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sábado, 20 de maio de 2017

TRÊS JOGOS, TRÊS LIÇÕES PARA REFLEXÃO DE NOSSO TREINADOR!



O desempenho do Fluminense nos três últimos jogos permite conclusões que deveriam servir de reflexão para o nosso bom treinador.

A primeira delas é que Scarpa depois de setenta e dois dias parado, face à entrada criminosa de um cavalo batizado, ainda não está pronto.

Abel está certo ao planejar sua entrada aos poucos e só firmá-lo como titular quando reunir suas condições físicas e técnicas ideais.

Contudo, essa transição tem que ser feita com muito cuidado e não o colocando em jogos contra equipes fortes e mais entrosadas que a nossa.

O resultado da precipitação foi o erro de posicionamento no segundo gol do Santos, falha reconhecida pelo próprio Scarpa na entrevista após o jogo e a incapacidade de prender a bola contra o Grêmio, uma das causas do sufoco que tomamos na etapa final.

O planejamento de colocá-lo aos poucos é perfeito, mas seria melhor realizá-lo em condições mais favoráveis e sem açodamento para que o atleta adquira sua forma ideal sem riscos de novas lesões.

A segunda conclusão óbvia é predileção insensata de Abel por Renato Chaves.

Não importam quantas falhas ele possa ter, seu lugar está sempre garantido, parece até ter cadeira cativa entre os onze titulares.

Sem dúvida, Abel é um dos melhores técnicos da atualidade. É campeão inconteste. Ganhou tudo o que podia, inclusive o nosso tetra.

Mas, a fixação exagerada em determinados atletas é mania antiga e prejudicial que não posso deixar de apontar.

Já aconteceu no passado, inclusive por ocasião do tetracampeonato, onde foi notória a predileção por determinados jogadores, que mesmo barrados em consequência de suas fracas atuações, continuaram sempre os escolhidos por ocasião das substituições.

O exemplo mais marcante foi a preferência pelo Diguinho, que nas várias vezes em que era utilizado nos finais de jogos facilitava a vida dos adversários com faltas desnecessárias na entrada da área, responsáveis pela perda de vários pontos. Para refrescar a memória dos esquecidos: o empate com o Figueirense e o pênalti cometido contra o Flamengo no finalzinho, que nos tiraria a vitória não fosse a brilhante defesa do Cavalieri.   

Renato Chaves não sai do time, não importa quantas falhas tenha.

Gum, ao perder suas condições físicas, foi execrado pelos torcedores,  passando de guerreiro a perna de pau.

E Gum falhava menos, em quase todo o jogo entregava um gol ao adversário, ao contrário de Renato, que entrega dois com frequência.

A terceira constatação é que na maioria das vezes  as famigeradas “escalações cautelosas” sempre provocam derrotas.

Contra o Grêmio, repetiu-se a máxima. O placar pode ser revertido no Maraca, desde que seja escolhida a escalação correta.

É esperar para ver.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

E, para encerrar: Abad, pelo amor de Deus contrate um zagueiro minimamente habilidoso!

DETALHES:

COPA DO BRASIL – OITAVAS DE FINAL – JOGO DE IDA

Grêmio 3 x 1 Fluminense

Estádio: Arena Grêmio, Porto Alegre, RS; ​Data: 17/05/2017
Árbitro: Adewson Freitas da Silva (Fifa/PA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Bruno Boschillia (Fifa/PR)
Gols: Renato Chaves, aos 4'/ e Arthur, aos 17' do primeiro tempo; Barrios, aos 19' e 25'/2ºT)
Cartões amarelos: Renato, Scarpa, Henrique, Henrique Dourado e Sornoza  

Grêmio: Marcelo Grohe; Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Arthur (Fernandinho, 42'/2ºT) e Ramiro; Pedro Rocha (Everton, 16'/2ºT), Luan e  Barrios (Jaílson, 36'/2ºT). Técnico:Renato Gaúcho

Fluminense: Cavalieri; Renato, Renato Chaves, Henrique e Léo; Pierre (Scarpa, 33'/2ºT), Wendel e Sornoza; Richarlison (Maranhão, 32'/2ºT),Marcos Junior (Calazans, 38'/2ºT) e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

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CAMPEONATO BRASILEIRO – 1ª RODADA

