sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cristóvão é realmente tudo isso que dizem?




No momento em que a diretoria tricolor estuda a prorrogação do contrato de Cristóvão Borges, julgo importante debater algumas de suas atitudes.

Embora para muitos possa parecer oportunismo usar a derrota humilhante de quarta-feira para questionar o trabalho do técnico, encontro-me com a consciência tranquila por não ser essa a minha motivação.

Aliás, deixo claro que se dependesse de mim Cristóvão seria mantido no cargo sem dúvida alguma, mas não com toda essa carta branca ilimitada para lidar com o elenco.

Desde a sua chegada Cristóvão com seu jeito simples cativou a todos, inclusive a mim, principalmente por nos livrar daqueles esquemas de jogo à base do “bumba meu boi”, com equipes repletas de volantes brucutus, que não deixavam nenhuma alternativa aos zagueiros senão as tentativas de municiar o ataque na base dos chutões.

Com Cristóvão o time cresceu, obteve bons resultados e cada vez mais tanto torcedores como cronistas ficavam maravilhados com os seus "milagres".

O desempenho do time passou a chamar a atenção dos adversários e aí começaram a aparecer deficiências e erros recorrentes.

Cristóvão apontou o cansaço da equipe como causa dos maus resultados e passou a sinalizar para a necessidade de poupar os mais exauridos.  

Cabe acrescentar a estranheza sobre a alegação de cansaço da equipe, afinal a derrota para o Criciúma aconteceu depois das novas férias de dez dias e pré-temporada de quase um mês proporcionadas pelo recesso do campeonato devido à realização da Copa do Mundo, ou seja, enquanto os tricolores voltaram desgastados o adversário veio “voando”, inclusive o veteraníssimo Paulo Baier.

Após o tropeço o time se acertou e chegou quase à perfeição no jogo contra o Atlético Paranaense, porem, o estilo de jogo parecido com o samba de uma nota só o tornou previsível e o sufoco proporcionado pelo Coritiba, lanterna do Campeonato Brasileiro, deveria ter servido de alerta.

A atuação sofrível do primeiro tempo já deveria ter mostrado ao nosso treinador a necessidade de mudanças já no intervalo. E a primeira deveria ser a entrada de Fred no lugar de Sobis, que se arrastava em campo e nada de útil produzia.

Não, Cristóvão continuou com a preferência de tirar o Cícero e manter em campo outros atletas menos habilidosos e mais cansados, equívoco já ocorrido no jogo em Criciúma.

E ainda deu azar porque foi justamente Chiquinho, o seu escolhido, que errou feio no lance que originou a jogada de empate.

A culpa sobre a perda da chance de ficar mais próximo ao Cruzeiro recaiu mais uma vez no desgaste dos titulares e novamente enfatizada a necessidade de poupá-los.

Comecei, então, a pensar como deveria ser a equipe que estaria em campo para o jogo de volta com o América-RN.

Imaginava ver Fernando na lateral esquerda, Rafinha como volante, Scarpa no meio, Matheus Carvalho no ataque infernizando a defesa nordestina, que já entrava em campo perdendo de três.

Esqueci, porém, que Cristóvão não gosta de trabalhar com a prata da casa, tal é a facilidade com que ele se livra dela.

Desde que chegou que eu me lembre seis já foram descartados: Higor, Lucas Patinho, Michael, Samuel, Marcos Junior, Willian.

Aí entraram os prematuramente esgotados e deram vexame maior, bem maior que o do Felipão no Mineirão.

Outra coisa que me incomoda no Cristóvão é a sua mania de colocar jogador para treinar em separado.

Justifica-se o treinamento em separado para jogadores indisciplinados ou em litígio com o clube.

Gostei da barração do Leandro Euzébio, que a meu ver já está veterano demais, mas daí a alijá-lo dos treinamentos com o grupo apenas por suas fracas atuações soa como um ato covarde e sem nenhum propósito, ainda mais porque com Leandro Euzébio mesmo em sua pior fase o time jamais havia perdido de cinco.

