domingo, 16 de setembro de 2012

Fluminense 1 x 2 Atlético-GO. Uma noite para esquecer!

Michael deixou o seu e quase fez outro de bicicleta.


A sorte que nos sorriu na quarta-feira faltou em dobro na noite desse sábado.

Deu tudo errado, ninguém jogou nada e sobre todos recai a culpa na derrota inexplicável para o pior time do campeonato.

A rigor, apenas Higor e Michael se salvaram.

Higor entrou após o intervalo e deu mais consistência ao meio de campo, perdido e sem inspiração durante toda a primeira etapa.

Michael foi o mais lúcido dos atacantes. Mostrou oportunismo por ocasião de seu gol e quase empata com uma bela bicicleta, defendida com dificuldade pelo bom goleiro Márcio.

Abel não utilizou o esquema macabro com três volantes, mas pecou em insistir na armação da equipe com três atacantes e só um homem de criação e, pior ainda, sendo ele o Thiago Neves, que tem características muito mais de um meia avançado do que um criador de jogadas.

Se tivesse começado com o Higor no lugar do Sobis, talvez o resultado não fosse tão ruim.

Mas não adianta chorar o leite derramado. O fato é que a atuação foi uma tragédia só.

Carlinhos errou tudo. Não acertou nenhum cruzamento e ainda permitiu uma avenida pelo seu setor por onde os goianienses se criaram durante todo o tempo.

Edinho, perdido em campo, deixou um espaço abissal no meio de campo, onde todos os rebotes eram ganhos pelos adversários, que só foram parados com faltas, como a que propiciou o gol de Diego Giaretta.

Na jogada que originou o escanteio e o consequente segundo gol foi driblado com facilidade extrema pelo lateral do Atlético. Parecia um caminhão desgovernado, justificando o apelido maldoso aplicado por parte dos torcedores: Edinho jamanta.

Ainda bem que levou o terceiro amarelo e, se o Abel não inventar, deveremos ter o retorno de Valencia contra o Náutico.

E pelo que jogou o colombiano nos dois jogos de sua seleção contra Paraguai e Uruguai tem tudo para voltar a ser titular.

A coisa esteve tão preta que até Cavalieri deu uma bobeada no segundo gol, permanecendo adiantado quando o único modo que Reniê teria de acertar a meta era aquele balão rente ao travessão. Nosso goleiro preferiu ficar adiantado e não conseguiu alcançar uma bola relativamente fácil, se estivesse bem colocado.

Jean não conseguiu manter o nível das atuações anteriores, face à mediocridade do meio de campo e até Wellington Nem esteve irreconhecível, sendo completamente anulado pela forte marcação sofrida.

A derrota inesperada transformou o jogo contra o Náutico em desespero puro, porque agora não existe a mínima possibilidade de perder pontos.

Os prováveis retornos de Deco e de Fred, que cumpriu a suspensão e quem sabe a reintegração de Valencia, tornarão o time mais forte, o que nos dá esperanças de retomada de rumo.

Estamos chegando ao mês de outubro e creio que está na hora da diretoria tricolor começar a se movimentar para trazer o Conca de volta, jogador essencial para a tão sonhada conquista da Libertadores.

Nossos maiores craques, Deco e Fred, não conseguem manter uma sequencia minimamente aceitável e Fred ainda perde diversos jogos por cartões bobos, como o ocorrido contra a Portuguesa.

A consequência lógica é que eles não têm participado das jornadas decisivas.

Em 2010, com Conca no time, o título veio com Marquinho, Rodriguinho e Washington presentes na maioria dos jogos, já na Libertadores desse ano... eliminação para um Boca à “meia-boca”.

Apesar de todos esses percalços, ainda acredito no tetra.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

DETALHES:

Fluminense 1 x 2 Atlético-GO

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ); Data: 15/09/2012

Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)

Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa/RS) e Rafael da Silva Alves (RS)

Gols: Diego Giaretta, aos 17’ e Reniê, aos 41’ do primeiro tempo e Michael, aos 19’ do 
segundo.

Cartão amarelo: Edinho

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos (Wallace, intervalo); Edinho, Jean e Thiago Neves; Rafael Sobis (Michael, 3'/2ºT), Samuel (Higor, intervalo) e Wellington Nem - Técnico: Abel Braga.

Atlético-GO: Márcio; Marcos, Gustavo, Reniê e Diego Giaretta; Dodó, Pituca, Ernandes e Danilinho (Marino, 43'/2ºT e Gilson, 44'/2ºT); Patric e Diogo Campos (Carlos, 23'/2ºT) - Técnico: Artur Neto.

Um comentário:

Rodrigo Stopa disse...

Bom dia,
Foi a típica Zebra!
O Fluminense produziu bem mais!
Mas pelo menos 4 defesas milagrosas do Márcio definiram o Placar.
Sabe o que me lembrou? A injusta vitória sobre o Náutico no 1° turno, onde produzimos bem menos que o adversário e levamos os 3 pontos!
Rodrigo Stopa