sexta-feira, 18 de março de 2011

Muricy já foi. Que Siemsen tenha paciência e sabedoria para esperar o Abel!

Amigos Tricolores,

Passados alguns dias da intempestiva saída de Muricy Ramalho, as verdadeiras causas permanecem obscuras. Creio mesmo que a verdade nua e crua nunca virá à tona de maneira clara.

Muricy declarou que deixava o clube pela falta de estrutura, alegando não ter condições para treinar e que não via perspectivas de que a situação iria se alterar.

Em sua metralhadora giratória contra tudo e contra todos, fugiu da verdade, ou talvez tenha mesmo se enganado quando afirmou que perdia jogadores a toda hora devido às condições precárias do campo das Laranjeiras.

Esqueceu-se de que Fred, Emerson e Deco se contundiram durante jogos no Engenhão, Diguinho machucou-se na partida contra o Vasco da Gama, ainda no Maracanã e Digão já vinha com lesões crônicas desde o ano passado.

Dos contundidos com gravidade, apenas Rodriguinho lesionou-se nas Laranjeiras e assim mesmo lesão muscular.

Muricy sabia de antemão que um Centro de Treinamento não poderia ser conseguido da noite para o dia, daí fica difícil de engolir a alegação apenas dois meses após a posse do novo presidente.

Na realidade, após a conquista do título, Muricy cometeu alguns erros graves. A começar pelas indicações das contratações, todas de jogadores inferiores aos que estavam no clube.

E o pior é que bancou a titularidade de todos os novos “reforços”, mesmo quando o time desandou. Chegou ao cúmulo de declarar em entrevista ao Lancenet, publicada em 07/02, que Ricardo Berna não havia sido excelente porque só havia jogado nove jogos como titular e que o Diego havia chegado fora de forma porque na Europa eles não treinam goleiro, mas que os treinos daqui o iriam colocar em forma novamente.

Deduzi desse raciocínio que excelente é o Cavalieri, mesmo tendo amargado quase três anos de reserva, atuando nesse período menos que as nove vezes do Berna.

A consequência é que deixamos de vencer na estreia da Libertadores pela falha grotesca do Diego.

O apoio incondicional ao Edinho, ainda que com sua entrada a outrora melhor defesa do Campeonato Brasileiro tenha se desintegrado, levou a torcida ao desespero. Enfim veio a barração do time titular, mas a permanência no banco de reservas ainda custou a derrota no México.

Em minha opinião, Muricy fugiu da raia e passou a forçar uma batida de frente com os dirigentes para se livrar do problema que ele mesmo havia criado.

Em seu blog, o jornalista Renato Maurício Prado publicou sob o título Garganta Profunda no Flu, a íntegra de um e-mail supostamente endereçado por um ex-dirigente do clube, que contesta a versão divulgada pela assessoria do treinador.

Afirma o ex-dirigente que após o jogo com o América, Celso Barros cobrou do treinador uma posição sobre os reforços que foram contratados estarem fora do time titular e que Muricy não aceitara as ponderações, o que gerou uma insatisfação mútua e foi o estopim para o início do distrato entre as partes.

Celso Barros tratou de desmentir a versão, de modo que ficou o dito pelo não dito.

De qualquer forma dois fatos parecem corroborar com a versão de que Muricy tenha mesmo sido demitido: a liberação do pagamento da polpuda multa rescisória e a carranca do treinador durante o Fla-Flu.

Qualquer que seja a verdade, provavelmente nós torcedores que amamos e sofremos com o Fluminense jamais saberemos.

Quanto à saída do Alcides, como torcedor fico aliviado, porque não consigo aceitar a facilidade com que nossos craques revelados em Xerém foram repassados à Traffic sem nenhum ou quase nenhum benefício para o Fluminense.

Embora seja uma pena ter perdido o melhor técnico do Brasil por questões que poderiam ter sido contornadas, a vida segue e precisamos nos unir para ajudar o Fluzão a se classificar na Libertadores.

A presença em massa da torcida no jogo contra o América-Mex será fundamental para a arrancada para a classificação, porque time melhor nós temos. É só ninguém querer inventar.

Sobre o novo comandante, a maioria dos nomes ventilados pela imprensa não me agradam. Adilson Batista, Caio Junior, Levir Culpi, Paulo Autuori, nenhum deles será capaz de conquistar a Libertadores e o Brasileirão.

Dorival Junior seria a pedida, mas sua saída do Atlético Mineiro no momento é inviável.

Falam também na mala do Felipão, que há muito não apresenta um trabalho de vulto, além do irritável mau humor e também se tratar de uma negociação igualmente difícil.

O que o Fluminense precisa é de alguém que vista a camisa, alguém que tenha vínculos afetivos com o clube e nesse quesito Abel Braga é imbatível.

Não interessa que só poderá assumir em maio. Até lá um interino poderá levar o barco. Josué Teixeira ou mesmo Leomir poderiam ser essa pessoa.

Espero que Peter Siemsen decida com sabedoria porque será bem melhor esperar um pouco pelo Abel do que ter que demitir qualquer um desses outros no meio do Brasileirão.

Que Deus ilumine sua decisão.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Belletti dá adeus.



Belletti encerrou seu ciclo no Fluminense.

Contrastando com a grossura e falta de educação de Muricy Ramalho, Belletti saiu pela porta da frente.

Em sua mensagem de despedida, o atleta enalteceu o clube e agradeceu o respeito e a dedicação recebidos.

A seguir a íntegra de sua nota:
"Quero deixar aqui meu agradecimento aos jogadores e funcionários do Fluminense FC pelo respeito e dedicação nessa etapa em que estive no tricolor carioca.

Gostaria de ter ajudado mais o time, mas algumas coisas que fogem ao meu controle me atrapalharam, e muito.

Aprendi a admirar ainda mais esse clube que tantos títulos conquistou ao longo de sua historia.

Obrigado também a Unimed RIO, através de seu presidente Celso Barros, por ter me proporcionado essa volta ao Brasil.

Boa sorte, Fluzão!!!
E boa sorte Belletti!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Flamengo 0 x 0 Fluminense. O bonde não é tão sem freio como apregoam!


 Guerreiros Tricolores, agora é com vocês.

