segunda-feira, 26 de abril de 2010

Seja bem-vindo, Muricy!



Depois de longa expectativa, finalmente o elenco tricolor passará a ser dirigido por Muricy Ramalho.

No site oficial do clube, Alcides Antunes, vice de futebol, enfatizou que "a chegada do Muricy representa o início de uma nova era no Fluminense. Trata-se de um treinador diferenciado e com um currículo incontestável, já que foi eleito o melhor técnico em quatro das cinco últimas edições do Campeonato Brasileiro (2005, 2006, 2007 e 2008). Com ele no comando da equipe, tenho certeza de que vamos dar à nossa torcida as alegrias que ela tanto merece".

Muricy chega às Laranjeiras com a missão precípua de devolver ao Fluminense os dias de glória com o futebol mágico de outrora.

Em sua primeira entrevista como técnico do Fluminense, Muricy destacou a "vontade de melhorar a estrutura" como decisiva para o acerto, já que se considera com um pouco de experiência no assunto.
.
Sob esse aspecto, a Torcida Tricolor espera que ele também consiga modificar a estratégia até então adotada para aproveitamento dos craques revelados em Xerém, que ultimamente deixam o clube antes mesmo de se firmarem no elenco profissional e na quase totalidade das vezes sem nehuma vantagem econômica.

Outro ponto positivo de seu discurso foi a valorização do elenco, elogiado principalmente pela arrancada de superação nas rodadas finais do campeonato passado.

Face à exiguidade de tempo, Muricy pretende manter a sequência de trabalho de Cuca até a interrupção das atividades em função da Copa do Mundo, quando então começará a implantar a sua filosofia.

Questionado sobre a duração do contrato, Muricy mostrou a lisura de seu caráter ao rejeitar um compromisso de três anos. Alegou que não seria justo para o clube um contrato tão longo antes que seu trabalho fosse conhecido de perto. Optou por um período menor, que poderá ser renovado automaticamente se o Fluminense assim o desejar. Numa época em que o esporte brasileiro está tomado por mercenários, há que se louvar atitude como essa.
.
O novo técnico realizará seu primeiro treino nesta segunda-feira à tarde, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador e na próxima quinta-feira já dirigirá o time no jogo contra o Grêmio pelas quartas de finais da Copa do Brasil.

O Fluminense contratou também o auxiliar técnico Tatá.


Perfil

Dono de personalidade forte, o treinador tem como características os intensos trabalhos táticos e a exigência por disciplina, provavelmente herdadas de Telê Santana, à época em que trabalhava como seu auxiliar técnico.

Muricy conquistou o tricampeonato brasileiro pelo São Paulo nos anos de 2006/2007/2008. Foi vice em 2005 pelo Internacional e só não se sagrou campeão naquele ano devido aos lamentáveis acontecimentos extra campo.

Outros títulos: Campeão da Copa da China em 1998 pelo Shanghai Shenhua; bicampeão pernambucano pelo Náutico em 2001/2002; campeão gaúcho pelo Internacional em 2003 e 2005 e campeão paulista pelo São Caetano em 2004.
.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fluminense 3 x 2 Portuguesa. Acesa a luz vermelha!

.
Fred, sempre ele, com três gols ajudou a eliminar a Portuguesa.


Parti para o Maracanã na esperança de ver algo novo, alguma alteração que deixasse de lado a mesmice dos últimos meses e talvez reerguesse o time de guerreiros.

Ledo engano. Mário Marques repetiu os mesmos erros que vinham acontecendo nesse início de 2010. Colocou o time em campo com os intrusos que até agora nada acrescentaram. Pior ainda, ressuscitou o Júlio César, que mais uma vez entrou, nada fez e acabou sendo substituído (DE NOVO!).

O time começou bem, aproveitando o presente dado pelo goleiro Fábio logo aos dois minutos. O gol no início inibiu a tática que a Portuguesa usou em São Paulo de ficar na retranca e esperar que um gol caísse do céu. E como teve que se abrir, mostrou sua fragilidade, tanto que aos vinte minutos o placar já estava 3 x 0 e, como sempre, graças ao Fred.

Primeiro tempo tranquilo, sem sustos, um jogo até que meio xôxo face à fragilidade do adversário.

Mas veio o segundo tempo, no qual o Fluminense jogou apenas nos quinze primeiros minutos. A partir daí recuou, perdeu o interesse e permitiu que a Lusa desse um sufoco homérico.

A zaga tonta e atabalhoada não conseguia desarmar as jogadas. Leandro Euzébio cansou de errar. É inconcebível como se permite que o Dalton seja reserva nessa defesa. Talvez seja por isso que o seu ganancioso empresário tenha conseguido convencê-lo a deixar o clube.

Gum, sem o apoio que tinha antes de Dalton e Digão não rende a mesma coisa e aí é um tal de “bate-cabeça” e falta por todo o lado.

Das arquibancadas tinha-se a noção exata das falhas de marcação e da irritante sequência de erros. Fred de artilheiro passou a zagueiro, tantas foram as vezes que teve que recuar para ajudar a zaga e o goleiro atrapalhados nas bolas altas.

E Mário nada via, ou se via nada fazia. Todos viam que era hora de mudar para dar mais gás e criatividade à equipe. E nada foi feito.

E à medida que o tempo passava a coisa piorava. As bolas eram alçadas na área e os zagueiros se enrolavam todos. Filme visto e revisto nos vários jogos desse ano. Até que depois de tantos desacertos, a bola sobrou limpa para Luís Ricardo, que fuzilou Rafael.

A pressão continuou e logo depois, Paulo Sérgio fez o segundo de falta. Das arquibancadas via-se claramente que do modo como a barreira havia sido armada, bastaria ao atacante encobri-la para fazer o gol. Realmente não está em boa fase o nosso goleiro. Precisa de um descanso urgente, sob pena de sermos eliminados antes da hora.

E Mário nada fazia. Meu amigo e eu perguntávamos por que o González não entrava. Conca estava sobrecarregado e obrigado a marcar. Não deu outra, dois amarelos e expulsão. Jogadores como Conca têm que ser marcados e não marcar, no máximo cercar o adversário. Toda vez que tiverem a missão de marcar serão grandes suas chances de expulsão.

E para não dizer que não fez nada, depois do primeiro gol adversário, Mário entrou com Dieguinho aos 29 minutos. E Gonzáles continuou fora, até que Conca foi expulso. A partir daí não teve jeito, a não ser assumir a pequenez do time e botar Diogo para bloquear as investidas lusas.

Se eu estava preocupado com o fato de ter que encarar o Santos na semifinal, a preocupação passou por completo, porque se jogar desse jeito contra o Grêmio, o Fluminense não terá a mínima chance de prosseguir na competição.

Que venha logo um técnico gabaritado, Muricy quem sabe, e tenha coragem de por para jogar os melhores e não os que foram contratados mais recentemente.

Não consigo entender como Everton é titular em detrimento do Equi. Ele se esforça, corre, mas não constrói nada, nenhum passe preciso, nenhum lançamento, nenhum chute certeiro (até agora só contra o Americano).
Poucos clubes tem condições de escalar dois meias criativos como Equi e Conca e continuamos vendo o primeiro amargar o banco de reservas e o segundo trabalhar sozinho num deserto de criatividade.

Perdemos também o Alan por uma crise de apendicite. Já vinha sentindo dores e foi para o sacrifício. Mais uma para a conta de nosso Departamento Médico.

O treinador amenizou as vaias, afirmando que o que valeu foi a classificação.

Meu caro Mário, a Torcida Tricolor é sábia. As vaias não foram para a vitória nem para a classificação e sim um presságio do que poderá acontecer contra o Grêmio se mudanças drásticas na equipe não forem realizadas.

Sem Conca, só espero que você não tenha a ousadia de escalar três cabeças de área porque aí é que vai ser dureza.
.
UM TÉCNICO DE PONTA, URGENTE!
.
.
E DÁ-LHE FLUZÃO!
.
(crédito da foto: lancenet.com.br)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Parabéns Botafogo!

foto: globoesporte.com
.
Muitos torcedores devem estar estranhando o porque de um blog genuinamente tricolor abrir espaço para parabenizar um rival.

O fato principal é que com a conquista, o Botafogo impediu que a urubuzada aumentasse a vantagem de títulos estaduais sobre o Fluminense.

As outras razões advém do fato que a análise da campanha botafoguense mostrará pontos importantes, que cairão como uma luva nas hostes tricolores.

Primeiramente deve ser ressaltado que na zaga alvinegra também existe um atleta de Xerém: Antônio Carlos, que andou dando sopa por aí, mas a incompetência tricolor preferiu contratar outro zagueiro, provavelmente mais caro, a despeito de ter sido dispensado pelo seu antigo clube.

É mais uma prova que a finalidade da existência do Vale das Laranjeiras é qualquer uma menos reforçar o time do Fluminense.

Joel, ao assumir o cargo após uma impiedosa goleada de 6 x 0, tratou de dar moral a seu elenco e em momento algum vociferou sobre a necessidade de reforços, ao contrário do Fluminense, que a cada dia anuncia o interesse em um ou outro medalhão.

