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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Painel de craques - 2a parte

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Da mesma forma que na primeira, postada no dia 24 de Julho,a segunda parte do Painel de Craques alinha cerca de oitenta atletas que brilharam com a gloriosa camisa do Fluminense. Não houve nenhuma preocupação em separá-los por época nem por importância. A mescla foi feita de modo proposital, pois afinal de contas todos eles contribuíram de algum modo para a alegria da imensa torcida tricolor.
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Por esse motivo, poder-se-á observar craques renomados, de toque refinado, ao lado de outros não tão brilhantes, mas que com sua raça e superação também participaram na construção da grandeza do Fluzão.
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As ausências que certamente serão sentidas, ocorreram pela impossibilidade de obtenção de suas fotos com o uniforme tricolor. Magno Alves, o décimo artilheiro do clube, com 111 gols marcados em 265 jogos é um deles.
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Algumas revelações, promessas de craques, recém saídos de Xerém também estão presentes, jovens que no futuro ainda poderão nos dar grandes alegrias. Dos que já deixaram o clube, alguns que hoje brilham no exterior estão presentes, os que saíram para jogar em rivais brasileiros foram deixados de lado.
Da esquerda para a direita e de cima para baixo: 1. Paschoal, Bigode e Telesca, a famosa "linha média", super-campeã de 1946; 2. Kléber, volante refinado, fez parte da máquina tricolor dos anos 70. Campeão carioca de 1973, 1975, 1976 e 1980, participando de 315 jogos e marcando 41 gols; 3. Gilson (gênio); 4. Mário; 5. Equipe campeã da Taça de Prata de 1970, o campeonato brasileiro inexplicavelmente ainda não reconhecido pela CBF, (De pé: Oliveira, Félix, Galhardo, Denilson, Assis e Marco Antônio. Agachados: Cafuringa, Didi, Flávio, Samarone e Lula).
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1. Washington; 2. Samarone; 3. Dirceu; 4. Romário; 5. Branco; 6. Thiago Silva, o "monstro", formado em Xerém, embora muita gente pense que tenha sido revelado no Juventude; 7. Ézio, o Super-Ézio, o sexto maior artilheiro do clube, ao lado de Washington, do casal 20, com 118 gols; 8 Píndaro; 9. Marcos Carneiro de Mendonça, o primeiro goleiro da Seleção Brasileira, onde conquistou vários títulos. Jogou no Fluminense de 1914 a 1922, num total de 127 jogos. Como atleta do clube foi tri-campeão carioca em 1917-1918-1919 e em sua gestão como Presidente, bi-campeão em 1940-1941; 10. Marco Antônio.

1. Welfare, o artilheiro de melhor média, 0,98 gol por jogo, (163 gols em 166 partidas); 2. Galhardo; 3. Ricardo Gomes; 4. Hércules, o quarto artilheiro, com 164 gols; 5. Edevaldo; 6. Ademir; 7. Conca; 8. Roger; 9. Doval; 10. Marcão, a raça personificada, o décimo jogador com mais participações, 397 jogos. Foi o autor do segundo gol, o gol da virada, na decisão do campeonato de 2005; 11. Petkovic, autor do milésimo gol do Fluminense em campeonatos brasileiros, no verdadeiro passeio em Belo Horizonte, no jogo Fluminense 6 x 2 Cruzeiro; 12. Tato

1. Equipe campeã brasileira de 1984. (de pé: Paulo Victor, Aldo, Jandir, Duílio, Ricardo Gomes e Branco. Agachados: Romerito, Deley, Washington, Assis e Tato). (crédito: SOZA CARICATURAS): http://www.sozacaricaturas.blogspot.com ; 2.Renato; 3. Marcelo; 4. Parte da Máquina, campeã de 1976. (De pé: Carlos Alberto Torres, Edinho e Carlos Alberto Pintinho. Agachados: "Búfalo" Gil, Paulo César Caju e Doval); 5. Paulo Victor; 6. Fred.



