segunda-feira, 24 de abril de 2017

Fluminense 3 x 0 Vasco da Gama. Deu a lógica!



(foto: Wagner Assis / Eleven / Gazeta Press)

A vitória incontestável devolve a confiança um pouco em baixa depois das duas derrotas para times nitidamente mais fracos.


O predomínio tricolor durante toda a partida traz de volta para a Torcida Tricolor a esperança de que poderá reviver as tardes e noites mágicas das últimas conquistas.


Não tenho dúvidas em afirmar que se nosso comandante mantiver a criatividade até então demonstrada e não sucumbir à tentação de preterir os jovens que se tem destacado em favor de medalhões mais badalados, o Fluminense nos dará bastantes alegrias nesta temporada.  


Foi uma autêntica aula de futebol e o placar de 3 a 0 acabou sendo suave para os vascaínos, tamanho o atropelamento sofrido em campo.


As estatísticas do jogo por si só tornam inócuos quaisquer comentários adicionais: 58% de posse de bola, 16 chutes a gol com 8 certos contra 6 do adversário, que só acertou o alvo três vezes, sendo que numa delas havia cinco jogadores em impedimento, além de um pênalti claro não marcado e botinadas a rodo.


Se não há mais nada a comentar sobre o jogo em si, muito se pode falar sobre os atletas tricolores.

A atuação segura de Cavalieri; o crescimento dos laterais, Lucas com seus chapéus desconcertantes e Leo mais solto depois de sentir a pressão do Calazans.


A evolução do meio de campo com a segurança de Orejuela, os passes certeiros de Sornoza e a facilidade de Wendel para municiar o ataque.


Wendel já provou que no momento não existe no elenco ninguém mais criativo, joga fácil e apesar da pouca idade, faz-me lembrar dos volantes mágicos que já tivemos, Denilson, Carlos Alberto Pintinho para os mais antigos e Deley para os não tão experientes.


Objetivo, joga simples e fácil diferente de outros bons jogadores, mas que parecem fazer força para jogar.


Será uma pena se Abel voltar com ele para o banco.


E o dizer do ataque infernal?


Wellington e Richarlison, sucesso com qualquer centro avante. Não fosse o imbróglio com o Fred, até hoje um tanto nebuloso, posso afirmar que ninguém seguraria o Fluzão.


Se continuar praticando esse futebol alegre e objetivo, as chances do título são grandes.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

CAMPEONATO CARIOCA – SEMIFINAL


Fluminense 3 x 0 Vasco da Gama


Local: Estádio Mario Filho, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ; Data: 22/04/2017

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Assistentes: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Diego Luiz Barcelos (RJ)
Gols: Richarlison, aos 5', Wellington Silva, aos 10' e Léo, aos 26' da etapa final
Cartão amarelo: Lucas


Fluminense: Cavalieri, Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel (Lucas Fernandes, 38'/2ºT) e Sornoza; Wellington Silva (Marcos Junior, 30'), Richarlison e Pedro (Marquinho, 30'/2ºT). Técnico: Abel Braga


Vasco: Martín Silva, Gilberto, Rafael Marques, Rodrigo e Henrique (Manga Escobar, 12'/2ºT); Jean, Douglas, Guilherme, Nenê e Yago Pikachu (Thalles, 12'/2ºT); Luís Fabiano (Wagner, 31'/2ºT). Técnico: Milton Mendes


E a cada dia que passa confirma-se a profecia: "É Wellington e mais dez".

 
(foto: André Durão / globoesporte.com)


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COPA DO BRASIL – QUARTA FASE – JOGO DE VOLTA
Fluminense 3 x 0 Goiás

Local: Estádio Mario Filho, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ; Data: 19/04/2017
Árbitro: Raphael Claus (Fifa/SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa/SP) e Alex Ribeiro (SP)
Gols: Henrique, Nogueira e Pedro
Cartões amarelos: Nogueira, Orejuela e Richarlison

Fluminense: Júlio César; Lucas, Nogueira, Henrique e Léo (Marcos Calazans, intervalo); Orejuela, Douglas (Wendel, 30'/2ºT) e Sornoza; Wellington Silva, Pedro e Richarlison (Marcos Jr, 39'/2ºT). Técnico: Abel Braga

Goiás: Marcelo Rangel; Tony, Fábio Sanches (David, 30
'/2ºT), Everton Sena e Jefferson; Toró, Victor Bolt (Michael, 19'/2ºT)), Léo Sena e Tiago Luís (Juan, 30' /2ºT)); Aylon e Léo Gamalho. Técnico: Sílvio Criciúma
Zaga artilheira
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COPA DO BRASIL – QUARTA FASE – JOGO DE IDA
Goiás 2 x 1 Fluminense
Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia, GO; Data: 14/04/2017
Árbitro: Marcelo Aparecido R de Souza (SP)
Assistentes: Marcelo Van Gasse (SP/FIFA) e Miguel C. R. da Costa (SP)

Gols: Marcos JR, aos 9' do primeiro tempo e Jean Carlos aos 40' e Leo Gamalho, aos 42' do segundo.                                                                                                                                                           
Cartões amarelos: Pedro, Renato Chaves, Henrique e Lucas
Cartão vermelho: Cavalieri

Goiás: Marcelo Rangel; Hélder (Michael, intervalo), Fábio Sanches, Everton Sena e Jefferson (Aylon, 16'/2ºT); Victor Bolt (Jean Carlos, 31'/2ºT), Patrick, Léo Sena e Tiago Luís; Carlos Eduardo e Léo Gamalho. Técnico: Sílvio Criciúma.
Fluminense: Cavalieri; Lucas, Henrique, Renato Chaves e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza (Júlio César, 43'/1ºT); Marcos Junior (Marcos Calazans, 17'/2ºT), Henrique Dourado (Pedro, 15'/2ºT) e Wellington. Técnico: Abel Braga.

