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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Fluminense 2 x 1 Goiás. Nada a declarar!

Oportunismo de Edson garante a vitória . (foto: Paulo Sergio / LANCE!Press)

O blog continua em recesso por se recusar a comentar erros táticos primários, como o esquema sem nenhum atacante que vigorou nos trinta minutos finais do jogo.

Inconcebível aceitar que um treinador que propala jogar sempre pra frente arme uma retranca burra e inútil como a de ontem, muito pior que as do tempo do Abel.

Cristóvão poderia ter dado mais consistência ao sistema defensivo sem abdicar de pressionar um pouco o adversário, se ao substituir Fred optasse por Carlinhos deixando o Chiquinho avançado para aprontar correria contra os defensores goianos.

Ao menos assim eles não teriam tanta liberdade para ganhar todos os rebotes no meio do campo, além de eliminar a irritação dos torcedores de ver o Chiquinho improvisado como lateral esquerdo, mais uma vez muito mal por sinal.

Alguém de peso no clube precisa alertar o treinador para o fato.



DETALHES:

COPA SUL-AMERICANA – FASE NACIONAL – JOGO DE IDA

Fluminense  2 X 1 Goiás

Local: Estádio Mario Filho, Maracanã, Rio de Janeiro (RJ); Data: 28/08/2014
Árbitro: Enrique Cáceres Villafane (PAR)
Auxiliares: Rodney Aquino (PAR) e Milciades Saldivar (PAR)
Gols: Edson, aos 29' e aos 33'do primeiro tempo; Erick, aos 48'do segundo
Cartões Amarelos: Marlon
Cartões Vermelhos: Klever

Fluminense: Kléver; Bruno, Marlon, Elivélton e Chiquinho; Edson, Jean, Cícero (Wagner, Intervalo) e Conca; Rafael Sobis (Felipe Garcia, 15'/2ºT) e Fred (Henrique, 26'/2ºT). Técnico: Cristovão Borges.

Goiás: Renan; Moisés (Murilo, 36'/1ºT), Jackson, Felipe Macedo e Léo Veloso (Assuério, 19'/2ºT); Valmir Lucas, David, Thiago Mendes e Tiago Real (Lima, 30'/2ºT); Esquerdinha e Erick. Técnico: Ricardo Drubscky.


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Gerson fica... Até quando não se sabe.

(foto: Bruno Haddad / Fluminense FC)

De acordo com o divulgado pela mídia, o Fluminense não recebeu nenhuma proposta da Juventus.

Segundo informações do LANCE!Net a diretoria tricolor informou que o clube detém 70% dos direitos do atleta e que tudo não passou de mera especulação.

Ainda bem porque seria mais uma promessa da base a deixar o clube sem jamais ter jogado uma partida sequer pelo time principal, embora a decisão atual não impeça qualquer negociação futura.

Gerson está inscrito na Copa Sul-Americana, mas daí a atuar vai uma enorme diferença, ainda mais agora com o renascimento das retrancas burras.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Fluminense 4 x 0 Vitória. Chocolate tricolor e adeus Z4!