1. Lula; 2. Manfrini, que dentre as diversas apresentações de gala, detonou o urubu na final do campeonato de 1973, com dois golaços na vitória por 4 x 2; 3. Jandir; 4. Duílio; 5. Mickey, substituto de Flávio no quadrangular final da Taça de Prata de 1970, foi o autor dos três gols que deram o título ao Fluminense; 6. Carlyle; 7. Thiago Neves.

1.Maicon, João Paulo e Cícero; 2. Marinho, ao substituir Carlyle na Copa Rio de 1952, tornou-se artilheiro do Fluminense na competição, ao lado de Orlando, com cinco gols, tornando-se a partir daí titular absoluto; 3. Tartá; 4. Rodolfo; 5. Equipe campeã da Copa do Brasil de 2007. (1a. Fileira: Thiago Silva, Romeu, Anderson, Cícero, Ricardo Berna, Rafael Moura, Fernando Henrique, Carlinhos e Roger. 2a Fileira: Carlos Alberto, David, Thiago Neves, Leny, Alex Dias, Arouca, Fabinho, Júnior César e Adriano Magrão). Nota-se a ausência de Luiz Alberto, que contundido cedeu o ligar a Roger, autor do gol da vitória no jogo final.  (crédito da foto: LANCE!NET).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

É hora de levantar o astral: "a reunião abençoada" e "o painel de craques".

Nada mais oportuno do que aproveitar o mês de aniversário do nosso amado Fluminense para procurar elevar o moral tão combalido da melhor e mais bonita torcida do Brasil.

Na noite de 21 de Julho de 1902, uma residência da rua Marques de Abrantes foi palco da reunião que mudaria a vida de milhões de brasileiros, brasileiros de bom gosto, felizes e que mais tarde viriam a se pulverizar na imensa Legião Tricolor.

Um bilhete simples, aparentemente sem importância, foi o instrumento para a sua convocação.


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"Fluminense Foot-Ball Club





Segunda-feira, 21 do corrente, às 8 1/2 horas da noute, haverá uma reunião à Rua M. de Abrantes Nº 51, afim de tratar-se da fundação deste club.

                                                                       , A Comissão"

O desdobramento do que foi decidido naquela reunião todos já sabem e mudou totalmente a vida de muitos afortunados, como nós.


E o sentimento tricolor pode ser esumido nas palavras de Paulo Cezar da Costa Martins Filho, postada em 21 de Julho, data do centésimo-sétimo aniversário do Fluminense no blog Joranlheiros (http://jornalheiros.blogspot.com/2009/07/107-anos-de-fluminense.html), transcritas a seguir: 

"107 anos de Fluminense
Aquela reunião na residência de Horácio da Costa Santos, à Rua Marquês de Abrantes, número 51, mudaria para sempre a história do futebol brasileiro. Nascia ali, dos esforços de jovem Oscar Cox, o Fluminense Football Club. Nascia ali o pioneiro da prática do futebol no Rio de Janeiro. Nascia ali a mais gloriosa instituição esportiva do Brasil. Nascia ali... a maior paixão de toda a Terra.

Eis os vinte nomes que, após meses de insistência e teimosia de Oscar Cox, estavam presentes naquela reunião histórica:

1 - Horácio da Costa Santos
2 - Mário Rocha
3 - Walter Schuback
4 - Félix Frias
5 - Mário Frias
6 - Heráclito de Vasconcelos
7 - Oscar Alfredo Cox (aclamado o primeiro presidente)
8 - João Carlos de Mello
9 - Domingos Moitinho
10 - Luís da Nóbrega Júnior
11 - Arthur Gibbons
12 - Virgílio Leite
13 - Manoel Rios (escolhido para ser o primeiro secretário)
14 - Américo da Silva Couto
15 - Eurico de Moraes
16 - Victor Etchegaray
17 - A. C. Mascarenhas
18 - Álvaro Drolhe da Costa
19 - Júlio de Moraes
20 - A. H. Roberts

Oscar Cox nasceu em 20 de janeiro de 1880, no Largo dos Leões, no Humaitá (bairro do Rio de Janeiro), filho do inglês George Emmanuel Cox e da equatoriana Minervina Dutra Cox. Tinha, portanto, 22 anos, quando fundou o Fluminense. Cabe a nós, tricolores natos, hereditários e confessos, a homenagem eterna a este homem brilhante.