Ao ser eliminado da Copa do Brasil pelo Santa Cruz, clube que ainda briga em seu estadual para uma vaga na série D, não pôs a culpa em nenhum de seus atletas, mesmo os que falharam grotescamente, como foi o caso do goleiro Jefferson.

No Fluminense, ao contrário, Alan foi covardemente execrado por ter perdido um gol no jogo com o Botafogo quando o placar estava 2 x1 a nosso favor. O próprio Cuca deixou claro a crítica na entrevista coletiva logo após a partida. Deveria ter poupado o jovem como fez com a zaga, que falhou nos três gols, com Rafael, que engoliu dois frangos, com Fred, que perdeu um penalti e com ele mesmo, que não conseguiu posicionar a defesa adequadamente contra as jogadas aéreas por demais manjadas.

E é por tudo isso que o Botafogo ganha hoje espaço num blog exclusivamente tricolor, porque com um time inferior ao nosso encontrou a postura necessária para se sagrar campeão.

Parabéns Botafogo, parabéns Joel!

---------------------------------------------------------------------------------

E se a turma de cima não ganha títulos, a garotada continua soberana.
.
Ao vencer o Macaé por 3 x 2, na tarde de sábado, o Fluminense sagrou-se campeão da Taça Guanabara de Juniores.
.
O jogo foi marcado por alternativas, com o Fluminense abrindo o placar, levando a virada e novamente revertendo a contagem.

Os gols tricolores foram marcados por Bruno Veiga, (dois) e Matheus Carvalho, esse já nos acréscimos.
.
Com a vitória, o Fluminense classificou-se para a final do campeonato com 36 pontos contra 35 do Botafogo, segundo colocado.
.
E DÁ-LHE FLUZÃO!
.
Bruno Veiga (foto: lancenet.com.br)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Portuguesa 0 x 1 Fluminense. Vitória xôxa!



Ainda bem que o Fluminense tem o Fred


O jogo foi tão ruim que fica difícil escrever sobre ele.

Portuguesa e Fluminense proporcionaram um espetáculo horroroso, sem nenhuma técnica. O amor ao Tricolor foi a única justificativa para manter os torcedores à frente da TV. Certamente adeptos de outros clubes mudaram de canal ou caíram num sono profundo.

Ainda bem que temos o Fred, que mais uma vez definiu a partida num lance de categoria, ao receber um passe preciso de Mariano, outro destaque positivo na noite de ontem.

A situação da equipe fica pior porque dessa vez a torcida não pode cobrar a falta de empenho. A turma correu bastante, o que sinaliza mais uma vez que o problema pode estar na falta de versatilidade do "onze" escalado ou mesmo na qualidade do elenco.

No primeiro tempo praticamente nada de interessante ocorreu. Apesar da velocidade imprimida pelas duas equipes, as poucas oportunidades que surgiam eram desperdiçadas por chutes bisonhos.

Na etapa complementar o panorama alterou-se ligeiramente. A Lusa deixou a retranca um pouco de lado e começou a atacar, chegando a criar algumas escaramuças, contudo sem assustar o goleiro Rafael.

O Fluminense também teve suas chances com Everton e Marquinhos, que erraram as conclusões.

O marasmo só foi interrompido graças ao gol de Fred, obtido aos dezesseis minutos do segundo tempo, com um arremate da meia-lua, após dominar a bola passada por Mariano.

O jogo parecia liquidado, mas com a expulsão de Marquinho, Vagner Benazzi trocou um zagueiro e um volante por dois atacantes. Em contra partida, Cuca substituiu Alan, que não vinha bem, por Diogo, recuando Everton para cobrir a lateral.

A Portuguesa passou a jogar em seu campo de ataque, mas sem conseguir vencer a defesa tricolor apelou para chutes fora da área, até que num deles Rafael se enrolou e deu rebote, não aproveitado pelo atacante paulista.

O jogo seguiu assim até que quase em seu final, quando Willians cometeu falta nas proximidades da área, felizmente não aproveitada pela Portuguesa. Se o adversário fosse o Botafogo, Grêmio ou São Paulo, provavelmente estaríamos amargando um empate ao apagar das luzes.

Nas entrevistas, Cuca declarou que em mata-mata não tem jogo bonito, que se joga feio mesmo. Provavelmente não viu os jogos do Fluminense na Libertadores e também deve ter esquecido os de seu próprio time na recente Copa Sul-Americana. Isso sem falar no Santos, que atua com dois meias criativos e três atacantes.

Valeu pela vitória, pela vantagem obtida, mas serviu também para encher a torcida de preocupação ao ver que os adversários das próximas fases deverão ser Grêmio e Santos.
Depois de mais uma apresentação medíocre, a comparação entre esse time e o da arrancada do Brasileirão se faz necessária.

O meio campo continua rateando. Diguinho até que jogou bem, praticamente não fez faltas, mas Conca teve mais uma atuação apagada. Tem crédito, deve estar exaurido por ser o único jogador criativo do setor. Everton corre muito e produz pouco, muitos chutes de fora da área, a maioria sem direção. Creio que já tenha passado a hora do Cuca dar uma oportunidade para valer ao González, não apenas poucos minutos quando faz vez ou outra. Na forma ideal, Equi poderá dividir com Conca a armação das jogadas, além de aumentar a possibilidade de sucesso na cobrança de faltas. Sem entrar em campo, entretanto, nunca adquirirá ritmo de jogo. Os jogos “carne assada” com os pequenos durante a Taça Rio foram oportunidades de ouro jogadas fora.

A defesa, desde que o trio Gum, Digão e Dalton foi desfeito não transmite mais a confiança do fim do ano passado, principalmente porque qualquer bola alçada para a área é um “Deus nos acuda”.
Infelizmente pelo que parece, a reedição do trio está cada vez mais distante, pois influenciado por gente inescrupulosa, Dalton deseja desligar-se do clube por causa de míseros R$ 13 mil não depositados em sua conta de FGTS.

Mais uma lambança dessa diretoria acéfala, que já havia perdido Arouca por não ter renovado seu contrato em tempo hábil e vendido Maicon pela metade do valor de sua multa rescisória, além de tantas outras exaustivamente comentadas. As bobagens são tantas e tão constantes que a gente fica com a pulga atrás da orelha de se tratar realmente de incompetência.

Resta torcer para que a Juíza Adriana Malheiros,responsável pelo caso, enxergue com clareza a verdadeira intenção dessa demanda e dê ganho de causa ao Fluminense.

Cuca ressaltou que com a saída de Maicon o time perdeu suas jogadas de velocidade. Isso era o óbvio ululante para qualquer um que acompanhasse aquele mágico time de guerreiros. A pergunta que se faz é por que não demonstrou veemência contra a saída prematura do craque? Estaria acreditando que um menino de 17 anos, reserva do time de juniores, viria a ser a salvação da lavoura?

A lateral esquerda é outro problema crônico. Ao barrar justamente Julio Cesar, que ainda não conseguiu estrear com a camisa do Flu, Cuca escalou Marquinho, que já tinha tido milhões de oportunidades no setor, ora substituindo o próprio Julio Cesar, ora substituindo Dieguinho ou João Paulo. E não podia dar outra: nada fez de útil, além de conseguir uma expulsão boba.

Espero que um dia Cuca se lembre que o titular da posição era o Dieguinho, que mesmo sem ser um craque excepcional, mostrou melhor desempenho que as opções utilizadas até agora.

Alan, depois de ser execrado publicamente pelo gol perdido contra o Botafogo, perdeu a confiança. Não fez nada em campo, praticamente errou tudo. Talvez leve algum tempo para voltar a apresentar o futebol de outrora.

Capítulo à parte, o goleiro Rafael. Nitidamente nervoso por saber que se falhar irá para a reserva, quase põe tudo a perder aos 31 minutos do tempo final ao se enrolar todo e devolver a bola para o atacante da Lusa, que graças a Deus não soube o que fazer com ela.

Nesse caso, creio que Cuca errou feio. Se o goleiro está em má fase e não transmite confiança, talvez precisando de um reforço no treinamento, deve ser preservado antes que volte a falhar e colocar a equipe em dificuldades.

Não sou fã de Fernando Henrique, mas talvez seja a hora dele voltar, principalmente porque na Copa do Brasil a vaga poderá vir a ser decidida nos penaltis, condição impossível do Fluminense sair vitorioso com Rafael, que não tem a mínima noção de colocação nessas penalidades.

Só nos resta torcer para que o técnico abra seus olhos e escale o melhor possível para o jogo da volta e principalmente para as batalhas posteriores, porque levar sufoco desse time da Portuguesa é dureza.

Finalmente, uma pergunta que não quer calar: o que será que o nosso treinador estava pretendendo quando colocou o Willians? Talvez o recorde para o Guinness Book porque ele entrou aos 42’ e aos 46’ fez uma falta desnecessária nas proximidades da área. Fosse contra um adversário mais encorpado, bye-bye vitória.
.
.
E apesar de tudo, DÁ-LHE FLUZÃO!


(crédito da foto: terra.com.br)


domingo, 11 de abril de 2010

Botafogo 3 x 2 Fluminense. Mais uma vez fora da decisão!

Rafael falhou novamente em momentos decisivos e reedita a síndrome da titularidade absoluta. Um "banquinho" talvez o livre da maldição da mão de maionese.