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Das cadeiras do Maracanã, à medida que o Fluzão desenvolvia seu futebol envolvente eu me perguntava o porquê de tanta demora para a inclusão das jovens promessas de Xerém no time principal. Afinal de contas, a tônica de todas as nossas equipes vencedoras foi a presença de craques feitos em casa.
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Até mesmo na Máquina Tricolor de 1975 e 1976 pratas da casa como Edinho, Marco Antônio, Carlos Alberto Pintinho e Kleber, além do "retornado" Carlos Alberto Torres, brilhavam juntamente com as estrelas contratadas a peso de ouro.
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Essa mescla sempre foi salutar ao Fluminense e o último título de expressão conquistado confirma essa assertiva, visto que Fernando Henrique, Arouca, Júnior César, Carlos Alberto e Thiago Silva foram titulares absolutos durante toda a campanha da Copa do Brasil de 2007.
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Perguntava-me também o porquê do Cuca não ter sido contratado logo após a saída do Parreira? Por que apostar na mesma comissão técnica que havia perdido o título mais fácil da história da Libertadores?
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Pois bem, Renato esteve à frente da equipe em dez rodadas, 30 pontos dos quais ganhou apenas 6, um aproveitamento pífio de 20%.
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Cuca até agora dirigiu a equipe em quinze rodadas do Brasileirão. Obteve 29 pontos dos 45 possíveis, ou seja, um aproveitamento de 64,5%.
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Cuca precisou de oito rodadas para se convencer que o time necessitava de sangue novo, quando decidiu apostar de vez na "molecada", o que fez a partir do jogo com o Goiás. De lá até hoje foram sete jogos, onde obteve 19 pontos dos 21 possíveis, um aproveitamento imbatível de 90%. É claro que a volta do Fred contribuiu em muito para esse desempenho, mas é inegável a participação de Digão, Dieguinho, Maicon, Alan e Tartá nesse processo de transformação.
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Divagando no tempo, imaginei Cuca assumindo logo após a saída do Parreira, ou seja, dez rodadas antes. Certamente o Fluminense já estaria livre do fantasma do rebaixamento e talvez até disputando uma vaga para a Libertadores, além de ter uma situação mais confortável na Sul-Americana com a relação de inscritos planejada com mais apuro.
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Bem, vida que segue, o que passou, passou e só serve para alertar nossos dirigentes para que não caiam novamente em esparrelas semelhantes.
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Quanto ao jogo com o Vitória, não teve nem graça. Aos cinco minutos já estava liquidado. A partir daí a equipe se poupou nitidamente e controlou a partida, embora desse algum espaço ao adversário.
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No segundo tempo, o Fluzão voltou mais ligado e precisou de apenas quinze minutos para definir a partida, com o terceiro gol marcado pelo Conca. No finalzinho, a pá de cal e novamente com Conca, que marcou o seu segundo para delírio dos cinquenta e cinco mil tricolores presentes.
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Conca como sempre foi o destaque. Fred fez um golaço, digno de placa, mas jogou num ritmo mais cadenciado, visivelmente poupando-se para as duas partidas de vida ou morte que terá que enfrentar nessa semana.
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Alan recuperou a confiança perdida nas alturas e teve uma participação efetiva, inclusive com um arremate certeiro que abriu o caminho para a vitória.
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Equi Gonzáles, ainda fora das condições ideais, demonstrou que quando recuperar a forma deverá ser titular absoluto. Os dois passes para o primeiro e terceiro gols foram jogadas de quem conhece, deixando Alan e Conca na cara do gol.
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Diguinho foi um monstro no desarme. Em compensação, ao contrário de González, continua errando praticamente todos os passes. No final demonstrou mais uma vez imaturidade, caindo na provocação dos baianos, sendo expulso e desfalcando a equipe na batalha decisiva.
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Os demais mantiveram o padrão de sempre, nenhum brilho avassalador, mas também nenhum erro que comprometesse a atuação. Apenas Rafael pareceu começar o jogo inseguro, talvez em função do pesadelo de Quito, aos poucos foi recuperando a confiança.
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Cuca foi bem na escalação. Nas substituições, penso que deveria ter dado uma oportunidade ao Urrutia no lugar do Maurício e substituído o Fred antes do Alan. Mas a cada dia que passa queima a minha língua e vem apresentando um trabalho consistente. Ainda bem que errei feio em minhas previsões, quando de sua contratação.
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Agora, o mesmo problema do ano passado. Tenho certeza de que o Fluminense tem time para devolver o placar obtido pela LDU em Quito e se não o conseguir será devido ao desgaste inevitável para um grupo tão reduzido de jogadores, embora por paradoxal que seja, o clube disponha de um plantel dos mais inchados do Brasil. Coisas do Fluminense.
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NÃO CUSTA BOTAR FÉ, ESTAREMOS LÁ NA QUARTA-FEIRA.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Cerro Porteño 0 x 1 Fluminense. Fred outra vez!

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(crédito da foto: terra.com.br)