Após estudar na Suíça e na Inglaterra, Oscar Cox voltou ao Rio de Janeiro com a idéia fixa de introduzir a prática do futebol na doce terra carioca. Com este ousado objetivo em mente, ele fundou o clube em 21/07/1902, e o presidiu até 31/12/1903. Jogou sete partidas como profissional, sem marcar nenhum gol, mas participando das conquistas de 1906 e 1908. Voltou definitivamente à Europa em 1910. Em 6 de outubro de 1931, faleceu na França. Seu corpo foi enterrado no Cemitério de São João Baptista, em Botafogo, no dia 21 de outubro.

Nas comemorações de cinqüentenário do Fluminense Football Club, em 1952, o então presidente Fábio Carneiro de Mendonça prestou uma bonita homenagem ao fundador. Ele instalou uma placa de bronze no mausoléu de Oscar Cox, com os arrepiantes dizeres: "Viver e não deixar uma instituição atrás de si não vale a pena viver. Oscar Cox dirigiu a fundação do Fluminense Football Club, que, no seu Cinqüentenário, aqui grava sua gratidão e saudade."

Desde aquela histórica segunda-feira, transcorreram-se 107 anos de glórias, emoções, vitórias e derrotas, triunfos e reveses. Construímos o primeiro estádio de futebol do Brasil. Fomos descritos pelo próprio Jules Rimet como "a mais perfeita instituição esportiva do mundo". Ganhamos a Taça Olímpica em 1949. Tivemos Carlos Castilho, tivemos Telê Santana, tivemos Nelson Rodrigues, tivemos tantos ases do futebol e da cultura nacionais. Nossas Máquinas Tricolores assombraram o mundo em pelo menos quatro ocasiões (1952, 1976, 1984 e 2008). Conquistamos trinta Campeonatos Cariocas, 2 Torneios Rio-SP, 2 Campeonatos Brasileiros no Maracanã, 1 Copa do Brasil em Florianópolis, o nosso Campeonato Mundial de Clubes de 1952 no Maracanã, e diversos troféus em terras estrangeiras.

Oscar Alfredo Cox, obrigado! Muito obrigado!
PC"
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No decorrer de todos esses anos uma miríade de craques extraordinários já envergaram a gloriosa camisa tricolor.

Na era moderna, Castilho e Telê foram os representantes mais fieis aos ideais tricolores e junto a eles relacionamos muitos outros que fizeram a alegria dos tricolores atráves dos tempos.


Os paineis a seguir retratam vários deles, muitos conhecidos pelas menções às façanhas realizadas, algumas quando nem éramos nascidos; os torcedores mais novos, talvez nem consigam reconhece-los pelas fotos. 

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: 1. Castilho; 2. Romerito; 3. Romerito comemorando o gol do título brasileiro de 1984; 4. Telê; 5. Deley; 6. Rivelino; 7. Valdo, o maior artilheiro; 8. Pinheiro; 9. Orlando, o "Pingo de Ouro"; 10. Carlos Alberto Pintinho; 11. Tim; 12. Gerson; 13. Assis e Washington, o inigualável "casal vinte"; 14. Jair Marinho
Da esquerda para a direita e de cima para baixo:1. Pedro Amorim; 2. Preguinho; 3. Flávio; 4. Denilson; 5. Altair; 6. Didi; 7. Claudio Adão; 8. Edinho; 9. Carlos Alberto Torres; 10. Romeu Pellicciari; 11. Félix; 12. Escurinho
  
A equipe campeã da Copa Rio de 1952, o mundial de clubes da época. (De pé: Píndaro, "papagaio de pirata", Edson, Jair Santana, Bigode, Castilho e Pinheiro. Agachados: Telê, Didi, Carlyle, Orlando e Quincas)
Na próxima sexta-feira, 31, serão publicados mais painéis de craques tricolores.
E DÁ-LHE FLUZÃO!