sexta-feira, 17 de junho de 2011

Era Abel: as primeiras mudanças.

Carlinhos, Cavalieri, Souza e Ciro podem ser as novidades contra o Bahia.

Abel chegou, olhou e percebeu que não poderia perder mais tempo sob o risco de não conseguir nem uma vaga para a Libertadores do próximo ano.
Por isso tratou de atacar os problemas crônicos que perduram técnico após técnico.
 A Preparação Física
A primeira deficiência que constatou já era velha conhecida daqueles que acompanham o Tricolor com atenção.
Esse problema havia passado batido tanto por Muricy quanto pelo Enderson.
A incidência anormal de distensões musculares, que assola não só os veteranos como também os mais jovens, é um fato que deveria ser tocado de imediato, principalmente depois que Enderson declarou categoricamente que o período de treinamentos na Granja Comary visou unicamente melhorar as condições físicas dos atletas.
Pois bem, ao contrário do técnico marqueteiro, que colocou toda a culpa na estrutura do clube, Abel encarou o problema de frente e declarou que alguma coisa estava errada.
Paralelamente Cristiano Nunes, o preparador físico de sua comissão técnica, revelou a necessidade de trabalhos diferenciados para Deco e Fred para fortalecimento dos músculos.
Abel conversou também com Victor Favilla, coordenador médico, para saber detalhes sobre o procedimento adotado.
O Treinamento dos Goleiros
A preparação de goleiros, outro problema crônico, também tende a melhorar. Marquinhos, o novo treinador de goleiros, passou a dar ênfase aos treinamentos de saída do gol, deficiência recorrente há vários anos.
 Fernando Henrique, Ricardo Berna e Rafael nunca apresentaram melhoras nesse quesito, o que faria qualquer leigo desconfiar que a origem do problema estivesse mais no treinamento técnico do que propriamente nas habilidades dos atletas.
Já no treino de hoje, o preparador de goleiros Marquinhos insistiu nesse ponto, muitas vezes responsável por derrotas incríveis, treinando à exaustão todos os goleiros do elenco nesse fundamento.
Alterações na Equipe
Pelos treinos da semana, a tendência é que Abel dê uma nova oportunidade a Diego Cavalieri.
Ricardo Berna não é um mau goleiro, mas há algum tempo vem alternando bons e maus momentos. Com o treinamento adequado poderá em breve estar brigando novamente pela posição.
O treinador tem passado a impressão de que pretende que sua equipe jogue como aquela campeã estadual de 2005.
Edinho jogará parecido com o que fazia Marcão, volante que recuava para a zaga quando o time era atacado.
O segundo volante de 2005 era o Diego Souza na plenitude da forma. Para o jogo com o Bahia, devemos ir de Valencia mesmo, mas quem sabe essa vaga não sobra para o Souza quando o Deco retornar?
Por falar em Souza, com a contusão de Deco, ele deverá voltar ao meio de campo, o que corrigirá o equívoco inexplicável de seu afastamento até do banco de reservas, barrado por quem nem mais faz parte do elenco.
Após observar Julio Cesar por diversas vezes, Abel parece que resolveu dar uma chance ao Carlinhos. É mais ou menos trocar seis por meia dúzia, mas pode ser que a empolgação do Carlinhos em recuperar a posição lhe dê um gás adicional.
Leandro Euzébio, recém operado, voltou a ter problemas no mesmo joelho. Que coisa, heim? A entrada de Marcio Rosário é a pedida natural, já que parece que desistiram definitivamente do André Luiz.
Aí está um setor para o qual Abel terá que estar com atenção redobrada, pois a necessidade de pelo menos um zagueiro clássico se faz necessária. Ah que saudades do Thiago Silva!
Para o ataque, embora tenha declarado de que não deseje jogar com dois homens de área, pode ser que Rafael Moura e Fred apareçam juntos novamente. A alternativa é Ciro, que finalmente teve sua situação regularizada.
Como Fred desfalcará a equipe por sete rodadas, talvez fosse uma boa jogar parte do tempo com a dupla Ciro e Rafael Moura, porque com a contusão do Araújo as demais opções são de doer.
Confio no Abel e creio que ele conseguirá transformar o caos que encontrou num time que jogue pra frente e que ainda dará muitas alegrias a sua torcida.
A equipe para domingo deverá ser formada assim: Cavalieri, Mariano, Gum, Marcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Valencia, Souza e Conca; Rafael Moura (Ciro) e Fred. Ainda tem o Diguinho correndo por fora para o lugar do Valencia.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

domingo, 12 de junho de 2011

Corinthians 2 x 0 Fluminense. Não foi a estreia dos sonhos!


