Mostrando postagens com marcador 90 anos do estádio do Fluminense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 90 anos do estádio do Fluminense. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de março de 2010

Uberaba 0 x 2 Fluminense. E rumo às oitavas.

Alan, com dois gols, voltou a ser o nome do jogo

Os dois gols de diferença garantiram o Fluminense na próxima fase da Copa do Brasil. Alan foi o destaque, com dois gols típicos de centro-avante. O segundo, aliás, uma pintura, bem parecido com o de Fred contra o Botafogo, após passe preciso de Mariano em jogada que deixou o defensor mineiro esparramado no chão.

Valeu para resgatar a confiança de mais uma revelação tricolor, ultimamente ofuscada pela perda do penalti decisivo na Taça Guanabara e pela ascensão meteórica de Wellington Silva.

Nesse particular, vale refrescar a memória dos tricolores em geral, inclusive da Comissão Técnica, para o fato de que Alan participara em várias oportunidades da brilhante arrancada do ano passado, tendo feito gols importantíssimos contra Avaí, Corinthians, Santo André e Vitória, sem os quais estaríamos amargando a segundona.

Quanto ao Wellington Silva, melhor mesmo será resguardá-lo e ir lançando-o no decorrer das partidas até se acostumar à condição de titular. Começando os jogos, seu rendimento cai bastante.

Com o estádio praticamente lotado, o Uberaba começou melhor a partida, pressionando com jogadas pela esquerda de seu ataque e com chutes perigosos de fora da área. O gol só não saiu graças à excelente atuação de Rafael, defendendo dois fortes arremates, o primeiro logo aos quatro minutos de jogo.

O Fluminense se defendia e os constantes avanços do Uberaba sobre o setor de Mariano dificultavam a saída do ala tricolor, de modo que os contra-ataques não surtiam efeito.

O susto maior aconteceu aos 22 minutos, quando Thiago, cobrando falta cometida por Diguinho na entrada da área, acertou o travessão, com Rafael completamente batido. Em seguida, mais uma chance desperdiçada num ataque pela direita, concluído por cima da baliza.

O Fluminense começou a acordar quando passou a atacar também com Mariano, além das tabelas pelo meio com Fred, Conca e Alan. Numa delas, Alan teve a primeira grande chance, mas chutou à esquerda do goleiro.
.
Aos 29 minutos, porém, Fred conseguiu se livrar da marcação e serviu Alan na entrada da área, que partiu como um raio e finalizou com êxito, mesmo tendo sofrido falta na jogada.

A partir daí, o Fluminense passou a controlar a posse de bola até com certa tranquilidade e ainda teve outra oportunidade para marcar com Mariano que, ao receber um ótimo lançamento de Dalton, completou para a defesa do goleiro adversário.

Na segunda etapa, o Fluminense entrou ligado e não permitiu a correria mineira. E logo aos quatro minutos sacramentou a classificação com um golaço de Alan. Mariano fez a jogada, deixando um adversário estatelado no chão com um drible seco e cruzando na medida para Alan completar com um voleio de quem sabe.

O Uberaba bem que tentou o golzinho salvador que garantiria a segunda partida, mas a defesa tricolor dessa vez bem postada evitou que Rafael sofresse mais sustos. Aos poucos os mineiros foram esmorecendo e foi o Fluminense que teve mais chances para marcar.

O destaque negativo foi a contusão de Fred, ao que parece no mesmo local da anterior. Aliás, o fato do elenco vir sofrendo baixas seguidas deveria ser analisado com mais profundidade pela Comissão Técnica. Seriam treinos e exercícios físicos demais? Afinal, esse mesmo elenco batalhou em duas frentes com jogos desgastantes aos domingos e quartas-feiras, sem tempo para treinar e conseguiu a arrancada sensacional há pouco mais de três meses.

----------------------------------------------------------------------------------

Dalton descarta seguir passos de Maicon e Wellington e diz seguir no Fluminense
.

Em reportagem de Diogo Dantas no terra.com, Dalton afirma o desejo de marcar sua presença no Fluminense antes de deixar o clube.