Fluminense 3 x 2 Santos

Local: Estádio Mario Filho, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ; Data: 14/05/2017
Árbitro: Wagner Reway (Fifa/MT)
Assistentes: Fábio Rodrigo Rubinho (MT) e Marcelo Grando (MT)
Gols: Henrique Dourado, aos 3' e 48' e Victor Ferraz, aos 38' do primeiro tempo; Sornoza, aos 12' e Hernandez, aos 42' do segundo
Cartão amarelo: Léo 

Fluminense: Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza (Scarpa, 40'/2ºT); Wellington Silva (Marcos Junior, 19'/2ºT), Richarlison (Pierre, 38'/2ºT)e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Jean Mota (Léo Cittadini, 33'/2ºT); Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno (Vladimir Hernandez, 17'/2ºT); Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Kayke, 18'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior

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COPA SUL AMERICANA – OITAVAS DE FINAL- JOGO DE VOLTA

Liverpool-URU 1 x 0 Fluminense

Estádio: Centenário, Montevidéu, Uruguai; Data:10/05/2017
Árbitro: Juan Soto (VEN)
Auxiliares: Luis Sanchez (VEN) e Tulio Moreno (VEN)
Gol: Ramírez, aos 16' do primeiro tempo
Cartões amarelos: Cavalieri, Sornoza e Henrique Dourado

Liverpool: De Amores; Rodales, Platero, Malo e Christian Almeida; Toma (Gustavo Viera, 30'/2ºT), Cantera (García, 39'/2ºT), Aprile, Martínez (Antunez, 44'/2ºT); Royón e Ramirez. Técnico: Alejandro Bertoldi

Fluminense: Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza; Wellington Silva (Marcos Junior, 30'/2ºT), Henrique Dourado (Pedro, 41'/2ºT) e Richarlison (Marquinho, 46'/2ºT). Técnico: Abel Braga


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Fluminense 2 x 2 Liverpool. Doce dor de cabeça!



(foto: Nelson Perez / Fluminense F.C.)

Com o retorno ao Maracanã a Torcida Tricolor volta a sonhar com as jornadas épicas do time de guerreiros.

E o começo foi mágico. Jogando com autoridade, o Fluminense não tomou conhecimento do adversário, que a rigor teve apenas uma única oportunidade clara de gol naquele rebote infeliz do Cavalieri.

É verdade que Royón estava impedido, mas como a arbitragem não marcou, se a bola entrasse o gol valeria.

Depois, foi só tranquilidade.

Orejuela, Wendel e Sornoza ditaram o ritmo de jogo e com o auxílio de um Wellington endiabrado colocaram os uruguaios “na roda”, que sem forças para reagir não tiveram alternativa a não ser entrincheirarem-se para evitar a goleada.

Cavalieri passou a ser praticamente um espectador privilegiado.

Embora a atuação do primeiro tempo sinalizasse para a possibilidade de algo parecido com os seis a zero aplicados no Arsenal-ARG, também numa estreia internacional, o placar não mais se alterou.

Talvez a precipitação dos jovens na hora de decidir tenha sido o maior fator para tantos gols perdidos.

Pena, porque cabia mais, muito mais.

Destaque maior para Wendel, que não sentiu o peso de jogar pela primeira vez no Maracanã.

Considerado pela mídia como o melhor em campo, mostrou o mesmo futebol vistoso que encantou a todos nos recentes clássicos contra os rivais cariocas.

Se mantiver no futuro as mesmas atuações seguras, poderemos ter o mais habilidoso dos volantes criados na base depois do Deley.

Lá se vão trinta anos e muitos dos torcedores atuais nunca tiveram a oportunidade de ver as equipes tricolores apenas com virtuoses no meio de campo, sem nenhum volante brucutu, do tipo que não conseguem acertar um passe a um metro do nariz.      

Até as equipes vitoriosas, como as recentes responsáveis pela conquista dos títulos de 2010 e 2012 careciam desse jogador.

Que Abel trate de lapidar essa promessa de diamante com muito esmero e não sucumba à tentação de retorná-lo ao banco em razão de sua pouca idade.

Marquinhos Calazans foi outra boa surpresa. Deveria ter mais oportunidades nos times alternativos, pois o que mostrou em poucos minutos foi muito mais do que fazem Maranhão, Osvaldo e Marcos JR quando atuam.

Mas, essa dor de cabeça é problema do Abel.

E que doce dor de cabeça!  Que os deuses do futebol o inspirem em suas decisões.

