Custou, mas parece que Abel aprendeu a lição. |
Num clássico muito disputado e definido, como sempre, pela habilidade maior dos craques tricolores seria lícito esperar que a postagem da semana enaltecesse a categoria impar desse elenco.
Fred, Cavalieri, Wellington
Nem, Deco, Thiago Neves, Jean, qualquer um dessa plêiade invejável poderia ser
considerado o herói da vitória.
Na verdade, seria mais justo
até que as honras recaíssem sobre Fred, autor do gol, ou Wellington Nem com seu
passe milimétrico ou ainda sobre Diego Cavalieri, que estancou o verdadeiro
tsunami alvinegro dos primeiros minutos de jogo.
Ao receber de Wellington Nem, Fred dominou e colocou a bola fora do alcance de Jefferson. E aí foi só comemorar com a Torcida. (foto: José Mauro Pimentel / Tera.com.br) |
Mas, seria “chover no molhado” já que quase sempre esses têm sido as personagens marcantes das vitórias do Fluminense ao longo do ano.
E por isso mesmo que dessa
vez minha escolha recai sobre o Abel.
Mas como? Perguntarão
alguns. Como eleger o Abel o herói da vitória se ele voltou a insistir no erro
de recuar o time ao substituir o Deco por um volante? Afinal o que ele fez de
tão importante?
É verdade, trouxe o time para
trás e ficou à espera de uma oportunidade para matar o jogo.
E a oportunidade veio, não
uma vez, mas várias e o segundo gol não se concretizou por afobação na hora da
conclusão.
Mas o Abel merece sim ser o
destaque. Merece por ter finalmente escolhido o melhor volante. A ação foi a
mesma de vezes anteriores, ou seja, a substituição de um atacante ou meia por
um volante.
Só que dessa vez nosso
técnico demonstrou ter aprendido a lição e escolheu o Valencia.
O time realmente recuou, mas
quase não deu chance concreta ao adversário, nenhuma falta na entrada da área,
nenhum pênalti bobo.
E assim, ao deixar um de
seus privilegiados no banco, Abel passou a merecer todas as homenagens da
Torcida Tricolor.
Não significa dizer que Diguinho
esteja descartado. Pode e deve ficar no banco, mas para entrar apenas no lugar
do Jean em seus impedimentos, porque jogando mais na frente seus erros de passe
e chutes nas canelas adversárias não serão tão comprometedores.
Com a vitória, o Fluminense
passou a ter também o melhor desempenho no segundo turno. Com isso a mídia
cretina, sem poder continuar enaltecendo o Bahia como o melhor time do segundo turno, passou a imputar ao time tricolor com mais veemência a pecha de vencer
sem jogar bem, contar com a sorte e outras bobagens.
Passaram também a enfatizar a
repetição do placar de 1 a 0, ocorrida oito vezes nesse campeonato, como mais
uma forma de denegrir a vantagem tricolor.
Aproveitarão a goleada de
seis obtida no campo de futebol “soçaite”
para enaltecer as qualidades do Galo e farão vistas grossas para o fato de que
os mineiros também venceram sete vezes por 1 a 0.
Mas vida que segue, com o
Fluminense cada vez mais líder e rumo ao tetracampeonato.
E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!
E DÁ-LHE FLUZÃO TETRACAMPEÃO!
DETALHES:
Fluminense 1 x 0 Botafogo
Local: Engenhão,
no Rio de Janeiro (RJ); Data: 6/10/2012
Árbitro: Felipe
Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Rodrigo
Henrique e Correa (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Gol: Fred,
aos 27' do segundo tempo.
Cartão amarelo: Thiago
Neves
Fluminense: Diego
Cavalieri, Bruno, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Valencia, 37'/2ºT)
e Thiago Neves (Wagner, 43'/2ºT); Wellington Nem (Marcos Júnior, 31'/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga.
Botafogo: Jefferson,
Lucas, Fábio Ferreira, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Vitor Júnior, 37'/2ºT),
Gabriel, Fellype Gabriel (Lodeiro, 22'/2ºT), Andrezinho e Seedorf; Elkeson
(Rafael Marques, 40'/2ºT) -
Técnico: Oswaldo de Oliveira.
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