Para quem não assistiu ao jogo, o placar de 2 a 0 pode dar uma falsa impressão de que o Fluminense tenha sido completamente dominado em campo.
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Na realidade não foi o que aconteceu. Houve bastante equilíbrio, tendo o Tricolor mais posse de bola durante toda a partida.
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Nos chutes a gol o equilíbrio também foi marcante; onze chutes do Fluminense contra dez do Corinthians.
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Qual teria sido então a causa da vitória até certo ponto tranquila da equipe, paulista. Onde estaria a diferença?
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A diferença ficou claramente espelhada nas atuações dos goleiros. Enquanto Julio Cesar praticou cinco defesas bastante difíceis, nos dois únicos chutes perigosos em que foi chamado a intervir Berna falhou.
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E  pior, a primeira falha foi logo aos seis minutos. Desatento, o goleiro não percebeu que o único lugar em que Willian poderia cabecear era justamente em seu canto direito porque a proximidade do Gum impediria o direcionamento para o outro lado.
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Mais uma vez, Berna se posicionou mal e acabou pulando atrasado e tomando o gol. O lance não pode ser caracterizado como “frango”, mas que foi uma falha primária, lá isso foi.
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No lance que originou o penalti, a rebatida foi um tanto esquisita e para frente da área, equívoco primário, que não pode ser aceito em nenhum goleiro de time de ponta.
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Esse blog que clamou pela escalação do Berna no início do ano, por não concordar com o modo como ele havia sido barrado pelo Muricy depois das magníficas exibições nas últimas rodadas do Brasileirão passado, está a cavaleiro para pedir um tempo para o Berna.
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As falhas têm sido recorrentes e só para citar as principais: gol do Thiago Neves na semifinal da Taça Rio, os gols do América-MEX no Engenhão, o gol do Libertad também no Engenhão, muito semelhante ao de Thiago Neves, o primeiro gol do Nacional em Montevideu e o primeiro gol do Libertad em Assunção.
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Todas essas falhas pulverizaram o saldo conquistado no tricampeonato brasileiro. Hoje, Berna está devendo e o melhor para ele e para o Fluminense é que seja afastado para uma reciclagem com o novo treinador de goleiros.
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Abel é macaco velho, deve ter observado com cuidado as deficiências mais gritantes e não deve demorar a dar nova chance a Diego Cavalieri.
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Cavalieri que ainda não justificou o alto investimento em sua contratação, mas que poderá se firmar agora com a sequência de treinamentos e jogos.
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Abel estranhou a incidência de contusões musculares. Edinho, Araújo, Rodriguinho, Deco, tudo na mesma semana. Cioso e experiente como é deve dar uma olhada com mais cuidado na preparação física do clube, afinal Enderson declarou que na inter-temporada na Granja Comary a ênfase foi direcionada à preparação física em detrimento da parte tática.
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O time que Abel mandou a campo demonstrou personalidade, principalmente depois do abatimento pelos gols sofridos por falhas bobas. A meu ver, entretanto, houve falhas suas, tanto na escalação, como nas substituições.
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A primeira foi a colocação do Tartá no lugar do Araújo. Tartá nunca foi atacante, desde as divisões de base tem jogado melhor como meia. O resultado foi o isolamento de Fred, que pouco conseguiu produzir. Poderia ter tentado o Matheus Carvalho, atacante de ofício, ou mesmo ter começado com Rafael Moura, formação que ele já declarou não gostar, mas teve que lançar mão, face à inoperância do ataque.
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Quando Deco sentiu a contusão __ mais uma__, provavelmente influenciado pelas informações de seu antecessor, entrou com Marquinhos. Aí mesmo que tive a certeza de que a vaca iria para o brejo de vez.
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Marquinho corre que nem um maluco, mas produz muito pouco para equipe. Às vezes, saca um ou outro gol espírita, como aquele contra o Libertad, mas não passa disso.
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A pedida ali era a entrada de Souza, que tem mais habilidade para ajudar o Conca a municiar o ataque.
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Quando o Edinho sentiu, aí sim não tinha jeito mesmo a não ser o Marquinho.
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No fundo, não desgostei da equipe. Com o tempo, Abel tem tudo para consertar as coisas e escalar realmente os que tiverem em melhores condições.
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Preocupante apenas o fato que dos quatro atacantes do elenco, três estejam sempre às voltas com contusões, por isso a regularização do Ciro poderá vir a ser a solução que o Fluminense precisa.
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Como último pitaco, gostaria que o Abel pensasse com carinho na possibilidade de repatriar o Cícero como forma de dar mais consistência ao nosso meio campo porque não só eu, mas também grande parte dos tricolores, não acredita mais na recuperação física do Deco.
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Espero estar enganado, mas o fato é que quem já abriu mão do Thiago Neves não pode repetir o erro abrindo mão do Cícero.
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Mas nem tudo está perdido. Lembrem caros tricolores que no ano passado, na quarta rodada o Fluzão também estava com seis pontos.
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E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Parabéns Vasco da Gama, campeão da Copa do Brasil!