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Outra apresentação firme de uma equipe que a cada dia mostra mais solidez em quase todos os seus setores.
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Como sempre, a vitória veio dos pés de Fred e não fosse a pontaria descalibrada dos demais, o Fluminense poderia ter saído do Paraguai com a classificação definida.
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Compreensível, entretanto, esses desacertos nos arremetes finais. Jogadores jovens e ainda sem aquela tarimba que lhes dê a frieza necessária ao êxito nas conclusões.
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A equipe tricolor demonstrou sua superioridade desde o início. Jogou o tempo todo pra frente, marcando o adversário em seu próprio campo. O domínio foi tanto, que a rigor os paraguaios só tiveram uma oportunidade real de gol, defendida com os pés pelo Rafael.
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Todos lutaram muito, foram guerreiros, não tomaram conhecimento do Cerro, que não viu a cor da bola.
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Nem a transferência do jogo para o acanhado estádio “La Olla Azul y Grana”, transformado em caldeirão pela agressiva e mal educada torcida adversária, nem o soprador de apito argentino, conhecido de outros carnavais por prejudicar seguidamente os clubes brasileiros, foram suficientes para barrar o massacre técnico e tático do Fluzão. O penalti não marcado em Conca é caso de polícia.
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O jogo foi tão tranquilo que o Fluminense parecia estar no Maracanã. A pressão foi intensa durante todo o tempo. Cuca adiantou a marcação, como fizera contra o Palmeiras e o domínio foi praticamente total com posse de bola no campo do Cerro, impotente para reagir, a não ser na distribuição de botinadas sob o olhar complacente do "árbitro safado".
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O placar não refletiu o domínio tricolor. Como já salientado, com um pouco mais de precisão nos arremates, o Fluminense poderia ter emplacado uma goleada histórica. Ainda bem que temos Fred e com ele qualquer vacilo é bola na rede.
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Fred foi novamente o destaque. Ainda sem estar na plenitude de suas condições físicas vem demonstrando a cada dia que passa que é um jogador diferenciado, um super-craque. Nove gols em nove jogos não é para qualquer um.
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Suas atuações servem para calar a boca da "mídia mulamba" que sempre procurou jogá-lo contra a torcida e o resto da equipe durante o período de sua recuperação em BH, na tentativa de desestabilizar o Fluminense. E o pior é que parte da massa tricolor entrou na pilha desses recalcados. Mas vida que segue, o turbilhão passou e hoje Fred e Torcida interagem em campo e transformam o Fluminense numa equipe de respeito.
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Quarta-feira próxima tem mais, antes, porém a partida duríssima contra o Atlético Paranaense. Não podemos esmorecer agora. Todos ao Maraca, domingo. Agora uma hora mais tarde: 19h30min.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!
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ESSE BLOG ERROU
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Ao imputar ao Cuca a culpa pela não inscrição de vários atletas mais habilidosos que muitos dos inscritos. A decisão foi da comissão técnica anterior, que mesmo sabendo tratar-se de uma competição longa, apressou-se em preencher as vinte e cinco vagas com atletas que nem na reserva estavam. Pelo menos Tartá e Dieguinho deveriam ter sido inscritos.
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Radamés e Augusto foram substituídos por Gum e Adeilson e Fred só pode ser inscrito porque o Fábio Santos foi dispensado. Mais uma mancada homérica de Renato e sua trupe.
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O CHORORÔ COMEÇA A DAR RESULTADO PARA O PALMEIRAS
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O chororô da porcada começa a surtir efeito. Só conseguiram empatar com o Sport com a contribuição inusitada do árbitro, que confirmou o gol de Danilo, após ter apitado invalidando a jogada.
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E o pior de tudo, ou melhor, é que o Simon estava certo: Obina fez falta em Maicon, obstruindo-o com o braço esquerdo e, como era de se esperar, não assumiu e mentiu descaradamente. Quem duvidar que veja o vídeo da Rede Bandeirantes, disponível no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=erboeTmgbDU
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A mídia parcial deveria divulgar esse ângulo do lance com a mesma ênfase dos anteriores para que o destemperado presidente palmeirense pare de incitar sua torcida a cometer desatinos.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Alianza Atletico 2 x 2 Fluminense. Classificação encaminhada.

