segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Fluminense 0 x 2 Santos. Cruzada contra o rebaixamento!


A cada jogo que passa mais forte fica a constatação: a realidade da luta contra o rebaixamento.

Convém observar que a rigor o Fluminense já se encontra na zona de descenso e que para isso seja concretizado formalmente bastará ao São Paulo ganhar quatro pontos de seus dois jogos faltantes contra adversários bem mais fracos.

Não encontro mais palavras nem ânimo para escrever o óbvio: o elenco tricolor é uma balela.

Aliás, a constatação já vinha sendo cristalizada desde o ano passado, onde os brilhos de Cavalieri, Jean, Fred, Thiago Neves e Wellington Nem encobriam a mediocridade do resto da equipe.

Alguns ainda incluem o Deco nesse grupo, mas não vou nem considerá-lo, face às raras oportunidades em que ele esteve em campo.

Cansado de bater sempre na mesma tecla, resolvi apelar e transcrever as palavras de Roberto Sander, publicadas em seu blog no site NETFLU.com.br.

"Depois de um início até animador, quando o Fluminense de Luxa parecia que iria sair da pasmaceira em que se encontrava, voltamos à estaca zero o que deixa flagrante os erros de planejamento para 2013, principalmente no que diz respeito a reforços. Desde as minhas primeiras postagens do ano – podem ir lá conferir – avisava que com a base do time campeão brasileiro – por mais paradoxal que pudesse parecer – não iríamos a lugar algum. 
Não deu outra: pagamos mico na Taça Guanabara, no Campeonato Carioca e agora no Campeonato Brasileiro.
O que conseguimos no Brasileiro do ano passado já foi uma façanha rara. Achar que continuaríamos a ter o mesmo sucesso apenas com base em exibições de exceção de três ou quatro jogadores foi o grande equívoco da direção tricolor.
Foi muita ingenuidade ter acreditado que contando com jogadores limitados e ultrapassados como Edinho, Diguinho, Anderson, Leandro Euzébio, Bruno, Wagner, entre outros, o Fluminense conseguiria, por exemplo, um título de Libertadores.
E não adianta as viúvas do Abel se arvorarem, pois foi este treinador que bancou esse elenco e rejeitou os possíveis reforços, inclusive o Elias, que brilha hoje no Flamengo. Não tenho dúvida de que com ele (Elias) no lugar do Edinho, o Fluminense seria um time muito, muito melhor. Sem contar com o papo furado e inconsequente de que tínhamos zaga para cinco anos. Está provado que não temos nem para um mês!
A verdade é que a grande diferença do Fluminense desse ano para o do ano passado é que nossos craques já não fazem milagres. Cavalieri, depois de melhorar um pouco nos últimos jogos, voltou a falhar. Fred, desde o início do ano, é uma caricatura de artilheiro. Jean também não é sombra do que foi em 2012. Nem foi embora. E Deco, que mesmo participando de poucos jogos ainda desequilibrava, já pendurou as chuteiras. O que sobrou? Talvez apenas Sóbis, que fez bons jogos esse ano, mas já caiu também de produção.
Portanto nada acontece por acaso. O que está acontecendo hoje com o Fluminense, na verdade, é um processo contínuo que vem de longe. Acho que não vamos cair, como muitos já vaticinaram, mas o risco existe. E para mudar esse quadro é preciso de uma chacoalhada maior. É preciso que vários jogadores sejam barrados (sobretudo Edinho como primeiro volante) e outros sejam contratados. É preciso, enfim, de um técnico de coragem para fazer isso. Foi assim que o Cuca nos livrou a cara em 2009. Tendo coragem, ousadia.
Mas por enquanto Luxemburgo não está se mostrando capaz de enfrentar esse desafio. Está cometendo os mesmo erros que derrubaram Abel. Diz que o time não precisa de reforços e mantém na equipe jogadores que talvez não tivessem vaga em time da segunda divisão. De qualquer forma, prefiro nem cogitar essa possibilidade".
Roberto Sander – NetFlu.com.br

Sander expressa com clareza o pensamento da maioria dos tricolores, embora “as viúvas do Abel”, como ele mesmo denomina, insistem em imputar a culpa ao atual treinador.