Por trás dos grandes títulos sempre há um craque de Xerém



É isso mesmo, caros tricolores. A partir da década de 90, o Vale das Laranjeiras, em Xerém, vem colocando em vários clubes, não só do Brasil, como também do exterior suas revelações mais habilidosas, algumas inclusive sem disputar uma partida sequer pelo Fluminense.

O caso mais conhecido é o dos gêmeos Rafael e Fabio, laterais campeões da Premier League pelo Manchester United, enquanto o Fluminense continua com seu problema crônico da lateral esquerda.

Outro caso sui generis é o do Thiago Silva, que muitos torcedores e até mesmo cronistas esportivos ignoravam sua origem tricolor. Pelo menos foi repatriado e deu bastantes alegrias a nossa galera.

A desculpa para a dilapidação do patrimônio tricolor sempre foi a Lei Pelé e o maior poder aquisitivo dos clubes europeus contra os quais os brasileiros não conseguiam se impor.


Certo em parte, porque realmente a Lei Pelé é uma excrescência engendrada por espertos inescrupulosos e aprovada por políticos despreparados, que nada entendiam e ainda não entendem dos meandros das negociações regulamentadas pela FIFA.


As justificativas esfarrapadas caíram por terra quando as “pratas da casa” tricolores começaram a pipocar na maioria dos times de ponta do país.


Só para exemplificar, hoje temos revelações atuando como titulares no Vasco da Gama, Flamengo, Botafogo, Santos, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, além de várias promessas aguardando oportunidade no Internacional.


E assim vai se solidificando a rotina: a partir de 2009, a maioria dos títulos nacionais conquistados __Campeonato Brasileiro de 2009 e Copas do Brasil de 2010 e 2011__ contou com a participação efetiva de revelações do nosso Vale das Laranjeiras.

Que bom seria se o Fluminense não tivesse sofrido décadas de desmando em suas administrações.


A esperança reside na intenção do atual Presidente Peter Siemsen em colocar as novas revelações a serviço do Fluminense.


Para conseguir esse objetivo, entretanto, terá que enxotar os inúmeros empresários gananciosos que infestam Xerém.


E lógico, abrir cada vez mais os olhos para os espertos da Traffic, mantendo-os de preferência o mais distante possível.


Tomara que consiga.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A nova era. A Era Abel Braga.

(foto: Edgard Maciel de Sá / globoesporte.com)
Com a chegada do Abel, as coisas voltarão ao normal. Nada de proteções descabidas, afastamentos de atletas sem a mínima razão, homens de confiança insubstituíveis e outras mazelas. E claro, nada de retrancas covardes como as observadas no decorrer desse ano, desde os tempos das ratazanas.

A simples presença de Leomir na rodada passada já mostrou uma diferença da água para o vinho entre as apresentações contra São Paulo e Cruzeiro.

Tenho fé de que Abel corresponderá às expectativas da torcida e a confiança da diretoria, que bancou a espera de três meses.

Esse blog também viveu a torcida para que a vinda de Abel fosse concretizada por entender que seria melhor esperar por um técnico gabaritado que tivesse vínculo com o clube do que contratar algum outro, medalhão que fosse, e ter que demiti-lo no decorrer do campeonato.

A postagem de 18 de março de 2011, reproduzida parcialmente a seguir, clamava para que Siemsen esperasse por Abelão e hoje se regozija com o presidente que bancou a aposta.
Muricy já foi. Que Siemsen tenha paciência e sabedoria para esperar o Abel!
O que o Fluminense precisa é de alguém que vista a camisa, alguém que tenha vínculos afetivos com o clube e nesse quesito Abel Braga é imbatível.
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Não interessa que só poderá assumir em maio. Até lá um interino poderá levar o barco. Josué Teixeira ou mesmo Leomir poderiam ser essa pessoa.
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Espero que Peter Siemsen decida com sabedoria porque será bem melhor esperar um pouco pelo Abel do que ter que demitir qualquer um desses outros no meio do Brasileirão.
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Que Deus ilumine sua decisão.
O trabalho de Abel não será fácil. Na realidade, nosso elenco é formado em sua maioria por jogadores normais no mesmo nível dos adversários. Os poucos diferenciados, à exceção do Conca, quase sempre estão às voltas com o departamento médico.