Aliás, se atuações fracas dessem razão a treinamentos em separado, o que fazer agora com o Fabrício, sua indicação por demais desastrosa. Talvez forçá-lo a treinar em Brasília ou outro lugar mais longe ainda seja a única solução.

Recentemente a mídia divulgou que o zagueiro Wellington Carvalho também está treinando em separado por ordem do Cristóvão. Atitude estranha para a qual Peter ou Angioni deveriam direcionar seus olhares.

Em suma: acho que Cristóvão deve continuar no comando, mas com uma pressãozinha da diretoria para parar de fazer asneiras, que acabam comprometendo um trabalho que começou de forma brilhante.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fluminense 2 x 5 América-RN. Vexame histórico e inconcebível!

Não existem palavras que consigam justificar a derrota vexatória.
  (foto: Wagner Meier / Agif / Gazeta Press)

Amigos, não há o que falar da desastrada atuação do Fluminense na noite de hoje.

Se presidente do clube fosse, rescindiria o contrato de vários.

E ainda por cima chamaria a atenção do Cristóvão Borges para a repetição de equívocos recorrentes.

Se o time está tão cansado como ele apregoa, alguma coisa não está funcionando bem, visto que todos tiveram dez dias de férias e uma nova pré-temporada de um mês.

Mas mesmo assim, se os jogadores tricolores já estão exauridos em tão pouco tempo, por que insistir em escalá-los para dar seguidos vexames, como os que vimos contra o Criciúma, Coritiba e América-RN?

Acrescente-se que após o término da Copa do Mundo, só aconteceram míseras cinco rodadas do Brasileirão.

Com a vantagem de três gols, hoje era a hora de botar os garotos para jogar, pelo menos os que ainda estão nas Laranjeiras, já que vários foram descartados sem ao menos terem sido testados convenientemente, como Higor, Michael e Lucas Patinho.   

Rafinha, Marlon, Wellington Carvalho, Fernando, Scarpa, Matheus Carvalho poderiam ter levado mais seriedade à equipe e dificilmente perderiam de 5 para um time que está na zona de rebaixamento da série B. 

Espero que o presidente Peter Siemsen não fique só no discurso pós jogo.

Gostaria muito que ele procurasse intervir de algum modo para que a comissão técnica acordasse e passasse a agir de modo mais racional.

É preciso ter-se em mente que nomes, paparicos e salários astronômicos não ganham jogo. 

Empenho, acima de tudo, é fundamental.

Infelizmente, é isso aí.

domingo, 10 de agosto de 2014

Fluminense 1 x 1 Coritiba. Desandou!

Dessa vez Elivélton evitou o pior. (foto: Cleber Mendes / LANCEPress) 

Noite para esquecer, onde tudo deu errado: o nervosismo sem explicação da equipe ante um adversário que sabidamente viria ao Maracanã com um sistema hiper-retrancado, a contusão de Gum num lance bobo e o erro inadmissível de Cristóvão na contagem das substituições.

Desculpas pelo cansaço não justificam a apatia geral.

Um time realmente vencedor precisa antes de tudo de profissionalismo por parte de seus atletas e por isso mesmo aqueles que se sentissem esgotados deveriam ter tido a seriedade de alertar o técnico sobre o fato antes do início da partida e não usar o artifício como desculpa após deixar a vitória escapar.

Entendo que a maior causa para a omissão seja o receio de perder a vaga no time titular e aí é que entra ou deveria entrar a percepção do Cristóvão para escolher os melhores condicionados.

Em suma o que aconteceu foi a mera repetição do problema enfrentado contra o Vitória, ou seja, o time “se enrola” contra retrancas bem armadas, ficando a mercê apenas das individualidades de seus craques, o que até poderia dar para o gasto, não fossem as contumazes lambanças dos “não virtuoses” que compõem o elenco. A pixotada de Chiquinho, que originou o início da jogada do gol do Coritiba, pode servir como exemplo típico.

A jornada foi tão ingrata que comprometeu até a inspiração do nosso treinador, que errou feio nas substituições.

Por que sacar o Cícero, se todo o meio de campo estava mal, além do Sobis que dava nítida sensação de estar se arrastando em campo?