Amigos Tricolores,

Tivemos um Fla-Flu sem muitas emoções, onde o empate acabou sendo justo, visto que cada clube dominou uma parte do jogo.

Depois da entrada de Souza, o Fluminense tomou conta do jogo e com um pouquinho de sorte a bola que beijou a trave do Felipe teria entrado e dado a vitória ao Fluzão.

Não tenho dúvidas de que o Fluminense com todos os titulares em forma tem amplas condições de vencer o Flamengo. O problema é um dia conseguir ver o Fred jogando os noventa minutos de um Fla-Flu. É provável que o mundo acabe e isso nunca aconteça.

O jogo em si já não valia muito. Para nós tricolores então, pouco importava se tivéssemos vencido por 5 x 0 ou mesmo levado goleada igual da urubuzada.

Nossa preocupação durante toda a semana foi com a turbulência política no clube, que culminou com a perda do melhor treinador do Brasil.

Um episódio em que todos erraram.

Errou o Muricy ao largar o barco em plena disputa de uma classificação na Libertadores. Jogou para o alto toda aquela falação sobre honrar os compromissos assumidos e como um garoto mimado fez beicinho e saltou de banda.

Em nota divulgada por sua assessoria, enfatizou que já havia tomado esta decisão há alguns dias, mas devido ao clássico de hoje achou correto esperar o jogo. Aí eu pergunto: E os jogos contra América, Nacional e Argentinos Juniors?

Afirma ainda que quando chegou ao clube foram prometidas duas condições: uma equipe para ser campeã e a melhoria na estrutura física do clube, o que, no entanto, não aconteceu.

O que será que pensa o Muricy? Será que acredita em Papai Noel ou na Jeannie, o gênio? Como poderia o novo presidente, que assumiu em janeiro, tirar da cartola um centro de treinamento em dois meses e meio?

Cortina de fumaça para encobrir a verdadeira causa de sua demissão. Dessa vez Muricy pisou na bola e pisou feio, dando um péssimo exemplo, deixando na mão um grupo de atletas de elevado nível e toda uma torcida apaixonada pelo seu clube de coração, além de também ficar mal perante seus familiares para quem sempre apregoou a necessidade de respeitar os compromissos assumidos.

No episódio, também errou Peter Siemsen e errou feio ao permitir a saída do treinador sem nenhum esforço para mantê-lo. Em sua coletiva, visivelmente nervoso, titubeando e escolhendo as palavras, declarou que não gostava de trabalhar com pessoas insatisfeitas.

Em suma, liberou o Muricy do pagamento da multa rescisória de R$ 20 milhões, como se o clube fosse uma empresa sua e em situação tal que pudesse dispensar tal quantia. Quantia essa que poderia ser utilizada para pagar a multa rescisória do Abel Braga, por exemplo.

Poderia e deveria ter forçado o treinador a ficar ao menos até o fim da Libertadores. Não fez nada disso e mostrou uma desagradável faceta de incompetência como administrador.

Já havia errado na demissão do Alcides Antunes. Não que eu ache que ele devesse continuar. Suas atitudes com relação às cessões de direitos das jovens revelações à Traffic são pra lá de contestáveis. O caso do Maicon, abordado nesse blog por diversas vezes, merece uma auditoria profunda.

O momento da demissão é que foi a grande falha. Se Alcides não era homem de sua confiança, deveria ter sido afastado no dia da posse e não deixá-lo no cargo para trazer problemas futuros.

Agora Peter tem a missão de arranjar um substituto à altura. A Torcida Tricolor espera que ele não venha com algum técnico “meia-boca”, como os que estão por aí desempregados e retornando após fracassos no exterior.

Creio que seja a hora de rezar para João de Deus, pois dois meses e meio é muito pouco tempo para tanta lambança.

E apesar dos pesares, DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: Terra.com.br / Photocamera)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Fluminense 3 x 1 América. A caminho do ideal.

Conca brilhou pela primeira vez depois da cirurgia

A vitória serviu para mostrar que aos poucos o time vai se encontrando. A atuação consistente de Conca dá esperanças que em breve a sua qualidade inigualável estará de volta.

Ricardo Berna tem dado à torcida a segurança que os demais goleiros não deram. Se Muricy não tivesse insistido tanto com Diego Cavalieri, certamente o Fluminense teria vencido o jogo contra o Argentinos Juniores e não estaria em situação tão desesperadora na Libertadores. Ainda bem que mesmo tardiamente Muricy convenceu-se que no momento a melhor solução é mesmo o Berna.

A barração do Edinho também foi outra opção acertada do treinador. Edinho hoje está em piores condições que Valência e Diogo e a meu ver não deveria nem figurar no banco de reservas, porque sempre que entra o time toma gol, como aconteceu recentemente no México.

A defesa continua a preocupar. A zaga bate cabeça durante o jogo todo. Gum, pesadão, tem sido facilmente batido pelos atacantes adversários. Leandro Euzébio está lento demais e quase sempre chega atrasado nas jogadas.

Considerando que o Marquinho não consegue municiar os atacantes e nem prender a bola na frente, talvez a melhor opção para o Fla-Flu seja a entrada do Digão em seu lugar. Pode ser que assim a defesa consiga parar as focas amestradas do urubu.

Como salientado em comentários anteriores, Marquinho só rende quando entra numa equipe muito bem entrosada, que ainda não é o caso do Flu 2011. A manutenção do Souza, enquanto o Deco não volta, poderia ser a solução, porque só com a sequência de jogos é que a antiga forma poderá ser readquirida.

Outra grata surpresa tem sido o Rafael Moura. Autor de dois gols e de um passe açucarado para o Conca marcar o primeiro gol, a continuar assim deverá firmar-se como titular absoluto, desbancando Emerson ou Fred, a dupla titular virtual e que até agora tem demonstrado não ter condições físicas para aguentar as maratonas do futebol brasileiro.

Muricy terá que fazer mágica para barrar Rafael Moura

O jogo poderia ter sido mais tranquilo não fosse a falha grosseira do assistente ao marcar um impedimento inexistente do Araújo num dos primeiros ataques tricolores. Depois, o América assustou com um chute no travessão.

