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sábado, 11 de julho de 2015

Fluminense 1 x 0 Cruzeiro. Nota dez para Enderson!

Gustavo Scarpa, de desprezado a herói da noite.

Ainda que a primeira etapa apresentasse equilíbrio de ações, coube ao Fluminense as melhores oportunidades de gol, em especial a cabeçada de Gum na trave.

Já no segundo tempo o Tricolor sobrou e sequer permitiu ao Cruzeiro um único arremate à meta de Cavalieri.

Três chances claras perdidas, uma com Gerson e duas com Marcos Junior, além do milagre de Fábio na cabeçada à queima roupa de Fred dão a dimensão do domínio tricolor.

O magro resultado foi fruto do bom sistema de marcação utilizado pelos mineiros, mas como o próprio Enderson declarou, não espelhou nem de longe a supremacia tricolor.

O abandono da formação com três volantes foi um alívio para os olhos e corações tricolores que há muito sofrem com essas táticas defensivas e ineficazes.

Desde os tempos de Renato Gaúcho, que cismava em manter a titularidade do Ygor em detrimento de Dodô; Abel Braga que, dentre outras, teve a ousadia de substituir Wellington Nem por Diguinho num jogo em que o Figueirense perdia por 2 a 0 e de completamente dominado acabou empatando em apenas dez minutos de blitz, além da insanidade do Drubscky no recente jogo contra o Atlético Mineiro.

A formação com dois meias de origem mostrou mais uma vez ser a melhor alternativa para o Tricolor e o maior aproveitamento das revelações da base deu à equipe o tempero especial há muito distante das Laranjeiras.

Mas, apesar de tanto domínio, o gol só saiu perto do fim numa cobrança de falta ensaiada em que Jean rolou para Gustavo Scarpa acertar uma bomba santa no canto direito sem chance para o bom goleiro cruzeirense.

E que beleza o desempenho do Scarpa, mostrando com tranquilidade toda a sua habilidade tanto nos passes como nos arremates, sem dúvida o melhor em campo.



E essa é a razão principal de Enderson ter merecido a nota dez: o resgate das jovens promessas, como o próprio Scarpa, Marcos Junior, Higor e muitas outras descartadas pelos treineiros que comandaram o time nas últimas temporadas.


Ao final do campeonato o time estará no G-4, será campeão?

Cedo ainda para afirmar. A base é muito jovem e poderá sofrer oscilações.

Agora, porém, a Torcida tem a possibilidade de sonhar com um futuro mais promissor.


E DÁ-LHE FLUZÃO, RUMO AO PENTA!


DETALHES:

CAMPEONATO BRASILEIRO – 12ª RODADA

Fluminense 1 x 0 Cruzeiro

Local: Estádio Mario Filho, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ; Data: 0/07/2015
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Kléber Lúcio Gil (SC) e Sidmar dos Santos Meurer (PR)
Gol: Gustavo Scarpa, aos 28' da etapa final
Cartão Amarelo: Fred

Fluminense: Cavalieri; Wellington Silva, Gum, Antonio Carlos e Victor Oliveira (Renato, 36’/2ºT); Pierre (Rafinha, 32’/2ºT), Jean (Marlon, 42’/2ºT), Gustavo Scarpa e Gerson; Marcos Júnior e Fred. Técnico: Enderson Moreira

Cruzeiro: Fabio; Mayke (Ceará, 9’/2ºT), Manoel, Paulo André e Fabrício; Willians, Henrique, Marcus Vinícius (Marinho, intervalo) e Arrascaeta; Willian (Charles, 17’/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fluminense 1 x 0 Cruzeiro. Enfim a vitória sobre um grande!


(foto: Foxsports.com.br / Photocamera)

Chegou a tão esperada vitória sobre um grande. Foram precisos duzentos e sessenta e dois dias de sofrimento para que os responsáveis pelo futebol tricolor percebessem a necessidade de deixar a zona de conforto e tomar alguma decisão, qualquer que fosse.

A meu ver a culpa maior pela estagnação da equipe cabe muito mais ao departamento de futebol do que aos erros recorrentes da comissão técnica.

Abel já havia dado várias provas de que não tinha a mínima intenção de abrir mão de seus “homens de confiança”, cujas repetidas falhas foram responsáveis pela maioria das derrotas inesperadas.

E bastou a mudança no comando para que todos se mexessem. Os titulares absolutos e acima de qualquer suspeita vislumbraram a possibilidade de perder suas posições e começaram a correr mais.

No entanto, correr só não adianta. É preciso jogar bola.