E por que o Cícero e não o Wagner, reconhecidamente de habilidade inferior? Cícero é daqueles jogadores que num lampejo pode decidir e, além disso, não aparentava estar tão cansado quanto Wagner ou Sobis.

O que o time precisava naquele momento mais do que nunca era a presença de um homem de área para preocupar a defesa adversária que jogava solta sem nenhuma pressão.

Não era a hora do Edson e sim do Fred.

Deixar a equipe com dois volantes brucutus durante vinte e cinco minutos contra um adversário melhor postado em campo e com muito mais presença física me trouxe à mente as horríveis apresentações sob o comando da plêiade de técnicos ruins que estiveram à testa do Tricolor nesses últimos anos.

Depois do jogo, Cristóvão repetiu a declaração de que procurará criar alternativas de acordo com o adversário para que o time não fique previsível: “_O Coritiba fez grande partida, veio impedir que o Fluminense jogasse, com marcação forte. Jogou bloqueando, estudou nossa equipe”. (sic)

Não consegui entender o sentido de suas palavras, pois todos sabiam com antecedência a tática a ser usada pelo Coritiba, cujos métodos de trabalho de seu atual treinador são por demais conhecidos.

O primeiro tempo sofrível já deveria ter sinalizado para a necessidade de alguma alteração drástica na equipe, o que não aconteceu.

Ao contrário, tornou-se mais defensiva ainda após as equivocadas substituições.

Enquanto isso, surpreendentemente, Celso Roth, taxado de retranqueiro, observou a nossa fragilidade e substituiu dois meias por atacantes de ofício, obtendo um empate antes considerado improvável pela maioria dos torcedores e cronistas.  

No frigir dos ovos ficou mais uma vez demonstrado que falta ao elenco aquele atacante habilidoso e rápido, que jogue pelas pontas e tenha capacidade técnica e física para furar defesas que se entrincheiram à espera da famosa “bola vadia”.

A diretoria tem apenas quatro dias para tentar repatria o Nem, mas espera liberação de graça, como se os dirigentes do Shaktar fossem “papais noeis”.

Amadorismo puro, com poucas chances de vingar. Torço para que eu queime a língua, mas fico estarrecido com a falta de perspectivas em busca de um plano B.

Se continuarem acreditando em opções como Chiquinho, Biro Biro e Kenedy as dificuldades estarão presentes sempre que os adversários jogarem defensivamente.

Mas nem tudo está perdido e ainda acredito que o penta poderá vir, principalmente se Cristóvão considerar o jogo de ontem como lição a não ser esquecida e a sorte ajudar um pouco.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

CAMPEONATO BRASILEIRO – 14ª RODADA

Fluminense 1 x 1 Coritiba

Local: Maracanã, RJ; Data: 09/08/2014
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: José Eduardo Calza (RS) e Bruno Salgado Rizo (SP)
Gols: Elivélton, aos 24' do primeiro tempo e Germano, aos 36' do segundo.
Cartões Amarelos: Rafael Sobis, Jean e Valencia

Fluminense: Cavalieri; Bruno (Edson, 19'/2ºT), Gum (Fabrício, 27'/1ºT), Elivélton e Carlinhos; Valencia, Jean, Cícero (Chiquinho, 19'/2ºT), Wagner e Conca; Rafael Sobis. Técnico: Cristovão Borges.

Coritiba: Vanderlei; Reginaldo, Leandro Almeida, Welinton e Dener; Baraka, Germano, Robinho (Keirrison, Intervalo), Norberto e Dudu (Geraldo, 20'/2ºT); Alex (Júlio César, 32'/2ºT). Técnico: Celso Roth.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

América-RN 0 x 3 Fluminense. Classificação assegurada!

Carrossel tricolor destroçou o América-RN. (foto: Nelson Perez / Fluminense FC))

A boa apresentação diante do América confirma que o elenco aos poucos vai absorvendo as ideias de Cristóvão Borges e a vitória elástica praticamente garante a presença nas oitavas de finais.

