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terça-feira, 18 de março de 2014

Fluminense 1 x 1 Vasco. Deu para o gasto!

Fred marcou o seu 115º gol pelo Fluzão, mas continua
devendo atuações como as de 2012.  (Foto: Alexandre Loureiro / LANCE!Press)

O resultado serviu para assegurar a segunda colocação e a consequente vantagem nas semifinais desde, é claro, que o tricolor vença o Volta redonda na última rodada.

O jogo, porém, foi decepcionante. Não chegou a ser surpresa porque as equipes definidas com três volantes já mostravam claramente o medo de perder dos dois treinadores.

O ruim é que uma vez não vencemos o Vasco, o que deixa poucas esperanças de que o Fluminense consiga ir longe na Copa do Brasil e no Brasileirão.   

Entendo ser válido usar escalações com três volantes em algumas situações específicas, mas adotar esse sistema como padrão de jogo constante é inaceitável, principalmente porque hoje não existe no elenco nenhum volante com habilidade suficiente para colaborar na armação de jogadas para não sobrecarregar tanto o Conca.

A informação divulgada no blog do João Garcez de que está sendo tentada a contratação do Elias é um indicativo de que os responsáveis pelo futebol já se conscientizaram da necessidade de alguém para ajudar no meio de campo.

Acho apenas que não acertaram na escolha. O investimento (€ 6 mi ou R$19,650 mi) não compensa. Creio que por quantia inferior seria possível trazer o Cícero, jogador com mais recursos, além de ser identificado com o Fluminense.  

Muitos cronistas tricolores voltaram a reclamar de falta de empenho. Particularmente, não creio ser este o fator preponderante para a dificuldade que o time tem para conseguir as vitórias.

O problema é que desde o ano passado temos poucos jogadores capazes de desequilibrar um jogo.

Observando a escalação de domingo só consegui vislumbrar a presença de três deles: Conca, Fred e Walter, esse inexplicavelmente na reserva.

É verdade que em 2012 Cavalieri, Jean e Carlinhos também desequilibravam, mas parece que perderam a forma.

E com as saídas de Wellington Nem e Thiago Neves fica difícil vencer até mesmo equipes fracas como Madureira, Bonsucesso e Duque de Caxias. O que dizer então dos clássicos?

Alguns arguirão o recente passeio sobre o Flamengo. Foi divino, mas claramente um ponto fora da curva, propiciado muito mais pelo excelente desempenho do Conca, que jogou sem marcação alguma.

Sobre o jogo, as chances do Fluminense foram maiores. Antes mesmo do gol do Vasco, já havíamos perdido duas claras.

Entretanto, esse maior volume de jogo ainda não é suficiente para deixar os torcedores tranquilos porque sabem que a qualquer momento nossa zaga poderá "entregar o ouro".

E aconteceu de novo, num bate-rebate desconexo Edmilson conseguiu marcar para o Vasco e os tricolores ficaram sem entender como até com a proteção de três volantes a zaga continua tão vulnerável.

Pode ser que o título carioca ainda venha, mas para as demais competições torna-se imprescindível a contratação de pelo menos um zagueiro de categoria, um meia e uma atacante que caia pelos lados porque Biro Biro ainda está muito verde e desnutrido.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 1 X 1 Vasco

Local: Maracanã, Rio de Janeiro; Data: 16/03/2014
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ);
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Rodrigo Figueiredo H. Corrêa (RJ);
Gols: Edmilson, aos 41' do primeiro tempo e Fred, aos 21' do segundo
Cartão Amarelo: Diguinho

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Chiquinho; Valencia, Diguinho (Biro Biro, 20'/2ºT), Jean e Conca (Wagner, 45'/2ºT); Rafael Sobis (Walter, Intervalo) e Fred. Técnico: Renato Gaúcho.

Vasco: Martin Silva, André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Aranda, Pedro Ken e Douglas; Everton Costa (Thalles, 30'/2ºT) e Edmilson (Montoya, 43'/2ºT). Técnico: Adilson Batista.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Fluminense 1 x 1 Vasco da Gama. Preocupante!

De que adianta ter um dos melhores ataques  se o treinador teima em escalar três volantes?


Preocupante porque a estreia na Libertadores é daqui a quatro dias. E a insistência do Abel em jogar com três volantes está se transformando num caso patológico.

Mais uma vez foram perdidos quarenta e cinco minutos com a formação dantesca que, como sempre, engessou o time.

E mesmo com três volantes a defesa deu espaço demais aos atacantes do Vasco, que poderiam ter feito mais gols se estivessem num momento mais favorável.

