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domingo, 1 de dezembro de 2013

Fluminense 2 x 2 Atlético-MG. Nada de desespero porque ainda dá!

O golaço de Biro Biro não será em vão. (foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
  
Poderia ter sido a noite perfeita com a vitória desenhada sobre o Atlético-MG.

O que restou do time tetracampeão após o absurdo desmonte e ainda com os desfalques de sua maior estrela e seus dois laterais titulares bastou para comprovar que as “d’angolas” em condições normais nunca serão páreo para o Fluminense.

A vitória teria sido normal não fossem as equivocadas substituições de Dorival e o erro crasso de Digão numa jogada fácil de neutralizar com um simples chutão.

E por azar meu, encontrava-me na cadeira posicionada exatamente em frente ao lance. Os torcedores ao meu lado em uníssono gritavam: “chuta, chuta, chuta fdp...”.


0,5 mg de massa cinzenta a mais e o Flu estaria livre.
Não adiantou, em vez disso tentou sair jogando mesmo com a marcação próxima de adversários mais habilidosos e sobretudo muito mais velozes. 

Talvez a soberba tenha subido a sua cabeça fazendo-o julgar-se um lateral verdadeiro, como Branco, Marcelo, Marco Antônio, quem sabe?


Mas, no frigir dos ovos os torcedores não podem e não devem pegar no pé do Digão.

A culpa maior, é claro, é de quem insiste em manter um zagueiro pesado, sem velocidade e ainda por cima destro como de lateral esquerdo.

Se Dorival o considera “homem de confiança”, como reportou o site NetFlu, que o coloque no lugar do Euzébio, que há muito já virou o fio e hoje pode no máximo compor o banco de reservas. A rebatida para frente da área que originou o gol do Tardelli basta para comprovação.

Aliás, na partida de ontem Dorival se esmerou nas lambanças ao fazer as substituições.

Felipe, que nunca é utilizado, de repente surge como a salvação do meio de campo e o que dizer da entrada de Marcelinho, a última peça pregada por Abel?

Marcos Junior, Rhayner e até mesmo Diguinho teriam sido opções mais racionais.

Ao final do jogo Cuca teve o desplante de exaltar o profissionalismo do Atlético-MG. Pena que tal profissionalismo não esteve presente nos jogos contra Ponte Preta, Portuguesa, Coritiba e Bahia, ocasiões em que o seu time "andou" em campo.

Tudo isso, porém, são águas passadas.

O fato é que para fugir do rebaixamento precisamos vencer o Bahia.

Difícil, sim. Impossível? Não para o Fluminense.

Lógico que ainda dependeremos de pelo menos dois resultados adversos dos concorrentes, mas será muito pessimismo achar que Coritiba e Vasco irão vencer os seus dois jogos e que o Bahia derrotará o Cruzeiro no jogo das faixas, sem contar com nenhum tropeço dos demais que estão na zona da degola.

Se os deuses do futebol ajudarem já nesse domingo estaremos dependendo de uma simples vitória em Salvador.

Para que ela aconteça será preciso manter a pegada de ontem e rezar para que Dorival não invente Anderson na lateral esquerda, Marcelinho e Felipe, além de estudar outra solução para a lateral direita porque, embora seja uma boa promessa, Igor Julião demonstra nitidamente estar sentindo a pressão.

Continuo achando que dá.

Ganhar do Bahia mesmo em Salvador não parece ser uma missão impossível para um tetra campeão, mesmo com o time esfacelado.

E por falar nisso, só pra lembrar, o que espera o Peter para demitir o Caetano?


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

Fluminense 2 x 2 Atlético-MG

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ); Data: 29/11/2013
Árbitro: Marcos Andre Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Gols: Diego Tardelli, aos 21' e Gum, aos 36' do primeiro tempo; Biro Biro, aos 8' e Alecsandro, aos 37' do segundo
Cartões amarelos: Leandro Euzébio, Digão e Edinho

Fluminense: Diego Cavalieri, Igor Julião, Gum, Leandro Euzébio e Digão; Valencia (Edinho, 30'/1ºT), Jean, Rafinha (Marcelinho, 31'/2ºT) e Wagner (Felipe, 23'/2ºT); Biro Biro e Rafael Sobis. Técnico: Dorival Júnior.

Atlético-MG: Victor, Marcos Rocha (Michel, 11'/1ºT, depois Alecsandro, 34'/2ºT), Leonardo Silva, Emerson e Lucas Cândido; Leandro Donizete, Pierre (Rosinei, 38'/1ºT) e Luan;  Diego Tardelli, Jô e Fernandinho. Técnico: Cuca.