O domínio foi flagrante e os quase 95% de acerto nos passes não permitiram que os potiguares penetrassem na área tricolor em condições de arrematar.

A maioria de seus chutes foi realizada de longe e não chegaram a ameaçar. Os poucos calibrados foram bem defendidos por Cavalieri.

Salutar o rodízio do time, feito com maestria pelo treinador, que optou por poupar os mais desgastados e também o Valencia pelo seu histórico de contusões.

A destacar, além da excelente atuação do Cícero, o fato do time não ter perdido a pegada, apesar do desfalque de quatro dos titulares atuais.

Fred ainda fora do ritmo ideal já percebeu que para manter a condição de titular terá que se movimentar mais e participar das jogadas coletivas, deixando de ser apenas aquele definidor final.

Seu passe para o gol de Conca evidencia que ele tem habilidade para alterar seu modo de jogar, embora ainda ache que ele consegue se destacar melhor ao lado de um atacante de velocidade que caia pelas pontas.

O grande desafio de Cristóvão será dosar a participação de todos para conseguir manter o padrão do jogo eficiente e bonito, que começa a chamar a atenção.

O excessivo número de jogos será o maior inimigo e sempre um fator determinante para que alterações na equipe sejam cada vez mais frequentes, o que sinaliza para a necessidade da diretoria estar atenta à necessidade de reforçar alguns setores, cujos suplentes estão anos-luz atrás dos titulares.

Sábado outro desafio no Maracanã, agora pelo Brasileirão, onde todos os tricolores deverão estar.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

DETALHES:

COPA DO BRASIL – 3ª FASE – JOGO DE IDA

América-RN 0 X 3 Fluminense

Local: Arena das Dunas, Natal, RN; Data: 060/8/2014 – 22h
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Dias (SE) e Márcio Gleidson Correia Dias (PA)
Gols: Cícero, aos 9' do primeiro e aos 2' do segundo; Conca, aos 21'.
Cartões amarelos:  Elivélton e Edson

América-RN: Fernando Henrique (Dida, 34'/2ºT), Marcelinho, Cleber, Márcio Passos e Paulo Henrique; Tiago Dutra, Jean Cleber, Val (Jéferson, intervalo) e Andrezinho (Arthur Henrique, 19’/2º T); Rodrigo Pimpão e Max. Técnico: Oliveira Canindé.

Fluminense: Cavalieri, Bruno, Gum, Elivélton e Carlinhos (Wagner, intervalo); Edson, Jean, Cícero (Rafael Sobis, 22’/2º T), Chiquinho e Conca (Walter, 22’/2º T) ; Fred. Técnico: Cristovão Borges


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Fluminense 2 x 0 Goiás. Te cuida Raposa, a tua hora vai chegar!

Quem se habilita?
 A tarde começou com a justa homenagem a Washington e Assis, dois artilheiros que marcaram a década de 80 com seus dribles e gols maravilhosos.

Cabe a eles grande parte da mágoa que a mídia cretina nutre pelo Fluminense, afinal o Casal 20 foi mestre em destroçar a maioria das equipes mulambas da época.

Ao fim das homenagens, começou a festa.

Utilizando-se da mesma fórmula vencedora do jogo passado com diminuição dos espaços e pressão desde o início, o Fluminense obteve a sua oitava vitória até com certa tranquilidade.

E o bom time do Goiás não conseguiu resistir vinte minutos sequer a atuação segura do Tricolor.

Cícero completando boa jogada de Conca, aos nove minutos, e David contra ao tentar evitar a conclusão de Conca, aos dezenove, definiram o placar suficiente para a garantia de mais três pontos e assegurar a vice-liderança.

A destacar o oportunismo de Rafael Sobis por ocasião do segundo gol ao desarmar o zagueiro adversário na saída de bola e servir Wagner para dar prosseguimento a jogada. 

Se não fosse a desastrada atuação contra o Vitória e as lambanças da arbitragem a favor do Criciúma, a diferença para o Cruzeiro poderia ser menor ainda.