No início da segunda etapa, Berna defendeu o penalti marcado por uma abstração da arbitragem. A marcação foi tão absurda que mesmo com o goleiro tendo se adiantado uns trezentos metros, nenhum dos membros da arbitragem teve a coragem de mandar repetir a cobrança. E o mais paradoxal é que nem os jogadores do América reclamaram.

Valeu pela vitória, pelas boas participações de Conca, Rafael Moura e Ricardo Berna e dos laterais que aos poucos vão voltando ao nível do ano passado.


E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Conca nega saída

Conca negou sua saída no meio do ano. Declarou que Hugo Benedeti não é seu empresário há mais de um ano e não devria dizer coisas como essas. Quem cuida da minha carreira sou eu. Quem tiver interesse tem de falar comigo e o Fluminense e garanto que nada apareceu.

"Meu amor pelo Fluminense é maior que tudo. Sou muito feliz no clube e nada disso chegou até mim", garantiu.

É mais uma faceta nefasta da Lei Pelé, que permite a proliferação de empresários picaretas sempre prontos a faturar a custa do trabalho alheio.

(crédito das fotos: terra.com.br / Photocamera)

domingo, 6 de março de 2011

Resende 1 x 2 Fluminense. Enfim uma vitória!

A maior atração acabou sendo a nova camisa

A mesma chatice de sempre, os jogos com os pequenos no Campeonato Estadual. Ao menos dessa vez conseguimos vencer, embora nova jogada bisonha do Edinho quase estraga a noite.

Não consigo entender porque tanta insistência com um atleta nitidamente fora de forma e que, além disso, nunca chegou a ser um craque de primeira grandeza. E assim foram os gols do América-MEX e Resende. Até quando teremos que agüentar a versão 2011 de um novo Ygor é o que a maioria dos torcedores questiona.

Mas nem tudo foi descartável. Araújo finalmente mostrou em algumas jogadas que ainda poderá ser útil. É bom tê-lo integrado e em forma porque nunca se sabe quando o prazo de validade do Emerson irá expirar.

E por falar nele, Emerson também voltou bem, um pouco individualista, mas a bronca do Muricy deve servir de alerta. Com o passar dos jogos certamente adquirirá a forma ideal e poderá ser o diferencial necessário para as três vitórias necessárias na Libertadores. O problema é que ele tem demonstrado não conseguir emplacar uma série de jogos. Normalmente a cada cinco ou seis sente uma contusão e para de um a dois meses.

Souza também se apresentou mais solto, fez alguns lançamentos e jogadas importantes e deveria ter ficado até o final. Só assim é que conseguirá recuperar a forma do tempo do São Paulo.

Diogo entrou para recompor a defesa. Poderia ter entrado no lugar do Marquinho, que não é um mau jogador, mas só funciona num time bem azeitado. Depender dele para a criação de jogadas num time ainda sem entrosamento não costuma dar resultado.

Enfim a vitória veio, embora seja inadmissível o sufoco que tomamos no segundo tempo. É certo que mais um soprador de apito despreparado prejudicou a equipe, aplicando o segundo amarelo ao Fernando Bob quando este recebeu a falta do adversário, porém tomar sufoco de time pequeno é inadmissível.

Ainda bem que mais uma vez Berna salvou o Tricolor. Várias defesas importantes devem deixar o fora de forma Cavalieri no banco por muito tempo. Pena que não jogou contra o Argentinos Juniors porque provavelmente teríamos vencido aquele jogo.

Quarta-feira outro jogo chato contra o América e domingo o Fla-Flu com o adversário cheio de malas. Espero que até lá Fred e Valência possam estar em campo.


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Conca de saída?

Semana passada a mídia anunciou o interesse do Palermo. Agora a bola da vez é o Sevilha.

Hugo Benedetti, empresário do jogador, afirma que deixou as portas abertas para uma possível transferência de Conca para a Europa no meio do ano.

É sempre assim, empresários gananciosos saem de pires na mão oferecendo seus representados a qualquer time de segunda linha com o objetivo precípuo de faturar alguns euros à custa do trabalho de seus pupilos.

Atitudes perniciosas como essas são corriqueiras no futebol brasileiro, o que preocupa, entretanto é o valor da multa rescisória divulgado: 10 milhões de euros. Se for verdade é mais uma prova cabal que os dirigentes tricolores, independentemente de quem seja o presidente, não sabem negociar os contratos de seus jogadores.

quinta-feira, 3 de março de 2011

América-MEX 1 x 0 Fluminense. Por um fio!



Autor de quatro gols na vitória do Palmeiras, Adriano "Michael Jackson" foi cedido para permitir a vinda do Edinho. Negócio da China para os palmeirenses.

Muito pouco o que comentar sobre o jogo de ontem. Um jogo em que mais uma vez a equipe tricolor foi um arremedo do campeão brasileiro do ano passado.

Uma sucessão de erros após a conquista foi determinante para a pífia campanha nesse início de 2011.

A começar pela contratação de reforços jurássicos, jogadores encostados ou em fim de carreira, que nada acrescentaram até agora, além de nas vezes em que entraram em campo terem enfraquecido sensivelmente a equipe.

E ontem não foi diferente, as entradas dos “reforços” em nada adiantaram. Edinho conseguiu mais uma vez desequilibrar o sistema defensivo que vinha bem. Após a saída de Valencia, a defesa se perdeu e se não fossem as três defesas milagrosas de Berna, o resultado poderia ter sido mais catastrófico ainda. Araújo não conseguiu concluir uma jogada sequer. Sem ritmo de jogo, muito lento, mais se assemelha a um ex-jogador em atividade.

Se com Conca a criação não estava bem, com Souza aí mesmo é que ela desapareceu.

Muricy ainda tem esperanças na classificação. – “Eu acredito sempre. Enquanto tiver esperança, temos que acreditar. Esse time já fez coisas que não davam para acreditar. Contra o rebaixamento em 2009, no ano passado com o time desmantelado foi campeão. Esse time pode fazer qualquer coisa”, declarou após o jogo.

