético-MG 3 x 2 Fluminense. Festa adiada!

"Os Três Mosqueteiros Tricolores" evitaram a goleada.



É inegável que o Atlético jogou melhor, mas mesmo assim é inconcebível permitir tanta liberdade para Ronaldinho cruzar e Leonardo Silva cabecear livre no minuto final.

Foi mais um erro crasso de posicionamento, que deixou Carlinhos isolado para pular com o zagueiro adversário no lance capital. Pela diferença de estatura, creio que até sem sair do chão o Leonardo levaria vantagem.   

Não consigo entender como o Abel não consegue acertar o posicionamento da defesa em meio a tantos treinamentos.

Não me impressiono com o fato dela ser a menos vazada do campeonato, porque isso só acontece devido à excelente forma de Diego Cavalieri. E graças a Deus que o Mano pensa diferente.

Se em vez de "rachões" às vésperas dos jogos, fossem enfatizados treinamentos táticos de posicionamento, talvez esses erros recorrentes diminuíssem.

De qualquer modo, permanece a certeza de que foi apenas mais uma tarde aziaga e que o título sofrerá apenas um pequeno atraso.

Aliás, desde o momento em que Jean tomou o terceiro amarelo abdiquei de sonhar com a vitória no campo de futebol “soçaite”

Passei a considerar o empate como um resultado palpável, desde que fosse o Valencia o escolhido para jogar.

Com a notícia de sua contusão e a confirmação da presença de Diguinho, coloquei as barbas de molho e quando logo no início do jogo vi que caberia a ele a marcação sobre o Ronaldinho, descartei até o empate.

Empate que poderia ter vindo graças à genialidade de Fred e Wellington Nem, que jogaram praticamente isolados durante quase todo o tempo, pois os volantes além de não saberem sair jogando não davam a cobertura necessária ao Bruno, que acabou sendo seguidamente envolvido pela dupla Bernard e Ronaldinho.

Deco repetiu a mesma atuação apagada demonstrada no jogo com o Grêmio e ainda que seja genial, o cansaço sinaliza para mais dificuldades no próximo ano.

Thiago Neves também continua com atuações apagadas, talvez as passagens pela Seleção estejam atrapalhando.

Quinta-feira próxima, mais um capítulo e dessa vez no Engenhão, lugar onde todo tricolor verdadeiro deve estar.

A vitória manterá a folga na tabela, que ainda deverá aumentar quando os mineiros vierem ao Rio enfrentar Vasco e Botafogo em campos com dimensões maiores.

Calma tricolores foi apenas um adiamento. Breve estaremos gritando: “É CAMPEÃO”!

E o Cuca, com todo o chororô que lhe é característico, será VICE mais uma vez.


E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!


DETALHES:

Atlético-MG 3 x 2 Fluminense

Local: Independência, Belo Horizonte (MG); Data: 21/10/2012

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Kléber Lúcio Gil (SC)

Gols:  Wellington Nem, aos 10', Jô,aos 23' e 36', Fred, aos 40' e Leonardo Silva, aos 47’ do segundo tempo.

Cartões amarelos: Deco, Carlinhos, Diguinho e Fred

Atlético-MG:  Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César; Pierre (Leonardo, 42'/2ºT), Leandro Donizete, Guilherme (Neto Berola, 16'/2ºT), Bernard (Richarlyson, 48'/2ºT) e Ronaldinho; Jô - Técnico: Cuca.

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho (Samuel, 39'/2ºT) e Diguinho; Wellington Nem, Deco (Wagner, 29'/2ºT) e Thiago Neves (Rafael Sóbis, 29'/2ºT); Fred - Técnico: Abel Braga.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Fluminense 2 x 2 Grêmio. Decisão em BH.

Comemoração do gol de Rafael Sobis. 

A série de contestações espúrias, tanto sobre o pseudo favorecimento da arbitragem quanto à qualidade do futebol apresentado pelo Fluminense, emanadas de “cabeças coroadas”  da mídia cretina, deixaram em muitos tricolores uma sensação de frustração por não entender o porque do grau da orquestração tendenciosa sobre uma equipe que vem apresentando o melhor rendimento de todos os tempos do Brasileirão.