João Marcelo Garcez, guru de muitos tricolores, alerta no Blog do Torcedor Tricolor para a necessidade de se aproveitar melhor as revelações de Xerém.

Esse deveria ser o caminho natural, mas a menos que o Presidente transforme radicalmente a política do clube, qualquer investimento nessa área será transformado em tiros n’água.

Wallace e Matheus Carvalho, promessas citadas por Garcez em seu artigo,  já têm seus direitos federativos comprometidos. Quarenta por cento de Wallace pertence ao Chelsea e parte não divulgada de Matheus já está de posse da Traffic, o que significa que quando o garoto explodir, no dia seguinte já estará de malas prontas para sair.

Uma lástima ter um “parceiro” como esse, que inevitavelmente direciona como única solução para a obtenção de títulos contratações de jogadores consagrados, já que os revelados pelo Fluminense brilham nos adversários e o pior é que recentemente muitos deles jogam em clubes brasileiros.

Ainda bem que temos o patrocínio da Unimed, patrocínio esse criticado por muitos visionários, que julgam que na situação atual teria o Fluminense condições de manter às próprias custas elencos vencedores.

E por falar em Unimed, li uma nota em que Celso Barros admitia sua admiração pelo Cícero e estaria disposto a trazê-lo, se fosse do interesse do Abel.

Tomara que dê certo, porque talvez seja essa a única chance que teremos de nos vermos livres desses volantes atuais que não enxergam um palmo adiante do nariz e não conseguem acertar passes a dois metros de distância.  

Boa sorte Abel e rumo ao Tetra!

domingo, 5 de junho de 2011

Fluminense 2 x 1 Cruzeiro. A volta do bom futebol.

Rafael Moura, correu, brigou e marcou os dois gols.  (crédito:Terra.com.br / Rafael Moraes / Photocamera)

Enfim consegui ver no jogo de ontem um vislumbre de time de futebol. E não foi contra um adversário qualquer e sim o Cruzeiro, há bem pouco tempo badalado como a melhor equipe brasileira.
Pois bem, dessa vez o Fluminense venceu com autoridade um dos candidatos reais ao título desse ano e por isso mesmo conseguiu uma verdadeira “vitória de seis pontos”.
Não que a apresentação tricolor beirasse às raias da perfeição, mas demonstrou claramente a nova filosofia de jogo da nova comissão técnica, que apenas com algumas modificações táticas alterou a postura de um time que só tentava se defender (e mal), transformando-o num outro que tentou partir para o ataque o tempo todo.
Tanto assim que foram cerca de vinte chutes ao gol de Rafael, cuja atuação evitou que o Cruzeiro sofresse um revés ainda maior.  
Deco fez uma das melhores partidas no Fluminense, jogou à vontade, talvez por saber de antemão que não seria substituído sem mais nem menos, como acontecia frequentemente.  Só não tirou nota dez porque deixou que Brandão lhe tomasse a bola na jogada que deu início ao gol de empate.
Com a companhia de outro meia criativo, Conca sobe de produção e em breve voltará a ser o mesmo craque do campeonato passado.
Destaque também para a participação de Valência, que não deu vida mansa para o Montillo, acertou um passe de mestre para Rafael Moura marcar o segundo e ainda salvou o empate no final em mais uma saída em falso de Berna.
O ataque com Araújo fica mais encorpado e até hoje não consegui entender nem aceitar o porquê de seu afastamento até do banco de reservas. Rodriguinho é esforçado, corre muito, mas é só isso e deve ser utilizado quando muito em condições especiais em que correrias sejam a única saída.
Rafael Moura foi outro que se destacou. Correu, brigou e fez o que se espera de um atacante de área, os dois gols da vitória.
Com a orientação para que atacassem mais, os laterais se soltaram e melhoraram seu rendimento, embora ainda estejam devendo em relação às apresentações passadas, principalmente Mariano. Com a sequência de jogos devem melhorar ainda mais.
Souza é outro que ainda mostrará sua utilidade. Nos poucos minutos em que esteve em campo quase faz um gol antológico.
E aí vai o Fluminense que a torcida gosta, sem chutões, com bola no chão, atacando sempre sem se importar quem tem pela frente.
E DÁ-LHE FLUZÃO! E DÁ-LHE ABEL! E DÁ-LHE LEOMIR!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atlético Goianiense 0 x 1 Fluminense. A despedida de Enderson.

