sexta-feira, 4 de julho de 2008

Fluminense 3 x 1 e derrota nos pênaltis. Decepção total!

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Passadas quase vinte e quatro horas do desastre frustrante, tento compreender o que aconteceu com o nosso belo time. Perder uma competição de suma importância do jeito como aconteceu é um fato que não pode ser aceito nem pelo mais fanático dos torcedores.
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Tínhamos cento e vinte minutos para conseguir os três gols de diferença que precisávamos num adversário infinitamente inferior a São Paulo e Boca Juniors, clubes que eliminamos com shows de bola.
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A noite começou promissora, com um belo espetáculo de fogos e a alegria contagiante da torcida.
A presença de Romerito, deixando-se fotografar ao lado dos fãs, remetia todos a tempos inesquecíveis. O encontro com a sobrinha de Pé de Valsa, antigo craque tricolor, parecia ser o augúrio de outra noite mágica.
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Por que, então, deu tudo errado?
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Vários motivos poderiam ser citados, a começar pelo clima de oba-oba que envolveu até a diretoria. Comemorações fora de hora, treinamentos com queima de fogos, enfim as sandálias da humildade passaram bem longe das Laranjeiras, para desespero do espírito de Nelson Rodrigues.
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E o pior de tudo, a soberba e a máscara do Renato Gaúcho. Excelente craque, que me fez vibrar muitas vezes, em especial no ano de 1995, onde o urubu do mal foi detonado por três vezes no mesmo campeonato.
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É verdade, grande craque, mas ainda um treinador nanico. Confunde seu currículo de jogador com o de treinador. Entre um e outro existem milênios de diferença. E o mais preocupante é que de uns tempos para cá passou a usar a filosofia do "eu ganhei, nós empatamos, eles perderam". Quem prestou atenção as suas palavras na coletiva após o desastre, não teve a menor dúvida. "Pênalti é loteria. Nossos batedores são melhores, infelizmente eles erraram". Desse jeito vai ser difícil manter a coesão do grupo.
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Renato deitou falação durante toda a semana dizendo que não estava preocupado com a LDU, que sabia tudo sobre o adversário, como ele jogava, quais suas jogadas principais. Pura falácia. Não sabia nada e acho que ainda não sabe. O time deles é fraco. Tem apenas três jogadores bons de bola, dois atuando pelas pontas e um atacante, argentino por sinal, arisco e oportunista.
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A jogada é sempre a mesma, bola nas pontas e passes para dentro da área. Fizeram dois gols assim em Quito. E o sabichão, o técnico que conhecia a fundo o adversário não conseguiu durante toda a semana posicionar sua defesa para que a coisa não se repetisse. E foi justamente esse gol, igualzinho ao de lá, que evitou os 3 x 0 que nos dariam o título.
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Ah, ia me esquecendo. Teve o juiz, o Hector não sei lá das quantas. Recuso-me a escrever nomes de pessoas desonestas nesse blog. Não creio que seja um fanfarrão, como disse o ilustre João Garcez em seu blog no site da globo.com. Posso apostar que é gaveteiro mesmo. Provavelmente, a partir de hoje sua conta bancária esteja mais polpuda.
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A conivência com a cera praticada pelo Cevallos, desde os primeiros minutos de jogo, é coisa para ser investigada a fundo. A regra dos seis ou oito segundos, sei lá, ainda estou meio atordoado, foi ignorada inúmeras vezes.
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Aí é que me pergunto. Por que o Renato não escalou o Conca como capitão do time nesse jogo? Pô, o cara é patrício, falando a mesma língua talvez ele conseguisse pelo menos uma ou duas marcações. Cadê a malandragem do "boleiro"? O Luiz Alberto acabou ficando vendido, ainda mais se sabendo das características racistas de nossos hermanos argentinos.
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Quanto aos pênaltis não marcados, nada a reclamar. O Washington ia querer bater e acabar perdendo mesmo.
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Esse é apenas um dos capítulos da história, talvez nem seja o principal. Existem muitos outros.