A empáfia tem sido de tal monta, que até a afirmação do filho de um deles, também jornalista, de que marcaria o pênalti contra a Ponte não foi levada em consideração, tamanha a gana em contestar a superioridade imensurável do Fluminense.

Até mesmos locutores que se dizem tricolores comungam do mesmo estado da arte, como pode ser comprovado no VT do jogo de ontem, quando a jogada que originou o gol do Elano foi passado exaustivas vezes para confirmar se a falta havia sido realmente cometida fora da área. E notem que nem o fato do lance ser convertido em gol aplacou a gana desses profissionais.

Como consequência os adeptos do Galo, clube com mais erros de arbitragem a favor, julgam-se prejudicados e demonstram uma intranquilidade perigosa. O fenômeno influenciou também aos atletas mineiros, que entram em campo ensandecidos em busca dos gols a ponto de ignorar até o fato de ter um companheiro desacordado em campo, como ocorreu no jogo contra o Santos.

Espero que esses irresponsáveis da mídia, que se aproveitam da propalada liberdade de expressão, reflitam um pouco sobre o mal que estão fazendo ao futebol brasileiro.

Deixando toda essa cretinisse de lado, vamos ao jogo.

Uma pena o empate de ontem. O time pareceu mais nervoso do que de costume e acabou perdendo a chance de conseguir a sexta vitória consecutiva.

Em termos de título, o prejuízo não foi tão grande, principalmente porque o concorrente mais próximo demonstrou novamente que não mais consegue vencer fora de seus domínios.

A equipe sentiu a falta de Wellington Nem e por isso mesmo não conseguiu armar os costumeiros contra ataques mortais.

Thiago Neves, de volta da Seleção “made in England” apresentou-se cansado e não rendeu o seu máximo.

A grande distância da liderança impunha ao Grêmio a necessidade de buscar a vitória, único resultado que ainda poderia dar uma tênue esperança de título.

E o que se viu foi um domínio dos gaúchos na primeira etapa e nos primeiros minutos da segunda até o momento em que conseguiram o gol.

A desvantagem despertou o melhor time do campeonato, que não precisou de muito tempo para a virada.

E a vitória só não foi sacramentada pela repetição de um erro recorrente dos craques tricolores: o individualismo excessivo.
Dessa vez Fred pensou mais na
 artilharia do que na vitória

Na postagem passada, nosso amigo “Tricolor” contestou a qualidade do Marcos JR e um dos pontos mais criticados foi justamente o excesso de individualismo, ao que respondi que esse mal afligia a todos sem exceção.

Pois bem, ontem foi a vez do Fred, logo ele, que jogou fora a confirmação da vitória aos 29 minutos quando se negou a passar a bola para Rafael Sobis, livre e sem goleiro, preferindo concluir e de dentro da área chutou para fora.

Tem crédito o nosso capitão, mas lá se foram dois pontos que aumentariam a distância e o desespero do Galo.  

A ressaltar ainda a pane geral no gol do Elano. Do local da batida da falta seria impossível atingir a meta porque não havia espaço suficiente para encobrir a barreira.

O único modo seria levantar a bola sem muita força, o que facilitaria a defesa de Cavalieri. Ao pular, a barreira deixou o caminho livre para o meia gremista chutar rasteiro.

A distância para o Atlético-MG continua de nove pontos. Uma vitória domingo confirma o título e mesmo em caso de derrota, duvido que o Fluminense deixe escapar a diferença de seis pontos.

Se jogar com a cabeça no lugar, o Fluminense não perde.

Preocupa-me apenas a suspensão do Jean, porque periga do Abel escalar o Diguinho, mesmo sendo o Valencia a melhor opção.

Espero que o Abel não entregue o ouro para o Cuca.


E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO  !


DETALHES:

Fluminense 2 x 2 Grêmio

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ); Data: 17/10/2012

Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-PE)

Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP)
Gols: Elano,aos 9, Digão, aos 13', Rafael Sobis, aos 17' e Zé Roberto, aos 40' do segundo tempo.

Cartões amarelos: Jean

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho e Jean; Wagner (Thiago Neves , intervalo), Deco e Rafael Sobis (Marcos Júnior, 34'/2ºT) e Fred.  Técnico: Abel Braga.