A vantagem construída logo no início não arrefeceu o ânimo da equipe, que com toques rápidos e domínio da posse de bola só não marcou o terceiro  por meros detalhes. 

Na segunda etapa, o Fluminense, manteve a posse de bola e mesmo sem abdicar do ataque diminuiu o ritmo do que se aproveitou o Goiás para tentar uma frustrada reação.

As poucas incursões goianas pararam nas mãos de Cavalieri, que mostrou a segurança costumeira.

Nada que chegasse a preocupar a Torcida Tricolor, agora livre dos percalços das atuações daquelas equipes que ao obter qualquer vantagem recuavam perigosamente e tentavam manter o placar na base dos chutões.

Cristóvão promoveu as entradas de Fred, Chiquinho e Rafinha, mantendo o rodízio dos atletas o que é salutar para o elenco.

A atuação de Fred foi discreta e pode se transformar numa dor de cabeça para o treinador, já que não possui mobilidade idêntica ao de Sobis.
Cristóvão afirmou que embora não tenha sempre um time definido pretende manter a mesma maneira de jogar, o que creio ser difícil de ser conseguido com Fred em campo.

As características próprias de Fred deverão exigir a companhia de um atacante veloz, que caia pelas pontas.

A solução pode passar pela saída de um volante, o que não será de todo mal, pois permitirá rodízio saudável entre eles, face ao número exagerado de jogos dos clubes brasileiros.

Sobre Cícero, Cristóvão declarou: “-Temos que aproveitar aquilo que ele pode dar para a equipe. Ele tem chegada, é um jogador alto, tem um bom posicionamento, boa impulsão. Vai nos ajudar muito, é um grande jogador”.

Tais assertivas provam que nosso atual treinador é mais perspicaz que seus antecessores, que por duas vezes preferiram abrir mão do concurso do Cícero em favor da manutenção de volantes pouco criativos. Aleluia!

As tratativas para a contratação de Juninho junto ao Palmeiras não evoluíram, o que pode ser muito bom para o Fluminense.

Quem sabe se assim Cristóvão abra os olhos para o Fernando, sem dúvida alguma a melhor revelação da lateral esquerda desde Marcelo e seguramente mais habilidoso que o pretendido Juninho.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

CAMPEONATO BRASILEIRO – 13ª RODADA

Fluminense 2 x 0 Goiás

Local: Estádio Mario Filho, RJ; Data: 03/08/2014 Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Carlos Berkenbrock (SC)
Gols: Cícero aos 9' e David (contra),aos 19' do primeiro tempo
Cartãos amarelo: Wagner

Fluminense: Cavalieri, Bruno, Gum, Henrique e Carlinhos; Valencia, Jean, Cícero (Chiquinho, 24'/2ºT), Wagner (Rafinha, 39'/2ºT) e Conca; Rafael Sobis (Fred, 16'/2ªT). Técnico: Cristovão Borges.

Goiás: Renan; Moisés (Assuélio, 34'/2ºT), Jackson, Pedro Henrique e Lima; Amaral, David, Thiago Mendes e Ramon (Esquerdinha, 27'/2ºT); Erik (Murilo, 17'/2ºT) e Bruno Mineiro. Técnico: Ricardo Drubscy.




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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Atlético-PR 0 x 3 Fluminense. Quase à perfeição!

O Trio mágico. (foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

Desempenho de gala, superioridade inquestionável.

Assim pode ser definida a vitória tricolor sobre o bom time do Atlético Paranaense, que com sua garotada boa de bola estava invicto a sete rodadas.

Para os céticos, a ausência da fanática torcida adversária facilitou as coisas para o Fluminense.

Não deixa de ser verdade que diante de seus torcedores o Atlético se agiganta, mas desculpe-me os paranaenses porque ontem nem a presença no estádio de todos os rubro-negros do céu e da terra seria suficiente para evitar o banho de bola de Conca, Cícero e companhia.

Confesso que não acreditei que o sistema proposto pelo Cristóvão fosse vingar.

Imaginei a volta dos esquemas “cautelosos” e ineficientes de tão triste memória, onde equipes repletas de volantes levavam sufoco em quase todos os jogos.