"Todo mundo sonha em jogar na Europa, mas estou satisfeito aqui. Espero ficar bastante tempo no Fluminense, conquistar um título e dar alegrias ao torcedor. Penso no momento, e agora estou jogando e feliz", disse a jovem revelação.

Difícil vai ser o Dalton conseguir conter a ganância de J. Hawilla e sua trupe e também a passividade dos dirigentes tricolores.

Tricolores do céu e da terra, unan-se nessa empreitada: FORA TRAFFIC!


E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fluminense 2 x 0 Confiança. Classificação suada.


Acabou dando a lógica e o Fluminense eliminou o Confiança, embora tenha mantido a torcida aflita até o finalzinho do jogo.

E sempre pelo mesmo motivo, erros demais nas finalizações. E o mais preocupante é que não é privilégio de ninguém, todos sem exceção carecem de melhor pontaria.

Cuca já percebeu o problema e chegou a declarar que para ganhar títulos o Fluminense não pode perder tantas oportunidades. Faz sentido, só falta agora ele aumentar a quantidade de treinamentos de arremates a gol, nem que para isso tenha que diminuir a carga dos coletivos.

Quanto ao jogo em si, o domínio tricolor foi quase total, mas mesmo assim o Confiança chegou a assustar com dois excelentes contra-ataques, defendidos pelo Rafael.
A pontaria descalibrada e a excelente apresentação do goleiro Pantera acabaram por anular essa superioridade, fazendo a torcida sofrer até o segundo gol de Fred, marcado aos 42 minutos com uma cabeçada certeira, após escanteio muito bem cobrado por Mariano.

Fred voltou a ser o nome do jogo e será sempre nele que a torcida terá que confiar a tarefa de fazer gols, porque pelo andar da carruagem, nossa diretoria acéfala aparenta estar doida para se desfazer da “molecada de Xerém”.

Conca também sobrou em campo, pena que os dois dribles de cinema não acabaram em gol, senão teríamos mais duas placas no Maracanã.

Wellington Silva, dessa vez, não brilhou. Pode ter sentido o peso da titularidade, coisa normal em um jovem de dezessete anos. Precisa ir se acostumando com as marcações mais fortes, às vezes com virilidade exagerada, que sofrerá a partir de agora.

O resto da equipe, ainda que sem o brilho de Fred e Conca, não comprometeu. Ainda acho que o Júlio César pode apresentar algo mais.

Não gostei da dupla formada por Fred e André Lima. Essa formação faz com que o maior artilheiro da equipe seja obrigado a recuar para armar as jogadas. Além disso, o André parece estar querendo mostrar serviço rapidamente e não passa a bola de jeito nenhum.

Não devemos nos esquecer que na fase final da grande arrancada do ano passado, quem substituiu o Maicon em todos os jogos, tanto do Campeonato Brasileiro como da Copa Sul-Americana foi o Alan.

O importante é que a vitória valeu a classificação. Tenho certeza absoluta de que se os atletas tricolores passarem a treinar com afinco arremates a gol, em breve o Fluminense será capaz de dar goleadas semelhantes às aplicadas pela molecada do Santos.

E DÁ-LHE FLUZÃO!


------------------------------------------------------------------------------

Maicon assinou contrato com o Lokomotiv, da Rússia, por quatro anos e meio.


O vice-presidente de futebol Alcides Antunes, declarou que a diretoria vai tentar manter o atacante até o final de julho e que a cúpula do futebol irá se reunir com representantes do Lokomotiv e selar o futuro do jovem atleta.

Declarou ele: "Vamos conversar com os russos pela manhã e resolver este assunto de uma vez por todas. O Fluminense ainda não liberou o jogador. Queremos manter o Maicon até o fim de julho, mas se eles vierem fortes não tem como segurar".

O que será que o cartola quer dizer com “se eles vierem fortes”? Para mim e para as pessoas normais, "chegar forte", nesse caso, é pagar a totalidade da multa rescisória. Qualquer outra solução aceita, deixará sempre uma dúvida no ar.

Cara de pau esse Alcides.