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Conquanto o resultado tenha sido bom em termos de classificação para a próxima fase da Copa Sul Americana, a atuação do time mais uma vez decepcionou. A repetição do mesmo filme: começa bem e esmorece à medida que o tempo passa e aí é sufoco só, não importa se o adversário é forte ou não.
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Os mesmos erros de sempre, tanto na defesa como no ataque. Kiesa demonstrou mais uma vez que não sabe acertar o gol quando está na cara do goleiro. Parece que fecha os olhos e chuta em cima do adversário. Ontem aconteceu mais uma vez e antes de decorrido um minuto de jogo. Adeilson cometeu o mesmo erro do jogo com o Grêmio ao cair pelo lado esquerdo e abandonar a área. Assim não irá fazer gols nunca.
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Roni e Alan entraram e não tiveram oportunidade de mostrar nada.
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Na defesa, as falhas de marcação continuaram. Gum fez mais um penalti bobo que, graças a Deus, o árbitro não viu. João Paulo rebateu fraco para a frente entregando a bola de bandeja nos pés de um adversário, cujo passe decretou o gol de empate. Diguinho, caindo todo desengonçado, meteu o pé na bola e encobriu Rafael, Mais um gol contra na conta dessa mediocridade que é a defesa do Fluminense.
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Mariano, Ruy, é melhor nem comentar.
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Diguinho, Maurício e Marquinho, três nulidades. Menos mal para Marquinho que pelo menos não jogou nada mas também não cometeu agressões absurdas como seus companheiros de "armação". Se o nosso técnico insistir com esse trio no meio de campo, a vaca irá para o brejo já no próximo domingo.
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Inconcebível esperar-se alguma coisa de Marquinho e Maurício. Ambos já demonstraram por diversas vezes que o negócio deles não é jogar futebol. Talvez vôlei, basquete, tênis, sei lá, futebol é que não é.
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Diguinho é um caso à parte. Jogou muita bola no Botafogo, quando mostrava um preparo físico exuberante. No Fluminense não vingou. Pegou uma doença grave e ainda não conseguiu recuperar sua antiga forma física e sem ela seu futebol é muito pobre, quase inexiste. Sobram jogadas ríspidas e muitas botinadas. Deveria ter sido expulso ainda no primeiro tempo. O melhor que o Cuca poderia fazer com ele seria afastá-lo até que se recuperasse totalmente.
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Sobrou o Conca, sempre ele e somente ele na linha e o Rafael no gol. Tá feia a coisa.
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O Fluminense deve se classificar com facilidade. Pode até golear o Alianza no Maracanã, porque esse time é fraco demais. Para a próxima fase, será necessária a inscrição de outros atletas porque com os inscritos de hoje a eliminação contra Internacional ou Universidade do Chile será "pule de dez".
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Voltando ao Campeonato Brasileiro, domingo será a batalha final . Torço para que o Cuca tenha o bom senso de escalar o Paulo César na lateral direita, pois por pior que ele esteja, certamente está muitos furos acima de Ruy e Mariano. Na esquerda, talvez o Dieguinho já tenha condições de jogo.
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Que também não insista com os inócuos Diguinho, Marquinho e Maurício. Existe gente melhor no elenco. Se for para mudar que dê chances aos novos que querem mostrar serviço, como Fábio Neves e Tartá.
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Temos que vencer o Avaí de qualquer maneira e para isso a ousadia será a única solução. O time terá que jogar pra frente durante os noventa minutos.
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E meus amigos, a constatação é absoluta: sem o Fred a segundona é certa.
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E MAIS UMA VEZ DEPENDE DE NÓS. DOMINGO TODOS AO MARACA E ...
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DÁ-LHE FLUZÃO!
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Flamengo 1 x 1 Fluminense. E o urubu dançou!