E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

COPA SUL AMERICANA – JOGO DE IDA.

Fluminense 2 x 0 Liverpool-URU

Local: Estádio Mario Filho,
Maracanã, Rio de Janeiro, RJ: Data: 05/04/2017
Árbitro: Eber Aquino (PAR)
Assistentes: Juan Zorrilla (PAR) e Dario Gaona (PAR)
Gols: Henrique Dourado, aos 23' e Richarlison, aos 38' do primeiro tempo
Cartão amarelo: Wellington, Richarlison e Henrique Dourado

Fluminense: Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo (Marquinhos Calazans, 37'/2ºT); Wendel, Orejuela e Sornoza; Wellington (Lucas Fernandes, 26'/2ºT), Richarlison e Henrique Dourado (Pedro, 26'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

Liverpool: De Amores; Rodales, Platero, Martín Díaz e Almeida; Gonzalo Freitas, Latorre, Santiago Vieira e De La Cruz (Gustavo Viera, 45'/2ºT);  Aprile (Federico Martinez, 36'/2T) e Royón. Técnico: Alejandro Bertoldi.


Tem retranca? Chama o Wellington!


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Goiás 1 x 0 Fluminense. Melhor mesmo seria fechar para balanço!


Tive que esperar quase dois dias para conseguir escrever algo que não fosse simplesmente xingar um monte de jogadores medíocres, que tal como flores parasitas sugam a genialidade e o esforço de poucos craques que compõem o elenco.

Nosso treinador com o aquele jeitão simplório de paizão passa a mão na cabeça dos preguiçosos ao corroborar que a culpa dos insucessos se deve aos desgastes alegados pela maratona de jogos, como se o Fluminense fosse a única vítima dos cartolas da CBF que se locupletam explorando em benefício próprio a paixão nacional.

“_ Os jogadores se entregam, se esforçam e a torcida sabe que fazemos o máximo. Não tenho dúvidas que vai nos apoiar no domingo. Será um grande jogo. Vamos tentar evitar que o Cruzeiro dispare ainda mais na tabela”, disse. (sic)

Não duvido mesmo que a vitória venha no domingo, afinal o Cruzeiro virá sem os seus três principais atletas, além de nos últimos tempos ter sido quase um freguês cativo.

Mas para isso Cristóvão terá que abrir mão de suas artimanhas de professor Pardal e parar de repetir os mesmos erros grosseiros não só nas escalações, como principalmente nas substituições, todas elas desastradas e que acabam fazendo dele o maior culpado por esse último insucesso.

A começar pela falta de coragem de manter o Carlinhos no banco, talvez motivado pela menção elogiosa do Abel no programa “Bola da Vez”, da ESPN, por desconhecer o fato de que o treinador hoje colorado não passa de um brincalhão quando se trata de frases de efeito, como as famosas: “_ Temos no elenco substituto à altura para o Wellington Nem” e “_O Fluminense tem zagueiros para os próximos cinco anos”.

Pois bem, o protegidinho andou em campo e num raro momento de clarividência, após bela jogada individual e ficar cara a cara com Renan chutou para fora a bola do jogo quando poderia, não fosse tão “fominha”, passá-la para Cícero, sozinho a seu lado e com o gol escancarado a sua frente.

E como uma teteia de luxo, Carlinhos, que ficara de fora em dois jogos e absolutamente não poderia estar exaurido, sentiu uma distensão e teve que ser substituído.

E aí mais uma vez ressurgiu o gênio inventor do treinador colocando Kenedy em seu lugar.


 Kenedy, aquele mesmo, o que nunca sabe o que fazer com a bola, o que corre e nunca chega, o que não sabe dominar uma bola e principalmente não sabe chutar em gol. Já perdi a conta de quantos gols fáceis ele perdeu nessa edição do Brasileirão.

Aliás, gostaria que alguém me explicasse qual a razão da predileção exacerbada de Cristóvão por esse jogador.

Depois que voltou da seleção de um daqueles campeonatos “sub alguma coisa”, realizados para facilitar a vida dos empresários, Kenedy  teve nada menos do que oito oportunidades no time titular, apesar de ter apresentado aproveitamento baixíssimo, enquanto outras promessas nem sequer integraram o banco de reservas.

Isso sem levar em conta os defenestrados por Cristóvão, que perambulam pelo país. Estranho, muito estranho!