Após novo e inesperado fracasso, o elenco tricolor e sua comissão técnica se apressaram em colocar panos quentes na derrota, justificando-a com argumentos recorrentes como falta de sorte, falhas de arbitragem, erros individuais e outras baboseiras sobejamente conhecidas pela sofrida Torcida Tricolor. Torcida que, diga-se de passagem, o clube não tem feito por merecer, pelo menos nos últimos quinze anos.

Muitas coisas são ditas, esbravejadas até, ora pelos torcedores, ora pela mídia esportiva através de seus poucos representantes tricolores.

Os erros são tantos e tão palpáveis que qualquer análise sob o ângulo que for sempre acabará acertando algumas das causas da debacle atual do Fluminense.

João Garcez, por exemplo, sem deixar de apontar o erro grosseiro da arbitragem no terceiro gol do Botafogo, culpa a incapacidade de decisão da equipe, que poderia ter resolvido o clássico ainda no primeiro tempo ou no início do final se Alan não chutasse para as nuvens a bola açucarada recebida de Fred.

Culpa também a queda de produção no segundo tempo, que se tornou uma constante nesse início de temporada em 2010. Chegou mesmo a vaticinar o fim daquele time incansável, vibrante e seguro, o saudoso "time de guerreiros".

Paulo Cesar Filho prefere apontar suas baterias para o modelo de administração, que vende Maicon a preço de banana, quando o clube não possui um substituto à altura, que gasta fortunas e quase nunca produz times campeões, que se desfaz de craques revelados em casa sem praticamente nenhum benefício para o clube. Enfatiza ainda a constante troca de técnicos e o modelo derrotado que faz o Fluminense refém do patrocinador.

Como já salientado, as causas são tantas que, de certo modo, a razão estará sempre ao lado de qualquer tipo de crítica que se faça ao estado da arte tricolor.

E como torcedor irrestrito do Fluminense que teve o privilégio de desfrutar de equipes maravilhosas, verdadeiras campeãs em todos os sentidos, de frequentar as Laranjeiras antes mesmo do nascimento dos ilustres tricolores citados, gostaria de ir mais fundo na questão e acrescentar outros pontos que precisam ser avaliados pela imensa torcida tricolor.

Não se trata de "caça às bruxas" como diz PC, mas não se pode tentar tapar o sol com a peneira e achar que tudo é culpa do modelo de gestão ou da falta de garra da equipe, como sinaliza o Garcez.

Na realidade, as participações pífias do Fluminense ao longo dos últimos anos, com raríssimas exceções, advêm do somatório de todos esses fatores, inclusive sim o fato do clube não ter tido uma comissão técnica de porte desde a saída do Abel Braga. Excluo a recente passagem do Parreira, que parecia estar desmotivado e com a cabeça na lua.

Creio também que parte da culpa cabe a nós torcedores, que com base em pouquíssimas apresentações, passamos a endeusar um menino de dezessete anos como salvação da pátria, guindado imediatamente a postulante da vaga do Maicon, esquecendo-se de que Wellington nem sequer havia sido titular do time de juniores na recente Copa São Paulo.

Não quero em absoluto defender essa diretoria, no mínimo amadora e incompetente, mas de certo modo demos a ela a desculpa para mais uma estapafúrdia negociação com prejuízos manifestos ao clube. Há muito, já vínhamos alertando sobre a parceria funesta com a Traffic, que como disse o Galeano, ao assumir o cargo de coordenador técnico do Palmeiras, "é uma empresa investidora e que por isso mesmo prima por lucrar na venda os jogadores que se destacam".

A equipe montada em 2008 foi sem dúvida a melhor do Brasil. Poderia ter tido um dos melhores meios de campos jamais vistos, formado por Arouca, Cícero, Thiago Neves e Conca. Perdeu a Libertadores e deu vexame no Brasileirão em função exclusiva de ter em seu comando uma comissão técnica megalomaníaca, fanfarrona, incompetente e interesseira. Não devemos nos esquecer de que Dodô foi barrado e Cícero deslocado para o ataque para permitir a entrada do fabuloso Ygor.

Voltando à equipe atual, não se pode deixar de considerar que do time de guerreiros faltam cinco jogadores. Maicon foi embora, Dalton, Digão, Diogo e Dieguinho barrados por atletas que até agora não acrescentaram melhoria alguma em relação ao que era apresentado. A zaga inclusive é muito inferior e não consegue sequer anular as jogadas mais previsíveis dos adversários, tanto que em apenas três clássicos tomou onze gols. Dar a titularidade a Leandro Euzébio e Cássio em detrimento de Dalton e Digão é decisão inconcebível para quem enxerga um mínimo de futebol.

Além disso, a postura de "comer a grama" é uma atitude com prazo de validade, porque qualquer equipe só consegue manter pegada como aquela em curtos espaços de tempo e geralmente em períodos críticos. O próprio Cuca já havia conseguido façanha semelhante quando pegou o Goiás na última colocação de um campeonato. Passado o vendaval, o Goiás voltou ao marasmo.

Agora será preciso, além da garra, manter o equilíbrio, adaptar o time às particularidades dos adversários, coisa que não tem sido o forte do treinador tricolor. Começar os jogos bem e acabar mal é uma característica dos times dirigidos por Cuca, desde os tempos em que era técnico do Botafogo.

No jogo de ontem, começamos mal na escalação. Durante toda a semana Diogo treinou como titular e na hora H entrou o Alan. Estava claro para quem conhece o elenco que essa teria que ser a opção, então a questão é por que deixar o Alan fora dos treinos decisivos?

A ausência de Equi González no banco de reservas eliminava qualquer opção de melhorar a criatividade do meio-campo. E o que se viu, foi a repetição do que já havia ocorrido contra Flamengo e Vasco, pois enquanto seus técnicos promoviam substituições que alteravam a postura em campo de seus times, o Fluminense continuava com a mesmice de sempre, apelando para Marquinho, Wellington Silva e André Lima, que não apresentaram nada de positivo.

Outro fato que me desagrada profundamente é a carga que está sendo feita ao erro do Alan. Alan é ótimo jogador quando cai pelas pontas e serve aos companheiros, como fez com Fred no segundo gol. Imputar-lhe a culpa, esquecendo-se das falhas da lenta zaga e dos frangos do Rafael não me parece uma atitude coerente. Renato começou a perder o pulso do elenco exatamente quando passou a adotar atitude semelhante.

PC cita o aproveitamento de Cuca para justificar sua permanência, mas de que adianta ganhar jogos sem importância e nunca chegar às finais? O que interessa é que em 2010, em cinco clássicos, o Fluminense perdeu para Flamengo e Vasco, além de duas decisões de semifinais. A única vitória sobre o Botafogo numa fase em que praticamente o jogo não valia nada é muito pouco para a grandeza do Fluminense. A realidade é que, infelizmente, nosso técnico levou banhos táticos de Andrade, Gaúcho e Joel.

Não sei se a troca de treinador resolveria os problemas do Fluminense, como pergunta PC, mas o âmago da questão não se centraliza propriamente na troca de técnicos e sim na sua escolha. Nossa diretoria amadora os tem contratado no impulso sem levar em consideração os títulos conquistados, fator fundamental para a avaliação de suas qualidades. De qualquer modo, gostaria muito que o Abel voltasse ao comando do time.

Ainda temos a Copa do Brasil, que também tem um Santos que atua com dois meias criativos e três atacantes, um Grêmio eficiente, o Atlético, de Wanderley Luxemburgo e o próprio Vasco, que já nos venceu duas vezes nesse ano.

Pode ser que dê, mas com a postura e escalação atuais vai ser dureza.

E antes de tudo FORA TRAFFIC!

(crédito da foto: globoesporte.com)

domingo, 4 de abril de 2010

Fluminense 3 x 1 Macaé. Enfim, a classificação!

Uma vez mais, Conca foi o único vislumbre de clarividência no meio campo tricolor


Como era previsto, o Fluminense confirmou a classificação para a semifinal da Taça Rio. Classificação conseguida sem muito esforço porque afinal o que se viu foi a repetição do filme dos jogos contra os pequenos do Rio, todos sem exceção apresentando equipes muito fracas, incapazes de superar qualquer dos quatro grandes.

O jogo começou com o Macaé postado em sua defesa e à espera de uma oportunidade para contra-atacar. Por sua vez o Fluminense entrou um tanto desanimado, poupando-se em demasia, talvez pela quase impossibilidade de não disputar uma das semifinais, porque para não consegui-la, além de ser derrotado seria necessário que o Bangu goleasse o Botafogo.

A passividade inicial do Tricolor acabou por fazer com que o Macaé se arriscasse um pouco mais e quase abrisse o marcador aos vinte e sete minutos quando, ao ser lançado, Fernandão ganhou de Dalton na corrida e ao tentar driblar Rafael foi desarmado pelo goleiro.

Com o susto, o Fluminense apertou um pouco o ritmo e bastaram três minutos para que conseguisse o primeiro gol. Alan recebeu de Mariano, passou por dois adversários e fuzilou o arqueiro Jefferson.

Com o adversário ainda zonzo, a pressão foi mantida e o segundo gol foi marcado aos quarenta minutos por Everton de cabeça, após receber passe na medida de Wellington Silva.