Leandro Euzébio salvou o Flu.  (foto: globoesporte.com / André Costa / Agência Estado)


Terminou a era do Enderson Moreira a testa da equipe do Fluminense.
Menos mal que a despedida tenha sido com uma vitória. Vitória importante porque os três pontos ganhos contra o Atlético Goianiense terão o mesmo valor que os obtidos em eventuais vitórias sobre Flamengo, Internacional, Cruzeiro, Corinthians ou Santos.
De positivo mesmo foi o desempenho do Deco, demonstrando cada vez mais que está retornando a sua condição ideal.
Satisfeito estou, como toda a Torcida Tricolor, afinal foi a primeira vitória no campeonato e no campo do adversário.
Entretanto, o jogo em si foi decepcionante, uma demonstração genérica do "Muricybol", como diria o Rica Perrone, uma preocupação exagerada em se defender.
A tática retranqueira só funciona com o seu criador, que tem lá suas artimanhas para ganhar títulos, tanto assim que é tetracampeão brasileiro.
Tentativas de imitação não costumam dar certo e esse foi o grande pecado do Enderson enquanto comandou o Fluminense.
Mostrou certa aversão em escalar craques, preferindo eternizar a presença de jogadores que nitidamente só servem para compor plantel.
Tirou qualquer chance para que o Araújo tivesse a oportunidade de tentar voltar a sua forma e de certo modo fez o mesmo com o Souza, ao contrário do que aconteceu com Rodriguinho, Marquinho e Willians, que tiveram inúmeras oportunidades mesmo sem jogar bem, além da eterna mania de sacar o Deco.
Em suas declarações de despedida, Enderson enfatizou que deu o seu melhor. De qualquer modo, temos que agradecê-lo porque na realidade foi o único a ter coragem de assumir uma equipe abandonada e achincalhada pela covardia de seu antecessor, que fugiu do barco, deixando-a numa situação incômoda por ele mesmo criada.  
A partir de quarta-feira, começa a nova era. Espero pela redenção do bom futebol. Não que Leomir transforme a equipe num passe de mágica, mas será o primeiro ensaio da Comissão Técnica do Abel.
Pelo que demonstrou em outras oportunidades, Abel deverá observar o elenco com cuidado e definir os titulares por suas condições físicas e técnicas atuais, sem sofrer influência de quem quer que seja. E com isso, o Fluminense aos poucos deverá começar a exibir um futebol mais vistoso, jogando pra frente, como aquele time campeão estadual de 2005.
É o que realmente espero com a chegada do Abel, que teve a sua personalidade forjada nas Laranjeiras.
E DÁ-LHE FLUZÃO!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ciro chegou e a Traffic dançou!


 (foto: Terra.com.br / Rafael Moraes / Photocamera)



Aleluia! Pela primeira vez desde que se enraizou nas Laranjeiras a parceira indigesta perdeu uma queda de braço.
Até que enfim, o Fluminense não permitiu que seus interesses fossem prejudicados.
A contragosto da Traffic, Willians rescindiu seu contrato com o Flu e acertou com o Sport, o que abriu caminho para a chegada de Ciro.
Se ele irá resolver o problema do ataque tricolor ainda não sabemos, mas que para a torcida ter outra opção que não seja Rodriguinho já é um alento.
E se o Araújo tiver o bom senso de esperar um pouco mais, quem sabe não voltará a ter chance com a chegada do Abel?
Enquanto isso torçamos para que o Ciro confirme as esperanças nele depositadas. Que seja bem vindo!
Mas não pensem amigos tricolores que a nefasta entubou a derrota pacificamente, pois já está mexendo seus pauzinhos para levar o Fernando Bob para o Santos para satisfazer pedido da ratazana-mor.
Entretanto, como o Sandrão disse que vai ouvir o Abel antes de liberar, ainda resta uma esperança de que não percamos de graça mais uma revelação de Xerém.
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Auxiliar de Abel chega ao Rio no dia 1º de junho

Sandrão, Leomir e Abel   (foto: Divulgação / FluminenseFC)

Parece até que o Abel ouviu nossos anseios e está enviando o Leomir, ex-jogador do Fluminense, para comandar o Fluminense contra o Cruzeiro.

Sem dúvida a melhor opção, porque por mais que o Enderson se esforce, o fato dos atletas passarem a trabalhar mais cedo com um membro da nova comissão técnica é um fator positivo, além de aumentar a motivação.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Traffic tenta mais uma cafajestada contra o Flu.

Por pouco a contratação de Ciro vai para o espaço. E o entrave partiu da Traffic, a cobra peçonhenta plantada por Horcades e sua trupe pouco antes de deixar a presidência do Fluminense.  Essa parceira deletéria tentou (ou ainda tenta) de todas as maneiras evitar a liberação do Willians para o Sport .