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A meu ver, o principal deles foi que o time perdeu o “punch”. Ficou sem ritmo de jogo devido a uma inatividade burra. É certo que não poderíamos arriscar nossos craques em qualquer campo com adversários botinudos. Mas no Maracanã, poderíamos ter jogado com a equipe principal contra Náutico, Flamengo e Botafogo. Pouparíamos apenas os que realmente estivessem esgotados ou contundidos. Quem assistiu ao jogo com o Santos, pode antever as dificuldades que teríamos, pois como já dizia o velho mestre Didi : "jogo é jogo, treino é treino". Vê se aprende mais essa, Renato.
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Esse tema foi abordado nesse espaço em várias oportunidades. Os mais antigos entenderão. Com quarenta anos de arquibancada, agora cadeira especial, aprende-se muito, a ponto de enxergar as besteiras que esses "boleiros" fazem a toda hora em nome da "experiência" adquirida em campo.
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Quanto ao jogo em si, é bom não falar muito. Se o time partisse para cima logo após o terceiro gol, certamente teria marcado o quarto. Em desvantagem, a cera e a catimba dos equatorianos desapareceriam e estaríamos mais perto do quinto do que eles do segundo.
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Não foi assim. Optou-se por uma acomodação absurda em busca da decisão por pênaltis. Parecia até que alguns faziam corpo mole para alcançar esse objetivo. E depois tremeram e como tremeram. Não foi o Cevallos que fez grandes defesas e sim as penalidades pessimamente cobradas.
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Washington visivelmente fora de sua forma física ideal nos dois jogos. Em Quito, perdeu um gol cara a cara com o goleiro e ainda foi o responsável direto pelo quarto gol dos equatorianos, quando escorou a bola no primeiro pau, matando Thiago Silva e fazendo um passe preciso para o atacante da LDU.
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Ontem, estava pior. Do lugar que ocupava, pude ver claramente sua dificuldade de locomoção, nitidamente à meia boca. Perdeu outro gol, logo no início. Quase não ganhou uma bola aérea. Não conseguiu correr e ainda assim, apesar das discussões com o Renato durante grande parte do segundo tempo, não foi substituído. E acabou por ser escalado para bater uma penalidade. Teria sido bem mais proveitoso utilizar a última substituição para colocar o Tartá, o Somália ou até mesmo o Alan. Pelo menos aprontariam uma correria para cima daquela defesa horrorosa da LDU. Por que será que isso não foi tentado? Receio, cumplicidade? O fato é que com essa insistência insana, o Renato nos roubou um título praticamente ganho.
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Tenho a certeza de que mais cedo ou mais tarde esse título virá. O Fluminense é grandioso demais para sucumbir a essas teimosias nefastas. Mas até lá, nossa torcida está órfã. Perdeu a Libertadores, sem chance no Campeonato Brasileiro, vai ficar vendo a banda passar.
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Não que seja impossível tirar a diferença de dezesseis pontos do urubu paraguaio, aliás, treze, porque ainda temos um jogo contra. Os problemas são os outros. São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro estão bem posicionados na tabela e dificilmente todos eles perderão tantos pontos assim.
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Podemos e devemos nos classificar para a Libertadores do ano que vem, mas é muito pouco para uma equipe que apresentou um brilhantismo estonteante no decorrer da Copa.
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O fato é que a torcida calou com a perda do título. Uma tristeza incontida, uma decepção impossível de mensurar. O castelo ruiu.
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E uma última coisa. É brincadeira e de muito mau gosto, Ygor ser titular e Dodô ser reserva. E o pior é que ao encontrar o Horcades nas cadeiras especiais e pedir pela entrada do Dodô, ele deu de ombros, olhando para seus pares, com um sorriso maroto. Acho que é mais um que não sabe de nada.
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Não esquenta não, Dodô. Renato é assim mesmo, adora barrar e perseguir os craques. Primeiro foi o Conca (no Vasco e no início no Flu), depois o Arouca. Agora, a bola da vez é você. Em breve, escolherá outra vítima. É só ele parar de pensar um pouco em si e lembrar das exibiçoes de gala contra Arsenal, São Paulo e Boca Juniors..
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Tricolores, não agüento mais. Renato, por favor, peça o boné e vá embora.
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LEVANTA A CABEÇA FLUZÃO. VAMOS VOLTAR A JOGAR AQUELE FUTEBOL ENCANTADO. A CONQUISTA APENAS FOI ADIADA, VIRÁ EM BREVE!