Aliás, o Fluminense tem levado sufoco de qualquer adversário devido a essa tendência extremamente defensiva de seu treinador.

Se a preferência pelo Edinho é de tal monta que o faz abrir mão do futebol ofensivo, que Abel barre o Valência e passe a jogar com mais criatividade no meio de campo.

Cometerá injustiça ao barrar o colombiano, conforme suas próprias palavras, mas certamente tanto Fred como Wellington Nem passarão a ser acionados com mais frequência e em melhores condições para marcar.

Normalmente esse problema nem deveria estar preocupando a Torcida Tricolor. Bastaria que os quatro titulares da frente estivessem disponíveis na maioria dos jogos.

Entretanto, esperar de Deco e mesmo de Thiago Neves uma sequência de partidas aceitável é uma utopia.

Por isso mesmo que a diretoria não deve perder o foco na recontratação do Conca.

Tudo indicava que Felipe seria contratado para substituir o Deco em suas eventuais ausências e, bota eventuais nisso, mas não será entrando nos últimos vinte ou quinze minutos que irá recuperar a sua melhor condição.

A comissão técnica tricolor ainda não conseguiu enxergar que Wagner e Thiago Neves já deram mostras de sobra que não conseguem articular o meio de campo quando estão sozinhos e só aparecem a contento quando têm companhia habilidosa ao lado.

É uma pena e uma preocupação.

Do jogo em si, pouca coisa a acrescentar.

O Vasco, apesar de se encontrar numa fase de reestruturação, conseguiu causar dificuldades ao Tricolor e acabou o primeiro tempo com a vitória.

É bem verdade que pela categoria maior de seu elenco, o Fluminense poderia ter feito pelo menos dois gols em dois arremates do Fred, o primeiro defendido pelo bom goleiro vascaíno e o segundo acertando o travessão.

No intervalo, Abel minorou o erro, substituindo Edinho por Marcos Junior.

O time melhorou, embora o meio de campo continuasse a produzir muito pouco.

Aos 26’ foi a vez de Felipe, que entrou no lugar de Valencia.

A pressão tricolor aumentou e Marcos teve duas ótimas chances, a primeira com o gol vazio chutou para fora de forma precipitada e a outra em mais um milagre Alessandro colocou para escanteio.

Até que aos 42’ não teve jeito, Carlinhos livrou-se de Nei e centrou na cabeça de Fred, que colocou no canto esquerdo e estabeleceu o empate.

Graças a Deus que Carlinhos acertou o tão pedido cruzamento certeiro para Fred marcar.

Wellington Silva ainda substituiu Bruno e deu mais ofensividade à equipe.

O empate praticamente deixa o Flamengo como líder do grupo e, como consequência, o Fluminense terá que enfrentar o Botafogo na semifinal em desvantagem.

Nada assustador em condições normais, mas em meio à disputa da Libertadores enfrentar os botinudos alvinegros, com gana de provocar cicatrizes, agora incentivados por seu próprio treinador e sob o beneplácito de sua diretoria, temo pela integridade de nossas estrelas para a sequência do torneio.

Espero que a diretoria tricolor tome as providências devidas junto ao Departamento de Árbitros.

Preocupante ainda a possibilidade de Abel vir a repetir os três volantes na estreia da Libertadores. O jogo é contra uma equipe mais fraca, mas que tem o seu forte no meio de campo, onde atua com dois ou até três meias de ligação com alguma habilidade e vários deslocamentos.

E DÁ-LHE FLUZÃO! CARACAS, AÍ VAMOS NÓS!


DETALHES:

Fluminense 1 x 1 Vasco da Gama

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ); Data: 09/02/2013 )

Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)

Assistentes: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Marcos Sivolella do Nascimento (RJ)

Gols: Jean, contra, aos 42' do primeiro tempo e Fred, aos 42' do segundo.

Cartões amarelos:  Edinho, Jean, Leandro Euzébio, Digão e Fred

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno (Wellington Silva, 30'/2ºT), Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Felipe, 26'/2ºT), Jean, Edinho (Marcos Júnior, intervalo) e Wagner; Wellington Nem e Fred. Técnico: Abel Braga.

VASCO: Alessandro; Nei, Dedé, Renato Silva e Dieyson (Fellipe Bastos, 41'/2ºT); Abuda, Wendel (Fillipe Soutto, 26'/2ºT), Pedro Ken e Carlos Alberto; Eder Luis e Tenório (Bernardo, 31'/2ºT). Técnico: Gaúcho.

(foto: Terra.com.br / Agência Photocamera / Divulgação)