Praticamente classificado, o Fluminense voltou para a etapa final com o objetivo claro de administrar o resultado, o que propiciou o avanço do Macaé que acabou por balançar as redes tricolores por duas vezes em lances bem anulados por impedimento.

Aos poucos o Flu retomou as rédeas, fez o seu terceiro gol e como sempre perdeu várias oportunidades para ampliar.

O Macaé diminuiu com André Gomes, aos quarenta minutos, em bela cobrança de falta.

Cuca fez três alterações para poupar os “pendurados” Gum, Everton e Mariano e o jogo continuou no mesmo ritmo até o fim.

Mariano e Conca foram mais uma vez os destaques. Alan também poderia ter sido, não fossem as diversas oportunidades claras perdidas.

Wellington Silva não esteve bem. A rigor, de positivo só a jogada do gol de Everton, única oportunidade em que deixou lado as firulas inconsequentes e procurou servir a um companheiro bem colocado. Pelo que tem apresentado ainda não se constitui em ameaça à titularidade do Alan, que apesar de continuar perdendo muitos gols, é mais objetivo.

Cuca dessa vez não inventou nada, embora tenha perdido uma grande oportunidade de ver como o time se comportaria com Équi Gonzáles ao lado do Conca.

Para cumprir sua promessa de vencer o Botafogo na semifinal e depois Flamengo ou Vasco na final, Cuca terá que reeditar aquele time brigador do final do ano passado e ter em mente que de nada valerão essas fáceis vitórias contra os clubes de menores investimentos se o Fluminense não vencer a Taça Rio.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: lancenet.com.br)



quinta-feira, 1 de abril de 2010

A cara do Fluminense.


João Marcelo Garcez, em matéria publicada no Blog do Torcedor Tricolor, tergiversou sobre qual seria a verdadeira cara do Flu.

Com a perspicácia de sempre, destacou com clareza vários pontos, em especial a confiança da torcida abalada pela derrota para um Vasco fragilizado, agravado pelo fato de ter sido dirigido por um técnico interino.

A interrogação sobre qual Fluminense será visto nas finais, se aquele exuberante da vitória contra o Botafogo ou o indolente e sonolento dos segundos tempos dos jogos contra o Flamengo e Vasco foi a principal questão deixada no ar pelo eminente tricolor.

Os comentários de vários torcedores foram solidários com Garcez. Muita coisa foi dita sob o impacto das decepções constantes, sejam pela falta de títulos ou pelo mau desempenho de suas diretorias desde os idos de 80.

Só para exemplificar, destaco as palavras da Luciane, que afirma que "depois do que viu no domingo passou a achar que vai ser mais um ano sem título algum e de luta contra rebaixamento" e do Oberdan, que simplesmente diz categoricamente que "o Fluminense não tem cara, é um time sem personalidade que tem uma dificuldade incrível quando enfrenta adversários tradicionais". Vários comentários seguem na mesma linha com a maioria questionando onde estaria aquele time de guerreiros.

Caros tricolores, exageros à parte, se deixarmos a paixão de lado e pensarmos somente com a razão, veremos claramente que o Fluminense de hoje, pelo menos o dos jogos contra Flamengo e Vasco, nada tem a ver com aquele time de guerreiros.

A cara do Fluminense de hoje é a cara de um Fluminense mutilado, dizimado pela incompetência de uns, subserviência de outros e ganância de terceiros, se é que me entendem.

Tentarei explicar. Creio que ninguém duvida de que o verdadeiro Fluzão da arrancada sensacional, o que deu a partida ao rolo compressor que atropelou todos os adversários na fase final do Brasileirão do ano passado foi aquele do segundo tempo do jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão.

Depois de um primeiro tempo ridículo, Cuca perdeu a paciência com alguns e finalmente achou a escalação ideal. Pois bem, se comparamos aquela equipe com a que foi derrotada pelo Vasco, iremos notar nada menos do que seis mudanças. Seis mudanças, 60% dos jogadores de linha, Digão, Dalton, Dieguinho, Tartá, Maicon e Fred.

Alguns lesionados e outros afastados para dar lugar a novos contratados, que chegaram com status de titulares absolutos e até agora não acrescentaram nada demais, à exceção dos jogos contra os times pequenos de qualidade duvidosa.

Aliada a esses fatos, houve a perda do Maicon, negociado por incompetência de nossa desastrada diretoria e interesses de terceiros com flagrante prejuízo para o clube.

A ausência de Maicon aniquilou a jogada mortal pela direita. Depois de sua saída, Mariano ficou órfão do companheiro que fazia as tabelas pela ponta. Aqueles que observaram os últimos jogos com atenção puderam constatar a aflição do Conca tendo que prender a bola em demasia porque ao olhar para a ponta direita não vê ninguém para lançar.

Dalton, o melhor dos zagueiros do time, foi barrado. O porquê até agora Cuca não conseguiu explicar. Pode ser que tenha sido pressionado para justificar a contratação do Leandro Euzébio, mas o que me deixa com a pulga atrás da orelha é o fato da barração do Dalton ter acontecido logo depois dele ter declarado que, ao contrário de Maicon e Wellington, tencionava permanecer no Fluminense por mais tempo.

Posso estar delirando, mas o acontecido com o Tartá contribui para que eu tenha uma ponta de desconfiança nesse sentido.

Digão também foi barrado, embora suas fracas atuações após a volta da contusão tenham contribuído para isso. Mas se não voltar a campo, jamais recuperará sua antiga forma.

Júlio César ainda não esquentou. Nem sei se chegará a esquentar algum dia, mas pelo que me lembro, no Goiás suas melhores jogadas aconteciam quando era lançado em velocidade pela ponta esquerda. No Flu, sempre afunila e nas poucas vezes que vai à linha de fundo não acerta os passes. Mais treinamentos táticos e uma passagem pelo banco de reservas devem resolver ou pelo menos minorar essa deficiência.

Júlio César tem sido substituído em todos os jogos, mas em nenhum deles Dieguinho teve uma oportunidade sequer. Não seria o caso de tentar pelo menos uma vez? Não é que Dieguinho seja um craque da bola, mas as várias tentativas com Marquinho e Thiaguinho não surtiram efeito algum.

A titularidade absoluta de Diguinho é outra coisa irritante. Tem raça, corre, briga, mas daí a querer que ele arme jogadas de ataque vai uma distância muito grande. No máximo, considerando ser peixe do técnico, poderia ser escalado como primeiro volante, mesmo sabendo-se que essa providência irá aumentar em muito as faltas na entrada da área. A presença de Diguinho na equipe titular só não é mais lamentada porque os tricolores estão conscientes de que antes a posição era ocupada por Fabinho e Ygor.

Os demais questionamentos técnicos do João, de um modo ou outro também já haviam sido abordados por aqui, como a escassez de oportunidades dadas ao Equi Gonzáles.
.
Há também as idiossincrasias do Cuca, que volta e meia de baixo astral acaba por influenciar negativamente os atletas, além dos inúmeros casos de desentendimentos e rancor, como ocorreu com Dodô, Ruy, Adriano, Leo Moura, Pet, Paulo Cesar. Falta-lhe a vibração de um Abel Braga, por exemplo.
.
Nunca fui partidário da troca constante de técnicos, mas no caso do Fluminense se dependesse de mim, o título do estadual seria o balizamento para a sua permanência, sob pena do clube vir a perder também a Copa do Brasil.

Garcez encerra o seu artigo com a certeza de que o Fluminense terá tempo suficiente para voltar a mostrar a aguerrida e desejada face do Time de Guerreiros de outrora no jogo com a Portuguesa pela Copa do Brasil e finais da Taça Rio, porque bola a molecada tem.

Espero que o caro amigo esteja certo, mas será imperioso que o Cuca realmente escale a molecada, repense a formação da zaga e a inocuidade da dupla Diguinho-Everton, dando talvez uma oportunidade ao Equi de mostrar o seu futebol ao lado do Conca.

E é lógico, que o Fred volte bem, única possibilidade de sucesso.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

domingo, 28 de março de 2010

Vasco 3 x 0 Fluminense. Vexame tricolor!

Carlos Alberto, mais uma revelação tricolor a serviço dos adversários.


O início do jogo deu a impressão de que o Fluminense venceria o clássico sem maiores dificuldades. Melhor postado em campo, a equipe tricolor impôs uma pressão inicial e criou duas boas oportunidades antes dos dez minutos que não foram convertidas pelos erros recorrentes de imprecisão no último passe e falha no arremate para o gol.

O Vasco sentiu a pressão inicial e se fechou na defesa, aguardando alguma oportunidade para contratar. Os deuses do futebol dessa vez sorriram para a equipe cruzmaltina e obrigaram Gaúcho a entrar com Carlos Alberto, que substituiu o lesionado Jeferson.

Mesmo acuado, o Vasco quase abriu a contagem, quando Philippe Coutinho, ao se livrar da marcação de Leandro Euzébio, obrigou Everton a chutar contra a própria meta. Para alívio dos tricolores, Rafael estava atento e colocou a bola para escanteio.

Após o susto, o Fluminense retomou o controle do jogo, mas longe de ser aquele time brigador de outras jornadas. Os jogadores pareciam sonolentos, com postura bem diferente daquele Tricolor de Guerreiros.