7 comentários:

Marcio Cardoso disse...

Alo Helio,

Saudacoes tricolores daqui do Texas.

Concordo com os seus comentarios q o time tinha q ter jogado durante o
intervalo entre as semi e as finais. A bobeada no primeiro tempo lah em Quito foi decisiva e foi resultado da falta de ritmo de jogo do time titular.

Agora, faltou perna para o nosso time! Depois do terceiro gol (bola parada), o time nao conseguiu botar pressao no LDU... era soh mais um golzinho,po! Na prorrogacao o time parou de vez e o LDU inclusive mostrou mais personalidade. Cade o preparamento fisico?

No final das contas, segue a regra da Libertadores: bobeou, dancou.

Otimo comentario sobre apontar o Conca como capitao para falar umas verdades para o hermano de apito. Viu, a gente precisa desta malandragem de torcedor...

Libertadores tah dificil ano q vem, infelizmente. O Flu vai ter q brigar muito... e eu acho q os craques do time jah estao com a cabeca nos euros dos clubes europeus.

Marcio Rocha disse...

Brilhante comentário, amigo Hélio.
É, agora a coisa ficou preta para o nosso lado. Sinceramente, não sei mais o que falta para demitirem aquele energúmeno. Com um timaço nas mãos, ele fracassou no Carioca e na Libertadores. Alguém ainda tem dúvida de que vai acontecer o mesmo no Brasileiro? Bem, já está acontecendo...
Grande abraço

Roberto disse...

Parabéns pelo texto, Hélio!

De vez em quando dou um pulinho aqui para saber quais foram as últimas coisas que você escreveu. Me passaste o end. do blog quando fomos pegar a carteirinha do Passaporte nas Laranjeiras, está lembrado?

Eu também estava no Maracanã na final. A Copa foi inesquecível, mas infelizmente algumas histórias têm que ter final triste.

Sds tricolores.

Helio R.L. disse...

Olá Roberto,

Claro que estou lembrado. Pena que perdemos o título mais fácil da história da Libertadores. E por pura teimosia e falta de experiência de nosso treinador, que é mais teimoso que uma mula. Mas ainda tenho esperanças que ele se desligue do Ygor, recue o Cícero e jogue com dois atacantes de ofício. Washington e Dodô ou Somália e Dodô, enquanto o Washington estiver se recuperando.
Um forte abraço. Apareça sempre.

Crys disse...

Amigo Helio, eis aqui para prestigiá-lo. Deixo minhas Saudações Tricolores e obrigada pela menção no Blog do Flu, amigo.

Douglas Habibe disse...

Jornalismo sim! Flamenguismo não! Espaço, tratamento digno e bom senso na cobertura de todos os clubes. Fora editores de esporte de O Dia! Fora editores de esporte do Lance! Fora editores de esporte do sistema Globo! Por uma imprensa esportiva mais isenta e responsável!

Assine a petição on-line por uma imprensa esportiva mais isenta e responsável:

http://www.petitiononline.com/flanao12/petition.html

Parece ter sido bem dolorosa para alguns coleguinhas de imprensa a eliminação vexatória do Flamengo, na recente Libertadores, diante do América. Deve ter sido um tanto frustrante para os torcedores rubro-negros, que piamente acreditam nas mentiras veiculadas pelos vendedores de papel, ver seu time do coração saindo (mais uma vez) de forma humilhante da competição mais importante do continente. Sem dúvida, para alguns mascarados jogadores do clube da Gávea, o papelão feito no Maracanã marcará negativamente as suas carreiras.

Entretanto, meus senhores, nada explica o flamenguismo emulado nos últimos dias pela imprensa carioca, tentando transformar a derrota (injusta) do Fluminense numa conquista rubro-negra. Nada explica, meus senhores, a mobilização da imprensa e o grande espaço dado às criações “irreverentes” dos frustrados flamenguistas, como a “Ligas Dos Urubus” e a “Fla-Boca”. Nada explica, meus senhores, a criação de factóides irresponsáveis atrás de factóides irresponsáveis, acirrando rivalidades e estimulando brigas para se vender meia dúzia a mais de jornais. Meus senhores, do alto de suas arrogâncias e irresponsabilidades diante de um teclado, isso não é jornalismo. Será que pautas inteligentes são tão trabalhosas assim? Será que ainda há vida inteligente nas redações?

Quinta-feira, dia 3 de julho, além de abalados pela perda do título, nós, torcedores do Fluminense, vimos que somos estrangeiros no Rio de Janeiro. Assim como são os torcedores do Vasco e Botafogo, quando seus times começam a ofuscar o “clube das massas”. Em nada essa imprensa esportiva do Rio de Janeiro, mais afeita ao oba-oba do que ao jornalismo, representa a mim ou ao meu clube de coração. Em nada, essa imprensa esportiva do Rio de Janeiro apagará a felicidade que senti com o Fluminense nesta Libertadores, calando a boca de visionários de araque e críticos míopes. Em nada, essa imprensa esportiva do Rio de Janeiro ofuscará a linda festa feita pela torcida tricolor durante toda a nossa campanha. Em nada, essa imprensa esportiva do Rio de Janeiro esmaecerá o meu orgulho de ser tricolor!

Anônimo disse...

Achu ki o pessoal está muito preocupado com essa torcida fanática e despudorada do FRAMENGO. Esse timinho naum é de nada. Vai se borrar todo nas rodadas finais.Melhor deixar eles pra la.
Agora alguem tem que botar na cabeça do Renato Gaucho que o Dodo tem ki jogar, mas naum sozinho na frente.
Mas como vc mesmo falou no post que o Horcades c... e andou pra tua sugestão, naum sei, achu ki vamu entrr pelo cano.