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CAMPEONATO CARIOCA – TAÇA RIO SEMIFINAL

Botafogo 3 x 1 Fluminense

Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro, RJ; Data: 09/04/2017
Árbitro: Alexandre Vargas Tavares de Jesus
Assistente: Rodrigo Figueiredo Corrêa (Fifa) e Thiago Farinha
Gols: Igor Rabello, a 1' e Dudu Cearense, aos 26'do primeiro tempo; Sassá, aos 2' e Richarlison, aos 44' do segundo
Cartões amarelos: Reginaldo, Marcos Calazans e Sornoza
Cartão vermelho: Reginaldo


Botafogo: Gatito Fernández, Fernandes, Renan Fonseca, Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso (Matheus Fernandes, 36'/2ºT), Dudu Cearense, João Paulo e Camilo; Guilherme (Pachu, 31'/2ºT) e Sassá (Vinícius Tanque, 23'/2ºT). Técnico: Jair Ventura.


Fluminense: Julio Cesar, Luiz Fernando, Reginaldo, Frazan e Marcos Calazans; Orejuela, Douglas (Sornoza, 26'/2ºT) e Marquinho; Marcos Junior (Osvaldo, intervalo), Lucas Fernandes (Richarlison, 16'/2ºT) e Pedro. Técnico: Abel Braga.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Fluminense 2 x 2 Liverpool. Doce dor de cabeça!



(foto: Nelson Perez / Fluminense F.C.)

Com o retorno ao Maracanã a Torcida Tricolor volta a sonhar com as jornadas épicas do time de guerreiros.

E o começo foi mágico. Jogando com autoridade, o Fluminense não tomou conhecimento do adversário, que a rigor teve apenas uma única oportunidade clara de gol naquele rebote infeliz do Cavalieri.

É verdade que Royón estava impedido, mas como a arbitragem não marcou, se a bola entrasse o gol valeria.

Depois, foi só tranquilidade.

Orejuela, Wendel e Sornoza ditaram o ritmo de jogo e com o auxílio de um Wellington endiabrado colocaram os uruguaios “na roda”, que sem forças para reagir não tiveram alternativa a não ser entrincheirarem-se para evitar a goleada.

Cavalieri passou a ser praticamente um espectador privilegiado.

Embora a atuação do primeiro tempo sinalizasse para a possibilidade de algo parecido com os seis a zero aplicados no Arsenal-ARG, também numa estreia internacional, o placar não mais se alterou.

Talvez a precipitação dos jovens na hora de decidir tenha sido o maior fator para tantos gols perdidos.

Pena, porque cabia mais, muito mais.

Destaque maior para Wendel, que não sentiu o peso de jogar pela primeira vez no Maracanã.

Considerado pela mídia como o melhor em campo, mostrou o mesmo futebol vistoso que encantou a todos nos recentes clássicos contra os rivais cariocas.

Se mantiver no futuro as mesmas atuações seguras, poderemos ter o mais habilidoso dos volantes criados na base depois do Deley.

Lá se vão trinta anos e muitos dos torcedores atuais nunca tiveram a oportunidade de ver as equipes tricolores apenas com virtuoses no meio de campo, sem nenhum volante brucutu, do tipo que não conseguem acertar um passe a um metro do nariz.      

Até as equipes vitoriosas, como as recentes responsáveis pela conquista dos títulos de 2010 e 2012 careciam desse jogador.

Que Abel trate de lapidar essa promessa de diamante com muito esmero e não sucumba à tentação de retorná-lo ao banco em razão de sua pouca idade.

Marquinhos Calazans foi outra boa surpresa. Deveria ter mais oportunidades nos times alternativos, pois o que mostrou em poucos minutos foi muito mais do que fazem Maranhão, Osvaldo e Marcos JR quando atuam.

Mas, essa dor de cabeça é problema do Abel.

E que doce dor de cabeça!  Que os deuses do futebol o inspirem em suas decisões.

E DÁ-LHE FLUZÃO!


DETALHES:

COPA SUL AMERICANA – JOGO DE IDA.

Fluminense 2 x 0 Liverpool-URU

Local: Estádio Mario Filho,
Maracanã, Rio de Janeiro, RJ: Data: 05/04/2017
Árbitro: Eber Aquino (PAR)
Assistentes: Juan Zorrilla (PAR) e Dario Gaona (PAR)
Gols: Henrique Dourado, aos 23' e Richarlison, aos 38' do primeiro tempo
Cartão amarelo: Wellington, Richarlison e Henrique Dourado

Fluminense: Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo (Marquinhos Calazans, 37'/2ºT); Wendel, Orejuela e Sornoza; Wellington (Lucas Fernandes, 26'/2ºT), Richarlison e Henrique Dourado (Pedro, 26'/2ºT). Técnico: Abel Braga.

Liverpool: De Amores; Rodales, Platero, Martín Díaz e Almeida; Gonzalo Freitas, Latorre, Santiago Vieira e De La Cruz (Gustavo Viera, 45'/2ºT);  Aprile (Federico Martinez, 36'/2T) e Royón. Técnico: Alejandro Bertoldi.


Tem retranca? Chama o Wellington!