Surpresa agradável, o modelo encaixou e o predomínio total do meio de campo deixou o oponente atônito, incapaz de imprimir a mínima reação.

Acuados em seu campo, os atleticanos durante todo o primeiro tempo conseguiram apenas um único arremate com algum perigo.

A bola tricolor rolava de pé em pé e o quarteto Jean, Cícero, Wagner e Conca enchia de alegria os olhos da Torcida Tricolor, ávida que estava por uma apresentação praticamente perfeita, como aquelas da Libertadores de 2008, apesar das lambanças do Ygor.

Conca foi um show a parte, até drible sentado deu, mas inegavelmente a figura do jogo foi o Cícero, autor do terceiro e dos passes precisos para o gol do Jean e no lance que originou o pênalti em Sobis.

E pensar que quando de sua estreia contra o Criciúma a ideia inicial do Cristóvão era deixá-lo no banco para o Diguinho. Ainda bem que os deuses do futebol agiram depressa e não permitiram que o equívoco se consumasse.

Hoje tenho certeza que o nosso ótimo treinador não pensa jamais em prescindir desse notável apoiador, volante, meia armador, atacante, sei lá... Qualquer posição, menos no gol.

Gostei do esquema, acredito que do mesmo modo a grande massa tricolor e deve melhorar ainda mais com a sequência dos treinamentos, que deve prever também uma reciclagem para Bruno e Carlinhos no que se refere a fundamentos em cruzamentos sobre a área.

O modelo de jogo fluiu, mas é preciso ter os pés no chão visto que ele não poderá ser utilizado sempre.

Talvez seja o ideal para as partidas fora de casa, principalmente aquelas contra os times menores, que imprimem correria quando apoiados pelas suas torcidas.

Pode funcionar também em alguns clássicos longe do Maracanã, mas em nossa casa teremos que atacar e não esbarrar em retrancas, que já nos causaram bastantes transtornos.

Outro ponto a ser questionado é o que acontecerá nas ausências do Valencia, que apresenta um histórico de lesões nada agradável.

O colombiano executou com perfeição a proteção da defesa e saiu-se bem quando Cristóvão o recuou para a zaga nos minutos finais.

Fico imaginando qualquer outro volante botinudo jogando na zaga: miríades de pênaltis e faltas na entrada da área.

O esquema também foi ajudado pela movimentação constante de Sobis e pela categoria de passes do Walter quando o substituiu.

Toque mágico de Walter iniciou a jogada
do gol de Cícero. (foto: Nelson Perez / Fluminense FC)
Não sei se dará certo com o Fred isolado. Na Seleção não deu, embora seja verdade que o meio campo do Fluminense hoje é mais criativo que os escolhidos pelo Felipão, o que sem dúvida poderá ajudar.

De qualquer modo, ainda prefiro o Fred atuando com um atacante veloz ao lado.

Bem, mas isso é problema para o Cristóvão e não tenho dúvidas em sua capacidade para resolvê-lo do melhor modo possível.

Enquanto isso, vamos curtir a atuação mágica, digna de um time que pretende ser pentacampeão.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

CAMPEONATO BRASILEIRO – 12ª RODADA

Atlético-PR 0 x 3 Fluminense

Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR); Data: 27/07/2014
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Rogério P. Zanardo (SP) e Ricardo Simon Manis (SP)
Gols: Jean, aos 16' e Conca aos 35' do primeiro tempo; Cícero, aos 20' do segundo
Cartão amarelo: Walter

Atlético-PR: Weverton; Sueliton, Cleberson, Deivid e Natanael; Marcelo Cirino, Marcos Guilherme e Otávio (Bady, 38'/2ºT); Douglas Coutinho (Mosquito, 18'/2ºT), Léo Pereira e Ederson (Dellatorre, 18'/2ºT). Técnico: Doriva.

Fluminense: Cavalieri; Bruno, Gum, Henrique (Elivélton, 22'/2ºT) e Carlinhos; Valencia, Jean, Cícero, Wagner (Chiquinho, 31'/2ºT) e Conca; Rafael Sobis (Walter, 17'/2ºT). Técnico: Cristovão Borges.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Fluminense 1 x 0 Santos. Olê, olé, olé, olá... Conca, Conca!