. Roni bateu o penalti como macho, sem aquela frescura de paradinha.
.................................................................................................................................................................. (crédito da foto: terra.com.br)
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Num jogo morno, muito mal jogado pelas duas equipes, o Fluminense eliminou o tradicional rival. Aliás, ultimamente em quase todas as decisões o urubu samba, fato que só não aconteceu na última pela contribuição da mão de maionese, naquele gol do Juan lá do meio da rua.
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Como não pude comparecer ao Maracanã, tive que assistir ao jogo pela TV mesmo. E como desgraça pouca é bobagem, sintonizei na TV Globo na vã esperança de que o trio de narradores rubro-negros, pelo menos dessa vez, fosse minimamente isento.
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Ledo engano. Na noite de ontem parece que estavam com a macaca, como torceram. Aos quatorze minutos do segundo tempo, o Luiz Roberto se entregou, dizendo na maior cara de pau "como o tempo está correndo". (sic)
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No lance do penalti, o Arnaldo teve a veleidade de dizer que o Kiesa vinha caindo e que nem falta foi. Ao perceber as alegações dos próprios jogadores do Flamengo de que a falta havia sido fora da área, passou a fazer coro com eles. Dessa vez, até o tira-teima deu uma de torcedor, o que poderá por em dúvida todas as sua confirmações futuras.
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Preocupado em ir correndo ao oftalmologista já nessa segunda-feira, respirei aliviado quando vi a repetição do lance no Sportv. A falta foi clara e, no mínimo, em cima da linha e como a linha faz parte da grande área, penalti indiscutível.
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Não satisfeito, fui ouvir a Rádio Globo, onde os narradores confirmaram com todas as letras de que o penalti e as expulsões foram marcações acertadas. Ainda bem, que o império do mal só domina a emissora mãe da rede e, pelo menos até agora, as filhotes tem autonomia para não torcer descaradamente.
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O jogo não foi bom, o Fluminense teve um maior volume de jogo, mas com esse meio campo composto por três volantes que não sabem passar fica difícil a bola chegar em condições. Até o Conca tem destoado nessas últimas partidas. Ontem, não conseguiu dar nenhum drible nos adversários. Saiu com dores musculares, não é para menos.
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Contra o Santos, são grandes as possibilidades do retorno de Fábio Santos, o que certamente reforçará o setor. Se o Urrutia for realmente contratado, como anunciou o repórter da Rádio Globo ao final da reportagem sobre o jogo, passaremos a ter um meio campo realmente de respeito.
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Cabe aqui um comentário específico sobre o caso. Existe muita gente reclamando da contratação de um jogador lesionado e que talvez leve mais de um mês para estar em campo. O que esse pessoal precisa entender é que uma contratação desse nível não pode ser feita apenas para apagar incêndio. Se jogar o que jogou na LDU, os torcedores tricolores serão recompensados pelos amargos momentos em que tiveram que aturar Ygor, Fabinho, Wellington Monteiro, Jailton e outros bichos que por ali passaram e ainda passam.
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Estranho também porque essa turma não reclama do Leandro Amaral, que está no estaleiro há exatos oito meses e não tem previsão para retorno. A fortuna gasta com seus salários poderia ser muito melhor empregada.
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Mas no final das contas, o que interessa mesmo é que eliminamos a urubuzada, que continua reclamando da arbitragem, do regulamento e de outras mazelas. Deveriam reclamar deles mesmos, porque o Renato lhes deu a maior colher de chá no primeiro jogo, colocando em campo onze reservas que nunca tinham jogado juntos e os caras não foram capazes de fazer um golzinho sequer. Rala urubu, tua sina é perder para o Flu!
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CONTRATAÇÕES E RESCISÕES
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Confirmados Paulo César e Fábio Neves.
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PC é velho conhecido e teve bons momentos no Fluminense, jogando até de lateral esquerdo. Atualmente com 31 anos, temos que aguardar pra ver como esta´.
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Fábio é um meia que vem do América-RN. Nunca o vi jogar, mas torço para que dê certo.
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Notícias dão conta do interesse do Figueirense pelo Mariano. Branco informou que vai estudar a possibilidade de cedê-lo. Não sei o que está esperando para fazê-lo.
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CONTAGEM REGRESSIVA PARA A ESTREIA DE UM NOVO VOLANTE
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A evolução do caso aparentemente sinaliza para a contratação do atleta. Caso ela não se confirme, a torcida espera que o sr. Tote Menezes mantenha a sua palavra e ponha um novo volante em campo o mais breve possível. E até que uma das coisas aconteça, a contagem regressiva continua.
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DATA DA DISPENSA DO URRUTIA: 20/08/2009

HOJE, 28/08/2009. FALTAM MENOS DE 20 DIAS PARA A ESTREIA DO NOVO VOLANTE
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fluminense 0 x 0 Flamengo. Copa Sul-Americana vergonhosamente relegada a segundo plano.

