É o tricolor original. Os outros são simples imitações, genéricos. Como dizia Nelson Rodrigues: "Tricolor é o Fluminense, os outros são clubes de três cores". .
O campeonato chegou ao fim e com dedicação impar o objetivo foi conseguido.
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Não que um clube da estirpe do Fluminense deva se contentar apenas com o fato de não ser rebaixado. A saga do Fluzão exige vôos bem mais altos, como a disputa e a conquista de títulos.
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Considerando, entretanto, a situação em que o clube se encontrava após vinte e duas rodadas, quase que unanimemente taxado como rebaixado, a recuperação tem que ser comemorada quase como se fosse um título.
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O caminho foi árduo, duas competições disputadas simultaneamente e com um elenco reduzido devido a contusões e também ao afastamento dos atletas que não vinham rendendo o que deles seria lícito esperar.
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Nesse aspecto, deve ser louvada a atitude do Cuca que, deixando de lado aquela pecha de "bebê chorão", incorporada quando de sua passagem pelo Botafogo, teve coragem suficiente para promover as mudanças há muito solicitadas insistentemente pela torcida, cansada de ver jogadores se arrastando em campo, perdendo bolas incríveis para os adversários que quase sempre se transformavam em gols e derrotas, algumas acachapantes.
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À medida que o time ia perdendo ou empatando com adversários que nada tinham de especial, Cuca foi se conscientizando que alterações drásticas teriam que ser feitas. Aos poucos foi introduzindo outros jogadores, muitos deles revelados em Xerém. Assim foram entrando aos poucos Diogo, Alan, João Paulo, Dieguinho, Tartá, Digão, Fábio Neves, Maicon , Dalton e Gonzáles, até o afastamento total dos experientes que não mais funcionavam. A metamorfose na equipe foi de tal monta que Mariano, Diguinho, Marquinho e Maurício também passaram a demonstrar acentuadas melhoras.
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Inegável que fundamental para o sucesso foi o retorno do Fred, inegavelmente um dos melhores atacantes da atualidade, não só do Brasil, mas como a nível internacional, embora não desfrute do apoio da mídia cretina, que ainda prefere insistir no endeusamento de Ronaldo, Pato, Gaúcho e outros dotados de fortes patrocínios.
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À medida que a nova equipe começava a ter sucesso, a torcida passou a acreditar e a jogar junto, criando aquele comprometimento mágico que encanta a todos.
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A partir do jogo contra o Goiás, a transformação se completou e aquele time desgastado com a série infindável de derrotas e empates finalmente engrenou e passou a jogar um futebol bonito e eficiente. O sucesso agora seria uma questão de tempo.
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O caminho para a salvação não foi nada fácil. A impossibilidade de perder tornava cada jogo uma dura batalha. E foram onze batalhas, entremeadas com as da Sul-Americana, perdida por detalhes face a contingências já comentadas em postagem anterior.
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A segunda divisão estava logo ali. Mais um rebaixamento, mais um ano de sofrimento. Seria um castigo cruel para a Melhor, Mais Bonita e Mais Educada Torcida do Brasil.
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Os atletas tricolores, ignorando a previsão dos "entendidos" conseguiram virar o jogo. O Fluzão do final do returno jogou um futebol refinado. Foram sete vitórias e quatro empates, obtidos de modo insofismável. Os adversários iam tombando um a um, independentemente de local e mais uma vez a magia tricolor fazia renascer o Fluzão das épocas áureas.
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Discordo da maioria que diz que o Fluminense ganhou apenas na base da raça. Raça houve sim, até invejada pelos outros, mas houve também futebol e muito bem jogado. Cada jogo foi uma aula de categoria. Nos oito últimos jogos, seis vitórias seguidas e dois empates, que transformaram o Fluminense no atual time da moda.
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O jogo final com o Coritiba foi nervoso e emocionante. Poderia ter sido menos sofrido se o bandeira estivesse melhor colocado para ver que a bola do Fred ultrapassou completamente a linha de gol, mas ao final o que interessa é que a permanência na elite foi conseguida.
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Agora é comemorar por alguns dias e começar a planejar 2010. Espero que a diretoria não repita os erros do passado, começando por tentar a permanência do Cuca, que já conhece o elenco e por isso mesmo saberá reforçá-lo nas posições ainda carentes e principalmente poderá definir melhor os jogadores que não mais deverão permanecer no elenco.
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Se assim proceder, não tenho dúvidas que em 2010 voltaremos a ganhar títulos de expressão, já no primeiro semestre.
.......Conca, mais uma vez o único a se salvar. (crédito da foto: terra,com.br) .
Amigos tricolores, .