Grêmio: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando (Marquinhos, 18'/2ºT), Marco Antônio, Elano (Léo Gago, 27'/2°T) e Zé Roberto; Leandro (Marcelo Moreno, 18'/2ºT) e Kleber - Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

(fotos: Terra.com.br / Dhavid Normando / Photocamera)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fluminense 2 x 1 Ponte Preta. Falta pouco!

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Gum  comemora com três das revelações da base: Marcos Junior, Higor e Samuel

A esperança de uma vitória tranquila desvaneceu-se logo no primeiro minuto de jogo.

Antes mesmo que qualquer jogador tricolor tocasse na bola, Luan recebeu de Roger, livrou-se da marcação de Digão e observando a má colocação de Cavalieri chutou no ângulo com extrema maestria.

Sem desmerecer a beleza do gol, se Cavalieri não estivesse em cima da risca da pequena área, certamente teria mais condições para efetuar a defesa.

Não chegou a ser uma falha grotesca, mas foi a repetição do mesmo erro ocorrido no segundo gol do Atlético Goianiense.

Difícil saber se o gol seria evitado se ele estivesse sob as traves, mas nunca é demais estar atento a jogadas desse tipo.

De qualquer forma, nosso goleiraço tem muito crédito e bafejado pela sorte de campeão, o Tricolor conseguiu a virada.

O gol relâmpago desestabilizou o Fluminense, que errou muitos passes nas tentativas atabalhoadas de conseguir o empate.

Aos poucos, a calma foi voltando e o domínio foi quase total durante todo o resto da partida, tanto assim que Cavalieri não fez uma defesa sequer.

O nervosismo, entretanto, continuou presente e contribuiu para o sucesso da Ponte no bloqueio das laterais e nas recuperações de bola, de modo que o placar não mais se modificou durante toda a primeira etapa.

No intervalo Abel lançou Marcos Júnior no lugar de Sobis, sumido em campo e passou a atacar pelas duas pontas com Fred centralizado.

A defesa da Ponte Preta passou a apelar para as faltas, até que numa delas Wendel recebeu o segundo amarelo e foi expulso.
Fred continua artilheiro.

Abel, que já tinha substituído Edinho por Higor, aproveitou a vantagem de um homem e colocou Samuel no lugar de Carlinhos. 

A estrela do treinador brilhou e em sua primeira jogada Samuel tocou de calcanhar e a bola bateu na mão de Luan. 

Pênalti polêmico convertido por Fred.

Após o empate o Fluminense aumentou a pressão até conseguir o gol da vitória com Gum, que escorou de cabeça a cobrança de Wagner da lateral da área.

O resultado foi obtido no sufoco, embora o jogo tenha sido praticamente um duelo de gato contra rato.  

A destacar também a sensibilidade do Abel no lançamento gradual das revelações da base. A formação de hoje contou com cinco delas: Digão, Wellington Nem, Marcos Júnior, Samuel e Higor.

Na próxima, contra o Grêmio, a batalha fundamental para a conquista do tetra, logo lugar de tricolor será no Engenhão.

Faça a sua parte e não falte!

E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!

DETALHES:

Fluminense 2 x 1 Ponte Preta

Local: São Januário (RJ); Data: 14/10/2012

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)

Assistentes: Fábio Pereira (TO) e Fabiano da Silva Ramires (ES)

Gols: Luan, a 1’ do primeiro tempo e Fred, de pênalti, aos 34’ e Gum, aos 42' do segundo.

Cartões amarelos: Marcos Júnior e Wellington Nem (FLU)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Digão, Gum e Carlinhos (Samuel, 31'/2ºT); Edinho (Higor, 21'/2ºT), Jean e Wagner; Rafael Sobis (Marcos Júnior, Intervalo), Fred e Wellington Nem - Técnico: Abel Braga

Ponte Preta: Edson Bastos; Cicinho, Ferron, Diego Sacoman e João Paulo; Baraka, Wendel Santana, Renê Júnior e Nikão (Tony, 31'/2ºT); Luan (Uendel, 44'/2ºT) e Roger (Giancarlo, 32'/2ºT) - Técnico: Guto Ferreira.

(fotos: Terra.com.br / Mauro Pimentel)