Não que Luxemburgo seja o melhor nome para comandar o Flu. Particularmente, minha preferência seria para um nome novo, de preferência estrangeiro, já que meus favoritos Cuca e Tite estão indisponíveis e assim devem permanecer por muito tempo.

Ainda assim gostei de sua estreia. 

Começou praticamente com o mesmo time do Abel, mas suas substituições mostraram que está atento às necessidades da equipe.

Ao perceber que Deco não estava bem, contundido ou não, fez a troca mais acertada colocando em campo outro armador experiente.

E Felipe correspondeu, melhorou o passe e o time antes dominado equilibrou as ações ainda no primeiro tempo.

Há muito não via alguém no time dar um passe milimétrico como aquele para o Carlinhos no início da jogada do gol.

Finalmente, acabou o boicote ao meia que foi contratado para ser o substituto natural do Deco.

Se vai dar certo ou não o tempo dirá, mas se não for escalado com tempo hábil para jogar, jamais saberemos.

Quase na metade da etapa final, Vanderlei percebeu que não dá pra ganhar com Edinho e Diguinho jogando juntos e voltou com Jean para o meio de campo.

Cabem aqui uns parênteses sobre o deslocamento de Jean para a lateral. Na seleção, que possui um meio campo e zaga consistentes ele rende bem, mas com meio campo capenga e zaga mediana ele se perde ao ponto de chegar a jogar mal.    

Além de reforçar o meio de campo, o treinador não teve receio em colocar uma das melhores promessas de Xerém, Igor Julião, que apesar da boa apresentação contra o Vasco  na última rodada do campeonato passado, não teve outras oportunidades.

Creio que Igor tenha tudo para ser o titular da equipe num futuro bem próximo.

Gostei também da entrada do Kenedy que deu mais movimentação ao ataque. Falta experiência, mas sem jogar nunca irá obtê-la.

Cavalieri, enfim, vai adquirindo sua forma ideal e com isso as lambanças da zaga não chegam a ser mortais.

Fred, artilheiro como sempre, garantiu a vitória mesmo sem jogar bem. Gostaria, entretanto, que ele treinasse outras maneiras de bater pênaltis, principalmente quando tiver pela frente um goleiro do nível de Fábio.

A vitória sobre o então líder é muito bem vinda, mas não garante a volta da eficiência de 2012.

O elenco se enfraqueceu, perdeu Wellington Nem e Thiago Neves, praticamente doados por Caetano e Sandrão. Perdeu Deco, que devido às contusões constantes não mais consegue desenvolver o seu futebol plástico e por isso mesmo já começa a dar sinais que a aposentadoria está próxima.

Acrescente-se o fato dos costumeiros contundidos, como Valencia, Wellington Silva e Marcos Junior quase sempre indisponíveis.

Vanderlei vai dar certo? Pode ser. De positivo, a percepção de que alterações na equipe serão necessárias e mais do que isso, vontade e coragem para realizá-las.

Brigará pelo título? Não creio. A zaga é muito fraca, os volantes, à exceção do Jean, representam o anti-futebol. Quem sabe a vaga na Libertadores?

Pelo menos, o receio de briga pelo rebaixamento se afastou de vez.  


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 x 0 Cruzeiro

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ); Data: 31/7/2013
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e João Patrício de Araújo
Gol: Fred, aos 32"/2ºT
Cartões amarelos: Wagner e Diguinho

Fluminense: Diego Cavalieri, Jean, Gum e Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Igor Julião, 21'/2ºT), Wagner (Kenedy, 28'/2ºT) e Deco (Felipe, 37'/1ºT); Rafael Sobis e Fred. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Cruzeiro: Fábio, Mayke, Bruno Rodrigo, Dedé e Egídio; Nilton, Souza, Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro; Vinícius Araújo (Lucca, 29'/2ºT) e Luan (William, 17'/2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Fluminense 1 x 0 Cruzeiro. A liderança chegou e dá-lhe Muricy!


No dia seguinte à vitória que levou o Fluminense à liderança do Brasileirão a angústia tomou conta dos torcedores tricolores com o convite da CBF, feito da maneira mais estapafúrdia possível, diga-se de passagem, para Muricy treinar a Seleção Brasileira.

Sem o mínimo de ética, como tem sido pautadas quase a totalidade das negociações do futebol brasileiro, o Sr. “todo-poderoso” Presidente da CBF, no auge de sua empáfia, mandou um assessor convidar o técnico Muricy Ramalho para um café da manhã onde deveria ser sacramentada a contratação do técnico. Frise-se o fato de que o esdrúxulo convite foi realizado em pleno Maracanã, após o jogo com o Cruzeiro.