Alegando que com a chegada do Abel, talvez o seu pupilo tivesse oportunidade de se firmar entre os titulares, na realidade a parceira vampira não queria (ou não quer) ver Willians disputando a segunda divisão.  

Não consigo entender o porque do nosso bravo Enderson ter ido resgatar o Willians do ostracismo em que ele se encontrava depois que Muricy cansou de suas pífias apresentações.

Não fosse esse fato, talvez esses investidores espertos não teriam a coragem e a cara de pau de forçar a permanência de Willians nas Laranjeiras.

Torçamos para que, pelo menos dessa vez, os gananciosos empresários não consigam prejudicar o Fluminense.
A seguir, a transcrição das notícias veiculadas no site Terra.com.br.

"Sem acerto com Willians, Sport trava ida de Ciro ao Flu
 
24 de maio de 2011 12h13 atualizado às 12h41


A dificuldade do Sport para o acerto com o meia-atacante Willians deve emperrar a contratação do atacante Ciro pelo Fluminense. O jogador ainda está em Recife e sua apresentação nas Laranjeiras é esperada para esta quarta-feira. Mas o clube pernambucano pretende segurar o atleta até que seja recompensado pelo acordo com o time carioca, selado na última semana.

No acerto que resultou na venda de Ciro para um grupo de investidores, o Sport ficou com o poder de decidir o destino do atacante. O Fluminense ofereceu Willians e ganhou a concorrência. Mas a transferência do meia-atacante para a Ilha do Retiro encontra o entrave da Traffic, que ainda luta para que seu jogador permaneça nas Laranjeiras.

Se isso não acontecer, a empresa tem outras prioridades: Bahia e Ceará, clubes da Série A que ainda brigam por Willians. "O Sport fez a melhor proposta salarial, mas o Bahia e o Ceará querem o jogador e, se igualarem a proposta, terão prioridade", disse Fernando Gonçalves, diretor da Traffic.
"Mas a nossa vontade é que ele continue no Fluminense, porque o Abel Braga está chegando e pensamos que ele poderá ser melhor aproveitado. Se nenhuma das hipóteses acontecer, então abriremos as negociações com o Sport", afirmou.

Sem Willians, o acordo por Ciro não será necessariamente desfeito e o Sport ainda poderá cobrar alguma compensação financeira da equipe carioca. Mas, segundo o presidente do clube de Recife, Gustavo Dubeux, essa possibilidade ainda não foi conversada. O dirigente espera que as negociações sejam concluídas de forma positiva ainda nesta terça-feira.
"O Ciro está pronto para embarcar para o Rio. Só estamos esperando a negociação com o Willians. Chegamos a um acordo financeiro e acertamos o salários e comissões. Só está faltando o Fluminense acertar a rescisão com a Traffic", disse o mandatário do time rubro-negro, que não descartou a possibilidade de o jogador ter outro destino.

"Ainda há clubes do exterior interessados nele. Mas nossa prioridade será sempre essa triangulação com o Fluminense", completou Dubeux. "

 Eta parceria boa! Fora Traffic!

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Abel avisa que não foi ele quem escalou o time.

 As declarações de Enderson após a péssima apresentação contra o São Paulo sinalizaram para a possibilidade de Abel estar dando palpites na escalação da equipe.
Apesar de em momento algum Enderson ter feito formalmente essa afirmação,  Abel tratou de dirimir qualquer dúvida, declarando que não foi ele quem havia escalado o time.
Ainda bem, porque muitos foram os equívocos, tanto  na escalação como nas substituições.
Nas reportagens, publicadas no site do Globoesporte.com , Abel confirma sua estréia na quarta rodada contra o Corinthians e informa estar trabalhando para que Leomir, seu assistente técnico, assuma o time já na terceira rodada contra o Cruzeiro.
Tomara que consiga!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fluminense 0 x 2 São paulo. A continuar assim, adeus tetra!

Impressionante como em tão pouco tempo, Enderson Moreira conseguiu transformar uma equipe campeã, saudada por todos, inclusive pela mídia mulamba, como “time de guerreiros” em um bando sem criatividade e a mínima concepção tática e o que é pior sem demonstrar nenhuma vontade de jogar pra valer.