Poderia discorrer sobre todas as bobagens do Cristóvão nos jogos da eliminação para o Goiás, mas não julgo necessário, uma vez que o Gustavo Albuquerque já fez uma análise perfeita, publicada no Globoesporte.com, cujas opiniões endosso completamente.

E o pior de tudo é que não é só o Cristóvão que encena a mesma cantilena do desgaste excessivo como desculpa para as deficiências do time. Também o preparador físico Rodrigo Poletto declarou no site Globoesporte.com a seguinte pérola:   

“_Todos os jogos são decisões e são desgastantes. Praticamente não temos tempo de treinar, só de recuperar. Infelizmente o calendário é assim e temos de procurar entrar com um processo de recuperação da melhor maneira possível. A qualidade do espetáculo cai no momento em que você tem essa sequência de jogos difíceis”. (sic)

Concordo com ele quanto à queda na qualidade dos espetáculos, mas daí a estender as pífias apresentações ao cansaço vai uma distancia muito grande. E é só parar e pensar um pouco. Por que só acontece com o Fluminense?

Nessa mesma quarta-feira de mais um vexame tricolor, outros clubes se esfalfaram em campo e não pararam de correr um minuto sequer atrás do resultado. Botafogo, Flamengo, Corinthians e o próprio Goiás estão aí como exemplos.

As eliminações precoces na Copa do Brasil e na Sul Americana para equipes nitidamente inferiores, jogando inclusive com vários jovens da base são inadmissíveis para um clube da tradição do Fluminense.

Tivéssemos uma administração competente a única ação plausível numa hora dessas seria a demissão imediata de toda a comissão técnica e em especial seu treinador, que a cada jogo que passa dá nítidas demonstrações de como não se deve administrar um elenco de futebol.

Sei perfeitamente que os doutos teóricos irão afirmar que não é trocando de técnico a toda hora que os resultados serão satisfatórios.

Concordo com eles, é isso mesmo, mas existem ocasiões em que nenhuma outra medida se justifica, como por exemplo, quando se é goleado em casa por um time que ocupa a metade de baixo da classificação da série B e perder para outro formado por garotos com pouca experiência e que apenas mostraram disposição para aprontar correria para cima dos lentos jogadores tricolores.

Como também não se pode admitir de sã consciência que o Fluminense perca 8 (oito) pontos para os três últimos colocados do Brasileirão e mais três para o décimo quinto e com o agravante de dois desses jogos terem sido disputados em pleno Maracanã com apoio mássico da torcida.

É mais do que certo que nossos incompetentes dirigentes manterão o status quo vigente, sem nenhuma alteração significativa, o que se deduz pela confortável posição do treinador, que se diz seguro apesar dos seguidos insucessos.

Mas que ao menos tenham o bom senso de nem por um milésimo de segundo continuar pensando em fazer um contrato longo com o Cristóvão, como declarou recentemente Mario Bittencourt.

Que pelo menos esperem a evolução de seu trabalho e os consequentes resultados.

A situação ficou tão complicada que obriga os torcedores tricolores a torcer para o Cruzeiro levar a Copa do Brasil e o São Paulo a Sul Americana, abrindo duas vagas no G-4, porque do jeito que a coisa vai se chegarmos em sexto já será lucro.


Mas, como algum dia essas mulas certamente passarão,


DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

COPA DO BRASIL – JOGO DE VOLTA

Goiás 1 x 0 Fluminense

Local: Estádio Serra Dourada, GO; Data: 03/09/2014
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil e Bruno Boschilia
Gol: Erik, aos 2' do segundo tempo
Cartões Amarelos: Henrique, Jean e Kenedy
Cartão Vermelho: Elivélton

Goiás: Renan; Valmir Lucas (Rodrigo, 18'/2ºT), Jackson, Felipe Macedo e Léo Veloso; David, Thiago Mendes, Murilo e Esquerdinha (Wellington Júnior, 47'/2ºT); Erik e Tiago Real (Liniker, 43'/2ºT). Técnico: Ricardo Drubsky.

Fluminense: Felipe Garcia; Bruno (Walter, 10'/2ºT), Henrique, Elivélton e Carlinhos (Kenedy, 45'/1ºT); Diguinho, Jean, Cícero, Chiquinho e Conca; Fred (Marlon, 18'/2ºT). Técnico: Cristovão Borges.