Aliás, sob esse aspecto, já havia colocado que para ganhar algum título com o elenco atual, o Fluminense terá que literalmente “comer a grama”, porque à exceção de Conca e de Fred, os demais são jogadores normais, sem nenhuma habilidade extraordinária.

Ainda assim Alan teve uma excelente oportunidade ao receber passe de Diguinho, avançar pela direita e chutar cruzado rente à trave direita de Fernando Prass.

Na segunda etapa, o jogo ficou todo à feição do Vasco que, precisando da vitória, lançou-se ao ataque e passou a acuar o Fluminense, que não conseguia concatenar a saída de bola.

O panorama não se alterou até que Thiago Martinelli conseguiu abrir a contagem, aproveitando falha geral da zaga tricolor na cobrança de escanteio.

Cuca tentou algumas alterações, entrando com Wellington Silva e Équi Gonzáles, sacando André Lima e Júlio César. Valeu a tentativa, embora não tenha surtido nenhum efeito.

A terceira substituição do Cuca é que foi de uma infantilidade a toda prova. Substituiu Cássio por Fábio Neves e embora a providência de retirar um zagueiro para tornar o time mais ofensivo pudesse parecer uma boa ideia, o fato de deixar em campo Leandro Euzébio, único da zaga que já tinha recebido cartão amarelo, foi uma bola fora.

E não deu outra, ao parar o Dodô com falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Do mesmo modo que a torcida tricolor, estou até agora querendo entender o que motivou o treinador tricolor a manter em campo o único zagueiro que já tinha sido advertido. Ainda mais em se tratando de Leandro Euzébio, se fosse o Thiago Silva até que a decisão seria válida. Mancada da grossa.

Aí mesmo que a vaca foi para o brejo, com o Vasco marcando mais duas vezes com Dodô e Fágner, recebendo passes milimétricos de Carlos Alberto. E então se desenhou claramente o drama tricolor: enquanto o Vasco armava seus contra-ataques com Carlos Alberto, o Fluminense tentava se virar com Diguinho. Que dureza!

A grande vantagem que tem sobre o Bangu, terceiro colocado na chave, deve garantir o Tricolor na semifinal, mas se jogar desse jeito e não tiver a volta do Fred, a classificação para a final vai ser muito difícil.
.
.
E O MAICON, QUE FALTA FAZ, NÉ? FORA TRAFFIC!
.
(crédito da foto: terra.com.br)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Madureira 1 x 3 Fluminense. A um milímetro da semi.

.
O ímpeto avassalador do primeiro tempo, arrefeceu no segundo.
.
.
O Fluminense voltou a reeditar o seu bom futebol no jogo de ontem, principalmente no tempo inicial quando toda a equipe esteve praticamente irretocável.

Antes mesmo do jogo esquentar a vantagem já estava decretada. Alan, mostrando o oportunismo que andou faltando nos jogos anteriores, antecipou-se à zaga do Madureira e serviu Mariano, que chutou firme para fazer o primeiro.

A pressão avassaladora continuou e depois de algumas oportunidades perdidas, Conca serviu na medida para André Lima, que só teve o trabalho de completar para as redes. Eram decorridos quinze minutos de jogo e a vantagem de dois gols sinalizava para uma noite tranquila para os tricolores.

O Fluminense não diminui o ímpeto e após várias bolas perdidas ou defendidas pelo bom goleiro Marcio, André Lima sofreu penalti, convertido com categoria pelo Conca. Foi uma apresentação quase perfeita, a rigor o Madureira só teve uma boa jogada que acabou com um chute por cima do travessão.

No segundo tempo, o Fluminense voltou ligado e a chance perdida por André Lima logo aos cinco minutos deu a entender que o jogo terminaria com uma goleada histórica, ainda mais pela vantagem numérica obtida com a expulsão de Edinho aos 33 minutos.

Ao notar que o Fluminense havia nitidamente “puxado o freio de mão”, o Madureira se assanhou e conseguiu o equilíbrio na base da correria. E aos treze minutos, foi recompensado com o seu gol, numa jogada muito boa de Bruno, que num toque se livrou de Mariano e Diguinho e acertou o ângulo com um chute certeiro.

Animado com o gol, o Madureira passou a ter mais posse de bola, mas não chegou a ameaçar. Cuca colocou Wellington Silva em substituição a Alan, que a essa altura estava meio sumido.

Dessa vez Wellington foi melhor do que das vezes anteriores. Teve duas ótimas oportunidades em jogadas pessoais, uma salva pelo zagueiro em cima da linha e outra defendida por Marcio com a ponta dos dedos. Poderia ter rendido mais se em algumas oportunidades passasse a bola para companheiros mais bem colocados.

Aos 23 minutos, Cuca fez entrar Équi Gonzáles. (Aleluia!). Uma surpresa agradável para a torcida porque Équi, nos poucos minutos que jogou, mostrou que tem habilidade suficiente para formar com Conca um meio campo de respeito. Tomara que o Cuca continue entrando com ele aos poucos para que possa recuperar a forma.

Até o final, os atacantes tricolores continuaram abusando dos gols perdidos, alguns até graças a defesas muito boas do goleiro Marcio.

Faltando pouco mais de dez minutos para o fim, Cuca fez o de costume, substituiu Júlio César por Marquinho e o resultado o mesmo, ou seja, nada se alterou.

O treinador elogiou a postura do time na primeira etapa, mas demonstrou preocupação com a queda de rendimento na segunda, chegando a declarar ter muito a corrigir. É bom que pense assim porque contra Resende e Madureira as vitórias foram conseguidas, mas contra os times mais fortes pode ser que não dê para segurar, como já aconteceu com a urubuzada.
Com um simples empate nas próximas duas rodadas, o Fluminense confirma sua presença na semifinal, embora o que a torcida deseje ver mais duas vitórias.


E DÁ-LHE FLUZÃO!


E PARA QUE O FLUMINENSE NÃO PERCA TODOS OS SEUS CRAQUES, FORA TRAFFIC!
!
(crédito da foto: terra.com.br)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fluminense 2 x 1 Resende. Sem muito alarde, o Fluzão vai chegando.

Cabeçada certeira de André Lima, que ontem foi o "cara".

Valeu pela vitória, valeu pelos quatro pontos de diferença para os terceiros colocados, valeu pela resposta do André.

O problema é que o adversário era o Resende, último colocado do grupo e que já havia sofrido quinze gols em apenas quatro jogos e o mínimo que se poderia esperar era uma goleada que recolocasse o Fluminense na liderança.

A equipe tricolor continua com a síndrome da perda de gols fáceis, parece até que não treina arremates. Bastaria que uma das oportunidades fosse aproveitada para evitar aquele sufoco final.

O Fluminense até que administrou bem a partida, principalmente depois que construiu a vantagem, mas como não concretizou o terceiro gol, veio aquela bola vadia, que quase põe tudo a perder. Mesmo assim, o futebol apresentado deu para o gasto.

A análise fria da partida evidencia que o Fluminense carece de um meio campo mais eficaz. É impressionante como jogo após jogo, nossos volantes continuam perdendo a maioria dos rebotes, não importando a qualidade do adversário. Quando pressionados, quase sempre a bola vai e volta. Cuca deveria olhar com mais atenção para esse setor, afim de e melhorar seu posicionamento.

Como o jogo foi morno, insosso mesmo, resolvi prender-me a atuação individual dos atletas.

Rafael fez boas defesas. Salvou o empate quase no fim do jogo numa falta bem cobrada. Falhou feio no gol do Resende, reeditando a velha mão de maionese. Tem crédito? É claro que tem, mas precisa ter humildade para reconhecer as falhas. Teria sido muito mais simples admiti-la do que ficar tentando tapar o sol com a peneira.

Mariano mais uma vez esteve bem, melhora a cada jogo. O passe para o primeiro gol foi milimétrico.

A zaga não chegou a comprometer o que não quer dizer muita coisa face à fragilidade do ataque adversário. Gum faz faltas demais e muitas delas nas imediações da grande área. Precisa perder esse vício, o que a essa altura não deve ser tarefa fácil. Cássio, um pouco lento, errou uma bola que se fosse em clássico provavelmente ocasionaria um gol adversário. Dalton esteve firme, o melhor dos três. Se Digão recuperar a forma do ano passado voltará à titularidade sem dificuldade.

Júlio César apresentou apenas alguns lampejos do craque que foi no Goiás. Ainda não disse ao que veio. Se não melhorar, poderia ir descansar um pouco no banco de reservas.

Diogo quando “come a grama” consegue aparecer melhor, querendo dar uma de craque, cadenciando jogadas e com chutes de longa distância, torna-se inócuo. Diguinho briga, corre e se mata em campo, mas não consegue acertar um passe. Quem se acostumou com a dupla Arouca e Cícero não consegue parar de comparar.

Conca, mais uma vez sozinho na criação, foi caçado o tempo todo com inúmeras faltas, mesmo assim conseguiu sobressair-se, como sempre. Tivesse ao lado alguém minimamente hábil, as oportunidades de gol certamente se multiplicariam. Quem sabe um dia quando o Équi recuperar a forma.