Esqueceu o nosso competente treinador que o time da fabulosa arrancada de 2009 era completamente diferente. Só para relembrar: a zaga era formada por Gum, Digão e Dalton, os volantes eram Diogo e Diguinho. Dieguinho e João Paulo revezavam-se na lateral esquerda e  mesmo não sendo craques de primeira grandeza “comiam a grama” em cada partida. O ataque era formado por Maicon, o motor dos contra ataques e que só era parado com falta e Fred, ainda com a panturrilha inteira. E o ataque ainda se dava ao luxo de ter o Alan como reserva, além de Tartá e Marquinho, que sempre entravam bem.

Como tricolor de quatro costados, confesso que no fundo também sonho com as três vitórias, mas precisaremos desesperadamente de um milagre. Um não, três pelo menos.

O primeiro deles seria que Fred e Emerson conseguissem manter-se de pé durante esses 270 minutos fundamentais, esperar o mesmo do Deco já seria pedir demais. E que nesse período crucial, as duas estrelas agissem com um pouco mais de profissionalismo, eximindo-se de atividades que possam prejudicar a total recuperação. Jogar peladas, como irresponsavelmente fez o Emerson, surfar ou dançar durante as folgas Fred deveria guardar para outras oportunidades.

O segundo milagre, que Conca recuperasse pelo menos metade de suas condições físicas e técnicas que fizeram dele o melhor jogador do campeonato brasileiro.

E o terceiro é que nesses jogos, Muricy não abrisse mão de ter dois atacantes de ofício, mesmo que algum deles não ostente a forma ideal e que não volte a insistir com o Edinho nessa fase da Libertadores.

Se os milagres acontecerem, tenho fé que o Fluminense consigará as três vitórias necessárias, pois, cá entre nós, os adversários não têm nada demais.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

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Notícias dão conta da provável saída do Alcides Antunes. Conquanto ele tenha prestado bons serviços no passado, seu desempenho deixou a desejar após sua aliança com a tropa do Horcades, principalmente nos episódios de cessão das revelações de Xerém para a Traffic. Até agora ainda não engoli a estranha venda do Maicon, principalmente sua defesa patética tentando justificar a redução de 50% no valor da multa rescisória. Os argumentos utilizados na ocasião soaram como insulto à inteligência de qualquer cidadão com QI medianamente razoável. Se for verdadeiro, o fato poderá ser considerado como o quarto milagre.

(crédito da foto: terra.com.br)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fluminense 0 x 0 Nacional. Urge a volta dos “canelinhas de vidro”.

Muricy terá que quebrar a cabeça para fazer o ataque voltar a funcionar

Escolado com o vexame contra o Boavista, decidi não comparecer ao Engenhão. A escalação com apenas Rafael Moura formando o ataque prenunciava que o gol não iria sair mesmo, assim preferi a TV para sofrer compensado ao menos pelo conforto de minha poltrona.

Menos mal que não tomamos gol. Muricy enfim vislumbrou que a presença de Edinho tornava a defesa vulnerável, porque o volante contratado para ser melhor que Diogo até hoje ainda não tem consciência se é zagueiro ou volante. Alguns já começavam a considerá-lo como o Ygor 2011.

Nos jogos em que atuou, ou se posicionava muito atrás deixando um buraco no meio do campo, ou avançava em demasia tornando a zaga exposta, além das infindáveis faltas desnecessárias, inclusive a determinante na vitória do Boavista.

A montoeira de gols que o time tomou dos poderosos ataques do Olaria, Macaé, Cabofriense, Duque de Caxias e Boavista, além dos cinco sofridos ante Botafogo e Argentinos Juniors, parecem ter convencido o treinador de que a contratação desse reforço foi uma bola fora. E pensar que para sua liberação, o Fluminense teve que ceder ao Palmeiras um atacante promissor, que já mostrou ontem seu faro de artilheiro, um atacante da base e uma quantia em dinheiro ao Internacional, um verdadeiro negócio da china para os adversários.

Decididamente, contratação não é o forte do Fluminense. Se a diretoria acertou ao montar a equipe para 2010, com a ressalva que optou por medalhões próximos ao fim de suas carreiras, voltou a errar ao escolher os “quatro reforços pontuais” para a campanha de 2011.

Como disse o caro amigo “Tricolor” na postagem de 20/02 passado “a questão é que os barrados no time, substituídos pelos “reforços”, são no mínimo do mesmo nível destes. Perdeu-se entrosamento sem que houvesse melhoria do nível técnico da equipe”.

E na noite de ontem seria cômico se não fosse trágico ver os quatro salvadores da pátria sentados lado a lado no banco de reservas.

Uma coisa é certa e nenhum tricolor pode se abstrair dela. Ganhamos o campeonato do ano passado em grande parte devido às atuações irrepreensíveis do Conca. Agora, enquanto se recupera da cirurgia e até que volte a ostentar a sua forma atlética ideal, o resto da equipe tem que comer grama e passar a raciocinar mais um pouco em campo como único meio de suprir suas deficiências. Muricy também precisa se conscientizar desse fato e não contar tanto com os milagres do argentino.

Perdemos a classificação? Ainda não. Argentinos Juniors e Nacional são times inferiores. Jogam com raça sim, mas retrancados na espera dos erros do adversário e fazem cera o tempo todo. O América, pelo que mostrou no jogo com o Nacional, não é lá essas coisas e pode ser derrotado duas vezes pelo Fluminense. Para isso, entretanto, será necessário um esforço maior de Fred, Emerson e até do Deco para afinal conseguirem uma sequência de jogos.

Sem eles, poderemos vir a amargar uma desclassificação precoce, inconcebível após o tricampeonato.

O jogo de ontem serviu também para mostrar que Digão aos poucos vem adquirindo a forma da defesa do time de guerreiros e, se continuar assim, poderá voltar a ser titular da zaga, barrando um dos atuais. Entretanto, se isso acontecer, o Flu correrá sério risco de perdê-lo de graça, porque a maior parte de seus direitos pertence à "parceira" aproveitadora.

Muricy minimizou o empate, afirmando que a classificação no grupo ainda está em aberto. Mostrou-se satisfeito com o fato do time ter ido para cima do adversário o tempo todo com mais de sessenta por cento de posse de bola e muitas finalizações, o que é verdade.

Pena que se abstraiu de que todos os chutes foram para fora e que o goleiro uruguaio saiu de campo com o uniforme limpinho. Precisa treinar mais arremates porque chutões por cima do gol não ganham jogo.