Esqueceu-se a CBF que Muricy é um dos pouco éticos que permeiam no futebol do Brasil e sua resposta de que iria consultar o Fluminense para saber se o clube o liberaria de seu compromisso irritou tanto o “todo-poderoso”, que num ato falho não conseguiu disfarçar sua contrariedade negando-se a cumprimentar Muricy, que ao final da reunião ficou com a mão no vácuo.

Como era de se esperar, não obtendo a liberação do Fluminense, Muricy foi tranquilamente para o campo treinar a equipe para o próximo compromisso.

Mesmo após a declaração oficial da Diretoria Tricolor, a mídia cretina, provavelmente incomodada com a liderança tricolor, propalou descaradamente que o assunto não estava encerrado e que ainda havia a possibilidade da CBF pagar a multa rescisória para liberar o treinador.

Esqueceram-se de que o problema não era de dinheiro. Tratava-se de caráter, de ética, de decoro, atributos não muito em voga em nosso país nos últimos anos.

Quebraram a cara, Muricy manteve a ética e preferiu ficar no Fluminense para tocar o projeto que foi estruturado tendo como pilar a competência e experiência de um técnico de seu quilate.
Do lado da CBF, a decepção e também a teimosia de sua presidência, querendo dispor de um técnico exclusivo num final de ano em que a Seleção terá em seu calendário alguns poucos jogos “caça-níqueis” sem nenhuma expressão ou repercussão, independentemente dos resultados.

Parabéns Muricy pela retidão de seu caráter e parabéns Diretoria Tricolor que, pelo menos dessa vez, agiu de acordo com os interesses do clube ao qual se propôs a dirigir.

É preciso ressaltar que nem toda a mídia procurou tumultuar a decisão de Muricy. Boa parte dela apoiou a decisão do técnico e do clube. Uma das opiniões mais coerente foi a manifestada pelo Juca Kfouri, reproduzida a seguir para conhecimento daqueles que a ela não tiveram acesso.

23/07/2010 BLOG DO JUCA KFOURI

Ricardo Teixeira falou na hora do almoço como se tudo estivesse resolvido.

Apenas não esperava que Muricy Ramalho fosse cumprir a palavra, como sempre fez: diante da recusa do Fluminense, nada feito.

Arrogante, o Imperador não consultou o clube, quis dele se vingar pelo que considerou traição no Clube dos 13.

E tomou pela frente sua segunda derrota grave em pouco tempo, com o não do treinador.

E agora?

Quem será tão fraco que aceitará o posto?
Só mesmo alguém que venha de fora do país.

Ou aquele de sempre, que significa mais problema do que solução.

O futebol brasileiro provavelmente terá muito a agradecer ao Fluminense e a Muricy Ramalho.
Quem sabe este não seja o começo de novos tempos, mais limpos, mais éticos.

Por Juca Kfouri às 17:04



A liderança.

Não foi preciso muito tempo para que a justiça fosse restabelecida. Sim, porque aquela derrota para o Corinthians foi fruto de uma das piores arbitragens do ano. Pareceu até coisa encomendada.

O primeiro tempo foi totalmente do Cruzeiro, que bem postado em campo dominava praticamente todas as ações em campo.

Os atletas tricolores pareciam apossados de um nervosismo incomum, talvez pela renovação da possibilidade de alcançar a liderança uma semana após o desastre contra o Grêmio Prudente.

A destacar a excelente atuação de Fernando Henrique, que com três defesas difíceis evitou o gol cruzeirense.

O ataque não funcionou. Rodriguinho apagado e Fred com presença inexistente pouco incomodaram a defesa adversária. As poucas oportunidades surgiram de arremates de Gum e Carlinhos.

O panorama na segunda etapa começou do mesmo modo, com o Cruzeiro perdendo duas oportunidades com Thiago Ribeiro aos três e Wellington Paulista aos sete minutos, defendidas por FH.

A precisão de Conca na cobrança de um escanteio e a cabeçada certeira de Leandro Euzébio deram a vantagem ao Fluminense aos nove minutos. Logo depois, Alan teve a oportunidade para matar o jogo, mas empolgado pela bela jogada individual preferiu arriscar o chute para a defesa de Fábio, quando a melhor opção era servir Fred completamente livre e de frente para o gol.

A partir daí, o Cruzeiro passou a sentir a falta de Gilberto substituído por contusão e quase não criava.

E o Fluminense seguro na defesa, garantiu o resultado que valeu a liderança.

E DÁ-LHE FLUZÃO!
(crédito da foto: globoesporte.com)