sábado, 2 de agosto de 2008

Fluminense 1 x 2 Internacional. A "via crucis" continua!


E vai continuar até que o comando da equipe seja mudado.
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Nada pessoal contra o Renato, que continua sendo meu ídolo. Aquele gol de barriga na urubuzada será para sempre inesquecível.
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Mas o amor ao Fluminense é infinitamente maior do que qualquer simpatia pessoal que possa existir. Infelizmente o tempo de Renato como técnico já passou. Não tem mais concerto. É como pasta de dente que sai do tubo. Impossível entrar de novo.
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Embora o admire como jogador fora de série que foi, o mesmo não consigo fazer como técnico. Ainda está verde. Precisa de muito mais quilometragem. Aí, quem sabe, poderá voltar ao comando tricolor.
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Hoje mudou a postura. Parou de achincalhar o elenco que ele mesmo ajudou a formar. Resolveu dar força ao grupo, não reclamar por reforços e atribuir a derrota à falta de sorte. Tarde demais. O elenco não está feliz e sabe que essa mudança de atitude não vem de dentro da alma do treinador. É mais um jogo de cena, talvez orientado por alguém de bom senso, embora bom senso na direção do Fluminense seja uma qualidade difícil de encontrar.
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Sob esse aspecto, é preciso bastante atenção às suas palavras após o jogo: "- Em primeiro lugar, prefiro enaltecer a minha equipe pela dedicação, pela luta. No intervalo do jogo já havia elogiado e a meu ver tivemos uma atuação melhor ainda no segundo tempo. Inter, que tem grande equipe, foi lá duas vezes e fez os gols. Infelizmente ocorreu mais uma derrota dentro de casa".
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Num ponto, o nosso Professor Pardal está certo. O Inter foi lá duas vezes e fez dois gols. Esqueceu de dizer que foram duas arrancadas do Nilmar para cima do atleta mais veterano em campo. Prestem bem atenção, no primeiro gol o Roger estava à frente do Nilmar e perdeu feio na corrida. Chegou na área esbaforido, sendo facilmente driblado. Por azar ainda maior, a bola passou entre as pernas do Fernando Henrique.
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Então vem logo à tona a pergunta que não quer calar. Como pode um treinador que se julga competente, escalar o Roger para marcar o Nilmar no mano a mano? Será que esqueceu de que o Roger tem idade para ser pai do Nilmar? E que, além disso, o jogador do Inter é um craque em nível de seleção? Só não é convocado porque o comando da Seleção é ocupado por outra jamanta.
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Não teria sido muito mais fácil definir o Luiz Alberto para marcá-lo, deixando o Roger na sobra? Poderíamos ter entrado com três zagueiros, pois tanto o Fabinho quanto o Romeu erraram quase tudo que tentaram, o que era óbvio até para o mais desavisado dos tricolores.
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E o Maurício, escalado novamente na lateral direita? Ele não consegue vislumbrar alternativa para a posição.
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E o que dizer do Somália no banco? E a substituição? Sacou o garoto que melhor atuava, deixando jogadores piores em campo.
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Concluindo a entrevista, nosso técnico soltou mais essa pérola: "- Nunca vi um time atravessar má fase e o técnico ser aplaudido. Há vinte e cinco dias eu era um dos melhores treinadores da América. Da noite para o dia, eu não presto, o grupo do Fluminense é muito ruim. Torcedor é muita paixão e temos de entender. As pessoas que comandam o clube precisam pensar e não podem se deixar levar pela paixão. É aquilo que falei. É deixar trabalhar - ou não - para passar esta fase".
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Era considerado bom técnico porque o time estava ganhando de adversários de valor, principalmente São Paulo e Boca Juniors, apesar da insistência com o Ygor, que de uma hora para outra poderia por tudo a perder. Falhou no gol do Adriano, no Maracanã, sendo facilmente driblado pelo Aluísio, igualmente no jogo com o Boca, onde o Dátolo deitou e rolou em cima dele, antes de cruzar para o gol do Palermo.
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Esquecendo-se das partidas decisivas com o Botafogo no campeonato estadual, Renato manteve o seu protegido, não se importando se o pior viesse a acontecer. Veio o jogo de Quito e a teimosia foi repetida. Nem a apresentação catastrófica o abalou.
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Até que chegou a final. E perante mais de oitenta mil testemunhas, o Ygor foi mantido e o time que precisava de três gols de diferença, foi a campo com apenas um atacante e, para piorar, sem reunir condições físicas ideais.
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Depois de mais uma falha e gol da LDU, voltamos a ter dois atacantes. A equipe lutou, virou o jogo, mas não teve forças para ganhar a prorrogação. Nenhum outro atacante descansado foi colocado para jogar. Não é preciso descrever o fim da triste história.
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Renato, você apostou. Apostou freneticamente num cavalo que não era puro sangue. Não estudou as jogadas do adversário, aliás a única que ele tem. E perdeu. Perdeu feio e quem perde tem que pagar.
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Suas próprias palavras enfatizaram que as pessoas que comandam o clube precisam pensar e aí, meu caro, inteligentes como devem ser, se pensarem seriamente chegarão à conclusão de que, nesse momento, a única saída para o bem do Fluminense será a sua substituição.