Um fato é certo, o time tem que jogar com dois atacantes de ofício, mesmo que estejam fora de forma. Se Rodriguinho, que nada de útil fez, foi escalado em vários jogos, por que não entrar de cara com Araújo ou Tartá em jogos que temos a obrigação de vencer?

VAMOS LÁ FLUZÃO, QUE AINDA DÁ!
(crédito da foto: terra.com.br/Photocamera)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fluminense 2 x 2 Boavista (2 x 4 nos penaltis). Conca tem crédito, mas e o resto?

Por tudo que tem feito pelo Tricolor, Conca tem crédito com a torcida e certamente dará a volta por cima. 

Amigos tricolores.

Fica difícil falar sobre uma jornada tão infeliz como a de ontem. A eliminação para o Boavista é uma vergonha maior ainda que aquela para o São Caetano na Copa João Havelange.

E o pior de tudo é que após a eliminação os jogadores tricolores a consideraram normal, justificando o vexame com a afirmação de que o Boavista jogou muito bem.

Pelo que entendi, com esse pensamento toda vez que um adversário por mais fraco que seja jogar bem, o Fluminense terá grandes possibilidades de perder o jogo.

No último post do ano passado, logo após a conquista do tricampeonato, escrevi que “pela primeira vez em muitos anos, chegava ao fim do ano despreocupado com os rumos do meu Tricolor”.

Estava enganado, os rumos mudaram. Contratações mal feitas voltaram a ser a tônica. Os “reforços” contratados só serviram para enfraquecer o time e tirar dele aquela “pegada de guerreiro”.

O dinheiro gasto com as contratações de Diego Cavalieri, Souza, Araújo e Edinho daria com sobras para trazer de volta Thiago Neves e Rodolfo, perdidos para rivais, além da contratação de um goleiro em forma, como fez o Flamengo, por exemplo, que trouxe o Felipe sem dificuldade alguma.

Cabem aqui uns parênteses. Não que Diego seja um mau goleiro. Seu problema é que ficou parado durante três anos, amargando a reserva no Liverpool e no Cesena.

Caso semelhante ao do Carini, quase contratado pela diretoria anterior, cujo desempenho no Atlético Mineiro confirmou que não se pode apostar de imediato num goleiro sem sequência de jogos.

Diego tem tudo para recuperar a forma com os treinamentos, desde que conte com um treinador de goleiros capacitado para tal.

Souza, pelo que tem apresentado, poderá ser na melhor das hipóteses um substituto eventual para o Deco e ainda assim terá que disputar a posição com o Tartá.

Sobre Araújo, a sua barracão pelo Rodriguinho fala por si só. Veio com status de estrela para substituir o eterno lesionado Emerson e se não fosse o Rafael Moura, contratado como alternativa à desistência do Washington, a situação estaria pior.

E Edinho? Contratado por recomendação do Muricy, que idealizava aquele volante que vira no Internacional. No Palmeiras já tinha dado sinais de queda de rendimento e no Fluminense até agora não conseguiu uma partida sequer ao nível das do Diogo do ano passado. Perdido no posicionamento, não consegue roubar nenhuma bola sem praticar falta e não tem pique para disputar jogadas em velocidade, perdendo a maioria delas.

Não se pode negar que o Fluminense de hoje é um time burocrático, previsível e abaixo daquele brilhante campeão.

A defesa que já foi a menos vazada do campeonato, hoje falha demais. Não tem pegada nos volantes e sem apoio dos meias fica muito exposta. Quando o Conca readquirir a sua condição física ideal o problema será minimizado, mas o time continuará precisando de alguém para ajudá-lo na função. Será que o Deco volta mesmo?

Sobre o jogo em si muito pouco a falar. Apenas dez chutes a gol mostram a ineficiência da equipe.

E o pífio desempenho na decisão por penaltis continuará sendo a marca registrada do clube enquanto seus atletas continuarem com o discurso de que "penalti é loteria". 

Muricy dessa vez também teve sua parcela de culpa. A primeira delas referente à definição do banco de reservas. Se não pretendia utilizar o Araújo, deveria tê-lo substituído pelo Tartá, que provavelmente teria feito mais que o Souza.

O engano maior foi na relação de cobradores. Definir o Conca como primeiro batedor, mesmo sabendo que ele ainda não se encontra em condições ideais, foi uma maldade com o grande craque tricolor. E escalar Rodriguinho então foi o fim da picada.

Mas nem tudo está perdido. Foi só um turno de campeonato com importância reduzida.

Quarta-feira, outra oportunidade virá. Com muita garra e aquele espírito guerreiro do ano passado dá pra ganhar do Nacional e com sobras. Tenho fé.

Tricolores verdadeiros, todos ao Engenhão.


E DÁ-LHE FLUZÃO TRICAMPEÃO!

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Deu no lancenet.com.br

Traffic vai ocupar sala na sede do Fluminense

DE PRIMA
Publicada em 15/02/2011 às 10:17

A Traffic deve ocupar ainda esta semana uma sala na sede do Fluminense, nas Laranjeiras. No local havia uma locadora de filmes, cujo contrato acabou. A Traffic vai vender ali ingressos e pacotes do Guerreiro Tricolor. A empresa não pagará aluguel, pois a cessão do espaço ao parceiro estava prevista em contrato.

Agora sim é que a raposa está literalmente dentro do galinheiro.

Cuidado Peter! Abra bem os olhos para esses aproveitadores espertos!

(crédito da foto: terra.com.br / Agência Lance)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Madureira 0 x 1 Fluminesne. E dá-lhe He-Man.