----------------------------------------------------------------------

Amigos tricolores, temos que ser enfáticos em nossas reclamações contra o que faz essa diretoria e a sua parceira madastra, dilapidando o patrimônio tricolor, cedendo as promessas de Xerém antes mesmo que tragam algum retorno, seja em termos de títulos ou de valores representativos para os cofres do clube.

Precisamos de união para acabar com essa parceria prejudicial.

FORA TRAFFIC

Em tempo: Alcides Antunes ao confirmar hoje à noite ao programa "Globo Esportivo" a liberação definitiva do Maicon, ao ser inquirido pelo reporter se a negociação teria sido boa para o Fluminense, já que havia sido concretizada pela metade do valor da multa rescisória, saiu-se com mais uma pérola:

-"O valor da multa é estipulado para o clube não perder o jogador. Ninguém vende por esse valor. Financeiramente foi satisfatório. Não queríamos vender o Maicon, mas não dá para concorrer com o futebol europeu".

Realmente as multas são estipuladas para os clubes não perderem os jogadores, mas o que o dirigente esqueceu de dizer é que os clubes dirigidos com profissionalismo estipulam seus valores em patamares altíssimos, 30 ou 4o milhões, geralmente em moeda estranjeira.

Nesses casos casos, é comum e até aceitável uma redução, não no caso do Maicon, negociado por R$ 9,7 milhões de reais, dos quais R$ 4,85 milhões irão limpinhos para a Traffic.

FORA TRAFFIC

(crédito da foto: globo.com)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Estádio Manuel Schwartz (Estádio das Laranjeiras): 90 anos de glórias.

. .
Isso mesmo, hoje é o dia. Em 11 de maio de 1919, há exatos noventa anos, era inaugurado o estádio do Fluminense Footbal Club com capacidade inicial para 18.000 espectadores. No jogo inaugural, a Seleção Brasileira venceu a Chilena por 6 x 0, em partida válida pelo Campeonato Sul-Americano.
.
Em 1922, o Estádio foi ampliado com a construção de mais um lance de arquibancada e sua capacidade aumentada para 25.000 pessoas.
.
O objetivo da ampliação era o de sediar dois dos eventos comemorativos do Centenário da Independência, os Jogos Olímpicos Latino Americanos, na realidade o precursor dos Jogos Pan-Americanos e o Campeonato Sul-Americano de Seleções.
.
Os custos da ampliação foram totalmente cobertos pelo clube, apesar da mesma ter sido realizada a pedido das autoridades que precisavam de um local adequado para a realização dos eventos.
.
Segundo estimativas da imprensa à época, em diversos jogos tanto do Fluminense como da Seleção Brasileira, a lotação oficial do estádio foi ultrapassada alcançando mais de 30.000 espectadores.
.
No final dos anos cinquenta, a Prefeitura do antigo Distrito Federal desejou desapropriar o estádio por causa das obras de duplicação da Rua Pinheiro Machado, o que ensejou uma série de negociações com a direção do clube.
.
Finalmente em 1961, após marchas e contramarchas, o então Governo do Estado da Guanabara acabou por desapropriar parte do terreno do estádio, que perdeu o lance de arquibancada contíguo à Rua Pinheiro Machado.
.
Os detalhes dessas negociações não ficaram muito claros. Provavelmente não houve boa vontade por parte dos políticos e dos engenheiros e arquitetos do Estado para uma solução tecnicamente mais racional. O projeto para construção do antigo estádio do Club Atlético de Madrid poderia ter servido de inspiração para soluções mais criativas.
.
O fato é que com a desapropriação, a troco de uma indenização ridícula, o estádio teve suas dimensões reduzidas para 72 x 105 metros e a capacidade para 8.000 espectadores, não sendo mais utilizado hoje em dia para jogos oficiais.
.
Durante toda a utilização do estádio, o Fluminense disputou 839 partidas, com um aproveitamento de 70%. Marcou 2206 gols e sofreu 1049.
.
Em justa homenagem, em 2004, o estádio recebeu o nome de Manuel Schwartz, presidente vencedor dos idos de 1980, seguramente o mais lúcido das últimas décadas.
.
O estádio era muito charmoso, as famílias se reuniam para assistir aos jogos, programa imperdível nas tardes dos domingos cariocas, que se transformavam em dias de festa e magia, como atestam as fotos a seguir, referentes a uma partida entre cariocas e paulistas, realizada em novembro de 1926.

