domingo, 27 de julho de 2008

Fluminense 1 x 3 Cruzeiro. Um bando em campo!

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O sonho da classificação à Libertadores aos poucos vai se transformando no pesadelo da segundona.
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Tricolores, chegou a hora. Não dá mais para esperar. O tempo de Renato Gaúcho à frente do elenco do Fluminense já passou.
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Confirmando suas próprias palavras desde o início do Campeonato Brasileiro, o Fluminense está "brincando" e brincando de modo tão feio que nenhum torcedor está gostando da brincadeira.
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Nosso boleiro falastrão põe a culpa nos desfalques. Muita cara de pau, quando há mais de um ano atrás, ele já sabia da importância do ano de 2008 para o Fluminense.
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É bem verdade que sob esse aspecto, seu outro ajudante, também boleiro e igualmente ídolo como atleta, elevado à condição de gerente de futebol primou por fazer bobagens na formação do elenco.
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Ao dispensar Marcão, com aquela pose autoritária de "manager consciente" contratou o Ygor para substituí-lo. Nesse capítulo, cedeu às pressões do Renato para trazê-lo em detrimento do outro Fabinho, hoje no Corinthians que, mesmo sem ser nenhum craque de primeira, está a centenas de quilômetros do apadrinhado-mor. E para piorar, ainda manteve o Fabinho, a coisa, reserva no Santos e Internacional, seus clubes anteriores, jogador sem noção de posicionamento, passe, conclusão e desarme.
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Contratou David. O que é isso? Até hoje não consegui discernir qual a sua verdadeira posição. E ainda trouxe o Gustavo Nery.
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Para o ataque, três atacantes de ponta, esquecendo-se, porém, que o melhor deles tinha seus direitos federativos presos ao Vasco. Por que não negociou a liberação? O outro estava e, ainda está, passível de punição pela FIFA, por ter tomado doses de "cafeína batizada" que, mesmo sem ter culpa, propiciaram inegáveis desempenhos superiores, ainda pelas plagas de General Severiano.
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Agora, a mesma dupla de boleiros anuncia a relação de possíveis contratações, algumas já concretizadas.
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Eduardo Ratinho e Jancarlos. Para quem tem Rafael e Carlinhos, é claro que não poderá haver piora no desempenho da lateral direita. Mas fica a pergunta: seriam mesmo as melhores opções?
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Mineiro. Apesar de não ser o volante dos sonhos de quem conheça um pouquinho do esporte bretão, não resta dúvida que sua contratação poderá acarretar a defenestração da dupla de apaniguados. Sob esse aspecto, sua vinda seria uma benção.
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Dátolo. Esse é o craque da lista. Se vier resolve os problemas do meio campo, mesmo com a eventual saída do Thiago Neves. Sinceramente, não creio que tenham competência para contratá-lo. Se conseguirem, darei a mão à palmatória, com muito prazer.
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Castromán. Reserva no Boca. Fez um gol num amistoso com o Dorados, do México, após quinhentos dias sem marcar. Isso mesmo, quase dois anos. Seu último gol havia sido em 14 de março de 2007 contra o Internacional, pela Libertadores. Na ocasião jogava pelo Velez Sarsfield. Depois passou pelo América, do México e Boca. Parece ser jogador de time pequeno. Inegavelmente será uma aposta arriscada. Mas considerando o que está jogando o Dodô, pode até dar certo.
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William. Outra aposta. Jogador muito jovem. Não deverá acrescentar muito, além do que fazem nossas revelações de Xerém. Outra aposta, provavelmente mais cara.
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Everton Santos. Piada de mau gosto. Seu grande currículo: titular do time do Corinthians rebaixado no ano passado e reserva do Paris Saint-Germain, clube que ocupa uma das últimas colocações do campeonato francês. Outros interesses, que não os do Fluminense podem estar envolvidos. Pelo menos, a torcida desconfia.
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Fabrício. Notícias dão conta que quer voltar ao Brasil por causa do filho. Pelo que jogou no Atlético Paranaense seria uma boa aquisição. Estou cético quanto a sua contratação. Parece ser mais uma cortina de fumaça do Branco para trazer barangas escolhidas a dedo.
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Uma coisa, no entanto, é certa. Quaisquer que sejam os contratados, o clube precisa diminuir a folha de pagamentos, livrando-se de jogadores que em nada contribuem. Sem muito esforço, penso que a grande maioria da torcida gostaria de se livrar de Ygor, Fabinho, David, Carlinhos, Rafael e Diego. Seria necessário indenizá-los. Sim, mas o clube se livraria dessas malas pela metade do preço, pois ao rescindir unilateralmente um contrato só existe a obrigação de pagar 50% do restante. Vejam o lucro do caixa, sem contar na possibilidade de acordos.