A volta de Berna garantiu que a defesa não fosse vazada.
O jogo foi difícil. A necessidade de preservação dos jogadores pendurados piorou o entrosamento que ainda não havia atingido o auge. A boa apresentação do Madureira foi outro fator complicador.
Felizmente Muricy caiu em si e promoveu o retorno de Berna, o que devolveu a tranquilidade perdida desde a sua estapafúrdia barração. Sua atuação foi segura e decisiva, fechando o gol quando o time foi atacado e com saídas precisas nas bolas alçadas sobre a área.
Outro que voltou a se apresentar bem foi Rafael Moura, novamente decisivo e que cada vez mais ameaça a titularidade do Emerson.
Diogo e Digão ainda se ressentindo de falta de ritmo mostraram que poderão ser úteis no futuro.
O resto jogou o feijão com arroz, menos o Souza que mais uma vez esteve abaixo da crítica. Necessita de muito treinamento para readquirir a forma de outrora. No momento, talvez Tartá seja melhor opção.
Durante a semana, Araújo contestou Muricy garantindo que já estava em forma. Pelo que tem apresentado e principalmente pelo jogo de ontem, deveria ter a humildade de aceitar a avaliação do treinador porque se for esse o seu futebol jamais conseguirá uma vaguinha no time titular.
A vitória devolveu a primeira colocação da chave, graças a novo tropeço do Botafogo que, acostumado a jogar os clássicos na retranca, costuma se enrolar quando os adversários se utilizam do mesmo expediente.
Assim, teremos que enfrentar o Boavista na semifinal, adversário difícil que deverá empregar a tática do contra ataque, mas que o Fluminense tem a obrigação de vencer.
Como adversário da final, aposto no Botafogo e espero que dessa vez o Fluminense venha melhor preparado para aguentar a tática retranqueira, que tem sido uma dor de cabeça nesses últimos anos.
E DÁ-LHE FLUZÃO!
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Nostalgia Tricolor
Ao assistir a comemoração do título Sul Americano Sub-20, confesso que senti uma ponta de frustração ao lembrar que três revelações tricolores (Maicon, Alan e Dalton) poderiam estar fazendo parte da Seleção vencedora, o que só não ocorreu devido ao fato do ex-presidente Horcades, de triste memória, ter agraciado seus espertos amigos da Traffic com os direitos de nossos craques.
Espero que os associados tricolores não se esqueçam dessas ações vilipendiosas contra o patrimônio de nosso clube e jamais permitam o retorno de dirigentes que agem em detrimento dos interesses do Fluminense.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fluminense 2 x 2 Argentinos Juniors. Decepção na estreia.


He-Man confirmou a boa fase e salvou a noite
Por volta das 19 horas, parti com um grupo de amigos para o longínquo Engenhão, esperando reviver as jornadas épicas daquele time mágico de 2008.
Sonhava com jogadas maravilhosas, gols extraordinários como o de Dodô e uma atuação ao nível daquela estreia no Maracanã contra outro clube argentino.
Mal o jogo começou, comecei a me dar conta que agora não temos mais o Thiago Silva, o Arouca, o Cícero, o Thiago Neves, o Gabriel, o Júnior César e pasmem, nem o Fernando Henrique, que foi brilhante naquela Libertadores.
Sofremos os primeiros quarenta e cinco minutos com um futebol ridículo, levando pressão de um time tecnicamente mais fraco e que atualmente ocupa a décima terceira colocação no campeonato argentino.
A bola parecia queimar os pés de muitos, principalmente Willians, Carlinhos, Mariano e Souza, que não pareciam estar em campo.
Diego também passava insegurança, não só à torcida como também ao resto da defesa.
O 1 x 0 do primeiro tempo acabou sendo uma dádiva pelo que a equipe jogou.
Para a etapa complementar, Muricy desfez parte da invenção, substituindo Willians por Rodriguinho que, embora também não seja decisivo, pareceu sentir menos o peso do jogo e aprontou correria para cima dos adversários.
Com Conca ainda se ressentindo de melhores condições físicas e Souza abaixo da crítica, a criatividade do time deixava a desejar.
Ainda bem que Rafael Moura mostrou sua ótima fase e evitou a derrota quase certa. Mostrou habilidade, principalmente em seu primeiro gol, pois não é qualquer atacante que acertaria aquela cabeçada.
Mariano melhorou e foi decisivo na jogada do segundo gol. Carlinhos também esteve melhor, mas apenas ofensivamente. Continuou permitindo uma avenida pelo seu setor, por onde os argentinos deitaram e rolaram.
Senti falta do Diogo e do Tartá, que são muito mais combativos do que muitos dos que atuaram. Até agora ainda não consegui compreender porque o Muricy desfez a defesa do título, a menos vazada do campeonato, em favor de outra que até agora não apresentou nenhuma atuação segura. Foram 11 gols em 7 jogos, cinco dos quais contra times sem nenhuma expressão.
Capítulo à parte foi a atuação de nosso goleiro. Diego Cavalieri está nitidamente fora de ritmo, o que seria lícito esperar em se tratando de um atleta que em três anos só participou de dez partidas oficiais. Ultimamente no Cesena vejam bem... no Cesena, não ficava nem no banco de reservas.
Falhou bisonhamente no segundo gol ao não interceptar o cruzamento na pequena área, que resultou no segundo gol de Niell, um atacante de 1,62 metros de altura. Outra falha grotesca, que passou despercebida de muitos, aconteceu aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Salcedo cruzou da esquerda para a dividida entre ele e Niell. O atacante venceu o duelo e não fosse o esforço do André Luiz para salvar em cima da linha, teríamos outro gol na bagagem do Diego.
Diego não é um mau goleiro. Quando jogava no Palmeiras, mostrou habilidade e senso de colocação, a ponto de ser contratado pelo Liverpool. Não tenho a menor dúvida que poderá vir a ser titular absoluto do Fluminense quando recuperar a forma, mas quando recuperar a forma. Dar a ele a condição de titular absoluto no momento atual é uma atitude que não condiz com a postura que sempre foi a marca registrada de Muricy.
Belletti e Araujo, por exemplo, também contratados com pompa e galhardetes amargam uma justa reserva até conseguirem entrar em forma.
Essa teimosia do Muricy é que deixa a torcida de cabelos em pé.  Nosso treinador, em entrevista à ESPN Brasil, publicada no Lancenet, justificou a insegurança de Cavalieri pela falta de preparação recebida em sua estada no futebol europeu.  _ “Lá eles não treinam goleiro, por isso chegou fora de forma. Mas aqui o Diego está se recuperando. Ele não chegou bem. Mas os treinos daqui vão colocá-lo em forma novamente” – disse.
Muricy reclamou das vaias ao Diego e dos grito da torcida em favor de Ricardo Berna. É isso Muricy, você tem que se acostumar. A Torcida Tricolor não é burra e quando vê uma teimosia desmedida costuma botar a boca no trombone, ainda mais se for levado em consideração o fato de que no único jogo do ano em que o Fluminense não levou gol o goleiro era o Berna.
Não tenho a menor dúvida que com o decorrer do tempo, Diego voltará a sua antiga forma, mas tentar recuperá-la em jogos da Libertadores e nos clássicos do campeonato carioca poderá sair muito caro para as aspirações tricolores.
Teremos em sequência sete encontros desenhados para o Diego aperfeiçoar sua forma: Madureira, Resende, Nova Iguaçu, Boavista, Volta Redonda, América e Americano.
Insistir com ele na Libertadores será a repetição do erro do Renato Gaúcho, que por conta da proteção desmedida ao seu apadrinhado Ygor jogou fora o título de 2008.
O jogo ao menos serviu para Muricy perceber que no momento a melhor dupla de ataque é aquela formada por Fred e Rafael Moura, já que Rodriguinho, Willians e Araújo ainda não vingaram e Emerson é um eterno contundido.
Espero que o bom senso prevaleça no melhor técnico do Brasil.
E dá-lhe Fluzão!
(crédito da foto: Terra.com.br/Photocamera)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fluminense 2 x 3 Botafogo. Uma derrota anunciada!