Para os desavisados a posição desse blog poderá parecer incoerente, pois afinal de contas foi grande a campanha para a contratação do Abel quando da saída do Muricy.

O fato é que Abel é um treinador peculiar porque sempre apresenta resultados nos inícios de seus trabalhos.

Não interessa o fato dele treinar pouco, apresentar esquemas de jogo desatualizados e pouco criativos porque com o seu espírito agregador ele sempre tem conseguido títulos importantes.

Foi assim em sua passagem pelo Internacional e também no Fluminense em 2005 e 2012.

O problema é que durante as conquistas Abel tende a cristalizar sólidas amizades com alguns atletas, seus famosos “homens de confiança”, que com isso ganham  status de intocáveis, situação insustentável para o êxito futuro do grupo.

O exemplo mais contundente, Elias, já foi abordado pelo Sander, ao qual acrescento a estapafúrdia ideia de não recomendar a contratação do Cícero para que o clube pudesse renovar com o Diguinho e ainda por cima por dois anos.

É um acinte vê-lo desfilando com o número 8 às costas, camisa que já foi vestida por craques de verdade, como Didi, Gerson e Deley.  

Abel permitiu também que apoiadores revelados em Xerém, como Higor, Lucas Patinho e Fernando fossem emprestados a clubes sem expressão alguma, optando pela manutenção de Eduardo que jamais havia conseguido a titularidade absoluta no time de juniores.

Difícil saber a razão, mas a vontade de garantir a vaga para seus apadrinhados pode ter sido a causa de mais essa decisão errônea.

O fato é que Vanderlei ou qualquer outro técnico, seja ele Mourinho, Guardiola, Rinus Mitchel, se vivo fosse, dificilmente conseguirá imprimir padrão de jogo com o elenco atual.

Torço para que consiga ao menos nos livrar de mais um rebaixamento.

É preciso que o Presidente intervenha no departamento de futebol, de preferência demitindo a dupla responsável pelo planejamento errático, sem dúvida a principal causa do caos que se instalou na equipe.

E até lá, só nos resta torcer, sofrer e esperar por um milagre.


DETALHES:

Fluminense 0 x 2 Santos

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ); Data: 31/8/2013
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Gols: Thiago Ribeiro, aos 12' e Cícero, aos 28' do primeiro tempo.
Cartão amarelo: Gum

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Willian (Felipe. intervalo), Eduardo (Wagner, intervalo); Rhayner (Marcos Jr, 12'/2ºT), Rafael Sobis e Fred. Técnico: Vanderley Luxemburgo

Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Mena; Renê Jr., Alan Santos (Pedro Castro, 37'/2ºT) e Cícero; Everton Costa, Leandrinho (Léo, 25'/2ºT) e Thiago Ribeiro (Giva, 40'/2ºT). Técnico: Claudinei Oliveira

3 comentários:

Julio Marins disse...

Meu Deus; enfim um iluminado, achei que so eu tinha visto o que vc escreveu em seu blog.
Parece ate que nos conhecemos e trocamos algumas ideias.
Obs: quase apanhei de alguns amigos durante a libertadores.

Anônimo disse...

Abelão deixou o time em pleno caos (6 derrotas em 9 jogos). Luxemburgo pegou o time embalado ladeira abaixo (6 derrotas em 9 jogos) e em pleno caos (contusões, suspensões, aposentadoria) e ainda não teve tempo para trabalhar o time (10 jogos em 30 dias).
Creio que fará a reformulação necessária com os jovens, mas precisaremos de reforços.
Time ideal só em 2014.
O ESTRAGO DEIXADO POR ABELÃO e RODRIGO CAETANO (forasteiro) FOI GRANDE!

PS: Foi IMPERDOÁVEL a venda do Whelington Nem e Tiago Neves (ficaram: Anderson, Edinho etc).

Tricolor! disse...

O que que eu falei sobre a importância de um bom cobrador de faltas no post de bqixo mesmo, hein?