(foto: Paulo Sergio / LANCEPress)


É a vantagem de se ter um craque fora de série na equipe, pois mesmo em jornadas ruins ele consegue a vitória num lance genial.

E apesar dos inúmeros passes errados o Fluminense deve os três pontos ao seu melhor jogador.

O jogo não foi bom. Faltou criatividade aos dois times, principalmente no primeiro tempo com os goleiros nada tendo que fazer.

O meio campo tricolor não conseguiu municiar o ataque que por sua vez era uma apatia só, com Walter e Sobis quase nada produzindo de útil.

Para minha surpresa e de muitos tricolores o time melhorou com a entrada de Samuel e logo nos primeiros minutos conseguiu o seu gol, anulado pelo árbitro por uma falta tão imaginária a ponto de deixar em dúvida a dupla de narradores sobre quem teria cometido a infração.

Ainda bem que em pouco tempo Samuel ganhou a disputa com a zaga adversária e a bola sobrou limpa para Conca fazer o seu golaço.

Em desvantagem o Santos tentou pressionar e aí a nossa defesa se sobressaiu, em especial o Henrique que salvou em cima da linha o gol de empate.

Cristóvão resolveu sacar o Sobis, que realmente não estava bem, mas voltou a fazer bobagem quando preferiu Kenedy a Matheus Carvalho.

Kenedy uma vez mais nada produziu de útil e essa insistência em colocá-lo em campo me faz cada vez mais admirar o belo trabalho de seu agente.

A vitória veio em boa hora e serviu para alçar o clube à terceira colocação, mas o jogo serviu para mostrar que ainda falta muito para que voos maiores sejam alcançados.  

Wagner, Sobis e Walter voltaram das férias muito mal, praticamente nada produzem e o que sobrecarrega os demais.

A necessidade de um atacante veloz é indiscutível, porque sem ele o time não consegue ser contundente e provavelmente terá enormes dificuldades nas partidas contra os times menos qualificados. Até agora já foram duas derrotas inadmissíveis, que colocam o Fluminense a seis pontos do líder.

Mas, como a esperança é a última que morre,


DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

CAMPEONATO BRASILEIRO – 12ª RODADA

Fluminense 1 x 0 Santos

Local:  Volta Redonda (RJ); Datao: 20/07/2014
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Rafael Alves (RS) e José Chaves (RS)
 Gol: Conca, aos 16' da etapa final.
Cartão Amarelo: Henrique

Fluminense: Cavalieri, Bruno, Gum, Henrique e Chiquinho; Jean, Cícero, Conca e Wagner (Valencia, 33'/2ºT); Rafael Sobis (Kennedy 17'/2ºT) e Walter (Samuel, intervalo). Técnico: Cristóvão Buarque.

Santos: Aranha; Cicinho, David Braz, Bruno Uvini e Mena; Arouca, Alison, Geuvânio (Jorge Eduardo, intervalo), Lucas Lima e Rildo (Diego Cardoso, 22'/2ºT); Gabriel (Stéfano Yuri, 32'/2ºT). Técnico: Osvaldo de Oliveira.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Criciúma 3 x 2 Fluminense. No ritmo da seleção!


 
Abra os olhos, Cristóvão. Pare de insistir em substituições inócuas.


Depois de penar com o futebol medíocre de uma seleção de chorões não via a hora de voltar a ver o Fluminense.

Antes da parada a equipe vinha jogando bem e as declarações do Cristóvão de que havia aproveitado da melhor forma o período de recesso, além das contratações de Cícero e Henrique me encheram de esperança de finalmente ver o time jogando como real candidato ao título.

A reestreia contra um time mediano dava a certeza de que a vitória seria conquistada sem muito esforço.

Ledo engano. O Tricolor andou em campo com quase todos os jogadores apáticos e aparentemente fora de forma.