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Tinha tudo para ser um Fla-Flu dos mais eletrizantes, afinal de contas seria a primeira vez que o maior clássico brasileiro, e porque não dizer mundial, seria disputado em uma competição internacional oficial.
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O Flamengo fez a sua parte. Escalou sete titulares, deixando de fora apenas os contundidos e o Kleberson, que no mesmo dia servia a Seleção Brasileira. É verdade que poupou o Angelim, seu melhor zagueiro, que sentira o músculo e não estava em condições físicas ideais e não escalou o Adriano, que pediu para não jogar, mas isso é problema deles.
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Já o Fluminense destoou. Renato, repetindo a mesma estratégia do ano passado, cujo resultado se mostrou catastrófico e ainda hoje dói nos corações dos tricolores de verdade, mandou a campo onze reservas e pior que jamais haviam disputado juntos uma única partida.
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As palavras dos dois treinadores ao final do jogo assinalam claramente a diferença de postura quanto ao sentimento para com os respectivos clubes. Enquanto Andrade garantia escalar o time principal no jogo de volta, nosso treinador já adiantava que o nosso time seria o mesmo.
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Um repórter ainda insistiu com Andrade se não seria melhor poupar os titulares, ouvindo como resposta que se tivesse que poupar pouparia no Campeonato Brasileiro.
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Andrade e também a direção do Flamengo sabem muito bem a importância de um título internacional. O prestígio adquirido, além da boa premiação são os frutos colhidos quando se vence uma competição como essa. Se a levássemos a serio, quem sabe não nos encontraríamos novamente com o Boca Juniors ou até mesmo a LDU, nosso algoz no ano passado? Sem contar mais uma eliminação do urubu para desespero da mídia parcial.
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E existe um pequeno detalhe: a CONMEBOL ainda estuda a possibilidade de incluir o campeão da Sul-Americana na Copa Libertadores de 2010.
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Os clubes que fazem do futebol a sua mola mestra olham com carinho para a competição, mas o Fluminense não. Pra quê, afinal o clube tem tantos títulos internacionais que um a mais não significará absolutamente nada.
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Meus caros tricolores, Renato e sua trupe e nossa diretoria acéfala esquecem que a última conquista internacional do Fluminense ocorreu há exatos cinquenta e sete anos. A grande maioria da torcida ainda nem era nascida.
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Desculpas, como: "estamos na zona de rebaixamento", "temos que sair de lá o mais rápido possível" são os lemas preferidos dos aficionados da atual comissão técnica. Gente é só olhar clube por clube que disputa o Brasileirão para ver que o elenco tricolor, mesmo capenga, é superior à maioria deles. Há muito cavalo paraguaio por aí que já começa a fazer água.
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E cá entre nós, se o Renato não conseguir ultrapassar pelo menos quatro deles deveria ser proibido de exercer a profissão de treinador de futebol. A missão não é tão simples, mas também não é esse bicho de sete cabeças que tentam apregoar. É só escalar os atletas que estejam em melhores condições no momento e treiná-los um pouco. O grande e único problema talvez seja o de barrar as malas que nada jogam e tem titularidade cativa, sabe-se lá por quê.
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Quanto ao jogo, foi um sufoco só. Nunca assisti a uma partida olhando o relógio a cada dez segundos e torcendo para o tempo voar. Não criamos nada de objetivo e o zero a zero foi um resultado enganoso. Levamos duas bolas na trave, nosso goleiro esteve muito bem, três ou quatro defesas de alto grau de dificuldade.
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Como diria o Gerson, com "trocentos" cabeças de área e um só atacante é impossível fazer gol. A simples entrada do Maicon no lugar de um dos volantes já serviu para equilibrar as ações em boa parte do segundo tempo.
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É certo que as ausências de Edcarlos e Wellington Monteiro se constituíram em belos reforços para nós, a ponto de não levarmos gol. Agora estou num dilema cruel, reconhecer que eles são piores que o Fabinho. Para o próximo jogo torço para que o Renato reflita melhor e mescle alguns titulares. Não serão precisos muitos não. Luiz Alberto, Ruy, porque Mariano é dose, Diogo, Roni e Kiesa, por exemplo, bastariam para fazer jogo duro com os titulares da urubuzada.
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Que a nossa diretoria acorde de seu sono profundo em berço esplêndido e faça ver ao Renato a importância desse título para o Fluminense. Que o exemplo do Andrade seja seguido.
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Finalizando não podia deixar de responder ao amigo Marcio, que escrevendo lá do Texas, indignado com o descaso do Fluminense para com a Copa Sul-Americana, pergunta o que diria Nelson Rodrigues.
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Caro Marcio, Nelson deve estar bufando lá em cima, provavelmente reunindo um time da pesada para vir azucrinar as mentes acéfalas de nossos dirigentes e comissão técnica. Pode ser que esteja escrevendo uma crônica parecida com a que publicou no Jornal dos Sports em 28/05/1959, sob o título "A INDIGNAÇÃO DE BARRA MANSA", bastante atual para os dias de hoje e principalmente para a administração Horcades, transcrita a seguir em quase sua totalidade.
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"A INDIGNAÇÃO DE BARRA MANSA"

“Recebo, de Barra Mansa, a cópia de um abaixo-assinado que foi enviado à diretoria do Fluminense por torcedores de lá. Leio o documento e uma coisa posso antecipar:_ é uma página da mais alta indignação. Eu disse que li e posso acrescentar que reli. Que bela, que magnífica, que soberba cólera! E mais uma vez eu me convenço que só os indignados atingem a plenitude da condição humana.