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Bem, voltando ao técnico falastrão, ou melhor ex-falastrão. Põe a culpa nos desfalques. E o padrão de jogo? Times formados com jogadores medianos têm apresentado um futebol muito mais criativo.
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O Fluminense jogou mal com o Palmeiras, com o Vasco, com o Figueirense, com o Vitória. Nesse jogo, conseguiu conquistar a vitória à base da garra em pouco mais de vinte minutos. No restante, levou sufoco.
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E ontem, contra o Cruzeiro? Aproveitou-se da condição ridícula do Rafael para promover a volta de seu protegido. Escalar Fabinho e Ygor no mesmo time só pode mesmo ser considerado como uma brincadeira e de muito mau gosto.
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Se o maior problema era a lateral direita, por que mutilar tanto a defesa? Aquela formação dantesca já havia treinado junto alguma vez? Certamente que não. Bastaria ter colocado alguém para substituir o Rafael. Seria uma adaptação, mas adaptação em uma única posição. Não sei se o Renato Gaúcho tomou conhecimento de que, em sua primeira passagem como titular, o Junior César jogou de lateral direito e muito bem por sinal. Poderia ter sido uma tentativa. Outra, a entrada do Romeu, que também já foi adaptado por ali. Em último caso, o lateral dos juniores.
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Certo que seriam apostas, mas com muito mais possibilidades de dar certo do que contar com dupla Fabinho/Ygor, que proporcionou uma tranqüilidade absoluta ao time do Cruzeiro, que não é nada do outro mundo.
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Ah, ia me esquecendo. Faltou o Conca. Por que não escalou o Marinho desde o início? O moleque é habilidoso e sempre que entra tem conseguido segurar a bola mais tempo que todos esses que jogaram ontem.
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Seriam apostas. Claro que sim. Poderiam dar errado, mas nunca ao nível de uma defesa como a que foi armada.
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No final de coletiva, Renato declarou que "para resultados melhores só se jogasse como time pequeno, escalando quatro volantes e jogando em contra-ataques"!!??
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Essa não deu para entender. O que dizer de um meio campo formado por Fabinho, Ygor, Roger e Arouca? Estaria eu no mundo da lua para não conseguir ver a virtuosidade desses craques? Com certeza, a brincadeira continua.
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Caro Renato. Você continua sendo meu ídolo e também de toda a torcida tricolor. Ídolo como jogador fora de série que você foi. O ano de 1995 será inesquecível. Três vitórias sobre a urubuzada no mesmo campeonato. Coroadas com o gol de barriga nos minutos finais. Verdadeiro orgasmo propiciado por você. Serei sempre grato a esse feito.
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Infelizmente como técnico, você ainda precisa se aprimorar. Quem sabe, no futuro, poderá voltar?
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É bem verdade que ganhaste a Copa do Brasil. Sete jogos memoráveis. Não resta dúvida que o incentivo colocado na equipe e a maneira de jogá-la para a frente foram decisivos.
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Mas depois, os erros foram muitos. E nesse ano de 2008, tornaram-se insuportáveis. As duas decisões com o Botafogo no campeonato estadual, ambas com falhas infantis de seu “jogador de confiança”. A perda da Libertadores, ainda com erros crassos do mesmo atleta. O abandono do Brasileirão por quase dez rodadas.
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Foi uma aposta, aposta arriscada. Infelizmente, para todos nós tricolores, perdida.
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E sempre que se aposta, quando se perde, tem-se que pagar a dívida. Nesse caso, não existe volta, só resta a você sair numa boa, com a gratidão da galera pela conquista da Copa do Brasil.
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Hoje você não domina mais o grupo, não tem o time na mão. Isso sempre acontece quando os mais medíocres são sistematicamente beneficiados em detrimento dos melhores. Veja o exemplo da super seleção de voley. O bolo desandou. E quando o bolo desanda, a única solução é a troca do confeiteiro.
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Horcades, Tote Menezes, Celso Barros, está na hora de partirmos para a reação.
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Por que não tentar convencer o Parreira, grande tricolor, para ajudar o Fluminense em mais esse momento de crise. Pelo menos até o fim do ano. Se vocês agirem rápido, pode ser que o Fluminense, tal com Fênix, ressurja das cinzas e consiga dar alegrias a essa torcida fiel, mas tão sofrida.
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Sinceramente e sem nada pessoal, com o Renato não dá mais.
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Torcida tricolor. Chegamos ao fim do poço. Não basta falar ou escrever em sites tricolores por aí afora. Temos que nos unir para tentar melhorar, enquanto ainda há tempo.
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Saudações Tricolores, esperando que os nossos dirigentes tenham a sensibilidade de perceber que a nau está sem rumo, a máquina desgovernada.