Alan me lembra uma montanha russa, ora está em cima, ora em baixo. Dois belos gols contra o Uberaba e ontem várias oportunidades perdidas. Aquela, na pequena área, após passar pelo goleiro é inadmissível.

André Lima. Salvou a pátria, lutou muito e fez os dois gols salvadores. Embora não me agrade uma dupla formada com Fred, as oscilações constantes do Alan poderão forçar uma tentativa nesse sentido.

Wellington Silva parece que sucumbiu aos elogios. Não fez nada de útil. A única vez em que apareceu foi no lance que precedeu o gol do Resende, quando ao tentar passar por três adversários, perdeu a bola que acabou sobrando para o chute de Tiago Bastos.

Sobre o lance, Cuca declarou: "Ele tinha acabado de entrar, estava frio e tem que saber que é preciso simplificar no primeiro momento, dar um passe curto para ganhar confiança. O guri ainda teve a infelicidade que no mesmo lance saiu o gol".

Não tenho dúvidas de que o Cuca conversará muito com o Wellington e irá lapidar o seu futebol, só discordo quando ele diz ser preciso simplificar no primeiro momento. Acho que terá que simplificar sempre, como faziam Pelé e Zico e Rivelino, sob pena de se tornar mais uma foca de circo, como existem várias por aí.

Wellington é jovem e, se por a cabeça no lugar, poderá dar frutos ainda esse ano.

E antes que percamos Dalton, Alan e Digão: FORA TRAFFIC!
(crédito da foto: lancenet.com.br)

sábado, 20 de março de 2010

Santos pede ao Chelsea R$ 62,7 milhões por Neymar, enquanto o Flu libera Maicon por apenas R$ 10 milhões.


A notícia veiculada no globo.com dá conta de que o Santos e o grupo DIS pediram US$ 35 milhões para liberar Neimar.

De acordo com o site, o grupo DIS que adquiriu 40% dos direitos federativos do atleta por R$ 7,5 milhões há apenas um mês, está prestes a receber R$ 25 milhões , um verdadeiro “negócio da China” mais uma vez à custa de clubes brasileiros.

O pior de tudo é que, do mesmo modo que ocorre com o Fluminense e Traffic, o clube fica refém dos "parceiros", que forçam as negociações, ignorando a duração dos contratos em vigor, verdadeiras balelas nas mãos desses aproveitadores.

Pelo menos nesse caso, se a negociação for concretizada, o Santos levará para seus cofres a quantia de R$ 37,5 milhões, bem diferente dos parcos R$ 5 milhões recebidos pelo Fluminense na venda de Maicon.

É por essas e outras que a nefasta parceria com a Traffic deve ser repensada.

A seguir a íntegra da notícia:

Santos e grupo pedem ao Chelsea R$ 62,7 milhões por Neymar, diz colunista
Houve reunião na semana passada entre os clubes e o DIS, que detém 40% dos direitos econômicos do atacante, diz Ancelmo Gois

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

O show de bola que o atacante Neymar vem protagonizando nos campos de futebol do Brasil pode ser exportado mais rápido do que se imaginava. Segundo o colunista Ancelmo Gois, na edição desta sexta-feira do jornal "O Globo", houve uma reunião na semana passada entre o Santos, o grupo DIS e o Chelsea, da Inglaterra, na qual o clube brasileiro e o grupo que detém 40% dos direitos econômicos do atacante de 18 anos pediram aos ingleses US$ 35 milhões (R$ 62,7 milhões) para a cessão do jogador.

De acordo com o colunista, os R$ 7,5 milhões que o DIS deu há um mês ao Santos para ficar com parte dos direitos sobre o jogador poderia ter iludido os santistas de que Neymar estaria garantido no clube até 2014, mas na verdade, seria um lucrativo investimento para a empresa.


E ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS: FORA TRAFFIC!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Uberaba 0 x 2 Fluminense. E rumo às oitavas.

Alan, com dois gols, voltou a ser o nome do jogo

Os dois gols de diferença garantiram o Fluminense na próxima fase da Copa do Brasil. Alan foi o destaque, com dois gols típicos de centro-avante. O segundo, aliás, uma pintura, bem parecido com o de Fred contra o Botafogo, após passe preciso de Mariano em jogada que deixou o defensor mineiro esparramado no chão.

Valeu para resgatar a confiança de mais uma revelação tricolor, ultimamente ofuscada pela perda do penalti decisivo na Taça Guanabara e pela ascensão meteórica de Wellington Silva.

Nesse particular, vale refrescar a memória dos tricolores em geral, inclusive da Comissão Técnica, para o fato de que Alan participara em várias oportunidades da brilhante arrancada do ano passado, tendo feito gols importantíssimos contra Avaí, Corinthians, Santo André e Vitória, sem os quais estaríamos amargando a segundona.

Quanto ao Wellington Silva, melhor mesmo será resguardá-lo e ir lançando-o no decorrer das partidas até se acostumar à condição de titular. Começando os jogos, seu rendimento cai bastante.

Com o estádio praticamente lotado, o Uberaba começou melhor a partida, pressionando com jogadas pela esquerda de seu ataque e com chutes perigosos de fora da área. O gol só não saiu graças à excelente atuação de Rafael, defendendo dois fortes arremates, o primeiro logo aos quatro minutos de jogo.

O Fluminense se defendia e os constantes avanços do Uberaba sobre o setor de Mariano dificultavam a saída do ala tricolor, de modo que os contra-ataques não surtiam efeito.

O susto maior aconteceu aos 22 minutos, quando Thiago, cobrando falta cometida por Diguinho na entrada da área, acertou o travessão, com Rafael completamente batido. Em seguida, mais uma chance desperdiçada num ataque pela direita, concluído por cima da baliza.

O Fluminense começou a acordar quando passou a atacar também com Mariano, além das tabelas pelo meio com Fred, Conca e Alan. Numa delas, Alan teve a primeira grande chance, mas chutou à esquerda do goleiro.
.
Aos 29 minutos, porém, Fred conseguiu se livrar da marcação e serviu Alan na entrada da área, que partiu como um raio e finalizou com êxito, mesmo tendo sofrido falta na jogada.

A partir daí, o Fluminense passou a controlar a posse de bola até com certa tranquilidade e ainda teve outra oportunidade para marcar com Mariano que, ao receber um ótimo lançamento de Dalton, completou para a defesa do goleiro adversário.

Na segunda etapa, o Fluminense entrou ligado e não permitiu a correria mineira. E logo aos quatro minutos sacramentou a classificação com um golaço de Alan. Mariano fez a jogada, deixando um adversário estatelado no chão com um drible seco e cruzando na medida para Alan completar com um voleio de quem sabe.

O Uberaba bem que tentou o golzinho salvador que garantiria a segunda partida, mas a defesa tricolor dessa vez bem postada evitou que Rafael sofresse mais sustos. Aos poucos os mineiros foram esmorecendo e foi o Fluminense que teve mais chances para marcar.

O destaque negativo foi a contusão de Fred, ao que parece no mesmo local da anterior. Aliás, o fato do elenco vir sofrendo baixas seguidas deveria ser analisado com mais profundidade pela Comissão Técnica. Seriam treinos e exercícios físicos demais? Afinal, esse mesmo elenco batalhou em duas frentes com jogos desgastantes aos domingos e quartas-feiras, sem tempo para treinar e conseguiu a arrancada sensacional há pouco mais de três meses.

----------------------------------------------------------------------------------

Dalton descarta seguir passos de Maicon e Wellington e diz seguir no Fluminense
.

Em reportagem de Diogo Dantas no terra.com, Dalton afirma o desejo de marcar sua presença no Fluminense antes de deixar o clube.

"Todo mundo sonha em jogar na Europa, mas estou satisfeito aqui. Espero ficar bastante tempo no Fluminense, conquistar um título e dar alegrias ao torcedor. Penso no momento, e agora estou jogando e feliz", disse a jovem revelação.

Difícil vai ser o Dalton conseguir conter a ganância de J. Hawilla e sua trupe e também a passividade dos dirigentes tricolores.

Tricolores do céu e da terra, unan-se nessa empreitada: FORA TRAFFIC!


E DÁ-LHE FLUZÃO!

domingo, 14 de março de 2010

América 1 x 1 Fluminense. Poderia ter sido pior!


Sem dúvida alguma o Fluminense sentiu a falta dos três titulares e não conseguiu apresentar a mesma qualidade mostrada em jornadas anteriores.

O sufoco que levou do América serviu para comprovar que o Tricolor tem um time, não um elenco, conforme já havia sido comentado em várias postagens por ocasião da formação do plantel para 2010.

A ausência do Conca foi crucial e temo dizer que toda vez que ele estiver ausente o time não irá criar e dificilmente conseguirá vencer até mesmo adversários menos qualificados.
.
Atualmente não existe substituto para o Conca. González, a única opção razoável, vive contundido e Tartá foi defenestrado das Laranjeiras, após sofrer um boicote criminoso, como já abordado por esse blog em várias oportunidades. Se o Cuca não tivesse se curvado às pressões, pelo menos poderia contar com alguém habilitado para substituir o maestro do time nessas ocasiões.

A falta do Maicon também foi sentida e Wellington Silva não conseguiu fazer com a torcida esquecesse o craque vendido prematuramente pelos incompetentes de plantão.