2 comentários:

Pedro disse...

Pedro escreveu:

Não assisti o jogo contra o Inter. Eu iria ao Maracanã, mas na última hora surgiu um imprevisto e não pude ir. Melhor assim. Eu não estava muito esperançoso em relação a este jogo.

Já tinha ido no Fluminense x Cruzeiro. Foi difícil...

O mais frustrante é que todo mundo que acompanha um pouco de futebol, base que nosso time, mesmo com estes desfalques ainda é bem melhor do que muita equipe por aí.
Cícero e Gabriel estão fazendo muita falta. Os dois Thiagos também. (Detalhe: o Neves está amargando o bando na seleção do Dunga). Fora isto, as contusões e suspensões comuns em um campeonato longo como este.

O fato que é hoje o Renato está realmente perdido. Não sabe mais o que faz.
Falta material humano, é verdade, mas ele está exagerando nas invenções.
Lateral direita, por exemplo: Renato já testou Rafael, Carlinhos, e os jovens Maurício e Sandro, ambos completamente improvisados. Ora, se é para lançar garotos na fogueira, por que não inventar menos?
O time de juniors não possui um lateral direito de ofício?

A impressão que passa é q o Renato está "patinando", como se estivesse querendo ganhar tempo, como se num passe de mágica, reforços e/ou soluções cairão do céu. Mas o tempo está passando...

Além disto, o time não possui a mesma gana, a mesma vontade de vencer que tinha na Libertadores. Alguns estão nitidamente desmotivados. (ex.: Dodô), enquanto outros que estão super afim de jogar, continuam no banco. (ex. Somália).

É inegável que o time precisa de reforços para ontem. Não só para dar mais qualidade ao elenco, como também para injetar um animo novo à equipe.

Porém, acredito que o animo maior surgirá trocando o treinador. Apesar de tudo, ainda respeito o Renato. Queira ou não, ele comandou a equipe na Copa do Brasil e fez uma bela campanha na Libertadores. Ele errou muito, mas acertou também.

Mas enfim....acho que já deu... Tudo tem um começo, meio e fim. O casamento está no fim, quase acabando.
O time já chegou no auge e infelizmente já começou a trilhar a descendente.
Penso que mudanças são necessárias para o crescimento das pessoas. No caso do Flu, neste momento., mudanças chegam a ser indispensáveis. E para ontem!

Tricolor! disse...

Compartilhando a angústia dos 2 tricolores que escreveram aqui antes de mim e sintetizando em 2 palavras o que foi dito:

- Tá foda.