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| O golaço de Biro Biro não será em vão. (foto: Nelson Perez / Fluminense FC) |
Poderia ter
sido a noite perfeita com a vitória desenhada sobre o Atlético-MG.
O que restou
do time tetracampeão após o absurdo desmonte e ainda com os desfalques de sua
maior estrela e seus dois laterais titulares bastou para comprovar que as
“d’angolas” em condições normais nunca serão páreo para o Fluminense.
A vitória
teria sido normal não fossem as equivocadas substituições de Dorival e o erro
crasso de Digão numa jogada fácil de neutralizar com um simples chutão.
E por azar
meu, encontrava-me na cadeira posicionada exatamente em frente ao lance. Os
torcedores ao meu lado em uníssono gritavam: “chuta, chuta, chuta fdp...”.
Não
adiantou, em vez disso tentou sair jogando mesmo com a marcação próxima de
adversários mais habilidosos e sobretudo muito mais velozes.
Talvez a soberba
tenha subido a sua cabeça fazendo-o julgar-se um lateral verdadeiro, como
Branco, Marcelo, Marco Antônio, quem sabe?
Mas, no
frigir dos ovos os torcedores não podem e não devem pegar no pé do Digão.
A culpa
maior, é claro, é de quem insiste em manter um
zagueiro pesado, sem velocidade e ainda por cima destro como de lateral
esquerdo.
Se Dorival o considera “homem de confiança”, como reportou o
site NetFlu, que o coloque no lugar do Euzébio, que há muito já virou o fio e
hoje pode no máximo compor o banco de reservas. A rebatida para frente da área
que originou o gol do Tardelli basta para comprovação.
Aliás, na partida de ontem Dorival se esmerou nas lambanças
ao fazer as substituições.
Felipe, que nunca é utilizado, de repente surge como a
salvação do meio de campo e o que dizer da entrada de Marcelinho, a última peça
pregada por Abel?
Marcos Junior, Rhayner e até mesmo Diguinho teriam sido
opções mais racionais.
Ao final do jogo Cuca teve o desplante de exaltar o profissionalismo do Atlético-MG. Pena que tal profissionalismo não esteve presente nos jogos contra Ponte Preta, Portuguesa, Coritiba e Bahia, ocasiões em que o seu time "andou" em campo.
Tudo isso,
porém, são águas passadas.
O fato é que
para fugir do rebaixamento precisamos vencer o Bahia.
Difícil,
sim. Impossível? Não para o Fluminense.
Lógico que
ainda dependeremos de pelo menos dois resultados adversos dos concorrentes, mas
será muito pessimismo achar que Coritiba e Vasco irão vencer os seus dois jogos
e que o Bahia derrotará o Cruzeiro no jogo das faixas, sem contar com nenhum
tropeço dos demais que estão na zona da degola.
Se os deuses
do futebol ajudarem já nesse domingo estaremos dependendo de uma simples
vitória em Salvador.
Para que ela
aconteça será preciso manter a pegada de ontem e rezar para que Dorival não
invente Anderson na lateral esquerda, Marcelinho e Felipe, além de estudar
outra solução para a lateral direita porque, embora seja uma boa promessa, Igor
Julião demonstra nitidamente estar sentindo a pressão.
Continuo
achando que dá.
Ganhar do
Bahia mesmo em Salvador não parece ser uma missão impossível para um
tetra campeão, mesmo com o time esfacelado.
E por falar
nisso, só pra lembrar, o que espera o Peter para demitir o Caetano?
E DÁ-LHE FLUZÃO!
DETALHES:
Fluminense 2 x 2 Atlético-MG
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ); Data: 29/11/2013
Árbitro: Marcos Andre Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Gols: Diego Tardelli, aos 21' e Gum, aos 36' do primeiro tempo; Biro Biro, aos 8' e Alecsandro, aos 37' do segundo
Cartões amarelos: Leandro Euzébio, Digão e Edinho
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ); Data: 29/11/2013
Árbitro: Marcos Andre Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Gols: Diego Tardelli, aos 21' e Gum, aos 36' do primeiro tempo; Biro Biro, aos 8' e Alecsandro, aos 37' do segundo
Cartões amarelos: Leandro Euzébio, Digão e Edinho
Fluminense: Diego Cavalieri, Igor Julião, Gum,
Leandro Euzébio e Digão; Valencia (Edinho, 30'/1ºT), Jean, Rafinha (Marcelinho,
31'/2ºT) e Wagner (Felipe, 23'/2ºT); Biro Biro e Rafael Sobis. Técnico: Dorival Júnior.
Atlético-MG: Victor, Marcos Rocha (Michel,
11'/1ºT, depois Alecsandro, 34'/2ºT), Leonardo Silva, Emerson e Lucas Cândido;
Leandro Donizete, Pierre (Rosinei, 38'/1ºT) e Luan; Diego Tardelli, Jô e Fernandinho. Técnico: Cuca.