.




.

Apesar da tradição e do legado de vitórias e glórias mil, a realidade é que o estádio entrou em decadência depois da desapropriação, cujas cicatrizes ainda perduram. Hoje em dia é apenas um arremedo daquela bela praça de esportes e tem servido apenas para treinamento do elenco profissional.
.
O gramado é mal cuidado e pode ser que seja o responsável pelos inúmeros casos de contusões de atletas durante os treinos.
.
A perda de seu estádio culminou com a decadência técnica do clube tantas vezes campeão, a ponto de perder para o maior rival uma hegemonia histórica no futebol do Rio de Janeiro.
.
A alternativa de utilização tão somente do Maracanã para todas as partidas colaborou para o endividamento gradual do clube, tendo em vista as taxas escorchantes cobradas pelas autoridades políticas que administram o estádio.
.
Tentativas foram e continuam sendo feitas no sentido de ser construído um novo estádio, mas até agora muita falação e nada de concreto.
.
A atual presidência sonha com a construção de um Centro de Treinamento em Xerém que, se concretizada, poderá provavelmente se transformar num belo tiro n’água, pois é difícil para o menos lúcido dos tricolores conceber a ideia dos atletas deixarem diariamente suas residências na Barra da Tijuca, Leblon, Ipanema e Laranjeiras para se deslocar por quase duas horas para o local de treinamento e depois gastar mais duas para voltar.
.
Soluções melhores terão que ser tentadas porque se oficializar Xerém como Centro de Treinamento, nossa equipe principal poderá vir a ser formada apenas por jogadores jovens e sem experiência.
.
Quanto ao estádio em si, o problema não é de fácil solução. A maioria megalômica deseja um campo com capacidade para quarenta ou cinquenta mil pessoas.
.
Exagero, o que o Fluminense precisa é de um estádio moderno com capacidade em torno de 30.000 espectadores para os jogos de menor apelo. Os clássicos regionais e as partidas decisivas das diversas competições continuarão tendo o Maracanã como palco.
.
Pelo que se ouve falar, parece que o local atual está completamente descartado. Pelo que dizem o maior entrave seria a falta de locais adequados para estacionamento. Outra falácia, o atual estádio fica a poucos metros da estação do metrô, além de inúmeras linhas de ônibus.
.
O problema maior será vencer a resistência da minoria dos sócios que se beneficia das quadras de tênis, para que elas sejam deslocadas mais pra trás.
.
Não se trata de apologia à reconstrução do estádio nas Laranjeiras, apenas uma sugestão para que o local também seja considerado em eventuais futuros estudos.
.
De qualquer modo será necessário investimento pesado por parte da iniciativa privada e para que o clube tenha o cacife necessário para conquistá-lo torna-se imprescindível que volte a figurar como um dos grandes vencedores do futebol brasileiro.
.
Ganhar um Campeonato Brasileiro, uma Copa Libertadores, um Campeonato Mundial de clubes certamente despertará a atenção dos investidores para a marca Fluminense, apesar dos pesares um nome ainda forte no cenário esportivo.
.
Ano passado, o objetivo quase foi alcançado. Tínhamos o melhor zagueiro do Brasil, dois bons laterais, poderíamos ter o melhor meio campo do país (Arouca, Cícero, Conca e Thiago Neves) se escalado sem proteções descabidas e dois atacantes efetivos e em ótimas fases. Infelizmente os desmandos técnicos e administrativos roubaram do clube essa glória ainda inédita.
.
Caros tricolores, o texto não deixa de ser um desabafo de um velho torcedor cansado de ver e ouvir tantas asneiras. Espero que sirva para reflexão daqueles que dirigem ou venham a dirigir o clube.
.
E DÁ-LHE FLUZÃO!.