Wellington ainda é um menino e não deve ser queimado por uma atuação decepcionante. Sua falha no gol do América tenderá ao esquecimento tão logo ele volte a reeditar apresentações convincentes.

Particularmente, não gosto de atacantes no campo de defesa, principalmente se jovens e inexperientes, porque quase sempre acabam entregando o ouro, como fez o próprio Maicon nos jogos contra Botafogo e Náutico, cometendo dois penaltis bobos após perder a bola dentro da área.

O jogo começou com o América fechado à espera de eventuais espaços deixados pelo Flu. A estratégia deu resultado e boas chances foram criadas por Adriano e Jones, que infernizaram a defesa tricolor.

Aos quinze minutos, Everton e Jones foram expulsos e o que já não era fácil ficou mais difícil ainda. Se com Everton em campo, o meio campo tricolor quase não criava, sem ele virou uma nulidade total e voltaram aqueles chutões desesperados para frente que não resultam em nada de positivo.

Aproveitando a apatia do adversário, o América passou a pressionar e teve duas oportunidades claras com Adriano. Na primeira, depois de arrancada, ele cruzou e a zaga conseguiu neutralizar e na outra em cabeçada que se chocou com o travessão, já com Rafael completamente batido.

Mesmo sendo dominado o Fluminense conseguiu abrir o marcador aos 36 minutos, num contra-ataque bem executado, que terminou com um passe de curva perfeito do Mariano e completado com categoria pelo Marquinho.

O América desnorteou-se um pouco, mas antes mesmo do intervalo conseguiu o empate, mercê de uma furada grotesca do Wellington Silva na entrada da área. Na sequência da jogada a bola foi lançada para Júnior, que após driblar o Cássio, avançou e fuzilou Rafael. Eram decorridos 47 minutos.

Após o intervalo, Cuca substituiu Wellington por Alan. O Fluminense melhorou e tentou partir para o ataque, mesmo sem nenhuma criatividade em seu meio campo.

Algumas oportunidades foram desperdiçadas, a melhor delas por Thiaguinho, que recebeu livre pela esquerda, avançou e em vez de passar para o Fred, livre, de frente para o gol, preferiu chutar e acabou errando.

Vale ressaltar que apesar do Cuca não ter muito que fazer para suprir as ausências de Conca, Júlio César e Diguinho, ele não deixou de dar uma de professor Pardal, escalando o destro Thiaguinho na lateral esquerda, deixando o time todo torto e sem nenhuma objetividade naquele setor. Só corrigiu a mancada aos 22 minutos do segundo tempo com a entrada do Dieguinho, ou seja, perdeu cerca de setenta minutos com praticamente um jogador a menos.

Thiaguinho pode vir a ser uma boa peça de reposição para substituir o Mariano em seus impedimentos e, no máximo, ser aproveitado como volante. Utilizá-lo como lateral esquerdo é um autêntico tiro no pé.

O panorama do jogo não se alterou, com o Fluminense tentando atabalhoadamente o segundo gol e permitindo algumas estocadas perigosas à equipe rubra.

As substituições ocorridas no América não causaram grandes modificações, o mesmo acontecendo com André Lima, que entrou no lugar do Diogo, e só fez uma boa jogada no final, bem defendida pelo goleiro Roberto.
.
Saudades do Maicon.
.
.
DÁ-LHE FLUZÃO E FORA TRAFFIC!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fluminense 2 x 0 Confiança. Classificação suada.


Acabou dando a lógica e o Fluminense eliminou o Confiança, embora tenha mantido a torcida aflita até o finalzinho do jogo.

E sempre pelo mesmo motivo, erros demais nas finalizações. E o mais preocupante é que não é privilégio de ninguém, todos sem exceção carecem de melhor pontaria.

Cuca já percebeu o problema e chegou a declarar que para ganhar títulos o Fluminense não pode perder tantas oportunidades. Faz sentido, só falta agora ele aumentar a quantidade de treinamentos de arremates a gol, nem que para isso tenha que diminuir a carga dos coletivos.

Quanto ao jogo em si, o domínio tricolor foi quase total, mas mesmo assim o Confiança chegou a assustar com dois excelentes contra-ataques, defendidos pelo Rafael.
A pontaria descalibrada e a excelente apresentação do goleiro Pantera acabaram por anular essa superioridade, fazendo a torcida sofrer até o segundo gol de Fred, marcado aos 42 minutos com uma cabeçada certeira, após escanteio muito bem cobrado por Mariano.

Fred voltou a ser o nome do jogo e será sempre nele que a torcida terá que confiar a tarefa de fazer gols, porque pelo andar da carruagem, nossa diretoria acéfala aparenta estar doida para se desfazer da “molecada de Xerém”.

Conca também sobrou em campo, pena que os dois dribles de cinema não acabaram em gol, senão teríamos mais duas placas no Maracanã.

Wellington Silva, dessa vez, não brilhou. Pode ter sentido o peso da titularidade, coisa normal em um jovem de dezessete anos. Precisa ir se acostumando com as marcações mais fortes, às vezes com virilidade exagerada, que sofrerá a partir de agora.

O resto da equipe, ainda que sem o brilho de Fred e Conca, não comprometeu. Ainda acho que o Júlio César pode apresentar algo mais.

Não gostei da dupla formada por Fred e André Lima. Essa formação faz com que o maior artilheiro da equipe seja obrigado a recuar para armar as jogadas. Além disso, o André parece estar querendo mostrar serviço rapidamente e não passa a bola de jeito nenhum.

Não devemos nos esquecer que na fase final da grande arrancada do ano passado, quem substituiu o Maicon em todos os jogos, tanto do Campeonato Brasileiro como da Copa Sul-Americana foi o Alan.

O importante é que a vitória valeu a classificação. Tenho certeza absoluta de que se os atletas tricolores passarem a treinar com afinco arremates a gol, em breve o Fluminense será capaz de dar goleadas semelhantes às aplicadas pela molecada do Santos.

E DÁ-LHE FLUZÃO!


------------------------------------------------------------------------------

Maicon assinou contrato com o Lokomotiv, da Rússia, por quatro anos e meio.


O vice-presidente de futebol Alcides Antunes, declarou que a diretoria vai tentar manter o atacante até o final de julho e que a cúpula do futebol irá se reunir com representantes do Lokomotiv e selar o futuro do jovem atleta.

Declarou ele: "Vamos conversar com os russos pela manhã e resolver este assunto de uma vez por todas. O Fluminense ainda não liberou o jogador. Queremos manter o Maicon até o fim de julho, mas se eles vierem fortes não tem como segurar".

O que será que o cartola quer dizer com “se eles vierem fortes”? Para mim e para as pessoas normais, "chegar forte", nesse caso, é pagar a totalidade da multa rescisória. Qualquer outra solução aceita, deixará sempre uma dúvida no ar.

Cara de pau esse Alcides.

----------------------------------------------------------------------

Amigos tricolores, temos que ser enfáticos em nossas reclamações contra o que faz essa diretoria e a sua parceira madastra, dilapidando o patrimônio tricolor, cedendo as promessas de Xerém antes mesmo que tragam algum retorno, seja em termos de títulos ou de valores representativos para os cofres do clube.

Precisamos de união para acabar com essa parceria prejudicial.

FORA TRAFFIC

Em tempo: Alcides Antunes ao confirmar hoje à noite ao programa "Globo Esportivo" a liberação definitiva do Maicon, ao ser inquirido pelo reporter se a negociação teria sido boa para o Fluminense, já que havia sido concretizada pela metade do valor da multa rescisória, saiu-se com mais uma pérola:

-"O valor da multa é estipulado para o clube não perder o jogador. Ninguém vende por esse valor. Financeiramente foi satisfatório. Não queríamos vender o Maicon, mas não dá para concorrer com o futebol europeu".

Realmente as multas são estipuladas para os clubes não perderem os jogadores, mas o que o dirigente esqueceu de dizer é que os clubes dirigidos com profissionalismo estipulam seus valores em patamares altíssimos, 30 ou 4o milhões, geralmente em moeda estranjeira.

Nesses casos casos, é comum e até aceitável uma redução, não no caso do Maicon, negociado por R$ 9,7 milhões de reais, dos quais R$ 4,85 milhões irão limpinhos para a Traffic.

FORA TRAFFIC

(crédito da foto: globo.com)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fluminense 2 x 1 Botafogo. Esse é o Fluzão!

.
O voleio de Fred, o gol mais bonito do campeonato. Olho nele Dunga.

Finalmente uma atuação convincente. Com a volta do espírito de luta há muito deixado de lado, o Fluminense não tomou conhecimento do campeão da Taça Guanabara e dominou o jogo durante praticamente o tempo todo.

Não fossem as inúmeras oportunidades perdidas, certamente o Botafogo sofreria uma goleada histórica.

Fred redimiu-se da chance perdida logo aos 2 minutos quando chutou por cima já com Jefferson caído e completamente fora da jogada e assinalou o gol mais bonito do campeonato num voleio clássico, perfeito, obra de arte só permitida aos craques realmente fora de série.