Amigos, eis a verdade eterna: _ nada se faz sem indignação. É preciso que o sujeito esteja fulo dentro da roupa para que possa construir para a eternidade. Daí a minha simpatia humana pelo torcedor de futebol. Quem é o torcedor de futebol? Eu próprio respondo:_ é um cidadão que, a qualquer hora do dia ou da noite, está prestes a indignar-se. No campo, um lateral mal cobrado, um passe errado, um foul, um hands, tudo lhe é pretexto para a fúria mais homérica.
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Se a mensagem de Barra Mansa fosse de congratulações, eu não lhe daria uma gota de atenção. Felizmente, os abaixo-assinados estão furiosos e eu os felicito. Reclamam de quê? Da orientação que vem sendo dada aos negócios de futebol do meu clube. Eles argumentam com os banhos que levamos no Rio-São Paulo e vamos e venhamos :_ainda hoje, todos nós, tricolores estrebuchamos de humilhação. Amigos, quase fomos o lanterna. E o que nos salvou, do último lugar, foi aquela vitória sobre o Palmeiras.

O penúltimo lugar passou a ser assim uma espécie de glória, ainda que melancólica, ainda que amarga. Mas o pessoal de Barra Mansa não se dá por satisfeito. Acha, como eu e como todos os pós-de-arroz do século, que deveríamos ser os campeões. Exato. Quem olha para o nosso passado, quem examina a nossa história, quem conta os nossos troféus, quem vê os nossos títulos, tem de chegar, honestamente, a uma conclusão fatal: _ o Fluminense devia ser o primeiro em tudo e, particularmente, no futebol.

O futebol! Eu não quero subestimar a importância dos esportes amadores. Mas qualquer zebra do Jardim Zoológico, ainda a mais analfabeta, percebe o que é óbvio _ o futebol é vital para o Fluminense. Dele dependem, inclusive, as outras atividades esportivas. Acabem com o futebol, em Álvaro Chaves, e assistiremos ao assassinato do Tricolor. Por outras palavras: _ o Fluminense deixará de ser o que é, ou seja, o maior clube do Brasil, o maior clube da América do Sul, para se converter num local de bate-papo alegre e irresponsável.

Há tempos, houve uma consulta aos associados do meu clube: _ devemos liquidar o futebol? A simples pergunta bastava, por si só, para por abaixo a diretoria que a formulava. Está claro que ninguém quis o suicídio do Fluminense. E eu imagino que há de existir, em Álvaro Chaves, uma série de cavalheiros que, da maneira mais insidiosa e macia, há de estar querendo ver a caveira do time. Mas eu não creio que alguém possa matar o Tricolor.

No abaixo-assinado há um tópico que me surpreendeu. Diz lá que, ou a diretoria toma providências imediatas, ou em curto espaço de tempo, a torcida abandonará o clube. Aí eu discordo da mensagem de Barra Mansa. Eis a verdade: _ derrota nenhuma fará um tricolor deixar de sê-lo. Eu sei que estamos sofrendo. Mas a experiência ensina que o sofrimento aumenta o amor. Vejam os casais que brigam muito e que jamais se separam.

O que eu quero dizer é que o sofrimento, longe de separar, é um vínculo a mais. E só os clubes muito amados é que inspiram indignações tremendas como a do abaixo-assinado de Barra Mansa. Eles estão assim enfurecidos porque têm pelo Fluminense um eterno amor. Amor indignado, mas amor. Eu sei que temos apanhado muito, levado cada surra de criar bicho. Mas a derrota trouxe o Fluminense mais para o coração da torcida e a torcida mais para o coração do Fluminense.”

Nelson Rodrigues
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Que os espíritos de todos os tricolores iluminem as mentes obtusas de nossos cartolas e também de nossa comissão técnica para o retorno do Fluminense aos seus dias de glória e DÁ-LHE FLUZÃO!
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