As duas semanas livres após a derrota vexatória para o Libertad de nada serviram para a melhoria do padrão de jogo.
Tentando justificar tanta apatia, Enderson finalmente afirmou que o ocupante de um cargo interino não tem tanta autonomia assim para implantar suas ideias, justificativa difícil de aceitar porque nenhumas das escolhas que vem fazendo para a equipe foram contestadas pela diretoria ou por quem quer que seja.
Afastamento de atletas da equipe e até mesmo do banco de reservas, escolhas contestáveis pela grande maioria da torcida como as titularidades absolutas de Berna, Marquinho e Júlio César, a predileção por Willians como salvador da pátria em detrimento de atletas de maior habilidade, só têm sido contestadas pelos torcedores, que via de regra e principalmente no caso do Flu, são mais entendidos que essa tropa de dirigentes amadores que assola o clube desde a década de 90.
Mais incrível ainda foi a declaração de que a derrota para o São Paulo era um ônus já esperado diante da realização de praticamente uma nova temporada com foco na parte física.
Confessa assim que não treinou a parte tática, deficiência notada ontem quando o time parecia perdido em campo, verdadeiros peladeiros dignos dos campeonatos do Aterro.
Dizem que Abel solicitou a escalação de Edinho como volante. Pode ser e acredito mesmo que o futuro treinador tenha feito tal pedido. Abel, talvez por desconhecer o medo exacerbado de Enderson  para escalar um time ofensivo, não deve ter esclarecido bem a sua ideia.  

Ao colocar Diogo como segundo volante para fazer a função do Diguinho, Enderson demonstrou uma vez mais que tem receio de atacar e se com o titular o meio de campo não vai lá das pernas, o que dizer então de um “cabeça de área” nato, que só sabe quando muito desarmar.
Aí sobrou para o Edinho tentar as saídas de bola já que Deco ainda estava fora de ritmo e Conca severamente vigiado pelo esquema de Carpegiani.
Edinho não resolveu na frente e a zaga desprotegida foi um convite à valsa para Lucas, Dagoberto e Casemiro. Pois é, o esquema de Enderson foi derrotado por apenas três jogadores do adversário. Um verdadeiro fiasco.
Até a declaração sobre a ênfase na parte física soa estranho, porque o time se arrastou em campo e perdeu todas as divididas para os adversários.
Alguns ilustres tricolores tentam tapar o sol com a peneira, imputando a culpa da débâcle tricolor às insatisfações que pipocam aqui e ali dentro do elenco.
É claro que insatisfações declaradas através da mídia nunca devem ser aceitas e muito menos incentivadas, mas se voltarmos um pouco no tempo veremos que esses fatos não ocorreram durante o campeonato passado.
E por que isso? Simplesmente porque os titulares escalados pelo Muricy eram incontestavelmente os melhores do elenco. Washington, por exemplo, sabia que havia sido contratado para jogar nas ausências do Fred.  Deu sorte, tantas foram as brechas deixadas pelo titular.
Marquinho sabia de antemão que nunca barraria Deco e Conca e por isso mesmo esperou resignadamente as oportunidades. Também deu sorte, porque Deco passou mais tempo no Departamento Médico do que em campo.
O mesmo pode ser dito de Rodriguinho, que jogou várias partidas no lugar de Emerson, outro chinelinho contumaz.
A conclusão é lógica. As reclamações desse ano têm origem na teimosia do treinador, que ao longo desses dois meses e pouco errou muito, privilegiando atletas de qualidade inferior em detrimento de outros mais habilidosos, que até mesmo do banco foram banidos.
Araújo, Souza, Tartá e também Diego Cavalieri não tiveram outras oportunidades para reaver a forma, apesar das falhas constantes dos titulares preferidos por Enderson.
Amigos tricolores, a coisa está preta. Pelas informações veiculadas Enderson ficará a testa do time por mais duas rodadas, contra Atlético Goianiense e Cruzeiro e se não se conscientizar de que um ataque formado por Rodriguinho e Rafael Moura não nos levará a lugar algum, periga do Fluminense levar mais duas bordoadas. Ah, e também que meio campo com dois cabeças de área brucutus não dá mais.
E aí o Abelão só poderá mesmo brigar por uma vaga na Libertadores.
Tomara que eu queime minha língua.
Sobre o jogo, recuso-me a comentar a pasmaceira, falta de comprometimento e principalmente falta de padrão de um time que até bem pouco tempo era o melhor do Brasil.
Que Enderson passe a ocupar a função para a qual foi contratado porque pelo que mostrou nesse pequeno lapso de tempo ainda está muito verde para comandar um clube do padrão do Fluminense.
Chega logo Abel, ou pelo menos manda o Leomir.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A nova epopéia: o tetracampeonato!


Aldo, Didi,  Samarone, Romerito, Assis, Escurinho, Pinheiro, Altair, Denilson, Paulo Victor, Manfrini, Félix, Pintinho, Mickey, Flávio, Rubens Galaxe, Galhardo e Valdo.