Cheguei do Maracanã um tanto aparvalhado. Como podemos não ganhar do Náutico? Time feio, ruim demais, que certamente não conseguiria se dar bem nem nos campeonatos do Aterro. . Mesmo assim, o Fluminense não venceu. E foi lógica e triste a constatação. O Fluminense, essa equipe que jogou ontem, é igual ao Náutico e provavelmente também não se daria bem no Aterro. É um time sem brilho, com gente que não sabe jogar, com pouquíssimas e honrosas exceções, uma ou duas, três com muito boa vontade. . Passei a noite pensando em escolher o personagem desse novo desastre em pleno Maracanã. . Poderia ser o Conca, autor do gol num chute preciso, a andorinha que sozinha não consegue fazer o verão tricolor aparecer . Poderia ser o Paulo César, que foi colocado numa fria, escalado às pressas sem reunir condições ideais e numa posição que não joga pelo menos há dez anos. Poderia ser o Mariano que, como sempre, na hora H, falha na marcação. Poderia ser o juiz paspalhão, protagonista de uma cena inusitada com o bandeirinha, afinal muitos candidatos. . Estava ainda propenso a escrever sobre o meio de campo dantesco, que apavora as mentes daqueles amantes do futebol bem jogado, independentemente do clube de sua predileção. . Quando então se fez a luz e a ideia clareou. Cuca, era ele, só poderia ser ele. Cuca teria que ser o personagem do jogo, não pela sua visão estratégica, não pelas alterações oportunas que trouxeram à equipe um pouco da objetividade perdida após o jogo com a LDU. E sim pela mesmice, pela apatia demonstrada durante toda a partida, enfim por ter sido o papel carbono do Renato. . Confesso que, após a irritação inicial ao saber que ele havia sido escolhido para técnico, tive um sopro de esperança ao vê-lo chegar esbanjando otimismo, sem aquela pose marcante do chororô, de tão triste memória. Começou a semana bem, declarando que não escalaria três volantes. Iria colocar um meia para auxiliar o Conca na armação das jogadas e admitiu alterar o ataque com a provável entrada do Alan no lugar do Roni. . Era tudo que a torcida queria e precisava ouvir. A maior causa dos insucessos de Parreira e Renato residiram exatamente na covardia e na teimosia. Com três volantes e acrescente-se volantes inócuos, o que conseguiram foi afundar o Fluminense cada vez mais. . Pois bem, voltando ao Cuca, depois de vários treinos elogiando o futebol de Fábio Neves, em cima da hora resolve optar pelo Marquinho, segundo ele “para dar mais consistência à equipe”. Consistência essa que nos custou caro, porque Marquinho não marca, não passa e não chuta com precisão. Em suma, não é meia, no máximo e com muito boa vontade é mais um volante ineficiente, melhor que o Fabinho, é verdade, mas qual a vantagem disso? Graças a Deus levou o terceiro amarelo. . E na hora da decisão mesmo, entrou com Roni e Kiesa, o ataque mais ineficiente dentre todas as equipes do campeonato. E pior de tudo, igualmente ao antecessor, colocou os garotos no fogo, dando a eles a responsabilidade de ganhar um jogo que os veteranos novamente tinham posto a perder de modo bisonho. . Roni já havia feito um péssimo primeiro tempo. Por que mantê-lo, esperar mais duas lambanças abissais para então substituí-lo aos oito minutos da segunda etapa? Aos dezesseis, tirou o inútil Marquinho, deslocando o Paulo César para o meio. Por que não promoveu a estreia do Fábio Neves? Por que não se lembrou do Tartá, que nem no banco estava? . O fim do filme já é sobejamente conhecido, sendo desnecessário ser relembrado. . As declarações após o jogo dão algum alento. O fato de diminuir a quantidade de jogadores para a semana de treinos em Marangatiba é o passo inicial. Será que aprendeu a lição? . A preocupação em dar especial atenção ao ataque é outro ponto positivo, embora a declaração de que “não adianta colocar o Alan como referência se a referencia é o Fred” não leve a nada, porque certamente o Fred ainda não estará em condições de enfrentar o Botafogo, adversário que agora mais do que nunca precisamos vencer. . Deveria se preocupar em saber como está o Adeilson, provavelmente melhor fisicamente que o Fred nesse momento. Sua entrada no lugar do Roni já seria um aumento de qualidade considerável. Em último caso, o Alan ou até mesmo o Maicon, mas o Roni precisa esquentar um pouco o banco de reservas. . Quanto aos novos contratados, dificilmente estarão em condições de jogo contra o Botafogo, por isso seria muito mais importante o Cuca procurar saber como se encontra o Fábio Santos, esse sim que poderá dar em curto prazo mais qualidade ao nosso meio de campo. . Finalizando a análise de suas declarações, preocupa-me aquela que diz respeito à certeza da recuperação do Diguinho. Pode até ser, não duvido nada que ele consiga, mas não de imediato. Diguinho convalesce de uma doença grave, que ainda não está totalmente curada. É uma temeridade forçá-lo a uma condição que ele ainda não tem. Um bom período de recuperação se faz necessário para que possa voltar a render o que já rendeu no passado. Gostaria que o Cuca parasse com essa idéia de “homem de confiança”. Homem de confiança quem tem são as prostitutas e os travestis. Os técnicos que embarcaram nessa canoa furada quebraram a cara, sem exceção. . Bem, a guerra continua e domingo teremos mais uma batalha, essa decisiva. A ausência da vitória praticamente nos condenará à segunda divisão. Não podemos jogar com Mariano, Fabinho, Diguinho, João Paulo e Roni. Que os céus abram a mente do Cuca e o façam lembrar-se de que no elenco tricolor também existe o Tartá. . Agora sim é vencer ou vencer, ou melhor, é vencer ou morrer! . REAGE FLUZÃO! .