4 comentários:

Marcio Cardoso disse...

Helio,

otimo blog e uma analise bem abrangente das possiblidades limitadas dos reforcos e tambem das falhas de julgamento do comando do futebol do clube.
Infelizmente, acho q a minha das analise de 4 rodadas atras mostrou-se valida. Acertei o resultado dos 3 primeiros jogos (derrota-vitoria-empate) e agora com a derrota em casa o jogo contra a Lusa passa a ser um dramatico jogo de 6 pontos para escapar da degola.

Sinceramente, eu nao vejo qualidade neste elenco tricolor para conquistar pontos alem do normal, ainda mais sem os 2 Tiagos pelas proximas 8 rodadas (e depois talvez para sempre!). Acho q ha boas chances de ser luta contra a Segundona ateh o fim... o problema eh q a galera de baixo estah comecando a pontuar com frequencia (ateh mesmo o Ipatinga!).

Ainda tem muitos jogos pela frente e vamos torcer... Proximos 3 jogos sao dificeis mas veja a oportunidade: Portguesa fora e Inter e Sao Paulo no Maraca. Tem q ganhar 5 pontos nestes jogos... e depois na ultima rodada do turno vamos para a batalha no Ipatingao (outro jogo de 6 pontos!). E abrimos o returno com outro jogo de 6 pontos contra o Galo no Maraca. Haja coracao tricolor!

Grande abc,

Marcio

felipe.60 disse...

Caro Hélio

Concordo em gênero, número e grau. O Renato teve a sorte de ter um bom time nas mãos e as vitórias vieram em função da grande qualidade técnica e do brio de vários desses jogadores. O elenco NUNCA foi um TIME nas mãos do RG.
O engraçado é que a imprensa sempre "aliviou" o RG, criticando apenas o seu lado fanfarrão. Agora, porém, não tem sido possível esconder: ele não entende minimamente como armar um time, e os comentários debochados e irônicos sobre sua capacidade já começam a aparecer.
Vamos precisar que os reforços venham o mais rápido possível. Se, com um time bom, RG fracassou, imagine com o que sobrou nas Laranjeiras para as próximas rodadas. Nem consigo dormir só de pensar.

Saudações Tricolores do Castilho Coelho Neto

Helio R.L. disse...

É Marcio,

Não havia atentado para o detalhe de quão ruim o Renato é. Ainda pensava que a escalação do Ygor era só devida a sua provável participação nos direitos federativos (pelo menos é o que afirmam alguns torcedores tricolores).
Infelizmente, não é só isso. Ao escalar as duas coisas do mal juntas provou mais uma vez que não entende nada. Está completamente perdido. Pena que o Branco, apesar de ter sido um excelente jogador, é outro incompetente como dirigente. Desconfio muito de suas contratações, pois ninguém de bom senso contrataria tantos jogadores ruins (Ygor, David, Rafael, Gustavo Nery, além de dois atacantes, um vinculado a outro clube e outro sub júdice, que ainda pode pegar um gancho por causa da doping feito pela mala do Montenegro0.
Pelo jeito, vamos sofrer. O Renato só será demitido no fim do ano, depois de ter dizimado o time. Periga de ser considerado um herói por salvar o time da degola. É uma pena.
Abraços

Helio R.L. disse...

Caro Castilho,

A coisa tá preta. Você alguma vez já viu o Renato dar uma declaração sequer sobre tática, padrão de jogo ou algo parecido? Mesmo com o time brilhando na Libertadores, ele só falava abobrinhas. Pensava que fosse uma maneira de disfarçar e esconder o jogo. Ledo engano meu e de muitos tricolores. O cara perdeu tudo que disputou esse ano e com um timaço na mão. Pelo menos sobrava no campeonato estadual e era infinitamente superior a LDU. Até hoje não consegui entender como a maioria aprovava, inclusive nosso ilustre amigo João Garcez,aquela tática suicida de deixar o time principal descansando durante a parada da Libertadores. O resultado catastrófico foi sentido nas finais. Time apático, sem padrão de jogo e sem nenhum preparo físico. Pelo menos mandaram embora aquele preparador que só tinha banca. Agora tá difícil.
Saudações Tricolores.