Chegou a hora, vai começar o campeonato e esperamos que traga de volta os dias de glória do Fluminense.
A Torcida Tricolor não vê a hora da chegada do Abel para por a casa em ordem e privilegiar o futebol ofensivo e deixar de lado as abomináveis retrancas e os esquemas de chutões.
E nessa hora, para massagear o ego tricolor, nada melhor do que relembrar as trajetórias de craques do passado, que elevaram o Fluminense ao topo, alguns deles conhecidos dos mais jovens apenas pelos relatos e fotos da época.
E para isso, basta recorrer ao magnífico trabalho de Valterson Botelho, que vem publicando no site “Ídolos Tricolores” deliciosas entrevistas com os atletas que mais se identificaram com o nosso querido Fluminense.
O objetivo único do site, como o próprio Valterson explica, é preservar a história dos grandes ídolos tricolores e dar aos mais jovens a oportunidade de conhecê-los melhor.
As primeiras entrevistas congregam os craques do painel acima. 
Convido os amigos a desfrutarem dos momentos mágicos vividos por esses autênticos tricolores e conhecerem como vivem hoje aqueles que nos deram tantas alegrias. Para isso, basta acessar o site: www.idolostricolores.com.br  
Parabéns Valterson, belo trabalho!  

sábado, 7 de maio de 2011

A esperada chegada do Abel!

Esperança de que Abel volte a fazer o Fluminense jogar pra frente como em 2005

Os tricolores de todos os cantos da Terra contam nos dedos os dias para a chegada do Abel Braga, o último técnico a vencer o fácil campeonato estadual, fato que seus sucessores não conseguiram e nem mesmo disputar uma final sequer.
Problemas de insegurança, protecionismo, perseguições, jogadores de confiança, retrancas descabidas serão extirpados do seio tricolor para desespero da mídia marrom.
Com Abel, o clube poderá até não ser campeão, mas certamente jogará um futebol mais vistoso, melhor inclusive que o apresentado no ano que passou.
Com sua tarimba, competência e independência, Abel não deverá ficar a mercê de pressões para escalar esse ou aquele atleta. A tendência é que utilize sempre os que tiverem mais preparados e dentre eles os que claramente sejam mais habilidosos.
Seu esquema de jogo não irá prescindir de um atacante veloz e bom de bola. Suas fichas estavam direcionadas para o Emerson, que devido ao seu desvario, passou a ser carta fora do baralho.
Tentará recuperar o Araújo, mas mesmo que consiga a proeza, certamente solicitará a contratação de mais um jogador com essa característica, cuja carência no elenco é visível.
Bom seria se o Flu conseguisse repatriar o Maicon, doado pela administração anterior com o objetivo precípuo de fazer caixa para a Traffic.
No comando do ataque, tudo indica que a vaga será de Fred, com a certeza, entretanto, que se continuar jogando a bolinha atual, inferior à do Rafael Moura, irá amargar tranquilamente o banco de reservas, independente de seu passado vistoso.
Acredito que o meio de campo deverá sofrer transformação radical. Pelo que acompanhei da trajetória do Abel, sua preferência para esse setor é a utilização de jogadores habilidosos, bons no passe e não botinudos que fazem faltas a toda hora. Basta ver o meio campo campeão estadual de 2005, formado por Marcão, Arouca, Diego Souza e Juninho, que veio do Atlético Mineiro e sumiu depois de uma grave contusão.
É certo que Marcão não era um virtuoso do passe, mas em compensação compensava a deficiência com garra inigualável, muita inteligência e até alguns gols decisivos.
Para a defesa, deverá solicitar a contratação de um zagueiro e provavelmente um lateral esquerdo e para o gol certamente seus olhos estarão voltados também para a preparação dos atletas, porque ninguém em sã consciência pode admitir que todos os goleiros, contratados ou formados na base, sem exceção alguma, não saibam sair do gol.
Marquinho, Valência, Diguinho, Diogo deverão ser aproveitados como opções dependendo da situação dos jogos, mas não creio que consigam se firmar como titulares absolutos.
Jovens talentos da casa, como Tartá, Fernando Bob, Digão e outros que deverão surgir certamente serão observados de perto e poderão ter enfim uma sequência de jogos.
Para mim, dentro do que existe no elenco atual e se o departamento médico permitir, aposto que será assim ou algo bastante parecido: Cavalieri, Mariano, Gum (Digão), Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Souza, Deco e Conca; Araújo e Fred.
E para você, caro Tricolor, qual será o time que o Abel irá escolher?
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FH ajuda a descarrilar o ridículo bonde!
Seria cômico se não fosse trágico para nós tricolores.
Enquanto nossos goleiros falham a toda hora, Fernando Henrique, com diversas defesas difíceis, ajudou o Ceará a acabar com a invencibilidade mentirosa. Coisas da vida.
Rala RMP e sua trupe!