Na verdade levaram um banho do adversário em termos de preparo físico e Paulo Baier com seus quase quarenta anos acabou sendo o herói da noite. Fez gol, deu passe para outro e ganhou o Oscar de simulação na conquista do pênalti.

Ao contrário, os atletas tricolores perdiam todas as divididas e apesar de manterem o predomínio na posse de bola não conseguiam nenhuma jogada de penetração, face à lentidão geral.

A sacudida poderia ter vindo logo após o primeiro gol, não fosse o arremate bisonho de Carlinhos, que sozinho na frente do goleiro chutou nas nuvens.

Carlinhos, aliás, reviveu os seus dias de vagalume e desapareceu nos momentos decisivos.

Sua suspensão pelo terceiro amarelo, fato lamentado por muitos, para mim foi uma dádiva dos deuses, pois só assim pode ser que uma boa apresentação do Fernando tire de vez da diretoria a intenção de contratar o Juninho, do Palmeiras.

Isso se o Cristóvão não voltar a insistir em deslocar o Chiquinho para a lateral, posição que definitivamente não é a dele.

De um modo geral, todos foram mal e até o Conca não reeditou suas boas atuações, a despeito do gol de craque que fez.

Wagner e Sobis, abaixo da crítica, deixaram-me com a pulga atrás da orelha se realmente serão decisivos no restante do campeonato.

Walter também não esteve bem, mas sua substituição foi a pior solução porque sem ele no ataque o Criciúma perdeu de vez o respeito pelo Fluminense.

Cristóvão parecia ter incorporado o espírito de Felipão: escalou mal, substituiu pior ainda e provavelmente treinou de forma equivocada, haja vista a desarrumação da defesa, em especial por ocasião do terceiro gol.

A substituição de Cícero por Kenedy foi de arrepiar. Cícero com uma perna só é melhor que Kenedy, jogador de uma inutilidade irritante.

Além disso, Cícero é o único do elenco capaz de converter em gols as faltas nas imediações da área.

Kenedy perdeu um gol feito e foi individualista demais quando deixou de servir a Sobis, que entrava livre, leve e solto na área, para tentar um chute sem ângulo com  chance mínima de sucesso.

Não consigo entender o porquê de suas frequentes entradas, não importando o treinador da vez. Espero que não seja por influência de seu agente.

A favor do Cristóvão só o banco, afinal como alterar o andamento de qualquer partida contando com Chiquinho, Elivelton, Rafinha, Valencia, Fabrício, Biro Biro, Kenedy e Mateus Carvalho?

Qualquer análise um pouco mais cuidadosa evidencia claramente o desequilíbrio desse elenco.

É por isso que volto a insistir: Wellington Nem já, ou então adeus penta!


E apesar das mazelas: DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

CAMPEONATO BRASILEIRO – 10ª RODADA

Criciúma 3 x 2 Fluminense.

Local: Heriberto Hülse, Florianópolis, SC; Data: 16/07/2014
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e José Reinaldo Nascimento Júnior (DF)
Gols: Paulo Baier, aos 40' do primeiro tempo e novamente aos 13' do segundo, além de Serginho, aos 21'; Conca, aos 38' e  Matheus Carvalho, aos 40'.
Cartões Amarelos: Rafael Sobis e Carlinhos

Criciúma: Luiz; Eduardo, Fábio Ferreira, Escudero e Cortez; Serginho, João Vitor, Rafael Costa (Ricardinho, 35'/2ºT) e Paulo Baier (Martinez, 43'/2ºT); Silvinho e Bruno Lopes (Cristiano, 27'/2ºT). Técnico: Wagner Lopes.

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Henrique e Carlinhos; Jean, Cícero (Kenedy, 19'/2ºT), Wagner e Conca; Rafael Sobis e Walter (Matheus Carvalho
, Intervalo. Técnico: Cristovão Borges.



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Caros tricolores,

Vocês notaram que a mídia cretina, a ESPN em especial, não deu um pio sequer sobre o fato do STJD ter tirado 3 pontos do Criciúma por escalar jogador irregular?

Por que será? Só peninha da Portuguesa?