Maicon foi o autor dos cruzamentos na medida em ambas as jogadas, mas cometeu o mesmo erro que já havia cometido contra o Náutico, em vez de despachar a bola completamente dominada foi tentar o drible dentro da grande área, perdeu a jogada e acabou fazendo mais um penalti bobo, convertido pelo Herrera.

Wellington Silva novamente entrou muito bem. Fez boas jogadas pela esquerda, inclusive a que resultou no cruzamento milimétrico para Mariano completar para as redes. Fez também ótima tabela com Fred e só não marcou graças à saída oportuna de Jefferson. Poderia ser uma boa opção para substituir o Conca no jogo com o América.

Conca, como sempre jogou bem, embora tenha sido expulso por uma falta desnecessária em Lúcio Flávio. Mas tem crédito o motorzinho tricolor.

Firme a volta do Dalton, nem parecia que estava tanto tempo sem jogar. Ao final sentiu câimbras e foi substituído por Diogo.

De resto, o time como um todo correspondeu. Mostrou que quando resolve correr apresenta um futebol refinado, objetivo, de primeira linha mesmo.

Na coletiva após o jogo, o técnico Joel Santana declarou que o Botafogo sofreu um apagão e sofreu mesmo Joel, esse apagão se chama Fluminense.

O jogo começou com o Fluminense imprimindo um ritmo veloz para cima da defesa adversária. A primeira chance clara de gol surgiu logo aos dois minutos, perdida por Fred da maneira mais inusitada possível, com comentado anteriormente. Aos três, foi a vez de Júlio César chutar rente à trave, após receber passe de Maicon.

O Flu continuou acuando o Botafogo em seu campo de defesa e as oportunidades iam sendo desperdiçadas. A bola não saía da área botafoguense, mas sempre havia um defensor bem colocado que a impedia de entrar. A jogada mais bonita foi protagonizada novamente por Júlio César, aos 19 minutos, com uma bicicleta que deixou sem ação o goleiro Jefferson e passou rente à trave.

O massacre tricolor foi de tal monta que na primeira etapa foram onze chutes a gol contra apenas quatro do Botafogo e assim mesmo só dois em direção ao gol.

No entanto, a máxima “quem não faz leva” voltou a prevalecer e aos 38 minutos o Botafogo achou o seu gol. Após cobrança de falta da esquerda, Fábio Ferreira escorou de cabeça, obrigando Rafael a fazer excelente defesa parcial e na sequência Maicon fez o pênalti desnecessário, convertido pelo Herrera.

As imagens da TV mostraram que Fábio estava impedido ao cabecear a bola centrada, mas foi uma posição de impedimento muito difícil de ser marcada, talvez mesmo imperceptível a olho nu.

O segundo tempo começou do mesmo modo com o Fluminense atacando sem deixar o adversário respirar. As chances iam surgindo uma atrás da outra até que, aos 15 minutos, Fred empatou com o gol de placa já mencionado.

Nem mesmo a expulsão de Conca foi aproveitada pelo Botafogo. O Flu continuou absoluto e acabou por fazer o gol da vitória com Mariano, após a excelente jogada de Wellington Silva. Cinco minutos antes Herrera também havia sido expulso.

Os instantes finais continuaram mostrando o domínio tricolor, que esteve bem mais próximo do terceiro gol do que o Botafogo do empate.


ESSE É O FLUZÃO QUE ENCANTA!


------------------------------------------------------------------------------


A lamentar a notícia veiculada sobre a iminente saída do Maicon, antes mesmo dos finais do Campeonato Estadual e da Copa do Brasil, apesar de seu vínculo com o Fluminense só terminar em junho de 2012.

E o pior é que a notícia informa que a Traffic já vinha negociando com o CSKA há algum tempo. Em breve o mesmo poderá acontecer com Dalton, Digão, Alan ...

E está prestes a acontecer o que esse blog já vinha denunciando desde a assinatura do malfadado convênio com um parceiro que visa apenas obter lucro às custas do Fluminense.
.
Como o acordo com a Traffic estabelece que a conclusão da transação depende da concordância do Fluminense, existe uma tênue esperança que a diretoria acéfala espere pelo menos o desfecho das competições em andamento antes de dar de bandeja mais um craque feito em casa.

Espero que a nova diretoria a ser eleita alije de uma vez por todas a Traffic das Laranjeiras, pois só assim o Fluminense voltará a ser um clube vencedor. XÔ parceiro esperto!
.
(crédito da foto: terra.com.br)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Tigres 0 x 3 Fluminense. Mais uma vitória rumo à classificação.

Foi um jogo chato, a mesmice de sempre. Como quase todas as equipes dos clubes de menores investimentos o Tigres não fugiu à regra, apresentando quase nenhuma qualidade técnica.

Foi presa fácil do Fluminense, que ainda sem apresentar o futebol convincente daquela arrancada sensacional, venceu sem muito esforço.

E isso é que é o fator preocupante. A turma “está se achando” e resolveu parar de correr, sem ter a humildade de enxergar que a maioria dela só consegue jogar em clubes de primeira linha quando se doa durante todo o jogo.

Temos o Conca, o Fred, talvez o Maicon, que podem conseguir desequilibrar por suas habilidades. Os demais têm que correr muito, caso contrário será sempre um “Deus nos acuda” contra qualquer equipe medianamente bem armada, como ficou comprovado na Taça Guanabara e na primeira partida da Copa do Brasil.

Fred mostrou melhoras em relação ao jogo anterior. Correu, brigou, fez um belo gol e principalmente deu vários passes açucarados, todos desperdiçados, à exceção do segundo gol, marcado pelo Everton.

Cabem aqui uns parênteses para solicitar ao Cuca que faça esses jogadores voltarem a treinar fundamentos, principalmente chutes a gol, porque é inadmissível que uma equipe perca tantos gols, com a maioria dos arremates passando longe das balizas adversárias. Se nossos alas tivessem melhor noção de como chutar, as vitórias poderiam ser obtidas com mais facilidade. Nesse quesito, porém, tanto Mariano como Júlio César deixam a desejar.

Wellington Silva não foi tão brilhante dessa vez, o que é normal em se tratando de um craque em formação. A correria aprontada por Maicon foi boa para acordar um pouco os dorminhocos. Aliás, essa poderá vir a ser uma boa alternativa, começar os jogos com o Wellington e substituí-lo pelo Maicon no intervalo. Serviria também para poupar o Maicon, que tem mostrado uma pré-disposição para distensões.

A zaga continua mal. Leandro Euzébio errando quase tudo. Digão, muito pior. Depois da fratura, ainda não conseguiu voltar à forma. Atabalhoado, do mesmo modo do que no jogo com o Olaria, não conseguiu fazer um desarme sem fazer falta, algumas desqualificantes, como as que causaram sua justa expulsão. Torço para que volte a sua condição física ideal, o que lhe poderá garantir a titularidade absoluta.

Outros parênteses aqui referentes à facilidade com que os zagueiros tricolores se machucam. Agora mesmo, notícias dão conta de que o Cássio voltou a sentir dores no músculo adutor da coxa direita. Em suma: a equipe dispõe de cinco zagueiros jovens, que volta e meia estão no estaleiro. Creio que o Dr. Michel Simoni deveria avaliar com mais cuidado as causas dessa aberração.

Quanto ao jogo em si, ainda que com dose exagerada de erros de passes o Fluminense, desde o início, procurou sufocar o adversário no campo de defesa.

O Tigres começou retrancado e arriscava apenas alguns chutes de fora da área, esperando algum erro da defesa tricolor. E aos 19 minutos acabou assustando com um cruzamento da direita que por pouco não foi alcançado por dois de seus atacantes.

O primeiro gol surgiu aos 21 minutos numa cabeçada de Fred, escorando escanteio cobrado por Conca. A partir do gol, várias chances foram criadas não sendo convertidas graças à boa atuação do goleiro Rodolpho.

De tanto insistir, o Fluzão conseguiu o segundo aos 40. Wellington Silva, após boa jogada, serviu Fred na esquerda, que centrou milimetricamente para Everton completar. O Tigres ainda teve uma oportunidade para marcar, mas Oziel cobrou falta por cima da meta de Rafael.

O segundo tempo foi de arrepiar. O Fluminense voltou sonolento e aí começaram a aparecer as falhas grotescas da defesa. Várias foram as oportunidades de gol desperdiçadas pelo Tigres, com seus atacantes errando arremates relativamente fáceis.

A entrada de Digão não serviu para nada e se tivéssemos pela frente um adversário mais qualificado, poderíamos ter tido o mesmo dissabor que tivemos no Fla-Flu.

A substituição de Wellington por Maicon foi efetiva. Pouco depois que entrou, Maicon cruzou na medida para Mariano chutar de primeira e isolar. Um pouco mais tarde, Fred chutou para fora um bom passe de Mariano e aos 32, outra grande chance perdida por Conca, após passe açucarado de Maicon.

De tanto insistir, o Flu conseguiu o terceiro gol aos 42 minutos numa falta bem cobrada pelo Conca.

O escore foi dilatado, mas o jogo não foi tão fácil. O time ainda carece daquele entusiasmo que o tornou imbatível nas rodadas finais do Brasileirão de 2009. Espero que, à medida que os liberados do departamento médico ganhem suas condições ideais, a garra e a magia perdidas estejam de volta.


E DÁ-LHE FLUZÃO!