 
Rafael Moura, a boa surpresa para a Torcida Tricolor

Não foi por falta de aviso. As pífias apresentações da defesa tricolor contra equipes menos qualificadas já sinalizavam que as coisas poderiam não ir bem nos clássicos cariocas e principalmente na Libertadores.

As alterações efetuadas na defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro acabaram por enfraquecê-la e os seis jogos do ano serviram para comprovar que existe uma verdadeira avenida no meio campo tricolor.

Já vinha batendo nessa tecla desde as primeiras rodadas do campeonato, pois nem Diego Cavalieri nem Edinho reúnem atualmente melhores condições de jogo que Ricardo Berna e Diogo. Têm que treinar bastante até recuperarem a forma anterior e aí sim batalharem pela titularidade, que lhes caiu do céu com base apenas em suas famas anteriores.

Por estar fora do Rio de Janeiro, assisti ao jogo pela TV e depois ouvi os comentários do Gerson, que para minha satisfação estavam na mesma linha.

O "canhota" desceu a lenha na defesa, taxando-a até exageradamente como horrorosa, mas foi enfático ao afirmar que Edinho e Fernando Bob se limitaram a dar toquinhos para o lado, sem objetividade alguma. Acrescentou que eles não têm habilidade para sair jogando e são incapazes de chutar de fora da área com precisão.

Aliás, a entrada do Bob no lugar do Rafael Moura foi uma grande mancada do Muricy.

Fernando não é mau jogador, mas não tem o perfil adequado para um jogo pegado como o de ontem. Tartá, Marquinho ou até mesmo o Willians teriam sido melhores opções, embora o mais simples fosse a entrada do Araújo, mantendo o Souza em campo porque, mesmo não estando bem, poderia num lampejo criar alguma jogada objetiva.

Essa sucessão de erros teve como resultado o fato do Fluminense tomar três gols de um time nitidamente retranqueiro, o que preocupa bastante porque é quase certo que Argentinos Juniors e Nacional virão ao Brasil entrincheirados para apostar nos contra ataques e em alguma bola vadia.

Ainda bem que perdemos um jogo na hora em que podíamos perder. Enfrentar o Flamengo na semifinal será pior, mas de qualquer forma para ser campeão, o confronto será inevitável.

Mas nem tudo foi perdido, o retorno do Rafael Moura foi bastante positivo e dá esperanças que nosso ataque funcione na quarta-feira, já que Fred e o eternamente lesionado Emerson estarão de fora.

Que a clarividência do Muricy volte a inspirá-lo para escalar o melhor time e o melhor banco para o início da nova epopeia da Libertadores.

E nós Verdadeiros Tricolores teremos que fazer o nosso papel, lotando o Engenhão e empurrando o Fluzão para mais uma conquista.

E DÁ-LHE FLUZÃO!

(crédito da foto: Terra.com.br/Photocamera)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fluminense 3 x 1 Duque de Caxias. E só dá Fred!

Fred desequilibrou apesar da grande atuação de Fernando

Gozando merecidas férias em Guarapari, assisti a vitória tricolor pela TV. Embora sem a sensação gostosa de “participar” do jogo que a presença no estádio proporciona, pela TV pude testemunhar em tempo atual as reações das personagens, principalmente as broncas do Muricy quando a coisa desandava.

Apesar dos contumazes sustos, a vitória acabou vindo até com certa tranquilidade, graças à presença incomparável de Fred. Nos três gols decisivos que fez mostrou sua habilidade em arrematar com precisão.

Artilheiro absoluto do campeonato com oito gols em cinco jogos tem tudo para ser o craque do ano do futebol brasileiro. Resta esperar que não volte a ficar envolvido com a série de contusões que tanto atrapalharam seu futebol no ano que passou.

 
A marcação implacável não conseguiu segurar o Conca

Outro monstro foi o Conca, que não deu bola para a recente cirurgia, não fugindo de nenhuma jogada, mesmo as mais ríspidas e ainda mostrou sua categoria com os passes açucarados para Fred e Carlinhos, algo realmente de cinema.




Mariano mais uma vez esteve bem e Carlinhos, embora um pouco abaixo, também não comprometeu.

Souza foi um monstro no meio campo, principalmente na etapa complementar. Pena que tenha desperdiçado um passe primoroso de Fred por excesso de preciosismo.

A estreia de Araújo foi dentro do esperado, após tanto tempo sem jogar. Chutou uma bola no travessão e deu o centro para o primeiro gol de Fred. Pelo que apresentou deve ter garantido a vaga para o jogo inaugural da Libertadores, ao lado do Rafael Moura.


Os destaques negativos ficaram por conta de Diego Cavalieri e Edinho.

O volante ainda não conseguiu dar à zaga a mesma proteção que davam Diogo ou Valencia. Deveria ser preservado até que readquira sua forma física ideal.

Diego fez duas boas defesas, mostrando que debaixo dos paus já está muito bem. Problemas são os cruzamentos na frente da área em que permanece estático na maioria das vezes, como no gol que tomou ontem e os chutes de longa distância, ocasiões em que costuma bater roupa. Tem lembrado a fase insegura do Fernando Henrique, quando ganhou a alcunha de “mão de maionese”.


Enquanto isso, Ricardo Berna teve esquecidas sua atuações nos jogos decisivos do título do ano passado e amarga injusta reserva.


Muricy, após o empate do Duque de Caxias, esbravejou contra Diego. Não devia, porque afinal a decisão de escolhê-lo foi dele e de ninguém mais.


A Torcida Tricolor, entretanto, sabe que com o passar do tempo, a clarividência do Muricy irá se sobressair e os que estiverem em melhores condições serão os escolhidos para entrar em campo.

(crédito das fotos: Terra.com.br/Photocamera)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cabofriense 2 x 4 Fluminense. E só dá Fred!

Fred foi decisivo uma vez mais

A sequência dos jogos da Taça Guanabara continua mostrando claramente o esvaziamento de nosso campeonato, inchado com muitos times fracos.

As poucas surpresas que acontecem devem-se apenas às diferenças nas condições físicas dos atletas.

E assim vai o Fluminense vencendo sem maiores problemas os seus compromissos até o jogo contra o Botafogo, quando terá que mostrar muito mais do que fez até hoje.

Muricy tem se recusado a comentar as falhas constantes da defesa, mas é inegável que esse é um fato que preocupa e muito a Torcida Tricolor.

As falhas têm ocorrido em todos os setores defensivos e ontem a equipe não fugiu a regra, tomando dois gols de um time que não havia feito um sequer nas três partidas anteriores.

O fato que Muricy não quer encarar é que, com as modificações sofridas, a defesa atual tem apresentado desempenho nitidamente inferior que a do time campeão.

Pode-se entender que com o decorrer do tempo seja bem provável que Diego Cavalieri e Edinho venham a ser titulares absolutos, mas no momento estão em condições bem inferiores as apresentadas por Ricardo Berna, Valencia e mesmo o Diogo.

Entende-se que para pegar ritmo de jogo, eles têm que jogar, o que deve continuar a ser feito nesses jogos de mentirinha do campeonato. Para os clássicos e os jogos da Libertadores, entretanto, creio que Muricy deveria repensar sua estratégia.  

Pode-se arguir que o ataque está desfalcado, que Tartá, Rodriguinho e Marquinho perdem gols feitos a toda hora, mas foi com eles mesmos que a equipe campeã teve a defesa menos vazada na conquista do campeonato brasileiro.

Bom é que o Fred está desequilibrando e fazendo os gols que têm garantido as vitórias.
Mariano e Carlinhos também vão subindo de produção e para mim a surpresa desse início de ano tem sido o Willians, muito criticado no passado e que agora tem tido alguns lampejos bem oportunos.

Com a nova contusão grave do Deco, Souza deverá se firmar ao lado de Conca e Araújo ou Rafael Moura poderão fazer a companhia que Fred tanto precisa.

De resto é esperar os jogos contra o Botafogo e Argentinos Juniors para ver se realmente teremos um ano de glórias como toda a torcida espera. Tomara.

E DÁ-LHE FLUZÃO!


(crédito da foto: Photo Câmera)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fluminense 3 x 1 Macaé. Treino de luxo!

(crédito: terra.com.br/Photocamera)

Foi uma vitória tranquila, a mais fácil do campeonato até aqui

Muricy comemorou o fato de não termos levado sustos. Realmente não levamos, embora não se possa deixar de considerar a fragilidade do ataque adversário.

As alterações na defesa não foram as responsáveis pela melhor atuação. Edinho, ainda sem ritmo, não acrescentou nada de mais ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo Valencia, apesar do penalti bobo e desnecessário cometido contra o Olaria.

Ainda não estou convencido que essas opções sejam melhores que o Diogo. Aliás, anda sumido, contundido talvez.

Diego Cavalieri confirmou o que já sabíamos, completamente fora de forma. Não é pra menos depois de passar três anos atuando apenas dez vezes.

É compreensível a atitude do Muricy em escalar os dois novos contratados, porque só jogando é que poderão ganhar ritmo de jogo.

E nada melhor para isso do que esses joguinhos contra os pequenos do campeonato carioca.

Nas partidas para valer, entretanto, a insistência nessa fórmula poderá ser fatal. Principalmente na Libertadores, onde falhas como a de ontem dificilmente poderão ser recuperadas.

Espero que Muricy continue escalando tanto o Diego quanto o Edinho nesses jogos menos importantes e volte com Berna e Valência ou Diogo nos clássicos e na Libertadores.

Pelo que demonstraram os novos contratados ainda levarão um bom tempo para terem condições de se tornarem titulares na equipe campeã brasileira.

O placar do jogo foi enganoso. Não fosse a falta de sorte do Fred naquela bicicleta que terminou no travessão, sua displicência na batida do penalti e a falha grotesca do Diego no gol do Macaé, teríamos outra goleada impiedosa.


(crédito: lancenet.com.br)
Dessa vez, os destaques foram os laterais, principalmente Carlinhos com um belo gol e o passe para outro e Souza, que mostrou oportunismo no segundo gol e a habilidade que  faltava ao elenco para cobranças de faltas nas imediações da área.

Se algum dia no futuro, o Deco conseguir se livrar das contusões e reeditar ao menos cinquenta por cento de suas atuações na Europa, quem sabe poderemos ver o Souza jogando de segundo volante no lugar do Diguinho? Aí sim o Fluminense passaria a ter um meio campo de respeito.

Apesar de não ter marcado, Fred voltou a ter boa atuação. Fez boas jogadas, passes de primeira, pena que não aproveitados por Rodriguinho, que sempre parece afobado na frente do gol. Dependendo de como entrar, o Araújo poderá resolver o problema, já que Emerson é outro com quem podemos contar muito pouco.

Mas valeu a vitória tranquila e os 100% de aproveitamento. Tudo indica que,  depois de muito tempo, o Fluminense chegará à final da Taça Guanabara.

E DÁ-LHE FLUZÃO!